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Aeromédico do Brasil: Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais

Aeromédico do Brasil – O portal Resgate Aeromédico iniciou uma série de entrevistas com os protagonistas do aeromédico brasileiro para conhecer melhor o funcionamento dos operadores aeromédicos públicos e privados.

No Brasil, segundo a ANAC, o serviço aeromédico privado é explorado por cerca de 39 empresas de táxi-aéreo. Nesse setor há também operadores públicos. Os Corpo de Bombeiros Militares, Polícias Militares, Polícias Civis, Polícia Rodoviária Federal e Secretarias de Segurança Pública realizam atividades de resgate e transporte aeromédico. Em muitos Estados essas unidades são integradas.

Tenente Coronel BM Alexandre.
Tenente Coronel BM Alexandre.

Dessa vez vamos falar sobre o Batalhão de Operações Aéreas  (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. O Ten Cel BM Alexandre Gomes Rodrigues é comandante de aeronaves de asa fixa, está na aviação desde 2005 e comanda o BOA desde janeiro de 2018. Esteve a frente das operações aéreas na tragédia de Brumadinho. O BOA é um operador público que realiza operações de busca e salvamento, operações aeromédicas, apoio a Defesa Civil, transporte de órgãos e de pessoal.

RA: Quais aeronaves vocês operam?

Ten Cel Alexandre: O BOA opera atualmente 6 aeronaves. Um avião modelo Grand Caravan e Cinco helicópteros: sendo dois do modelo AS-350 B2 VEMD, um EC-145 e mais dois esquilos AS-350 B3 (agora denominados H125).

RA: Como é a seleção e formação das tripulações das aeronaves?

Ten Cel Alexandre: O curso de tripulante é destinado à atividade suplementar de aviação de busca e salvamento e resgate aeromédico sendo que a formação de bombeiros militares dos candidatos eleva bastante o nível do resultado dos treinamentos.

Após seleção interna, a formação dos tripulantes operacionais é realizada através de um curso de qualificação existente no CBMMG chamado “Curso de Formação de Tripulante Operacional e Técnico em Abastecimento e Suplemento de Aviação”. O curso possui duração de 4 meses, sendo dois meses a distância, três semanas intensivas de treinamento aplicado à atividade aérea no Corpo de Bombeiros e 45 dias de estágio supervisionado, nos quais os alunos militares vivenciam a rotina aérea operacional e executam os procedimentos aprendidos em ocorrências reais de forma supervisionada por um tripulante mais experiente.

Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa.

Destaca-se que os tripulantes também são qualificados para a função de Técnico em Abastecimento e Suplemento de Aviação (TASA), sendo treinados para exercer todas as funções de apoio no solo, como abastecimento, transporte de materiais perigosos, entre outras.

Os mecânicos de aeronave são selecionados dentre as praças do CBMMG que já possuem a formação básica. Posteriormente, tais militares realizam a qualificação/especialização para a manutenção dos modelos de aeronaves que operamos (AS350B2, AS350B3, BK117).

Os pilotos recebem a formação após seleção interna e realizam o curso de Comando de Operações Aéreas que se divide em duas etapas, sendo a primeira: o Curso de Piloto Privado (PP) teórico e a segunda: as técnicas de emprego operacional de aeronaves, realizados pelo CBMMG por meio do Batalhão de Operações Aéreas (BOA).

Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa.

Os oficiais recebem a formação básica exigida pela ANAC e também a formação direcionada a atividade aérea operacional do CBMMG em que realizam treinamentos diversos sobre as técnicas utilizadas no salvamento aéreo.

A formação prática é feita através de contratação pública de empresa terceirizada para a realização do Curso de Piloto Privado (PP) prático, Piloto Comercial (PC) teórico e Piloto Comercial prático.

Durante o período de formação de cerca de 3 anos, os novos pilotos exercem funções administrativas na unidade e de Comandante de Operações Aéreas no serviço operacional do BOA, aplicando os conhecimentos e adquirindo experiência de Voo.

Quando atingem os requisitos mínimos para assumirem a função de comandante, tempo de voo, treinamento específico no modelo, e são aprovados pelo conselho de voo, os pilotos realizam o treinamento operacional intensivo, que pode ser aplicado juntamente com o CTOP, reduzindo o custo operacional da Unidade.

Parceria entre a Secretaria de Saúde de MG e o Corpo de Bombeiros Militar salva vidas. Foto: Marcus Ferreira.

RA: Vocês fazem treinamento de CRM ou algum voltado para a segurança das operações?

Ten Cel Alexandre:  O treinamento de CRM, atualmente, ocorre através da educação continuada, seja no treinamento técnico semanal, seja nos briefings diários, de forma desestruturada, não especificamente em cursos.

Já ocorreram alguns cursos na Unidade em outras oportunidades, contudo a disciplina de CRM não pode ser restrita apenas a eventos de treinamentos isolados. A segurança de Voo é extremamente discutida em tais briefings. Na ocasião, um profissional da tripulação de serviço do dia compartilha alguma situação relacionada à segurança ou é feita a leitura de um relatório contido na pasta de segurança de voo o qual é discutido de forma a aumentar a percepção de toda a equipe.

RA: Como é feita a regulação do serviço aeromédico em Minas Gerais?

Ten Cel Alexandre: A regulação médica é feita através de profissionais do SAMU que integram as bases do BOA, sempre em apoio ao Corpo de Bombeiros e também ao SUS, Sistema Único de Saúde, que demanda operações de transporte entre hospitais. Na prática, sempre que uma demanda é recebida, o médico plantonista regula a operação, avaliando as condições clínicas e também da unidade que vai receber a vítima. Havendo a necessidade e a condição para o encaminhamento, o parecer médico é dado para o transporte.

RA: No Estado de Minas Gerais existe algum hospital com heliponto preparado para receber uma vítima transportada de helicóptero?

Ten Cel Alexandre:  Em Belo Horizonte o Hospital de Pronto Socorro, HPS João XXIII é a maior referencia, possuindo um heliponto para o recebimento direto de vítimas. Ainda em Belo Horizonte existem outros helipontos em hospitais particulares como Materdei, Biocor e Unimed.

Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa.

RA: Possuem convênio com algum serviço de urgência e emergência ou Secretaria de Saúde?

Ten Cel Alexandre: Sim. Pela similaridade de atuação, nos atendimentos dos casos de transporte de Urgência e Emergência no Estado de Minas Gerais, sejam terrestres ou aéreos, o Corpo de Bombeiros Militar de MG celebrou convênios com consórcios intermunicipais de saúde, prefeituras e Secretaria de Estado da Saúde. O objetivo é integrar os esforços, reduzir custos e melhorar a qualidade dos serviços prestados, atendendo a legislação sanitária vigente.

RA: Como é formada a equipe médica das aeronaves?

Ten Cel Alexandre: A equipe médica é formada por médico e enfermeiro do SAMU, criteriosamente escolhidos para tripular os Arcanjos.

RA: Pretendem ampliar o serviço?

Ten Cel Alexandre:  Sim, pretendemos ampliar para que a cobertura e o tempo de resposta sejam melhorados em algumas regiões, como o Leste e a Zona da Mata Mineiros.

Estimam um aumento de 30% nos atendimentos aeromédicos para o ano de 2019.

Ra: Onde fica a base de operações? Quantas bases vocês possuem?

Ten Cel Alexandre: O Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais criado através do Decreto nº 44.411 de novembro de 2006 iniciou suas atividades no dia 04 de julho de 2007 com um efetivo bem reduzido e uma frota composta por dois helicópteros modelo AS 350 B2 “Esquilo” e um avião Cessna modelo 210 “Centurion”, com sede no Aeroporto da Pampulha em Belo Horizonte.

Minas Gerais é um Estado de dimensões semelhantes ao de países como a França e a Alemanha, e por isso houve a necessidade de estender a cobertura e o atendimento com uso de helicópteros para as regiões com maior adensamento populacional e consequentemente maiores índices de ocorrências de bombeiro.

