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Edupércio Pratts

Operação Arca de Noé – Um marco para a criação da aviação do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina

EDUPÉRCIO PRATTS
Coronel do CBM de Santa Catarina

“A Operação Arca de Noé, desenvolvida durante a tragédia que aconteceu no Vale do Itajaí em novembro e dezembro de 2008, revelou novas consequências da inexistência do serviço de operações áreas no CBMSC.”

O nascimento do GOA/CBMSC – Diário de Bordo Florianópolis, Nov e Dez 2008.

Um pouco de nossa história

O Estado de Santa Catarina estava sofrendo com as chuvas há dois meses, as quais já estavam saturando o solo. No final de semana, 22 Nov 08 (sábado) a fortes chuvas já causavam danos alarmantes no Estado, sendo desencadeado o plano de chamada do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) para o socorrimento das vítimas.

No domingo (23 Nov 08) foi instalado o Sistema de Comando em Operações (SCO) no Centro de Ensino Bombeiro Militar (CEBM), na Trindade, Florianópolis, a fim de gerenciar as atividades do Bombeiro nas áreas afetadas do Estado.

À época era Major e coordenador do Grupamento de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros. Apresentei-me no CEBM, na Trindade, e como havia uma necessidade urgente da participação de aeronaves no socorrimento das vítimas, na manhã de domingo iniciei a coordenação das solicitações de aeronaves a partir do Aeroporto de Florianópolis, no Batalhão de Aviação da Polícia Militar.

Equipes de socorro do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais realizam trabalho de resgate no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

O Águia 02 da PM estava em manutenção, sendo liberado no final da tarde de domingo. As chuvas continuavam fortes e efetivos foram deslocados para a área do 7º BBM. Fui informado que no domingo ou na segunda-feira chegariam ao Estado dois helicópteros e um avião do Governo do Paraná.

Ainda no domingo, entrei em contato com o Cb Lócio da Seção Contra Incêndio (SCI) do Aeroporto de Florianópolis, e ele foi voluntário para atuar de tripulante nos helicópteros que chegariam naquele dia, porém não chegaram.

Na segunda-feira (24 Nov 08), solicitei ao Sd Marlio Luiz para estar na SCI do aeroporto pela manhã, e assim começamos a montar os equipamentos para podermos operar com uma tripulação, caso fosse necessário.

Equipes de socorro da Polícia Civil de São Paulo realizam trabalho de resgate no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

As condições meteorológicas continuavam ruins, mas o Águia 02 deslocou-se a Ilhota e Luiz Alves em apoio ao Águia 01 da PM de Santa Catarina, a fim de realizar o resgate de vítimas dos soterramentos ocorridos na região, retornando ao final do dia.

Foi solicitado apoio pela Defesa Civil para as Forças Armadas e outras Unidades da Federação, para o apoio ao socorrimento das vítimas através de aeronaves, pois várias localidades estavam sem acesso rodoviário e haviam muitas vítimas a serem retiradas das áreas de risco.

No dia seguinte (25 Nov 08) as operações aéreas seriam desencadeadas do Aeroporto de Navegantes, pois era o local mais próximo as áreas em calamidade pública, e com possibilidades de abastecimento e apoio as diversas aeronaves que seriam deslocadas
ao Estado.

Distribuição de água e alimentos para as pessoas atingidas. Aeroporto de Navegantes/SC. Foto: James Tavares/SecomSC.

Entrei em contato com o Comando do Batalhão de Aviação da Polícia Militar (BAPM) a fim de ver a possibilidade de deslocar-me por aeronave até Navegantes, e fui informado que as operações do BAPM seriam transferidas no dia seguinte para o Aeroporto de Navegantes, e que em princípio, seria priorizado o efetivo do BAPM.

Informei ao Comando Geral do Corpo de Bombeiros sobre a evolução dos fatos, e obtive permissão para o deslocamento ao Aeroporto de Navegantes, onde seria o elo de ligação entre as operações aéreas desenvolvidas pela Defesa Civil Estadual, BAPM, Força Aérea Brasileira, Marinha e aeronaves vindas de outros Estados.

Embarquei no ônibus que saiu do CEBM, juntamente com efetivo de reforço ao 7º BBM, às 22h00 do dia 24 Nov 08. Chegamos no quartel sede do 7º BBM perto da meia noite e participei de uma reunião presidida pelo Comandante Geral do Corpo de Bombeiros (Cel Maus), oficiais e autoridades municipais, referente ao planejamento para os dias subsequentes.

Equipes de socorro da Polícia Militar de Minas Gerais realizam trabalho de resgate no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

A seguir desloquei-me para a Seção Contra Incêndios no Aeroporto de Navegantes com 06 (seis) Bombeiros Militares do 7º BBM e que conheciam a região. Eles iriam ajudar na localização das áreas do Morro do Baú, uma vez que as aeronaves que viriam em apoio não conheciam a região, seus hospitais e os possíveis locais de pouso indicados pelo Comando da Operação.

