TCU afirma que é lícita a utilização de pregão para a aquisição de helicópteros

Através de representação formulada pelo Ministério Público junto ao TCU apontou-se supostas irregularidades em procedimentos licitatórios para aquisição de helicópteros com recursos oriundos de convênios celebrados pelo Ministério da Justiça com dezenove estados e o Distrito Federal.

Destacou-se, entre os possíveis vícios apontados na representação, a “utilização de pregão como modalidade licitatória para aquisição de aeronaves”. O relator manifestou-se favoravelmente à adoção de pregão para a aquisição das aeronaves, “por não vislumbrar infringência ao disposto no art. 1º da Lei nº 10.520/2002, nem prejuízos ao resultado do certame decorrentes da opção por essa modalidade”.

Valeu-se ainda, com o intuito de justificar tal conclusão, do pronunciamento do relator de Representação, que norteou a prolação do Acórdão nº 157/2008-Plenário, em que se examinou matéria similar: “A aeronave licitada é um bem cujos padrões de desempenho e qualidade foram objetivamente definidos pelo edital mediante especificações usuais adotadas no mercado aeronáutico, ou seja, são inteligíveis a todos os licitantes que possuem condições de fornecer o referido bem e estejam interessados em participar do certame.

Assim, para os fins previstos na lei, a aeronave em tela pode ser considerada um bem comum”. O Tribunal, então, ao endossar a proposta do relator, considerou, quanto a essa e às demais ocorrências apontadas, improcedente a representação.

Referências: Acórdão nº 157/2008-Plenário. Acórdão n.º 3062/2012-Plenário, TC-004.018/2010-9, rel. Min-Subst. Weder de Oliveira, 14.11.2012.

Fonte: Informativo TCU No 132.

17 COMENTÁRIOS

  1. Recomendo a toda comunidade da aviação de segurança pública que deem uma lida no Acórdão nº 3062/2012-TCU/Plenário, pois traz o resultado de uma fiscalização orientada (FOC) especificamente em todo programa de aviação de segurança pública que foi implantado no período de 2008 a 2010 e que, infelizmente, foi descontinuado. O acórdão do TCU atesta a plena regularidade de TODOS os procedimentos adotados – fato extremamente raro em uma fiscalização orientada. Parabéns ao Ten-Cel PMDF Gonçalves e ao Dr. Ricardo Balestreri pelo extremo salto de qualidade que proporcionaram à aviação de segurança pública do Brasil, disponibilizando os excelentes serviços das operações aéreas à sociedade brasileira, além de fomentar o desenvolvimento e qualificação da segurança pública, pois todos sabemos que a aviação conduz ao aperfeiçoamento de todas as áreas de segurança pública e defesa civil.

  2. Pronto, pessoal! O que mais vocês querem para comprar outra coisa que não seja o Esquilo? A decisão está mais do que evidente de que quem tem o “poder” de decidir o que o poder público quer são VOCÊS. Não caiam mais na conversa fiada de escolher o “barato que faz tudo” porque não cola mais. Não deixem a política interferir no trabalho de vocês. Elaborem Termos de Referência que atendam às suas necessidades. Fica a minha torcida para que um dia a preferência sejam biturbinas. Já passou da hora de termos mais helicópteros biturbinas voando pelo Brasil. Deem esse salto de qualidade no trabalho de vocês não por interesse próprios, mas pelo bem do Brasil.

    • Caro amigo. Primeiramente o anonimato é vedado pela Constituição Federal, e a expressão livre é garantida. Portanto acho salutar a identificação de todos os interessados realmente em desenvolver a segurança pública brasileira. O pregão permite a ampla participação de empresas, mediante a definição de adequados parâmetros de acordo com as necessidades do órgão licitante. Em toda a minha experiência com contratações no Governo Federal (que modestamente não é pouca), não vislumbro qualquer fundamento fático que possa chegar na sua conclusão, de que o pregão seria mais favorável à aquisição de “esquilo”. Também não entendo a fundamentação para a preferência por “biturbinas”, pois, do ponto de vista técnico (pois também sou piloto de helicóptero habilitado em aeronaves mono e birreatoras, com mais de 2500 horas de voo), há vantagens e desvantagens. Acredito sim no dimensionamento adequado da aeronave à missão pretendida, conforme defendido pelo Mestre em Engenharia Aeronáutica pelo ITA, Jackson Lima, em um processo transparente de avaliação. Fica aqui minha sugestão: que se faça uma crítica construtiva e fundamentada ao desenvolvimento da aviação de segurança pública, com a devida identificação para conferir credibilidade às suas palavras. Bons voos a todos.

