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Comitiva do Piauí conhece estrutura do Paraná para transporte aéreo de órgãos e transplantes

Paraná – A Casa Militar do Governo do Paraná recebeu na quarta-feira (27) uma comitiva do Gabinete Militar do Estado do Piauí. O objetivo da visita foi conhecer a estrutura paranaense utilizada no transporte de órgãos e equipes médicas, considerada uma das mais ágeis do País, com aviões e helicópteros disponíveis 24 horas por dia para o transporte de órgãos. Esse trabalho é feito com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde.

O Paraná é líder nacional em doação de órgãos. Em 2024, registrou 42,3 doadores por milhão de população, mais que o dobro da média brasileira, segundo dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), elaborado e divulgado pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

Esse resultado é garantido por uma rede organizada de captação e transplantes e pelo apoio logístico da Casa Militar, responsável pelo transporte aéreo em situações que exigem rapidez. Cada tipo de órgão tem um limite de isquemia – o tempo de retirada do órgão até ser implantado em outro paciente. O coração é o mais sensível (cerca de 4 horas), o fígado resiste por volta de 12 horas e o rim até cerca de 36 horas.

De 2019 até 2024 foram realizadas 654 missões aéreas para transplantes, somando mais de 1,8 mil horas de voo. Somente no ano passado, 832 órgãos foram transplantados no Estado, sendo que 250 dependeram de transporte aéreo, entre eles corações, fígados e rins – órgãos que precisam ser implantados em prazos curtos para garantir a sobrevida do paciente.

Comitiva do Piauí conhece estrutura do Paraná para transporte aéreo de órgãos e transplantes. Foto: Geraldo Bubniak

Segundo o major Alessandro Maceno, da Casa Militar do Paraná, a vinda da equipe do Piauí faz parte de um processo de estudo. “Eles vieram buscar a expertise que desenvolvemos aqui no transporte aéreo, desde os contratos de combustível até a aquisição de aeronaves, para entender o modelo que aplicamos e avaliar como podem implementar algo semelhante lá”, disse.

Além da eficiência, o fator econômico também chamou a atenção da comitiva. Enquanto o Estado do Piauí gasta em média R$ 35 mil por hora de voo em contratos terceirizados, no Paraná o valor é de aproximadamente R$ 10 mil, já incluindo custos administrativos, que conta com 16 pilotos para cinco aeronaves e três pilotos para um helicóptero.

De acordo com Rodrigo Alcântara de Almeida, assessor técnico do Gabinete Militar do Estado do Piauí, o modelo paranaense se destacou pelo uso múltiplo das aeronaves. “O que achamos mais interessante é a integração com a Central de Transplantes, porque as aeronaves não ficam restritas ao transporte de autoridades, mas também ajudam a salvar vidas e, ao mesmo tempo, diluem custos de manutenção e operação”, disse.

Secundado dados do RBT, o Paraná manteve em 2024 um volume expressivo de procedimentos, com destaque para os 1.248 transplantes de córnea e os 550 transplantes de rim (52 de doadores vivos e 498 de doadores falecidos). O Estado também realizou 304 transplantes de fígado, seis de pâncreas e 43 de coração, além de 410 transplantes de medula óssea.

A formação continuada é parte central da estratégia. No ano passado foram promovidos dezenas de cursos – entre eles 28 sobre determinação de morte encefálica, 19 sobre o processo de doação e 8 sobre acolhimento e entrevista familiar – além de 75 palestras e ações que alcançaram mais de 1.100 profissionais.

ESTRUTURA E ATENDIMENTO

O Sistema Estadual de Transplantes (SET/PR) é formado pela Central Estadual de Transplantes em Curitiba e por quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) em Cascavel, Curitiba, Maringá e Londrina. Ao todo, cerca de 700 profissionais atuam em aproximadamente 70 hospitais notificantes, sustentando 34 equipes transplantadoras de órgãos e 72 equipes de tecidos.

A infraestrutura laboratorial e de bancos de tecidos também dá suporte à rede. Há cinco laboratórios de histocompatibilidade, três laboratórios de sorologia e três bancos de tecidos (dois oculares e um multitecidos). Recentes investimentos em frota terrestre reforçaram a logística local, com 18 automóveis novos, num investimento de R$ 1,9 milhão.

Segundo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), há 73.937 pacientes ativos na fila nacional; no Paraná, o RBT aponta 3.843 pessoas na espera, enquanto o relatório estadual do SET/PR eleva esse total para 4.176 pacientes.

A rapidez no transporte é um componente decisivo para o sucesso dos transplantes. Segundo levantamento do SET/PR, o Paraná realizou 454 transplantes de órgãos sólidos de janeiro a julho de 2025. Os rins continuam liderando a lista, com 259 cirurgias, seguidos pelo fígado (167). O coração, que exige condições específicas para viabilizar a cirurgia, somou 20 procedimentos no período. Também foram registrados transplantes combinados, como rim e pâncreas (6) e rim e fígado (2).

O conjunto de organização institucional, equipes capacitadas, bancos e laboratórios e a disponibilidade de apoio logístico colocam o Paraná em posição de referência nacional. O Estado também registra uma das menores taxas de recusa familiar do País – cerca de 29% segundo levantamento do RBT de janeiro a março de 2025 – ante uma média nacional em torno de 46%.

