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Corpo de Bombeiros na Itália adquire mais três AW139 e aumenta sua capacidade operacional

por Mauro Beni

Roma, 14 de dezembro – Para reforçar a sua capacidade operacional apoiando a população italiana em qualquer situação de emergência, a Leonardo assinou um contrato com o Corpo de Bombeiros para o fornecimento de três helicópteros AW139. O anúncio foi feito pelo grupo especificando o valor de cerca de 45 milhões de euros, incluindo também serviços de apoio integrados e treinamento para pilotos e técnicos além de opção para 12 AW139 adicionais.

O AW139 foi escolhido após uma licitação realizada em meados de 2017, provando ser a melhor solução para atender às necessidades da Vigili de Fuoco.

A entrega dos três novos helicópteros será concluída em 2019. São 56 AW139 pedidos pelo governo italiano para as tarefas de interesse público. Mais de 1.100 unidades AW139 são pedidos por mais de 270 clientes em 70 países, são mais de 900 helicópteros em serviço. Mais de 816 mil missões de resgate e incêndio são realizadas a cada ano e que afetam várias áreas da Europa, incluindo a Itália.

AB412 que está sendo substituído pelo AW139.

Os novos helicópteros substituirão progressivamente o Agusta Bell 412 (AB412) do Corpo de Bombeiros, que está em serviço há várias décadas. Com a aquisição desse helicóptero poderá agora aumentar sua capacidade de realizar busca e salvamento no mar e nas montanhas, resgate aeromédico, prevenção de incêndios e proteção civil.

O AW139 será equipado com guincho de salvamento, gancho para o uso de balde de combate a incêndios, radar meteorológico, sistema de comunicação via satélite, sistema eletro-óptico, console de missão de alta definição desenvolvido por Leonardo e pelo sistema de transmissão de dados, um avançado sistema de prevenção de colisão da Leonardo, capacidade de usar visão noturna, farol de busca, boias e botes salva-vidas, megafone e kit aeromédico completo.

Com um peso máximo de decolagem de 7 toneladas, o AW139 possui uma cabine acessível por meio de duas grandes portas laterais. Possui excelente capacidades de voo, mesmo com apenas um motor em funcionamento, permitindo que este modelo realize e complete até as missões mais exigentes com total segurança. O cockpit possui tecnologia aviônica de ponta.

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Polícia de Dubai usa “motos voadoras” eVTOL para patrulhamento de trânsito

por Mauro Beni

Dubai – Já havia sido anunciado que eles estavam procurando atualizar seus veículos de patrulha para “motos voadoras” (eVTOL – Vertical Take-Off and Landing), mas ter cumprido essa promessa em apenas um ano é incrível. Eles levaram sua força policial a outro nível, com essas motos voadoras totalmente funcionais sendo implantadas até 2020.

Uma empresa russa sediada na Califórnia, a HoverSurf (Surf Flutuante), foi a responsável pela realização dos sonhos futuristas da Força Policial de Dubai, acelerando o desafio e proporcionando-lhes uma mudança relativamente rápida.

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O modelo “S3” 2019 da “moto voadora” tem uma capacidade de decolagem e pouso verticais, esse passeio radical é o “despertar” na aplicação da lei de alta tecnologia. Ela tem algumas limitações, com a velocidade máxima de 96km/h, um máximo de 25 minutos de voo com piloto e 40 minutos em modo drone com piloto automático.

Esses números não são tão bons assim para o tipo de trabalho que a polícia pretende usá-lo, mas até o ano 2020 poderão estar olhando para uma reformulação completa das especificações e habilidades da “moto voadora”. Grandes avanços estão sendo feitos no campo da tecnologia elétrica e as baterias tem que acompanhar a demanda atual.

Obviamente se esses números estiverem ao alcance, elas estarão à venda para uso do consumidor. Por pouco mais de 200 mil dólares você também poderá usufruir de uma verdadeira sensação de liberdade numa “moto voadora”.

Tudo isso nos faz relembrar filmes que nos davam a nítida sensação de que a ficção científica e o “futuro” nunca estariam em nosso “presente”, mas, como esta realidade, de fato, o “futuro” já chegou.

