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Amapá – Uma ação integrada entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Grupo Tático Aéreo (GTA) resultou no salvamento de mãe e bebê em uma comunidade ribeirinha de difícil acesso no município de Afuá, no Pará.

A paciente, Marinilza Andrade dos Santos, de 26 anos, estava com 39 semanas de gestação e entrou em trabalho de parto na comunidade, processo que se intensificou durante a transferência para atendimento especializado em Macapá.

O Serviço Aeromédico foi solicitado pela equipe de saúde da comunidade de Rio Salvadorzinho. Devido às condições geográficas da região, marcada por áreas alagadas e de difícil mobilidade, o uso da aeronave foi fundamental para garantir o deslocamento rápido da paciente até a capital amapaense.

O esposo da paciente, Claudinei Nunes da Silva, acompanhou a ocorrência e relatou o momento de apreensão. “As dores começaram ainda na comunidade e não tínhamos como chegar rápido a Macapá. Chamamos o GTA e logo eles chegaram para nos buscar. Foi tudo muito ágil. Eu estava preocupado, mas nossa menina esperou o pouso para nascer”, contou o pai.

De acordo com o médico do Serviço Aeromédico, Jefferson Barreto, a operação exigiu precisão da equipe, que recebe treinamento contínuo para atuar neste tipo de resgate.

“Fomos acionados para o resgate em uma área de difícil acesso. Ela já estava em trabalho de parto. Pousamos o helicóptero em uma área alagada, iniciamos o transporte e, durante o voo, as contrações aumentaram. Assim que pousamos em Macapá, ela entrou em trabalho de parto ativo. O procedimento foi realizado com total segurança dentro da ambulância”, relatou o médico.

A criança nasceu saudável e a mãe permaneceu estável. Após a avaliação inicial, ambas foram encaminhadas ao Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML) para acompanhamento especializado.

Serviço Aeromédico

Nos três primeiros meses de 2026, o serviço já registrou 16 atendimentos. Em 2025, foram 141 ocorrências. A atuação abrange diversas regiões do Amapá e áreas ribeirinhas do Marajó (PA). Entre as localidades com maior demanda estão Laranjal do Jari, Oiapoque, Porto Grande, além dos municípios paraenses de Chaves e Afuá.

O diretor do Samu, Rogério Silva, destaca que a iniciativa amplia o acesso à saúde em áreas remotas, salva vidas e devolve dignidade aos moradores que precisam dos serviços de saúde da rede pública estadual.

“O Serviço Aeromédico encurta distâncias e garante que o suporte especializado chegue com rapidez a locais onde o acesso por terra ou água é limitado. Isso aumenta significativamente as chances de recuperação dos pacientes”, afirmou.

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