Paciente é transferido de Mato Grosso do Sul para São Paulo para realizar transplante renal

Mato Grosso do Sul – A doação de órgãos é um ato que salva vidas, mas para que esse gesto se concretize, é essencial uma rede articulada, ágil e comprometida. Foi exatamente isso que aconteceu no dia 27 de maio, quando a CTA (Coordenadoria de Transporte Aéreo) da Casa Militar do Governo de Mato Grosso do Sul realizou uma missão de alta relevância: transportar com urgência o jovem João Vitor Silva de Andrade até São Paulo para a realização de um transplante renal.

João Vitor, que enfrenta a rotina exaustiva da hemodiálise devido a uma doença renal crônica, estava ativo na lista de espera por um órgão. A missão foi acionada após a Faculdade de Medicina da USP comunicar a disponibilidade de um rim compatível, exigindo a chegada imediata do paciente à unidade hospitalar para a realização do procedimento.

O voo partiu de Campo Grande com destino a São Paulo, cumprindo rigorosamente a janela crítica para a realização do transplante, garantindo a segurança e a estabilidade do paciente durante todo o trajeto.

Paciente é transferido de Mato Grosso do Sul para São Paulo para realizar transplante renal.

Avião da Casa Militar do Paraná agiliza transplante em Maringá com captação rápida em Ponta Porã

Paraná – Uma aeronave da Casa Militar realizou o primeiro transporte de órgãos do ano na quinta-feira (5). A equipe médica da Central de Transplantes de Maringá se deslocou até o município de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, para coletar rins e fígados e levá-los até o um hospital no município do Noroeste paranaense. O trajeto de 250 quilômetros, que levaria em média 7h30 de carro, foi realizado em menos de 1h pela aeronave King C90.

O Paraná é referência nacional no transplante de órgãos, o que se deve a uma série de fatores, entre eles, a estrutura disponível para viabilizar o transporte dos órgãos com muita rapidez. A agilidade é crucial para o sucesso do procedimento por conta do tempo de conservação dos órgãos. Um coração, por exemplo, precisa ser transplantado em até quatro horas. Para um transplante de fígado são necessárias 12 horas.

Aeronave do Estado agiliza transplante de rins em Maringá com captação rápida em Ponta Porã. Foto: Casa Militar.

Atualmente, o Sistema Estadual de Transplantes conta com nove veículos e um veículo em cada Organização de Procura de Órgãos (OPO): Cascavel, Curitiba, Londrina e Maringá. Soma-se a isso uma equipe de motoristas em Curitiba e o apoio da rede de transporte das Regionais de Saúde no Interior do Estado, além das aeronaves à disposição que garantem a agilidade necessária no transporte.

A estrutura se reflete nos números. Entre 2019 e 2022, foram realizadas 362 missões, uma soma de mil horas de voo. Só em 2022, foram 79 missões, totalizando 218 horas de voo.

O Estado é líder nacional em doação por milhão de habitantes. De acordo com o último relatório da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), entidade nacional que faz o levantamento desses números, de janeiro a junho deste ano o Paraná registrou 39,7 doações de órgãos por milhão de população, um aumento de 10% em relação ao índice registrado no final de 2021 (35,8). O Paraná é seguido pelos estados de Santa Catarina (37,9 pmp) e Ceará (24,9 pmp). A média nacional é de 15,4 pmp.

O Paraná também é líder no transplante de rim por milhão de população, com indicador de 36,6 pmp, e fica com a vice-liderança no transplante de fígado (26 pmp). Nesses dois casos as médias nacionais são de 22,3 pmp e 9,4 pmp, respectivamente. O Estado ainda apareceu entre as seis unidades da Federação que mais fizeram transplantes de pâncreas (0,7 pmp), pulmão (0,2 pmp), medula óssea (29,1 pmp) e córnea (70,2 pmp).

Aeronave do Estado agiliza transplante de rins em Maringá com captação rápida em Ponta Porã. Foto: Casa Militar.

Governo do MS realiza operação para transportar quatro pacientes para transplante no Paraná e São Paulo

Mato Grosso do Sul – Na quinta (24) e sexta-feira (25), dois voos foram realizados pelas aeronaves do Governo do Estado para transportar pacientes que estavam na fila para transplante de órgãos. A operação envolveu a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o  Corpo de Bombeiros Militar e a Casa Militar do Mato Grosso do Sul e o Corpo de Bombeiros do Paraná.

Na quinta-feira (24), três pacientes foram levados para o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, distante 30,5 km de Curitiba, no Paraná. Dois pacientes são renais crônicos moradores de Campo Grande e a terceira é moradora de Jardim e espera pela doação de um fígado.

Na sexta-feira (25), novamente transportaram uma menina de 4 anos, portadora de doença renal crônica que estava na fila de transplantes de rim. Ela mora em Coxim, município que fica a 260 quilômetros de Campo Grande. A família saiu de carro da cidade e depois de 3 horas de viagem chegaram no hangar do Aeroporto Internacional de Campo Grande.

Ao lado da mãe, a menina foi embarcada e depois de cerca de uma hora de voo chegaram no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. De lá a família seguiu para o hospital. Ao todo são convocados dez pacientes compatíveis com o órgão a ser doado. No hospital são realizados diversos testes para analisar o grau de compatibilidade de cada paciente. O órgão será transplantado para o paciente com maior grau de compatibilidade, respeitando a ordem de espera na fila.

