- Anúncio -
Início Tags FAB

FAB

Força Aérea transportou 9,6 toneladas de álcool em gel e equipamentos de proteção individual para Recife, PE

São Paulo – Em mais uma ação da Operação COVID-19, na quarta-feira (1º), a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou o transporte de insumos para utilização no enfrentamento ao novo coronavírus. A missão interministerial foi coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) junto ao Centro de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, em apoio ao Ministério da Saúde.

Uma aeronave C-130 Hércules do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT) – Esquadrão Gordo – prestou apoio aéreo logístico no transporte de 9,6 toneladas de álcool em gel e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) de Guarulhos (SP) para Recife (PE).

De acordo com o Comandante da aeronave, Capitão Aviador Ítalo Holanda de Oliveira: “O Esquadrão Gordo, por meio do COMAE, foi acionado por ter a mobilidade e capacidade adequadas para transportar essa quantidade de material”. Entre os itens que serão distribuídos pelo Ministério da Saúde, estão EPIs como máscaras, luvas, aventais, óculos, toucas e sapatilhas.

YouTube player

Ação conjunta entre equipes médicas, PM e FAB possibilita a captação e transporte de órgãos em São Paulo

São Paulo – Médicos do Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas (HC), de São Paulo (SP), e do Hospital Regional (HR), de Presidente Prudente (SP), realizaram na quarta-feira (25) captações de órgãos para doação a transplante, mesmo em meio à pandemia de COVID-19.

Um dos pacientes, de quem foram retirados o coração, o fígado, os rins e as córneas, tinha 26 anos. Já do outro doador, de 57 anos, foram captados o fígado, os rins e as córneas. Os procedimentos de captações foram realizados no HR, em Presidente Prudente e os órgãos foram destinados às seguintes unidades de saúde:

  • Coração – Hospital das Clínicas, de São Paulo;
  • Fígados – Santa Casa de Misericórdia, de São José dos Campos (SP), e Hospital Santa – Catarina, de São Paulo;
  • Rins e córneas – Hospital das Clínicas, de Marília (SP).
Ação conjunta entre equipes médicas, PM e Força Aérea possibilita a captação e transporte de órgãos para transplantes em SP. Foto: Divulgação.

Com os procedimentos realizados nesta quarta-feira (25), o HR atingiu em março o seu maior número de captações de órgãos para transplantes em um único mês desde que a unidade iniciou este tipo de trabalho, em fevereiro de 2015.

A unidade de saúde já contabiliza, neste período de 25 dias, sete notificações e o mesmo número de doações. Isso significa que todas as famílias que foram perguntadas se aceitariam fazer a doação de órgãos dos seus parentes concordaram com o procedimento.

No total, foram captados 2 corações, 4 fígados, 14 rins e 14 córneas para transplantes. Em todo o ano de 2019, foram 16 entrevistas familiares. Destas, 10 famílias aceitaram doar os órgãos de seus parentes e seis recusaram. Equipes da Polícia Militar realizaram o apoio no transporte dos órgãos entre o Hospital Regional e o Aeroporto Estadual de Presidente Prudente.

Operação COVID-19: Força Aérea transporta brasileiros que estavam em Cusco, Peru

Rondônia – Na tarde de quarta-feira (25), duas aeronaves C-130 Hércules, com cidadãos brasileiros que estavam em Cusco, Peru, pousaram no Brasil. Na Ala 6, em Porto Velho (RO), os aviões realizaram pouso técnico e seguiram para a Base Aérea de São Paulo (BASP), em Guarulhos (SP).

A ação da Força Aérea Brasileira (FAB) integra a Operação COVID-19, deflagrada pelo Ministério da Defesa que, nesta etapa, visou resgatar os brasileiros que estavam impedidos de voltar ao país. A missão contou, ainda, com a mediação do Ministério das Relações Exteriores

As aeronaves operadas pelo Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte – Esquadrão Gordo (1°/1° GT), decolaram na terça-feira (24) do Rio de Janeiro (RJ) e de Belém (PA) com destino a Porto Velho (RO), onde foram adaptadas para receber os passageiros que estavam no Peru. Na manhã de quarta-feira, os aviões seguiram para Cusco.

Antes do embarque no país vizinho, os brasileiros e estrangeiros passaram por avaliação médica, conforme protocolos internacionais. Já a bordo e visando evitar uma eventual contaminação, a tripulação, a equipe médica e os passageiros foram separados em setores dentro dos aviões.

YouTube player

A integrante da equipe médica na missão, Tenente Médica Aline Zandomeneghe Pereira Franco, explicou que os passageiros permaneceram na zona quente, localizada na parte final do avião; a equipe médica na parte morna, situada no centro da aeronave; e a tripulação na parte fria, nas cabines.

“Além da setorização, foram adotados todos os procedimentos e cuidados com a saúde, como higienização das mãos com álcool em gel e uso constante de Equipamento de Proteção Individual [EPI], principalmente quando necessário adentrar a zona quente para prestar apoio e monitoramento aos passageiros”, complementa.

Cumprimento do dever

O Comandante de uma das aeronaves na missão, Major Aviador Bruno de Freitas Machado, falou do desafio do transporte. “Missões como esta fazem parte da história do Esquadrão Gordo. Acredito que a repatriação dos brasileiros retidos no Peru ficará marcada na nossa memória. É muito emocionante saber que seu trabalho trará conforto e segurança a essas famílias neste momento tão difícil”, opinou.

Para o Sargento Lucas Feitosa Vicentino, Mestre de Cargas da aeronave FAB 2472, integrar a tripulação é motivo de orgulho, principalmente pelo fato de a missão acontecer na data em que a FAB comemora o Dia do Especialista de Aeronáutica. “Já participei de ações humanitárias em outros países e a maior satisfação como tripulante do C-130 Hércules é ver o sentimento das pessoas quando recebem a ajuda”, comentou.

Operação Regresso

A equipe médica que integrou a missão em Cusco também participou da Operação Regresso, quando duas aeronaves VC-2 da FAB foram até Wuhan, na China, para transportar 34 brasileiros e familiares estrangeiros.

A Sargento Alessandra Fagundes Moreira de França Santos, enfermeira que compõe o grupo, participou do transporte anterior. “Após muitos treinamentos, realizei a minha primeira missão real na ida para a China. Agora, o entusiasmo e o orgulho são os mesmos”, declarou. Segundo a militar, os protocolos rigorosos permanecem. “Mantivemos todos os cuidados para evitar a contaminação”, concluiu.

Aviões da FAB iniciaram viagem de retorno com os brasileiros que estavam em Wuhan, na China

Brasil – Na quarta-feira (05), profissionais de saúde decolaram da Ala 1 – Base Aérea de Brasília em duas aeronaves VC-2 da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar brasileiros localizados em Wuhan, na China, epicentro da epidemia do novo coronavírus.

Na sexta-feira (07) as duas aeronaves iniciaram o trajeto de retorno. Decolaram de Wuhan para Ürümqi, na China, com os brasileiros a bordo. A chegada ao Brasil tem previsão de acontecer por volta da meia-noite de sábado (08/02).

Além dos 34 brasileiros, mais seis estrangeiros, sendo quatro poloneses, um indiano e um chinês, embarcaram no voo da FAB. De acordo com o governo, foi um gesto de solidariedade ao governo da Polônia que não tinha como buscar seus cidadãos.

Também estão a bordo de cada aeronave, um médico do Ministério da Saúde e seis especialistas do Instituto de Medicina Aeroespacial Brigadeiro Médico Roberto Teixeira (IMAE), capacitados em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN).

A equipe médica do Instituto de Medicina Aeroespacial (IMAE) realizou a triagem dos brasileiros que embarcaram nas aeronaves. Todos que retornarem serão levados até a Ala 2 – Base Aérea de Anápolis, Goiás, onde ficarão em regime de quarentena.

