Minas Gerais – A equipe aeromédica do helicóptero Arcanjo 04 do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros foi acionada nesse sábado (24) para atender uma mulher que se acidentou durante uma atividade com jipes próximo à Belo Horizonte, na área do município de Nova Lima-MG.
Segundo informações dos bombeiros, ela ligou o veículo sem estar sentada na direção. O veículo estava engrenado, e começou a se movimentar. Ela tentou descer do jipe, que pressionou seu corpo contra o barranco e depois tombou, caindo sobre ela.
A mulher sofreu ferimentos e fraturou a região da bacia. Médico e enfermeiro do SAMU, que integram a tripulação do Arcanjo, comentaram que o atendimento rápido foi essencial para evitar que o quadro dela se agravasse. A vítima foi encaminhada ao hospital Mater Dei Santo Agostinho, Belo Horizonte, e segue em tratamento.
Soterramento
Na sexta-feira (23), durante a realização de uma obra, um funcionário escavava o terreno quando a terra cedeu e soterrou-o em Contagem, MG. O Corpo de Bombeiros foi acionado e enviou equipes do BOA e do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (BEMAD) para prestarem socorro à vítima.
Apesar da ação rápida dos bombeiros e socorristas, o trabalhador não resistiu ao impacto provocado pelo peso da terra em seu corpo e faleceu.
Durante a realização de uma obra, um funcionário escavava o terreno quando a terra cedeu e o soterrou em Contagem-MG. Foto: BOA/CBMMG.
Minas Gerais – No dia 20 de março, chegou ao fim a segunda fase do Curso de Tripulantes Operacionais e Técnico de Apoio de Solo e Suprimentos Aeronáuticos que acontece na Segunda Companhia Especial de Operações Aéreas (2ª CEOA) do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros, sediada em Varginha, no Território Sul.
Curso de formação de tripulantes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerra segunda fase. Fotos: Tenente llenildo Prata de Paula.
Durante dois meses, foram ministradas mais de vinte matérias a uma turma composta por oito militares pertencentes ao Sexto Comando Operacional de Bombeiros (6º COB).
Após a primeira fase, de cunho teórico, os militares participaram de atividades práticas, utilizando a aeronave. Foram treinadas manobras de socorro e de combate a incêndios florestais, içamento de carga em rede específica, uso do cesto de resgate em local de difícil acesso, embarque e desembarque com o helicóptero no ar, uso do guincho elétrico da aeronave, utilização de maca de salvamento e pouso em locais restritos.
Segundo o Comandante da 2ª CEOA/BOA, Capitão Nelson Santana Camargos, capacitar os bombeiros militares é de suma importância devido à complexidade das atividades aéreas e ao elevado risco para a tripulação. Para ele, o foco sempre deve ser a segurança no voo.
Curso de formação de tripulantes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerra segunda fase. Fotos: Tenente llenildo Prata de Paula.
Curso de formação de tripulantes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerra segunda fase. Fotos: Tenente llenildo Prata de Paula.
Curso de formação de tripulantes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerra segunda fase. Fotos: Tenente llenildo Prata de Paula.
Curso de formação de tripulantes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerra segunda fase. Fotos: Tenente llenildo Prata de Paula.
Curso de formação de tripulantes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerra segunda fase. Fotos: Tenente llenildo Prata de Paula.
Curso de formação de tripulantes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerra segunda fase. Fotos: Tenente llenildo Prata de Paula.
Curso de formação de tripulantes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerra segunda fase. Fotos: Tenente llenildo Prata de Paula.
Curso de formação de tripulantes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerra segunda fase. Fotos: Tenente llenildo Prata de Paula.
Curso de formação de tripulantes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerra segunda fase. Fotos: Tenente llenildo Prata de Paula.
Minas Gerais – Em quase dois anos de operação, o helicóptero Arcanjo já se aproxima de 300 vítimas resgatadas no Sul de Minas. A aeronave era uma demanda antiga da região e começou a atender após uma parceria entre o Cissul Samu (Consórcio Intermunicipal de Saúde da Macrorregião do Sul de Minas) e a 2ª Companhia de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar, em Varginha (MG).
Helicóptero Arcanjo já socorreu quase 300 pessoas no Sul de Minas (Foto: Régis Melo)
“A ideia principal do atendimento com aeronave é você ter uma resposta rápida. Ou seja, um acidente na rodovia, um trauma em local de difícil acesso, em que às vezes a equipe do Corpo de Bombeiros ou do Samu não consegue chegar. E esses minutos são o golden hour, a hora de ouro, que vai fazer diferença na vida desse paciente”, explica o médico André Luís Ribeiro Claudino.
A parceria recebeu o nome oficial de Serviço Aeromédico Avançado de Vida e as equipes começaram a trabalhar em conjunto no dia 28 de abril de 2016. A primeira ocorrência com transporte de vítima aconteceu oito dias depois, com o transporte de uma pessoa de Lambari para Varginha, no dia 6 de maio de 2016. De lá para cá, foram 284 pessoas resgatadas ou transportadas pelo helicóptero.
Capitão João Bosco Lara Júnior, do Corpo de Bombeiros, o médico André Luis Ribeiro Claudino e a enfermeira Paula Thaís Aparecida Coelho, do Samu, conversam na sala de triagem do BOA (Foto: Régis Melo)
Segundo o Cissul Samu, a aeronave atende 152 cidades que fazem parte do consórcio, com uma população estimada de 2,6 milhões de pessoas. O helicóptero conta ainda com uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) completa em seu interior.
Cada equipe de atendimento é composta pelo piloto, que é um capitão do Corpo de Bombeiros, o tripulante, que também é do Corpo de Bombeiros, e a equipe do Samu, sempre formada por um médico e um enfermeiro.
“Quando a gente vai para uma ocorrência que às vezes exige mais apoio, principalmente quando é a primeira ajuda a chegar ao local, a gente vai com mais um tripulante para poder fazer aquela parte do bombeiro, da ajuda. De desencarcerar, colocar corda, às vezes é difícil o acesso. Então a gente vai com uma equipe maior e, muitas das vezes, a gente volta com a vítima e esse tripulante extra por volta por via terrestre”, acrescenta Claudino.
Os números do Helicóptero Arcanjo:
Até agora, foram realizados 470 voos com a aeronave, sendo:
284 vítimas transportadas
229 atendimentos inter-hospitalares
69 atendimentos pré-hospitalares (primários)
50 ocasiões em que o socorro foi dispensado
25 atendimentos a ocorrências de incêndio
55 ocorrências de apoios diversos
42 treinamentos
Tipos de atendimento
A parceria é focada em dois tipos de atendimentos médicos:
APH – Atendimento pré-hospitalar: é o atendimento primário, realizado geralmente no próprio local no acidente.
Atendimento inter-hospitalar: transporte entre unidades de saúde, realizado em geral quando um paciente precisa ir para um centro especializado.
