Helicóptero dos Perrella será usado pelo NOTAer/ES

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O helicóptero da família Perrella poderá ser utilizado em acompanhamento policial, socorro às vítimas de enchentes ou afogamentos, ou ainda transporte aeromédico. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), estes são serviços prestados pelo Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAer-ES), que ficará responsável pela aeronave. Conforme divulgado nesta quinta-feira (9), a Justiça Federal permitiu que o governo do Espírito Santo utilize o helicóptero.

R66 apreendido será utilizado pelo NOTAer-ES

No dia 24 de novembro de 2013, o helicóptero da empresa Limeira Agropecuária foi apreendido com 455 quilos de cocaína na zona rural de Afonso Cláudio (ES), a 150 quilômetros de Vitória. O piloto, Rogério Almeida Antunes, foi preso após descarregar a droga da aeronave. Também foram presos o copiloto, Alexandre de Oliveira Júnior, e duas pessoas que receberiam a droga. A Polícia Federal afirmou que não há indício de envolvimento do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG) com o transporte de cocaína. 

A cocaína havia sido descarregada da aeronave e estava pronta para ser despachada quando aconteceu a prisão. Em dezembro, o governo manifestou interesse em usar o helicóptero.

A Sesp explicou que a estrutura do helicóptero será analisada por uma equipe do NOTAer, que vai apontar para qual dos três serviço prestados pelo Núcleo a aeronave tem condições de ser usada.

A Justiça Federal também autorizou a Superintendência da Polícia Federal no Espírito Santo a usar o veículo Polo Sedan apreendido durante a ação policial. O carro pertence a um dos homens presos, que não se opôs ao pedido da Polícia Federal, segundo consta na decisão do magistrado.

MPF e defesa se pronunciam

O Ministério Público Federal se manifestou contrário aos pedidos do governo do estado e também da família Perrella. O órgão considerou prudente manter a aeronave apreendida. Nesse caso, a empresa da família Perrella seria responsável pela manutenção do helicóptero. O magistrado afirmou que a proposta fragiliza os objetivos da apreensão, já que o helicóptero não foi recolhido pelo valor econômico, mas por interessar ao processo.

O advogado dos Perrella, Antônio Castro, o Kakay, afirmou que não vai questionar a decisão, por enquanto. “É evidente que a família tem direito ao helicóptero, mas como nessa época o helicóptero é pouco usado pela família, optamos por não questionar isso agora. Quando terminar, vamos, sim, questionar isso. Me parece óbvio e evidente que a família é vítima e tem esse direito (de recuperar o helicóptero)”, concluiu.

Fonte: G1

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