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Rio Grande do Sul – O transporte de pacientes em aviões e helicópteros ainda não é uma realidade frequente no Rio Grande do Sul. A organização desse tipo de translado ainda é incipiente no estado, mas o exemplo das enchentes de 2024 inspirou o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) a elaborar uma resolução normatizando a prática e orientando médicos.

Muitas vezes, gestores consideram aceitável levar um doente em condição crítica ou um recém-nascido prematuro, por exemplo, por mais de 500 quilômetros em ambulâncias pelas estradas. O transporte aeromédico pode minimizar o tempo de viagem e aumentar as chances dos pacientes, evitando sequelas e mortes.

O vice-presidente do Cremers, Eduardo Neubarth Trindade, comenta que “durante a calamidade de 2024, vimos um transporte aéreo de pacientes profissional, organizado e bem estruturado. Queremos sensibilizar a sociedade e o governo de que essa prática é um investimento na vida, e que os médicos tenham essa opção para seus pacientes”.

Para divulgar a resolução, que trará definições sobre distâncias e gravidade dos pacientes que devem ser transportados por via aérea, o Cremers promove um evento no dia 07 de maio, às 14h. O encontro terá a presença de lideranças, como o general Hertz Pires do Nascimento, que coordenou os esforços militares durante as inundações, liderando a Operação Taquari 2, e outros atores engajados na causa.

Operação Abrigo pelo Mar - RS. Foto: Marinha do Brasil.
Operação Abrigo pelo Mar – RS. Foto: Marinha do Brasil.
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