“Os dois atendimentos são importantes, mas é mais decisivo no APH. Vamos pegar um exemplo de um acidente próximo a Paraguaçu. O médico mais próximo com uma ambulância, uma UTI com um médico lá para fazer uma intervenção na hora, ele está ou em Alfenas ou em Varginha. Então acionou a gente, a gente vai chegar lá muito rápido. Esse paciente às vezes pode ter uma parada nesse meio tempo. E se chegar na cidade com um médico para fazer uma intervenção rápida, você vai salvar a vida dele”, afirma Claudino.
Helicóptero Arcanjo decola para missão de treinamento em Varginha (MG)
Qual o critério utilizado para o voo
Antes de se alçar voo, Samu e Corpo de Bombeiros analisam diversos critérios médicos e técnicos. O primeiro é se há realmente a necessidade de uma resposta rápida para determinado local, levando em consideração a urgência do caso e a localização de equipes terrestres de resgate na região.
“Muitas das vezes, a gente tem um suporte avançado, uma ambulância avançada, próxima desse local. Então não justifica você deslocar uma aeronave às vezes 30, 40 minutos se você tem uma unidade terrestre que chega antes da gente”, explica o Claudino.
Além disso, são utilizados outros critérios, como:
se é um município que não tem recursos.
se o atendimento primário for um acidente de carro, independente do número de vítimas
se a gente não tem um suporte terrestre próximo
se você tem um acidente de múltiplas vítimas
Restrições
Depois disso, são analisadas as questões técnicas de voo, que é quando podem surgir outras restrições para a aeronave modelo Esquilo AS 350 B2. São analisadas as condições climáticas, o horário, as condições de decolagem e de pouso na região da ocorrência.
“E o pôr do sol, porque se o local não for iluminado, a gente não consegue pousar no local, já que a aeronave realiza o chamado voo visual”, explica Bosco.
No entanto, dependendo da gravidade do caso e a necessidade do suporte aéreo, o voo pode ser realizado em condições levemente adversas.
“Dependendo da situação, quando fazem o acionamento, a gente orienta a central para também deslocar uma via terrestre. Eu vou tentar, mas se não passar pela nuvem, pelo tempo ruim, a gente vai voltar. Mas a via terrestre já vai estar a caminho e a gente ganha esse tempo”, conta o médico.
Mesmo assim, Bosco salienta que o plano de voo segue um processo rigoroso. “O Batalhão está indo para 13 anos sem nenhum acidente. A gente é muito criterioso nos pousos, decolagens e no planejamento da missão”, diz.
Helicóptero Arcanjo decola para missão em Varginha (Foto: Régis Melo)
Como chamar o socorro
Qualquer pessoa pode solicitar atendimento por meio dos telefones 192 ou 193. Após realizada a avaliação do caso, a equipe se desloca para o local necessário.
O Corpo de Bombeiros explica ainda que muitas vezes se orienta por coordenadas e, por isso, fez um vídeo explicando as maneiras de enviar os dados para o batalhão.
Minas Gerais – O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais, através do Batalhão de Operações Aéreas (BOA), publicou aviso de licitação (Pregão Eletrônico nº 1320139 17/17) para aquisição de dois aviões, novos de fábrica, multimissão, para o Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV/MG), resultado de convênio entre a Secretaria de Saúde e Corpo de Bombeiros, conforme TDCO 20/17 e Termo de Cooperação 01/2017.
Os aviões irão integrar a frota do CBMMG. Hangar do BOA com os helicópteros usados no SAAV. Foto: BOA/CBMG.
Os aviões deverão estar capacitadas para operar em locais de pouso e decolagem de superfícies diversas (asfalto ou concreto asfáltico, concreto, grama, piçarra, terra, cascalho ou saibro) e preparados para desempenhar as seguintes missões:
Atendimento aéreo de urgência e emergência pré-hospitalar e transporte inter-hospitalar (atendimento primários e secundários);
Ações de proteção e defesa civil realizadas pelo CBMMG e SES, possibilitando o transporte de alimento, material médico, medicamento, equipamento e pessoal especializado;
Missões de transporte de órgãos e tecidos humanos para transplantes do Programa MG Transplantes;
Transporte de equipe técnica de saúde para combate a epidemias, catástrofes e grandes eventos que envolvam a área de saúde;
Treinamento requerido aos pilotos do CBMMG.
A sessão pública deste pregão eletrônico deverá ocorrer às 08h30 do dia 13 de Março de 2018, no Portal de Compras do Estado.
A íntegra do edital e outras informações poderão ser obtidas na Seção de Licitação do BOA, à Rua Líder, nº 84, hangar 3, pátio Sul – Aeroporto da Pampulha, Bairro Jaraguá BH/ MG, através dos telefones (31) 3494-8335, (31) 3403- 2015 ou pelo site www.compras.mg.gov.br.
Minas Gerais – Após encerrada a fase de treinamento, com atividades práticas e provas, os novos tripulantes já podem atuar sob a supervisão de militares mais experientes a bardo das aeronaves do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros.
Novos tripulantes realizam treinamento e estágio no Batalhão de Operações Aéreas do CBMMG
A atual turma de militares, em estágio supervisionado, possui 8 integrantes, com 6 homens e 2 mulheres da 1ª Companhia do BOA, com sede em Belo Horizonte. O treinamento começou no dia 22 de janeiro e o estágio supervisionado teve início no dia 10 de fevereiro. O treinamento e estágio têm foco na segurança de voo e nas técnicas desenvolvidas pelo Corpo de Bombeiros.
Ainda este ano o BOA realizará treinamento de novos tripulantes para as companhias de Varginha e Montes Claros. Abaixo você pode assistir aos vídeos do treinamento com a experiência em 360º e VR.
Minas Gerais – A equipe do helicóptero Arcanjo 04 do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros decolou na tarde de sexta-feira (16) para realizar o transporte aeromédico de Marley Simone Lima Antunes, de 43 anos. Marley é uma das professoras sobreviventes do atentado incendiário provocado por um ex-funcionário de uma creche na cidade de Janaúba, em outubro de 2017.
Equipe aeromédica do Arcanjo 04 transfere vítima de tragédia em creche de Belo Horizonte para Janaúba, MG.
Acompanhada pela equipe médica do SAMU, ela foi levando de Belo Horizonte para o Hospital Regional de Janaúba. No dia da tragédia, por conta dos ferimentos, ela foi trazida para Belo Horizonte pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros e recebeu tratamento no hospital João XXIII, que é referência para queimados.
Depois de quatro meses internada na capital, após passar por várias cirurgias e procedimentos de enxerto de pele, além de sessões de diálise devido ao impacto das queimaduras no organismo, agora, em melhor condição de saúde, poderá continuar o tratamento mais perto de casa.
A Dr. Maria Olímpia, que avaliou a viabilidade do transporte, comentou que a recuperação é delicada, mas tem sido boa. Ela teve mais de 40% do corpo queimado ao salvar crianças da creche e agora seu quadro de saúde é estável, por isso foi levada para sua cidade natal.
Equipe aeromédica do Arcanjo 04 transfere vítima de tragédia em creche de Belo Horizonte para Janaúba, MG.
