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Linha de pipa

Equipe do Arcanjo 08 alerta sobre o perigo de pipas nas proximidades de áreas de pouso em Varginha, MG

Minas Gerais – Por volta das 16h40 da terça-feira (02), quando a equipe do helicóptero Arcanjo 08 da 2ª Cia de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros fazia aproximação para o heliponto do 9º Batalhão do Corpo de Bombeiros, em Varginha, o piloto percebeu pipas nas proximidades da área de pouso e para evitar um incidente, decidiu pousar em um pasto próximo ao batalhão.

A equipe retornava de uma missão e de acordo com o Corpo de Bombeiros, a medida foi necessária devido a grande quantidade de pessoas, entre adultos e crianças, que estavam soltando pipas na área de pouso. Uma equipe em terra foi até o local e apreendeu linhas comuns e chilenas, além das pipas.

O Corpo de Bombeiros alerta que essas práticas colocam em risco as operações de aeronaves, pois as linhas das pipas podem enroscar no rotor principal ou no rotor de cauda do helicóptero, danificando partes da aeronave, ou até mesmo causar lesões nos tripulantes que estiverem no esqui da aeronave auxiliando a aproximação.

Incidentes entre linhas de pipas e helicópteros são comuns e colocam em risco as operações. O Corpo de Bombeiros pede que a população denuncie pessoas que vendem e usam as Linhas Chilenas. De acordo com a Lei Estadual nº 23.515/19, é proibido o uso de linhas cortantes em áreas públicas e comuns.

Os bombeiros militares alertam para que as pessoas não realizem essa prática próximo a edificações, aeronaves em operação, helipontos, aeroportos, fiações, motocicletas, veículos e pessoas. Pedem também que os responsáveis orientem as crianças sobre as normas e os perigos que as linhas podem causar.

Outro Caso

Em 2016, uma linha de pipa causou danos às pás do helicóptero Arcanjo 03 utilizado pelo Corpo de Bombeiros, em Varginha. A aeronave voltava de uma missão na rodovia Fernão Dias e ao fazer o pouso no heliponto na Base situada no 9º Batalhão de Bombeiros Militar, uma “pipa” enroscou no rotor principal da aeronave, causando danos em uma de suas pás.

Em 2016, linha de pipa deixou helicóptero do Corpo de Bombeiros danificado em Varginha, MG.

Uso criminoso de cerol deixa helicóptero EC145 do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais indisponível

Minas Gerais – A brincadeira, aparentemente inofensiva, de soltar papagaio (pipa) comprometeu, nesse fim de semana, a segurança de uma aeronave e os atendimentos de urgência e emergência realizados pelo helicóptero (EC145) do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).

No dia 15 de junho, ao realizar pouso no aeroporto da Pampulha, a aeronave Arcanjo 04 avistou uma pipa e, apesar da manobra do piloto, não conseguiu desviar da linha.

Uso criminoso do cerol deixa aeronave do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais indisponível
Uso criminoso do cerol deixa aeronave do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais indisponível

A aeronave passou por uma manutenção e irá necessitar da troca de um equipamento que ficou comprometido após a colisão com a pipa. Além de deixar a aeronave indisponível para atender à população, o conserto irá custar aproximadamente 40 mil dólares.

Nesse episódio, a linha danificou duas hastes de comando de passo, equipamento responsável pela inclinação das pás da aeronave e que permite que ela voe.

Esse equipamento possui uma proteção, mas devido a linha ser fina, ela passou entre a proteção e a peça, causando um desgaste, que, apesar de pequeno, comprometeu o componente e, consequentemente, os voos.

Cada peça custa cerca de 20 mil dólares e terão que ser trocadas. Não há previsão de retorno da aeronave, já que os serviços de reparo são realizados por empresas terceirizadas e não existem peças disponíveis para pronta entrega.

Acidente não é inédito

Esse tipo de problema aconteceu outras vezes. Em julho de 2016, uma linha de pipa com cerol ficou presa a uma pá do helicóptero Arcanjo, da 2ª Companhia do Batalhão de Operações Aéreas, com sede em Varginha, no Sul de Minas.

Em janeiro de 2017, uma linha com cerol de enorme extensão caiu dentro do hangar dos bombeiros, na Pampulha, o que obrigou os militares de serviço a paralisarem as atividades por 20 minutos para a retirada do material da pista.