Estes bombeiros desempenharam papel fundamental para o sucesso da operação de resgate no início dos trabalhos (Sd Jones, Sd Adriani, dentre os bombeiros militares). Em seguida recebemos reforço no efetivo (dentre eles: Al Sgt Ferreira, Cb Bagatolli), que igualmente foram incansáveis nas missões desenvolvidas junto as aeronaves integradas na missão.

Na manhã do dia 25 Nov 08, fiz contato com o representante da FAB, Ten Cel Av Kaprchoswki, e os bombeiros foram integrados às equipes no Morro do Baú para as missões de resgate. Os 4 helicópteros do Exército Brasileiro vindos em apoio, foram baseados em Blumenau e lá permaneceram durante toda a operação.

Equipes de socorro da FAB realizam trabalho de resgate no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

Havia dificuldade para liberação de cestas básicas vinda por aeronave da FAB para Itajaí, além da falta de água, saques e depredação do quartel do CBMSC em Itajaí. Com a chegada de 45 Bombeiros Militares e 12 cães da Força Nacional que estavam em Brasília, as coisas melhoraram, pois foram integrados às equipes do Aeroporto de Navegantes, aonde ficaram acantonados e tinham uma base de apoio. Agora tínhamos até uma tropa.

No dia 26 Nov 08, ocorreu a visita do Presidente da República que sobrevoou algumas áreas afetadas, porém, devido as condições meteorológicas ruins não conseguiu chegar em Blumenau.

O Cap BM Kemper e o Sd BM Aurélio apresentaram-se para a missão em Navegantes na manhã do dia 29 Nov 08. O Comandante Geral sobrevoou a área afetada no helicóptero Arcanjo 01 do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Neste voo fui o copiloto e estivemos em Ilhota, Maciço do Morro do Baú e Benedito Novo.

Uma missão inesquecível foi realizada no voo do helicóptero Falcão 02 da PM do Paraná, onde um senhor e seus cães foram resgatadas no Morro do Baú. O vale estava deserto, parecia que uma bomba atômica havia dizimado tudo por ali.

O analista de sistemas Egon Budag desembarcou do helicóptero da PM do Paraná com seus cães, resgatados com ele do Morro do Baú.

O Cap BM Kemper atuou junto ao Falcão 02 em missões de resgate e transporte de alimentos as comunidades isoladas. O Sd Márlio e Sd Aurelio no socorrimento de pessoas e transporte de alimentos com as aeronaves disponíveis no aeroporto.

A partir do dia 07 Dez 08 permaneceram no Aeroporto de Navegantes um helicóptero da PMSC (Águia 01), um helicóptero da FAB e um helicóptero da Marinha (Super-puma). O jornal Diário Catarinense de domingo (07 Dez 08), trouxe estampado na coluna do “Cacau Menezes” a seguinte manchete: “Um helicóptero para os bombeiros”.

Esta matéria refletia a necessidade e a opinião de todos os bombeiros envolvidos na Operação. Encerramos nossa participação na operação em Navegantes no dia 07 Dez 08, às 20h00. Equipes do CBMSC permaneceram na região completando o serviço de busca por pessoas desaparecidas.

O início com a chegada

O helicóptero Arcanjo 01 do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina decolou do aeroporto de Curitiba no dia 19 Janeiro de 2010 com a seguinte tripulação: Maj Edupércio, Cap kemper, Sd Aurelio e Sd Marlio.

Às 10h00 horas do dia 20 de janeiro de 2010 foi recebido solenemente. Essa é a data oficial do início das operações aéreas no Corpo de Bombeiros de Santa Catarina. São 09 anos de operações aéreas no Estado, somando mais de 7.500 ocorrências e mais de 6.100 pessoas atendidas.

Solenidade de Entrega da aeronave. Foto: Sd BM Avelino

Saiba mais:

Comandante Edupércio Pratts, Piloto de Resgate, é promovido a Coronel

Santa Catarina – O Comandante Edupércio Pratts, Piloto de Resgate do Arcanjo 01 e um dos fundadores da Unidade Aérea a qual integra Bombeiros e SAMU em Santa Catarina foi promovido ao posto de Coronel BM em 13 de junho de 2015, posto máximo da Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, por Ato do Governador do Estado João Raimundo Colombo.

Governador SC e Cel BM Edupercio

O Cel BM Edupércio foi o 1º Comandante do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, permanecendo a frente da Unidade por 4 anos e 8 meses, atualmente Diretor de Ensino da Corporação, continua com suas atividades operacionais no atendimento a ocorrências, compondo as escalas de pilotos dos Arcanjos 01 (H 350 B2) e Arcanjo 02 ( C 210).