Atualmente o Batalhão possui a 1ª Companhia na Sede em Belo Horizonte, onde se concentram e ocorrem a maioria das demandas operacionais da Unidade, e três Companhias Especiais de Operações Aéreas (CEOA) no interior do Estado, sendo a 2ª CEOA em Varginha, região Sul de Minas; 3ª CEOA em Montes Claros, região Norte do Estado e a 4ª CEOA em Uberaba na região do Triangulo Mineiro.

Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa.

RA: Vocês voam sempre com dois pilotos no serviço aeromédico? Qual é o modelo que utilizam?

Ten Cel Alexandre: O voo com dois pilotos é sempre um fator de redundância em relação à segurança. Ele ocorre no avião Grand Caravan e também no Helicóptero EC-145. Nos demais helicópteros modelo esquilo, as operações aeromédicas exigem a conversão da cabine, o que impede a participação do copiloto.

Nas demais operações como combates a incêndio, apoios à desastres e salvamentos em geral é possível ter embarcado o copiloto, tanto para apoio na operação quanto para o acúmulo de experiência.

RA: Quais equipamentos aeromédicos possuem na aeronave? Pretendem adquirir algo específico?

Ten Cel Alexandre: Atualmente trabalhamos em conformidade com o que é preconizado pela Portaria nº 2.048 do Ministério da Saúde de 2002, para ambulâncias tipo E (Aeronaves de Transporte Médico).

Helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais resgata criança picada por escorpião.

Nesse sentido, utilizamos os seguintes materiais, de acordo com o tipo de ocorrência (Atendimento Pré-Hospitalar ou Transporte Inter-hospitalar) e o tipo de aeronave (helicóptero ou avião). Aeronaves de Asas Rotativas (Helicópteros) e Asas Fixas para atendimento pré-hospitalar ou inter-hospitalar:

  • Conjunto aeromédico: maca ou incubadora; cilindro de ar comprimido e oxigênio com autonomia de pelo menos 2 horas; régua tripla para transporte; suporte para fixação de equipamentos médicos; respirador mecânico; monitor cardioversor com bateria; oxímetro portátil; bomba de infusão; prancha longa para imobilização de coluna; dentre outros equipamentos médicos móveis.

Além desses materiais, utilizamos equipamentos de busca e salvamento para socorro em locais de difícil acesso ou outras situações adversas.

  • Equipamentos de busca e salvamento: Guincho elétrico, cordas, mosquetões, baudrier, descensores, destorcedor, cordeletes, cesto de salvamento, sling, triângulo de resgate, maca envelope, placa de multiancoragem, polias, anéis de fita, saco de arremesso e flutuador de resgate.

Em relação a novas aquisições, temos interesse em adquirir equipamentos médicos mais atualizados a fim de manter os atendimentos aéreos em conformidade com os avanços tecnológicos. Exemplo: aquisição de respiradores mecânicos disponíveis há pouco tempo no mercado.

Treinamento do BOA/MG na Serra da Moeda. Foto: Marcos Junglas.

DADOS TÉCNICOS DAS AERONAVES

Dois helicópteros AIRBUS AS350B2 VEMD Esquilo, aeronave monomotora equipada com o motor a reação TURBOMECA ARRIEL 1D1, de 531 Kw (712 SHP) de potência, com peso máximo de decolagem de 2250 Kg, velocidade máxima de 155 Kt (287 Km/h) e autonomia de 3h30 de voo.

Dois helicópteros AIRBUS AS 350 B3e Esquilo, aeronave monomotor equipada com o motor TURBOMECA ARRIEL 2D, de 641 Kw (860 SHP) de potência, com peso máximo de decolagem de 2250 Kg, velocidade máxima de 155 Kt (287 Km/h) e autonomia de 03h30 de voo.

Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa

Estes helicópteros operam em condições de voo VFR diurno e noturno, com capacidade para 6 lugares e podem ser usados nas diversas operações do Batalhão de Operações Aéreas, como Rapel, McGuire, remoção de vítimas com guincho, transporte de carga externa com gancho, evacuação aeromédica, dentre outras.

Um helicóptero AIRBUS EC 145, aeronave bimotora equipada com 2 motores a reação TURBOMECA ARRIEL 1E2, de 551 Kw (738 SHP) de potência, com peso máximo de decolagem de 3.585 Kg, velocidade máxima de 150 Kt (277 Km/h) e autonomia de 03h00 de voo.

Este helicóptero opera em condições de voo VFR diurno e noturno, e IFR. Pode operar até com 10 lugares e está equipado com a configuração aeromédica completa, podendo transportar até 2 vítimas, além de poder ser usado como aeronave multimissão.

Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa

Um avião Cessna 208B Grand Caravan, aeronave monomotora equipada com o motor a reação Pratt& Whitney PT6, de 634 Kw (850 SHP) de potência, com peso máximo de decolagem de 3989 Kg, velocidade máxima de 186 Kt (344 Km/h) e autonomia de 06h00 de voo.

Esta aeronave é muita utilizada para transportes, remoções, transferências aeromédicas, transportes de órgãos vitais, além de ser um excelente instrumento para o transporte de tropas terrestres em apoio a operações de grandes catástrofes, como em Brumadinho.

Avião Cessna 208B Grand Caravan. Foto: Roberto Caiafa.

21 dias em coma: Jovem se recupera e agradece equipe do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros de MG

Minas Gerais – O jovem Vidal sofreu um acidente de moto em janeiro deste ano e ficou 21 dias em coma no hospital. Assim que recebeu alta, visitou o hangar do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) para agradecer aos bombeiros que realizaram seu transporte aeromédico, de Manhuaçu para Belo Horizonte.

Dia 19 de janeiro de 2019, na cidade de Chalé, localizada a 80 Km de Manhuaçu, em Minas Gerais, às 19h30, o jovem Vidal Brás Emerich, de 17 anos, estava na garupa da moto de um amigo quando o pneu estourou, o motociclista perdeu o controle e eles caíram. Vidal foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Manhuaçu, com o Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave, um pulmão colapsado e uma fratura de fêmur.

Na madrugada do dia 20 de janeiro, os médicos da UPA de Manhuaçu verificaram que não teriam condições de permanecer com o jovem que precisava de tratamento especializado. A partir daí, a mãe de Vidal, Fabiana Ferreira Brás Dias, começou a mobilizar esforços para transferir Vidal para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, que é referencia no atendimento a politraumatizados.

21 dias em coma: Jovem se recupera e agradece equipe do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros de MG.

Porém, Manhuaçu fica localizado a 309 km de Belo Horizonte e o quadro de saúde de Vidal poderia piorar no caso de um transporte demorado por terra. Fabiana então lembrou de uma postagem do BOA nas redes socais, que falava sobre os transportes aeromédicos e decidiu ligar para o Batalhão. O Cabo Oliveira, que estava de plantão no dia, atendeu Fabiana, ainda de madrugada, explicou todos os procedimentos e enviou os documentos necessários para que os médicos pudessem solicitar o transporte.

Quando o serviço operacional do dia 20 de janeiro deu início, toda a equipe entre pilotos, tripulantes, médico e enfermeiro estava mobilizada para iniciar o transporte aeromédico e o jovem Vidal foi transferido para o Hospital João XXIII, com o uso do avião Arcanjo 07.

Após 2 meses do acidente, Fabiana e Vidal foram ao BOA agradecer a equipe que realizou essa missão. Vidal veio andando com o auxílio de uma muleta, mas está se recuperando sem nenhuma sequela, o que no caso específico das lesões sofridas por ele, é considerado excelente pelos médicos que o atenderam.