Esse tempo é precioso quando o assunto é salvar vidas. Esses incidentes, apesar de parecerem pequenos, podem deixar a aeronave indisponível para uso e gerar manutenções preventivas ou corretivas, que geram altos custos para o Estado.

A situação é preocupante, alerta o Capitão Penido, piloto do Corpo de Bombeiros Militar. “Uma linha de pipa, ao se enroscar no rotor do helicóptero, prejudica a segurança do voo, colocando a tripulação em risco. Tripulação essa que realiza resgates e salvamentos diários em todo Estado, além do prejuízo nos atendimentos”, afirma.

O Capitão alerta: “O problema é sério e só a conscientização pode ajudar a diminuir esse risco. Se todos colaborarem, quem ganha é a própria população”, disse.

Crime

O uso do cerol pode ser, conforme o caso, considerado crime, especialmente àqueles capitulados nos artigos 129, 132 e 278 do Código Penal Brasileiro, além do artigo 37 da Lei das Contravenções Penais.

Em caso do uso do cerol por crianças ou adolescentes, estes podem ser apreendidos e encaminhados às autoridades competentes. O adulto que fizer uso do cerol será conduzido, junto com o material, até a autoridade judiciária, podendo até mesmo ser preso.

Em Minas Gerais, a Lei Estadual nº 14.349 de 2002 prevê multa para os infratores, ficando esses sujeitos também a sanções cíveis e penais.

Dicas dos Bombeiros

– Solte pipas em locais abertos, preferencialmente em parques;
– Não use linha chilena ou cerol;
– Não solte pipas perto de aeroportos;
– Não solte pipas em dias nublados e de chuva;
– Não solte pipa próximo de redes elétricas;
– Dê preferência a pipas sem rabiolas, pois é esta a parte que mais se prende à aeronave.

Siba mais:

Linha de pipa deixa helicóptero do Corpo de Bombeiros danificado em Varginha, MG

Minas Gerais – Uma linha de pipa causou danos às pás do helicóptero utilizado pelo Corpo de Bombeiros no Sul de Minas no final da tarde de terça-feira (19), em Varginha, MG. O helicóptero Arcanjo 03 voltava de uma missão na rodovia Fernão Dias e ao fazer o pouso no heliponto na Base situada no 9º Batalhão de Bombeiros Militar, em Varginha, uma “pipa” enroscou no rotor principal da aeronave, causando danos em uma de suas pás.

Os bombeiros acreditam que a linha seja do tipo “chilena”, uma espécie de cerol industrializado usado por crianças e adultos que soltam pipas, já que tem alto poder cortante. A pá do helicóptero acabou ficando avariada, o que pode tirar o helicóptero de operação por alguns dias. Os bombeiros informaram que vão analisar a situação.

As pipas e suas linhas são um fator de risco para helicópteros e suas operações e nessa época do ano aumenta a probabilidade de incidentes e acidentes com linhas de pipa.

Aeronavegantes, cuidado com as linhas de pipa, elas podem ser fatais

Eduardo Alexandre Beni

Todos nós associamos pipa às férias, quando a garotada e adultos aproveitam a pausa das aulas para se divertir. Mas não é só na época de férias que acidentes com linha de pipa acontecem, mas certamente a probabilidade aumenta muito. Então, atenção redobrada para ciclistas, motociclistas e aeronavegantes.

Muitas vezes, para ciclistas e motociclistas, a linha da pipa não é vista a uma distância suficiente para frenagem e podem ser atingidos pela linha. Para os pilotos e tripulantes que voam em helicópteros nas operações de segurança pública e de resgate aeromédico, essa visualização é muito mais difícil.

Para os ciclistas e motociclistas a solução é usar antenas próprias para segurar a linha de pipa. Trata-se de uma antena comum, como as de rádio que se usavam antigamente nos carros, porém, com um pequeno “gancho” na ponta, justamente para segurar a linha de pipa. Mas e no helicóptero?

Hoje os helicópteros utilizam o corta-fio, mas ele não é eficiente para as linhas de pipa.