Somente no BOA, nos últimos 5 anos, o Cel Edupércio conta com mais de 1000 missões, sendo 860 pessoas diretamente resgatadas/atendidas, e aproximadamente 680 horas de voo operacionais em missões. Ele é “gente que faz a diferença”.

Familia na promoção Cel BM Edupercio

Desejamos felicidades e sucesso ao Cmt Edupércio, em suas futuras missões no CBMSC.

Sucesso e muitos #VOOPELAVIDA!

Passagem de comando do BOA/CBMSC

Na manhã desta terça-feira (19/08) foi realizada no Batalhão de Operações Aéreas (BOA) a cerimônia de passagem de comando. O Tenente Coronel BM Edupércio Pratts deixa o comando da unidade e assume o Tenente Coronel BM João Batista Cordeiro Júnior. Após quatro anos e oito meses à frente da unidade (desde a sua criação em 2010), o comandante substituído assume o cargo de Diretor de Ensino do CBMSC.

BOA-SC

O Comandante-Geral do CBMSC, Coronel BM Marcos de Oliveira, fez a leitura da referência elogiosa e um agradecimento especial ao Tenente Coronel BM Edupércio pelo trabalho realizado, explicando que “a história de vida deste oficial se confunde e se mistura com a da aviação militar, tendo ele guiado os primeiros passos deste importante processo de modernização dos serviços de bombeiro em Santa Catarina”.

O Tenente Coronel BM Edupércio fez o uso da palavra e agradeceu aos familiares e amigos pelo suporte durante a implantação do Batalhão de Operações Aéreas. Destacou ainda a parceria da Secretaria de Estado da Saúde, que apóia a viabilização financeira dos serviços e possibilitou a implementação do suporte avançado de saúde nas aeronaves, por meio do Serviço Móvel de Urgência (SAMU): são sete médicos e sete enfermeiros com experiência em suporte avançado de vida aeroespacial integrando a equipe do BOA.

“Se fosse apenas uma ocorrência já teria valido a pena”  

Ten Cel BM Edupércio Pratts 

Destacou ainda os esforços da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), representada pelo secretário César Augusto Grubba e secretário-adjunto Coronel PM Fernando Rodrigues de Meneses, para a continuidade e ampliação dos serviços aéreos prestados à população.

Compareceram à cerimônia autoridades civis e militares, oficiais e praças, Bombeiros Comunitários, imprensa, comunidade, alunos e professores do Centro Educacional Complementar Tapera; Escola Básica Municipal Batista Pereira e da Escola Estadual Baldicero Filomeno.

Novo Comandante

O Tenente Coronel BM João Batista é piloto comercial com cursos e estágios em segurança, prevenção e acidentes aeronáuticos. Possui 27 anos de efetivo serviço na corporação, os últimos dez dedicados à 6ª Seção do Estado-Maior Geral, sendo responsável pelo planejamento orçamentário e financeiro. É bacharel em Direito e especialista em Gestão de Serviços Públicos. Atualmente realiza o curso de Altos Estudos Estratégicos, uma parceria da corporação com a UDESC/ESAG.

Título honorífico Amigo do Bombeiro

O Sr Eloy Biesuz, presidente da empresa Helisul Táxi Aéreo, recebeu o título honorífico Amigo do Bombeiro, concedido a pessoas e entidades que tenham contribuído para o engrandecimento moral ou material da corporação.

Vídeo de Homenagem ao Ten Cel Edupércio Pratts:

YouTube player

Estatísticas das Operações:

Estatística 19 de Agosto

Galeria de fotos:

Fonte: CBM/SC

Passagem de Comando do BOA/CBMSC – Convite

Passagem de Comando do Batalhão de Operações Aérea do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina. Acontecerá no dia 19 de agosto de 2014, às 09:30Hs, no Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis-SC.

O Ten Cel BM Edupércio será o novo Diretor de Ensino do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina.

Convite passagem Cmdo BOA_CBMSC

Livro relata origem do Batalhão de Operações Aéreas do CBM/SC

Artigo publicado originalmente em 18JAN2013, e republicado para inserção do arquivo digital do livro “Arcanjo”, gentilmente cedido pelos seus autores, Cel BM RR Alvaro Maus e Ten Cel BM EDUPÉRCIO PRATTS, Comandante do Batalhão de Operações Aéreas.

Quem é socorrido ou acompanha a distância as operações do helicóptero Arcanjo 01, do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiro Militar de Santa Catarina (CBM/SC), não imagina a mobilização e os esforços dispensados por Bombeiros Militares para que o sonho de salvar vidas pelo ar se tornasse realidade.