Segundo a Central de Transplantes de Mato Grosso do Sul, esse ano foram realizados 129 transplantes de órgãos, três de coração, 23 de rins e 103 de córneas. Também foram coletados 160 órgãos. Foram enviados para transplantes em pacientes de outros Estados 97 órgãos coletados em Mato Grosso do Sul, quatro corações, quinze córneas, 23 fígados, um pulmão e 54 rins.

Operação contou com o apoio da Casa Militar e Bombeiros Militares. Foto: Divulgação Ascom MS.

NOTAER e SAMU do Espírito Santo realizaram no primeiro semestre de 2020 o resgate de 134 pessoas

Espírito Santo – Entre as atividades do dia-a-dia e apoios às ocorrências policiais e de resgate, no 1º semestre de 2020, o Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAER), que trabalha em parceria com Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), foi acionado para atender 125 missões aeromédicas, em um total de 149,3 horas de voo.

Foram 134 pessoas resgatadas e transportas pelas equipes dos helicópteros Hárpia em todo o Estado. Nos últimos dias as equipes integradas do NOTAER e SAMU realizaram mais duas remoções aeromédicos. No final da tarde de quinta-feira (02) a equipe do Harpia 06 foi acionada para realizar a remoção aeromédica de um paciente que estava internado no hospital de Venda Nova do Imigrante, região serrana do Estado.
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Um senhor de 56 anos sofreu uma queda de uma altura aproximada de 6 metros. O acidente aconteceu em um distrito rural do município vizinho, Domingos Martins. O homem sofreu grave lesão na coluna (traumatismo raquimedular) e precisou da remoção aeromédica para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência, em Vitória.

Na tarde quarta-feira (1º), foi realizada a primeira remoção aeromédica de uma paciente do município de Santa Leopoldina. A base do SAMU foi implantada na cidade em abril deste ano. Uma idosa de 79 anos, vítima de infarto agudo do miocárdio, foi transferida pelo Harpia 06 para a Santa Casa de Misericórdia, em Vitória.

O NOTAER possui um programa de visitação de estudantes e visitas individuais ou em grupos familiares e de amigos. Para saber mais sobre o Programa “Conhecer o NOTAER” – Ninho dos Harpias, CLIQUE AQUI.

Aeronaves do governo do Paraná já transportaram 4.569 amostras de material para teste do COVID-19

Paraná – Em pouco mais de 35 dias, as aeronaves do Governo do Estado já transportaram 4.569 amostras de material para testes do novo coronavírus, em 19 regionais de Saúde do Paraná, segundo levantamento da Casa Militar, órgão responsável pela operação.

Apenas a Região Metropolitana de Curitiba, Paranaguá, Irati e Ponta Grossa não participam da logística aérea pela proximidade com São José dos Pinhais, onde os testes são realizados.

As aeronaves contabilizaram 219 horas e 53 minutos de voo em pouco mais de um mês (24 de março a 27 de abril), o que significa mais de nove dias ininterruptos de deslocamento. A frota é composta por quatro aviões – um Cessna Caravan, dois Sênecas III e o King Air 350 – e mais um helicóptero.

Aeronaves da Polícia Militar e da Polícia Civil também são usadas, conforme a necessidade. Essa logística foi desenhada pela Casa Militar e pela Secretaria de Estado da Saúde e ajuda a mapear melhor e mais rápido a circulação do novo coronavírus no Paraná. Além disso, possibilita o diagnóstico preciso aos pacientes a partir do teste de detecção realizado no Laboratório Central do Estado (Lacen-PR), que é referência no Paraná para o tipo mais completo de exame (RT-PCR).

Laboratório Central do Estado – LACEN – Recebimento de amostras para teste do Coronavirus.
Curitiba, 01/04/2020 – Foto: Geraldo Bubniak/AEN

COMO FUNCIONA

As prefeituras transportam as amostras do material coletado nas vias respiratórias do paciente até as sedes das regionais e elas encaminham o conjunto para uma das nove cidades com aeroportos que cobrem o Paraná de Leste a Oeste e de Norte a Sul: Guarapuava, União da Vitória, Telêmaco Borba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Pato Branco e Umuarama.

De acordo com a logística estabelecida pela cooperação, servidores destacados das regionais de Saúde informam a Casa Militar sobre a quantidade de amostras que precisam ser transportadas no dia seguinte, e o órgão prepara a logística de coleta, com a orientação de que os testes devem chegar no Lacen até as 11 horas.

Além dos exames, as aeronaves ajudam a transportar caixas UN3373 para as regionais. Essas embalagens são próprias para material biológico. A organização logística é específica para o Lacen e não envolve os demais laboratórios privados ou públicos já credenciados.

Casa Militar de Mato Grosso do Sul realiza dois voos para transportar nove órgãos

Mato Grosso do Sul – Dois voos pela vida foram realizados pelas equipes que realizam transplante de órgãos em Mato Grosso do Sul neste final de semana. Na sexta feira (26), mesmo com condições de tempo desfavorável, a aeronave da Casa Militar do Estado decolou para Três Lagoas, para dar apoio à Central Estadual de Transplante (CET), sendo que nesta operação foram viabilizados a doação de dois rins que seguiram para São Paulo (SP) e um fígado que seria doado para um paciente de Brasília (DF).

Já na manhã de sábado (27), a aeronave partiu novamente em apoio à CET para levar a equipe até Dourados, sendo que desta vez a operação envolveu a doação de dois rins que seguiram para São Paulo (SP), mais um fígado para o DF e as córneas para um paciente de Campo Grande.

