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Resgate aeromédico

Serviço de suporte aéreo avançado de vida reforça rede de urgência e emergência no Vale do Aço, MG

Minas Gerais – O Vale do Aço, em Minas Gerais, passará a contar com um helicóptero equipado com UTI aérea, ampliando a capacidade de resposta em ocorrências graves na região. A nova estrutura integra o serviço de Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV) e está sendo implantada em Governador Valadares, com construção de hangar e heliponto para operação da aeronave.

O serviço faz parte da rede estadual de atendimento aeromédico, coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) regional. A iniciativa beneficiará municípios atendidos pelo consórcio regional de saúde, fortalecendo a rede de urgência e emergência.

A aeronave contará com equipamentos essenciais para o atendimento de pacientes críticos durante o transporte, como respirador, monitor cardíaco, bomba de infusão e suporte de oxigênio, permitindo estabilização ainda durante o voo.

De acordo com autoridades locais, a implantação do serviço representa um avanço significativo para a saúde regional, reduzindo o tempo de deslocamento até hospitais de referência e aumentando as chances de sobrevivência em situações onde cada minuto é decisivo.

O Governo de Minas Gerais anunciou a distribuição de novas aeronaves para bases no interior do estado, incluindo Governador Valadares, ampliando a cobertura do suporte aéreo avançado em diversas regiões.

Life Flight Network adquire 12 aviões PC-12 PRO para operações de transporte aeromédico

Estados Unidos – A Life Flight Network assinou um acordo de dez anos e realizou um pedido de 12 aeronaves PC-12 PRO, com opções adicionais para expansão futura da frota. As entregas estão previstas para começar em 2027, representando um investimento significativo de longo prazo na modernização das capacidades aeromédicas.

A organização, considerada uma das maiores operadoras sem fins lucrativos de transporte aeromédico dos Estados Unidos, será a cliente de lançamento do modelo PC-12 PRO no país com configuração aeromédica dedicada.

As aeronaves serão equipadas com interior aeromédico completo, capaz de oferecer atendimento em nível de UTI aérea durante o transporte de pacientes críticos. O PC-12 PRO foi escolhido por sua confiabilidade, desempenho e tecnologias avançadas de segurança, permitindo operações eficientes em regiões remotas e de difícil acesso.

Com essa aquisição, a Life Flight Network pretende modernizar sua frota e ampliar sua capacidade de atendimento, garantindo transporte seguro, ágil e de alta qualidade para comunidades atendidas em diferentes regiões dos Estados Unidos.

Base aeromédica de Joaçaba supera mil horas de voo com índice de 96% de missões cumpridas com sucesso

Santa Catarina – A base foi oficialmente inaugurada em 10 de abril de 2024, no Aeroporto Santa Terezinha, ampliando a cobertura aérea do Estado e interiorizando o serviço aeromédico. A implantação da estrutura em Joaçaba reduziu distâncias históricas entre pacientes críticos e hospitais de referência.

Com a operação do avião Arcanjo 04, modelo Cessna Grand Caravan, o CBMSC passou a atender de forma mais célere municípios do Meio-Oeste, Planalto Serrano e Extremo-Oeste, encurtando trajetos que por via terrestre poderiam ultrapassar oito ou dez horas. A eficiência operacional da unidade é comprovada pelo índice de 96,4% de missões cumpridas com sucesso, demonstrando a alta confiabilidade do serviço na região.

Desde a criação, os municípios mais atendidos, por meio de seus aeroportos, incluem Joaçaba, Videira, Caçador, Lages, Chapecó, Xanxerê e São Miguel do Oeste. A média é de 2,8 horas de voo por ocorrência. 641 pessoas já foram transportadas, entre pacientes e acompanhantes.

Arcanjo-04 atinge 300 missões aeromédicas e consolida base de Joaçaba como referência no Meio-Oeste catarinense, Foto: Divulgação

Ao longo deste período, a base já acumulou marcos operacionais expressivos e consolidou uma média consistente de horas voadas por ocorrência – reflexo da complexidade dos atendimentos. Um diferencial marcante da operação em Joaçaba é a humanização: em 71,7% das missões, o paciente pôde contar com a presença de um acompanhante durante o voo.

Tempo-resposta que faz a diferença

O transporte aeromédico é decisivo quando o fator tempo é determinante para a sobrevida ou para a redução de sequelas. A aeronave permite transferências inter-hospitalares de alta complexidade; transporte de gestantes de risco — com 46 gestantes atendidas até o momento; remoções neonatais e pediátricas — uma das principais vocações da base, já que quase metade dos pacientes (47,5%) pertence ao grupo de recém-nascidos e crianças;
transporte de órgãos para transplante; apoio em missões de busca e resgate.

Para garantir a segurança desses pacientes vulneráveis, a base já utilizou incubadoras em 89 ocasiões e dispositivos “bebê conforto” em outras 30 missões, funcionando como uma UTI aérea especializada para o início da vida.

Estrutura integrada com o SAMU Aeromédico

A atuação do CBMSC/BOA ocorre em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), por meio da Secretaria de Estado da Saúde, em um modelo consolidado há mais de uma década em Santa Catarina.

Hoje, o serviço aeromédico catarinense opera com cinco aeronaves – aviões e helicópteros – distribuídas estrategicamente pelo Estado, garantindo capilaridade e eficiência operacional.

Um marco que projeta o futuro

A superação da marca de 1.001,4 horas de voo em Joaçaba reafirma o papel estratégico da 3ª Companhia na malha aeromédica catarinense. O número simboliza maturidade operacional, integração entre bombeiros militares e equipes médicas, e consolidação de uma política pública que aproxima o atendimento especializado de quem mais precisa.

Mais do que um indicador estatístico, são mais de mil horas dedicadas a reduzir o tempo entre o risco e o cuidado – entre a urgência e a esperança. Para o Capitão Daldrian Scarabelot, que atua na região, o marco reflete a natureza ininterrupta do trabalho do Batalhão:

“Cada missão é a reafirmação do nosso compromisso com a sociedade catarinense. Quando não estamos em voo, estamos em resgate; atendemos ocorrências por terra ou pelo ar, garantindo que o socorro nunca pare. É um serviço que se consolida cada vez mais como um braço essencial para os municípios do Meio-Oeste e Oeste, transformando essas mil horas de operação em centenas de segundas chances para quem mais precisa”, concluiu.

Operação aeromédica é comprometida por voo irregular de drone durante resgate no litoral do Paraná

Paraná – Um homem foi preso na noite de domingo (15) por operar ilegalmente um drone e atrapalhar a decolagem de um helicóptero que fazia o resgate de um adolescente de 13 anos vítima de afogamento em Guaratuba, no litoral do Paraná.