BOASC 1

Muito menos que a tragédia de 2008 que assolou Vale do Itajaí tenha sido o “catalizador” de todo o processo de criação do serviço de salvamento e resgate aéreo próprio no CBMSC. Os detalhes minuciosos, entre projetos de pesquisa e notas de gabinete que resultaram na criação do BOA foram reunidos em um livro por dois protagonistas do processo de ativação do serviço aéreo próprio na corporação: Coronel BM Álvaro Maus e Tenente-Coronel BM Edupércio Pratts.

Em 114 páginas, Arcanjo: A história do BOA escrita sob a inspiração das asas de um sonho, apresenta as etapas que edificaram a estrutura que em pouco tempo veio a tornar-se uma das um elo importante da corporação para o atendimento emergencial, quando o ar é o único acesso possível ou a agilidade no tempo-resposta faz toda a diferença.

Dedicada aqueles que o exercício de suas atividades exigiu o sacrifício da própria vida (bombeiros mortos em serviço), a publicação é dividida em sete capítulos, complementados com anexos e fotos históricas.


Leia aqui a obra completa


Resumo da Obra

Livro Arcanjo SCO início dos resgates e salvamentos aéreos deu-se na temporada de 1986/1987, quando ainda administrativamente subordinados à Polícia Militar do Estado, equipes de Bombeiros Militares foram ao Rio de Janeiro receber capacitação para, no retorno a Santa Catarina, formar a primeira tripulação de Bombeiros Militares catarinense.

Na época, o helicóptero Bell Jet Ranger III locado pelo Governo do Estado para 240 horas/voo na Operação Veraneio era multifuncional: existiam tripulações específicas para cada situação (Polícia, Bombeiro e Samu). Conforme a ocorrência, a equipe correspondente embarcava para a missão.

A experiência só foi repetida e aprimorada nas Operações Veraneio seguintes a partir de 1993, quando o serviço foi reativado – apesar dos resultados positivos e número elevado de vidas salvas – para angústia dos entusiastas do serviço aéreo público iniciado na Operação Veraneio 86/87.

Somente em 1997 uso de aeronaves foi ativado durante todo o ano. Diferente das experiências anteriores, houve incremento nos recursos ao ponto de o Estado operar posteriormente três aeronaves locadas por meio do Grupo de Radiopatrulhamento Aéreo (GRAER). Foi o período em que militares puderam ampliar seus conhecimentos por meio de um número maior de Salvamentos e Resgates.

A atividade desempenhada evoluiu ano a ano até a emancipação administrativa do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, em 2003, quando novamente os militares foram privados da prestação do serviço aéreo por meio da corporação recém-emancipada, então sem condições estruturais e financeiras para tanto.

Este é tido como um dos períodos mais difíceis para o grupo de Bombeiros Militares que “iniciou” a atividade na corporação, que apesar de capacitados e experientes no salvamento e resgate com o uso de aeronaves, não puderam empregar seus conhecimentos a serviço da vida por um longo período.

Mesmo sem a possibilidade de salvar vidas pelo ar, os envolvidos com o serviço aéreo da corporação continuaram seus estudos e treinamentos na esperança da organização de uma unidade operacional própria.

A espera foi interrompida, anos depois, quando em novembro de 2008 fortes chuvas atingiram Santa Catarina deixando um rastro de destruição e mortes jamais visto. À época, o Major Edupércio Pratts, que já figurava como referência em estudos e capacitação na área de resgate aéreo em nível nacional, foi indicado para auxiliar na coordenação das missões aéreas de aeronaves de todo o país que vieram para o Estado atuar no atendimento das vítimas da catástrofe. As missões foram acompanhadas pelo então Comandante-Geral do CBM/SC, Coronel BM Álvaro Maus.

Entre as muitas aeronaves que vieram ao Estado, estavam um helicóptero do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e uma outra aeronave, da Polícia Militar do Paraná, pilotada por um Bombeiro Militar – o que tornou ainda mais evidente que a evolução do serviço Bombeiro Militar passava pela utilização de aeronaves. Foram inúmeras as ações dos tripulantes para melhor servir os companheiros de farda catarinenses, compartilhando da dificuldade da corporação de Santa Catarina em atender as vítimas sem contar com equipamento próprio.

“Foi o momento em que restou incontestável a necessidade de se viabilizar o serviço aéreo de salvamento e resgate no Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. Apesar de termos no tornado referência na atividade, não tínhamos uma aeronave e sequer uma unidade especializada”, explica o Tenente-coronel BM Edupércio, que cerca de seis meses antes havia apresentado ao Comando-Geral uma pesquisa científica em que relacionava as justificativas e indicava as ações necessárias para a ativação do serviço aéreo no CBM/SC.