Vidal então entrou no avião Grand Caravan, Arcanjo 07, pela segunda vez, mas a primeira que ele se lembra e agradeceu a todos. Sua mãe, Fabiana, emocionou-se ao conversar com os bombeiros: “Eu gostaria de agradecer todo apoio que tive do BOA. Todos foram muito cordiais e me ajudaram em tudo que precisei. Fico feliz que o trabalho dos bombeiros seja divulgado para que todos saibam que podemos contar com vocês. Hoje foi meu filho que precisou, mas amanha é o filho de outra mãe.”

Avião Grand Caravan, Arcanjo 07 do Batalhão Aéreo do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

Transporte aeromédico realizado por avião do Corpo de Bombeiros salva vidas em Minas Gerais

Minas Gerais – O uso do avião Grand Caravan (C208B) pelo Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) possibilita o transporte por longas distâncias no Estado de Minas Gerais e salva vidas.

Dia 20 de março de 2019 iniciou-se às 06h30 mais um dia de serviço no BOA. Pilotos, tripulantes, médicos e enfermeiros, logo pela manhã, receberam um chamado e realizaram a triagem, visando um emprego racional e oportuno do recurso aéreo.

Tratava-se de um recém-nascido de 42 dias de vida que possuía uma grave cardiopatia e precisava de cirurgia. Após a triagem médica e a verificação das condições de voo, a tripulação do Arcanjo 07 (codinome do avião) deu início aos preparativos da operação: plano de voo, abastecimento, montagem da incubadora, preparo dos materiais e insumos médicos, além de um briefing com os envolvidos na operação.

Essa ocorrência iniciou às 9h15 em Belo Horizonte/MG e teve como destino o município de Janaúba/MG e foi finalizada às 17h00, quando o recém-nascido foi entregue aos cuidados do Hospital Biocor, na capital mineira.

O emprego do avião pelo BOA maximiza o transporte em longas distâncias e auxilia sobremaneira no salvamento de vidas, pois dependendo da gravidade de alguns casos, o transporte terrestre desestabilizaria a maioria dos pacientes, diz Marco Aurélio Lobão Mendes, médico do SAMU do município de Divinópolis.

Além dos militares do BOA, médicos e enfermeiros do SAMU Belo Horizonte tripulam as aeronaves dos bombeiros e, desde dezembro de 2018, o BOA, em convênio com o SAMU, vem recebendo médicos e enfermeiros de Divinópolis, Varginha e Montes Claros.

Dessa forma, os transportes de avião contam com equipes específicas e com treinamento no serviço de transporte aeromédico, que possui diversas peculiaridades relativas as condições fisiológicas dos paciente em altas altitudes, atém de aspectos relacionados a segurança de voo.

O avião que vem sendo utilizado pelo BOA é alugado e foi viabilizado através de um convênio com a Secretaria Estadual de Saúde (SES). No entanto, ainda no ano de 2019, há previsão da chegada de mais dois aviões Grand Caravan (C 208B) que foram adquiridos no ano de 2018 em um processo licitatório.

Drones com câmeras termais do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais auxiliam nas buscas em Brumadinho

Minas Gerais – O uso dos drones vem auxiliando os bombeiros nas operações de busca e recuperação de corpos em Brumadinho, por ocasião do rompimento de uma barragem de rejeitos, no dia 25 de janeiro.

Os helicópteros foram muito importantes no resgate e no transporte de bombeiros, pois era praticamente impossível caminhar sobre a lama e retirar vítimas e corpos sem o auxílio das aeronaves. A operação chegou a ter 31 helicópteros, agora te apenas um. Com o espaço aéreo livre, os drones começaram a operar e trazer excelentes resultados mesmo depois de quase dois meses de operação.

O Batalhão de Operações Aéreas (BOA) trabalha em Brumadinho operando seis drones profissionais (Mavic 2 Enterprise Dual), que tem acessórios que aumentam a interação do drone com o ambiente, como: lanterna de led, alto-falante, luz de identificação que ajuda a evitar a colisão com helicópteros (beacon) e câmera termal que consegue diferenciar a temperatura dos materiais e já ajudou a encontrar um container enterrado onde foi localizada uma das vítimas da tragédia.

Os pilotos de drone são originalmente pilotos de helicóptero e avião do BOA, tripulantes operacionais e mecânicos de voo que utilizam seus conhecimentos da aviação embarcada para a aviação remotamente pilotada. Os drones são conhecidos na aviação pela sigla RPAs (remotely piloted aircrafts – aeronaves remotamente pilotadas).

O uso de drones profissionais tem ajudado de diversas maneiras nas operações em Brumadinho. Os pilotos realizam buscas em uma determinada aérea e depois comparam as imagens com as da câmera termal e, dessa forma, conseguem identificar áreas com calor pela variação de cores apresentada na tela. Com esse recurso, na lama é possível identificar possíveis corpos ou diferenciar galhos, borrachas e materiais metálicos.

Durante a semana do Carnaval, em um voo noturno com o drone, foi possível identificar, pela variação de temperatura na lama, uma área que apresentava calor. O ponto foi marcado e os bombeiros realizaram uma escavação, encontrando no local um container metálico e, dentro dele, o corpo de uma vítima.

As imagens geradas pelos drones são transmitidas ao vivo para o Posto de Operacional dos bombeiros em Brumadinho, onde são analisadas e servem de material de apoio para novas buscas e para o planejamento de novas ações.

Além das buscas por corpos, os drones auxiliam na visualização de toda a área afetada, poupando o deslocamento da tropa para locais que podem, por exemplo apresentar perigo ou dificuldade de locomoção. Também auxiliam na escolha e acompanhamento de áreas de drenagem de água que permitirão, posteriormente, o acesso de bombeiros no local.

O Ten Cel BM Alexandre Gomes Rodrigues, comandante do Batalhão de Operações Aéreas, destaca que o emprego de drones no cenário operacional propicia mais segurança para tropa em determinadas ocorrências, além de aumentar a efetividade das ações de busca e salvamento.

Drones do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais auxiliam nas buscas em Brumadinho

Parceria entre a Secretaria de Saúde e Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais salva vidas

Ascom SES

Minas Gerais – No dia 25 de janeiro de 2019, às 12h37, a major do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Karla Lessa Alvarenga Leal, iniciava mais um protocolo de atendimento no Batalhão de Operações Aéreas da Corporação. Quando alçou voo junto com a equipe de atendimento em um helicóptero modelo EC 145 adquirido pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) partiu rumo a Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte.

Naquele momento, o Corpo de Bombeiros havia recebido um chamado informando o rompimento de uma barragem em Brumadinho. Às 12h55, a bombeiro e piloto Karla Lessa já sobrevoava a região junto com os outros integrantes da equipe, sendo os primeiros a chegarem no local.

Karla Lessa, que entrou na Corporação com 18 anos de idade, iniciou sua trajetória profissional como cadete, tendo feito quatro anos de curso de Formação de Oficiais. Ela conta que depois desse curso exerceu diversas atividades, até chegar à aviação e se tornar a primeira mulher comandante de helicóptero de bombeiros militar do Brasil.

“Atuei em atendimentos diretos de ocorrências, serviços operacionais, atividades administrativas na secretaria, na companhia escola, no setor de prevenção contra incêndio e pânico e, em 2013, fui transferida para o batalhão de operações aéreas”, detalha a major.

Parceria entre a Secretaria de Saúde de MG e o Corpo de Bombeiros Militar salva vidas. Foto: Marcus Ferreira.

Desde o início deste ano, a major atua também na SES-MG, disponibilizada pelo CBMMG. Na secretaria, ela representa o elo entre as duas instituições para tratar de questões relacionadas ao Suporte Aéreo Avançado de Vidas (SAAV), mas também de outras ações que são comuns, tanto aos Bombeiros, quanto à saúde.