O local possui 38 suítes equipadas com TV, internet, frigobar, ventilador, telefone e ar condicionado. Conforme coordenação da Operação, caso algum repatriado apresente sintomas do novo coronavírus será conduzido a um setor isolado, persistindo os sintomas, será transportado de helicóptero ao Hospital das Forças Armadas, em Brasília (DF), local onde serão aplicados os protocolos indicados para situação.

Esquadrão da FAB transporta fígado de Porto Velho para Rio Branco, AC.

Amazonas – No domingo (26), o Sétimo Esquadrão de Transporte Aéreo (7° ETA – Esquadrão Cobra), sediado na Ala 8, em Manaus, AM, realizou uma missão de transporte de órgãos. Um fígado, captado na cidade de Porto Velho, RO, foi transportado para Rio Branco, AC.

Foi empregada a aeronave C-97 Brasília, que decolou às 14h20 do Aeroporto Militar de Ponta Pelada, zona sul da capital amazonense, rumo à Rondônia. Uma equipe médica, chefiada pelo cirurgião Leonardo Toledo Mota, aguardava a aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para a remoção do órgão.

Para que fosse possível o transporte, foi acionada a tripulação de sobreaviso do 7° ETA, que, comandada pelo Tenente Aviador Rafael Félix Raposo da Costa, mobilizou os meios necessários em virtude da natureza da missão.

O Tenente Raposo destacou que missões de cunho humanitário, em especial o transporte de órgãos, são muito gratificantes, pois levam esperança a doentes e familiares que aguardam por um transplante. “Sinto-me lisonjeado por ter essa oportunidade ímpar de participar de missões que levam esperança a brasileiros que necessitam de uma segunda chance” disse.

Força Aérea Brasileira recebe segunda unidade do KC-390 Millennium

Goiás – A Força Aérea Brasileira recebeu na sexta-feira (13) a segunda unidade da aeronave multimissão KC-390 Millennium. O avião de matrícula FAB 2854 pousou às 12h20 na Ala 2, Organização Militar da FAB sediada em Anápolis (GO), e foi recebida pelo Comandante do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT), Tenente-Coronel Aviador Luiz Fernando Rezende Ferraz, acompanhado de militares do 1º GTT e do Grupo Logístico de Anápolis (GLOG 2).

“Hoje, recebemos a segunda aeronave KC-390, FAB 2854. Com duas aeronaves, seremos capazes de agilizar a formação dos nossos pilotos e dos nossos mantenedores na operação do novo vetor. Cabe destacar o incremento da capacidade logística que teremos na Força Aérea com a ativação e operação das aeronaves KC-390 Millennium recebidas”, disse o Tenente-Coronel Ferraz.

A aeronave decolou da sede da EMBRAER em Gavião Peixoto (SP) e transportou, além da tripulação da empresa, militares do 1ºGTT que participaram do recebimento do KC-390.

Força Aérea Brasileira recebe segunda unidade do KC-390 Millennium. Foto: Ala 2; Soldado Thallys Amorim/CECOMSAER

Recebimento da primeira unidade

A primeira aeronave multimissão KC-390 Millennium foi recebida pela FAB em 04 de setembro. A solenidade foi presidida pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, e também teve a presença do Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, além de Ministros de Estado, Oficiais-Generais da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, autoridades civis e militares, e executivos da Embraer.

A entrega da aeronave FAB 2853 aconteceu com o tradicional batismo. “Incorpora-se, hoje, à FAB o maior avião militar produzido no Brasil, o KC-390. Ele representa um marco na excelência de processos da FAB e, certamente, impulsionará a Base Industrial de Defesa no Brasil”, disse à época o Comandante da Aeronáutica. O Presidente da República destacou a importância da materialização do projeto brasileiro. “É uma aeronave que chegou para somar ao país e colaborar no cumprimento da missão da Força Aérea”, declarou.

KC-390 Millenium

Maior avião militar desenvolvido e fabricado no Hemisfério Sul, o KC-390 Millennium tem capacidade de realizar missões de transporte aéreo logístico, reabastecimento em voo (REVO), evacuação aeromédica, busca e salvamento, ajuda humanitária e combate a incêndio, dentre outras. O KC-390 foi desenvolvido para atender os requisitos operacionais da FAB, provendo mobilidade estratégica às Forças de Defesa do Brasil.

Conheça as atividades da Saúde Operacional na Força Aérea Brasileira

Brasil – As atividades da Saúde Operacional na Força Aérea Brasileira (FAB) têm uma vasta abrangência. Desde a atuação dos Médicos de Esquadrão, Hospitais de Campanha, Evacuação Aeromédica (EVAM), Defesa Química Biológica Radiológica e Nuclear (DQBRN) até o Atendimento Pré-Hospitalar. Abarcam, ainda, o estudo da Medicina Aeroespacial, por meio do treinamento fisiológico das tripulações e do Desempenho Humano Operacional.

A atuação é exercida por profissionais de diversas especialidades, em diferentes níveis. Nos níveis mais avançados está a atuação de médicos e enfermeiros; em nível intermediário, outros profissionais de saúde, elementos de Operações Especiais e de Busca e Salvamento; e no nível mais básico, os socorristas táticos.

O acionamento dos meios de Força Aérea pode acontecer para transportar vítimas, atuação em missões de Busca e Salvamento, EVAM e outras atividades afins. As ações com o uso de aeronaves envolvem particularidades em relação aos pacientes e ao ambiente aéreo, com as quais os militares da FAB têm de estar preparados para lidar.

Em setembro do ano passado, por exemplo, uma incubadora foi montada, adaptada e energizada na aeronave C-98 Caravan com a missão de resgatar, em Conceição do Araguaia (PA), um bebê recém-nascido, prematuro, que havia completado 13 dias de vida e estava com suspeita de infecção enterocolite necrotizante. A missão foi realizada pelo Esquadrão Tracajá, sediado em Belém (PA), com o apoio do Hospital de Aeronáutica de Belém (HABE).

“Cumprir uma missão de EVAM, em que ajudamos um enfermo, é sempre gratificante. Mas, cumprir uma EVAM para ajudar uma vida que acabou de chegar a este mundo tem um sentimento especial. Estamos muito felizes de poder auxiliar esta família”, ressaltou, na época, o Tenente Aviador Diego Carvalho Almeida, que fazia parte da tripulação.

As atuações podem ser em ambientes variados, em tempos de paz ou de conflitos. “Pode ser feito um acionamento de equipe e aeronave, que estão sempre de sobreaviso, para transporte de vítima por meio aéreo; podem ser mobilizadas equipes de diversas especialidades para atuar em atendimento a desastres e hospitais de campanha, quando da necessidade por evento adverso; como também há a atividade diária e constante dos Médicos de Esquadrão, que operam nas Alas cuidando da saúde de todo o efetivo do Esquadrão do Voo, de forma preventiva e assistencial”, ressaltou o Tenente Médico Gustavo Messias Costa.

A FAB realiza diversos cursos para atuação em Saúde Operacional, nas mais diversas áreas, que são ministrados pelo Instituto de Medicina Aeroespacial Brigadeiro Médico Roberto Teixeira (IMAE). São eles: Curso de Médico de Esquadrão (CMESQ), Curso de Evacuação Aeromédica (CEVAM), Curso de Cuidados Críticos em Voo (CCCRIV), Curso de Capacitação em Defesa Química Biológica Radiológica e Nuclear (DQBRN), Curso de Capacitação em Saúde Operacional (CCSOP) e Curso de Capacitação em Socorro Pré-Hospitalar Militar (CCSPHM).

“A constante capacitação e treinamento de pessoal militar para atuar em ambientes hostis com equipes de saúde exerce grande importância para a população do país. Nós estamos preparados para atuar em conjunto com a defesa civil, em eventos adversos, que causem danos humanos, materiais e ambientais de grandes proporções. Como exemplo, temos as atuações no atendimento ao desastre provocado pelas chuvas na Região Serrana no Estado do Rio de Janeiro, em 2011, e da barragem em Brumadinho, este ano”, explicou o Tenente Médico Iago Nery Leite.