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Museu Agusta na Itália mostra seus 100 anos de história

MAURO BENI
Jornalista e Comunicador

Itália – No início do mês de dezembro estive em Cascina Costa di Samarate para ver de perto o Museu que conta a história da Agusta. Recebi o convite do Piloto Policial & Resgate Aeromédico para falar sobre esse legado da aviação, e como sou Campeão Brasileiro de Motovelocidade, sempre senti uma forte união entre os dois temas, aviação e motocicletas. Então, agora eu vou te apresentar um século de histórias da Agusta.

Mauro Beni no Museu Agusta.
Mauro Beni no Museu Agusta.

Agusta – A Família

Giovanni-AgustaGiovanni Agusta, nascido em Parma em 1879, já no início do século passado é mais do que um fã do voo. Em 1907, ele projeta e fabrica sua primeira aeronave, o AG-1, um planador biplano que faz seu primeiro voo sobre a Piazza d’armi de Cápua, “rebocado” por um carro e cujo desenvolvimento vai continuar até 1911. Na guerra ítalo-turca daquele ano, Giovanni Agusta estava na Líbia como voluntário, quando foi contratado em 1913 pela empresa Caproni. Após a primeira guerra mundial, ele deixou a Caproni e fundou a empresa de engenharia aeronáutica Giovanni Agusta, com oficinas em Tripoli, Benghazi e Foggia.

Em 1923 Giovanni, com sua esposa Giuseppina, e seus filhos Domenico, Vincenzo e Mario, mudou-se para Cascina Costa, no campo de voo “Gaspare Bolla”, onde iniciou a atividade de revisão e reparos do avião trimotor da Caproni.

No mesmo ano, Corrado Agusta nasceu. Em 1927 Giovanni Agusta morreu prematuramente e a companhia passou para a orientação de sua esposa Giuseppina e do filho mais velho Domenico. Em Cascina Costa Agusta expande sua atividade, especialmente após a segunda guerra mundial, com aviões construídos sob licença da AVIA-FL-3 e IMAM-Ro. 41 e modificações na aeronave FIAT BREDA SIAI.

MV/Agusta – As Motocicletas

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Agusta foi paralisada por conta da proibição imposta pelos aliados à continuação da produção aeronáutica. Aproveitando o “boom” do setor de motocicletas e a superioridade de seu conhecimento no setor mecânico, Domenico Agusta, agora sozinho no controle da empresa, decide iniciar a produção e comercialização de motocicletas. Em 12 de fevereiro de 1945 ele funda a Meccanica Verghera (MV) que irá produzir mais de trinta modelos, em várias versões, de grande sucesso.

Museu Agusta. Foto: Mauro Beni.
Museu Agusta. Foto: Mauro Beni.

Mas é no departamento de corridas que a MV Agusta teve sua fama e notoriedade. Formada no final da década de 1940, o departamento de corrida de 1952 a 1976 foi capaz de colocar os seus pilotos 3.000 vezes no lugar mais alto do pódio.

Em 25 anos ganhou 270 mundiais de motovelocidade (MotoGP), graças aos pilotos Leslie Graham, Carlo Ubbiali, Gary Hocking, Phil Read, Jhon Surtees, Tarquinio Provini, Mike Hailwood, Cecil Sanford e o inalcançável Giacomo Agostini.

Apesar das grandes vitórias, com o sucesso da empresa no setor de helicópteros e a crise profunda concomitante no setor de motocicletas, na temporada de 1977 a atividade competitiva foi suspensa e, cinco anos depois, em 1982, a MV Agusta deixou de existir.

Museu Agusta. Foto: Mauro Beni.
Museu Agusta. Foto: Mauro Beni.

Agusta – Os Aviões e Helicópteros

Em 1950 , após as restrições impostas pelos aliados, em Cascina Costa, a atividade aeronáutica foi retomada com a construção de uma pequena série de biplanos. No ano seguinte, Domenico Agusta criou um novo escritório técnico, confiando ao engenheiro Filippo Zappata os projetos do bimotor AZ1 e do quadrimotor AZ8.

Museu Agusta. AZ8. Foto: Mauro Beni.
Museu Agusta. AZ8. Foto: Mauro Beni.

Mas é em 1952 que acontece uma virada decisiva para a Agusta. Naquele ano, a empresa americana Bell, produtora do helicóptero “modelo 47”, que está sendo empregado na Guerra da Coréia, procura uma empresa capaz de construir o mesmo helicóptero na Europa.

