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Desorientação espacial

ANAC realizará webinário BHEST sobre desorientação espacial no dia 25 de agosto

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) promoverá o “Webinário – BHEST sobre Desorientação Espacial”, às 16h, no dia 25 de agosto. Serão discutidos os temas Desorientação Espacial nas Operações Offshore; Desorientação Espacial: Aspectos Fisiológicos; e Desorientação no Acidente Aeronáutico – Estudo de Caso.

O evento será transmitido pelo canal oficial da ANAC no YouTube (clique no link para acessar). Durante as palestras, dúvidas poderão ser enviadas por meio da ferramenta de comunicação Sli.do (clique no link para acessar).

O objetivo do webinário é concentrar os esforços na disseminação da cultura, dos conceitos e das melhores práticas relacionadas à Segurança Operacional junto aos provedores de serviço da aviação civil, abrangendo temas relacionados aos trabalhos desenvolvidos pelo Grupo de Segurança Operacional de Helicópteros (BHEST) – (clique no link para acessar).

Além de promover temas específicos e iniciativas de segurança operacional que vem sendo estudados pelos grupos de trabalho do BHEST e/ou propostos durante as reuniões trimestrais do grupo.

O público-alvo são os gestores e executivos da aviação civil; Gestores de Segurança Operacional (GSO) e demais profissionais envolvidos com a segurança operacional dos segmentos de asas rotativas, os regidos pelo Regulamento Brasileiro da Aviação Civil n⁰ 135 e profissionais atuantes em áreas relacionadas (escolas, centros de treinamento, centros de instrução).

Desorientação espacial na aviação – o que você precisa saber para evitar acidentes

Live – Na quarta-feira, dia 24 de novembro, às 19h30, o Fisioterapeuta e Sargento Enfermeiro Veterano da FAB, Professor Segalla, será o protagonista de live sobre “Desorientação espacial na aviação – O que você precisa saber para evitar acidentes“. Será uma conversa com Eduardo Beni do site Resgate Aeromédico e Diretor da Evoluigi.

Segalla é fisioterapeuta, psicólogo e sargento enfermeiro veterano da Força Aérea Brasileira, especialista em ensino superior pela UNINTER, professor de fisiologia de voo no Ground School Aeromédico, promovido pela Evoluigi Treinamentos, professor da cadeira de fisiologia aeroespacial na Faculdade CENSUPEG, na Pós Graduação em Enfermagem Aeroespacial.

Além isso, é professor da matéria de Fisiologia de Voo na Pós Graduação em Operações Aéreas de Segurança Pública na Academia Superior de Polícia Civil do Paraná e professor de Aspectos Fisiológicos da Aviação no Aeroclube do Paraná, na Escola de Aviação CWB, na Escola de Aviação Drakon e na EPA Training Center.

A live será transmitida simultaneamente nos canais do Resgate Aeromédico no YouTube e no Facebook.

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Com o objetivo exclusivo de disseminar a cultura de segurança de voo com helicópteros no Brasil, o vídeo “56 Seconds To Life” produzido pelo USHST foi legendado em português.

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178 segundos…

Existem alguns textos que de tão virais, acabam perdendo o vínculo com a fonte e adquirindo vida própria. Esse artigo foi publicado em 06 de setembro de 2009 e em 2015 o Norte Verdadeiro, em parceria com a 7600 Comunicação, Divisão de Segurança de Voo do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar de São Paulo e a Bravio Avionics editaram um vídeo. Você pode ler o texto ou assistir ao vídeo que está logo em seguida.

178 Segundos

Se algum dia você for tentado a decolar com tempo duvidoso e não tiver sido treinado a voar por instrumentos leia este artigo antes de sair. Se apesar de tudo você decidir ir e perder o contato visual comece a contar regressivamente a partir de 178 segundos.

Quanto tempo um piloto sem IFR pode esperar viver, depois que entra em condições adversas e perde o contato visual? Pesquisadores da Universidade de Illinois encontraram a resposta a essa pergunta. 20 estudantes “cobaias” simularam um vôo em tempo adverso e todos entraram em atitude anormal.