Força Aérea Brasileira recebe a segunda aeronave SC-105 para missões SAR

Espanha – O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez recebeu, na quinta-feira (14), em Sevilha, na Espanha, a segunda aeronave SC-105, de Busca e Salvamento, do Projeto CLX-2, em cerimônia de entrega realizada pela empresa Airbus.

O FAB 6551 é a primeira aeronave do projeto a ser entregue com o sistema de reabastecimento em voo, o que permitirá à mesma ser reabastecida em pleno voo e ampliar a sua capacidade operacional.

Em seu discurso, o Comandante da Aeronáutica enalteceu o empenho operacional do SC-105, com equipamentos de alta tecnologia, proporcionando, assim, maior eficácia no cumprimento de Missões de Busca e Salvamento. “A inclusão desse vetor no acervo da FAB corrobora com nosso compromisso de Controlar, Defender e Integrar os 22 milhões de quilômetros quadrados sob a responsabilidade do Comando da Aeronáutica (COMAER)”, ressaltou.

Emprego

O emprego da nova aeronave potencializa a operacionalidade da Aviação de Busca e Salvamento da FAB, seja nas Missões de Ajuda Humanitária ou na busca a uma aeronave acidentada, nas quais a participação do vetor é de grande relevância.

Dotado de um sistema eletro-óptico, o SC-105 utiliza o espectro infravermelho, podendo detectar, por exemplo, uma aeronave encoberta pela vegetação ou até mesmo uma pessoa no mar.

Força Aérea Brasileira forma 37 novos militares com especialidade em busca e salvamento

Mato Grosso do Sul – O Curso de Busca e Salvamento (CBS) 2019 foi encerrado com uma cerimônia militar ocorrida em Campo Grande (MS), no dia 10 de outubro, presidida pelo Comandante da Ala 5, Brigadeiro do Ar Augusto Cesar Abreu dos Santos. A solenidade marcou a entrega do gorro laranja e do brevê que simbolizam a atividade de Busca e Salvamento. Conhecido tradicionalmente como Curso SAR (do inglês, Search and Rescue), o CBS tem por finalidade preparar, técnica e profissionalmente, os militares para o cumprimento das ações de Busca e Salvamento e Busca e Salvamento em Combate.

Concluíram o curso 36 militares de diversas especialidades e Unidades da Força Aérea Brasileira (FAB), além de um militar da Marinha do Brasil. Durante a cerimônia, foi realizado o juramento SAR pelos formandos, e a homenagem ao Sargento Pedro Henrique Pereira da Silva Benevides, que foi o Aluno Destaque.

Força Aérea Brasileira forma 37 novos militares com especialidade em busca e salvamento. Foto: Soldado Avalhaes / Soldado Azuaga

O Capitão de Infantaria Bruno Casas do Nascimento, um dos concludentes do curso, ressaltou a amplitude de utilização dos conhecimentos adquiridos em diversas áreas. “Acho a missão de Busca e Salvamento muito nobre. Com os conhecimentos adquiridos durante o curso, além de resgatar vidas que é a função primordial, vou poder utilizá-los nas instruções de formação dos cadetes, pois sirvo atualmente na Academia da Força Aérea [AFA]. Para mim, foi um sonho que consegui concretizar”, enfatizou.

O Comandante do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS), Tenente-Coronel de Infantaria Igor Costa Cabral, parabenizou os militares pela conclusão do curso. “A partir de hoje, os senhores mudarão suas vidas, a forma de olhar uma decolagem, a forma de esperar pelo retorno de amigos ou desconhecidos, e irão dedicar de maneira única sua vida em prol de outros, apenas pela nobre missão de salvar”, destacou.

O curso tem a duração de, aproximadamente, três meses e possui diversas instruções desenvolvidas em ambiente de montanha, selva e mar, entre outras. Para o pleno desenvolvimento dessas fases em todo o Brasil, o CBS contou com o apoio de diversas Unidades da FAB, como: Ala 12, Ala 8, Esquadrão Hárpia (7°/8° GAV), Esquadrão Puma (3°/8° GAV), AFA, e os Grupamentos de Apoio de Pirassununga (GAP-YS), dos Afonsos (GAP-AF) e de Manaus (GAP-MN).

Força Aérea Brasileira já transportou mais de 120 órgãos em 2019

Brasil – Celebrado na sexta-feira (27), o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, a Força Aérea Brasileira (FAB) comemora seu emprenho em manter, permanentemente, disponível uma aeronave para esse transporte, conforme preconiza o Decreto nº 9175, de 18 de outubro de 2017. Apenas em 2019, até o dia 25 de setembro, a FAB foi responsável por 117 missões de Transporte de Órgãos, Tecidos e Equipes (TOTEQ), totalizando 121 órgãos transportados.

Em muitos casos, o emprego das aeronaves da Força Aérea é fundamental para que o processo de transplante aconteça. Por isso, existem tripulações de sobreaviso, em tempo integral, nas seguintes localidades: Manaus (AM), Belém (PA), Natal (RN), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e Canoas (RS).

Órgãos transportados pela FAB.

“Nossas tripulações estão sempre motivadas a fazer parte de um sistema que transporta esperança a diversos brasileiros. O transporte de órgãos e equipes médicas é uma das missões mais gratificantes que realizamos”, diz o Comandante do Esquadrão Guará (6° ETA), Tenente-Coronel Aviador Rodrigo Goretti Piedade. A Unidade Aérea, sediada em Brasília (DF), é uma das responsáveis por missões de TOTEQ no âmbito da FAB.

Em uma das missões mais recentes, na noite de terça (24/09), uma aeronave C-97 Brasília, do Esquadrão Pastor (2º ETA), decolou de Natal (RN) com destino a Recife (PE) para realizar o embarque da equipe médica que seria responsável pela captação de um coração.

A aeronave decolou da capital pernambucana, pouco depois da 1h da madrugada, para a cidade de Petrolina (PE), onde o órgão foi captado. Às 5h50, tripulação e equipe médica regressaram para Recife com o coração pronto para ser transplantado e salvar mais uma vida.

Também esta semana, na segunda-feira (23/09), uma aeronave decolou de Brasília (DF) para Porto Alegre (RS), local do embarque de uma equipe médica. Em seguida, seguiu para Jaguaruna (SC) para realizar a captação de um pulmão. Posteriormente, o órgão foi transportado para o receptor na capital gaúcha.

Esquadrão Guará e Esquadrão Pastor. Foto: Sgt Johnson/CECOMSAER.

Logística do transporte de órgãos

A logística de uma missão de Transporte de Órgãos, Tecidos e Equipes (TOTEQ) é complexa. Cabe ao Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA), Organização da FAB sediada no Rio de Janeiro (RJ), a coordenação da distribuição, por meio de transporte aéreo, dos órgãos para transplante no Brasil. Para isso, a Unidade conta com duas posições da Central Nacional de Transplantes (CNT) em seu Salão Operacional, 24 horas por dia, que administram a logística de distribuição.

Recebida a demanda, os profissionais alocados no CGNA iniciam a busca pelo voo adequado mais próximo, que serve ao percurso requerido. A regra é o aproveitamento de voos da aviação comercial. Quando o trecho não é atendido por linha aérea, entra em cena o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) da FAB, que, viabiliza uma aeronave militar. De lá, avalia-se qual Esquadrão deve ser acionado.

Força aérea já transportou mais de 120 órgãos em 2019. Foto: Sgt Johnson/CECOMSAER.

