Goiás – Durante o Exercício Operacional AIRLIFT COMAO, realizado desde o dia 26/05 na Base Aérea de Anápolis (BAAN), a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou, na noite de segunda-feira (02/06), uma missão de Evacuação Aeromédica (EVAM) utilizando tecnologia de visão noturna (NVG – Night Vision Goggles), marcando um avanço nas capacidades operacionais da aeronave KC-390 Millennium.
A operação simulou a evacuação de feridos em um cenário de conflito, no qual o embarque rápido e seguro das vítimas é crucial. Após o embarque, foi iniciada a simulação de avaliação médica especializada em voo, com foco na identificação de condições críticas que possam representar risco iminente à vida.
FAB realiza evacuação aeromédica noturna com uso de visão noturna durante exercício na Base Aérea de Anápolis. Foto: Sargento Müller Marim
A ação envolveu aeronaves do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT) – Esquadrão Gordo e do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) – Esquadrão Zeus, que realizaram lançamentos e pousos noturnos com o uso de NVG, simulando um ambiente real de resgate em zona hostil. O treinamento teve como principal objetivo capacitar as tripulações para missões de retirada de feridos em áreas de combate ou de difícil acesso, com baixa ou nenhuma iluminação.
De acordo com o Chefe da Divisão Aeromédica de Canoas, Capitão Médico Vinicius Guimarães Tinoco Ayres, o exercício foi essencial para aprimorar a atuação das equipes em cenários adversos. “É um treinamento voltado especificamente para a evacuação em ambiente hostil, priorizando a agilidade e a segurança no embarque, para que, já em rota, possamos realizar uma avaliação médica mais aprofundada das vítimas”, explicou.
“Em cenários de conflito, as operações nem sempre ocorrem durante o dia ou conforme o planejado. Ter a capacidade de operar à noite, utilizando visão noturna, é fundamental, pois garante que a missão possa ser cumprida a qualquer hora”, completou o Oficial.
FAB realiza evacuação aeromédica noturna com uso de visão noturna durante exercício na Base Aérea de Anápolis. Foto: Sargento Müller Marim.
Roraima – Na noite do dia 17 de maio, o Exército Brasileiro realizou evacuação aeromédica emergencial noturna de um indígena de etnia Yekwana, vítima de trauma após queda de aproximadamente seis metros de altura, na região de Waikás, localizada na Terra Indígena Yanomami. A ação foi conduzida em coordenação com a Casa de Governo, como parte da Operação Catrimani II.
Após acionamento, o Comando Conjunto Catrimani II mobilizou o helicóptero HM-1 Pantera e uma equipe de saúde, ambos do Exército Brasileiro, para realizar o resgate. O paciente foi transportado da Unidade Básica de Saúde de Waikás, onde recebeu o primeiro atendimento, para a Base Aérea de Boa Vista, Roraima. Em seguida, foi encaminhado ao Hospital Geral de Roraima pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para dar continuidade ao tratamento.
O Segundo-Tenente Médico Higor Bruno relatou como foi a avaliação do paciente. “Ao chegar na Base de Waikás, o paciente estava estável. Ele foi avaliado e orientado sobre a evacuação, sempre buscando maior conforto ao paciente indígena. Foi medicado e evacuado sem nenhuma intercorrência ou alteração em seu quadro clínico durante o trajeto”.
Equipamento de Visão Noturna
O deslocamento aéreo foi realizado com o uso de Equipamento de Visão Noturna (EVN), que permitiu a capitação de imagens com níveis de luz que se aproximam da escuridão total.
Com um considerável aumento na capacidade operacional, o EVN possibilita um melhor desempenho nas ações de busca e salvamento, dentre outras capacidades. Neste contexto, é capaz de apoiar as operações em variados tipos de cenários, aumentando a segurança de voo, potencializando o emprego dos meios aéreos para que os pilotos consigam realizar missões sem referências visuais para o olho humano.
Segundo o piloto da aeronave, Capitão Mesquita, a missão exigiu um planejamento minucioso devido à baixa visibilidade. “Após o acionamento, em menos de uma hora já estávamos na Base Aérea de Boa Vista. Recebemos a equipe médica, realizamos o briefing e o planejamento do resgate. Decolamos em direção a Waikás empregando o EVN. A noite estava muito escura, então planejamos bem a missão para conseguir pousar com segurança na posição”.