Acabados os trabalhos no Vale do Itajaí, o Comandante-Geral Coronel BM Maus, convencido de que o serviço aéreo do CBMSC era prioridade, iniciou com o apoio dos “pioneiros” da atividade na corporação, as tratativas para tentar viabilizar a retomada da locação de um helicóptero para atendimento de emergências junto ao Governo do Estado. Apesar da exposição de motivos, as tentativas não deram resultado.

Em um atitude arrojada, o Comando-Geral apertou as contas e destinou boa parte dos recursos da corporação na retomada do Serviço Aéreo por meio do aluguel de um helicóptero. Com ele, seria possível reativar a tripulação já qualificada e experiente – mesmo que somente durante os três meses da Operação Veraneio de 2009/2010, dado o limite de caixa à época para estender o aluguel da aeronave.

“Mesmo sem saber se seria possível manter o serviço, foi locada a aeronave e empregados os Bombeiros Militares que já possuíam o treinamento de tripulantes”, relembra hoje Tenente-Coronel BM Edupércio. Segundo ele, logo que a aeronave pousou no hangar improvisado junto ao Aeroporto Hercílio Luz, a semelhança das atividades fez com que o CBM/SC oferecesse apoio ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), compartilhando a aeronave, para que mais vidas pudessem ser salvas por meio do Suporte Avançado de Vida.

Terminados os três meses, quando o CBM/SC preparava-se para entregar a aeronave e novamente suspender o serviço aéreo, uma mobilização da mídia provocou comoção popular a favor da manutenção do uso da aeronave no salvamento de vidas. As grandes redes de comunicação do Estado passaram a veicular reportagens e até houve a criação, pela Ric Record, da Campanha “Fica Arcanjo” (Arcanjo foi o nome dado à aeronave do CBM/SC).

O empenho trouxe resultados. Semanas depois, incentivada pela parceria desenvolvida durante a temporada entre CBMSC/SAMU, a Secretaria de Estado de Saúde firmou convênio e repassou recursos suficientes para a prorrogação do serviço aéreo por cerca de oito meses – até a véspera da Operação Veraneio seguinte (2010/2011). Foi o começo de um longo relacionamento a favor da vida de catarinenses e turistas.

Quase que paralelamente, uma série de fatos “conspiraram” para que o Serviço Aéreo do CBM/SC ganhasse impulso suficiente para figurar como atividade permanente, ao ponto de em 02 de fevereiro de 2010, o Decreto Estadual Número 2966, deu origem ao tão sonhado Batalhão de Operações Aéreas (BOA).

A independência administrativa e o resultado efetivo da parceria entre CBM/SC e Secretaria de Estado da Saúde para a população tornou possível a rápida evolução estrutural a ponto de, em 2012, ter o Estado de Santa Catarina adquirido aeronave própria para o emprego em Salvamentos e Resgate pelo Corpo de Bombeiros Militar e SAMU SC.

Hoje, cerca de 1.800 pessoas já foram diretamente atendidas pelo Arcanjo 01, dentre as mais de 2.048 missões já atendidas, comprovando a importância da luta dos envolvidos e entusiastas do Serviço Aéreo dentro e fora do CBM/SC, relatada nas páginas do livro Arcanjo: A história do BOA escrita sob a inspiração das asas de um sonho.

3º Aniversário do BOA

A obra que conta a história do BOA foi apresentada oficialmente durante solenidade alusiva aos 3 anos de criação do Batalhão de Operações Aéreas (BOA), realizada em 1º de Fevereiro de 2013.

Fonte: CCS CBMSC/Soldado BM Felipe Rosa.

Guardiões da Vida do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina completam três anos salvando vidas

Santa Catarina – Na manhã desta sexta-feira (01/02) o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) comemorou os três anos de ativação em Florianópolis. Até a presente data foram desempenhadas 2.097 missões, 1.866 pessoas foram diretamente atendidas, com 1.484 horas operacionais voadas.

O efetivo militar conta com três pilotos comandantes de aeronaves, sete copilotos (comandantes de operações aéreas), 22 tripulantes operacionais, quatro apoios solo e dois mecânicos de aeronave especializados. O BOA atua com o Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU-SAMU), em uma equipe composta por sete médicos e sete enfermeiros com experiência em suporte avançado de vida aeroespacial.

Na ocasião o comandante da unidade, Tenente Coronel BM Edupércio Pratts, relembrou a história do resgate e salvamento com o uso de aeronaves, que começou há mais de 25 anos no Corpo de Bombeiros Militar catarinense. Foram homenageadas então personalidades que ajudaram a construir o resgate aéreo em Santa Catarina, presenteadas com o livro “Arcanjo”, de autoria do comandante e do Coronel BM RR Álvaro Maus, ex-Comandante-Geral do CBMSC.