    • Sr AvSegPub, vou fazer algumas perguntas e gostaria de saber seu ponto de vista quanto às vantagens e desvantagens de um helicóptero biturbina. Nessas perguntas não vou considerar as vantagens das aeronaves bimotoras quanto a “maior segurança” e voar IFR, pois já saem, relativamente, na frente no quesito vantagem. O Maj Duton e outros já escreveram sobre isso e defendem as aeronaves bimotoras, como eu. Precisamos saber quantas, quanto ($) e para que:

      1) Vc sabe o número de aeronave monomotoras e bimotoras vando em atividade policial no mundo, percentualmente?
      2) Qual o custo de manutenção de uma aeronave bimotora comparado a uma monomotora;
      3) Qual o impacto no preço do contrato de manutenção de motores ( se tiver 5 aeronaves bimotoras terá 10 motores), comparativamente às aeronaves monomotoras;
      4) Qual o impacto no preço do seguro aeronáutico, comparativamente às aeronaves monomotoras;
      5) Qual o custo de treinamento dos pilotos e mecânicos, comparativamente às aeronaves monomotoras;
      6) Qual a diferença de preço de compra de uma aeronave bimotora e monomotora?
      7) Em uma unidade que atua no resgate e na atividade policial, quanto custa uma aeronave bimotora full equipamentos em comparação a uma monomotora?;
      8) Qual o impacto no orçamento de determinado Estado na pasta da segurança publica (do mais “rico” ao mais “pobre”) (compra, manutenção, seguro, treinamento);
      9) Qual o espectro de operações das aeronaves bimotoras e das monomotoras na operação policial e resgate;
      10) Quantos helipontos de hospitais no Brasil possuem capacidade para aeronaves com mais de 4 toneladas;
      11) Quantos modelos de helicópteros bimotores temos disponíveis no mundo e quais seriam os mais adequados para a atividade policial e resgate, num escala. Considere as diferentes categorias e suas diferenças técnicas (algumas inviabilizam inclusive a comparação);
      11) Quanto impacta a inclusão de equipamentos policiais/salvamento/resgate em uma aeronave bimotora e em uma monomotora, é o mesmo?
      12) Qual o número ideal, em porcentagem, entre aeronaves monomotoras e bimotoras em uma unidade de aviação policial ou de resgate, é relevante?

      Como gestor, são perguntas básicas para iniciarmos uma discussão construtiva…..ou então escrever de forma técnica sobre o assunto, como muitos já fizeram. Alias, como sempre, fica o convite.

      Eduardo Beni

      • Eh isso ai, Beni! Temos que promover um debate tecnico e de alto nivel. Todos sabem da minha preferencia pelos bimotores pelo “simples” argumento da seguranca da tripulacao e das pessoas sobrevoadas no solo, mas as suas questoes aqui colocadas sao de grande relevancia e pertinencia para qualquer bom gestor. Com a promocao de debates tecnicos e construtivos como este, toda a nossa comunidade so tem a ganhar. Minha monografia de CAO feita em 2010 pode ajudar, mas nao esgota o assunto, tampouco esta livre de imperfeicoes. Desejo que mais aviadores da AvSegPub se debrucem sobre o tema. Bons voos a todos! Cmte Rodrigo Duton – MAJ PMERJ Operacoes Aereas RJ

  3. Muito Bom comentário…..!!!

    Fico feliz em ver que os profissionais (Cmt Duton e Cmt Lautert), estão atentos e repassando o que de fato deve ser feito para uma Aviação de Segurança Pública dentro da realidade do nosso pais.

    FORÇA BRASIL……!!!!!