Segundo a Polícia Militar (PM-PR), o helicóptero pousou na areia após o isolamento da área pelas equipes de socorro. Em seguida, o drone passou a sobrevoar o local em distância muito próxima da aeronave.

Confome o Corpo de Bombeiros, o adolescente se afogou em uma piscina, e a família o levou até o posto de guarda-vidas. Durante o atendimento, o drone se aproximou.

Segundo a PM, mesmo após sinais e orientações para afastamento, o drone voltou ao espaço aéreo no momento em que o helicóptero iniciou os procedimentos de decolagem, com a hélice em funcionamento, impedindo o voo e colocando em risco a segurança da operação de resgate.

Foi só depois de cerca de sete minutos que a aeronave conseguiu decolar e levar a vítima.

“Esse drone acabou colocando em risco toda a operação que estava sendo desenvolvida, tanto o atendimento, como a operação aérea propriamente, e acabou dificultando o rápido deslocamento da nossa equipe para o Hospital Regional de Paranaguá. Após a vítima já estar estabilizada dentro da aeronave, foi necessário que a equipe desembarcasse para que conseguisse identificar de onde que esse drone havia partido”, detalhou o capitão Renato Bastos.

Com isso, a corporação localizou e abordou o operador do drone, que informou não possuir autorização para o voo, nem registro junto aos órgãos competentes. O homem foi preso pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, que tem pena de dois a cinco anos de reclusão. O nome dele não foi divulgado. O drone da marca DJI foi apreendido.

GOA do CBMBA realiza resgate aeromédico de vítima de AVC após treinamento com SAMU de Vera Cruz

Bahia – O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) demonstrou, na prática, a eficácia dos protocolos de transporte aeromédico que vêm sendo reforçados em treinamentos com equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica.

O GOA conduziu um treinamento com 20 profissionais do SAMU de Vera Cruz, com ênfase em transporte aeromédico. A capacitação abordou tópicos essenciais como embarque e desembarque, uso adequado de equipamentos e conduta da equipe durante voos operacionais, além de simulações de atendimento com vítimas imobilizadas, reforçando a importância dos protocolos de segurança operacional.

Segundo os instrutores do GOA, o treinamento em solo, realizado com a aeronave parada, permite que os profissionais conheçam detalhadamente as áreas de risco, os procedimentos corretos de aproximação e a dinâmica de entrada e saída da aeronave — elementos que são cruciais para reduzir o tempo de resposta em emergências reais.

No dia seguinte ao treinamento, o helicóptero Fênix 01 foi acionado para uma missão de emergência envolvendo uma idosa de 72 anos vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC). O helicóptero decolou da Vila Militar do Bonfim e pousou em uma faixa de areia na Ilha de Maré, onde a equipe aeromédica embarcou a paciente e transportou-a com agilidade e segurança até a base do GOA.

Após o resgate, a idosa foi encaminhada ao Hospital Santo Antônio, referência no atendimento a casos de AVC. Esse ciclo de capacitação e sua aplicação contribui diretamente para aprimorar a qualidade do atendimento aeromédico no estado, consolidando a atuação integrada entre forças de segurança e saúde no resgate de vidas e reforçando a importância de preparo técnico contínuo para situações críticas.

GOA realiza resgate aeromédico de vítima de AVC após treinamento com SAMU de Vera Cruz. Foto: Divulgação

Esquadrão Falcão realiza resgate aeromédico de pescador a 62 milhas da costa no dia de seu 53º aniversário

Rio Grande do Norte – No dia em que celebrou seu 53º aniversário de criação, o Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAV) – Esquadrão Falcão -, sediado na Base Aérea de Natal (BANT), em Parnamirim (RN) reafirmou o propósito que o define desde sua criação: salvar vidas.

Na madrugada do dia 10/11, o 1º/8º GAV realizou o resgate de um homem em uma embarcação pesqueira a 62 milhas náuticas da costa cearense. O Comando de Operações Espaciais (COMAE) da Força Aérea Brasileira (FAB) responsável pela coordenação de missões aéreas, acionou o Esquadrão após o contato do Centro de Coordenação e Busca e Salvamento (SALVAERO) de Recife (PE).

A aeronave H-36 Caracal, empregada na missão, decolou de Natal (RN), às 1h35, realizou reabastecimento em Fortaleza (CE), às 4h40 e, prosseguiu diretamente à vertical da embarcação para realizar o resgate de um pescador, que apresentava sintomas de apendicite grave.

No local, o helicóptero manteve o voo pairado enquanto homens de resgate SAR (Search and Rescue) desceram até o convés do barco e içaram a vítima, que foi, posteriormente, estabilizada pela equipe médica a bordo do H-36 Caracal.

Composta por pilotos, operadores de sensores, operadores de equipamentos especiais, mecânico, médicos e homens de resgate, a tripulação demonstrou o profissionalismo que marcam a trajetória do Esquadrão Falcão desde sua criação, em 10 de novembro de 1972, na cidade de Belém (PA) com o lema: “Pela Vida, Pela Pátria, por Amor à Nação.”

Departamento Estadual de Aviação de Alagoas é autorizado pela ANAC para formar seus próprios pilotos

Alagoas – O Departamento Estadual de Aviação de Alagoas (DEA) está oficialmente homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para formar seus próprios pilotos. A certificação segue o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) 141 e assegura que os cursos do órgão atendem aos padrões exigidos para operações civis e policiais.

O avanço ocorre em um momento de retração nacional. Desde 2016, ao menos 16 escolas e aeroclubes encerraram atividades, contribuindo para que o país chegasse a 2025 com apenas 87 aeroclubes em funcionamento. O fechamento dessas estruturas aumenta custos, reduz a oferta de treinamento e dificulta o acesso à formação de novos pilotos.

De acordo com o diretor-presidente do DEA, coronel André Madeiro, a formação interna representa um passo decisivo para a autonomia do Estado em um cenário nacional desfavorável. “Os custos com deslocamentos, hospedagem e passagens representam uma fatia relevante dos investimentos quando dependemos de instituições externas. Ao reduzir essas despesas e eliminar a necessidade de licitações recorrentes, o DEA ganha eficiência e evita atrasos comuns em modelos terceirizados”, explicou o coronel André.

DEA de Alagoas é homologado pela Anac e passa a formar seus próprios pilotos. Foto: Divulgação

A estratégia interna também acelera o tempo de preparo dos pilotos. Enquanto cursos civis podem durar de 12 a 18 meses, programas integrados às rotinas operacionais reduzem esse prazo e colocam profissionais em atividade mais rapidamente. O modelo evita afastamentos prolongados de militares, mantendo o efetivo disponível para missões de resgate, patrulhamento aéreo e apoio à saúde.