A publicação conta a trajetória da criação do Batalhão e a demonstração da utilidade pública, apoiada pela força do apelo popular à época, de um serviço desta natureza. Também foram homenageados aqueles que colaboraram com o Batalhão em diversas causas internas e externas, presentados com um mimo representando o Helicóptero Arcanjo-01.

A solenidade festiva também foi marcada pelos atos de entrega de medalhas por Tempo de Serviço Categoria Prata (20 anos) e Medalha de Mérito Bombeiro Militar Categorias Bronze e Ouro. O Sr Paulo Laux prestou uma homenagem ao Batalhão de Operações Aéreas presenteando a unidade com uma pintura de óleo sobre tela de sua autoria, descerrada na ocasião.

Estudo para um Programa de Ascensão Técnica e Treinamento Operacional para Trip Op do BOA/CBMSC

Autor: Cadete BM MAICON ÉDER MOTELIEVICZ
Orientador: Ten Cel BM EDUPÉRCIO PRATTS

A presente pesquisa teve como estudo principal analisar alguns dos diversos treinamentos e existentes no Brasil e no próprio Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), para então poder propor um Programa de Ascensão Técnica e Treinamento Operacional para Tripulantes Operacionais (PAT-Top) do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) a fim de orientar sua formação, operação e instrução no âmbito do CBMSC de acordo com legislação aeronáutica do Brasil.

Para isso foi necessário realizar uma pesquisa, tanto documental, quanto de campo, cumprindo quatro dos objetivos específicos propostos.

A pesquisa documental revelou vários aspectos pertinentes à função de Tripulante Operacional (TOp), aspectos estes históricos, legais e culturais de cada organização. Revelou a importância de tal estudo no sentido de adequar às atividades aéreas do BOA/CBMSC, as legislações vigentes e a tendências das legislações que ainda estão em elaboração.

Demonstrou também as particularidades dos treinamentos de formação e pós-formação de cada Órgão de acordo com suas finalidades, além de expor a importância de um PAT-TOp para a proficiência da função, que contribuíram como base deste estudo.

A pesquisa de campo, através de questionários e entrevistas com perguntas abertas e fechadas, possibilitou identificar alguns aspectos importantes para este estudo do ponto de vista dos próprios integrantes do BOA/CBMSC e do BAPM/PMSC. Pesquisa esta, que foi imprescindível para a elaboração de um PAT-TOp condizente com a real situação da Corporação.

Analisando as hipóteses propostas pelo autor, conclui-se que elas foram corroboradas. A primeira hipótese (Se o estabelecimento de parâmetros de treinamento para o TOp for bem definido, a ação da equipe se torna mais eficiente e concisa, pois todos terão os mesmos enfoques necessários para o atendimento a ocorrências) ficou bastante clara, pois se observa que cada Órgão possui o seu padrão de treinamento que deve ser seguido e conhecido por todos que ali operaram.

A pesquisa de campo também corrobora essa hipótese, pois traz como informação que a maioria reconhece a importância de treinamentos periódicos e definidos e entendem que apenas o curso de formação não é suficiente para sua proficiência técnica.

A segunda (Se o CBMSC não possui um PAT-TOp, este estudo vem ao encontro da necessidade de adequação a legislações aeronáuticas vigentes) foi abordada e confirmada com a explanação sobre os aspectos legais e os treinamentos no BOA CBMSC.

Visto que é de competência do Órgão o treinamento de seus TOp, porém o BOA ainda não possui um regulamento que defina estes treinamentos de forma regular e continua. Além de que, através dos questionários, os integrantes do BOA ressaltaram a importância perante as necessidades da Corporação, quando todos consideraram a proposta importante ou muito importante.

Nesse sentido, conclui-se que a é importante o estabelecimento de um padrão mínimo evolutivo, que possibilite uma ampliação de conhecimentos e experiências, na medida exata de suas responsabilidades e exigências operacionais em um tempo pré-definido, a fim de proporcionar qualidade ao serviço oferecido pelo TOp do BOA e de modo geral a todo o CBMSC. Para isso, foi proposto um PAT-TOp do BOA/CBMSC, a fim de que seja aprovado por Portaria do Comando Geral para regular a ascensão técnica dessa função dentro dos quadros da Corporação.

E ainda, conforme contribuição desta pesquisa, conclui-se que tal proposta é de aplicação altamente viável e necessária para a Corporação, regulando o treinamento e ascensão técnica dos TOp, mantendo-os capacitados a qualquer tempo e com padrão mínimo esperado para o desempenho de suas atribuições. Deixando-o a disposição de todos para melhorias e sugestões.

Estudo para implantação do Programa de Ascensão Técnica dos pilotos do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina

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EDUPÉRCIO PRATTS

Monografia apresentada ao Curso de Altos Estudos Estratégicos 2009 do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, Curso de Pós-graduação, Especialização Lato Sensu em Administração Pública com Ênfase na Gestão Estratégica dos Serviços de Bombeiro Militar da Universidade do Sul de Santa Catarina.