  4. Caro Beni, entendo a sua preocupação com os impactos que os assuntos aqui levantados possam resultar. No entanto, não seria esse o objetivo do site, levantar a discussão e fazer dela um local para troca de opiniões e ideias, independente de quem as expressa? Por isso, espero continuar expressando-as em alto e bom nível como sempre procurei fazer. No entanto, com relação às perguntas que me dirigiu, sugiro que não perca muito tempo comigo, que, provavelmente, levaria um bom tempo para respondê-las e as buscasse no GRAPAe/SP. Tenho certeza que a PMESP deve ter todas estas respostas. Afinal, não foram licitados (por pregão eletrônico) 6x EC145 pro GRPAe/SP? Estou convencido de que pela experiência e qualidade técnica do corpo de profissionais que fazem parte do GRPAe estas perguntas foram respondidas e colocadas na Justificativa do Projeto para adquirir tais aeronaves. Portanto, que tal ganharmos tempo e solicitar a PMESP que publique as justificativas que a fizeram optar pela aeronave “birreatora” e não pelo Esquilo no referido processo.

    Acho engraçado a maneira como a questão da segurança operacional (ou segurança de voo) é tratada pela imensa maioria do pilotos da Aviação de Segurança Pública. “Tudo bem. Vamos comparar as aeronaves, mas não leva em conta a segurança, o IFR, a capacidade de carga, a tecnologia empregada e blá blá blá”. É óbvio que o custo de uma aeronave monoturbina é inferior ao de uma biturbina. Como é óbvio que uma aeronave monomotora apresente uma menor performance que uma biturbina. Aonde está a dúvida? Estou considerando, evidentemente, aeronaves da categoria leve com até 3.000 kg, 2+6 pax e etc – aeronaves homologadas pelo RBAC 27.

    A minha torcida (pessoal) existe para que os “gestores” abram suas cabeças e deixem de colocar a vida de seus colaboradores em riscos desnecessários. O mundo está repleto de oportunidades e soluções para a Aviação, em especial a de Segurança Pública. A minha indignação e estarrecimento é que na cabeça de muitos tomadores de decisão, somente o Esquilo pode resolver todos os problemas da aviação. Isso é impressionante! E olha que em alguns casos as soluções são tão gritantes que nem de uma justificativa técnica plausível é preciso (a decisão do TCU está aí para corroborar a minha opinião). Às vezes, me pergunto até quando essa visão minimalista e de “coitadinho” vai perdurar na cabeças do povo brasileiro. Se tem algo que é bom e cabe perfeitamente para trabalhar, porquê não usar? É lógico que não estou defendendo que somente se tenham biturbinas no Brasil. Ao contrário. Penso que eles tem o seu espaço, porém as suas missões estão sendo indevidamente realizadas pela “porcaria” do Esquilo. Há uma verdade incontestável na cabeças de muitos aí que o Esquilo faz tudo e sinceramente ele não faz. Tem algumas vantagens indiscutíveis em relação à categoria, mas quando falamos de aeronave para resgate com segundo piloto, sinto muito aos que a utilizam, mas VOCÊS ESTÃO ERRADOS! (ética e moralmente, é claro.) Afinal, nossa legislação é tão cega nesse campo, quanto a decisão que fora proferida pelo TCU.

    Voltando a questão da decisão, entendo que ela foi excelente para a Aviação de Segurança Pública como um todo. Não somente para desanuviar qualquer tipo de mal entendimento que existia quanto aos processos de aquisição de helicópteros, quanto para direcionar e nortear os próximos processos. Ela abriu precedentes históricos e a Aviação deve se valer dela. A minha observação restringe-se apenas à competitividade nos certames. Penso que faltou ao TCU um pouco de aprofundamento na apuração dos fatos, porque concordar, que o fato de empresas como EDRA (que vende Schweizer) e Tradewinds Aircrafts (que nunca ouvi falar) tenham garantido a competitividade dos certames… sinto muito, mas faltou um pouco de sensibilidade, ou até mesmo conhecimento sobre a matéria. No entanto, a decisão está proferida e as portas estão abertas. Cabe agora a cada um dos gestores fazerem valer de seus cargos e funções e correrem atrás de novas aeronaves. A minha torcida continua e continuará para que sejam empregadas as melhores práticas. Quem sabe não esteja na hora dos biturbinas leves começarem a participar da Aviação de Segurança Pública do Brasil?

    • Caro AvSegPub, vou seguir o seu conselho: “…sugiro que não perca muito tempo comigo…”

      Essas são realmente dúvidas e ainda não tenho todas as respostas, pensei, que como uma pessoa tão conhecedora do assunto poderia nos ajudar em algumas delas. Uma pena.