“A estrutura do DEA passa a ser utilizada de forma integral. Frota, simuladores e instalações operacionais servem tanto ao treinamento quanto às operações diárias”, reforça o diretor-técnico de Operações, tenente-coronel, Maikel Araújo. Segundo ele, o formato segue referências de centros policiais homologados no país e garante padronização doutrinária, controle direto de qualidade e retenção de conhecimento técnico dentro do Estado.

Ainda segundo o coronel André Madeiro, a formação com a doutrina e os cenários específicos de Alagoas amplia a segurança e a eficiência das operações aéreas. “Preparar pilotos alinhados à realidade local fortalece o serviço prestado à população e assegura que o Estado tenha profissionais aptos a atuar nas missões mais complexas”.

A projeção de economia em longo prazo reforça a sustentabilidade da iniciativa. Ao formar turmas próprias e realizar reciclagens internas, o DEA reduz gastos recorrentes e amplia sua capacidade de planejamento. A flexibilidade de calendário também fortalece o ritmo operacional do órgão, permitindo ajustar módulos e treinamentos conforme a demanda.

Governo do Amapá adquire helicóptero H130 para reforçar operações do Grupamento Tático Aéreo

Amapá – O Governo do Amapá anunciou a aquisição de um helicóptero multimissão modelo H130, que passará a integrar a frota do Grupamento Tático Aéreo (GTA). A nova aeronave, reconhecida por sua tecnologia moderna, maior capacidade interna e versatilidade operacional, reforçará as ações de segurança pública, saúde e proteção ambiental em todo o estado.

Com entrega prevista para o primeiro semestre de 2026, o investimento representa um salto qualitativo para as operações aéreas estaduais, ampliando a capacidade de resposta em situações emergenciais e operações integradas.

Governo do Amapá adquire helicóptero H130 para reforçar operações do Grupamento Tático Aéreo. Foto: Divulgação

“Passaremos a ter mais uma aeronave, com maior capacidade de tripulantes. Isso significa ampliar resgates, atendimentos de saúde e operações policiais, fortalecendo nossa presença em todo o estado”, frisou Cézar Vieira, secretário de Segurança Pública.

O H130 é projetado para desempenhar diversas atividades estratégicas, incluindo atendimento aeromédico, transporte de órgãos, operações policiais, combate a incêndios, monitoramento de áreas de risco ambiental, como focos de desmatamento e garimpo ilegal, além de transporte de tropas para intervenções em locais de difícil acesso.

Com o objetivo de dar celeridade ao cumprimento dos termos contratuais e promover a troca de experiências técnicas, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) enviou pilotos e mecânicos de aeronaves do GTA para visitas técnicas à Superintendência de Operações Aéreas da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro (SOAer) e à Helibras, fabricante da aeronave.

“A SOAer opera modelo semelhante ao adquirido pelo Governo do Amapá, especialmente em missões de transporte aeromédico, tornando a visita essencial para observação de boas práticas e rotinas operacionais. Já a visita à Helibras permitiu avançar na definição de parâmetros de montagem de equipamentos especiais, além de tratar sobre treinamento de pilotos e mecânicos, configuração final da aeronave e demais aspectos técnicos”, explicou Vieira.

Portugal pretende reforçar o apoio às emergências médicas com a aquisição de quatro helicópteros Black Hawk

Portugal – O ministro da Defesa Nacional de Portugal anunciou que o Governo vai adquirir até ao final de agosto do próximo ano quatro helicópteros para a Força Aérea que serão colocados à disposição para auxiliar a emergência médica.

“Com recurso ao Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), estamos a adquirir quatro helicópteros Black Hawk entregues até ao final de agosto de 2026 e que serão utilizados no apoio a emergência médica em Portugal”, anunciou Nuno Melo, na audição parlamentar no âmbito da discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2026.

O ministro da Defesa salientou que, desta forma, “o Estado será dotado de mais um meio acessório que será disponibilizado aos portugueses para emergência médica”, depois deste ano o Governo ter recorrido à Força Aérea para garantir o transporte aeromédico, uma solução transitória face à impossibilidade da empresa (Gulf Med) iniciar o serviço, conforme previa o contrato assinado com o Instituto Nacional de Emergência Médica de Portugal (INEM).

O Governo vai também adquirir, no próximo ano, helicópteros Black Hawk para o Exército, com o primeiro a chegar no próximo ano, “até quatro com uma opção para cinco”, passando a ter “uma capacidade aérea de proteção, apoio e evacuação”.

  • Leia a Portaria n.º 10/2026/2Autoriza a Força Aérea a assumir o encargo plurianual e a realizar a respectiva despesa com a aquisição de quatro helicópteros médios de evacuação aeromédica, até ao montante máximo de 32 milhões de Euros.

    Portugal pretende reforçar o apoio às emergências médicas com a aquisição de quatro helicópteros Black Hawk para a Força Aérea

Portugal pretende reforçar o apoio às emergências médicas com a aquisição de quatro helicópteros Black Hawk para a Força Aérea

PRF e SAMU realizam resgate aeromédico de paciente com insuficiência cardíaca na Ilha de Cotijuba, PA

Pará – Na manhã de domingo (2), por volta das 11h00, uma operação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) garantiu o resgate aeromédico de um homem de 55 anos na Ilha de Cotijuba, em Belém (PA). O paciente apresentava quadro de insuficiência cardíaca e icterícia, com desconforto respiratório intenso, o que exigiu atendimento rápido e especializado.

O SAMU acionou o apoio aéreo da Divisão de Operações Aéreas (DOA) da PRF, que deslocou a aeronave Koala K-119, equipada para missões de resgate e transporte aeromédico. A bordo estavam policiais rodoviários federais (comandante, copiloto e operador aerotático), além de médico e enfermeiro da SESPA.

Após o pouso na ilha e a estabilização do paciente, a equipe iniciou o transporte aéreo até a área continental, onde uma ambulância do SAMU aguardava para concluir o trajeto até o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, referência no atendimento a casos cardíacos.

De acordo com o operador aerotático Sheyk Xavier, o apoio aéreo é essencial em ocorrências em regiões de difícil acesso, como as ilhas de Belém. “Em locais como Cotijuba, o deslocamento por via fluvial levaria horas. O emprego da aeronave reduz drasticamente o tempo de resposta e pode ser decisivo para salvar vidas”, destacou.

O resgate integra o conjunto de ações da PRF no Pará durante os preparativos para a COP 30, reforçando a estrutura de resposta rápida e o apoio às forças de saúde e segurança pública na região metropolitana de Belém. A aeronave Koala K-119 foi deslocada especialmente para o estado durante o período da conferência, atuando em missões de emergência, transporte de vítimas e ocorrências críticas nas rodovias e ilhas próximas à capital paraense.