A partir de então, é ativada uma cadeia de eventos até a decolagem da aeronave. É preciso checar as condições de pouso no aeroporto de destino, acionar a tripulação e avisar ao controle de tráfego aéreo que se trata de um transporte de órgãos – tanto no plano de voo, quanto na fonia – pois isso confere prioridade ao avião para procedimentos de pouso e decolagem.

As instituições coordenadoras precisam ter uma boa comunicação e trabalhar de forma integrada. A agilidade no cumprimento da missão é necessária, pois todo órgão possui um tempo de isquemia fria (TIF), que é o período que pode ficar sem circulação sanguínea. O coração é o órgão que tem o menor tempo de isquemia, 04 horas. Já os rins, por exemplo, podem ficar até 48h sem serem irrigados.

Esquadrão Guará e Esquadrão Pastor. Foto: Sgt Johnson/CECOMSAER.

Após missão na Amazônia Corpo de Bombeiros do Paraná usará experiência no estado

Paraná – A atuação que os bombeiros paranaenses tiveram na Amazônia, integrando a Operação Verde Brasil, do Ministério da Defesa, será valiosa para os trabalhos no Paraná, em favor da população do Estado. “Nossa experiência na Amazônia nos prepara para o trabalho que faremos no nosso Estado”, avalia o tenente-coronel Fernando Raimundo Schunig, comandante da equipe paranaense e do 3º Comando Regional dos Bombeiros, sediado em Cascavel (Oeste).

“Conseguimos controlar o fogo de uma área muito grande, que tinha desde plantas rasteiras até árvores de grande porte. Era muita área queimada”, conta o comandante. “Apesar das dificuldades de acesso e do desgaste físico, a temperatura local superava os 40ºC e perto dos locais de incêndio chegava a 300ºC, voltamos para casa com a sensação de missão cumprida”, afirma o tenente-coronel.

Após missão na Amazônia Corpo de Bombeiros do Paraná usará experiência no estado. Foto: Divulgação

Os bombeiros paranaenses começam na sexta-feira (20) os preparativos para retornar, após 15 dias na região. Por determinação do governador Carlos Massa Ratinho Junior, 30 profissionais de diferentes regiões do Estado integraram a Operação Verde Brasil. Eles saíram do Paraná em 4 de setembro e chegaram no dia seguinte à região de Novo Progresso, no Sul do Pará. A equipe deve desembarcar em Curitiba no sábado (21).

RESERVA BIOLÓGICA

Os militares paranaenses integraram uma equipe de cerca de 230 pessoas, que incluía bombeiros do Rio de Janeiro e de Minas Gerais e profissionais do Ibama, ICMBio, Exército e da Força Aérea, além de brigadistas indígenas.

Juntos, eles conseguiram controlar os focos de incêndio de uma área de seis quilômetros quadrados, em um perímetro de 10 mil quilômetros dentro da Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo. O governo também enviou um helicóptero do Batalhão de Polícia de Operações Aéreas (BPMOA) para ajudar no deslocamento das equipes e no combate ao fogo.

O acesso às áreas de incêndio foi a maior dificuldade enfrentada pelos profissionais, afirma o tenente-coronel Fernando Raimundo Schunig. “Ficamos alojados em uma base da Aeronáutica na Reserva Biológica e só conseguíamos chegar aos focos de incêndio com as aeronaves. Os voos duravam em média 20 minutos desde a base, para se ter ideia da distância”, conta.

“A extensão do fogo era muito grande, o que dificultava a aproximação das equipes, a chegada dos materiais e das aeronaves”, diz. “As características são muito diferentes do que encontramos no Paraná. Não há grandes chamas, mas muita fumaça, por causa da umidade da turfa, o material em decomposição da floresta. Isso dificultava ainda mais os voos, porque não tinha teto para as aeronaves”, explica.

O trabalho das equipes começava bem cedo e não tinha escala – os bombeiros atuaram por mais de 12 horas seguidas por dia no período que estiveram em missão. O trabalho terrestre começava às 4 horas. Enquanto as aeronaves do BPMOA e da Força Aérea utilizavam o bambi bucket – espécie de balde adaptado aos helicópteros para recolher água de rios próximos e jogar nos focos de incêndio – as equipes terrestres usavam equipamentos como motosserras e sopradores para “enterrar” o fogo. Às 16 horas, quando já não tinha mais teto para as aeronaves, eles retornavam para a base para planejar as ações do dia seguinte.

Força Aérea forma militares da Ala 10 no Curso de Bombeiro de Aeródromo

Rio Grande do Norte – Militares da Ala 10, localizada em Parnamirim (RN), concluíram o Curso de Bombeiro de Aeródromo (CBA) no dia 23 de julho. A Turma Chronos, formada por dois sargentos, um cabo e 26 soldados, irá compor a equipe de serviço de contraincêndio do aeródromo militar.

O CBA é coordenado pelo Comando-Geral de Apoio da Aeronáutica (COMGAP), executado pelo Instituto de Logística da Aeronáutica (ILA) em conjunto com a Ala 10, e visa capacitar militares para o exercício de prevenção e combate a incêndios em aeródromos e edificações. A equipe de contraincêndio da Ala 10 é composta por sete militares e duas viaturas que guarnecem um aeródromo de categoria cinco, numa escala que vai de 1 a 10, conforme o porte das aeronaves comportadas pela pista de pouso e decolagem.

Militares da Ala 10 se formam em Curso de Bombeiro de Aeródromo. Foto: Sargento Marcella / Ala 10 e Cabo P. Souza / CLA

O Tenente Bombeiro Rogério Bernardo da Silva, coordenador do CBA na Ala 10 e Chefe da Seção de Contraincêndio, explica a importância dos bombeiros de aeródromo para a atividade aérea militar. “Os bombeiros guarnecem o aeródromo para dar apoio à aviação em uma situação de emergência aeronáutica que, no caso do meio militar, possui riscos inerentes aos treinamentos e manobras realizadas”, destacou.

O Soldado David de Andrade Santos foi o primeiro colocado do curso e o orador da turma. Para ele, o Curso de Bombeiro de Aeródromo é a oportunidade para iniciar a carreira desejada. “No curso, a gente aprende que é necessário dar Clique aqui para baixar a imagem originalo máximo de si para ajudar o maior número possível de pessoas”, opinou.

Curso de Bombeiro de Aeródromo

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, formou, também no dia 23 de julho, 30 alunos no CBA. Os profissionais foram capacitados para prevenção, salvamento e combate a incêndio em aeronaves.

A turma, composta por sargentos, cabos e soldados, concluiu o curso em duas etapas: ensino a distância e presencial. Foram ministradas as disciplinas de resgate em aeronaves; movimentação, remoção e transporte de vítimas; traumas fraturas e imobilização; hematomas, ferimentos e queimaduras, entre outras.

Força Aérea realiza curso de adaptação básica ao ambiente de selva em Manaus, AM

Amazonas – Militares da Força Aérea Brasileira (FAB) participaram do Curso de Adaptação Básica ao Ambiente de Selva (CABAS). A formação ocorreu, no período de 11 a 25 de julho, e foi coordenada pelo Esquadrão Harpia (7°/8° GAV), sediado na Ala 8, em Manaus (AM).

“A finalidade do curso é proporcionar aos aeronavegantes conhecimentos básicos a respeito da sobrevivência na selva, a fim de aumentar a sobrevida deles e dos demais tripulantes caso ocorra alguma emergência real”, explicou Clique aqui para baixar a imagem originalo Oficial Coordenador do CABAS, Tenente Aviador Hideyuki Simplicio Kitayama.

O curso foi composto por mais de 80 horas de instrução e abordou procedimentos de emergência em aeronaves, ações imediatas após acidente, transposição em curso de água, geodiversidade da amazônia, doenças endêmicas e ofidismo, fauna e flora da região da amazônia, construção de abrigos, entre outros.

Um dos participantes das instruções, o Tenente Aviador Wellington Salomão Raimundo Gomes Tavares falou sobre o aprendizado que adquiriu com o CABAS.