Minas Gerais – A partir de quinta feira (15), policiais militares do Comando de Aviação do Estado da Polícia Militar de Minas Gerais (COMAVE) iniciaram instrução para utilização dos tanques de abastecimento sobre rodas adquiridos pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) e Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Os seis primeiros tanques já estão em funcionamento em algumas cidades do Estado e até o fim de 2018 a previsão é que sejam adquiridos mais 10 tanques para abastecimento das aeronaves em locais estratégicos do Estado. Serão 16 tanques, em aço inox, com capacidade individual de 6.000 litros de querosene aviação (QAV).
Policiais Militares recebem instrução dos Bombeiros sobre o uso de tanques de abastecimento de aeronaves
Embora o objetivo inicial seja o de atender à demandas da SES, em conjunto com o CBMMG, as polícias Civil e Militar, além das secretarias de Estado e o Gabinete Militar do Governador também poderão usar essas estruturas como apoio, através da integração entre todas as entidades.
De maneira prática, sempre que uma aeronave de um destes órgãos precisar se deslocar para locais distantes, onde antes não havia combustível de aviação que permitisse a operação, agora poderão fazer a “troca”, ou seja, abastecem nestes tanques e depois repõem o que foi gasto junto à base dos bombeiros.
O sargento Jordan, bombeiro com vasta experiência nas operações com combustíveis de aviação, ministra a instrução teórica e prática junto ao tanque na sede do Batalhão de Operações Aéreas do CBMMG.
Segundo o Corpo de Bombeiros, toda essa rede de tanques trará mais qualidade no atendimento à população, principalmente pelo fato do Estado possuir grande extensão territorial, onde a atividade aérea se apresenta como uma das soluções para o transporte de enfermos ou levando equipes até locais mais distantes.
Policiais Militares recebem instrução dos Bombeiros sobre o uso de tanques de abastecimento de aeronaves
Minas Gerais – Uma bebê que nasceu com má formação em uma ambulância entre João Pinheiro e Bonfinópolis de Minas, no Noroeste do Estado, foi transferida em estado grave para Belo Horizonte, neste domingo (11), pelo avião King Air C90 (Pégasus 16) do Comando de Aviação de Estado da Polícia Militar de Minas Gerais (COMAVE).
O avião da PM realizou o transporte da criança de Bonfinópolis de Minas até o aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, desembarcando no Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros, onde foi transferida para uma ambulância terrestre do SAMU, que a conduziu até a Santa Casa de Belo Horizonte.
A Dra. Jaqueline, que integra a guarnição do Arcanjo do Corpo de Bombeiros, comentou que se trata de uma situação bem específica e complexa e que o atendimento na Santa Casa de Belo Horizonte será importante para que a bebê possa receber o melhor tratamento e sobreviver. A bebê está internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) Infantil da Santa Casa.
Com apoio do Corpo de Bombeiros e SAMU, Pégasus 16 da PM transporta bebê com má formação rara de Bonfinópolis para Belo Horizonte. Foto: Divulgação.
Com apoio do Corpo de Bombeiros e SAMU, Pégasus 16 da PM transporta bebê com má formação rara de Bonfinópolis para Belo Horizonte. Foto: Divulgação.
Com apoio do Corpo de Bombeiros e SAMU, Pégasus 16 da PM transporta bebê com má formação rara de Bonfinópolis para Belo Horizonte. Foto: Divulgação.
Com apoio do Corpo de Bombeiros e SAMU, Pégasus 16 da PM transporta bebê com má formação rara de Bonfinópolis para Belo Horizonte. Foto: Divulgação.
Com apoio do Corpo de Bombeiros e SAMU, Pégasus 16 da PM transporta bebê com má formação rara de Bonfinópolis para Belo Horizonte. Foto: Divulgação.
Minas Gerais – Na noite da última segunda-feira (08) uma criança de 6 anos foi picada por um escorpião no braço enquanto dormia em casa, na cidade de Corinto/MG. Durante a madrugada ela foi levada para o hospital em Curvelo e recebeu o soro apropriado. (anti-escorpiônico). No entanto, o quadro de saúde do garoto se agravou.
Helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros de Minas resgata criança picada por escorpião
Na manhã de terça-feira (9) ele foi transferido para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, devido a um edema pulmonar, caracterizado pelo acúmulo de líquido nos pulmões. O transporte do garoto foi feito pelo helicóptero Arcanjo do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros. O menino passa por tratamento no João XXIII e seu estado é estável.
O Dr. Daniel Claus, médico do SAMU que atua nos helicópteros Arcanjo, comentou que o envenenamento por escorpião é muito mais grave em crianças e idosos, devendo o tratamento ser iniciado o mais rápido possível.
Assim, se você ou alguém próximo forem picados, procurem imediatamente por ajuda. Ligue para: Bombeiros – 193 e SAMU – 192.
Helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros de Minas resgata criança picada por escorpião
Helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros de Minas resgata criança picada por escorpião
Helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros de Minas resgata criança picada por escorpião
Helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros de Minas resgata criança picada por escorpião
Helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros de Minas resgata criança picada por escorpião
Helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros de Minas resgata criança picada por escorpião
Helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros de Minas resgata criança picada por escorpião
Minas Gerais – Neste Natal, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais recebeu um presente a mais: a promoção de nove militares aviadores. No dia 25 de dezembro aconteceram as promoções aos novos postos e graduações dos seguintes aviadores da Esquadrilha Arcanjo do Batalhão de Operações Aéreas (BOA):
Tenente Coronel Daniela – Comandante do BOA e piloto de helicóptero
Tenente Coronel Alexandre – Piloto de avião
Tenente Coronel Passos – Piloto de helicóptero
Major Pedro – Piloto de helicóptero
Major Luciano – Piloto de helicóptero
Major Dias – Piloto de helicóptero
Major Welter – Piloto de helicóptero
Subtenente Inácio – Mecânico de aeronaves
3° Sargento Costa – Mecânico de aeronaves
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais comemorou 10 anos de operações áreas, salvando vidas. Foto: Mitchell Nazar.
O Batalhão encerra o ano em que celebrou 10 anos de operação como muito trabalho. Além do processo de abertura de 3 novas bases, formação de 13 novos pilotos e de 36 novos tripulantes, mudança de sua sede para um novo hangar e instalação de 6 tanques sobre rodas para abastecimento das aeronaves pelo Estado, foram adquiridos mais 2 helicópteros Esquilos AS 350B3.
Agora as tripulações utilizam macacões de voo na cor laranja e bombeiros e equipes do SAMU possuem o EPI para o voo. O Batalhão atua de forma integrada com a Secretaria de Estado de Saúde e compõem o Serviço Aéreo Avançado de Vida – SAAV – no Estado de Minas Gerais.
Minas Gerais – Na sexta-feira (8), durante evento que comemora o Dia das Gerais, quando a capital do Estado é simbolicamente transferida de Belo Horizonte para Matias Cardoso, considerada uma das primeiras cidades do Estado, o governador Fernando Pimentel assinou despacho governamental que prevê a instalação da 4ª Companhia Especial de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros em Montes Claros, Norte de Minas.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais comemora 10 anos de operações áreas, salvando vidas. Foto: Mitchell Nazar.