Para ela, a mulher pode ocupar qualquer espaço e exercer qualquer profissão e se tem algum sonho ou meta deve sim trabalhar para alcançá-los. “As mulheres precisam confiar nelas mesmas e, antes de falar que não é possível, é importante tentar fazer. Muitas vezes temos algumas limitações criadas pelo ambiente social e assim acabamos por acreditar que há um limite, mas com dedicação, muito estudo e treinamentos, iremos alcançá-los”, salienta Lessa.

Brumadinho

Naquela sexta-feira, 25 de janeiro, às 12h37, um solicitante entrou em contato com o Corpo de Bombeiros (193) via telefone. Tão logo foi efetuado esse chamado, o copiloto que estava em operação na base e que acompanhava o software de atendimento visualizou a seguinte mensagem na tela do sistema: – “rompimento de barragem”. Karla Lessa conta que nesses casos soa um toque de campainha, indicando possível ocorrência de atendimento.

“Assim que houve o toque da campainha, me desloquei para a sala de operações da unidade. E, enquanto fazia o deslocamento, o copiloto entrou em contato com o solicitante para confirmar o chamado. Tão logo foi confirmado, já iniciei o acionamento e o restante da equipe buscou material necessário e coordenadas geográficas exatas do local, para chegar o mais rápido possível”, narra a major.

Às 12h55, a equipe já realizava sobrevoo no local. Nesse momento, os integrantes foram divididos em dois grupos para tentar resgatar o máximo de vítimas possível. O médico, o enfermeiro e o copiloto ficaram em um campo de futebol próximo ao local. Já a aeronave em que a equipe estava embarcada conseguiu fazer o resgate de duas mulheres com vida, que estavam em meio aos rejeitos, sendo encaminhadas após primeiros atendimentos ao Hospital João XXIII, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

Parceria entre a Secretaria de Saúde de MG e o Corpo de Bombeiros Militar salva vidas. Foto: Marcus Ferreira.

Suporte Aéreo Avançado de Vidas

Criado em 2012, por meio do Termo de Cooperação Técnica nº 1964, o SAAV, foi celebrado entre a SES-MG e o CBMMG e um dos seus objetivos é a aquisição de aeronaves de asas fixas e rotativas para a prestação de suporte aeromédico. Fazem parte desse trabalho o: atendimento primário (resgate), atendimento secundário (transporte inter-hospitalar), transporte de órgãos e tecidos para transplantes e apoio à Força Estadual de Saúde em caso de catástrofes no território mineiro.

Atualmente, o Suporte conta com cinco helicópteros que cobrem todo o Estado, sendo três desses da SES-MG e dois do CBMMG. As bases de operação se encontram em Belo Horizonte, Varginha, Montes Claros e Uberaba. O SAAV também conta com um avião alugado, que se encontra na base aérea de Belo Horizonte.

A coordenadora estadual de Urgência e Emergência da SES-MG, Erika de Oliveira Santos, salienta que, adicionalmente, foi celebrado entre a SES-MG e o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais um novo termo que fortalece ainda mais a parceria. “Serão adquiridos dois aviões, que estão em processo de pagamento pela SES-MG para prosseguimento à expansão do serviço no estado”, conta.

Além da parte de investimento, é prevista pela SES-MG a manutenção desse serviço de transporte. Sua primeira vigência iniciou-se em 2015 e, até o momento, foi repassado ao CBMMG R$ 20.389.015,04, sendo aditivado em 15/02/19 mais R$ 12.000.000,00 para continuidade do custeio do serviço.

Parceria entre a Secretaria de Saúde de MG e o Corpo de Bombeiros Militar salva vidas. Foto: Marcus Ferreira.

Protocolos

No atendimento pré-hospitalar, normalmente há uma solicitação via telefone 193 ou 192 e há uma regulação e avaliação para a necessidade ou não de envio de aeronave. Somente após essa avaliação, ocorre o empenho da aeronave e o deslocamento para o local.

“Sempre há uma equipe mista, que tripula a aeronave e realiza o atendimento às vitimas graves, sendo composta por bombeiros e profissionais da área de saúde (SAMU)”, explica Karla Lessa.

Já o transporte inter hospitalar acontece via SUS Fácil. O médico assistente responsável pelo paciente entra em contato com a central de regulação, solicita o transporte e envia a solicitação para o batalhão de operações aéreas, que irá avaliar indicação ou não de transporte.

Erika Santos destaca que nos casos em que ocorra necessidade de atendimentos de múltiplas vítimas, incluindo situações de catástrofes com implicações diretas sobre os atendimentos rotineiros na urgência e emergência, são ativados diversos fluxos complementares junto à Rede de Urgência e Emergência (hospitais, UPA, SAMU, UBS, dentre outros). “A logística de organização, nesses casos, é diretamente proporcional a magnitude do evento”, frisa a coordenadora.

Corpo de Bombeiros de MG faz transporte de menino de 5 anos que precisava realizar cirurgia de transplante de rins em SP

Minas Gerais – Na sexta feira (22) um protesto fechou a linha verde que liga Belo Horizonte ao Aeroporto Internacional de Confins. No congestionamento estavam pai e filho que iam para o aeroporto embarcar em um avião para São Paulo.

O menino de 5 anos recebeu a doação de rins e iria realizar a cirurgia de transplante em São Paulo no Hospital Samaritano. Após perder o voo, o pai pediu ajuda e a Secretaria de Saúde solicitou ao Corpo de Bombeiros para realizar o transporte do menino e do pai.

Na madrugada de sexta para sábado o avião Grand Caravan C208, Arcanjo 7, do Corpo de Bombeiros decolou da Pampulha para São Paulo. O garoto chegou a tempo de receber os rins, a cirurgia foi bem sucedida e o menino se recupera bem.

Na tarde do dia seguinte o garotinho mandou um áudio para os bombeiros que fizeram o transporte, dizendo: “Boa tarde, a minha cirurgia foi um sucesso, até fiz xixi. Deus abençoe vocês e sua profissão, obrigado.”

Foto: CBMMG.

Capotamento deixa 17 vítimas na BR-040 e dois helicópteros dos bombeiros e um da polícia são acionados para o resgate

Minas Gerais – Dois helicópteros Arcanjo do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros foram acionados na manhã de quinta-feira (28) para uma ocorrência de capotamento de uma Van na BR-040, próximo à Congonhas, MG. 17 pessoas ficaram feridas.

Foi estabelecido no local pelo Corpo de Bombeiros um sistema para triagem das vítimas e 4 delas consideradas graves foram conduzidas pelos helicópteros. O Arcanjo 04, modelo EC145, transportou as 2 primeiras vítimas com maior gravidade.

Oito viaturas terrestres com 28 bombeiros participaram do resgate. O SAMU, a concessionária da BR-040 e ambulâncias locais auxiliaram no socorro das vítimas.

Foi necessário ainda o envio do Arcanjo 03 para transportar mais uma vítima e o apoio do helicóptero Pégasus da Polícia Militar. As vítimas foram conduzidas para o HPS João XXIII em Belo Horizonte.

Períodos festivos como este que antecede o carnaval são caracterizados pelo aumento dos acidentes nas estradas. O Corpo de Bombeiros Militar recomenda a todos que elevem a percepção quanto aos riscos e ajudem a evitar acidentes como este. Em caso de emergência ligue 193.

Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e CIS-URG apresentam convênio de cooperação em Divinópolis

Ascom do CIS-URG
Fotos: Marlon Murça – BM5

Minas Gerais – Na quinta-feira (24), na cidade de Divinópolis, localizada na região oeste do Estado, aconteceu uma coletiva de imprensa sobre o convênio de cooperação firmado entre o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), por meio do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) e o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Ampliada Oeste para o Gerenciamento dos Serviços de Urgência e Emergência (CIS-URG).

A parceria entre os órgãos, oficializada no dia 21 de dezembro de 2018, em Belo Horizonte, já traz benefícios à população. A iniciativa visa aumentar a integração e parceria entre o Corpo de Bombeiros e o CIS-URG. Equipes do CBMMG e do SAMU Oeste vão atuar de forma integrada para proporcionar ainda mais eficiência ao atendimento aeromédico de emergência, ampliando o serviço para a região centro-oeste do Estado.