1. INTRODUÇÃO

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) desde o ano de 1986 procurou capacitar seu efetivo para o desempenho de atividades de busca e salvamento com uso de aeronaves.

Em períodos sazonais estas atividades aéreas foram desempenhadas por Oficiais e Praças que serviam no CBMSC/PMSC. A emancipação Constitucional do CBMSC ocorreu em 13 de junho de 2003, e a partir desta data houve o desmembramento do efetivo, sendo que atualmente existem 03 (três) Oficiais Bombeiros Militares, Pilotos de helicópteros.

Estes receberam formação inicial e capacitação operacional em escolas e Órgãos diversos, e que para a implantação do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do CBMSC necessitam de padronizações, a fim de manterem um elevado nível de adestramento, proficiência e segurança de vôo, os quais serão obtidos através de uma padronização regulamentar estabelecida por um Programa de Ascensão Técnica (PAT) dos Pilotos que farão parte desse Grupamento.

1.1 TEMA DA PESQUISA

Estudo para implantação do Programa de Ascensão Técnica dos Pilotos do Grupamento de Operações Aéreas do CBMSC.

1.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA

A presente Monografia pretende analisar através do prisma legal, bem como dos procedimentos de formação e instrução adotados no âmbito das Corporações existentes na área de aviação de Segurança Pública e Defesa Civil, para a efetiva implantação do Programa de Ascensão Técnica dos Pilotos do Grupamento de Operações Aéreas (GOA), do CBMSC.

1.3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

O Grupamento de Operações Aéreas do CBMSC esta em fase de estruturação, possuindo atualmente 03 (três) Pilotos, com formação básica, avançada, e instrução realizada em Escolas de Aviação Civis e Corporações diversas. Como conseqüência, é possível perceber que foram agregadas doutrinas de operações com diferentes focos, e que necessitam ser padronizadas para uma melhor otimização dos meios, gerenciamento, economicidade e segurança de vôo e das operações.

Assim como, o Grupamento de Operações Aéreas necessitará da formação de novos Pilotos, para a composição de futuras equipes de tripulação da aeronave, os quais já deverão ser admitidos dentro dos padrões e normas a serem estabelecidas.

O Programa e os procedimentos a serem adotados, devem, por força da própria legislação aeronáutica, ser elaborados e desenvolvidos de acordo com as formalidades atinentes a todos os procedimentos do gênero referentes a aviação de Segurança Pública, onde muitos já foram adotados e estão sendo testados em outras Corporações.

Pretendemos então, pesquisar e aproveitar as normas internas desses Grupamentos, que estejam dando certo, e que possam ser recepcionadas por nossa Unidade Aérea, dentro das nossas necessidades e futuro emprego.

Assim sendo, podemos perceber que o grande desafio, sem quaisquer dúvidas, reside na ausência de um Programa já instituído no CBMSC, de acordo com a legislação aeronáutica e de Segurança Pública, e que sistematize de forma harmônica os princípios norteadores dos procedimentos a serem adotados na formação, treinamento, instrução e operação dos futuros Pilotos do Grupamento de Operações Aéreas do CBMSC, concernente ao desempenho de seus agentes militares, in casu, os Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

Neste sentido, estudos visando a implantação do Programa de Ascensão Técnica dos Pilotos, são imprescindíveis, pois viabilizam sua adequação à realidade jurídica vigente, referentes a aviação em geral e de Segurança Pública, garantindo por um lado a proteção do interesse da Administração Pública, em especial do CBMSC, e por outro o respeito aos ditames da instrução e ensino adotados em nossa Corporação.

1.4 JUSTIFICATIVA

O Programa de Ascensão Técnica será um instrumento que tem como escopo, orientar a formação, instrução e operação dos Oficiais Pilotos. Este Programa, sendo regulamentado por normas específicas que resguardam as características da caserna, deve estar adequado às normativas constitucionais, administrativas, aeronáuticas e pedagógicas, e cujo aprimoramento se direciona, cada vez mais, à efetiva capacitação técnica e proficiência operacional.

O projeto de pesquisa, tem sua relevância, antes de tudo, pela perfeita integração de sua temática quando contraposto ao direcionamento Institucional que,diuturnamente, busca adequação aos ditames constitucionais, administrativos internos, e legais; preparando nossa Corporação, no fator humano, para o recebimento deste equipamento altamente potencializador das atividades operacionais que é o helicóptero.