“O curso em si serviu para relembrar e fortalecer ensinamentos de sobrevivência em ambiente de selva, mas também proporcionou novas experiências, como pernoite isolado, visita à comunidade indígena e o próprio contato com a selva primária, bem como a troca de experiências com instrutores experientes e com vivências em missões reais”, acrescentou.

Aviação de Busca e Salvamento da FAB realiza treinamentos durante Exercício Tápio em Campo Grande, MS

Ascom FAB

Mato Grosso do Sul – Durante o Exercício Operacional Tápio (EXOP Tápio), realizado na Ala 5, em Campo Grande (MS), no mês de abril, o Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV) e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, conhecido como PARA-SAR da FAB, realizaram ações de Busca e Salvamento em Combate (CSAR), que é diferente das missões de busca e salvamento em período de paz.

O exercício ocorreu de forma integrada com outras aviações da FAB, com realização de inserção e resgate, apoio aéreo aproximado, evacuação aeromédica, assalto aeroterrestre, além de atendimento pré-hospitalar em condições de combate.

De acordo com o Comandante do 2º/10º GAV, Tenente-Coronel Aviador Luciano Antonio Marchiorato Dobignies, o treinamento ocorreu em um cenário fictício de missão de paz da ONU. “Consideramos o contexto operacional hostil, quando temos que ter cuidados na aproximação, que pode ser, inclusive, um espaço com uma aeronave abatida ou com presença de tropas paramilitares”, exemplifica.

Aviação de Busca e Salvamento realiza treinamentos durante Exercício Tápio em Campo Grande, MS. Foto: FAB

No EXOP, os militares adquiriram as técnicas necessárias para certificação de que o resgate será viável e seguro. “Os helicópteros voaram baixo, sob escolta de aviões e outros helicópteros. Treinamos uma das missões mais arriscadas em combate”, disse.

Salvar Vidas

A Aviação de Busca e Salvamento constantemente realiza missões de resgate de sobreviventes. Em dezembro do ano passado, após quatro dias de buscas, foi a experiência de um tripulante que levou ao resgate de sobreviventes de um acidente aeronáutico.

O mecânico do Esquadrão, Sargento Vinícius de Souza Melo, recorda que a equipe foi acionada após um treinamento intenso. “Em um certo local, escutei um som que parecia ser do ELT [Emergency Locator Transmitter]”, relembra. O aparelho é um sinalizador de emergência que toda aeronave tem. Normalmente, a bateria dura dois dias, mas aquele era o quarto dia depois do acidente e o sinal estava bem fraco.

Aviação de Busca e Salvamento realiza treinamentos durante Exercício Tápio em Campo Grande, MS. Foto: FAB

A aeronave voltou a sobrevoar a área e, finalmente, todos conseguiram ouvir aquele som. Em seguida, a tripulação visualizou os sobreviventes acenando. “Foi um momento de muita satisfação quando percebemos que íamos levar aquelas pessoas vivas. Buscar e salvar vidas é uma missão muito gratificante”, conclui.

EXOP Tápio

Cerca de 50 aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) e mil militares, envolvendo as três Forças, participaram do segundo EXOP Tápio, na Ala 5. O objetivo foi treinar os esquadrões em um cenário de guerra irregular. Estiveram envolvidos no EXOP esquadrões aéreos das aviações de Transporte, Caça, Asas Rotativas, Reconhecimento e Busca e Salvamento, além do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), da Brigada de Defesa Antiaérea (BDAAE) e dos Grupos de Defesa Antiaérea (GDAAE).

Aviação de Busca e Salvamento realiza treinamentos durante Exercício Tápio em Campo Grande, MS. Foto: FAB

Instituto de Psicologia da Aeronáutica promoverá curso de Psicologia de Aviação. Inscrições até 30 de Junho

Agência FAB

Rio de Janeiro – O Instituto de Psicologia da Aeronáutica (IPA) promoverá, de 5 a 30 de agosto, no Clube de Aeronáutica do Rio de Janeiro (RJ), o Curso de Psicologia de Aviação (CPAv), que tem como objetivo a preparação de profissionais para atuarem em temas relacionados à aviação. A formação é indicada para psicólogos vinculados à atividade aérea, que interagem com pilotos e tripulantes de voo.

O curso é uma oportunidade de aperfeiçoamento e atualização profissional para os psicólogos integrantes do Sistema de Psicologia da Aeronáutica (SISPA) e, para os novos militares, é a chance de se familiarizarem com as atividades do campo aeroespacial.

A atividade inclui visitas às organizações militares com o intuito de proporcionar experiências de aprendizagem aos futuros psicólogos da aviação. O CPAv/2019 será na modalidade presencial. O IPA emite certificado de qualificação profissional para os alunos que concluírem o curso com aproveitamento.

Os interessados que não pertencem ao efetivo do Comando da Aeronáutica devem recorrer às Instituições onde trabalham e solicitar a indicação por meio de ofício ou carta, contendo o número do CRP e o motivo do interesse, endereçada ao Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) – Esplanada dos Ministérios, Bloco M – aos cuidados da 1ª Subchefia (1SC), no 6º andar. CEP: 70.045-900 – Brasília/DF.

Em caso de eventuais dúvidas, o interessado poderá entrar em contato com a Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos do IPA, por meio dos telefones: (21) 2157-2917 / (21) 2157-3038.

O Instituto de Psicologia da Aeronáutica (IPA) promoverá curso de Psicologia de Aviação com inscrições até o dia 30 de Junho. Foto: IPA.

Força Aérea utiliza aeronaves reais para treinar ações de resgate em caso de acidente aeronáutico

São Paulo – A formação dos futuros sargentos da Força Aérea Brasileira (FAB), na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), não se restringe apenas a aulas em sala, com a parte teórica. Em instruções práticas, os alunos simulam acontecimentos reais, situações de emergência, utilizando aeronaves reais, desativadas e em exposição, espalhadas no interior da escola.

“É importante utilizar as aeronaves porque, além de serem auxílios à instrução, sem custos adicionais, os alunos têm a oportunidade de vivenciar situações simuladas, que se aproximam muito da realidade, contribuindo para a aplicação da teoria na prática”, comentou um dos instrutores, o Sargento Leonardo Padilha Leote.

Força Aérea utiliza aeronaves reais para treinamento de sargentos. Foto: Tenente Candiani / EEAR

Uma dessas instruções ocorreu no dia 31 de maio para os alunos da especialidade de Bombeiro. Os instrutores aplicaram, na prática, como devem ser as ações de resgate em caso de acidentes com aeronaves. A simulação foi dividida em três momentos, todos com vítimas em aeronaves. Na primeira situação, foi utilizado o C-95 Bandeirante, em chamas em seu interior, que resultou num pouso de emergência. Os alunos tiveram que, em meio ao caos, resgatar o piloto e uma vítima no interior do C-95.

Na segunda situação, os futuros sargentos tiveram que resgatar o piloto e um tripulante, após acidente ocorrido com um Helicóptero (UH-1H ). A terceira foi uma simulação de busca e resgate de um piloto ejetado numa área próxima a aeronave, um Mirage F-2000.

“Na teoria, aprendemos tudo que deve ser feito, mas, na prática, a situação muda, e muda bastante. Temos que pensar rápido, os instrutores fazem muita pressão, criam um ambiente tenso, como se fosse um caos real. Tudo isso é fundamental, pois com essa prática conseguimos identificar possíveis erros, quais são as prioridades, como pensar e agir em situações de risco e emergência, garantindo assim ações assertivas numa ocorrência real”, comentou a aluna Marcelly Souza Cruz, da 3ª série do Curso de Formação de Sargentos (CFS).

Força Aérea utiliza aeronaves reais para treinamento de sargentos. Foto: Tenente Candiani / EEAR.