De acordo com o governador, a aeronave será administrada pelos bombeiros e, além das missões de busca e salvamento, será utilizada no atendimento aeromédico em parceria com o SAMU. “Vamos ter um helicóptero em Montes Claros para prestar os serviços. Ele é administrado pelo Corpo de Bombeiros, mas ele presta serviço para o Samu, de saúde, que vai tornar mais segura a situação do Norte de Minas”, destacou Fernando Pimentel.
Segundo o tenente-coronel Waldeci Gouveia Rodrigues, comandante do 7º Batalhão de Bombeiros Militar, com sede em Montes Claros, lembra que o Norte de Minas possui a segunda maior malha viária do país, com trânsito intenso de caminhões, e o uso da aeronave irá agilizar os atendimentos na área de cobertura do batalhão.
“Nossa área de atuação é muito extensa para atendimento. Também temos muitos acidentes automobilísticos e esta aeronave é crucial para a melhora no atendimento. É interessante pensar que o tempo de resposta do nosso trabalho é crucial”.
O Batalhão de Operações Aéreas (BOA)
Atualmente, o BOA opera em duas bases, localizadas nas cidades de Belo Horizonte e Varginha (Sul de Minas), e dispõe de três helicópteros denominados “Arcanjos”, os quais, além de atender às diversas missões típicas de bombeiros, atuam como UTI’s aéreas, sendo dois “Esquilos” AS-350 B2 VEMD e um EC-145, aeronave biturbina, com capacidade para transportar dois pacientes simultaneamente e até 9 passageiros, além dos pilotos.
Minas Gerais – No sábado (25), houve uma solicitação do SAMU para apoio em um transporte de uma criança de 07 meses de Governador Valadares para Belo Horizonte. O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais tentou realizar o transporte, contudo devido às condições meteorológicas desfavoráveis, não foi possível realizar o transporte com o helicóptero.
Foi acionado então o Comando de Aviação do Estado (COMAVE) da Polícia Militar de Minas Gerais, que disponibilizou o avião Pegasus 16, modelo King Air C90, pressurizado, capaz de realizar voos com auxílio de instrumentos e equipado com Kit aeromédico.
Comando de Aviação da PM de Minas realiza 03 missões aeromédicas em menos de 48 horas
A equipe composta por um médico, uma enfermeira e um tripulante do Corpo de Bombeiros foi transportada para Governador Valadares, onde a criança aguardava para ser recebida para o traslado. Em menos de 50 minutos, o paciente já estava em Belo Horizonte.
Segundo o Dr. Elias do SAMU, o transporte aeromédico foi decisivo para o prolongamento da vida do pequeno Daniel, que enfrenta um quadro gravíssimo de infecção após passar por uma cirurgia do intestino.
No mesmo dia, a MG Transplantes solicitou o apoio para transladar um coração de Alfenas para Belo Horizonte. O Pégasus 16 decolou às 22hs e pousou em Alfenas 45 minutos depois. Após 3 horas de procedimentos médicos, a equipe embarcou com órgão e decolou de volta a Belo Horizonte, finalizando o translado às 04hs da manhã do dia 26.
Logo em seguida, já no domingo (26), por volta das 04:40 da manhã, houve novo acionamento. Desta vez para socorrer o filho de policial militar picado por uma cobra venenosa.
A criança de 10 anos foi levada para o hospital de Coronel Fabriciano, contudo o hospital não dispunha de ampolas suficientes de soro antibotrópico. Foi necessário então fazer contatos com hospitais próximos, mas somente no Hospital João XXIII em Belo Horizonte havia ampolas disponíveis.
Devido à distância, o transporte do medicamento não poderia ser realizado via terrestre, então foi desencadeada uma operação contra o tempo envolvendo um helicóptero e um avião para que o medicamento fosse transportado de Belo Horizonte até Coronel Fabriciano.
O COMAVE mantém equipes 24 horas por dia, durante os 7 dias da semana, capazes de atender chamados em qualquer lugar de Minas Gerais, em no máximo uma hora e vinte minutos. Agilidade e prontidão fundamentais para salvar vidas e proteger a população mineira. A ajuda que vem do céu!
Arte em homenagem aos 10 anos dos Arcanjos. Por Designer Thiago Pedrezani.
Minas Gerais – No último dia 17 de novembro, o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) comemorou 10 anos de operações, com muitas coisas para comemorar. Foi um ano de muitas conquistas, além de investir em treinamento e estar em uma nova sede (hangar) com mais estrutura e conforto para desempenhar suas atividades, passou a utilizar o macacão de voo na cor laranja.
Atualmente, o BOA opera em duas bases, localizadas nas cidades de Belo Horizonte e Varginha, e dispõe de três helicópteros denominados “Arcanjos”, os quais, além de atender às diversas missões típicas de bombeiros, atuam como UTI’s aéreas, sendo dois “Esquilos” AS-350 B2 VEMD e um EC-145, aeronave bi-turbina, com capacidade para transportar dois pacientes simultaneamente e até 9 passageiros, além dos pilotos.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais comemora 10 anos de operações áreas, salvando vidas. Foto: Mitchell Nazar.
Na evolução e melhoria dos serviços prestados à população, o CBMMG atua em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde e foi um dos pioneiros na formatação de uma guarnição composta também por médicos e enfermeiros do SAMU. Esta sinergia deu origem ao SAAV – Suporte Aéreo Avançado de Vida, possibilitando a realização, no interior das aeronaves, de procedimentos que somente seriam possíveis no interior de um estabelecimento hospitalar.
Desde a instalação do BOA, mais de 3.500 pessoas foram socorridas por suas aeronaves, configurando, atualmente, a média de 1.000 horas voadas por ano em atividades de resgate aeromédico, combate a incêndios, busca, salvamento e defesa civil.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais comemora 10 anos de operações áreas, salvando vidas. Foto: Mitchell Nazar.
A segurança de voo sempre foi prioridade para o Batalhão, que, em seus 10 anos de operação, nunca sofreu acidentes ou incidentes de natureza grave. Um dos fatores que contribui para essa importante marca é o constante treinamento de seu efetivo.
Em 2017, foi ministrado o treinamento de emergências para 18 pilotos, foram requalificados todos os mecânicos para prestação de manutenção em motores e célula, encontram-se frequentando curso de piloto comercial 13 novos pilotos e 20 estão realizando o curso de voo por instrumentos, além de estar em andamento a seleção e formação de 36 novos tripulantes.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais comemora 10 anos de operações áreas, salvando vidas. Foto: Mitchell Nazar.
Ainda reforçando a segurança nas operações, passa a ser adotado o macacão de voo na cor laranja, a qual é associada à simbologia internacional do salvamento. A nova cor provê o contraste com o ambiente, vez que as ocorrências de bombeiros normalmente exigem que a tripulação atue desembarcada para atendimento às vítimas, facilita a identificação dos tripulantes durante a operação e a interação com a equipe embarcada. O novo macacão também será utilizado pelas equipes do SAMU que compõem a tripulação.