PRF e SAMU realizam resgate aeromédico de paciente com insuficiência cardíaca na Ilha de Cotijuba (PA). Foto: PRF.

2ª Companhia do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros celebra 10 anos de atuação em Blumenau, SC

Santa Catarina – Nesta segunda-feira (06), a 2ª Companhia do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), sediada em Blumenau, comemorou 10 anos de atuação. Criada oficialmente em 5 de outubro de 2015, a 2ª do BOA se consolidou como uma das mais importantes estruturas de atendimento de emergência do Estado, garantindo rapidez e eficiência no salvamento de vidas.

A data marca também o fortalecimento da parceria entre o CBMSC e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da Secretaria de Estado da Saúde, que juntos compõem a equipe multiprofissional do Arcanjo 03, aeronave responsável pelos atendimentos aéreos na região do Vale do Itajaí.

Ao longo desses 10 anos, o Arcanjo 03 tem desempenhado um papel essencial em ocorrências de alta complexidade, como acidentes de trânsito, paradas cardiorrespiratórias, buscas e resgates em locais de difícil acesso, além de transportes aeromédicos e de órgãos. No período foram contabilizadas mais de 4 mil missões.

Com tempo de resposta reduzido e tripulações altamente capacitadas, o serviço aéreo representa um salto de qualidade no atendimento pré-hospitalar e na capacidade operacional do Estado.

Segundo o comandante do BOA, tenente-coronel Hugo Manfrin Dallossi, o trabalho em Blumenau é motivo de orgulho e traduz o compromisso do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina com a excelência e a inovação no atendimento à população.

“Esses números mostram o impacto positivo do serviço aeromédico na preservação de vidas, operando sempre em conjunto com o SAMU, e mostram o quão importante é para os atendimentos, seja de traumas, afogamentos, emergências médicas, remoções hospitalares, transferências entre hospitais, combate a incêndios, entre todas as outras operações que o batalhão executa”, destacou.

Desde sua criação, a base de Blumenau tem sido fundamental para a cobertura aérea do Vale do Itajaí e de regiões vizinhas, tornando possível o atendimento de centenas de ocorrências em locais onde o acesso terrestre seria inviável ou demoraria muito mais tempo.

Dados estatísticos nesse período

  • Número de missões – 4.603.
  • Horas voadas – 2.998,2.
  • Pessoas atendidas – 3.792.
  • Sangue total – 11 (10 traumas e 1 clínico).
  • Transporte de órgãos – 44 missões – 58 órgãos.

“Para que outros possam viver”: conheça a história de um Tripulante Aéreo de Resgate da Marinha do Brasil

“Eu sempre tive o desejo de salvar vidas”, conta o Capitão-Tenente Abdulan da Costa Alves de Sá, Tripulante Aéreo de Resgate da Marinha do Brasil (MB). Foi essa motivação que o levou a se especializar na área, atuando em missões de Busca e Salvamento (SAR) a partir de aeronaves.

O Oficial Abdulan integra o Grupo de Tripulantes Aéreos de Resgate (GSAR), que, nos últimos cinco anos, respondeu a cerca de 70 chamados de socorro. Desde 2017, a Marinha formou oito turmas nessa especialidade, totalizando 56 militares habilitados. Com o capacete laranja característico do uniforme e os equipamentos de corda para resgate, os militares carregam consigo a missão de colocar o lema internacional das operações SAR em prática: “Para que outros possam viver”.

E foi justamente com isso em mente que o Capitão-Tenente, há quase 20 anos na Força, decidiu mudar a rota há dois, dedicando-se à especialização de Tripulante Aéreo de Resgate (TAR). “Quando descobri que essa especialização envolvia resgates reais e contato direto com situações de emergência, percebi que era uma oportunidade única de colocar isso em prática. Foi essa vontade de fazer a diferença que me motivou a seguir nesse caminho”, confidenciou o militar.

Pouco tempo após a conclusão do curso, ele precisou lidar com um dos maiores desafios da carreira: responder ao chamado da Operação Taquari II, destinada ao socorro às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, em maio de 2024. Na ocasião, durante os 34 dias de missão, o militar realizou 34 resgates.

“O que mais me marcou foi o resgate de uma família inteira: a mãe, grávida de gêmeos, carregava um bebê de apenas um ano no colo e estava acompanhada do marido. Conseguimos retirar todos em segurança. Foi um momento que reforçou para mim o verdadeiro sentido da nossa missão”, relembrou o TAR.

Tripulante aéreo da Marinha do Brasil destaca atuação no resgate em missões de busca e salvamento. Foto: Divulgação.

Um outro desafio é o resgate em alto-mar. O acionamento de socorro em embarcações pesqueiras e mercantes também faz parte da rotina do GSAR. Durante um serviço de prontidão, a equipe do Capitão-Tenente Abdulan foi acionada para socorrer um tripulante de navio petroleiro com suspeita de apendicite, no estado do Espírito Santo, a 100 quilômetros de distância da capital capixaba. Por estar longe da costa, a única esperança de salvamento era a aeronave.

“Durante a operação, realizamos um pouso para abastecimento e seguimos em direção ao navio mercante onde se encontrava a vítima em estado grave, aguardando socorro. O mar estava bastante agitado e o navio apresentava estruturas elevadas que dificultavam a infiltração do TAR. A manobra exigiu muita energia da equipe e, sobretudo, grande precisão por parte dos pilotos. Devido à gravidade da situação, o resgate precisou ser realizado com maca, o que tornou a operação ainda mais complexa. Conseguimos retirar a vítima em segurança e transportá-la para local adequado, garantindo atendimento médico de urgência”, relembrou o Capitão-Tenente.

Para atuar nessas missões, o militar precisa passar pelo Curso Especial de Tripulante Aéreo de Resgate para Busca e Salvamento, realizado no Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN), em São Pedro da Aldeia (RJ). Durante a formação, o aluno é submetido a estágios práticos exigentes, como o de montanha, com o Exército Brasileiro e o de resgate em altura com o Corpo de Bombeiros.

O preparo físico também é um dos requisitos para a conclusão dessa etapa. O Capitão Tenente Abdulan ainda afirma que o aprestamento não se encerra com o curso: “o adestramento contínuo e a vivência em missões são indispensáveis para manter o preparo”, comentou.

O trabalho em equipe é também uma das características da função. Nenhum salvamento é individual. Além do TAR, a missão de socorro a partir de aeronaves conta com piloto, tripulantes, profissionais de saúde e a equipe de apoio em terra. É justamente essa integração que garante o sucesso dos resgates, segundo o Capitão-Tenente Abdulan.