No total, foram nove órgãos que irão beneficiar quem espera por essa ajuda. Somente neste ano, foram realizadas 14 missões deste tipo pelo Estado através das aeronaves operadas pela Casa Militar.

A expectativa da equipe é que esse trabalho seja reforçado e ainda mais dinâmico em breve pela Casa Militar, que contará com o reforço de uma nova aeronave, adquirida pelo Governo do Estado, que vai reforçar a logística da CET, viabilizando inclusive a retomada do transplante de coração pela Santa Casa de Campo Grande.

Casa Militar de Mato Grosso do Sul realiza dois voos para transplante de órgãos. Foto: Correio do Estado

Aeronaves do Governo ajudam Paraná a ser referência em transplantes

Paraná – As cinco aeronaves à disposição do Governo do Estado têm também uma missão social. A frota é usada para o transporte de órgãos humanos e ajuda a fazer do Paraná referência em transplantes. Só neste ano foram 57 missões de apoio, perfazendo 117 horas e 55 minutos de voo, para o transporte de 111 órgãos.

Essa atuação ajuda a salvar vidas, como a de Antônio Carlos dos Santos, 56 anos, de Marechal Cândido Rondon. O técnico em manutenção predial é um dos tantos beneficiados pela política para a saúde adotada no Estado – há um ano que ele escuta um novo coração batendo no peito. “Para falar a verdade, passei a viver depois do transplante”, diz.

Opção pela vida que sempre rende boas histórias. A frota é formada por quatro aviões – um King Air 350, um Grand Caravan, dois Sênecas III – e mais um helicóptero. No mês passado, por exemplo, a logística de um transporte de órgãos só obteve sucesso graças ao King Air, que é usado com frequência pelo governador. O avião foi acionado em um fim de semana para buscar fígado, rins e baço de um doador em Cascavel e trazer os órgãos para serem reimplantados em pacientes compatíveis que se encontravam na fila de espera em Curitiba. Mais três vidas salvas.

Aeronaves do Governo ajudam Paraná a ser referência em transplantes. Foto: Divulgação

“Quanto antes retirar o órgão e reimplantar, melhor o resultado. Um coração, por exemplo, dura quatro horas. O fígado, oito. Sem essa logística aérea, não tem como fazer, seria apenas transplantes entre pessoas da mesma cidade”, afirmou Arlene Terezinha Cagol Garcia Badoch, coordenadora do Sistema Estadual de Transplante do Paraná (SET/PR).

De acordo com a Casa Militar, a hora/voo dos dois Sênecas III a serviço do Executivo custam R$ 1.500. O investimento no deslocamento entre a capital e Cascavel seria de R$ 5.250, considerando 3 horas e meia para a ida e a volta. “Com essas distâncias, sem um avião, não teria como fazer”, explicou o Capitão Pedro Paulo Sampaio, um dos responsáveis pelo setor.

LIDERANÇA

Desempenho que ajudou o Paraná a fechar o ano passado na liderança em número de doações, em transplantes realizados, em autorização das famílias e em busca por possíveis doadores, segundo levantamento da revista Registro Brasileiro de Transplantes, publicação da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), especializada no segmento.

Aeronaves do Governo ajudam Paraná a ser referência em transplantes. Foto: Divulgação

Foram 47,7 doadores por milhão de população (pmp), resultado quase três vezes maior que a média do País, de 17 pmp. Com relação aos transplantes realmente efetivados, o Estado voltou a se destacar ao realizar 90,9 transplantes pmp, seguido por Pernambuco (69,2 pmp) e São Paulo (67,4 pmp). No Brasil essa taxa foi de 41,9 pmp, bem distante do índice previsto para 2021 de 60 transplantes pmp.

“O Paraná tem um serviço bem estruturado e equipes capacitadas, realmente comprometidas com resultados de qualidade”, diz Beto Preto, secretário de Estado da Saúde. Segundo ele, o governo trabalha com foco sempre em garantir agilidade à população.

ÍNDICE 2019

A liderança do Paraná se mantém nos quatro primeiros meses de 2019. Estatísticas do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná mostram que as doações efetivas somam na média 40,7 pmp. Foram 235 transplantes realizados, entre rim (155), fígado (76) e coração (4), além 254 córneas. “O Paraná é o estado com as maiores doações porque trabalhamos em vários pilares, temos equipes 24 horas por dia, especializadas em identificar a morte encefálica, além de uma logística excelente”, ressaltou Arlene.

O Paraná é o único estado do Brasil a concluir e aprovar um Plano Estadual de Doação e Transplantes, com planejamento até 2022. Tudo é controlado em uma Sala de Situação, que monitora todo o Estado 24 horas por dia, e faz a análise dos dados para elaborar estratégias de ação.

EXCELÊNCIA

O sistema paranaense está baseado em quatro Organizações de Procura de Órgãos – Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel. Esses centros trabalham na orientação e capacitação das equipes distribuídas em 67 hospitais do Paraná que mantêm Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT).

No total, são 671 profissionais envolvidos e dedicados a salvar vidas. O Estado trabalha com quatro câmaras técnicas – coração, fígado, rim e córneas. E também é campeão no transplante de fígado e de rim.