Outro importante marco em 2017 foi a transferência das instalações do Batalhão para um novo hangar, com área de 4.680 m², também localizado no Aeroporto da Pampulha. O novo hangar propicia melhores condições de trabalho e oportunidade de expansão das operações.
Segundo a Maj BM Daniela Lopes Rocha da Costa, Comandante do Batalhão, “muito foi realizado até agora, mas ainda temos grande potencial para crescimento. Essa marca de dez anos traz ainda mais motivação para continuar trabalhando em busca da excelência, com o objetivo principal de melhor atender à sociedade. Todas as nossas conquistas devem ser vistas como inspiração para seguir em frente, almejando proporcionar um serviço cada vez melhor.”
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais comemora 10 anos de operações áreas, salvando vidas. Foto: Mitchell Nazar.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais comemora 10 anos de operações áreas, salvando vidas. Foto: Mitchell Nazar.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais comemora 10 anos de operações áreas, salvando vidas. Foto: Mitchell Nazar.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais comemora 10 anos de operações áreas, salvando vidas. Foto: Mitchell Nazar.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais comemora 10 anos de operações áreas, salvando vidas. Foto: Mitchell Nazar.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais comemora 10 anos de operações áreas, salvando vidas. Foto: Mitchell Nazar.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais comemora 10 anos de operações áreas, salvando vidas. Foto: Mitchell Nazar.
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais comemora 10 anos de operações áreas, salvando vidas. Foto: Mitchell Nazar.
Minas Gerais é um dos Estados com as melhores condições de realizar transplantes no Brasil. São 17 hospitais – na capital e no interior – com equipes altamente especializadas, após qualificação técnica em centros de referência do Brasil e do exterior.
Outro fator fundamental para o alcance de bons resultados deve-se à logística de excelência do MG Transplantes, que utiliza a frota aérea que está sob a responsabilidade do Comando de Aviação do Estado (Comave) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
Segundo estado mais populoso do Brasil, com 21.119.536 habitantes (IBGE/2017), divididos em 853 municípios numa área de 588.384,30 km², Minas Gerais tem regiões muito diferentes e extensão territorial superior à de países como França, Suécia, Espanha e Japão.
Equipe do MG Transplante transporta fígado para ser transplantado no Hospital das Clínicas de BH. Data: 26-08-16 Local: Hangar da PM. Foto: Omar Freire/Imprensa MG.
Mesmo com essas características, o Governo do Estado conseguiu implantar a melhor infraestrutura do Brasil para o transporte de órgãos, utilizando aeronaves e veículos para que haja aproveitamento de todas as doações em território mineiro.
De acordo com a coordenadora estadual de logística do MG Transplantes, Sara Barroso, que há 15 anos desenvolve esse trabalho, a parceria com o Governo do Estado, por meio do Gabinete Militar, foi estabelecida já há algum tempo. Entretanto, com o decreto 47.182/2017 do governador Fernando Pimentel, que criou o Comando de Aviação do Estado (Comave) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), os desafios passaram a ser menores.
Ao todo, são 15 aeronaves sob a responsabilidade do Comave, sendo dez helicópteros e cinco aviões para as atividades de multimissão, entre elas o transporte de órgãos. “Sempre tivemos aeronave para nos atender. Entretanto, com o Comave ficou muito mais rápido, pois no primeiro contato já sabemos qual avião ou helicóptero estará disponível para deslocar imediatamente com a equipe do MG Transplantes”, afirma.
Sara Barroso argumenta que a gestão centralizada trouxe simplificação e agilidade, pois antes o MG Transplantes fazia contato com o gabinete do governador, gabinete militar, polícia militar, polícia civil e corpo de bombeiros. “Hoje em dia falamos com o coronel de plantão e ele diz quem vai nos atender. Ao mesmo tempo, ele aciona o pessoal e aí acertamos os detalhes da viagem”, explica a coordenadora.
Equipe do MG Transplante transporta fígado para ser transplantado no Hospital das Clínicas de BH. Data: 26-08-16 Local: Hangar da PM. Foto: Omar Freire/Imprensa MG.
Números crescentes e eficiência da logística
No ano passado (2016), o transporte aéreo disponibilizado pelo governo foi usado 52 vezes. Em 2017, até o início de outubro, foram 61 vezes, um aumento de 19,3%. Na doação de órgãos, houve, no primeiro semestre deste ano, 117 famílias autorizando a captação, enquanto no primeiro semestre do ano passado foram 98 doações. Com isso, foi possível realizar 1.071 transplantes frente aos 939 no mesmo período de 2016.
As demandas são variadas e de todas as regiões, com realidades muito diferentes, sendo que algumas dependem de avião, helicóptero e carro. Existem lugares que não contam com aeroportos e a chegada tem de ser por uma cidade vizinha, enquanto há municípios que não podem receber voos noturnos. Eventualmente, a estrutura mineira vai a outros estados.
Cada atendimento tem sua especificidade, que exige esforço de todos para atender aqueles que estão na fila esperando um órgão para atenuar o sofrimento e ter uma vida normal. As aeronaves do governo mineiro não têm horário pré-estabelecido para serem utilizadas pelo MG Transplantes e estão à disposição sete dias da semana, 24 horas por dia.
“A demanda de coração é a mais diferenciada de todas e exige maior rapidez. A equipe precisa chegar aos hospitais das Clínicas e Felício Rocho de helicóptero, em duas horas após a captação do órgão em qualquer lugar do estado, enquanto o paciente já se encontra na mesa de cirurgia para receber o órgão”, revela Sara, com o entusiasmo de quem vibra com cada conquista.
Helicóptero do Corpo de Bombeiros Militar e o avião da Polícia Militar em ação conjunta.
Quando existe a oferta de órgãos em Minas Gerais, a comunicação chega ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT), por meio do médico de plantão que insere todas as informações do doador. Nesse momento, é possível saber quais os pacientes que podem receber aquele órgão.
O paciente do estado na fila nacional tem preferência e a equipe onde ele se encontra é responsável pela captação do órgão no lugar em que está sendo disponibilizado. Um exemplo: se o paciente contemplado com o fígado é da Santa Casa de Belo Horizonte, é a equipe deste hospital que fará a captação.
Existem estabelecimentos capazes de captar e transplantar todos os órgãos como o Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte. O Hospital Escola de Itajubá (território Sul) transplanta fígado, rim e coração, mas na cidade não desce avião, apenas helicóptero. Assim, a equipe do MG Transplantes utiliza o aeroporto de Pouso Alegre para chegar e depois seguir de helicóptero.
Também realizam transplante de fígado e rim na região Norte (Santa Casa de Montes Claros) e na Zona da Mata, em Juiz de Fora: Santa Casa e Hospital Monte Sinai. Outros hospitais do interior também realizam transplantes diversos.
Caso um órgão doado não seja adequado a um paciente de Minas, ele é ofertado na fila nacional. Nesse caso, para atender a outro estado, vem uma equipe no avião da Força Aérea Brasileira, porém, o MG Transplantes acompanha o procedimento. “Não utilizamos os aviões da FAB porque dispomos de uma frota eficiente, mas se precisarmos temos certeza de que nos atenderá da melhor maneira”, observa.