Quando o helicóptero estiver voando baixo e a equipe não perceber pipas na área, suas linhas serão atingidas pelo rotor principal e pelo rotor de cauda e se enrolarão no mastro e poderão fazer cortes nos links de comando. Em alguns casos eles terão que ser substituídos. E para cortar não precisa ter cerol, a fricção da linha nas superfícies da aeronaves são suficientes pra cortar ou riscar.

linha de pipa enrolada no rotor de cauda do helicóptero

Bom, e se o tripulante estiver em uma operação de mcguire ou rapel, ou se estiver em uma operação utilizando o cesto ou o puça conectados no gancho do helicóptero? A missão deve ser cancelada imediatamente. A linha de pipa, mesmo sem cerol, corta em poucos segundos as cordas utilizadas no rapel e mcguire, bem como as cordas de fixação do cesto e do puça.

Nas férias é muito comum um helicóptero da segurança pública pousar com linhas enroladas nos rotores. Dica: Não desembarque e não permita a aproximação de qualquer pessoa enquanto os rotores não pararem.  As pontas das linhas podem atingir alguém e ela vai cortar.

Na segurança pública também já aconteceram acidentes fatais por causa de linha de pipa. Elas cortaram as cordas enquanto tripulantes operacionais realizavam o mcguire. Essa técnica é utilizada para extração de vítimas de lugares inacessíveis, onde a vítima e o tripulante operacional ficam penduradas por cordas presas no helicóptero.

Um acidente aconteceu em 1997 com um helicóptero Bell 412 da Policia Federal. A equipe realizava um treinamento para demonstração, utilizando-se da técnica do mcguire. Nesse acidente 3 tripulantes operacionais faleceram: Leia o Relatório Final do CENIPA.

Outro acidente aconteceu em 1998 com um helicóptero AS350BA – Esquilo da Polícia Militar de São Paulo. A equipe realizava uma demonstração, utilizando-se da técnica do mcguire. Nesse acidente 2 tripulantes operacionais faleceram: Leia o Relatório Final do CENIPA.

A Base de Radiopatrulha Aérea da Praia Grande, subunidade da Polícia Militar de São Paulo, realizou um teste com uma linha de pipa – sem cerol – friccionando a corda de salvamento. Em apenas 3 segundos ela foi cortada.  No litoral não tem época para soltar pipas. Adultos e crianças brincam o ano todo e os helicópteros dividem a orla das praias com as pipas. Por isso a atenção deve ser quase que exclusiva.

Veja o que acontece e mantenha-se sempre alerta:

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Para saber mais acesse: Atenção com linhas de pipa: O perigo está no ar

Linhas com cerol tiram do ar dois helicópteros da Polícia Militar de Minas

Minas Gerais – Além dos motociclistas, vítimas frequentes do cerol, helicópteros da Polícia Militar foram danificados por linhas cobertas com a perigosa mistura de vidro e cola. De acordo com o Comando de Patrulhamento Aéreo (Corpaer), duas das 11 aeronaves da corporação foram atingidas nos últimos 30 dias.

Uso de linhas com cerol coloca em risco o funcionamento das aeronaves, e ainda pode ferir gravemente policiais durante a operação

Conforme o major e piloto Silvano Pimenta, o dano aconteceu em pleno voo. “Os policiais não perceberam que a linha havia prejudicado o aparelho. Foi no procedimento de inspecionar o helicóptero antes e depois do atendimento às ocorrências que detectamos o problema. Sem falar que, nas operações, o militar trabalha com o corpo para fora, o que é um risco ainda maior á vida dele”, alertou.

Uma espécie de eixo que controla o movimento e direciona as pás rotativas foi danificado nas duas aeronaves.

Para o helicóptero esquilo, modelo francês (AS 350 B3 ) coube substituição da peça. Já no modelo Jet Ranger, de fabricação americana, o eixo teve que ser substituído. O conserto vai custar cerca de R$ 15 mil, mais o prejuízo de duas aeronaves a menos a serviço da segurança da população mineira.

O uso do cerol é considerado crime no Estado de Minas Gerais, e geralmente tem como autores menores de idade. Nesses casos, os pais assumem a responsabilidade, sob pena de pagamento de multas.

Fonte: O Tempo, por Gustavo Lameira.

Atenção com linhas de pipa: O perigo está no ar

JOSÉ ALEXANDER DE ALBUQUERQUE FREIXO

O número de “pipas” ou “papagaios” nos céus das cidades, principalmente nas áreas periféricas das metrópoles e no litoral, cresce consideravelmente nos meses de férias escolares. Muitas dessas pipas utilizam “cerol” nas linhas, uma mistura de cola com vidro moído, usado com o objetivo de cortar outras pipas, porém esta prática já lesionou e matou várias pessoas, principalmente motociclistas.