O piloto destacou, ainda, as dificuldades enfrentadas durante o trajeto. “A meteorologia estava bem degradada e com bastante nebulosidade. Pegamos chuva na rota e foi bem difícil o pouso. Lá embarcamos o indígena, conseguimos trazê-lo em segurança e cumprir a missão.”
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Forças Armadas realizam evacuação aeromédica noturna de indígena Yekwana na Terra Yanomami com uso de visão noturna. Foto: Divulgação
Forças Armadas realizam evacuação aeromédica noturna de indígena Yekwana na Terra Yanomami com uso de visão noturna. Foto: Divulgação
Forças Armadas realizam evacuação aeromédica noturna de indígena Yekwana na Terra Yanomami com uso de visão noturna. Foto: Divulgação
Forças Armadas realizam evacuação aeromédica noturna de indígena Yekwana na Terra Yanomami com uso de visão noturna. Foto: Divulgação
Distrito Federal – Na noite de quinta-feira (4), um homem de 40 anos precisou ser transportado de helicóptero depois de sofrer um acidente com sua bicicleta motorizada na Quadra 202, Setor Residencial Oeste (São Sebastião), em Brasilia.
A vítima foi encontrada pelo Corpo de Bombeiros (CBMDF) inconsciente e com um quadro de Traumatismo Crânio Encefálico, além de luxação na mandíbula e sangramento no nariz e na boca. Diante da gravidade, foi acionada a equipe aeromédica do helicóptero Resgate 03 do Grupamento de Aviação Operacional do Corpo de Bombeiros (GAvOp).
O operador de suporte médico do Resgate 03 medicou e entubou o paciente ainda no local do acidente. Em seguida, o homem foi encaminhado de helicóptero ao Hospital de Base do Distrito Federal.
Resgate aeromédico noturno
O GAvOp realiza resgate noturno e possui catalogados mais de 150 pontos para realização de pousos e decolagens com segurança, onde são levadas as vítimas caso necessitem de transporte pelo helicóptero. Esse tipo de missão favorece a colocação da equipe médica no local do acidente e propicia um socorro eficiente.
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Resgate 03 do GAvOp do Corpo de Bombeiros realiza resgate aeromédico noturno em Brasília.
Resgate 03 do GAvOp do Corpo de Bombeiros realiza resgate aeromédico noturno em Brasília.
Resgate 03 realiza resgate noturno de homem que sofreu acidente de bicicleta em Brasília.
Paraná – Na sexta-feira (03), equipe aeromédica do helicóptero Falcão 03 do Batalhão de Polícia Militar de Operações (BPMOA), realizou o primeiro resgate aeromédico noturno durante a Operação Verão Maior.
A equipe foi acionada pelo Corpo de Bombeiros para auxiliar no transporte de uma vítima baleada. O rapaz de 20 anos foi atingido por disparos de arma de fogo na Rua Alexandre Correia, em Guaratuba.
Atendido no local e estabilizado pelos socorristas do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (SIATE), o rapaz foi levado em uma ambulância até o aeroporto de Guaratuba, onde a aeronave aguardava.
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BPMOA realiza o primeiro resgate aeromédico noturno durante a Operação Verão Maior
BPMOA realiza o primeiro resgate aeromédico noturno durante a Operação Verão Maior
BPMOA realiza o primeiro resgate aeromédico noturno durante a Operação Verão Maior.
Embarcada, a vítima foi transportada pelo Falcão 03 até o aeroporto de Paranaguá, onde uma ambulância do SAMU aguardava para encaminhá-la ao Hospital Regional, em Paranaguá.
Operação noturna
O resgate realizado pelo BPMOA foi a primeira operação no período noturno da Base Litoral sediada na UPA de Matinhos. As equipes do Batalhão fizeram na semana que antecedeu o lançamento oficial da Operação Verão Maior, uma série de voos e treinamentos para preparação das tripulações em eventuais operações noturnas.
Pará – Quem vê o pequeno J.M.V.S, de três anos, desenhando helicópteros e brincando com bonecos de super-heróis, nem imagina que ele se recupera de um acidente grave na clínica pediátrica do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua.