A logística não pode falhar, pois o tempo é fundamental para o sucesso de uma tarefa complexa, que exige o comprometimento de muitos profissionais de todas as áreas. “É um trabalho que fazemos com o maior prazer. Quando os órgãos são transplantados, a tempo e a hora e os pacientes ficam bem, isso é muito gratificante”, revela Sara, com emoção.
A fila de espera em Minas Gerais
No comando de toda essa engrenagem está o diretor do Complexo MG Transplantes, Omar Lopes Cançado Júnior, que traz os números da fila de espera no estado para receber um órgão. São 3.428 pessoas, sendo que a maioria (2.300) aguarda um rim; 977 esperam voltar a enxergar com uma córnea doada; 47 precisam de transplante de fígado; 51 pessoas estão à espera de um transplante combinado de rim/pâncreas; 29 sonham com um novo coração batendo no peito.
Equipe do MG Transplante transporta fígado para ser transplantado no Hospital das Clínicas de BH. Data: 26-08-16 Local: Hangar da PM. Foto: Omar Freire/Imprensa MG.
A maioria das pessoas pode ser doadora de todos os órgãos e tecidos. Para isso, basta que manifeste em vida a sua vontade junto aos familiares que precisam autorizar a doação, depois de realizado o diagnóstico de morte encefálica. A remoção dos órgãos não tem um período pré-determinado, mas deve ser feita o mais rápido possível.
Em relação à doação de órgãos em vida, o diretor do MG Transplantes ressalta que ela é possível quando se tem saúde perfeita e quando o doador é parente até o quarto grau do futuro receptor. “Os órgãos que podem ser doados são: rim, fígado e pulmão. Para esses casos, o doador deve procurar o serviço transplantador onde está inscrito o seu parente para realização do procedimento”, orienta Omar.
A doação de órgãos no Brasil apresentou crescimento em 2017 e passou de 14 para 16 doadores para cada 1 milhão de habitantes. O número ainda é considerado baixo se comparado à Espanha, país que é referência mundial com 40 doadores para cada 1 milhão de pessoas.
Com a morte cerebral de uma pessoa saudável, outras 14 poderão ser beneficiadas, segundo informações da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Por isso, as campanhas de estímulo à doação são consideradas imprescindíveis para despertar a solidariedade na sociedade.
Estrutura do Complexo MG Transplantes
O MG Transplantes é composto por centros de notificação, captação e distribuição de órgãos na região Metropolitana de Belo Horizonte, Zona da Mata, Sul, Oeste, Nordeste e Leste do estado. É responsável por coordenar a política de transplantes de órgãos e tecidos em Minas Gerais, regulando o processo de notificação, doação, distribuição e logística, avaliando resultados, capacitando hospitais e profissionais para a atividade.
O MG Transplantes é vinculado à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e tem seis centrais regionais: Uberlândia (Triângulo Sul), Juiz de Fora (Mata), Montes Claros (Norte), Governador Valadares (Vale do Rio Doce), Pouso Alegre (Sul) e Região Metropolitana de Belo Horizonte. Dos 17 hospitais que realizam transplantes em Minas Gerais, oito estão na capital e nove no interior atendendo a todas as regiões do estado.
Mais informações:
Linha de orientação à população: 08000-283-7183
E-mail: [email protected]
Sede do MG Transplantes: Avenida Professor Alfredo Balena, 400/ 1º andar, bairro: Santa Efigênia, Belo Horizonte (MG)
Telefones: (31) 3219-9200 e (31) 3219-9211
Minas Gerais – Na manhã do dia 02/11/2017, a equipe do helicóptero “Arcanjo 03” do Corpo de Bombeiros Militar de MG atendeu uma vítima de trauma decorrente de acidente com bicicleta, em São José da Lapa, MG. Uma criança morreu e seu pai, que guiava a bicicleta, foi transportado pelo “Arcanjo 03”, com ferimento na cabeça e em estado grave, para o HPS João XXIII.
Batalhão de Operações Aéreas do Bombeiro de Minas resgata vítima de queda de bicicleta
Segundo informações de populares, o pai, que conduzia a bicicleta e levava as duas filhas, perdeu o controle do bike e acidentou-se. Foram três vítimas, sendo que uma das meninas faleceu no local e a outra criança foi transportada ao Hospital Risoleta Neves por ambulância do município.
A UR-8675 do Corpo de Bombeiros da Cidade Administrativa, juntamente com equipe da policlínica de São José da Lapa, prestou o atendimento às vítimas até a chegada da equipe do helicóptero Arcanjo.
Batalhão de Operações Aéreas do Bombeiro de Minas resgata vítima de queda de bicicleta
Minas Gerais – Um idoso de 88 anos teve a perna sugada por uma máquina agrícola no povoado de Estreito, zona rural de Bom Despacho. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o helicóptero “Arcanjo” do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros fez a transferência da vítima para um hospital de Belo Horizonte.
Idoso que teve a perna sugada por máquina agrícola em Bom Despacho foi transferido de helicóptero do CBMMG para Belo Horizonte (Foto: Assessoria Samu/Divulgação)
De acordo com a assessoria de comunicação do Samu, ao chegarem ao local, os socorristas encontraram a vítima ainda com a perna presa à máquina. Por causa da gravidade foi utilizada no resgate uma Unidade de Suporte Básico (USB) de Bom Despacho, uma Unidade de Suporte Avançado (USA) de Nova Serrana e o Corpo de Bombeiros também de Nova Serrana auxiliou.
Um helicóptero do Corpo de Bombeiros foi acionado e fez, no início desta tarde, a transferência da vítima para o Hospital João XXIII, na capital.
Minas Gerais – No dia 05/10 uma equipe da 3ª BRAvE do Comando de Aviação de Estado de Minas Gerais participou do regaste de vítimas de uma das maiores tragédias do país, com mais de 50 vítimas, sendo em sua maioria crianças de 4 a 6 anos de idade. Um funcionário de uma creche infantil ateou fogo em uma sala de aula repleta de crianças, provocando um incêndio que culminou com a morte de 09 crianças, 02 adultos e mais de 30 feridos.
Helicópteros foram fundamentais no socorro das crianças, vítimas de ataque em creche de Janaúba
A tragédia ocorreu em Janaúba, região norte de Minas Gerais, e a guarnição da 3ª BRAvE , comandada pela Maj PM Renata, foi a primeira equipe aérea a chegar no local. A equipe realizou vários voos com a agilidade e segurança necessárias para salvar a vida das crianças que estavam em pior estado.
Ao todo foram transportadas pela PM 03 crianças em estado grave, para o Hospital de Montes Claros e realizado diversos traslados de medicamentos e suprimentos para os hospitais da cidade.
Helicópteros foram fundamentais no socorro das crianças, vítimas de ataque em creche de Janaúba
Também ajudaram no socorro das vítimas duas aeronaves do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros e aeronaves civis voluntárias e contratadas. Realizaram o resgate de vítimas e transporte de medicamentos e materiais. Ao todo 08 crianças foram transportadas pelos helicópteros para o Hospital em Montes Claros e mais 08 para o Hospital João XXIII em Belo Horizonte.