Até fevereiro, 1.978 pessoas aguardam na fila por um transplante; no Brasil, são mais de 33 mil pessoas à espera de um órgão. Realidade, agora, bem distante do seu Antônio Carlos. “Eu morri umas três ou quatro vezes, o coração não aguentava. Só posso agradecer”, afirma.

Casa Militar do Mato Grosso do Sul usa avião apreendido do tráfico para transportar órgãos

Ascom MS

Mato Grosso do Sul – O que antes era usado para traficar drogas hoje salva vidas. Em Mato Grosso do Sul, aeronave doada pela Polícia Federal à Casa Militar do Governo do Estado realiza missões de transporte de órgãos e contribui com a saúde pública. As operações são feitas com apoio do Corpo de Bombeiros Militar (CBMS) e da Organização de Procura de Órgãos (OPO) da Santa Casa de Campo Grande.

Somente em 2019 foram cinco missões – a última delas realizada na semana passada, explica o coordenador do transporte aéreo da Casa Militar, coronel Adalberto Ortale Júnior. “O objetivo [da aeronave] é o transporte de autoridades; apoio às operações de segurança pública; e suporte às missões humanitárias, como essa de transporte de órgãos”, conta o militar.

Na operação, rins e córneas foram captados em Dourados e enviados para Recife, Belo Horizonte e Campo Grande (córneas). “É extremamente gratificante saber que nossos esforços são no sentido de poder conduzir a esperança para muitas pessoas. Hoje, provavelmente, tem pessoas renascidas na fé de uma vida com mais qualidade, através da doação desses órgãos implantados”, expressa Ortale.

O apoio da Casa Militar em missões de transporte de órgãos teve início há cerca de quatro meses. Mas as atividades foram intensificadas neste ano, diz o enfermeiro da OPO, Rodrigo Corrêa. “Em janeiro deste ano batemos o recorde de transportes. Foram três realizados”, afirma o profissional. Segundo ele, a Central Nacional de Transplante (CNT), que fica em Brasília (DF), define para onde vai o órgão coletado.

“Antes fazíamos esse trabalho de carro. Captávamos o órgão em Dourados ou Três Lagoas e ele ia para outros estados. Nossos pacientes não recebiam esses órgãos porque o tempo de viagem até Campo Grande, (onde se faz operações de transplante), era de até quatro horas. Agora, com a ajuda da Casa Militar, o tempo reduziu para 40 minutos e esses órgãos podem ficar em Mato Grosso do Sul”, destaca Rodrigo.

O tempo é um fator importante nesse tipo de trabalho e o uso de aviões auxiliando na captação e transporte de órgãos aumenta as chances de sucesso em transplantes. “Sem essa ajuda da Casa Militar é impossível fazer transplante de órgãos doados de outras cidades, por causa do tempo de isquemia fria (período de ‘duração’ do órgão fora do corpo humano) conta o enfermeiro.

De acordo com Rodrigo, a Santa Casa trabalha com transplantes de rins e córneas há três anos. “Em 2016 foram realizados três transplantes; em 2017, 17; em 2018, também 17; e em 2019, até o momento, cinco”, enumera.

Com o fortalecimento da parceria para o transporte, Rodrigo acredita que no próximo semestre o hospital poderá trabalhar com transplantes de coração. “Nossas equipes estão sendo credenciadas no Ministério da Saúde”, revela.

Ao todo, a Casa Militar do Governo do Estado possui cinco aeronaves aptas para o transporte de órgãos. Em cada missão viajam cinco pessoas: três tripulantes, um médico e um enfermeiro.

Aeronaves da Casa Militar são usadas em missões humanitárias, como o transporte de órgãos. (Foto: Divulgação)

Defesa Civil participa de treino de combate a incêndio florestal com aeronave em Rio Claro, SP

São Paulo – O risco das queimadas ainda permanece e por conta disso a prefeitura de Rio Claro segue dando atenção redobrada aos treinamentos contra o fogo. Nesta semana o departamento municipal de Defesa Civil participou de atividade sobre combate a incêndios em coberturas vegetais, com o uso de aeronaves. O treino foi organizado pelo Corpo de Bombeiros e Casa Militar.

combate-a-incêndio-01O evento, que fez parte da operação Corta Fogo do governo do estado, contou ainda com a participação de representantes de usinas da região, de equipe da floresta estadual Edmundo Navarro de Andrade e outros.

“Foi uma excelente oportunidade de nos aprofundarmos em aspectos técnicos sobre acionamento e a operacionalização do apoio ao combate de incêndios florestais”, comenta o diretor da Defesa Civil de Rio Claro, Wagner Martins Araújo, lembrando que desde abril a prefeitura realiza a operação De Olho na Queimada, que prossegue até setembro.

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O vice-prefeito e secretário municipal de Segurança, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Sistema Viário, Marco Antonio Bellagamba, reforça que a colaboração da comunidade é essencial para reduzir os riscos de incêndios, que causam prejuízos materiais, põem vidas em risco, afetam a saúde pública por causa da fumaça e impactam a flora e fauna.

“Voltamos a pedir que as pessoas façam o descarte correto de lixo e não ateiem fogo nesse material e em entulho, galhos, e folhas nos terrenos baldios e vias”, destaca.

Fonte: Cidade Azul Notícias.

Governo do Mato Grosso do Sul loca avião para transporte de autoridades

Mato Grosso do Sul – Uma empresa de táxi aéreo venceu uma licitação para aluguel de aeronaves por hora para agendas oficiais do governo do Estado. Ao todo, a contratação da companhia pode custar até R$ 1,6 milhão a Mato Grosso do Sul ao longo de um ano, segundo as contas do governo.