No encontro com a imprensa, estiveram presentes o prefeito da cidade de Carmo do Cajuru e presidente do CIS-URG, Edson Vilela, o Comandante do BOA, Tenente-Coronel Alexandre Gomes Rodrigues, a oficial superior que responde pelo Comando do Décimo Batalhão de Bombeiros Militar (10º BBM), Major Amanda Cristina Miranda, o chefe da Assessoria de Comunicação do CBMMG, Tenente Pedro Aihara, o superintendente regional de saúde de Divinópolis, Alan Rodrigo, o secretário executivo do CIS-URG, José Márcio Zanardi, entre outras autoridades militares e civis.

Para o Tenente-Coronel Alexandre “o convênio entre o Corpo de Bombeiros e o CIS-URG proporciona um atendimento de emergência mais ágil e de qualidade à população mineira”. O Comandante ressaltou que é continua a busca por mais parceria em outras regiões, como: Teófoli Otoni, Diamantina, Uberlândia, Juiz de Fora e Barbacena. A intenção é expandir a cooperação para todo o Estado.

O Tenente Pedro Aihara destacou que a principal beneficiada com o convênio é a população mineira, já que a integração entre as equipes proporciona menor tempo de resposta às ocorrências, com isso, as vítimas são atendidas rapidamente. Ele frisou que, com a chegada das novas aeronaves ao Corpo de Bombeiros, Minas Gerais passará a ter o maior modelo aeromédico SUS do Brasil.

Ao final da coletiva de imprensa, aconteceu uma simulação que envolveu o Arcanjo, helicóptero do CBMMG, e uma ambulância do SAMU. A atividade demonstrou, de forma prática, como acontece a integração das equipes em um atendimento aeromédico de emergência.

Treinamento

No final do mês de dezembro, sete médicos e dez enfermeiros de várias bases do SAMU Oeste participaram do treinamento de Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV), na sede do BOA, em Belo Horizonte. Teoria e prática foram repassadas aos participantes por profissionais qualificados, possibilitando novos conhecimentos e os capacitando para atuação em atendimentos com apoio aéreo.

Simulação de atendimento aeromédico (CBMMG e SAMU)

Avião do Corpo de Bombeiros de Minas transporta criança para Belo Horizonte após complicação em cirurgia

Patos Agora

Minas Gerais – O avião Grand Caravan C208, Arcanjo 7, do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros pousou no aeroporto de Patos de Minas para transportar uma criança de quatro anos após ela sofrer complicações em uma cirurgia.

O menino deu entrada no Hospital Regional Antônio Dias – HRAD no início da tarde de terça-feira (08), depois que ele sofreu complicações em uma cirurgia de fimose que aconteceu na Santa Casa em São Gotardo/MG.

Uma ambulância do Corpo de Bombeiros com a equipe médica que veio de Belo Horizonte conduziu a criança até o aeroporto, onde ela embarcou na UTI Aérea.

Avião do Corpo de Bombeiros transporta criança para Belo Horizonte após complicação em cirurgia. – Foto: Aislan Henrique

Fotos: Aislan Henrique.

Bombeiros, populares e equipes do Arcanjo 02 e SAMU mobilizaram-se para socorrer praticante de parapente que caiu na zona rural de Itabira, MG

Repórter Thales Benício – ItabiraNet e DeFato

Minas Gerais – O praticante de parapente Cleiton Pereira, 37 anos, teve que ser resgatado de helicóptero após cair na região da rampa de voo livre, zona rural de Itabira, na tarde deste domingo (06). Cleiton caiu no meio das rochas de uma montanha. O Corpo de Bombeiros do pelotão de Itabira e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados para o socorro, por volta das 15h25.

Segundo testemunhas, a vítima estava voando, no momento em que perdeu o controle do parapente, que foi em direção às rochas, e em seguida desapareceu. Os amigos que estavam com Cleiton procuraram e o encontraram caído em uma fenda, num local de difícil acesso, com uma passagem entre duas rochas.

Praticante de parapente é socorrido pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros em Itabira, MG. Foto: Thales Benício.

Assim que recebeu o chamado para socorrer a vítima, a Central de Regulação do Samu enviou ao local uma Unidade de Suporte Avançado (USA) com um médico. Os militares do Corpo de Bombeiros foram para o local da ocorrência em uma viatura de Auto Salvamento (ASL).

Os bombeiros verificaram que se tratava de uma região montanhosa e com muitas pedras. Devido a ser um local de difícil acesso, eles solicitaram uma aeronave do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros, em Belo Horizonte.

Praticante de parapente é socorrido pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros em Itabira, MG. Foto: Thales Benício.

A operação de resgate durou cerca de três horas. Os socorristas levaram cerca de 30 minutos para percorrerem quase um quilômetro subindo a montanha pela vegetação até chegar à vítima. O resgate também contou com a ajuda de vários populares e amigos de Cleiton.

Ele estava consciente, queixando de dor na região do abdômen e não apresentava nenhuma suspeita de fratura. Ele foi imobilizado em uma prancha e levado de aeronave para o Hospital de Pronto Socorro João XXIII, em Belo Horizonte.

Praticante de parapente é socorrido pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros em Itabira, MG. Foto: Thales Benício.

Helicóptero do Corpo de Bombeiros de MG socorre pessoas em trilha na Serra do Cipó

Minas Gerais – Um grupo que ficou “ilhado” na Serra do Cipó, nesta quarta-feira (2), precisou ser resgatado pelo helicóptero do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros de Minas. De acordo com a corporação, a chuva fez com que o nível do rio subisse de repente. Esta foi a segunda ocorrência deste tipo na região em dois dias.

Segundo os militares, nove pessoas estavam na Cachoeira da Farofa, que fica no Parque Nacional da Serra do Cipó. Na volta da trilha, eles foram surpreendidos com a altura que a água do rio havia atingido e não conseguiram atravessar o trecho.

De acordo com os bombeiros, o helicóptero Arcanjo 2 foi mobilizado no resgate. Um barco também auxiliou nos trabalhos. Conforme a corporação, ninguém ficou ferido.

“Ilhados” no Véu da Noiva

Uma tromba d´água já havia deixado pessoas ilhadas na tarde de terça-feira (1º) na Serra do Cipó. De acordo com os militares, 11 pessoas ficaram presas na cachoeira do Véu da Noiva e também precisaram ser resgatadas.

Corpo de Bombeiros resgatou grupo que ficou ilhado na Serra do Cipó. Foto: Corpo de Bombeiros de Minas/Divulgação

Consórcio Intermunicipal de Saúde assina convênio com o Batalhão de Operações Aéreas de Minas

Ascom CIS-URG Oeste

Minas Gerais – O diretor executivo José Márcio Zanardi e o diretor clínico Marco Aurélio Lobão do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Ampliada Oeste para o Gerenciamento dos Serviços de Urgência e Emergência, estiveram na tarde de sexta-feira, 21 de dezembro, na sede do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros em Belo Horizonte para assinatura de um convênio de cooperação entre as duas instituições.

Equipes do CIS-URG vão apoiar a tripulação de uma aeronave em plantões no BOA em Belo Horizonte para que seja dada mais eficiência ao serviço, considerando que há a necessidade de uma segunda equipe para tripular esta aeronave que está à disposição no Batalhão e está ficando subutilizada.

Nos dias 26, 27 e 28 de dezembro alguns médicos e enfermeiros do CIS-URG realizaram treinamento de Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV) no BOA.

“Esse convênio vai aumentar a integração e parceria entre o CIS-URG e o Corpo de Bombeiros”, afirma o diretor clínico Marco Aurélio Lobão.

Já para José Márcio Zanardi, diretor executivo, é um estreitamento das relações com o BOA. “Teremos mais agilidade no processo de regulação com a utilização das aeronaves e tripulação, garantindo a assistência em nossa região”, conclui.