“Foi um ocorrência que gerou muita comoção de toda a tropa e população e demonstrou o profissionalismo e dedicação de todos envolvidos, que apesar do desfecho trágico, mais uma vez reforçou a necessidade e importância do recurso aéreo em ocorrências de alta complexidade”, disse a Maj PM Renata da 3ª BRAvE.
Helicópteros foram fundamentais no socorro das crianças, vítimas de ataque em creche de Janaúba.
Helicópteros foram fundamentais no socorro das crianças, vítimas de ataque em creche de Janaúba
Helicópteros foram fundamentais no socorro das crianças, vítimas de ataque em creche de Janaúba
Helicópteros foram fundamentais no socorro das crianças, vítimas de ataque em creche de Janaúba
Helicópteros foram fundamentais no socorro das crianças, vítimas de ataque em creche de Janaúba
Minas Gerais – O helicóptero Arcanjo 02 do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros esteve no município de Camanducaia na semana passada para realizar a transferência de uma gestante de 15 anos. A paciente está grávida de 33 semanas e foi levada para o Hospital Escola de Itajubá, onde o parto foi realizado. É o terceiro atendimento aeromédico realizado no município.
A Prefeitura de Camanducaia firmou, no começo de 2015, o convênio CISSUL/SAMU para que o município pudesse receber os atendimentos de urgência e emergência. Para que o município tenha acesso ao serviço de urgência e emergência do SAMU, a Prefeitura firmou o convênio CISSUL e paga mais de R$ 65 mil por ano.
Helicóptero Arcanjo 02 realiza atendimento aeromédico em Camanducaia
Minas Gerais – Na tarde desse domingo (13), o helicóptero Arcanjo do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais realizou um salvamento aéreo de uma vítima que praticava trekking (corrida de aventura) na Serra de Passa Quatro/MG.
A 2ª Cia de Operações Aéreas, baseada em Varginha, foi acionada por volta das 13:00, por bombeiros militares da cidade de São Lourenço. Segundo o militar, uma pessoa havia se acidentado nas proximidades da Pedra da Mina durante uma corrida. Eles estimaram entre 6 e 8 horas para atender a ocorrência.
Arcanjo 02 realiza salvamento de vítima que praticava trekking na Serra de Passa Quatro. Pedra de Mina. Foto: Divulgação.
Foi possível contato direto com a vítima acidentada, que passou as referências e as coordenadas. A aeronave foi abastecida com 70% de combustível, pois já havia histórico na companhia sobre aquele local para as condições de potência e desempenho em voo pairado.
Antes da decolagem, conseguiu-se prescrever um quadro da situação com informações suficientes para a localização e estado da vítima, tipo de local e possibilidade de pouso.
Após 30 minutos de voo, foi confirmada a localização das coordenadas passadas. Um ponto de alta relevância foi que o solicitante se encontrava com uma camisa laranja, o que favoreceu sua localização. Com a avaliação do vento, apesar de não ser possível medir sua intensidade em voo, com as referências disponíveis, estimou-se ser de baixa intensidade.
A altitude no local era acima de 7.000 pés e a vítima se encontrava em um cume, pouco antes da Pedra da Mina. A ideia inicial era fazer um pairado próximo a vítima, desembarcar equipe médica e um tripulante para fazer uma avaliação prévia e depois embarcar o paciente.
Ao tentar fazer um pairado fora do efeito solo para verificar a disponibilidade de potência, percebeu-se que a aeronave estava próxima ao limite. O pouso, naquelas condições, não seria possível, pois os parâmetros estavam próximos do limite. Houve mais duas tentativas, sem sucesso.
Arcanjo 02 realiza salvamento de vítima que praticava trekking na Serra de Passa Quatro. Pedra de Mina. Foto: Divulgação.
Optou-se pelo desembarque da equipe médica e de um dos tripulantes, além do equipamento, em uma área livre a menos de 5.000 pés de altitude. Com peso a menos, foi possível a aproximação ao solicitante, que foi trazido ao helicóptero pelo tripulante.
O paciente foi embarcado e levado para a equipe médica, onde foi medicado, imobilizado e levado ao hospital, em São Lourenço. Entre o acionamento da guarnição e a entrega do paciente ao hospital, levou-se cerca de duas horas e meia.
O Pico da Pedra da Mina é oficialmente a quarta montanha mais alta do Brasil, com 2.798 (9.178 pés) metros de altitude. A Pedra da Mina situa-se na divisa entre os estados de Minas Gerais e São Paulo. O cume é ainda o ponto mais alto da serra da Mantiqueira e do estado de São Paulo, e a segunda montanha mais alta de Minas Gerais.
Segundo a própria vítima, que é um guia local experiente e praticante de corrida de aventura, a travessia neste trecho é uma das mais difíceis do Brasil. Em uma rede social ele agradeceu ao apoio dos amigos e do Corpo de Bombeiros e complementou que “as pessoas devem vir preparadas, com orientação de um guia experiente. ”
O Capitão Pessoa, comandante do helicóptero Arcanjo, comentou: “é muito importante que as pessoas tenham em mente os perigos existentes em situações como essa. Neste caso, graças à experiência da vítima, que estava acompanhada e com equipamento de GPS, foi possível o rápido atendimento, sem maiores complicações. É reforçada ainda a questão da roupa que a vítima utilizava, na cor laranja. O contraste com a vegetação ficou evidente para a guarnição.”
Arcanjo 02 realiza salvamento de vítima que praticava trekking na Serra de Passa Quatro. Pedra de Mina. Foto: Divulgação.
Arcanjo 02 realiza salvamento de vítima que praticava trekking na Serra de Passa Quatro. Pedra de Mina. Foto: Divulgação.
Arcanjo 02 realiza salvamento de vítima que praticava trekking na Serra de Passa Quatro. Pedra de Mina. Foto: Divulgação.
Arcanjo 02 realiza salvamento de vítima que praticava trekking na Serra de Passa Quatro. Pedra de Mina. Foto: Divulgação.
Minas Gerais – Um homem de 61 anos morreu após ser atingido por um eucalipto no fim da manhã desta terça-feira (1º), na zona rural de Santo Antônio do Monte. Ele trabalhava no local quando o acidente aconteceu. Devido a gravidade dos ferimentos, o helicóptero Arcanjo 04 do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros, integrado ao COMAVE, foi acionado para fazer a transferência da vítima, mas ela não resistiu.
De acordo com informações da assessoria de comunicação da Prefeitura de Santo Antônio do Monte, o lenhador trabalhava na zona rural juntamente com dois filhos e um sobrinho, realizando o corte de eucaliptos, quando uma das árvores atingiu a cabeça da vítima.
O helicóptero do Corpo de Bombeiros foi acionado, mas o lenhador morreu antes de ser transferido (Foto: Patrícia Borges/PMSAM)
Uma ambulância do município foi acionada e o levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Devido a gravidade do ferimento, um helicóptero Arcanjo 04 foi acionado. O lenhador foi levado da UPA até um campo de futebol da cidade por uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel.