Outra variável, com o mesmo potencial ofensivo do cerol, é a “linha chilena”, que utiliza quartzo moído e óxido de alumínio e tornou-se popular no Brasil devido à facilidade de comercialização.

Mesmo com a iniciativa de alguns Estados e Municípios proibindo o uso do cerol e de produtos semelhantes, esta prática ainda é comum. No âmbito Federal o Projeto de Lei n° 402/2011 ainda tramita na Câmara dos Deputados.

Na aviação, o risco também é grande, sobretudo na aviação de Segurança Pública, por suas características de voo a baixa altura, pousos e decolagens em áreas não homologadas e exposição de tripulantes, visto que grande parte dos voos é realizado com as portas abertas.

Em São Paulo, vários helicópteros da aviação civil sofreram danos resultantes do contato de componentes com linhas de pipa com “cerol”. Pás dos rotores principal e de cauda e esquis são os principais afetados, muitas vezes chegando a “condenação” e consequente substituição.

Casos mais graves ocorreram em 1997, em Brasília-DF e 1998 em Indaiatuba-SP, resultando na morte de cinco pessoas. As duas situações foram muito semelhantes, em voos de demonstração, onde, após a descida de rapel, tripulantes realizavam um deslocamento em “McGuire” e tiveram as cordas rompidas por linhas de pipa com “cerol”.

Em 1997, a aeronave modelo Bell412, transportava três Policiais Militares que caíram de uma altura aproximada de 15 metros sobre residências, falecendo no local. No fato ocorrido em 1998, a aeronave modelo AS350 transportava dois Policiais Militares que caíram no solo de uma altura aproximada de 30 metros, falecendo em seguida.

Em ambos acidentes, a comissão investigadora encaminhou as cordas para análise no CTA– Centro Técnico Aeroespacial, onde foi constatado a presença de elementos químicos pertencentes à composição de vidros comerciais, ou seja, a composição básica de “cerol” que reveste as linhas de pipa.

Também foram realizados ensaios em laboratório, onde tracionou-se a mesma corda, até atingir a carga de 120 kg. Após a estabilização desta carga, foi passada uma linha número 10 revestida com “cerol”. Em poucos segundos, verificou-se que a linha cortou a corda com muita facilidade.

Em 2001, também em São Paulo, o Comandante de aeronave quase perdeu um dedo quando mexia na janela de mau tempo e foi atingido por uma linha de pipa com “cerol”. A aeronave era pilotada pelo copiloto, que transportou o Comandante até o Campo de Marte, onde a equipe médica do GRPAe realizou o atendimento.

Algumas Recomendações de Segurança devem ser observadas por todos aeronavegantes a fim de prevenir acidentes ocasionados por linhas de pipa com cerol, tais como:

a) Em Operações com carga externa (clique e leia a manografia):

1. Realizar minuciosa varredura visual na área onde será realizada a operação, identificando, além de obstáculos, a presença de pipas na região; e
2. Em demonstrações ou treinamentos, a altura e distância a percorrer devem ser as mínimas possíveis. Quando possível não utilizar carga viva neste tipo de situação.

b) Nas demais operações aéreas:

1. Realizar voos a baixa altura somente quando indispensável para o cumprimento da missão, não devendo aceitar riscos desnecessários;
2. Quando do voo com as portas traseiras abertas, os Tripulantes, Enfermeiros, Médicos, Mecânicos, Passageiros e outros, devem permanecer com o corpo voltado para o interior da aeronave, evitando a exposição de membros (pernas, braços e principalmente a cabeça);
3. Caso seja identificado que houve a colisão com linha de pipa e esta tenha permanecido enroscada no helicóptero, a equipe deverá aguardar a parada total do rotor para o desembarque. Nestes casos, a equipe de manutenção deve ser avisada via rádio ou através de sinais para não se aproximar da aeronave até a parada total do rotor; e
4. Quando a tripulação dispuser de capacetes, utilizá-lo sempre com as viseiras abaixadas.

O Autor é Tenente Coronel da Polícia Militar de São Paulo, Piloto de Helicóptero, Oficial de Segurança de Voo e Especialista em Segurança de Aviação e Aeronavegabilidade Continuada.

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