Militares da FAB aprimoram os conhecimentos sobre coordenação e execução de missões SAR

DECEA

São Paulo – O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) realizou na semana de 6 a 10 de maio, a fase prática do Curso de Coordenação de Busca e Salvamento (SAR 001), no Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), em São José dos Campos (SP).

Participaram do curso controladores de tráfego aéreo e pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB), além de militares da Marinha do Brasil. “O objetivo foi formar os coordenadores de missão de Busca e Salvamento, possibilitando um incremento da pronta resposta às operações SAR com o foco na salvaguarda de vidas”, esclareceu o chefe da Seção de Coordenação e Controle de Busca e Salvamento do DECEA e coordenador geral do curso, Capitão Aviador Michell Iorio Boareto.

As missões de busca e salvamento realizadas pela FAB acontecem sobre todo o território nacional e parte do Oceano Atlântico. Por força de tratados internacionais, o Brasil é responsável por essas missões em uma área de mais de 22 milhões de km².

Militares da FAB aprimoram os conhecimentos sobre coordenação e execução de missões SAR. Fotos: Fábio Maciel

Curso SAR 001

O curso foi dividido em duas etapas. Na primeira, realizada durante seis semanas (de 25 de março a 3 de maio), foram ministradas palestras com a finalidade de proporcionar aos alunos experiências de familiarização com os conceitos de Busca e Salvamento, os qualificando para atuar como Elos do Sistema SAR.

Temas como conceitos e funções do Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico Brasileiro (SISSAR), ferramentas do SARMASTER (gerenciador de informações com capacidade de cálculos, geração de relatórios e registro gráfico das áreas atendidas pela operação), padrões de busca, uso do COSPAS-SARSAT (Sistema de Busca e Salvamento por Rastreamento de Satélite) e relacionamento com a imprensa foram alguns dos aprendizados.

Integração

Já na parte prática do curso, aconteceram as missões SAR simuladas em terra e no mar. “De modo a treinar o planejamento e a coordenação sobre os variados ambientes e configurações, foram formados quatro grupos, representando os Centros de Coordenação de Salvamento Aeronáutico (ARCC) localizados nos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA) em Brasília (DF), Curitiba (PR), Recife (PE) e Manaus (AM)”, explicou o Sargento Especialista em Controle de Tráfego Aéreo Cleon Fraga dos Santos, um dos coordenadores do curso.

Para os alunos, esta foi uma oportunidade única para treinar missões de grande complexidade. É o caso do Tenente Aviador Daniel Monteiro da Costa, piloto do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV), sediado na Ala 5, em Campo Grande (MS), que opera a aeronave H-60 Black Hawk. Há quatro anos, o Tenente Daniel serve na unidade e já atuou em várias operações SAR. “O curso permitiu um treinamento completo de todos os envolvidos. Pude estar do outro lado e ver que por trás de cada decolagem para cumprir esse tipo de missão existe uma equipe preparada e capacitada para realizar as ações de coordenação”, pontuou.

Militares da FAB aprimoram os conhecimentos sobre coordenação e execução de missões SAR. Fotos: Fábio Maciel

O curso foi marcado por grande integração entre os elos de coordenação e execução. “Proporcionou um enorme ganho operacional, possibilitando uma visão mais ampla dos aspectos que influenciam as operações SAR, além de um maior comprometimento dos envolvidos em prol do sucesso da missão”, comentou o Capitão Aviador Bruno Olimpio de Morais Strafacci, que atuou como coordenador de um dos grupos.

O objetivo também foi promover a troca de experiência entre os participantes. Enquanto uns são jovens, outros têm anos de vivência. É o caso do Tenente-Coronel R1 Jair Sampaio, coordenador geral do curso, que falou sobre a sua trajetória no serviço de busca e salvamento.

Representando a Marinha do Brasil, o Capitão de Corveta Samoel Carone Reis, destacou os benefíciosda atuação conjunta com a Força Aérea no curso SAR 001. “Foi de grande valia conhecer na prática como são planejadas, executadas e coordenadas as ações desencadeadas pelo Salvaero, além de promover uma maior integração entre as duas Forças para que continuemos a salvar vidas”, avaliou.

Intercâmbio com estudantes de jornalismo

Como parte do cronograma do curso, os militares participaram, de forma simulada, de coletiva de imprensa e entrevistas em programas de rádio e TV promovidas pela Universidade do Vale do Paraíba (Univap).

O intercâmbio faz parte de um projeto de integração da FAB com os estudantes de jornalismo da Univap. “É muito importante mostrar para esses futuros profissionais da mídia as atividades que desempenhamos na Busca e Salvamento, além de estreitar o relacionamento com a imprensa”, afirmou o Capitão Boareto.

Militares da FAB aprimoram os conhecimentos sobre coordenação e execução de missões SAR. Fotos: Fábio Maciel

Para a coordenadora do curso de jornalismo da Univap, Vânia Braz de Oliveira, essa parceria que já acontece há 12 anos, tem sido muito enriquecedora. “É uma oportunidade de nossos alunos conhecerem a estrutura e a rotina de trabalho da Aeronáutica, além de ser uma experiência que eles não esquecerão na sua vida acadêmica e utilizarão no decorrer da sua carreira profissional. Os dois lados ganham com essa parceria, é uma troca de saberes e certamente esse conhecimento adquirido aqui vai torná-los mais preparados para o mercado de trabalho”, revelou.

Para os futuros jornalistas, essa experiência é importante para a formação profissional. É o caso, por exemplo, de Cristina Basílio da Silva, aluna do 3° ano de jornalismo. “Com essa vivência, pude conhecer a prática de como funciona uma operação de busca e salvamento, além de interagir com os militares, enriquecendo assim o meu aprendizado”, constatou a estudante.

A identificação de um drone não autorizado foi tema do 1° Simpósio de Tecnologias Antidrones realizado em São Paulo

DECEA

São Paulo – Cada dia mais presente em nosso dia a dia, os drones vieram para ficar. Sejam eles de uso recreativo ou profissional, o proprietário deve tomar alguns cuidados, que passam pela homologação, pelo registro e pela autorização ou informação do voo.

Uma preocupação comum entre a comunidade aeronáutica mundial é a segurança. Algumas áreas são consideradas inadequadas ou totalmente proibidas para o voo por representar risco à navegação aérea.

Assim, torna-se a cada dia mais premente a necessidade de informar usuários sobre estes locais, da mesma forma que se faz urgente a contenção destes equipamentos voando em áreas próximas a aeroportos, por exemplo.

As tecnologias de identificação, detecção, monitoração e neutralização de drones foram o objeto do 1° Simpósio de Tecnologias Antidrones – Aspectos Legais, promovido pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

O evento foi realizado entre os dias 13 e 15 de maio, na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, e reuniu organizações governamentais, como a FAA (Federal Aviation Administration), a Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura – SAC, a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, a Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL, além da indústria.

Empresas do setor apresentaram produtos e tecnologias disponíveis na detecção de drones, pelas empresas Techshield, Neger e IACIT. Na nomenclatura oficial, os signatários da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), utilizam o nome SUA, do inglês small unmanned aircraft ou pequena aeronave não tripulada, para identificar estes equipamentos.

A identificação de um drone não autorizado foi tema do 1° Simpósio de Tecnologias Antidrones realizado em São Paulo. Foto: Luiz Eduardo Perez Batista

Programação

De acordo com o Coronel Aviador Jorge Vargas, do Subdepartamento de Operações do DECEA, que fez a coordenação do evento, o maior objetivo foi proporcionar à comunidade aeronáutica e à indústria a definição de aspectos operacionais do que é necessário para proteger áreas sensíveis. “Não somos contra os drones e sim contra aqueles invasores que não respeitam a regulamentação prevista”.

O Coronel Vargas destacou na programação o painel “Desafios Jurídicos e Regulatórios nas Atividades que Envolvem Drones”, que reuniu a Consultoria Jurídica do Comando da Aeronáutica (COJAER), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a SAC, a ANAC e a ANATEL.

