O novo simulador de helicóptero AS 350 em São Paulo

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Foi apresentado nas instalações da Canadian Corporation (CAE) em São Paulo, SP, o novo simulador do helicóptero AS 350 da Airbus Helicopters, modelo conhecido no país por Esquilo e cuja fabricação sob licença esta a cargo da Helibras (Itajubá, MG). O Brasil possui a maior  frota de helicópteros civis em operação no mundo (cerca de 1500 unidades), dos quais ao redor de 450 são AS 350.

Instalado na sede da CAE localizada na capital paulista, o novo simulador  preenchera as necessidades de treinamento de pilotos de AS 350 voltadas principalmente para adquirir proficiência em  procedimentos de emergência  em condições critica e adversas

Alessandro Pinho, gerente CAE de negócios regionais para as Américas, disse que em função da filosofia de proporcionar treinamentos, notadamente voltados para incrementar a segurança de voo, a companhia já investiu em 44 locais dedicados a essa atividade, colocando em funcionamento mais de 200 simuladores  de voo de diversas categorias em todo mundo.

De acordo com essa filosofia e identificando o Brasil como um mercado promissor para instalar um simulador para AS 350, a CAE trouxe no final de 2013 dos Estados Unidos um equipamento modelo CAE-3000 Series FTD, com a cooperação da E-Fly ( organização responsável pela base dados para criação de ambientes sintéticos dinâmico – ou cenários – projetados com notável definição e realismo nas telas dos simuladores). O investimento foi em torno de US$ 5 milhões e sua certificação já foi emitida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

O novo simulador de AS 350 disponíbilizado pela CAE  para o mercado brasileiro esta montado sobre  plataforma vibratória, dispositivo  que produz vibrações típicas do voo do helicópteros, conservando todas as demais capacidades da categoria FFS (Full Flight Simulator) e  a qualificação de reproduzir praticamente todas as situações de voo sejam elas visuais (VFR)  ou por instrumentação (IFR)

Pinho destacou que a movimentação agora é para prospectar potenciais clientes e a E-Fly colabora  nessa área pelo conhecimento que possui do mercado. Os programas de treinamento no novo simulador abrangerão tanto os pilotos que estão iniciando na carreira quanto aqueles que já possuem experiência e necessitam de aperfeiçoamentos, como por exemplo, procedimentos específicos de emergência, situação que não pode ser reproduzida com a aeronave real por razões de segurança.

Apesar de não ser  da classe FFS  (Full Flight Simulator) dotada de braços eletro-hidráulicos para movimentos mecânicos, Pinho explicou que ele esta montado sobre uma plataforma vibratória, dispositivo mais adequado para a finalidade para a qual ele esta destinado, conservando todas as demais capacidades dessa categoria e  a qualificação de reproduzir praticamente todas as situações de voo sejam elas visuais (VFR)  ou por instrumentação (IFR).

É possível que no futuro esse simulador seja convertido para reproduzir  movimentos (full motion) caso a demanda justifique. Com relação aos primeiros acordos de treinamento, a CAE iniciou em 2011 conversas com a Policia Militar do Estado de São Paulo para treinar  pilotos do seu Grupamento de Radio Patrulha Aérea (GRPAe), cursos estes que serão iniciado em junho próximo.

Simulador CAE AS350

De acordo com o programa de expansão dos serviços prestados pela empresa no Brasil, no âmbito da área de helicópteros, chegará  no final de junho próximo um simulador para treinar pilotos de helicópteros Sikorsky S-92, iniciativa implementada em conjunto com a Líder Aviação. O equipamento estará disponível para operação regular em setembro.

Eric Bailleul, gerente de vendas da CAE para treinamentos envolvendo aeronaves do setor de asas rotativas nas Américas, ressaltou que os custos envolvidos no treinamento de pilotos utilizando o novo simulador são bastante atraentes e acessíveis, o que beneficiará um considerável numero de usuários de AS350 espalhados pelo País. Segundo o executivo, estima-se que mais de 120 empresas e organizações brasileiras possuem o AS350 como meio de movimentação aérea.

Auro Azeredo, coordenador do Comitê de Simulação e Treinamento da ABIMDE -Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (CSTA) e representante da E-Fly no evento, disse que a empresa esta envolvida nas ações de provimento de informações de mercado para apontar oportunidades de negócios onde ela poderia fornecer ambientes sintéticos, especialidade da organização. Azeredo destacou que a plataforma do novo simulador conjugada com a base de dados nele integrada para os programas de treinamento do AS350 vem complementar aquilo que a CAE tem oferecido como solução para a área até o momento.

Simulador CAE AS350

A base de dados modelada pela E-Fly reproduz, por exemplo, ambientes sintéticos correspondentes a todos os aeroportos da Grande São Paulo. Esse software de CBT (Computer-Based Training) foi desenvolvido com a colaboração da EFAI-Escola de Pilotagem S.A., dirigida pelo Comandante João Bosco da Cunha Ferreira, instituição especializada em treinamentos de emergência.

Em termos de avanços contidos no simulador, Azeredo destaca que, basicamente, ele representa uma versão atualizada em função das novas demandas da simulação FDT (Flight Device Trainer) Nível 7, ou seja, dos computadores ao softwares ele é de última geração.O software CAE Tropos embarcado no sistema esta dedicado para funcionalidades operacionais civis, especialmente para procedimentos de emergência em condições criticas e adversas, usando cenários sintéticos operacionais do Rio de Janeiro e São Paulo.

Quanto a esses cenários, a base de dados pode ser customizada de acordo com as demandas do treinamento, lembrando que no caso de aeronaves de asas rotativas o ambiente sintético não é extenso como acontece com a aviação de asas fixas. No que tange a operações militares e policiais, a base de dados é diferente e contém situações bastante especificas, como por exemplo, sobrevoo de áreas a baixa altitude à noite, entre outras possibilidades.

Da direita para a esquerda,  Alessandro Pinho (CAE), Auro Azevedo (CSTA e representante da E-Fly) e  Eric Bailleul (CAE)

Fonte: Tecnologia e Defesa / Fotos: Ivan Plavetz

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