Bombeiros resgatam operários em caixa d’água com apoio do Águia

Helicópteros da PM foram usados para retirar vítimas de estrutura. Um homem ficou ferido e outro morreu ainda no local do acidente.

Dois operários caíram dentro de uma caixa d’água nesta segunda-feira (6) na Zona Leste de São Paulo. Um deles ficou ferido e o outro morreu no local do acidente. O resgate foi feito com a ajuda de dois helicópteros Águia, da Polícia Militar.

No alto da caixa d’água, bombeiros e policiais tentam salvar os dois operários que caíram dentro da construção. Eles trabalhavam na montagem do encanamento da torre, que tem 22 metros de altura. Estavam em uma laje interna, quase no meio da construção, quando a estrutura cedeu. Um dos operários ainda tentou segurar o colega.

“Ele tentou segurar essa primeira vítima que caiu dentro da caixa d’água. Ela estava vazia, sem água. Está terminando de ser construída. Dentro dessa caixa d’água tem algumas ferragens, ferros expostos”, disse ao SPTV nesta terça-feira (7) o tenente Rodrigo Barelli, do Corpo de Bombeiros. O tenente está falando de Renato Xavier de Souza, de 34 anos. Ele foi o primeiro a ser retirado.

As imagens mostram quando o sargento Marquetto, do Águia – o grupamento aéreo da Polícia Militar -, prende os cabos na maca e sai pendurado, junto com ela. Os dois pousam no canteiro de obras. Momentos depois, Renato dá o primeiro sinal de vida: se mexe na maca. Ele recebe os primeiros atendimentos e é levado em outro helicóptero Águia para o Hospital das Clínicas.

O sargento volta para a caixa d’água, sobe os andaimes e vai ajudar no resgate do segundo operário. Um outro bombeiro também sobe, com uma câmera. Ele fica na andaime e faz as imagens do segundo resgate. É possível ver que todos que participam da operação ficam presos na base da caixa d’água com mosquetões, equipamentos usados em alpinismo e rapel. E usam as cordas para içar a segunda maca.

Em solo, o helicóptero espera pela chegada do segundo operário. Os policiais fazem sinal e o Águia mais uma vez levanta voo. Solta uma corda, que é agarrada pelos PMs. Eles amarram a maca e, desta vez, é o sargento Marinho quem vai pendurado. Ainda no ar, ele orienta as manobras do helicóptero. Quando se aproxima do solo, Marinho solta uma corda, que serve de guia. Ela é agarrada por um colega no solo, que o ajuda a pousar.

Apesar de todo o esforço, o encanador José Ivo Pires, de 53 anos, não resiste aos ferimentos causados pela queda e é levado morto para dentro da construção.

Fonte: G1, com informações do SPTV.

12 COMENTÁRIOS

  1. EXCELENTE A REPORTAGEM. FANTÁSTICO O NÍVEL DE PROFISSIONALISMO DA PM PAULISTA. O GRPAPM/SP É, UM DOS MELHORES GRUPAMENTOS DO MUNDO. ACHO QUE ELES ESTÃO NO MESMO NÍVEL DA POLICIA DE LOS ANGELES, DOS CONDORES DA POLICIA DO MÉXICO, DA POLICIA DE MARYLAND, ETC. MAS TEMOS QUE DESTACAR TAMBÉM QUE O POLICIAMENTO AÉREO NO BRASIL, DIGO, TODAS AS CORPORAÇÕES (POLICIAS CIVIL, MILITAR, FEDERAL, RODOVIARIA FEDERAL E CORPO DE BOMBEIROS), MESMO COM FROTAS INFERIORES A PAÍSES COMO EUA, INGLATERRA, ALEMANHA, NÃO DEVEM EM NADA, AS CORPORAÇÕES DESTES PAÍSES CITADOS.
    É NECESSÁRIO ENXERGAR A AVIAÇÃO PARAPÚBLICA COMO UM BEM ESSENCIAL A POPULAÇÃO E NÃO, COMO UM GASTO EXAGERADO COMO DIZEM CERTOS CATEDRÁTICOS EM SEGURANÇA PÚBLICA.

  2. Operação perfeita ! Parabéns a toda tripulação e principalmente ao Comandante da aeronave pelo seu “debut” em salvamento real.

    A importância do treinamento e da proeficiência se apresentam em situações como essas, em que faz a diferença para quem esta necessitando.

    Parabéns Comandante !