O resultado era diferente em um aspecto: o tempo que se passava até a perda do controle. Esse intervalo variava 20 a 480 segundos. O tempo médio era de 178 segundos, ou seja, faltando 2 segundos para completar 3 minutos.

Eis o cenário fatal…

O céu está muito nublado e a visibilidade é restrita. A visibilidade de 5 Km do Boletim Meteorológico parecem ser inferior a 2Km, e você em vôo, não consegue avaliar a base da camada. Seu altímetro acusa 3.500 pés. Seu mapa diz que a topografia local atinge pontos com até 2.900 pés. Pode até haver linhas de transmissão por perto, porque você não sabe com certeza o quanto está fora do curso. Mas, você já voou em tempo pior que este, então continua.

Inconscientemente, você começa a diminuir um pouco a atenção nos instrumentos de controle para tentar enxergar mais claramente essas linhas de transmissão. De repente você está nas nuvens. Você se esforça para enxergar na neblina, tão branca, que seus olhos começam a doer. Você luta contra uma sensação no seu estômago. Você engole, só para descobrir que sua boca está seca. Agora você percebe que deveria ter esperado o tempo melhorar. Seu compromisso era importante, mas não tanto assim. Em algum lugar uma voz fala: “É isso aí – tudo passou”.

Agora você tem mais 178 segundos de vida. Você sente sua aeronave como em equilíbrio mas sua bússola gira devagar. Você comanda levemente a direção para cessar o desvio, mas isso parece ser artificial, e assim você volta os comandos a sua posição anterior. Isso dá uma sensação melhor mas sua bússola agora vira mais rapidamente e a velocidade está aumentando.

Você esquadrinha seu painel para receber ajuda, mas o que você vê de uma maneira ou outra não lhe parece familiar. Você tem certeza que só se trata de uma situação ruim. Em poucos minutos você sairá dela.

Agora você tem mais 100 segundos de vida. Você olha para seu altímetro e se assusta. Você já está a 2.800 pés. Instintivamente você aplica potência no motor mas o altímetro insiste em acusar um climb negativo. O motor trabalha a toda força e a velocidade está quase no máximo.

Você tem mais 45 segundos de vida. Agora você transpira e treme. Alguma coisa deve estar errada com os comandos; diminuir a potência só faz o indicador de velocidade entrar mais ainda no vermelho. Você escuta o vento puxar a aeronave.

Você tem apenas mais 10 segundos de vida. De repente, vê o chão. As árvores se aproximam rapidamente. Se virar sua cabeça o suficiente verá o horizonte, mas ele está num ângulo incomum. Você está de cabeça para baixo.

Você abre sua boca para gritar, mas não resta mais tempo…..

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Causas da desorientação espacial

Desde 1954 desorientação espacial tem sido um fator significante dentro de 4 a 10% de todos maiores acidentes. Desorientação espacial ou “vertigem de piloto” é uma condição na qual aparece quando um piloto não pode determinar acuradamente a localização da superfície terrestre.

Todos pilotos são suscetíveis a ela e podem experimentar ilusões sensoriais enquanto voam à noite ou em certas condições meteorológicas adversas.

Estas ilusões podem conduzir a um conflito entre indicações de atitude real e o que o piloto “sente” da atitude no espaço que [ele ou ela] está.

Pilotos desorientados não podem estar a par de seu erro de orientação ao todo. Muitos se acidentam enquanto atarefadamente engajados em algumas tarefas que tomam sua atenção para muito longe dos instrumentos de vôo.

Outros percebem um conflito entre seus sentidos corporais e os instrumentos de voo, mas acidentam-se porque eles não podem resolver o conflito. É importante lembrar que ilusões sensoriais ocorrem independentemente de proficiência e experiência de piloto.

Um entendimento básico dos órgãos de equilíbrio, dos mecanismo fisiológicos de várias ilusões e as condições de voo, onde estas ilusões podem ser esperadas, podem ajudar o piloto bem-sucedido enfrentar desorientação espacial.

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