      Eduardo Beni

      • Caro Beni, sinto informar, mas em momento algum me coloquei em posição de superioridade aos demais, tampouco de profundo conhecedor de tudo. Tenho sim, uma grande curiosidade sobre a matéria, uma boa bagagem na área, costumo me atualizar mundo afora, porém nem se eu quisesse assumiria o posto de oráculo da AvSegPub. Estamos TODOS, sem exceção, no mesmo nível. Quando me manifesto, procuro levantar um pouco da visão de quem está de fora e que torce muito pelo futuro da Aviação de Segurança Pública. Peço encarecidamente, que não interprete, em momento algum, qualquer comentário que eu venha a proferir para o lado pessoal. Não é esse o meu objetivo, nem o meu hobby. O que procuro “combater” é esse sistema cruel que está implantado e tem muita vista grossa sendo feita por aí. Agora, se ao invés de me inquirir, decidir buscar tais informações lado-a-lado, aí sim, podemos tranquilamente e com bastante tempo, haja vista que as perguntas não são tão simples assim, buscar resolvê-las. Eu também gostaria de ter tais respostas, porém nunca tive tempo suficiente para providenciá-las. Apesar da grande maioria das perguntas serem “fáceis” de responder, a comprovação científica poderá levar algum tempo. Receio, inclusive, que em alguns casos, como preços de manutenção, aquisição e seguro, por exemplo, não consigamos obter o resultado bruto. Contudo, podemos iniciar coletando cada um a sua maneira algumas informações e depois juntamos em um documento só. Penso ainda que a discussão poderia ser aberta aos demais leitores para que participem da coleta de informações, como é feito no Wikipedia. Se puder criar um espaço específico dentro do “pilotopolicial” seria excelente. Caso julgue a proposta interessante, tens o meu email e podemos continuar trocando informações sobre a temática. Fica a minha sugestão.

  5. Caros Duton e Beni, sou colega de profissao e de aviaçao do DPF. Gostaria de saber como contactá-los por e-mail.. não sei se posso colocar aqui o meu endereço eletrônico. Portanto, caso nao seja permitido, já adianto minhas desculpas, haja vista nao ter visto nenhuma proibiçao. Enviem e-mail para meu endereço que respondo com o questionamento sobre GroundSchool AS350 B2 e 355N. Grato.

  6. Prezados Senhores,

    Estou bastante triste com o rumo que o Site Piloto Policial está tomando. No início tratava-se de uma iniciativa de pessoas apaixonadas pela aviação e que tinham um objetivo: divulgar as notícias da aviação de segurança pública. No meu ponto de vista o site tornou-se um “canal de divulgação” da Eurocopter. Basta observar os patrocinadores e as propagandas e ver a forma em que é defendido nesta espaço os produtos que a Helibras representa no Brasil.

    Sou aviador e minha visão é que temos que evoluir na aviação. Existem unidades aéreas do mundo que operam com equipamentos biturbinas médios, como o ENEM de Portugal que opera com um Bell 412.

    O trabalho que o Águia realiza em São Paulo é fantástico, e tenho acompanhado nos Episódios “Aguias da Cidade”. mas vamos descrever abaixo os fatores negativos da operação com o Esquilo:

    01 – Em todos os programas as vitimas graves são transportadas na aeronave e geralmente os pés destes pacientes vão para fora da aeronave. Pergunta: com uma fratura em membros inferiores e a uma velocidade de 100 kts, por mais que esteja em prancha, o paciente não fica prejudicado?

    02 – observei em um episódio, se não me engano, o chefe do grupamento chamando a atenção de um tripulante que ao desembarcar na aeronave esbarrou no comando coletivo e poderia ter provocado um acidente, será que em uma aeronave maior, onde tem a separação da cabine de comando, com a cabine de tripulação nao seria melhor?

    03 – em caso de apagamento de motor (único), os tripulantes operacionais e médicos que voam ajoelhados na aeronave e ficam somente presos por “rabo de macaco”, não sofreriam ferimentos graves em um pouso forçado, devido não estar sentados no banco da aeronave e com cinto de Segurança apropriado.

    04 – observei também que em um episódio que uma médica tentava fazer um massagem cardíaca em um vítima, esta profissional não tinha espaço apropriado e a execução da massagem ficava prejudicada.