O sentimento de gratidão é mais um dos que ele destaca ao definir sua atuação na MB. A vida, segundo ele, passa a ter um valor diferente: “essas experiências nos mostram que, a qualquer momento, qualquer pessoa pode precisar de ajuda. Cada resgate reforça o quanto a vida humana é valiosa e o quanto precisamos estar prontos para protegê-la”, concluiu.

Grupo de Resgate e Salvamento

O Grupo de Tripulantes Aéreos de Resgate (GSAR) é a unidade da MB especializada em missões de socorro e salvamento, atuando principalmente em situações de perigo no mar e em apoio a tragédias e desastres naturais. Sua função é coordenar e executar Operações de Socorro com o objetivo central de preservar vidas humanas, principalmente em águas jurisdicionais brasileiras e em áreas próximas sob responsabilidade do País.

O funcionamento do GSAR envolve a mobilização de meios navais e aéreos, como navios, aeronaves e equipes especializadas, capazes de responder rapidamente a emergências. O grupo também pode atuar em integração com outros órgãos de resgate, como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil.

Na prática, o GSAR atua no resgate de náufragos, no atendimento a acidentes marítimos e aeronáuticos, no auxílio a embarcações em perigo e resposta a catástrofes naturais. O Serviço de Busca e Salvamento Marítimo (SALVAMAR) no Brasil foi formalmente instituído em 1970, consolidando a estrutura SAR nacional, da qual o GSAR é parte fundamental.

Tripulante aéreo da Marinha do Brasil destaca atuação no resgate em missões de busca e salvamento. Foto: Divulgação.

Grupo de Resgate Aeromédico transfere jovem da Paraíba para transplante de medula óssea no Paraná

Paraíba – O Grupo de Resgate Aeromédico (Grame) da Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou na madrugada de quarta-feira (27) o transporte aeromédico do jovem Renan da Silva Brito, 16 anos, para o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR), onde será submetido a um transplante de medula óssea.

O jovem, diagnosticado com aplasia medular, estava internado desde o dia 18 de junho no Complexo Pediátrico Arlinda Marques, em João Pessoa, e o transplante seria a única alternativa para tratamento do paciente, o que levou a mobilização para transferi-lo para uma unidade de referência.

Por volta das 3h da manhã, Renan foi transferido em uma ambulância equipada até o Aeroporto Castro Pinto, na Região Metropolitana da Capital, acompanhado por familiares e pela equipe médica. De lá, a aeronave decolou às 5h, com escalas técnicas para reabastecimento e checagem dos sistemas na Bahia e em Belo Horizonte, pousando às 17h no Aeroporto de Bacacheri, no Paraná.

Grupo de Resgate Aeromédico transfere jovem da Paraíba para transplante de medula óssea no Paraná. Foto: Divulgação

Para assegurar a estabilidade clínica do paciente durante o voo, a aeronave foi equipada com respiradores, monitores multiparâmetros, bombas de infusão, oxigênio e todo o suporte necessário para manter o acompanhamento contínuo do quadro de saúde.

Além dos equipamentos, a missão exigiu a presença de uma equipe multiprofissional, composta por médico, enfermeiro, fisioterapeuta e operadores aerotáticos (OAT), preparada para agir de forma rápida e integrada diante de qualquer intercorrência. “Toda a operação foi cuidadosamente planejada para assegurar que o paciente recebesse, em todas as etapas, o mesmo padrão de cuidado hospitalar, mesmo em ambiente aéreo”, afirmou o médico de voo, Matheus Figueiredo.

A mãe do jovem, Silvânia Targino da Silva, 39 anos, ressaltou a assistência recebida desde o início do tratamento. “A equipe do hospital foi maravilhosa, sempre com muito cuidado e atenção com o meu filho e com a minha família. Estamos ansiosos, mas cheios de fé. Agradeço ao Governo do Estado que está fazendo de tudo para dar certo”, afirmou emocionada.

O gesto de solidariedade também veio de dentro da família. Isso porque a irmã de Renan, Rayana Calinne, 20 anos, será a doadora da medula óssea. “Assim que soube, chorei. Eu sentia que seria eu. Estou muito feliz por poder salvar a vida do meu irmão”, relatou a jovem, que tem 100% de compatibilidade para a doação. Todas as amostras para exames foram coletadas pela equipe médica do Complexo Arlinda Marques e enviadas para análise em laboratório especializado.

Somente no primeiro semestre de 2025, o Grupo de Resgate Aeromédico da Paraíba registrou 76 transportes aeromédicos, um crescimento de 58,3% em relação ao mesmo período de 2024. Além disso, foram realizadas 3 missões de transporte de órgãos, 2 de hemocomponentes e hemoderivados e 9 operações institucionais, totalizando 90 missões, o que representa um aumento global de 87,5% na comparação com o ano anterior.

Air Evac Lifeteam celebra 40 anos salvando vidas em comunidades rurais dos Estados Unidos

Estados Unidos – Em 1985, quando um acidente de carro deixou uma família rural do Missouri esperando por quase uma hora por ajuda, um grupo de profissionais de saúde locais sabia que algo precisava mudar.

Aquele momento levou à criação da Air Evac Lifeteam (AEL), um único helicóptero e uma promessa ousada: levar cuidados intensivos àqueles que não podiam esperar.

Hoje, a Air Evac Lifeteam faz parte da Global Medical Response (GMR), a maior prestadora de serviços aeromédicos e terrestres integrados dos EUA. A AEL opera mais de 150 bases de helicópteros em 18 estados e continua sendo a principal prestadora de serviços de ambulância aérea por helicóptero do país.

“Este aniversário não é sobre olhar para trás”, disse Tony Bonham, vice-presidente e diretor de operações aéreas da AEL. “É sobre seguir em frente com urgência e compaixão. Devemos isso às pessoas que servimos e àquelas que ainda não conhecemos.”

Air Evac Lifeteam celebra 40 anos salvando vidas em comunidades rurais dos Estados Unidos. Foto: Divulgalção

Quarenta anos atendendo ao chamado

A AEL foi a primeira a centralizar sua missão em pacientes isolados clinicamente, colocando aeronaves não em hospitais da cidade, mas no coração das comunidades que mais precisavam delas.

Hoje, mais de 90% dos voos da AEL partem de áreas onde os pacientes enfrentam longos tempos de viagem e acesso limitado a cuidados de trauma. Suas tripulações preenchem essa lacuna crítica, trazendo expertise hospitalar diretamente para o local, muitas vezes quando os segundos mais importam.

Ao longo de quatro décadas, a organização respondeu a centenas de milhares de emergências; Em parceria com mais de 1.000 hospitais e 700 agências de serviços médicos de emergência introduziu tecnologias avançadas de segurança, incluindo óculos de visão noturna e aviônicos atualizados em toda a frota

“Não nos propusemos a criar um programa nacional. Nos propusemos a salvar vidas”, disse Bonham. “Alguém precisava de ajuda e ninguém estava perto o suficiente para chegar a tempo. Então, encontramos um jeito.”

