IHST: Segurança operacional mundial mostra pequena melhora

Apesar das pequenas melhorias de desempenho de segurança, os operadores de helicópteros do mundo estão longe do caminho para atingir a meta de redução da taxa de acidentes imposta seis anos atrás.

Este foi o veredicto proferido no Seminário Internacional de Segurança Helicopter (IHSS) em Fort Worth, Texas/EUA em Novembro/2011. A meta foi estabelecida na primeira IHSS em 2005.

No entanto, a International Helicopter Safety Team (IHST) permanece esperançosa de que possa atingir o objetivo de redução de 80% na taxa global de acidentes de helicóptero em 2016.

Durante a conferência, o IHST declarou  a transição da fase de coleta de dados e desenvolvimento de políticas para a fase de implementação de políticas. A partir de agora, as melhorias de segurança devem começar a mostrar os resultados esperados.

A análise regional detalhada de acidentes com helicópteros de todo o mundo revelou-se que as falhas na aviação de asa rotativa acontecem muitas vezes pelas mesmas razões tanto na Mongólia como nos EUA.

O especialista em segurança da Sikorsky, Steve Gleason, resumiu as conclusões obtidas com o levantamento de dados: “Nós não estamos achando novas maneiras de causar acidentes de helicópteros. Estamos apenas fazendo a mesma coisa repetidamente..”

O IHST foi originalmente criado devido ao interesse dos fabricantes em identificar as causas dos acidentes. Agora que obteve todos dados para provar isso de forma conclusiva.

Hooper Harris, especialista de helicóptero da FAA – que agora trabalha para empresa petroquímica da BP – disse que agora com o problema definido, a solução pode começar a ser implementada.

Os principais problemas de acordo com análise de dados do IHST são:

1) falta de uma cultura de gestão de riscos a nível do operador,

2) deficiente julgamento do quando se desenvolve uma situação de acidente.

A análise propõe uma solução para o baixo desempenho do sistema de segurança do operador de helicóptero  que é a adoção de sistemas de monitoramento de dados de voo (FDM) de baixo custo, juntamente com o adequado treinamento sob medida para corrigir os problemas revelados pelo FDM.

Tendo chegado a esta análise, o principal problema do IHST agora, de acordo com Sue Gardner, representante do FAA noIHST, é como fazer para que estas mensagens e atitudes cheguem aos pequenos operadores de helicópteros, que representam mais de 80% do mercado.

A meta mundial imposta pelo IHST para 2016 é baseada nos dados obtidos nos acidentes com aeronaves civis entre 2001 e 2005, que de acordo com o levantamento de dados foi de 9,4 acidentes/ 100 mil horas de voo.

Sendo assim, com a redução de 80% sobre o índice, o IHST definiu como meta para 2016 o indicador mundial de 1,9 acidentes/ 100 mil horas de voo.

Durante a conferência foram divulgados os dados do panorama atual, confira o mapa:

Analisando os dados, a América do Sul, além de não conseguir aproximar-se da meta, teve um aumento no indicador de 36% em relação ao valor de referência.

E sua unidade, está comprometida em reduzir em 80% na taxa de acidentes/100 mil horas de voo até 2016 ?

Fonte: FlightGlobal / Traduzido e adaptado: Piloto Policial

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