No local a vítima sofreu duas paradas cardíacas e veio a óbito. De acordo com a Polícia Militar (PM), os policiais só foram acionados após a morte do homem. Ainda de acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura, a vítima era trabalhador autônomo e extraia madeira para revenda de plantações autorizadas.
Os Bombeiros fizeram um alerta sobre os acidentes no trabalho. “Recomendamos que haja sempre muita atenção, procedimentos e o uso de equipamentos de segurança. A informação ajuda a elevar a percepção quanto aos riscos, diminuindo as chances de acidente e tornando o ambiente mais seguro”, informou.
Minas Gerais – Na próxima sexta-feira, 28 de abril, a 2ª Companhia do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar, com sede em Varginha-MG completa um ano de atividades.
Com o objetivo de trocar experiências e integrar as equipes será realizado a partir das 08h00, no auditório do SEST/SENAT, o 1º Ciclo de Palestras de Operações Aéreas, que consistirá em um dia de encontro onde serão abordados temas referentes à aviação e ao atendimento médico em diversos aspectos.
Comemorando o primeiro ano de operação e parceria com o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Sul de Minas (CISSUL), às 18h30min ocorrerá uma solenidade onde serão homenageadas autoridades e parceiros.
O encontro contará com a presença de equipes de operações aéreas dos Estados de Minas Gerais e São Paulo, a fim de fomentar a troca de experiências, tanto no que tange a aviação como o serviço médico.
Pretende-se apresentar, discutir e/ou criar protocolos baseados em evidências no dia a dia dessas equipes, analisar pontos positivos e negativos das ocorrências e traçar metas para aprimorar essa atividade, com o objetivo de buscar a integração interestadual entre as equipes, visando à parceria definitiva de troca de tecnologias, informações e experiências.
O Comandante da 2ª Companhia de Operações Aéreas em Varginha, Capitão Fábio Alves Dias afirma que com o desenvolvimento das tecnologias e o crescente número de missões e suas variações, requer que as equipes estejam cada vez mais preparadas, a fim de das respostas satisfatórias às expectativas criadas em torno da qualidade e rapidez das operações aéreas realizadas nesses Estados.
BOA e SAMU 192 – UMA PARCERIA QUE SALVA VIDAS
A parceria entre o CISSUL – Consórcio Intermunicipal de Saúde do Macro Região do Sul de Minas que gerencia o serviço de atendimento móvel de urgência e emergência SAMU 192 e BOA do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais é fundamental para a região.
Em todos os atendimentos realizados pela aeronave Arcanjo 03 a tripulação é composta por socorristas da 2ª Companhia e pela equipe do CISSUL/SAMU 192, sendo um médico e um enfermeiro.
O presidente do Consórcio, Rodrigo Aparecido Lopes reforça que a utilização do serviço aeromédico tem como objetivo principal a redução do tempo resposta no socorro às vitimas, o encaminhamento de pacientes em estado grave para hospitais de referência na região do Sul de Minas, bem como resgates de acidentados em locais de difícil acesso.
Minas Gerais – O Samu da região Sul de Minas, considerado o maior do país por atender a uma população estimada em 2,6 milhões de habitantes, de 153 municípios, celebrou dois anos de funcionamento em 31 de janeiro, com uma significativa marca: neste período, ultrapassou 100 mil atendimentos.
O Governo de Minas investiu R$ 7,8 milhões na compra de equipamentos e material de consumo. Além disso, repassou mensalmente, de 2015 a 2016, cerca de R$ 2,6 milhões para manter a rede em funcionamento, destinando mais de R$ 61 milhões em custeio para o Samu do Sul de Minas Gerais.
A rede do Samu Regional é composta por uma sede, localizada em Varginha – Central Operativa, e outras 34 bases descentralizadas na região, que realizam atendimentos de urgência e emergência com 44 ambulâncias do serviço – 35 de suporte básico e 9 de suporte avançado, com estrutura de UTI e também um helicóptero.
Experiência
A existência da central em Varginha foi crucial para o assistente administrativo Claudinei Possi, 40 anos, que sofreu um grave acidente de moto em 2015. “Fui arremessado da moto por um veículo que não respeitou a parada obrigatória. Tive três costelas quebradas e o pulmão direito perfurado”, conta.
Ele foi atendido pelo Samu, que deu os primeiros socorros e o encaminhou ao Hospital Bom Pastor. “Fiquei seis dias no CTI. Devo minha sobrevivência primeiro a Deus, e em segundo lugar à equipe do Samu, que, com sua agilidade e profissionalismo, salvou a minha vida”, ressalta.
Hoje, atuam no serviço cerca de 560 colaboradores e 29 hospitais credenciados na rede de urgência e emergência. Durante esses dois anos foram realizados 107.243 atendimentos pelas Unidades de Suporte básico (USB) e pelas Unidades de Suporte Avançado (USA) e 127 atendimentos pelo helicóptero Arcanjo 3.
Desses atendimentos, os clínicos, com 66%, e os de traumas, com 26%, foram os mais recorrentes. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) também promoveu treinamento e capacitações, oferecendo cerca de 750 vagas.
Atendimento aeromédico
Em funcionamento desde maio de 2016, o Serviço Aeromédico Avançado de Vida, coordenado pela 2ª Companhia de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar em Varginha, trouxe mais qualidade e agilidade para o atendimento médico na região.
O serviço, que é uma parceria entre o Corpo de Bombeiros e o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região de Minas, conta com uma aeronave modelo Esquilo AS 350 B2, que tem capacidade para transportar, em cada atendimento, seis profissionais. Entre eles, por parte do Samu, um médico e um enfermeiro, e, pelo Corpo de Bombeiros, um piloto, um co-piloto e dois tripulantes.
Helicóptero biturbina EC145 do Corpo de Bombeiros de Minas
Habilitação do Samu Macro Sul
Após várias articulações do Governo de Minas, em dezembro de 2016, o Samu Regional foi habilitado pelo Ministério da Saúde e, desta forma, a partir deste ano, a secretaria fica responsável pelo repasse de R$ 1.249.069,25 mensais.
“Nos últimos dois anos, o Samu Sul foi custeado pelo Estado. O governador Fernando Pimentel pleiteou, junto ao governo federal, os recursos para finalização e custeio dos outros Samus para expandirmos os serviços para as demais regiões de Minas”, destaca o secretário estadual de Saúde (SES-MG), Sávio Souza Cruz
A subsecretária de Políticas e Ações de Saúde da SES-MG, Maria Aparecida Turci, ressalta a importância da saúde regionalizada. “O principal papel do Estado no SUS é a articulação da rede de saúde regionalizada. O Samu é o exemplo de um serviço de saúde que tem ação regional. Por isso, esse é um dos nossos projetos prioritários”, completa.
De acordo com o presidente do Samu Regional e prefeito de Andradas, Rodrigo Aparecido Lopes, é importante unificar ainda mais o atendimento em todos os municípios consorciados.
“Hoje o contingente populacional das cidades atendidas é de 2 milhões e 600 mil cidadãos, que devem ser atendidos de maneira igualitária e eficiente”, ressalta.