Aeronaves das forças de segurança do DF ajudam no transporte de órgãos

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Distrito Federal – Ao levantar voo, os helicópteros das forças de segurança pública cumprem missões que vão além do apoio a operações e a fiscalizações de trânsito. Eles ganham os céus também em nome da vida. Em 2017, essas aeronaves transportaram 24 órgãos para transplante. Entram na conta os helicópteros da Polícia Civil, do Departamento de Trânsito (Detran) e do Corpo de Bombeiros.

24/11/2015. Crédito: Corpo de Bombeiros/Divulgação. Brasil. Brasília - DF. Helicóptero do Corpo de Bombeiros no momento em que transportava a menina de 7 anos Emanuelle Vitória, atropelada na faixa de pedestres por caminhão após manifestação de motoristas de transporte escolar na Fercal.
24/11/2015. Crédito: Corpo de Bombeiros/Divulgação. Brasil. Brasília – DF. Helicóptero do Corpo de Bombeiros.

Coração, córneas e fígado são os mais levados pelas aeronaves. Quase sempre o destino deles, em Brasília, é o Instituto de Cardiologia do DF, no Hospital das Forças Armadas (HFA). Normalmente, os órgãos que chegam de outras unidades da Federação são transportados por aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e pousam na Base Aérea de Brasília. De lá, um dos helicópteros das corporações faz o transporte até a unidade de saúde.

A atribuição é do Corpo de Bombeiros, mas a corporação pede ajuda de outras forças quando as aeronaves estão em manutenção ou em outras missões. Só neste ano foram realizados 12 transportes de órgãos. O helicóptero do Detran fez nove viagens. Por último, entra o da Polícia Civil, três ações.

O comandante do Grupamento de Aviação Operacional do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Flávio Portela, explica que a corporação conta com dois helicópteros e um avião para esses casos. Os veículos também dão apoio às aeronaves da FAB, que garantem o transporte interestadual. No entanto, o avião dos bombeiros também busca órgãos em Goiânia. “Na verdade, estamos transportando vida. Quando os órgãos de uma pessoa são transplantados para outras, isso representa uma nova chance”, destaca o oficial.

Nesses casos, as equipes são especializadas em rapidez. O intuito é que o órgão nunca seja perdido. “É algo muito gratificante e que a gente faz com prazer, até porque a vocação do Corpo de Bombeiros é preservar vidas. Quando não estamos disponíveis por alguma razão, fazemos contato com outras equipes do Detran, da Polícia Civil e da PM. Mas, em outros casos, fazemos o transporte, inclusive por terra”, detalha.

Quando os veículos não podem ser utilizados por alguma razão, os órgãos também são levados até o hospital de carro. Mas, na maioria das vezes, a prioridade é a viagem aérea em razão do tempo. Um coração resiste fora do corpo humano de quatro a cinco horas. Nesse tempo, ele precisa ser transplantado. Desconta-se, portanto, o tempo da cirurgia.

Apoio

O diretor adjunto da Divisão de Operações Aéreas (DOA), Delcimar Oliveira, conta que a Polícia Civil conta com três helicópteros e dois aviões. Eles utilizam os de menor porte quando são acionados pelo Corpo de Bombeiros por algum motivo. “Não temos muita demanda de transporte de órgãos, porque essa é uma atribuição dos bombeiros. Mas ficamos de pronto emprego quando eles estão com as aeronaves envolvidas em outras ocorrências ou em manutenção”, esclarece.

A equipe é formada por um comandante e um copiloto, além de um médico dos bombeiros. “É uma missão que, sem dúvida, enaltece bastante. Este ano, pelo que foi repassado, os três transportes feitos pela Polícia Civil foram de coração. É uma chance que temos de salvar outras vidas”, diz Delcimar, também comandante de aeronave.

O Detran chegou a fazer uma parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Alguns agentes passaram pelo curso de capacitação de primeiros socorros. Segundo o diretor da autarquia, Silvain Fonseca, a equipe tem se apresentado como colaboradora da saúde. “Assim como outros órgãos da segurança pública, trabalhamos em prol da vida. É muito importante e gratificante para a instituição e, para nós, é uma honra muito grande estarmos mantendo outras vidas”, ressalta.

Fonte: Correio Brasiliense

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