    05 – Sou Piloto de Helicóptero e vejo o “sofrimento” e a tensão dos comandantes ao decolarem de áreas restritas, com muito peso, o olho fica “colado” nos instrumentos, trabalhando nos limites da máquina.

    Assim, será que não é o momento de rever esta filosofia do “faz tudo”, afinal o Brasil e uma nação rica e esta desculpa que unidades da federação não ter recursos para manter um único helicóptero de porte médio, onde o paciente pode ser transportado de forma digna é seus tripulantes tenham segurança e conforto é no minimo desrespeitoso.

    Precisamos sim de aeronaves maiores, de aeronaves bi-turbinas, de aeronaves que operam dentro da segurança e não no “limite”, precisamos de equipamentos como o Agusta Grand New, Bell 429, Dolphin N4 – Eurocopter..etc.

    Precisamos de segurança para a tripulação e vítima, pois a forma que estão construindo e defendo a aviação para os Monoturbinas no Brasil é para ficarmos em estado de alerta e verificarmos os interesses pessoais e comerciais envolvidos nestas transações.

    Aeronaves como o Esquilo, Bell 407, Jet Ranger não são adequadas para um trabalho “faz tudo”, são equipamentos que foram ótimos para o inicio da aviação de segurança pública, precisamos evoluir, precisamos ter segurança em nossos voos, precisamos de dois motores, pois se um falhar teremos o outro para pousarmos com segurança. Devemos lembrar que o apagamento de um único motor pode ser por diversas causas, e na área policial pode ser por um tiro no único motor.

    Deixo bem claro que admiro o trabalho do grupamento aéreo de São Paulo, este grupamento faz muito pela população, mas precisamos de investimentos na Aviação de Segurança Pública, investimentos sérios.

    Se perguntarmos aos Policiais de todos Grupamentos Aéreos, seus familiares e a sociedade se o Brasil tem recursos para comprar aeronaves bi-turbinas, onde o voo seja mais seguro e a vida de todos a bordo tenha menos riscos, qual seria a resposta?

    A minha é que sim.

    Aguardo as réplicas.

    AvSegPub II
    Rio de Janeiro/RJ

    P.S. se não ocorrer a publicação destes comentários, terei a certeza que o “velho site” Piloto Policial deixou de existir.

    • Acho que o caminho é por aí, AvSegPub II. Também acredito existirem muitas perguntas não-respondidas, ou mal respondidas, na AvSegPub e precisamos encará-las com profissionalismo, transparência e com toda a responsabilidade que a matéria exige. Na minha opinião, no tocante à administração do site, ele realmente passou por um período em que as coisas estavam funcionado de uma outra forma e agora está, penso eu, voltando a ser como era no início. “Um local para apaixonados pela Aviação de Segurança Pública, independente de cor ou bandeira e com um conteúdo repleto de informações substanciais para a construção de uma AvSegPub cada vez melhor.” Os administradores me corrijam se eu estiver errado, por favor.

  7. Prezados amigos,

    Em primeiro lugar gostaria de agardecer as palavras do Dr. Lautert ao referir meu nome em um período que tivemos o maior avanço da Aviação de Segurança Pùblica do Brasil. Tenho orgulho de ter contribuído por este processo, mas conseguimos os bons resultados porque tinhamos a participação de todos no processo, onde que sabia mais, ajudava quem sabia menos, até que a cultura estivesse nivelada, alcançando excelentes resultados tais como:

    Aquisições: Repasse de recursos federais para a compra de mais de 30 aeronaves aos estados e incentivo aos estados “ricos” para investirem nesta atividade, obtendo um saldo de 43 helicópteros adquiridos em 04 anos, aumentando a frota em 40% de Aviação de Segurança Pública e Defesa Civil.

