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Denis Cardoso Firmino
Advogado

O ano de 2020 começou como todos os outros, para a maioria das pessoas: agradecimentos pelas superações e feitos alcançados no ano findo e renovação da fé e expectativas para ano que se iniciava.

O que ninguém sabia, ou pelo menos a maioria massiva das pessoas, é o que este ano de 2020 nos guardava. As notícias sobre a pandemia iniciada na China se intensificavam com o passar dos dias e o pior acabou se concretizando: o mau chegou até nós. Vieram dias de incerteza, insegurança e medo.

E por aqui, a doença encontrou meios ideais de disseminação. Fato é que os poucos infectados logo se tornaram centenas, milhares e, rapidamente, chegamos à marca do milhão de doentes, nos aproximando à assombrosa marca da centena de milhares de vítimas fatais.

Desgovernada, a população busca adotar as medidas de que dispõem e acreditam para, senão conter a doença, afastá-la de suas casas e familiares, recorrendo quase sempre ao máximo isolamento possível.

No início de julho uma frase muito marcante foi projetada no Cristo Redentor, monumento mais popular deste País: “Não existe ninguém de quem alguém não sentirá falta”.

Cristo Redentor homenageia vítimas da Covid-19 e trabalhadores essenciais.

Esta é uma grande, profunda e dolorida verdade. Há, no entanto, o outro lado da moeda. A estatística positiva. As pessoas que, embora tenham se infectado, conseguiram vencer a doença.

E, para além dos médicos e enfermeiros que estão na linha de frente dos hospitais trabalhando para isso acontecer, e que frequentemente são publicamente homenageados, há outros profissionais menos visíveis na mídia, mas não menos importantes e que da mesma forma se esforçam bravamente para salvar vidas.

São destemidos homens e mulheres que, contrariando todas as recomendações sanitárias, e até o bom senso, em alguns casos, deixam seus lares e seus familiares no exílio e segurança doméstica para resgatar, socorrer e transportar, por terra e pelo ar, e assim evitar que mais pessoas venham a sentir a tal “saudade de outra pessoa”.

Embora a pandemia avance sobre o País, diariamente, dezenas de pessoas continuam se acidentando, sofrendo mal súbito ou lesões sérias que demandam socorro rápido e qualificado.

Embora não tenhamos por aqui as melhores condições de proteção individual, policiais, bombeiros, condutores de ambulâncias, técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos, pilotos de aeronaves, operadores de suporte médico, socorristas, militares e operadores aerotáticos não se furtam à sua missão e estão a postos para servir a população.

Não é novidade falar dos riscos e da bravura desses profissionais. Mas talvez nunca antes coexistisse um risco tão grande inerente ao mero exercício de suas funções. Muitos já foram infectados, alguns lamentavelmente farão parte da estatística negativa e, mesmo muito longe de terem máscaras de respiração Tiger com filtragem P100 disponíveis para suas missões, não hesitam em acionar os motores para salvar mais uma vida, ainda que lhes faltem o álcool em gel.

Mais cedo ou mais tarde, superaremos este momento. Nossas vidas retomarão seu rumo. Haverá, sim, muita saudade, mas também deverá haver reconhecimento e honra para esses profissionais tão importantes!

Não nos esqueçamos dos que se foram, nem daqueles que se arriscaram a ir para que ficássemos.

A todos estes, a nossa mais profunda gratidão!

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