Após queda de parapente, jovem é resgatado por helicóptero dos bombeiros na Grande BH

G1

Minas Gerais – Um acidente com parapente mobilizou o Corpo de Bombeiros, neste fim de semana, em Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com os militares, um jovem, de 23 anos, sofreu uma queda, no fim da tarde de sábado (8), e precisou ser resgatado pelo helicóptero Arcanjo 02 do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros.

O acidente foi em uma região de mata, na Serra do Elefante, a cerca de um quilômetro da pista de decolagem. Segundo os bombeiros, o rapaz apresentava sinais de fratura na pélvis e no fêmur. Depois de imobilizado pela equipe de militares, ele foi resgatado pelo helicóptero Arcanjo 02 e levado para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, na capital.

Segundo bombeiros, acidente com parapente foi a cerca de 1 km da pista de decolagem — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação.

Atendimento aeromédico em Minas Gerais tem reforço de mais uma aeronave

Minas Gerais – Desde setembro deste ano o atendimento a casos de urgência e emergência em Minas Gerais passou a contar com o apoio de mais uma aeronave, um avião Cessna, modelo Grand Caravan, que integra o Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV), em uma parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e o Corpo de Bombeiros Militar.

Equipamentos médicos de suporte avançado de vida e bombeiros militares, médicos e enfermeiros do Samu compõem a equipe da aeronave, que transporta pacientes em estado grave com qualidade, rapidez e segurança.

Atendimento aeromédico em Minas Gerais tem reforço de mais uma aeronave
Atendimento aeromédico em Minas Gerais tem reforço de mais uma aeronave

No final de outubro a aeronave completou um mês de operação. Neste período, foram feitos 2 transportes de órgãos/tecidos humanos e 13 transportes inter-hospitalares. Quase a totalidade destes foram de crianças por meio do cadastro no Sistema Estadual de Regulação Assistencial (SUSFácil).

O transporte feito pelo avião, batizado Arcanjo 07, possibilitou acesso aos serviços hospitalares de alta complexidade, de urgência e emergência credenciados ao SUS em diferentes regiões do estado, tendo o Norte de Minas o maior número de solicitações atendidas. O avião já voou 41h7min, entre atendimentos de ocorrências e voos de treinamento.

O comandante coronel BM, Claudio Roberto de Souza, aponta os benefícios da aeronave para a qualidade do atendimento. “Realizamos diversos transportes de pacientes via SUS que precisam ser transferidos para hospitais em diferentes localidades. O avião tem uma autonomia enorme e baixo gasto de combustível. A partir de Belo Horizonte, ele vai e volta em qualquer município de Minas Gerais sem ter que parar no meio do caminho para abastecer. Ele nos dá rapidez”, afirma.

De acordo com o capitão BM Peterson José de Paiva Monteiro, piloto de avião, a ação ainda está em fase inicial. “Passados os primeiros 30 dias de operação posso dizer que ainda estamos em uma fase embrionária. Já ajudamos a salvar muitas vidas, mas certamente ainda vamos ajudar a salvar muitas outras”, avalia.

O capitão explica que nem todos os pacientes podem ser transportados pelo avião e que, por isso, é feita uma regulação do atendimento pelo médico do Samu. “Há casos de pacientes que não podem ser transportados por aeronave, por questões envolvendo instabilidade clínica para voo, condições meteorológicas severas, entre outros fatores. Nesses casos o transporte terrestre pode ser o mais indicado”, esclarece Monteiro.

A ação é uma iniciativa que envolve a SES-MG, o Corpo de Bombeiros Militar e Samu(s) regionais e municipais, destacando-se a parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, que cede, desde 2012, equipe de enfermeiros e médicos para tripular as aeronaves do SAAV.

Compromisso com a vida

Dentre as crianças atendidas está Mariana Muniz Alves, à época com 1 mês e 3 dias de vida, que sofre de cardiopatia. A pequena foi transportada de Montes Claros para a Santa Casa de Belo Horizonte, onde recebeu os devidos cuidados. “Quando atendemos uma criança, quem tem filho sente, é diferente. É um ser inocente e sensível. Precisamos dar um tratamento específico”, comenta o capitão Peterson Monteiro.

Outro atendimento lembrado pelo capitão aconteceu no município de Salinas, no Território Norte. A equipe tinha sido acionada para transportar um recém-nascido daquela cidade para Montes Claros quando foi comunicada que também deveria transportar outro recém-nascido do mesmo município para Belo Horizonte no mesmo voo. “Foi um atendimento simultâneo, otimizamos o uso da aeronave”, frisa.

Nesse mesmo dia, dois helicópteros – um baseado em Varginha e outro em Belo Horizonte – estiveram envolvidos em uma demanda crítica em Itapecerica, no Território Oeste. Em um churrasco, 10 mulheres se queimaram, um caso que teve grande mobilização e repercussão. “Enquanto o avião estava no Norte de Minas fazendo dois atendimentos, os helicópteros foram deslocados para prestar o atendimento pré-hospitalar e transportar as pacientes queimadas até o Hospital Pronto Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, referência no estado para tratamento de queimaduras”, explica o capitão.

“Ao contrário do helicóptero, o avião é empregado principalmente nos casos em que grandes distâncias precisam ser percorridas. Um complementa o outro e por possuírem características distintas conseguimos melhor cobertura de atendimento no estado. Nosso compromisso é com a vida e estamos à disposição da população”, enfatiza Monteiro.

Para acionar o Samu, o cidadão deve ligar 192 e, para acionar os Bombeiros Militares, ligue 193.

Agência Minas

Órgãos de segurança e saúde simulam incêndio em prédio e treinam resgate aéreo de vítimas em Montes Claros

Minas Gerais – Uma operação de resgate simulado a vítimas de um incêndio em um prédio de 18 andares foi organizada por órgãos de segurança e saúde de Montes Claros no fim da tarde de sexta-feira (9).

Pelo menos 70 profissionais do Corpo de Bombeiros Militar, Samu, Polícia Militar e MC Trans estiveram empenhados em organizar a ação de retirada de pessoas que estavam presas de maneira fictícia no edifício. Um helicóptero e um cabo tirolesa foram utilizados pela primeira vez em uma simulação no Norte de Minas.

A proposta era tornar a operação o mais real possível, de acordo com os bombeiros. O incêndio falso teve direito à fumaça no céu e atores ficaram no térreo simulando pessoas feridas pelo fogo. As pessoas que estavam no prédio no momento da ação não foram avisadas previamente, para que soubessem os riscos que envolvem resgates a incêndios.

Helicóptero levou militares para salvar pessoas no topo de prédio durante simulação de incêndio em Montes Claros — Foto: Juliana Gorayeb/G1
Helicóptero levou militares para salvar pessoas no topo de prédio durante simulação de incêndio em Montes Claros — Foto: Juliana Gorayeb/G1

O major e piloto do Corpo de Bombeiros, Welter Alves, comanda a Companhia Especial de Operações Aéreas, que está em Montes Claros há um mês. Ele explica que é importante que simulados sejam feitos para que os profissionais estejam preparados em situações de risco.

“O serviço de resgate aéreo em casos como estes através do Corpo de Bombeiros é novo na região, estamos em funcionamento desde outubro. Então estas medidas servem para nos prepararmos para eventos e para mostrarmos à sociedade como funcionam os riscos destas situações. Além disso, a gente treina a sinergia entre os órgãos, especialmente entre Samu e Bombeiros”, afirma.

O major Darlan Moreira, comandante do 7º Batalhão de Bombeiros Militar, comenta que simulados como estes já haviam sido feitos, mas o apoio da aeronave torna tudo diferente.