Passava das 16h da quinta-feira, 20, quando o menino caiu de uma ponte e foi atingido por um pedaço de madeira na altura do tórax, na localidade do rio Pacujatá, no município de São Sebastião da Boa Vista, na Ilha do Marajó. O garoto foi transferido às pressas para Belém no primeiro resgate aeromédico noturno realizado no Pará. (Saiba mais sobre o resgate)
O garoto conversou com o major Cláudio Petillo e o médico José Guataçara.
Já em Belém, refeita do susto, a mãe do menino, Maricleide Vieira, relembra os momentos de angústia antes da remoção para o HMUE. “Procuramos o posto de saúde da cidade, mas pela gravidade do caso fomos orientados a trazê-lo a Belém. Meu pai chegou a pensar em levá-lo para Abaetetuba, mas desistimos por achar que ele não resistiria ao trajeto. Teríamos que ir de rabeta até lá, demoraria muito”, explicou.
O acidente com o menino despertou a solidariedade dos populares do município. Um grupo se mobilizou para levar carros e motocicletas até o local onde o helicóptero Guardião 5 (H145), do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) do Governo do Pará, pousou cerca de 40 minutos após decolar de Belém. A área foi iluminada pelos faróis dos automóveis e só assim a aeronave conseguiu descer em São Sebastião.
Submetido a procedimento cirúrgico, agora o menino está em observação na Pediatria do HMUE. Lá o garoto ganhou lápis de cor e papel para fazer desenhos. Ao coordenador médico do Pronto Atendimento da unidade, José Gabriel Guataçara, o pequeno fez um pedido: queria comer pão careca. Com o desejo prontamente atendido, J.M passou os últimos dias entre desenhos de aeronaves e os bonecos de super-heróis trazidos pela mãe para a enfermaria.
O médico José Guataçara diz que pequenos gestos, como dar ao paciente um tipo de alimento específico ou estimular atividades lúdicas como o desenho, ajudam na recuperação. “Casos como este precisam de acompanhamento”, disse.
Nesta segunda-feira, 24, o paciente e a mãe receberam a visita de parte da equipe do Graesp que atuou no resgate. Tímido, o garoto conversou com o major Cláudio Petillo e o médico José Guataçara, que também integra o time do grupamento. De presente, os profissionais ganharam o desenho de um helicóptero.
Aliviada, a mãe de J.M. destacou o atendimento recebido na unidade e no momento do resgate, ainda em São Sebastião da Boa Vista. “Chegamos aqui e meu filho foi logo levado para a cirurgia. Graças a Deus ele foi bem atendido. Se não fosse por todos vocês, talvez a situação fosse diferente”, agradeceu.
Helicóptero Guardião 5 (H145) do GRAESP durante o resgate noturno.
Resgate inédito
Passava das 19h30 da quinta-feira, 20, quando a aeronave do Graesp levantou voo em Belém em direção ao município de São Sebastião da Boa Vista. O Guardião 5 é a única aeronave do grupamento apta a realizar voos noturnos. O fato de o posto de saúde do município não ser a unidade adequada para o tratamento que o paciente precisava, obrigou o coordenador do Pronto Atendimento do HMUE a orientar a enfermeira local quanto aos primeiros procedimentos a serem feitos no garoto.
A equipe que seguiu no helicóptero foi formada pelos majores Cláudio Petillo e Ricardo Freitas, pela enfermeira Andréia da Luz, o tripulante Cláudio Sfrendrech Júnior e o médico José Guataçara. “Orientamos a enfermeira a fazer o que chamamos de curativo de três pontas, para que o ar saia do tórax e não haja risco de morte do paciente. Isso facilitou muito. Quando pousamos, só pegamos a criança, fizemos uma reavaliação e voamos bem baixinho para que não houvesse falta de oxigênio”, explicou Guataçara.
O helicóptero levou cerca de 40 minutos para se deslocar entre Belém e São Sebastião da Boa Vista, localizada a 106 quilômetros em linha reta da capital do Pará. Por volta das 21h30, a aeronave fez o trajeto de volta para trazer o menino até o HMUE.