O emprego de helicópteros pela Polícia Militar de São Paulo – Uma história que não foi contada

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MARCUS VINICIUS BARACHO DE SOUSA
EDUARDO ALEXANDRE BENI

Para entender o presente e evitar os erros do futuro, é importante conhecer o passado.

De forma até casual, recentemente conhecemos alguns Oficiais do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo, já reformados, mas que continuam sendo grandes entusiastas da Aviação de Segurança Pública e Defesa Civil.

Aproveitando a sorte de uma conversa produtiva e instrutiva, nos foi revelado que bem antes da criação do Grupamento de Radiopatrulha Aérea (GRPAe) da PM de São Paulo, uma Comissão criada no Corpo de Bombeiros foi designada para estudar o emprego do helicóptero em suas missões.

fotojornal

O estudo se deu no início dos anos 80, mas precisamente em 1982, e com viés de apoio às missões de bombeiros, consagrando a certeza da necessidade e interesse da Corporação no emprego de helicóptero em missões especiais, à época.

Segundo os integrantes dessa Comissão, que entrevistamos, o trabalho foi finalizado e entregue ao Comando do Corpo de Bombeiros, e posteriormente não souberam mais do assunto, até que veio a criação do GRPAe no ano de 1984. (Saiba mais: Valores do Passado)

Em 1985 por ocasião do CAO I, o então Capitão Aguilar do Corpo de Bombeiros, que foi um dos integrantes da Comissão, realizou o primeiro estudo científico que se teve conhecimento, tratando o tema “Os helicópteros nas operações de bombeiro e policiamento“, ampliando ainda mais a pesquisa, ainda muito incipiente.

ccbsp

Os trabalhos podem não ter a exigências acadêmicas que vemos nas pesquisas atuais, porém, há que se considerar que foram construídos em uma época sem internet, celulares ou computadores e trazem conteúdo valioso e sem precedentes.

Por terem sido os pioneiros na pesquisa, foram necessárias visitas técnicas à Base Aérea de Santos (FAB), na recém inaugurada Helibras, aos helicópteros da CESP – Centrais Elétricas de São Paulo, às escolas de formação de pilotos, além das pesquisas em bibliotecas.

Conversando com o Cel Taneo, Cel Aguilar e Cel Mello, verifica-se que foram tarefas realizadas com o coração de voluntários, que doaram tempo e conhecimento pelo bem comum e com certeza abriram portas para o que vemos hoje pelos céus de nossos Estados.

Destacamos que nessa comissão, havia a presença do Ten Cel Caldas, dentre outros bombeiros, que participaram do incêndio dos edifícios Andraus e Joelma e constataram a importância dos helicópteros no salvamento.

Parabéns aos honrados membros da Comissão de 1982, criada para estudar o emprego de helicóptero nas missões do Corpo de Bombeiros. A vocês, nossos mais sinceros agradecimentos.

Encerramos aqui com as palavras do então Capitão Aguilar : “…finalizo este trabalho, por considerá-lo, apenas o esboço de uma grande obra, que a Milícia Bandeirante, em breve, realizará com a colaboração de todos os seus integrantes

PRO BRASILIA FIANT EXIMIA

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2 COMENTÁRIOS

  1. Fui convidado pelo então Cap Aguilar, do quarto grupamento de incêndio, vila Mariana, e ficava no salão nobre datilografando aquelas infidas laudas, foi uma oportunidade ímpar ter esta responsabilidade, lembro de quando da falta de uma consoante ou vogal, com toda educação o cap falava, cabo vc vai ter que refazer tudo. Esta foi a minha participação para o engrandecimento da nossa instituição, sempre contei para meu filho, que hoje serve no grpae, com delevel prazer de que seu pai também faz parte desta história e ele sempre soube desde sua tenra idade. Obrigado Cel José Aguilar.

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