A mediação foi feita pelo Doutor Romilson Volotão (COJAER), que apontou ser necessária a criação de normas específicas levando em consideração as características do Brasil. Sua sugestão é de que este documento seja desenvolvido em parceria com os órgãos reguladores ANAC, ANATEL e Aeronáutica, tendo em vista a segurança e o controle do espaço aéreo.

Ele esclareceu que a contenção destes equipamentos é necessária, porque o fechamento de um aeroporto traz várias implicações. “É uma reação em cadeia, haverá prejuízo econômico e ao controle do espaço aéreo. Qual será o custo deste atraso? Haverá alguma compensação ao passageiro por este transtorno? É preciso pensar que para tudo há um custo”.

Nos meses de junho e julho será realizada a validação das tecnologias antidrones apresentadas pelas empresas no Aeroporto Internacional de São José dos Campos – Professor Urbano Ernesto Stumpf.

“As empresas vão trazer seus produtos e será possível identificar se estes sinais interferem nos equipamentos de auxílio à navegação existentes no aeroporto. Desta forma poderemos definir qual o melhor modelo para fazer a aquisição deste sistema”, explicou o Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues de Freitas.

A identificação de um drone não autorizado foi tema do 1° Simpósio de Tecnologias Antidrones realizado em São Paulo. Foto: Luiz Eduardo Perez Batista

Impactos

Para ter uma ideia destes impactos, em novembro de 2017, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, um dos mais movimentados do país, foi fechado para pousos e decolagens por mais de duas horas, de acordo com informações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Como resultado deste fechamento, 39 voos foram alternados para outros aeroportos, dois foram cancelados, passageiros se amontoaram nas filas no check in para remarcação de passagens e as equipes da Infraero e de empresas terceirizadas tiveram de ter sua jornada de trabalho prorrogada.

A média mensal dos movimentos no Aeroporto de Congonhas, entre pousos e decolagens em 2018, foi de 18.525 voos. A média mensal ficou em 609 movimentos dia. Analisando os números dá para imaginar que qualquer fechamento seja pela invasão de drones ou por outras questões, como a meteorológica, por exemplo, provoca um efeito em cadeia.

Além de Congonhas, houve interrupção de operações em outros três aeroportos brasileiros: Salgado Filho (RS), Confins (MG) e Goiânia (GO).

A identificação de um drone não autorizado foi tema do 1° Simpósio de Tecnologias Antidrones realizado em São Paulo. Foto: Luiz Eduardo Perez Batista

Legalização

A operação de aeronaves não tripuladas requer a observação de alguns requisitos. O primeiro passo é ter a aeronave homologada junto à ANATEL; o segundo é o cadastro na ANAC, no Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (SISANT). Estes equipamentos também precisam ser homologados junto à Anatel.

O acesso ao espaço aéreo só pode ser feito mediante uma informação de voo ou após a autorização do DECEA, por meio do Sistema de Solicitação de Acesso ao Espaço Aéreo por RPAS, o SARPAS. A principal finalidade é facilitar as solicitações dos usuários e permitir o acesso seguro, coordenado e responsável.

Hoje existem no Brasil cerca de 68 mil drones cadastrados pela ANAC, dos quais apenas 42% fizeram seu cadastro no DECEA. Voar em área de risco para aeroportos é crime previsto no Código Penal. Quem for autuado cometendo esta irregularidade pode pegar de 2 a 5 anos de detenção.

Militares de resgate dos esquadrões aéreos da FAB realizaram treinamento de Atendimento Pré-Hospitalar Tático

FAB

Mato Grosso do Sul – Militares de resgate dos esquadrões aéreos da Força Aérea Brasileira (FAB) realizaram treinamento para Atendimento Pré-Hospitalar Tático (APH Tático). A instrução contou com orientação teórica, realização de oficinas e workshops de habilidades médicas e, posteriormente, prática em um cenário hostil, onde os militares precisaram realizar atendimento e cuidados médicos sob ataque de contra-insurgentes. A atividade foi desenvolvida no Exercício Operacional Tápio (EXOP Tápio), que aconteceu na Ala 5, em Campo Grande (MS), até o dia 17 de maio.

Exercício Operacional Tápio promove treinamento de atendimento médico em combate. Foto: Cabo Feitosa

Os treinamentos ocorreram de modo progressivo. Primeiramente, foram realizadas nove oficinas de habilidades médicas para aperfeiçoamento e, posteriormente, treinamento em terreno hostil. As equipes de resgate estão sendo capacitadas por profissionais de saúde da Ala 5, auxiliados por médicos de esquadrão aéreos da FAB de outras localidades.

O Coordenador do APH Tático na EXOP Tápio, Capitão Médico Mauro Pascale de Camargo Leite, integrante do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV), explica que, na atividade, um evasor, ferido ou alguém em situação de agravo, com ferimentos graves ou não, precisa ser resgatado de um local com hostilidades, que ameaça o atendimento.

Superar as hostilidades e fazer o atendimento de forma rápida e segura é o objetivo do exercício, que foi denominado de “Cuidados sob Fogo”. “Os operadores utilizam fuzis de Airsoft [armas de pressão que atiram projéteis plásticos não letais] para simular o fogo oponente em apoio ao atendimento que ocorre sob fogo inimigo. O exercício exige o cuidado de se proteger e proteger o sobrevivente, além de realizar o atendimento mínimo necessário para manter a sobrevida do ferido”, explica o Capitão Pascale.

Exercício Operacional Tápio promove treinamento de atendimento médico em combate. Foto: Cabo Feitosa

O exercício em campo é realizado em três momentos: a extração do ferido, atendimento em área hostil e evacuação. “Após a retirada do ferido do local acidentado, são realizados os cuidados necessários do campo tático, uma vez que o ambiente ainda não está seguro e há risco das forças oponentes. Neste momento, os operadores realizam o pedido de apoio de uma aeronave para a evacuação do local”, explica o coordenador. O sobrevivente é colocado dentro da aeronave, conforme as técnicas aprendidas, e recebe a última avaliação antes de chegar ao Hospital de Campanha.

A evacuação pode ser feita em um helicóptero não específico para cuidados médicos, atividade chamada de CaseEvac (sigla em inglês para Casualty Evacuation), quando somente o operador oferece os cuidados médicos. Há ainda o atendimento MedeVac (sigla em inglês para Medical Evacuation), que ocorre nas operações de resgate, extração e cuidados médicos em combate ou a feridos. Neste caso, a ação conta com uma aeronave com configuração mínima. “Ela é preparada especificamente para atendimento médico. Sem deixar as questões de combate de lado, é possível oferecer cuidados mais específicos em voo”, esclarece o Capitão Pascale.

Exercício Operacional Tápio promove treinamento de atendimento médico em combate. Foto: Cabo Feitosa

Um dos instrutores do exercício, Tenente Aviador Lucio Mauro Campos Silva Júnior, explica como a atividade treina a extração do ferido. “Os operadores se deslocam de forma planejada e tática sob diversas ameaças do inimigo, utilizando técnicas e procedimentos aprendidos. Enquanto um militar faz a supressão de fogo e a cobertura da ameaça inimiga, outro faz o atendimento à vítima. Na parte da pista, o objetivo é causar uma situação de estresse no time tático, trazer o mais próximo da realidade possível, tanto no ambiente diurno, quanto no ambiente noturno”, afirma.

O Sargento Murilo Radis, homem de resgate do Esquadrão Pantera (5º/8º GAV), realizou o exercício e destacou a oportunidade de poder conciliar a parte tática operacional com os cuidados médicos. “É uma dinâmica muito diferente e uma excelente oportunidade para treinar nossos conhecimentos de APH Tático. Além disso, temos a oportunidade de integrar com as outras equipes de resgate da FAB. Chegamos ao exercício com o básico e nos desenvolvemos muito aqui”, concluiu.