O resultado da licitação foi divulgado nesta quinta-feira (9), no Diário Oficial do Estado. A empresa Amapil Táxi Aéreo Ltda foi a vencedora do certame, com o custo de R$ 8,4 mil pela hora do voo e com uma previsão de fornecer até 200 h de aluguel de aeronaves ao Estado.

Beechcraft C90A King Air - Imagem Ilustrativa.
Beechcraft C90A King Air – Imagem Ilustrativa.

As informações constam no edital da licitação publicado pela SAD (Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização). Segundo o edital, atualmente, apenas uma aeronave estaria a disposição para atender as agendas oficiais do governo do Estado.

A aeronave, da Coordenadoria de Transporte da Casa Militar, se trataria de um modelo King Air A100, que “periodicamente necessita de manutenção preventiva e corretiva”, ficando indisponível para voos momentaneamente.

“Desta forma, há a necessidade do Governo do Estado dispor de uma alternativa viável para o atendimento das autoridades governamentais, não sofrendo assim, solução de continuidade, principalmente nos compromissos fora do Estado”, diz o edital da licitação.

O modelo a ser fornecido pela Amapil Táxi Aéreo deve ser uma aeronave bimotora, de porte médio, com capacidade para dois tripulantes e seis passageiros, cabine pressurizada e alcance mínimo de 2 mil quilômetros.

Atualmente, a Amapil já possui um contrato para fornecimento de transporte aeromédico com o Fundo Especial de Saúde de Mato Grosso do Sul, avaliado em mais de R$ 520 mil. O contrato tem previsão para ser encerrado em maio do ano que vem.

Fonte: Midiamax

Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar auxilia no traslado de 10 órgãos no interior do Paraná

Paraná – A Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar do Paraná foi acionada pela Central de Transplantes na noite de segunda feira (11) para uma possível remoção de órgãos em Londrina. Após confirmada a missão, foi coordenado jundo ao DTCEA-BI a decolagem do Resgate 03 (Cessna 208B Grand Caravan), após o horário de fechamento do Bacacheri.

Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar auxilia no traslado de 10 órgãos no interior do Paraná
Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar auxilia no traslado de 10 órgãos no interior do Paraná.

Por volta da meia-noite de segunda para terça feira, o Caravan com a equipe médica pousou em londrina, prosseguindo ao Hospital para realizar a captação. Eram dois doadores de 20 anos de idade, totalizando 10 órgãos, entre eles 01 Coração, 02 Pulmões, 02 fígados, 04 rins e 01 Pâncreas.

Logo pela manhã o coração veio para Curitiba com o apoio da FAB em uma Aeronave VU-35 (Learjet 35). Chegando no aeroporto, o órgão foi embarcado no helicóptero Falcão 03 do BPMOA e levado ao Hospital Angelina Caron.

O Pulmão seguiu para Porto alegre com a aeronave da FAB. Finalizada a captação, a equipe médica, juntamente com os demais órgãos captados retornaram para Curitiba com o Caravan da Casa Militar, de onde seguiram até o hospital de carro.

Acompanhe a rotina da Seção pelo instagram oficial: @transporteaereocm

A atuação da aviação de asa fixa do Estado do Paraná no transporte de órgãos

Rherbert Gorges de Almeida
Cadete Bombeiro Militar – Paraná

Monografia apresentada pelo Cadete Rherbert Gorges de Almeida como requisito parcial à conclusão do Curso de Formação de Oficiais Bombeiro Militar realizada sob orientação do 1º Ten QOPM Mateus Julio Sensolo da Casa Militar do Paraná.

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A monografia estudou a atuação das aeronaves de asa fixa da Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar no transporte de órgãos. Foram avaliados dados estatísticos de doações que informam o desempenho do Paraná no cenário nacional, bem como informações fornecidas pelo setor de Controle Técnico de Manutenção da Casa Militar sobre a duração média de uma operação de transporte de órgão vital para as aeronaves do Estado, Sêneca e Grand Caravan, bem como para o King Air C-90 e Phenom 100.

Além disso foram realizadas entrevistas com o Secretário Estadual de Saúde e com coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná. Segundo o estudo as aeronaves utilizadas atualmente são capazes de suprir a demanda atual desde que os órgãos transportados não possuam um baixo tempo de isquemia e não extrapolem distâncias informadas, por conta da inexistência de licitações de abastecimento fora do Estado e de limitações de caráter operacional e climatológico.

No entanto, frente ao gradativo crescimento de doações de órgãos justificada pela eficiência de políticas públicas, publicidade e conscientização da população, essa demanda pode vir a ser excessiva no futuro e o serviço prestado, insuficiente.

Por conta disso, os recursos e efetivo disponibilizados devem ser constantemente reforçados e reconhecidos e sugere que todos os envolvidos no processo de transporte de órgãos não se deixem ofuscar pelas boas estatísticas apresentadas, mas sim que se mantenham preparados para um possível crescimento exponencial na demanda de operações, evitando, assim, recusas de transporte por indisponibilidade de aeronave, por regiões do país inacessíveis ou por baixa velocidade de voo da frota aérea.

