Governo português vai comprar dois Canadair para os bombeiros

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O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, anunciou nesta quarta-feira (26/02) que Portugal irá comprar dois aviões Canadair de combate a incêndios florestais com recurso de fundos comunitários.

“O país precisa de ter no seu dispositivo dois aviões Canadair. É difícil encontrar esses meios para alugar e a preços razoáveis. Como País decidimos não comprar Canadairs e compramos helicópteros pesados. A verdade é que seis anos depois há um consenso entre todos de que precisamos do avião Canadairs”, disse Miguel Macedo, no grupo de trabalho para a Análise da Problemática dos Incêndios Florestais, constituído na Assembleia da República.

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A aquisição de cada avião obrigará a um investimento de 37 milhões de dólares, de acordo com Macedo, que salientou ainda que poderá “demorar mais de um ano” até que Portugal tenha os aparelhos disponíveis no combate a incêndios florestais.

Esta não é a primeira vez que um governante anuncia a intenção de comprar aviões anfíbios, como os Canadair, mas até agora nenhum concretizou esse projeto. O Governo liderado por José Sócrates optou por comprar seis helicópteros pesados, os Kamov, e quatro leves, os Ecureuil (esquilo), para a primeira frota de meios aéreos do Estado, atualmente reduzida a oito aparelhos (um esquilo acidentou-se em 2007 e um pesado está inoperacional há mais de um ano após um acidente em Ourém). Estes e outros problemas levaram o Governo a pedir o empréstimo de meios aéreos de combate a incêndios a vários países da União Europeia, no verão passado.

Miguel Macedo defendeu ainda que a rede nacional de postos de vigia para detecção de incêndios, atualmente da responsabilidade da Guarda Nacional Republicana (GNR), deve passar a ser gerida pelas autarquias locais.

“Temos uma parte enorme do dispositivo que não tem os equipamentos para combate de incêndios florestais. Temos nisso atrasos enormes”, apontou o ministro que espera também ter concluído “até ao Verão” o investimento para a aquisição de um “lote grande de rádios SIRESP” para as corporações.

Fonte: Portugal.

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