Recentemente, a Air Evac Lifeteam (AEL) premiou o primeiro piloto da empresa que completou mais de 4.000 missões aeromédicas (Leia a história de Fred Finnell)Cada missão reflete uma parceria com serviços de emergência médica (EMS), equipes hospitalares, bombeiros e famílias. Em muitas comunidades, as equipes da AEL são vizinhas, voluntárias e amigas — não apenas socorristas. Sua presença representa segurança diante da incerteza e apoio quando mais importa.

“Em lugares onde a ajuda costumava estar a uma hora de distância, a Air Evac Lifeteam a torna minutos”, disse Bonham. “Levamos uma UTI para um pasto, uma entrada de garagem, um campo de futebol, porque é onde nossos pacientes estão.”

Hoje, a Air Evac é uma provedora participante da AirMedCare Network (AMCN), a maior aliança de membros de ambulâncias aéreas dos Estados Unidos. Por uma modesta taxa anual, os membros não pagam custos diretos apenas quando voam pela Air Evac ou qualquer provedor AMCN participante, tornando o atendimento que salva vidas acessível.

AutoFlight realiza primeira missão de transporte de carga para plataforma de petróleo com eVTOL de 2 toneladas

China – A AutoFlight, em parceria estratégica com a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) e a CITIC Offshore Helicopters, anunciou a conclusão bem-sucedida da primeira missão de transporte de carga em plataforma de petróleo offshore do mundo utilizando uma aeronave elétrica de 2 toneladas com decolagem e pouso vertical (eVTOL).

A aeronave CarryAll da AutoFlight, a primeira eVTOL de 2 toneladas do mundo a receber certificação abrangente, incluindo Certificado de Tipo, Certificado de Produção e Certificado de Aeronavegabilidade, executou uma missão de entrega de carga de precisão. A aeronave decolou de uma base de lançamento designada em Shenzhen, transportando suprimentos essenciais, incluindo produtos alimentícios frescos e medicamentos de emergência, completando um voo transoceânico de 58 minutos até a plataforma de petróleo Huizhou 19-3, localizada a 150 quilômetros da costa.

A demonstração bem-sucedida aborda restrições logísticas de longa data nas operações de energia offshore. O transporte marítimo tradicional de carga para as plataformas da CNOOC no Mar da China Meridional exige aproximadamente 10 horas por trânsito, gerando atrasos significativos para entregas de suprimentos críticos e cenários de resposta a emergências. Embora o transporte por helicóptero ofereça capacidades de implantação rápida, os custos operacionais permanecem altos para operações de carga de rotina.

“Este voo representa a convergência de tecnologia aeronáutica inovadora, expertise operacional comprovada e requisitos operacionais offshore reais”, disse Ren Yongyi, Gerente Adjunto do Departamento de Gestão de Crises e Suporte Operacional da CNOOC China Limited, filial de Shenzhen. “Demonstramos com sucesso uma estrutura abrangente de ‘desenvolvimento + operação + aplicação’ para implementação econômica em baixas altitudes.”

Especificações Técnicas e Desempenho

O V2000CG CarryAll incorpora a configuração Lift & Cruise, proporcionando um alcance típico de 200 quilômetros, velocidade máxima de 200 quilômetros por hora e capacidade de carga útil de 400 quilos. Operando no desafiador ambiente do Mar da China Meridional, caracterizado por condições de neblina, altos níveis de névoa salina e umidade, além de condições variáveis de vento forte, o CarryAll demonstrou com sucesso capacidades críticas de voo, incluindo operações verticais de precisão, desempenho estável de voo pairado e navegação transoceânica prolongada.

AutoFlight realiza primeira missão mundial de transporte de carga para plataforma de petróleo com eVTOL de 2 toneladas. Foto: Divulgação.

“Esses resultados comprovam tanto a viabilidade técnica quanto a confiabilidade operacional de plataformas eVTOL de larga escala para aplicações no setor de energia offshore”, explicou Kellen Xie, vice-presidente sênior da AutoFlight. O desempenho da aeronave em condições marítimas exigentes demonstra a maturidade da tecnologia de aviação elétrica para implantação comercial em ambientes operacionais complexos.

A CITIC Offshore Helicopters, sendo a maior operadora de helicópteros da Ásia, forneceu suporte operacional abrangente, alavancando mais de quatro décadas de experiência em aviação geral para coordenar a gestão do espaço aéreo e os protocolos de segurança. A missão utilizou a primeira torre de controle de tráfego aéreo digital da China, estabelecendo novos padrões para a integração de eVTOL na infraestrutura de aviação existente. Essa abordagem colaborativa garantiu uma execução perfeita, mantendo os mais altos padrões de segurança durante toda a operação.

Impacto na indústria e aplicações futuras

A missão bem-sucedida estabelece uma base para aplicações eVTOL expandidas em operações de energia offshore. Essas aplicações abrangem transporte eficiente de pessoal para rodízio de tripulação e evacuação médica de emergência, rápida implantação de componentes de alto valor e suprimentos de emergência, capacidades aprimoradas de monitoramento e manutenção por meio de inspeções de instalações e tempos de resposta acelerados para incidentes marítimos e situações de emergência.

A demonstração gerou insights valiosos para a exploração de novas aplicações de aeronaves na produção offshore de petróleo e gás. Com a expansão contínua da economia de baixa altitude e o avanço da maturação da tecnologia eVTOL, as soluções de aviação elétrica, especialmente o eVTOL, estão posicionadas para se tornarem alternativas inovadoras para operações em plataformas offshore, melhorando significativamente a eficiência operacional e os padrões de segurança.

Sorocaba terá serviço de resgate aeromédico a partir de outubro de 2025

São Paulo – Sorocaba e região passarão a contar com o serviço de resgate aeromédico do Comando de Aviação da Polícia Militar (CAvPM). O anúncio foi realizado pelo Governo de São Paulo nesta sexta-feira (15), durante solenidade de inauguração do 55º Batalhão da Polícia Militar do Interior.

Para o resgate aeromédico, que terá início na primeira quinzena de outubro, o Hospital Regional de Sorocaba será a unidade de referência, escolhido pela estrutura hospitalar, existência de heliponto e localização estratégica às margens da Rodovia Raposo Tavares.

A iniciativa tem como finalidade ampliar a capacidade de resposta em situações de emergência e garantir o atendimento rápido a pacientes em estado crítico na região sudoeste do estado com o transporte dos helicópteros da PM. O serviço cobrirá um raio de aproximadamente 20 minutos de voo, equivalente a cerca de 60 quilômetros, podendo ser ampliado conforme a gravidade da ocorrência, especialmente em locais de difícil acesso ou sem suporte avançado.