    Competitividade: Embora ainda prevaleceu a venda de “esquilos”, abrimos todos os certames para a pariticipação de outras empresas, por isso hoje temos a Agusta em Goiás e Santa Catarina, a Bell na Rodoviária Federal ( 412 biturbina ), o EC 130 B4 no Paraná. Todos sabíamos que isso é um processo difícil, pois a Eurocopter tem um rol de aeronaves de A a Z, e por ter investido no País no idos dos anos 70, leva vantagem tributária e preço ante seus competidores, além de possuir grandes programas “Off set” com o Governo Federal. Eles hoje dominam a legislação de compra no País e levam muita vantagem em certames de “menos preço”, ou seja, preção, concorrências, etc. Nós como gestores seguimos a legislação e torcemos para que as outras empresas, sejam mais agressivas na venda de aeronaves para o setor público, pois a Eurocopter domina esta prática. Recomendo que a Bell, Agusta, SK, MD, invistam no Pais com suas montadoras, acreditem no mercado nacional, como a Eurocopter fez em 1974. Proponham aos Governos estaduais e Federal um entrega grande de aeronaves para determinado seguimento, com transferência de tecnologia “Off set” e geração de emprego e renda, pode seu um caminho positivo, mas sabendo que os lucros virão no futuro e não nos primeiros anos de investimento. Enquanto isso, ou se compra por inex ou a Eurocopter vencerá todos os certames, seja qual for a aeronave, desde que ela queira participar, este é o fato.

    Educação e Ensino: Em quatro anos, fizemos um curso teórico de piloto de avião e helicóptero, com 70 alunos e tivemos quase 100% de aprovação na banca da ANAC ( PP e PPH ), fato inédito no país. Hj este alunos estão voando pelos seus estados ou fazendo o curso prático. Fizemos um curso de mestrado no ITA para 06 profissionais de Aviação de Segurança Pública, em Segurança de Voo, aos custos da SENASP, ampliando nosso nível científico. Abrimos as portas no EB para o curso de pilotagem tática e de combate, com 02 oficiais de Segurança Pública ( 01 PM e 01 BM ), hoje são formadores de doutrina e instrutores.

    Além disso criamos diversos grupamentos aéreos:
    CIPAER – TO, CIOPAER – AC, RO, CBMGO, PCGO, PR, PCRS, CBMSC, SSP-SE, AEAP-DFNSP, GRAER-AM, além de ampliação, reformulação e reestruturação de outros tantos. Mas deixamos também para esta gestão o seguinte:

    01 – CONAV – Desativado e nada mais se falou;
    02 – Legislação de Aviação de Estado – RBAC90 – Encaminhado à SENASP e até o momento sem notícia;
    03 – Aviação para as ações de froteira – Abandonado pela SENASP-MJ;
    04 – PRONAVSEG – Arquivado e abandonado pela SENASP-MJ;
    05 – Aviação para os grandes eventos – COPA 2014 e Olimíadas 2016 – Desinteresse da Sec de Grandes Eventos e do MJ;
    06 – Plano Nacional de Mobilização de Aeronaves – Reeditado pela SENASP, em andamento, mas sem investimento algum na atividade, somente uso das aeronaves dos estados em ações pontuais;
    07 – Escola Nacional de Aviação de Segurança Pùblica – Abandonado, porém o DF possui já área destinada para implantação, falta política pública do governo federal;
    08 – Aviação da FN – Sucateada, com sua aeronave baixada a mais de 01 ano e meio e a ajuda aos estados abandonada;
    09 – Convênio com a FAB para a compra do Avião de transporte de tropa e do Helicóptero 725 para a Força Nacional – Abandonado pela SENASP e MJ, ainda existe o interesse da FAB, pois os helicópteros estão sendo montados no Brasil;
    10 – Aviação do SAMU em parceria com os Bombeiros – Abandonado e nem se fala nisso.
    11 – Olhar da Segurança – Implantado em parte pela Secretaria de Grandes Eventos, mas sem a compra de aeronaves e sim imageadores térmicos para as cidades sedes.

    Bom amigo, certa vez ouvi falar uma frase ” o TC Gonçalves fala muito e não banca o que faz”, bom, os resultados estão aí, citados em parte para os senhores. Se fizessem o que foi iniciado, estávamos melhor hoje, com vários bi-turbinas, e não precisaria criar nada novo.

    Precisamos nos reunir novamente, como o CONAV fazia, e buscar novos pais, pois a SENASP e o MJ nos deixaram órfãos. Talvez o caminho seja a Secretaria de Aviação Civil – SAC, criando o Departamento de Aviação de Estado, aos moldes de outros países, assim avançaremos como precisamos.

    Bom fim de semana a todos

    TC GONÇALVES – PMDF
    Diretoria de Projetos – DIPRO

Escreva um comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

14 − nove =

Comentários que contrariem a lei, a honra e a intimidade serão moderados.

Comentários

comentários