Em duas semanas a Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar do Paraná transportou 37 órgãos para transplante

Paraná – No período de 11 a 22 de maio, a Seção de Transporte Aéreo (STA) da Casa Militar do Paraná realizou diversas missões de transporte de equipes médicas para captação de 02 corações, 10 fígados, 18 rins, 03 pâncreas e 04 baços, totalizando 37 órgãos. Para os transportes foram utilizados os aviões Embraer EMB810 “Seneca”, PP-EUS e PP-EIK.

Em duas semanas a Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar do Paraná transportou 37 órgãos para transplante
Em duas semanas a Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar do Paraná transportou 37 órgãos para transplante

Na sexta-feira (11) a equipe apoiou a captação de dois rins em Cornélio Procópio, levando-os para Curitiba. No Sábado (12), foi realizada a captação de um coração, figado e rins em Foz do Iguaçu. O coração foi levado para Pato Branco e o fígado e rins foram transportados para Curitiba.

No domingo (13), com apoio do STA, as equipes médicas realizaram a captação de dois fígados e quatro rins, com destino a Curitiba. No aeroporto, a equipe e órgãos seguiram com o helicóptero Falcão do Batalhão de Operação Aéreas da Polícia Militar (BPMOA) para o hospital do Rocio, em Campo Largo.

Na quarta-feira (16) houve a captação de fígado, rins e pâncreas em Cascavel. Na quinta-feira (17), a equipe transportou dois baços para Londrina e retornou com fígado, rins e mais dois baços. Na sexta-feira (18) a equipe fez captação de um fígado em Florianópolis, transportando para Curitiba, onde um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal aguardava para levar ao hospital do Rocio.

Em duas semanas a Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar do Paraná transportou 37 órgãos para transplante
Em duas semanas a Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar do Paraná transportou 37 órgãos para transplante

No sábado (19), houve o transporte de fígado e rins de Campo Mourão e de Cianorte foram transportados figado, rins, pâncreas e coração. Nesse transporte houve o apoio do avião Falcão 06 (Baron) do Batalhão de Aviação da Polícia Militar (BPMOA). Os órgãos de Campo Mourão e Cianorte foram levados para Curitiba.

Na segunda (21), houve a captação de figado, rins e pâncreas na cidade de Londrina para Curitiba. Na terça-feira (22), mais um fígado foi captado em Cianorte e levado para Curitiba. Foram 11 dias dedicados ao transporte de equipe médicas e de órgãos para transplantes.

A Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar do Paraná opera atualmente, um C-208B Grand Caravan, dois aviões Seneca III, um avião King Air 350 da COPEL (empresa de energia) e um helicóptero EC130B4.

Em duas semanas a Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar do Paraná transportou 37 órgãos para transplante
Em duas semanas a Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar do Paraná transportou 37 órgãos para transplante.

Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar do Paraná transporta equipe médica para captação de nove órgãos em Umuarama, Maringá e Londrina

Paraná – Na terça-feira (10), a Seção de Transporte Aéreo (STA) da Casa Militar do Paraná  realizou três missões de transporte de equipes médicas para captação de nove órgãos nas cidades de Umuarama, Maringá e Londrina. Para os transportes foram utilizadas os aviões Piper Seneca e Cessna Gran Caravan.

Piper Seneca da Seção de Transporte Aéreo (STA) da Casa Militar do Paraná
Piper Seneca da Seção de Transporte Aéreo (STA) da Casa Militar do Paraná

Os voos saíram de Curitiba, aeroporto do Bacacheri, às 8h00. A equipe do avião Seneca realizou transporte para captação de órgãos nas cidade de Londrina e Maringá, onde foram captados 2 fígados e 4 rins. Desses órgãos captados, 2 rins foram enviados para o Estado do Rio Grande do Sul, via Central Nacional de Transplantes, e 2 fígados foram transportados para Curitiba.

Para a cidade de Umuarama foi transportada outra equipe médica para captação de 2 rins e 1 fígado, trazidos para hospitais de Curitiba.

A Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar do Paraná opera atualmente, além desse avião, dois aviões Seneca III, um avião King Air 350 da COPEL (empresa de energia) e um helicóptero EC130B4.

Cessna Gran Caravan da Seção de Transporte Aéreo (STA) da Casa Militar do Paraná.
Cessna Gran Caravan da Seção de Transporte Aéreo (STA) da Casa Militar do Paraná.

TCE cobra revisão de contrato de aluguel de helicóptero pela Casa Militar do Paraná

O Tribunal de Contas determinou que a Casa Militar do Governo do Paraná realize estudos técnicos para reduzir os gastos com o aluguel de helicóptero, que, em 2014, consumiu quase R$ 3,4 milhões. A pasta também deverá manter, e disponibilizar ao TCE-PR, relatório contendo motivação e nome dos passageiros de todos os voos feitos pela aeronave.

ACÓRDÃO Nº 6405/16 – TRIBUNAL PLENO 

As duas determinações foram impostas no julgamento das contas de 2014 da Casa Militar, pela regularidade, com determinações, recomendações e multas. O secretário-chefe da Casa Militar, coronel Adilson Castilho Casitas, recebeu duas multas, que em fevereiro somam R$ 5.715,00, por não ter cumprido as determinações acima, que já haviam feitas pelo TCE-PR na análise das contas de 2013.  As multas estão previstas no Artigo 87 da Lei Orgânica do Tribunal (Lei Complementar Estadual nº 113/2005). O gestor já recorreu da decisão.

betoricha

O Contrato nº 5/2013, mantido pela Casa Militar com a empresa Helisul Táxi Aéreo Ltda., prevê a locação de um helicóptero para o transporte do governador Beto Richa no desempenho de suas atividades oficiais de chefe do Poder Executivo do Paraná. Uma cláusula do contrato – questionada pelo TCE-PR ainda na prestação de contas de 2013 da entidade – assegura o pagamento mínimo de 40 horas de voo por mês, mesmo que a prestação de serviço efetiva seja inferior a esse tempo.