A assistência é destinada a vítimas de politraumatismos e outras situações graves, como acidentes de trânsito, afogamentos, quedas, acidentes de trabalho e ocorrências com múltiplas vítimas.

O serviço integra o Projeto Resgate, que funciona no estado de São Paulo desde 1989. No período, mais de 14 mil pessoas foram resgatadas com apoio dos helicópteros Águia, além do transporte de mais de 900 órgãos para transplante. O CAVPM possui 11 Bases de Aviação distribuídas no estado e atualmente, o serviço aeromédico é realizado em três: capital paulista, São José dos Campos e Campinas. Sorocaba será a quarta base a receber o serviço.

Região de Sorocaba terá serviço de resgate aeromédico do Comando de Aviação da PM a partir de outubro. Foto: Governo do Estado de São Paulo

“A prioridade é prestar socorro imediato em casos de risco iminente de morte ou de perda de funcionalidade, reduzindo o tempo de chegada ao atendimento especializado e aumentando as chances de recuperação”, explicou a capitão Natália Giovanini, do CAvPM.

A equipe a bordo é formada por médicos e enfermeiros especializados em suporte avançado de vida, treinados dentro das normas de segurança de voo operacional. A aeronave é equipada com monitor e desfibrilador com oximetria, capnografia e pressão arterial não invasiva, ventilador mecânico microprocessado, aspirador, bombas de infusão e medicamentos específicos para sedação e analgesia.

Também contará com materiais para procedimentos de emergência, como drenagem torácica, acesso à via aérea invasiva e partos complicados. Essa estrutura permite a estabilização das vítimas ainda durante o deslocamento, garantindo o socorro até a unidade hospitalar com melhores condições de tratamento.

Águia da PM de SP e GRAU. Foto: Johnny De Chiara.

CIOPAER do Acre e SAMU realizam resgate aeromédico de criança com cetoacidose diabética em Brasileia

Acre – A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), realizou neste domingo (20), o resgate aeromédico de um menino de 12 anos, morador do município de Brasileia. A ação rápida garantiu o transporte seguro do paciente até a capital para atendimento especializado.

O secretário adjunto de Justiça e Segurança Pública, Evandro Bezerra, destacou a importância da agilidade na resposta da equipe do Ciopaer. “Essa operação mostra a importância de termos uma equipe treinada e estrutura aérea disponível. A agilidade no atendimento, especialmente em casos graves como esse, pode fazer toda a diferença na vida do paciente”, afirmou.

O chamado foi feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A equipe médica solicitou apoio aéreo para realizar a transferência do garoto, que se encontrava em estado grave no Hospital Regional de Brasileia. De acordo com o prontuário médico, o paciente apresentava um quadro de cetoacidose diabética, uma complicação séria relacionada ao diabetes, exigindo atendimento de urgência em unidade de maior complexidade.

Diante da gravidade do caso e da necessidade de atendimento especializado, o Ciopaer deslocou uma aeronave até Brasileia para efetuar o transporte aeromédico. A criança foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde permanece sob cuidados médicos intensivos.

Ciopaer realiza resgate aeromédico de criança com cetoacidose diabética em Brasileia (AC). Foto: Divulgação.

Equipe aeromédica do SOAER pousa na Avenida Brasil para garantir transporte urgente de órgãos no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – Um helicóptero da Superintendência de Operações Aéreas (SOAER) da Secretaria Estadual de Saúde precisou interditar a Avenida Brasil, na altura do Jardim América, na Zona Norte do Rio, na manhã desta sexta-feira (18), para garantir o transporte urgente de órgãos para um transplante.

O pouso foi indispensável devido ao trânsito intenso na Avenida Brasil, condição que impedia o transporte terrestre dos órgãos de forma ágil. Um fígado e dois rins saíram do Hospital Pedro II, em Santa Cruz, e foram transportados para o Hospital São Lucas, localizado em Copacabana, na Zona Sul.

A equipe de saúde precisava levar o fígado com urgência para um transplante. O órgão tem até seis horas para ser transplantado no paciente que receberá o fígado. Segundo o cirurgião do Programa Estadual de Transplante, os órgãos foram captados de uma doadora de 49 anos e beneficiará 3 pessoas. A cirurgia para a retirada dos órgãos começou às 3h50 e terminou às 6h.

Os rins serão analisados e podem ser doados para 10 pacientes possíveis. Os transplantes podem ocorrer no Hospital Pedro Ernesto, no Hospital Federal de Bonsucesso ou no Hospital do Fundão. A rapidez no transporte desses órgãos é crucial para o sucesso de procedimentos de transplante. O transporte aéreo durou menos de 10 minutos. A aeronave pousou na Avenida Brasil às 7h15, e aterrizou no heliponto da Lagoa às 7h24.

Os órgão foram levados em uma ambulância, escoltada por batedores, até o Hospital São Lucas, onde chegou às 7h37. O trajeto entre o Jardim América e o hospital para onde os órgãos foram levados tem 32 quilômetros. Segundo um aplicativo de trânsito, neste mesmo horário a ambulância levaria 1h11 para chegar ao hospital.

Operação semelhante na Linha Vermelha

Essa não é a primeira vez que uma operação desse tipo é realizada. Em outubro, a Linha Vermelha parou para um fígado fosse levado a um hospital. O fechamento do corredor foi necessário para que um transplante fosse bem-sucedido.

Mais de 1,5 mil transplantes em 2024 no RJ

De acordo com a Secretaria de Saúde, em 2024 foram realizados 1.566 transplantes de órgãos sólidos e córneas, sendo 946 transplantes de órgãos sólidos e 620 de córneas. Além disso, a Central de Transplantes do RJ enviou 28 órgãos sólidos para outros estados do Brasil.

De janeiro a junho de 2025 foram realizados 761 transplantes de órgãos sólidos e córneas, sendo 464 transplantes de órgãos sólidos e 297 de córneas. Nesse mesmo período, 16 órgãos sólidos foram enviados para outros estados do Brasil.

Em 2024, o país ultrapassou o número de 30 mil transplantes, maior número da série histórica. Cerca de 85% dos procedimentos foram realizados pelo SUS, que destinou R$ 1,47 bilhão à área no ano passado — valor 28% superior ao de 2022.

Segundo helicóptero AW169 da Cornwall Air Ambulance chega ao Reino Unido e entra em fase final de testes

Reino Unido – O segundo helicóptero da Cornwall Air Ambulance chegou oficialmente à base aérea da instituição de caridade, em Newquay, cidade da Cornualha, Reino Unido. O novo AW169, matrícula G-CNLL, foi trazido para o Reino Unido a partir da Leonardo Helicopters, na Itália, no início deste ano. Em seguida, passou por vários meses de adaptação médica na Gama Aviation, em Gloucester, para ser transformado em uma unidade de cuidados intensivos totalmente funcional.