“A simulação de um incêndio em edificação vertical com o apoio da aeronave possibilita duas maneiras de evacuação de vítimas, através do próprio helicóptero e da tirolesa, que é o instrumento que afixamos entre duas edificações e permite o transporte de pessoas de um prédio a outro. Este tipo de estratégia pode potencializar nossas ações na prática”, explica.

O helicóptero do Suporte Aéreo Avançado de Vida levou militares ao topo do prédio que passava pelo incêndio simulado, para que preparassem as possíveis vítimas que foram transportadas através de um cesto de proteção. Dezenas de profissionais do Samu aguardavam na parte térrea do prédio, com um aparato que, na prática, serviria para oferecer os primeiros socorros aos feridos e dividi-los entre os principais hospitais da cidade.

Espécie de cesto de proteção serviu para levar e buscar vítimas durante a simulação de incêndio — Foto: Juliana Gorayeb/G1
Cesto de resgate serviu para levar e buscar vítimas durante a simulação de incêndio — Foto: Juliana Gorayeb/G1

O auxiliar técnico da coordenação médica do Samu, Antônio Cedrim, afirma que o entrosamento entre os órgãos é importante para que a eficácia de salvamentos reais aumente.

“É importante para ver nosso entrosamento e testar como está o funcionamento das equipes, avaliar como está a resposta dos nossos serviços para a população. O simulado próximo da realidade serve para treinar ainda a própria população, que nos vê em atuação e entende como deve agir nestes casos, além de expor os riscos que envolvem resgates como este”, comenta.

Atores com marcas de tinta que simulavam ferimentos circulavam entre as pessoas na Avenida José Correa Machado. Eles choravam e gritavam por socorro, para chamar ainda mais atenção de quem passava pelo local. O lavador de carros, Paulo Henrique Caldeira, se aproximou para ver de perto o que estava acontecendo. “Pareceu real. Vi o povo gritando na rua gritando, a fumaça aumentando, aí viemos ver o que era. Quando chegamos soubemos que se tratava de uma ação muito bem organizada entre SAMU e Bombeiros. Acho importante sim”, diz.

O major Welter Alves garante que ter se aproximado e chamado à atenção da sociedade sem incidentes representa o sucesso da operação. “Saímos vitoriosos. Mostramos que Montes Claros está preparada para incidentes como estes e pode fazer salvamentos grandiosos sem consequências ruins”, comemora.

Samu preparou estrutura para receber possíveis feridos durante o incêndio simulado — Foto: Juliana Gorayeb/G1
Samu preparou estrutura para receber possíveis feridos durante o incêndio simulado — Foto: Juliana Gorayeb/G1

G1 Minas Gerais

Bombeiros de Minas Gerais vão usar drones para ajudar nas ocorrências de incêndios

Minas Gerais – O Corpo de Bombeiros vai ganhar um novo aliado no combate aos incêndios: os drones. A ideia é ter uma visão do alto do fogo, principalmente em áreas de preservação, além de poder fazer um mapeamento de para onde vai o fogo e a melhor forma de combatê. Os drones também vão ajudar no monitoramento de incêndios criminosos.

Bombeiros vão usar drones para ajudar em ocorrências de desaparecidos e produtos perigosos também | Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação
Bombeiros vão usar drones para ajudar em ocorrências de desaparecidos e produtos perigosos também | Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação

“Com o equipamento a gente economiza o uso da aeronave que é muito mais caro. Com o drone é possível ver para onde o fogo está indo e como temos que atuar naquela área. Além de trabalhar na prevenção com um monitoramento das pessoas na áreas de preservação para coibir incêndios criminosos”, explica o capitão Thiago Miranda do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

Segundo ele as áreas de preservação têm algumas câmeras, mas com o drone é possível monitorar uma área maior e ir até locais de difícil acesso.Nesta época de seca que vai até novembro e que as queimadas são frequentes, o capitão explica que o uso de drones será fundamental. O equipamento chega a até cerca de 130 metros de altura.

“Nós já fizemos alguns testes e estamos agora treinando os bombeiros para operarem os drones. A previsão é que no ano que vem todas as unidades dos Bombeiros de Minas já estejam com os drones e com os bombeiros treinados para operá-los. Isso vai ajudar muito nas ocorrências”, afirma o capitão.

Bombeiros vão usar drones para ajudar em ocorrências de desaparecidos e produtos perigosos também | Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação
Bombeiros vão usar drones para ajudar em ocorrências de desaparecidos e produtos perigosos também | Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação

Ajuda em várias ocorrências

Segundo ele, as queimadas são o principal foco do uso para os drones, mas eles também podem ser úteis em outras ocorrências como, por exemplo, em acidentes com produtos perigosos. “Com o drone nós conseguimos ter uma visualização mais de perto do problema sem correr riscos”, explicou o capitão.

Outras utilidades que o equipamento pode ter é na busca por pessoas desaparecidas já que o drone além de ter um custo mais baixo pode chegar a locais de difícil acesso onde as vítimas podem estar. O equipamento também em tragédias como o rompimento da Barragem em Mariana para fazer um monitoramento da área atingida.

As queimadas em números

Neste ano já foram 2569 ocorrências atendidas pelos bombeiros em relação a incêndio em vegetação de janeiro a maio. No ano passado foram 2.395 no mesmo período. Em 2017 todo foram 14.127 ocorrências.

Bombeiros vão usar drones para ajudar em ocorrências de desaparecidos e produtos perigosos também | Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação
Bombeiros vão usar drones para ajudar em ocorrências de desaparecidos e produtos perigosos também | Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação

Fonte: O Tempo, por Natália Oliveira.

Helicóptero do Bombeiro que irá atender o Samu Regional de Uberaba/MG também fará transporte de órgãos

Minas Gerais – Helicóptero do Samu Regional Triângulo-Sul que chegará a Uberaba este mês também vai atender as demandas de doação de órgãos. A expectativa para a entrada em operação de mais um veículo de resgate regional é grande.

Um dos propósitos da aeronave será o transporte de órgãos coletados pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do Hospital de Clínicas da UFTM. Parceria já foi, inclusive, acordada com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, através do Batalhão de Operações Aéreas (BOA).

Foto: Divulgação BOA/CBMMG.
Foto: Divulgação BOA/CBMMG.

“Temos uma grande expectativa com a chegada deste helicóptero; a parceria já está selada. Inclusive, haverá um heliporto na área do Uberaba Tênis Clube, que pertence à UFTM. Quando precisarmos levar órgãos e tecidos ao aeroporto ou até a Uberlândia, de forma ágil, [o helicóptero] estará à disposição. Isso vai agilizar o serviço e vamos ganhar tempo entre a captação e cirurgia”, explica o médico Ilídio Antunes de Oliveira Júnior, coordenador da Comissão.

Por falar em doação de órgãos, recentemente a Comissão teve mais um resultado positivo para doação de múltiplos órgãos e tecidos. Ao todo foram cinco pessoas que receberam doações, entre as quais de dois rins, um para Uberlândia e outro para Uberaba; duas córneas, que também foram para Uberlândia e Uberaba, e de um fígado, encaminhado para Belo Horizonte.

Conforme o balanço divulgado pela Comissão, até o momento, a doação de múltiplos órgãos já chega a 80%. Das cinco mortes encefálicas registradas, em quatro houve doações, isto é, em média, a cada dez mortes existem doações em oito. Inclusive, a Regional segue mantendo um resultado positivo anualmente. Segundo Ilídio Antunes, nos últimos oito anos, houve 90% de doações, o que é um resultado muito satisfatório.

Fonte: JM Online

Arcanjo 03 localiza pessoas perdidas na região da Cachoeira da Ostra, em Brumadinho

Minas Gerais – Na quarta-feira (16), quatro pessoas que estavam perdidas na região da Cachoeira da Ostra, em Brumadinho, foram localizadas com ajuda da equipe aeromédica do helicóptero Arcanjo 03 do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros.

