Helicóptero para o Samu aéreo está parado no Salgado Filho/RS

Segue indefinido o uso dos helicópteros comprados por R$ 26 milhões pela Secretaria Estadual da Saúde com o intuito de servir ao Samu aeromédico. Em nota, a pasta informou na terça-feira que as aeronaves “permaneciam nos Estados Unidos”. No entanto, uma delas foi flagrada nesta quarta-feira no hangar da Brigada Militar, no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Procurada, a Saúde se manifestou dizendo que “tomou conhecimento da chegada da aeronave, mas ainda não foi comunicada oficialmente”.

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Apesar de a Saúde afirmar que o serviço aeromédico segue sendo prestado no Estado, o caso envolvendo o menino argentino Tiago Baez Cichianowski, de três anos, que caiu de um prédio em Capão da Canoa revelou a carência do atendimento. Segundo a médica Rossana de Carli, desde o final de janeiro, a equipe deixou de fazer plantões na base de aviação da Brigada Militar porque era “desconsiderada” pela Regulação do Samu.

Apesar de terem trabalhado até o final de janeiro, os oito médicos e oito enfermeiros estão desde setembro de 2014 sem receber salário. A informação foi confirmada pela diretora executiva do Consórcio Público da Associação dos Municípios do Litoral Norte, Cleres Maria Machado Saraiva. Segundo Cleres, o não pagamento se deve à falta de repasse dos recursos por parte do Estado. Depois de receber uma denúncia sobre irregularidades nos contratos, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) avisou que está analisando a prestação do serviço.

Equipe segue a postos, garante médica

Mesmo sem o recebimento de salário, a médica Rossana garante que a equipe se manteve a postos visando o atendimento à população. “Não queríamos deixar o plantão até para que ninguém nos acusasse de abandono de serviço. Mas no mês todo de janeiro ouvimos da Regulação do Samu que a gente não existia”, relata. Segundo a médica, a justificativa dada é o baixo número de atendimentos – foram 24 no último ano por meio do Samu e outros 80 por demanda dos Bombeiros, Brigada Militar, Exército. “Somos completamente apartidários. Só queremos que o serviço continue disponível para a população”, acrescentou.

O governo também fala em custos excessivos para manter o helicóptero e as equipes. No entanto, no dia 7, o governador José Ivo Sartori usou uma aeronave da conveniada Uniair para se deslocar ao Litoral Norte para um compromisso não oficial.

De acordo com boletim do Hospital de Pronto Socorro, de Porto Alegre, o estado de saúde do menino argentino permanece gravíssimo, porém estável. Ele permanece na UTI Pediátrica. Respirando por aparelhos, ele teve fratura na base do crânio, contusão pulmonar e edema cerebral.

Nota à imprensa do Governo do Rio Grande do Sul – Helicóptero Samu RS

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) informa que chegou a Porto Alegre na última terça-feira (10) a primeira das duas novas aeronaves do Samu adquiridas em 2014. O helicóptero – modelo Augusta Westland 119 Kx – passará agora pelo processo legal de licenciamento, matrícula e autorização junto aos órgãos responsáveis. Por se tratar de aeronave fabricada nos Estados Unidos, faz-se necessária a regularização e nacionalização da mesma junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Antes de finalizados esses trâmites, o helicóptero não possui liberação para ser utilizado. A previsão é que essa regularização seja concluída em um prazo de no mínimo 60 dias. Além disso, o Estado deverá ainda arcar com as despesas de impostos e taxas aduaneiros, que somam mais de R$ 2 milhões. A Secretaria da Saúde vai solicitar a liberação desse valor, de forma excepcional, junto à Junta de Coordenação Orçamentária e Financeira (Juncof), vinculada à Secretaria Estadual da Fazenda.

Acompanhará esse trâmite uma comissão de recebimento da aeronave, formada por membros do Departamento Administrativo da SES e da coordenação do Samu Estadual, de acordo com o que prevê o contrato celebrado entre Estado do Rio Grande do Sul e a empresa Aeromot Aeronaves e Motores.

É intenção da Secretaria Estadual da Saúde ampliar e qualificar o atendimento de Urgência e Emergência, o que inclui o Samu aéreo e terrestre, serviço que abrange hoje todas as regiões do Estado. O Samu está presente hoje em 160 municípios bases, que atendem um total de 264 municípios, cobrindo 9,5 milhões de habitantes ou 90% da população do Estado. Ao todo, 40 ambulâncias de Suporte Avançado e 187 de Suporte Básico estão em funcionamento, além de dez motolâncias e dez veículos de intervenção rápida.

Fonte: Rádio Litoral e Governo RS

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