A chegada do segundo helicóptero representa um marco histórico para a organização. Isso só foi possível graças à generosidade do público durante a campanha Heli2 Appeal, que arrecadou £2,85 milhões de doação para a aquisição da nova aeronave.

O segundo helicóptero AW169, tecnologicamente avançado, aumentará significativamente a versatilidade, a capacidade e a resiliência do serviço, permitindo que a equipe participe de mais missões aéreas ao longo dos 365 dias do ano.

“Este é um dia memorável para a Cornwall Air Ambulance e para as pessoas da Cornualha e das Ilhas de Scilly. Fomos o primeiro serviço de ambulância aérea do Reino Unido – e a chegada de hoje vai nos ajudar a continuar salvando muitas vidas e oferecendo o melhor serviço possível. Graças à generosidade de tantas pessoas, agora temos dois helicópteros de última geração à nossa disposição. Isso nos permite oferecer um serviço de cuidados críticos ainda melhor para quem precisa. Não teríamos conseguido sem o apoio de vocês. Em nome de toda a equipe, muito obrigado”, disse Tim Bunting, diretor executivo.

A aeronave passará agora por um período conhecido como shakedown, no qual os pilotos realizarão aproximadamente 20 horas de testes em voo, antes que o helicóptero AW169 possa entrar em operação oficialmente.

A primeira oportunidade do público ver de perto o novo helicóptero será durante o Helifest, o festival de serviços de emergência promovido pela instituição, no sábado, 19 de julho, na Scorrier House, perto de Redruth.

“Estamos muito felizes por ter agora o segundo AW169 conosco na base aérea. Vários de nossos pilotos tiveram a sorte de participar do voo de translado da Itália ao Reino Unido, e é ótimo ver que a etapa final da jornada foi concluída hoje. Já realizamos inspeções e verificações rigorosas, e agora a equipe está ansiosa para iniciar os voos de teste finais nas próximas semanas”, disse Adam Smith, chefe de pilotos da unidade.

Arcanjo 12 é utilizado no treinamento das equipes da Base Norte do Suporte Aéreo Avançado de Vida, em Montes Claros

Minas Gerais – Na última semana de junho, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) e a Secretaria de Estado de Saúde (SES) promoveram o treinamento e qualificação da equipe da Base Norte do Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV), em Montes Claros.

O helicóptero Arcanjo 12, modelo AW 119 (Koala), foi utilizado no treinamento dos bombeiros militares e dos profissionais do SAMU. O objetivo foi aperfeiçoar procedimentos operacionais, integrar as equipes e garantir um atendimento ainda mais eficaz e seguro nas ocorrências aeromédicas em nossa região. Foram realizadas missões simuladas, embarque e desembarque em área restrita e salvamento em local de difícil acesso.

Como seu concorrente, o Airbus H130, o modelo é capaz de cumprir diversas tarefas tais como, transportes aeromédicos, transporte de tecidos e órgãos humanos, transporte de equipes de captação de órgãos, possibilitando que o copiloto esteja embarcado em todos os voos, sem necessidade de retirá-lo para embarque de pacientes.

Adquirido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), o Arcanjo 12 é equipado com guincho de salvamento e operado pela Esquadrilha Arcanjo do CBMMG, com uma equipe mista composta por bombeiros militares e profissionais do Samu, incluindo médicos e enfermeiros.

Na noite do dia 02 de julho, a 3ª Companhia Especial de Operações Aéreas (CEOA) recebeu o vice-governador do Estado de Minas Gerais, Mateus Simões, acompanhado do deputado estadual Arlen Santiago. Na oportunidade, as autoridades saudaram os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar que se encontravam de plantão.

Fênix 2 do CBMBA realiza dois transportes aeromédicos no mesmo dia na região metropolitana de Salvador

Bahia – O helicóptero Fênix 2 do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) realizou dois transportes aeromédicos no dia 28 de junho. O primeiro, o resgate de uma vítima de afogamento na barra, em Salvador. A pessoa já tinha sido retirada da água por um guarda-vidas do 13º BBM/Bmar, constatado grau 2 de afogamento.

Logo após o pouso do helicóptero e desembarque dos operadores aerotáticos, foram checados os sinais vitais, realizada a suplementação de oxigênio, monitoramento contínuo, estabilização do paciente e, em seguida, transporte para o Hospital do Subúrbio para atendimento especializado.

A segunda ocorrência aconteceu em Mar Grande, na Ilha de Itaparica, quando a aeronave Fênix 2 fez o transporte de uma vítima de infarto. Após o embarque do paciente, a aeronave seguiu para o heliponto do Centro Administrativo da Bahia (CAB), onde a vítima foi transferida para a ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para o Hospital Fundação Baiana de Cardiologia, em Salvador para atendimento especializado.

Brasil e França firmam a intenção de transformar a Helibras em um polo de produção do helicóptero H145

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França manifestaram no dia 02 de julho a intenção de transformar a Helibras, fábrica instalada em Itajubá (MG), em um polo de produção e exportação de um dos modelos de helicópteros mais avançados do mundo, o H145, aeronave multiuso e de alta tecnologia embarcada.

A Carta de Intenções foi firmada após reunião entre o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, e o ministro Delegado para o Comércio Exterior, Laurent Saint-Martin, em Brasília. A assinatura do documento foi realizada pelo secretário Executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, que liderou as negociações do projeto pelo lado brasileiro.

A proposta está alinhada às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB), atendendo às premissas de adensamento produtivo, incorporação tecnológica e exportações de alto valor agregado, com geração de empregos e desenvolvimento local das cadeias de fornecedores.

A expectativa é de que sejam investidos R$ 1 bilhão na produção do modelo H145, com a construção de até 200 unidades ao longo dos próximos 15 anos, voltadas aos mercados nacional e internacional. Cada helicóptero tem valor de mercado estimado em US$ 15 milhões.

A Helibras é a única fabricante de aeronaves de asas rotativas do Hemisfério Sul e já entregou mais de 850 helicópteros no Brasil, para operação nos segmentos civil e militar. A empresa, originalmente binacional, hoje é controlada pela Airbus e produz outros dois modelos de helicóptero: o H225, de uso predominantemente militar, e o H125, conhecido como Esquilo.

O H145 é um helicóptero versátil que pode ser utilizado em missões civis e militares, como transporte de passageiros, serviços médicos de emergência, segurança pública, operações offshore, apoio a parques eólicos, Defesa Civil e resgates, transporte de tropas e operações reconhecimento.

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