  3. Venho deixar minha crítca, ao que o nobre colega resalta que o GRPAe de SP é um dos melhores do mundo em comparação com EUA entre outros da Europa, onde acredito não se poder fazer tal comparação, tendo em vista ser imensa a diferença operacional,em matéria de equipamentos e modos de realização das atividades, onde aqui em SP, prontamente só se realizão operações de salvamento seja aquático ou terrestre, com cordas e carga externa, o que coloca o tripulante e vítima sempre em condição extremamente perigosa, assim como a própria tripulação embarcada e a aeronave.
    Verifica-se que em outros países e até em muitos Estados brasileiros, a grande maioria das aeronaves são adquiridas com guincho, o que também é de praxe nas Forças Armadas,além do que se verifica a aquisição de modelos biturbina (AS365;EC135;AS355;ect) sendo que tais operações são desenvolvidas com este equipamento(GUINCO), o que proporciona mais rapidez, segurança, confiabilidade, tranquilidade, pois ha o desembarque de tripulantes e SAR, atendimento à vítima e o embraque novamente do tripulante e vítima, seja com ou sem maca de montanha, onde a aeronave se desloca com todos a bordo, reduzindo considerávelmente os riscos visto à operação com cordas e “carga externa”.
    Sendo assim,
    nobres colegas da aviação policial, só por esse motivo operacional deficiente do GRPAe de SP, por uma cultura cega de seus próprios operadores, além de apenas priorizarem o atendimento policial e não haver empenho na aquisição de melhores equipamentos aéreos afim de proporcionar aos operadores, e “”usuários”” dos nosso serviços, um serviço digno plenamente de ser comparado ao de outros países.
    Muito obrigado!

    • Caro “Homens SAR”, lembre que as aeronaves usadas pela maioria das polícias e bombeiros do Brasil é o helicóptero AS350B2, BA e B, além de outros modelos de helicópteros e a capacidade de peso dos guinchos utilizados nessas aeronaves é limitada. Outro detalhe importante é que a filosofia do salvamento empregada na Aviação de Segurança Pública difere um pouco da Aviação Militar, pois na Aviação de Segurança o objetivo principal é conduzir esta vítima o mais rápido possível ao médico (quando não for possível levar o médico à vítima) e ela é acompanhada por um enfermeiro todo o tempo. Nas operações de salvamento, resgate ou remoção aeromédica sempre haverá a presença do enfermeiro, médico ou pronto socorrista.
      Em alguns casos, realmente, o guincho é muito util, entretanto, em outros, a técnica do “mac guire” com maca de montanha é mais seguro”. Em ambas as operações há risco, o que vai diferenciar é o treinamento, confiabilidade no equipamento e o modelo de aeronave utilizada.
      Em breve publicaremos artigos relacionados a esses assuntos e contamos com sua participação, caso queira escrever um artigo científico sobre o assunto, com a devida publicação nesse domínio.

  4. Parabens a toda equipe do Águia e Bombeiros que participaram deste salvamento!

    Ao Administrador,
    Parabens pela maneira acertada de tratar o assunto referente a utilização do guincho, outras técnicas e aeronaves adequadas ou mesmo “disponíveis” para as missões de salvamento realizadas no estado de São Paulo.

    Vale lembrar que críticas e outras maneiras de encontrarmos soluções operacionais dentro da realidade que vivemos, serão sempre muito bem vindas, porém que sejam feitas cercadas de pro-atividade e espírito de equipe.

    Costumo dizer que em matéria de salvamento, seja em qual meio for, usamos muito improviso mas antes disso temos que ter conhecimento, experiencia e treinamento para agir de acordo com a situação e material que dispomos naquele momento.

    “Fazemos o que treinamos e estamos treinados pra isso”

    • Caro Edmar, aproveito o momento para dizer que entendo que há uma diferença entre improviso e adequação (adaptação). Veja, quando disse improviso tenho certeza que pensou em adequação(adaptação), pois improvisar é fazer as coisas às pressas, sem preparação. Entendo que o improviso não tem prudência, pois, nesse sentido a adequação tem mais ligação com o que disse, ou seja, adaptar é ajustar o que vai fazer, adequar é fazer o mais apropriado. Assim em uma missão fazemos adaptações (ajustes) ou adequações (o mais apropriado). Portanto, eu diria: “em matéria de salvamento, seja em qual meio for, adequamos ou adaptamos a operação à realidade apresentada, pois não há salvamento igual e devemos utilizar os equipamentos adequados e adaptados à missão posta”.

      Obrigado.

  5. Descobri este site , achei ecxelente , quanto aos alguns comentarios ,a respeito das aeronaves utilizadas pela maior parte dos orgaos publicos estaduais e o esquilo (mono- turbina), creio que seria o mais ideal que fosse utilizados bi-turbinas , como em comentario acima , mas como piloto ,nunca vou esquecer de um exelente piloto de esquilo ,(que veio a falecer em um acidente aereo) , que fez um comentario que durante uma reuniao de amigos que discutia sobre a operaçao de bi-turbos,falou:”DE ADINTA DOIS MOTORES NAS COSTAS SE SO TEMOS UM ROTOR NA CABEÇA”.
    Abraço

    • Muito legal seu comentário, ótima frase.

      Você me fez lembrar um dia no aerodrómo de Ubatuba, quando um paraquedista me disse: eu tenho o principal e dois reservas, você só tem um motor…quem é corajoso?

  6. Boa , tipo de frase para nao se ouvir em voo………
    outro comentario:
    “piloto bom mesmo, tem o numero de pousos , igual ao numero de decolagens.”

    abraço

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