Estados Unidos – A Life Flight Network assinou um acordo de dez anos e realizou um pedido de 12 aeronaves PC-12 PRO, com opções adicionais para expansão futura da frota. As entregas estão previstas para começar em 2027, representando um investimento significativo de longo prazo na modernização das capacidades aeromédicas.
A organização, considerada uma das maiores operadoras sem fins lucrativos de transporte aeromédico dos Estados Unidos, será a cliente de lançamento do modelo PC-12 PRO no país com configuração aeromédica dedicada.
As aeronaves serão equipadas com interior aeromédico completo, capaz de oferecer atendimento em nível de UTI aérea durante o transporte de pacientes críticos. O PC-12 PRO foi escolhido por sua confiabilidade, desempenho e tecnologias avançadas de segurança, permitindo operações eficientes em regiões remotas e de difícil acesso.
Com essa aquisição, a Life Flight Network pretende modernizar sua frota e ampliar sua capacidade de atendimento, garantindo transporte seguro, ágil e de alta qualidade para comunidades atendidas em diferentes regiões dos Estados Unidos.
Santa Catarina – A base foi oficialmente inaugurada em 10 de abril de 2024, no Aeroporto Santa Terezinha, ampliando a cobertura aérea do Estado e interiorizando o serviço aeromédico. A implantação da estrutura em Joaçaba reduziu distâncias históricas entre pacientes críticos e hospitais de referência.
Com a operação do avião Arcanjo 04, modelo Cessna Grand Caravan, o CBMSC passou a atender de forma mais célere municípios do Meio-Oeste, Planalto Serrano e Extremo-Oeste, encurtando trajetos que por via terrestre poderiam ultrapassar oito ou dez horas. A eficiência operacional da unidade é comprovada pelo índice de 96,4% de missões cumpridas com sucesso, demonstrando a alta confiabilidade do serviço na região.
Desde a criação, os municípios mais atendidos, por meio de seus aeroportos, incluem Joaçaba, Videira, Caçador, Lages, Chapecó, Xanxerê e São Miguel do Oeste. A média é de 2,8 horas de voo por ocorrência. 641 pessoas já foram transportadas, entre pacientes e acompanhantes.
Arcanjo-04 atinge 300 missões aeromédicas e consolida base de Joaçaba como referência no Meio-Oeste catarinense, Foto: Divulgação
Ao longo deste período, a base já acumulou marcos operacionais expressivos e consolidou uma média consistente de horas voadas por ocorrência – reflexo da complexidade dos atendimentos. Um diferencial marcante da operação em Joaçaba é a humanização: em 71,7% das missões, o paciente pôde contar com a presença de um acompanhante durante o voo.
Tempo-resposta que faz a diferença
O transporte aeromédico é decisivo quando o fator tempo é determinante para a sobrevida ou para a redução de sequelas. A aeronave permite transferências inter-hospitalares de alta complexidade; transporte de gestantes de risco — com 46 gestantes atendidas até o momento; remoções neonatais e pediátricas — uma das principais vocações da base, já que quase metade dos pacientes (47,5%) pertence ao grupo de recém-nascidos e crianças;
transporte de órgãos para transplante; apoio em missões de busca e resgate.
Para garantir a segurança desses pacientes vulneráveis, a base já utilizou incubadoras em 89 ocasiões e dispositivos “bebê conforto” em outras 30 missões, funcionando como uma UTI aérea especializada para o início da vida.
Estrutura integrada com o SAMU Aeromédico
A atuação do CBMSC/BOA ocorre em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), por meio da Secretaria de Estado da Saúde, em um modelo consolidado há mais de uma década em Santa Catarina.
Hoje, o serviço aeromédico catarinense opera com cinco aeronaves – aviões e helicópteros – distribuídas estrategicamente pelo Estado, garantindo capilaridade e eficiência operacional.
Um marco que projeta o futuro
A superação da marca de 1.001,4 horas de voo em Joaçaba reafirma o papel estratégico da 3ª Companhia na malha aeromédica catarinense. O número simboliza maturidade operacional, integração entre bombeiros militares e equipes médicas, e consolidação de uma política pública que aproxima o atendimento especializado de quem mais precisa.
Mais do que um indicador estatístico, são mais de mil horas dedicadas a reduzir o tempo entre o risco e o cuidado – entre a urgência e a esperança. Para o Capitão Daldrian Scarabelot, que atua na região, o marco reflete a natureza ininterrupta do trabalho do Batalhão:
“Cada missão é a reafirmação do nosso compromisso com a sociedade catarinense. Quando não estamos em voo, estamos em resgate; atendemos ocorrências por terra ou pelo ar, garantindo que o socorro nunca pare. É um serviço que se consolida cada vez mais como um braço essencial para os municípios do Meio-Oeste e Oeste, transformando essas mil horas de operação em centenas de segundas chances para quem mais precisa”, concluiu.