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Pará – Após um ano do primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, o cenário da pandemia tem piorado em muitas cidades. A nova fase da pandemia, considerada ainda mais perigosa que a primeira, apresenta um crescimento expressivo nas remoções aeromédicas na região do Oeste do Pará. Um cenário novo tanto para os planos de saúde como para as empresas de transporte aéreo.

A opção de UTI aérea é primordial para cidades menores do interior, que não dispõem de suporte médico adequado. Beneficiários de planos de saúde de cidades do Oeste do Pará são normalmente levados para Santarém, Itaituba ou outras cidades maiores. Assim como pacientes de Santarém, que precisam de atendimento mais especializado, também são transferidos para outros hospitais.

Foto: Bruno Cecim / Ag.Para.

Na Unimed Oeste do Pará, por exemplo, no mês de fevereiro deste ano as remoções aeromédicas apresentaram um aumento maior que 1000%, quando comparado ao mesmo período do ano passado. No transporte realizado em aeronaves com suporte de UTI, uma equipe médica avalia o estado do paciente e a partir da auditoria, libera para a remoção, que é realizada com todo monitoramento do paciente no percurso entre o hospital de origem até o hospital de destino.

“Este grande aumento deve-se a nossa atual situação da pandemia, o que acarretou também um custo altíssimo para a operadora, pois temos pacientes distribuídos em 19 municípios do Oeste do Pará”, relatou a médica auditora da Unimed, Dra. Maria de Fátima Coelho. Segundo ela, as remoções são necessárias devido principalmente à falta de UTIs e atendimentos mais especializados para o tratamento de Covid-19 no interior.

A médica afirmou ainda que nos primeiros meses de 2021 as cidades de Porto Trombetas e Juruti foram as que mais apresentaram demandas de transporte aeromédico.

Reajuste do serviço

Para as empresas de táxi-aéreo que prestam esse serviço, houve um aumento de 60% nos voos somente esse ano. Apesar do quantitativo, as empresas já estavam preparadas para atender essa demanda. “Nós já tínhamos esse suporte, a empresa estava estruturada, pois a ANAC exige um número mínimo de tripulantes, independente da demanda”, disse o piloto, proprietário e diretor de operações da Opalair Táxi Aéreo, Aldair da Silva. De acordo como ele, as operações foram fragmentadas e cinco empresas de táxi-aéreo estão atuando em Santarém para suprir a demanda de voos aeromédicos.

Com relação ao reajuste de valores do serviço, ele explicou que o aumento no preço de combustível, insumos e medicamentos foi muito expressivo no país todo. “Teve medicamento que aumentou 300%, por exemplo, fora os insumos – luvas, máscara, higienização da aeronave e o risco de contágio, isso faz com que o preço do serviço aumente”, disse o empresário.

Vantagens do serviço no plano de saúde

O custo de contratação de uma UTI aérea é bastante alto quando realizado na modalidade particular e, mesmo com o aumento no valor do serviço por parte das empresas aéreas que prestam o serviço na região, a Unimed Oeste do Pará, único plano de saúde na região que comercializa esse produto, não repassou o aumento aos clientes.

Os beneficiários da Unimed local que tiverem o serviço aeromédico contratado no plano têm o transporte realizado em aeronaves homologadas, remoção disponível para todo território nacional com toda a segurança no trajeto entre os hospitais. Além disso, a Central de Atendimento fica disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, para solicitação do transporte de urgência.

Transportes realizados pelo Governo do Pará

Entre os dias 18 de janeiro e 16 de março, a Secretaria Estadual de Saúde já transferiu 309 pacientes com COVID-19 para conter o avanço da doença em 14 municípios da região Oeste, a mais afetada nesta segunda onda da pandemia. Desse total de remoções, 295 ocorreram por via aérea e 14 por via fluvial. Todas as transferências foram realizadas exclusivamente pela Central de Regulação da Sespa.

A Secretaria de Saúde utiliza as aeronaves do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (GRAESP) e de empresas de táxi-aéreo contratadas para o transporte aeromédico.

Foto: Marcelo Seabra / Ag.Pará.
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