Bombeiros fazem simulação de incêndio em usina de Barrinha/SP

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Bombeiros participaram de uma simulação de incêndio na manhã desta quinta-feira (10/11), na Usina São Francisco, em Barrinha. Durante 1h20, três situações foram simuladas e as equipes dos bombeiros e brigadistas realizaram os procedimentos que devem ser tomados em uma situação real. As Polícias Militar e Rodoviária participaram em conjunto e deram apoio, inclusive, com o helicóptero Águia da Base de Radiopatrulha Aérea de Ribeirão Preto.

Em nenhum momento foi ateado fogo, porém a operação utilizou todos os recursos para apagar um incêndio real. Às 8h45, a sirene de emergência tocou e os funcionários evacuaram a área próxima ao tanque de etanol de 5 milhões de litros, que teria se incendiado com um raio.

Em cinco minutos, os brigadistas da usina já haviam chegado em quatro caminhões-pipa e começado a apagar o fogo do tanque em chamas, e dos demais ao redor para prevenção. Ao mesmo tempo, um sistema fazia o resfriamento dos tanques, jorrando água do topo. As equipes do corpo de bombeiros chegaram em 15 minutos, a princípio com três caminhões.

Na simulação, a tampa do tanque teria sido arremessada pela explosão e atingido um reservatório de fermento. Bombeiros especializados fizeram a contenção do manancial que corta a usina, para que a substância não contaminasse a água. A partir daí, a Polícia Rodoviária já estava presente, pois uma carreta teria capotado devido à distração do motorista ao ver o incêndio e pegado fogo que atingiu a mata às beiras da rodovia.

Os policiais também observaram o fluxo dos carros para que tudo ocorresse sem acidentes reais. Mais bombeiros chegaram ao local para conter o incêndio e o helicóptero Águia da BRPAe de Ribeirão Preto ajudou usando um equipamento canadense, Bambi Bucket, um cesto d´água, que busca a água na represa e joga no fogo. A capacidade do bolsão é de 540 litros. Na simulação foram usados cerca de 4 mil litros. A comunicação entre as equipes via rádio também foi simulada o tempo todo.

A simulação foi realizada como uma das ações do Plano de Auxílio Mútuo de Emergências de Ribeirão Preto e Região (Pame), existente há 12 anos. As empresas que fazem parte do Pame dispõem de funcionários treinados para incêndios e kits de ação. As dez empresas da região que fazem parte do plano compareceram com suas equipes de brigadistas para auxiliar e treinar também.

Balanço

No total, 54 homens simularam as ações. Foram usadas quatro viaturas dos bombeiros, entre Ribeirão Preto, Sertãozinho, Jaboticabal e Bebedouro, com 17 homens, dois caminhões do Pame, com nove e quatro caminhões-pipa da usina, com 28. Ao final da simulação os líderes de cada efetivo, que acompanhavam tudo de uma sala de operações, ficaram satisfeitos com a execução.

Segundo o tenente Fernando Almeida Mota, tudo saiu conforme o planejado e serviu para todas as frentes treinarem as ações nos casos emergenciais.  “A interação entre os brigadistas e os bombeiros é muito importante para que em uma possível situação real todos saibam as ações a serem tomadas”, diz Mota.

O diretor industrial da usina, Jairo Balbo, considera um orgulho ter a parceria dos bombeiros e considera a simulação como um dos fatores de um processo. “É importante ficarmos constantemente atentos e vigilantes. Daqui para frente vamos continuar treinando nossas equipes, claro, em proporções menores, mas para que uma operação real deste nível não seja necessária, devido à prevenção e alerta”, diz Balbo.

Fonte: A Cidade – EPTV.COM.

Fotos: F.L.Piton / A Cidade.

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