É na Agusta que a Bell encontra o interesse e a atenção para sua proposta. Assim, em 22 de maio de 1952 a Agusta assina um acordo com Bell Aircraft Corporation e assume a construção e venda de helicópteros na Europa, com a denominação Agusta-Bell (AB)

Em 22 de maio de 1954, o piloto de teste Ottimo Lancia, voa o primeiro helicóptero fabricado pela empresa em Cascina Costa: o AB 47G e dois anos depois, em 13 de maio de 1956, 100 helicópteros foram entregues a operadores de toda Europa.

Museu Agusta. A103. Foto: Mauro Beni.
Museu Agusta. A103. Foto: Mauro Beni.

Nos anos sessenta, a Agusta expandiu sua gama de produtos licenciados e, graças a uma política comercial agressiva, é inserida no difícil mercado mundial de asa rotativa. Em 1961, a empresa começou a construir o AB205, uma evolução do AB204. No mesmo ano, também é adquirida a licença do modelo AB206 Jet Ranger, uma aeronave leve para uso civil e militar.

Em 1967, o aumento significativo no volume de produção torna a planta de Cascina Costa insuficiente, assim, uma nova empresa é lançada em Frosinone, a “Elicotteri Meridionali” que constrói sob a licença da Boeing-Vertol, o bimotor Chinook CH-47. Posteriormente, a Agusta garante a construção do Sikorsky SH-3D Sea King e em 1970, através da parceria com a Bell, produz o helicóptero AB212, uma versão bimotora do AB205.

Desde 1958 a Agusta dedicou-se à construção de helicópteros próprios. Várias máquinas foram fabricadas e testadas em voo: do pesado A101G ao 102 (primeiro helicóptero certificado na Itália – A103, A104, A105, A106 e A115). A produção permanece limitada a alguns protótipos, mas estes projetos permitem que a empresa desenvolvesse uma capacidade de design autônoma completa.

Museu Agusta. AW109. Foto: Mauro Beni.
Museu Agusta. AW109. Foto: Mauro Beni.

Em 4 de agosto de 1971, poucos meses após a morte de Domenico Agusta, voa pela primeira vez o A109, um helicóptero elegante e rápido, com características inovadoras e de elevado desempenho. Entra em produção em 1975 como helicóptero multimissão, apropriado para o transporte do VIP, para salvamento e uso militar.

Poucos anos depois, a Agusta decide construir um helicóptero de combate para atender as necessidades do Exército. Assim, nasceu o A129 Mangusta, o primeiro helicóptero de combate a ser projetado e construído inteiramente na Europa. É um bimotor que fez seu primeiro voo em 11 de setembro de 1983.

Com o A109 e o A129 Mangusta, a Agusta ingressa completamente no pequeno número das principais empresas de helicópteros do mundo.

Museu Agusta. A129. Foto: Mauro Beni.
Museu Agusta. A129. Foto: Mauro Beni.

Agusta – Os funcionários

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Os protagonistas de um século de sucesso são seus funcionários. Compromisso, entusiasmo, profissionalismo, sacrifício: estas são as características que sempre distinguiram os funcionários da Agusta. De trabalhadores a técnicos, de pilotos a executivos, todos têm em comum a grande paixão pela empresa e seus produtos.

Estes são os sinais invisíveis de um sucesso visível em setores tecnologicamente avançados, como aviões, motocicletas, helicópteros e convertiplanos, que acompanharam a Agusta em um século de história.

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Agusta Westland hoje

A AgustaWestland, uma empresa Leonardo-Finmeccanica é uma das principais fabricantes de helicópteros no mercado mundial, cujas atividades de produção estão concentradas na Itália, Reino Unido e Estados Unidos.

A Leonardo é uma empresa global nos setores Aeroespacial, Defesa e Segurança. Com sede na Itália. A Leonardo tem mais de 45.600 funcionários. Entre escritórios e sites industriais, está presente em 180 lugares em todo o mundo. Em 2016 recebeu o novo nome de Leonardo SpA, em homenagem ao trabalho de Leonardo da Vinci.

Mais Informações: VISITE A PÁGINA NA WEB DO MUSEU.

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Tradução e adaptação: Mauro Henrique Beni

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