Unidade de aviação do Departamento de Polícia de Gwinnett (EUA)

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Há quase 40 anos, um tipo diferente de unidade policial tem patrulhado o Condado de Gwinnett.

Nos últimos 39 anos, o Departamento de Polícia do Condado de Gwinnett tem operado uma unidade de aviação para o patrulhamento aéreo do condado.
Nos últimos 39 anos, o Departamento de Polícia do Condado de Gwinnett tem operado uma unidade de aviação para o patrulhamento aéreo do condado.

Seus oficiais usam macacões, capacetes e fones de ouvido com microfones inclinados em direção aos seus lábios. Eles voam a 153 metros de altura de dia e 306 metros à noite, mantendo o olhar atento sobre os bairros dominados pelo crime e auxiliando os oficiais trabalhando em solo. Eles conseguem chegar, do Aeroporto de Lawrenceville, a qualquer canto do condado em menos de 10 minutos, mesmo na pior hora do rush. A operação da unidade deles foi iniciada em 1975, sob a liderança do então comandante John Crunkleton.

“As unidades de aviação estavam começando a ser reconhecidas como uma ferramenta valiosa na aviação policial,” explicou Lou Gregoire, atual gerente de aviação da polícia de Gwinnett. “As agências que tinham alguma área para cobrir reconheceram que poderiam cobrir essa distância de forma muito mais rápida e segura do que em um carro de patrulha. Um ou dois oficiais no ar, em um helicóptero, podem desempenhar o trabalho de cerca de cinco carros de patrulha.”

O gerente da unidade de Aviação da Polícia do Condado de Gwinnett, Lou Gregoire, próximo a um dos helicópteros da unidade no Aeroporto de Gwinnett, em Briscoe Field, Lawrenceville, após retornar do serviço. (Foto: David Welker)
O gerente da unidade de Aviação da Polícia do Condado de Gwinnett, Lou Gregoire, próximo a um dos helicópteros da unidade no Aeroporto de Gwinnett, em Briscoe Field, Lawrenceville, após retornar do serviço. (Foto: David Welker)

Esses benefícios são reconhecidos até hoje. “Nosso helicóptero é capaz de responder a incidentes rapidamente e a fornecer informações valiosas, o que melhora a eficiência e a segurança dos oficiais em solo”, disse o chefe de polícia Charlie Walters, que está à frente da polícia de Gwinnett há 11 anos. “A unidade de aviação é um recurso vital no fornecimento de serviços eficazes de aviação policial para os cidadãos do Condado de Gwinnett.”

É claro que, depois de 39 anos, a forma como esses serviços são entregues mudou um pouco.
A unidade começou com alguns “helicópteros tipo MASH” e pilotos da época da Guerra do Vietnã. Por alguns anos, eles até operaram um Cessna bimotor que foi usado para buscar os prisioneiros de outras jurisdições que eram procurados em Gwinnett, dentro de 500 milhas náuticas (cerca de 575 quilômetros de estrada).

Hoje em dia, dois helicópteros McDonald Douglas, mais modernos — embora com mais de 20 anos de idade — compõem a frota da divisão. A manutenção e os cuidados constantes mantêm as máquinas em processo de envelhecimento à altura da tarefa. O número de oficiais designados a qualquer momento para a unidade agora são, frequentemente, pilotos recreacionais que são trazidos de serviços rodoviários.

Gregoire, que cresceu voando e serviu a Força Aérea dos Estados Unidos como mecânico, disse que o trabalho policial é diferente quando se está a centenas de metros acima do solo, embora alguns princípios sejam os mesmos. “Não temos que lidar com pessoas. Desempenhamos mais um papel de apoio,” disse ele. Mas, lidar com o crime é “um instinto que você desenvolve ao longo de anos de trabalho policial, e ele pode ser transferido do carro policial para o cockpit sem grandes problemas”.

Com 1.114 quilômetros quadrados de território para cobrir, os oficiais designados para o trabalho aéreo recebem bastante tempo para exercitarem essas habilidades. A unidade normalmente voa todos os dias e noites. Depois de escurecer, são necessários dois oficiais, um para voar e assistir uma tela mostrando os vídeos das câmeras de visão noturna sob o helicóptero e outro para se comunicar, através do rádio, com as outras unidades.

Geralmente, Gregoire diz, os pilotos contribuem para casos de pessoas desaparecidas, serviços de buscas perigosas e perseguições de suspeitos. Não que os oficiais em solo não consigam lidar com isso — mas, eles não conseguem visualizar tão bem. “Quando você tem uma visão de 153 metros de altura, não é como em um avião onde os detalhes são muito pequenos; você consegue ver indivíduos passeando com seus cachorros, você consegue ver que tipo de cachorro eles são,” disse Gregoire. “Quando alguém está em solo correndo da polícia, você consegue ver que tipo de roupa estão vestindo….” A visibilidade e a velocidade são os principais fatores que valorizam a unidade.

Avisar aos criminosos que o Departamento de Polícia do Condado de Gwinnett está acompanhando-os também é importante. A equipe de análise de crimes do departamento de polícia encaminha regularmente dados sobre as tendências dos crimes e os “pontos quentes”, como diz o gerente de aviação, e quando não estão atendendo outras chamadas, os oficiais de aviação patrulham essas áreas. “Isso já impede os crimes, apenas por rodearem no ar,” disse Gregoire.

Eles, às vezes, também patrulham as estradas principais em busca de violações de condução. Quando vêem algo anormal, os oficiais de aviação alertam os oficiais em solo, que vão até o local e terminam o trabalho.

Para alguns, o papel de apoio faz a jornada de trabalho parecer menos empolgante ou satisfatória para os oficiais aviadores do que para aqueles enfrentando de fato os suspeitos cara a cara e prendendo-os. Mas, se a atitude do Gregoire indicar algo, a unidade está indo muito bem, trabalhando dia sim dia não, dando assistência às tropas em solo e nunca recebendo a glória.

Eles estão felizes por trabalharem em equipe. Além disso, um helicóptero é um pouco mais interessante do que uma viatura policial. “É um passeio no tapete mágico”, Gregoire disse. “Não acredito que eles me deixam fazer isto todos os dias. Eu costumo dizer que sou uma das cinco pessoas mais sortudas no departamento. Não tive que ir trabalhar desde que vim para aviação.”

Fonte: Gwinnett Daily Post/ Reportagem: Joshua Sharpe

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