Um homem e três mulheres decidiram realizar uma trilha para a Cachoeira, porém se perderam ao longo do caminho. Ao serem localizados pela aeronave, as vítimas foram avaliadas e duas mulheres estavam se sentido mal.

Após avaliação da médica do Samu que foi compondo a equipe aeromédica, verificou-se que ambas estavam com a pressão arterial alterada e ainda relataram possuir histórico de problemas cardíacos.

Por terem apresentado melhoras após repouso, as pessoas foram orientadas que não deveriam praticar tal atividade física mediante o histórico médico relatado. As pessoas foram deixadas em local seguro e sugerido realizar consulta médica posterior.

Arcanjo 03 localiza pessoas perdidas na região da Cachoeira da Ostra, em Brumadinho
Arcanjo 03 localiza pessoas perdidas na região da Cachoeira da Ostra, em Brumadinho

Motociclista é socorrido de helicóptero após sofrer acidente em trilha no Morro do Careca, em MG

Minas Gerais – No sábado (12), um motociclista foi resgatado pela equipe aeromédica do helicóptero Arcanjo (EC145) do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros após sofrer acidente em uma trilha no município de Rio Acima, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o homem de 42 anos fazia trilha pelo Morro do Careca e caiu em um local de difícil acesso. Havia a suspeita de que ele tivesse fraturado a clavícula. Como não era possível chegar de viatura, o helicóptero Arcanjo foi acionado.

O motociclista foi estabilizado pela equipe aeromédica e transportado até Nova Lima, onde foi deixado aos cuidados de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Seu estado de saúde era estável.

Buscas por atleta francês desaparecido no pico dos Marins mobiliza forças de segurança de Minas Gerais e de São Paulo

Minas Gerais – As buscas pelo francês Gilbert Eric Welterlin, de 53 anos, desaparecido no Pico dos Marins em Piquete continuam. O francês mora há três anos em Itajubá (MG) e já disputou várias competições de trekking, que é uma corrida de montanha.

Na última segunda-feira (16), ele saiu para fazer uma trilha no Pico dos Marins e como ele não retornou, as buscas começaram no dia seguinte. O carro dele foi encontrado na base do pico, entre os municípios de Delfim Moreira, em Minas Gerais, e Piquete, em São Paulo, sem sinais de arrombamento.

Buscas por atleta francês desaparecido no pico dos Marins mobiliza forças de segurança de Minas Gerais e de São Paulo. Foto: Divulgação.
Buscas por atleta francês desaparecido no pico dos Marins mobiliza forças de segurança de Minas Gerais e de São Paulo. Foto: Divulgação.

Equipes do Exército, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar de Minas Gerais e de São Paulo, além de voluntários, estão empenhadas nas buscas do francês. Estão sendo utilizados cães farejadores dos bombeiros, tropas especiais da polícia e os helicópteros Águia da PM de São Paulo, Pégasus da PM de Minas e o Arcanjo do Bombeiro de Minas Gerais.

Além dos voluntários, mais de 100 militares foram mobilizados para essa operação. No domingo (22), uma equipe de 24 militares, contando com bombeiros, policiais, além de guias locais, foram desembarcados pelo helicóptero Águia da PM, por volta de 09h00, em 4 pontos de uma rota que Eric havia realizado no ano de 2014. A rota foi conseguida em seu notebook.

Devido a instabilidade meteorológica, o helicóptero Águia da PMESP ficou em condições de emprego em Piquete (Fábrica da Imbel), e o Pegasus da PMMG no trevo da estrada mais abaixo da base do Pico dos Marins.

Buscas por atleta francês desaparecido no pico dos Marins mobiliza forças de segurança de Minas Gerais e de São Paulo. Foto: Divulgação.
Buscas por atleta francês desaparecido no pico dos Marins mobiliza forças de segurança de Minas Gerais e de São Paulo. Foto: Divulgação.

Com a abertura do tempo por volta das 14:30h o helicóptero Pégasus da PM de Minas pousou no morro do Careca com a finalidade de levar uma equipe para realizar reconhecimento (filmagem e foto) de rota próxima ao Pico do Marins, porém, o tempo não colaborou e o reconhecimento não pode ser feito por completo.

Dois militares observadores aéreos do Pégasus (PMMG) com um militar do CBMMG utilizaram um drone na trilha para o Pico do Marins, próximo ao morro do Careca. Além disso, uma equipe do CBMMG e PMMG percorreu estradas do entorno com fotos do Erick realizando contato nas residências, além da conferência em casas abandonadas e trilhas próximas. Mesmo procedimento foi feito na sexta-feira (20) também com uma viatura do CBMMG e um guia local, sem sucesso.

As buscas continuam nessa segunda-feira (23) e os helicópteros Águia, Pégasus e Arcanjo estão sendo empregados para avalização e localização de possíveis rotas, com base nas informações encontradas em seu computador. Outra tentativa está sendo conseguir informações de um aplicativo utilizado por ele para realização das rotas.

Buscas por atleta francês desaparecido no pico dos Marins mobiliza forças de segurança de Minas Gerais e de São Paulo. Foto: Divulgação.
Buscas por atleta francês desaparecido no pico dos Marins mobiliza forças de segurança de Minas Gerais e de São Paulo. Foto: Divulgação.

Arcanjo 04 socorre duas crianças vítimas de agressão no interior de Minas Gerais

Minas Gerais – O Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros atendeu na tarde de sexta-feira (06) duas crianças vítimas de agressão na pequena comunidade rural de Santana do Pirapama, Região Central de Minas Gerais. As crianças de 3 e 4 anos foram atingidas na região da cabeça com golpes de machado durante uma agressão feita por um homem, que ainda matou a esposa, a sogra e a cunhada com golpes de machado dentro de duas casas.

Arcanjo 04 socorre duas crianças vítimas de agressão no interior de Minas Gerais
Arcanjo 04 socorre duas crianças vítimas de agressão no interior de Minas Gerais

As duas crianças seriam filha e um sobrinho do agressor que está foragido. Uma pessoa encontrou as mulheres e as crianças depois de algum tempo e procurou ajuda. As crianças foram socorridas por uma ambulância e encaminhadas para o hospital de Santana do Pirapama. As mulheres já estavam mortas.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e uma equipe aeromédica do helicóptero Arcanjo 04 foi para o local e fez o transporte das crianças para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde estão sendo tratadas. O estado de saúde delas é muito grave.

Um grande cerco foi montado na região para tentar encontrar o autor dos crimes. Policiais de Sete Lagoas, Curvelo e Presidente Juscelino, reforçam o patrulhamento. Cães farejadores auxiliam nas buscas, assim como uma aeronave da corporação.

Arcanjo 04 socorre duas crianças vítimas de agressão no interior de Minas Gerais
Arcanjo 04 socorre duas crianças vítimas de agressão no interior de Minas Gerais

Arcanjo 04 do Corpo de Bombeiros socorre motorista de caminhão vítima de acidente na BR-381 em Caeté, MG

Minas Gerais – Na manhã de segunda-feira (26), um acidente entre uma carreta e um ônibus na BR-381, km 241, Roças Novas, distrito de Caeté, Região Metropolitana de Belo Horizonte deixou uma vítima grave.

No ônibus transportava 14 passageiros e todos saíram ilesos. O condutor do caminhão, de 34 anos, sofreu fraturas nos membros inferiores. Tendo em vista a gravidade de seus ferimentos a equipe aeromédica do helicóptero Arcanjo 04 do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros foi acionada para realizar o socorro do motorista.

Depois de estabilizada, a vítima foi transportada de helicóptero ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Segundo Polícia Rodoviária Federal, o trânsito ficou parcialmente interditado em ambos sentidos. Por volta das 13h00 a pista foi totalmente liberada.

Arcanjo 04 socorre motorista de caminhão vítima de acidente na BR-381 em Caeté, MG
Arcanjo 04 socorre motorista de caminhão vítima de acidente na BR-381 em Caeté, MG.

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