Ociosidade

Em vigor desde abril de 2013, o acordo com a Helisul prevê o aluguel de um helicóptero para o transporte de Richa nas atividades oficiais como chefe do Executivo estadual. Desde então, o contrato traz a cláusula que assegura o pagamento mínimo de 40 horas de voo por mês, mesmo que o período realmente voado for inferior a esse tempo.

Por isso, já em relação às contas de 2013 da Casa Militar, o TCE havia apontado “gastos excessivos” com a locação da aeronave, recomendando a racionalização dos gastos. Para 2014, no entanto, o contrato foi prorrogado na íntegra.

A Terceira Inspetoria de Controle Externo do TCE-PR, responsável pela fiscalização da Casa Militar em 2014, apurou que, naquele ano, o Estado pagou R$ 3.387.885,00 à empresa. O valor de horas de voo efetivamente utilizadas, no entanto, foi de R$ 2.432.260,00. A 3ª ICE apontou que a administração estadual gastou R$ 869.350,00 sem utilizar o helicóptero.

“O montante despendido pelo tempo ocioso da aeronave, frente à contratação mínima, equivale a 25,66% dos valores totais, ou seja, mais de um quarto do preço pago”, destacou o conselheiro Artagão de Mattos Leão, relator do processo, em sua proposta de voto. Para efeito de comparação, é como se o serviço tivesse sido pago durante os 364 dias de 2014, mas não foi usado por 93 dias – tempo equivalente a três meses do ano. No biênio 2013-2014, o total repassado à empresa de locação de aeronaves somou aproximadamente R$ 5,7 milhões.

Com o objetivo de atender o princípio da eficiência e da racionalidade na administração pública, o TCE-PR determinou, pela segunda vez, que a Casa Militar realize estudos, multidisciplinares e aprofundados, que apresentem alternativas de racionalização do gasto com a locação da aeronave, incluído até a possibilidade de compra de um aparelho. A obrigatoriedade de disponibilização dos relatórios de voo tem o objetivo de proporcionar ao Tribunal de Contas a análise da legalidade no uso de recursos públicos.

Defesa

No exercício do contraditório, o chefe da Casa Militar argumentou que a fixação de um número mínimo de horas de voo em contratos de uso exclusivo de uma aeronave é praxe nas empresas do ramo de transporte aéreo. Casitas enfatizou que a mudança desse critério poderia resultar em rescisão contratual pela empresa.

O gestor também afirmou que, em 2015, designou militares para compor comissão estadual, criada por meio do Decreto 29/2015, que tinha a incumbência de reavaliar e renegociar os contratos em vigor. A conclusão do Pleno do TCE-PR, no entanto, foi de que o trabalho dessa comissão, em relação ao serviço de helicóptero, não apresentou resultados práticos, já que o Contrato nº 5/2013 foi prorrogado sem alteração.

Em relação aos relatórios dos deslocamentos do helicóptero, a Casa Militar afirmou que estes são feitos observando-se o interesse público. Mas enfatizou que os dados relacionados às viagens do governador são classificados como “reservados”, uma vez que as informações, “se propagadas de modo indevido, podem comprometer os procedimentos técnicos de segurança e de proteção das autoridades”, justifica trecho da defesa. “O caráter eventualmente sigiloso não afasta o dever legal de as informações serem repassadas a esta corte de contas”, respondeu o relator.

“Cumpre destacar que eventual sigilo de tais informações deve se limitar ao momento em que são realizados os voos, o que, porém, não afasta a necessidade de registro dos dados e muito menos seu posterior fornecimento aos órgãos estatais de controle (…) para a devida fiscalização sobre o escorreito uso/dispêndio dos recursos públicos”, rebate o TCE. Por isso, os conselheiros determinaram que a Casa Militar disponibilize todos os dados ao tribunal.

Decisão

O voto do conselheiro Artagão foi aprovado, por unanimidade dos membros do Pleno do TCE-PR, na sessão de 15 de dezembro passado. Além das duas determinações e duas multas, o órgão de controle fez duas recomendações à Casa Militar: a inserção tempestiva de dados no Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro (Siaf) do Governo do Estado e o cumprimento do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público na elaboração da Demonstração de Variações Patrimoniais da entidade.

O objetivo dessa recomendação é evitar inconsistências com os dados enviados ao Sistema Estadual de Informações-Captação Eletrônica de Dados (SEI-CED) do TCE-PR.

O Acórdão nº 6405/16 – Tribunal Pleno, com a decisão, foi publicado em 10 de janeiro, na edição 1.510 do Diário Eletrônico do TCE-PR. Em 23 de janeiro, Casitas recorreu da decisão. O Recurso de Revista (Processo 51549/17), a ser julgado também pelo Pleno da corte, será relatado pelo conselheiro Ivens Linhares.

ACÓRDÃO Nº 6405/16 – TRIBUNAL PLENO 

Fonte: TCE do Paraná.

 

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