Resta claro, pelo acima exposto, que é cada vez maior, quiçá imprescindível, a necessidade do CBMSC caminhar em absoluta sintonia com os aprimoramentos tecnológicos disponíveis, assim como legais, preparando seus componentes para a segura operação de uma aeronave de asa rotativa, a ser incorporada ao seu patrimônio, onde deve prevalecer um clima de segurança organizacional para o melhor aproveitamento das potencialidades do equipamento, de seus Tripulantes, para assim concretizar um excelente atendimento as demandas da sociedade catarinense.

1.5 HIPÓTESES

O Oficial Piloto pode através de sua atuação e/ou conduta operacional, prejudicar gravemente o Estado, em decorrência de sua atuação, na consecução das suas atribuições e conseqüentemente a própria Corporação Militar, e o Programa de Ascensão Técnica vem ao encontro de uma padronização e visão preventiva do CBMSC.

Ainda não existe uma adequação das necessidades operacionais dos Pilotos do GOA às normas aeronáuticas, no que tange a formação, capacitação, reciclagem, e re-habilitação dos Pilotos em instrução e Comandantes de Aeronaves, de maneira institucional, formal e publicada, que defina e norteie esta relevante atividade própria de nosso Corpo de Bombeiro Militar.

1.6 OBJETIVO GERAL

Analisar através do prisma legal e operacional, os procedimentos de formação, instrução, operação e habilitação hoje existentes em várias Corporações Militares e Civis, ligadas aos serviços de Aviação de Segurança Pública e Defesa Civil, buscando subsídios para a efetiva implantação do Programa de Ascenção Técnica dos Pilotos do CBMSC, a ser homologado por Portaria do Comandante Geral do CBMSC.

1.7 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Identificar os princípios legais e operacionais regentes para as atividades aéreas de Segurança Pública e Defesa Civil. Descrever os programas e procedimentos existentes no Grupamentos pesquisados e em operação. Destacar os procedimentos que precisam de adequação a realidade existente para os Oficiais Pilotos do GOA do CBMSC.

1.8 METODOLOGIA DA PESQUISA

Para a consecução do presente trabalho elegemos como método de abordagem o dedutivo, onde identificamos os ditames legais como o regramento geral. A presente pesquisa apresenta as características de uma pesquisa básica, e poderá gerar novos conhecimentos, visando uma aplicação pratica imediata; e exploratória pois já explicita problema e hipóteses, assim sendo, adotamos a técnica de pesquisa bibliográfica e documental, utilizando aspectos históricos referentes a aviação de asas rotativas no Brasil e em Santa Catarina, a legislação vigente, doutrinas e programas instituídos em outras Corporações, atinentes ao tema, bem como aspectos pedagógicos relevantes.

SUMÁRIO DA MONOGRAFIA

1. INTRODUÇÃO
1.1 Tema da Pesquisa
1.2 Delimitação do Tema
1.3 Formulação do Problema
1.4 Justificativa
1.5 Hipóteses
1.6 Objetivo Geral
1.7 Objetivos Específicos
1.8 Metodologia da Pesquisa

2. HISTORIA DA AVIAÇÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA CIVIL NO BRASIL E EM SANTA CATARINA
2.1 Breve histórico da Aviação de Segurança Pública e Defesa Civil no Brasil
2.2 Aspectos destacados da aviação na Polícia Militar de Santa Catarina
2.3 Síntese da aviação na Polícia Civil de Santa Catarina
2.4 Operações Aéreas no Corpo de Bombeiros Militar SC – Episódios sazonais

3. A LEGISLAÇÃO AERONÁUTICA BRASILEIRA E DOUTRINAS AFETAS AO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR CATARINENSE
3.1 Noções sobre o Código Brasileiro de Aeronáutica
3.2 Tópicos da legislação aeronáutica brasileira em geral, afeta a aviação de Segurança Pública e Defesa Civil
3.3 Termos e expressões legais utilizados na atividade aérea
3.4 Aspectos relevantes constitucionais, infra-constitucionais, doutrinários e competências do CBMSC

4. OS PROGRAMAS DE TREINAMENTOS DE PILOTOS DE HELICÓPTEROS BRASILEIROS
4.1 Procedimentos de treinamento de Pilotos de helicópteros adotados nas Corporações Militares Federais – breve explanação
4.2 Destaques dos Programas de Treinamento de Pilotos de helicópteros adotados nas Corporações de Aviação Militar Estadual e de Segurança Pública
4.3 Informações sobre o Programa de Ascensão Técnica dos Pilotos de Helicópteros nas Unidades de Aviação de Segurança Pública Catarinenses
4.4 Proposta para adoção do PAT no CBMSC

CONCLUSÃO
RECOMENDAÇÕES
REFERÊNCIAS

ANEXO 01 – PROPOSTA DE PORTARIA E PAT PARA O GOA/CBMSC
ANEXOS – NOTICÍAS JORNALÍSTICAS DIVERSOS PERÍODOS
ANEXOS – FOTOS E DOCUMENTOS DIVERSOS

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