BRPAe de São José dos Campos tem mais de 2.700 horas de voo em operação

São José dos Campos – A esperança veio do céu para 10 pessoas no último dia 3 de fevereiro, em Taubaté. Após um incêndio em um prédio comercial de oito andares na praça Dom Epaminondas, elas ficaram presas na cobertura por uma hora.

O resgate foi feito pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar. Quatro policiais que passaram por treinamento específico fizeram a orientação e remoção das vítimas. De duas em duas, elas foram retiradas do prédio pelo “cesto”, equipamento semelhante a uma rede.

Ações como essa fazem parte da rotina dos 20 policiais , cinco pilotos e 15 praças , que atuam durante as missões do Águia.

Em 2011, 23 pessoas foram salvas no Vale do Paraíba em ações de resgate do helicóptero. Desde 2004, quando o Águia chegou à região, foram 117 pessoas retiradas com vida de situações de emergência.

Atuação

Segundo Paulo Luiz Scachetti Junior, capitão e piloto do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da PMESP, o Águia possui duas funções principais: auxiliar na prevenção de crimes com a “visão privilegiada” e atuar no resgate de vítimas. “Temos nossa programação normal, que visa dar apoio aéreo a operações contra o crime. Mas em situações de emergência, o planejamento muda e vamos direto ao local”, diz.

Nesses casos, o alerta é feito por uma sirene, que fica na Base de Radiopatrulha Aérea de São José dos Campos. “Por rádio, recebemos as informações e quando a sirene é acionada, corremos para o helicóptero e vamos ao local levando os equipamentos mais adequados para o resgate”.

Resgate

Nas datas em que o Vale recebe muitos turistas, é comum que o trabalho do Águia seja redirecionado para a região mais movimentada.

Neste feriado de Corpus Christi, por exemplo, o helicóptero reforçou o trabalho em Campos do Jordão e na sexta-feira, resgatou um turista de São Paulo que se perdeu no Horto Florestal, quinta-feira.

O Águia foi acionado na manhã de sexta-feira e, logo depois, conseguiu localizar José Augusto Lima de Sá, 58 anos. “Ele ficou 25 horas perdido. Quando o achamos, estava fraco e com muitas dores. Ele foi levado para um hospital e se recuperou”, diz o major Sérgio Henrique Togashi Toma.

No sábado, a ação foi no Pico dos Marins, em Piquete, quando dois homens de São José foram resgatados, após três dias perdidos.

Câmera apoiará o patrulhamento

Tratado pela Secretaria de Segurança Pública como uma das principais ferramentas de combate ao crime e resgate de vítimas, o helicóptero Águia vem recebendo investimentos para que sua tecnologia seja aprimorada.

Na capital paulista, os helicópteros foram equipados com o ‘Olho de Águia’, que permite o monitoramento e a difusão, ao vivo, de imagens captadas durante o acompanhamento de ocorrências.

“As câmeras dão ao policial uma visão que ele não teria a olho nu. Ainda está em estudo, mas deve ser expandido para todo o estado e isso ajudaria inclusive a fazer rondas noturnas”, diz o capitão Paulo Luiz Scachetti Junior. Hoje, quando o Águia é usado no período noturno, os policiais carregam um holofote para direcionar a iluminação durante a ronda.

Números da atividade

Desde que chegou ao Vale do Paraíba em 2004 até o dia 20 de junho de 2011, o helicóptero Águia acumulou 2.712 horas de voo, o equivalente a três meses e 23 dias.

Neste período, o helicóptero fez 5.293 voos de apoio à operações de prevenção ao crime da PM e também em buscas a criminosos em fuga.

De acordo com os dados da corporação, nestas buscas, 96 veículos foram localizados, 50 armas foram apreendidas e 260 pessoas detidas. “Hoje o trabalho integrado ajudou nossa produtividade a ficar maior. Temos uma rotina organizada e nossas missões já têm um papel bem definido”, diz o major Sergio Henrique Togashi Toma, comandante Base de Radiopatrulha Aérea de São José dos Campos, subunidade do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da PMESP, que tem sede em São Paulo – capital.

Experiência

As exigências para que o policial possa entrar para o grupamento aéreo e voar no Águia também visam ampliar os resultados.

O policial precisa ter pelo menos dois anos de experiência com policiamento preventivo. Então, ele aguarda que uma vaga seja aberta e se inscreve em um concurso. “Caso seja aprovado, ele terá de fazer um treinamento para aprender o mínimo sobre planejamento de voo. Depois disso, poderá ingressar e ainda será incluso aos poucos”.

A intenção é que o policial ao ingressar no Grupamento saiba como funciona a prevenção ao crime além de ter conhecimentos técnicos para casos de emergência.


Fonte: O Vale.

Fotos: Johnny de Chiara/Divulgação e Thiago Leon.


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