Força Aérea Brasileira já transportou 31 órgãos em 2019

Ascom Defesa

Brasília – Em pouco menos de três meses, a FAB já transportou 31 órgãos para transplante: 13 fígados, 12 corações, 4 rins e 2 pulmões. Desde junho de 2016, data que um decreto presidencial permitiu a ampliação da atuação da Força nesse tipo de missão, já são 693 órgãos transportados.

Em 13 de março ocorreu um dos últimos transportes de órgão. Acionados, militares do Esquadrão Guará (6º ETA) decolaram às 8h30 a bordo de uma aeronave U-35 Learjet de Brasília (DF) com destino a Goiânia (GO), levando a bordo uma equipe médica que realizou a captação de um coração.

O retorno à capital federal, onde um paciente aguardava pelo transplante, aconteceu por volta de 13h30. Na chegada do avião da FAB, um helicóptero do Grupamento de Aviação Operacional (GAvOp) do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal já estava pronto para levar o órgão ao seu destino final.

O coração está entre os órgãos vitais com menor tempo de isquemia, ou seja, o período em que ele “sobrevive” fora do corpo. São apenas quatro horas entre a coleta e o transplante.

Um dos pilotos envolvidos no transporte, o Tenente Aviador Vitor Rijk Rufino explica que a prontidão é um ponto chave desse tipo de missão. “Cumprir essa missão é ter certeza que iremos diminuir ou amenizar a dor de alguém que espera ansiosamente uma solução para sua saúde”, explicou.

Além disso, o militar ressalta o número de transportes realizados pelo Esquadrão Guará. “Saber que o 6° ETA cumpriu 16 das 31 missões, até o momento, no ano de 2019, reforça o sentimento de servir por ideal, patriotismo e cuidado com o próximo”, diz o Tenente Rufino.

Ação humanitária: Operação Acolhida recebe e presta assistência aos imigrantes venezuelanos em Raraima

Roraima – Militares das Forças Armadas estão atuando em diversas frentes na Força-Tarefa Humanitária para o Estado de Roraima – Operação Acolhida. Além da interiorização dos imigrantes realizada por aeronaves e da confecção e distribuição de refeições em abrigos da capital roraimense, militares da área de saúde também têm colaborado com a força-tarefa.

Na Rodoviária de Boa Vista foi construída uma estrutura para dar apoio aos venezuelanos que não estão em abrigos temporários. Eles deixam seus pertences guardados durante o dia em local seguro e vigiado, e retiram à noite para dormir.

O acolhimento está sendo realizado pelas agências da ONU que fazem a coordenação em parceria as Forças Armadas. Esses abrigos são os que acolhem o maior número de venezuelanos. Juntos, possuem 2.356 vagas.

Só o Hospital Central da Aeronáutica (HCA) do Rio de Janeiro (RJ) enviou para Boa Vista (RR) e Pacaraima (RR) nove profissionais de saúde desde o início da operação, em março de 2018, e, atualmente, integra o contingente uma médica pediatra do efetivo. Cada militar fica em torno de 35 a 40 dias prestando serviço em prol dos imigrantes.

A Tenente Nutricionista Maria Clara de Amorim Silva participou do oitavo contingente da Operação Acolhida. Ela afirma que foi uma experiência pessoal e profissional muito gratificante.

“Conheci pessoas que deixaram suas vidas para trás, suas famílias e tudo o que construíram durante a vida. A maioria chega apenas com a roupa do corpo, e muitos têm história de perda de algum familiar no meio da caminhada para o Brasil. Foram dias muito ricos, de trabalho intenso, em benefício exclusivo dos imigrantes, onde tive a oportunidade de ajudar a quem precisa, doando um pouco de carinho, atenção e cuidado, e pude conhecer pessoas incríveis, com histórias de vida mais variadas que me ensinaram que precisamos de pouco para sermos felizes. Ganhei muito mais do que consegui dar e me tornei uma pessoa melhor”, disse.

Já o Capitão Médico Juliano Deckert, ginecologista do HCA, explicou que o clima nos abrigos é de tranquilidade e que impera o bom relacionamento entre os militares e os imigrantes.

“Não foram constatadas doenças muito graves, mas sim doenças de carácter básico, que traduzem a forma sofrida de como essas pessoas estavam sendo tratadas anteriormente. Carências nutricionais, doenças infectocontagiosas de pele e verminoses foram o que mais encontramos entre adultos e crianças. Enfim, uma grande experiência e satisfação em participar dessa missão”, finalizou o Capitão Juliano.

O cuidado no trato às pessoas começa desde a entrada do imigrante oriundo da Venezuela no Brasil. No município de Pacaraima, foi construído um Posto de Recepção e Identificação, onde são realizados atendimentos de identificação da nacionalidade, emissão do cartão de entrada e saída – para os estrangeiros que não possuem passaporte – e cadastramento, realizado pela Polícia Federal.

Operação Acolhida

Trata-se de um instrumento de ação do Estado Brasileiro, destinado a apoiar, com pessoal, material e instalações, a organização das atividades necessárias ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, decorrente do fluxo migratório para o Estado de Roraima.

No domingo (03), 99 imigrantes venezuelanos desembarcaram no Aeroporto Internacional de Campo Grande, MS. O grupo deixou o abrigo na Força-Tarefa, em Roraima, com sonhos de uma nova vida.

No grupo, Lorena veio junto com o marido, Jose Angel Rodriguez Sanchez, de 23 anos. Eles desembarcaram com poucas malas e muita saudade da família que ficou na Venezuela.  “Meu esposo deixou a irmã e eu deixei cinco filhos, de 20, 19, 17, 15 e 14 anos”, explicou Lorena. “Estamos fazendo isso para que os outros seres humanos como nós tenham a mesma oportunidade”, completou o marido.

O casal e outros 97 imigrantes solicitaram refúgio ou residência no Brasil e aceitaram participar da interiorização, criada para ajudar famílias em situação de extrema vulnerabilidade a encontrar melhores condições de vida em outros Estados do País.

Força Aérea Brasileira trabalha na centralização do gerenciamento dos planos de voo

Força Aérea Brasileira

A Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) assinou em janeiro contratos para prover a centralização do gerenciamento de planos de voo em um único local: o Sistema Integrado de Gestão de Movimentos Aéreos (SIGMA).

Para suportar as melhorias, além do SIGMA, outros dois sistemas também serão modificados: o Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (SAGITARIO), utilizado nos órgãos de controle como o Centro de Controle de Área (ACC) e o Controle de Aproximação (APP); e o sistema TATIC (Total Air Traffic Control), que é um relatório de interesse operacional utilizado na operação das Torres de Controle (TWR).

Segundo a engenheira Gisele Lima de Oliveira Silva, da Divisão Operacional da CISCEA, atualmente 80% das intenções de voo no Brasil já passam pelo SIGMA. As modificações nos softwares serão, entre outras, para abarcar os outros 20% que, com a estrutura atual, não são atendidos pelo sistema.

Ela cita como exemplo um voo que sai de outro país, atravessa o espaço aéreo brasileiro e tem como destino final um terceiro país. Nesse caso, a intenção de voo não dá entrada pelo SIGMA, acarretando a necessidade de outros procedimentos operacionais. As evoluções no SIGMA serão significativas, tanto nas novas funcionalidades operacionais quanto na plataforma técnica, que será reforçada para poder suportar todo o novo processamento desses dados centralizados, além da recepção de informações provenientes dos sistemas SAGITARIO e TATIC.

“As mudanças também serão grandes para os sistemas SAGITARIO e TATIC, pois passarão a ter uma maior integração com o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), por meio do SIGMA, através de novas regras, unificadas, de validação e atualização dos planos de voo, além da integração das bases de dados desses três sistemas, possibilitando uma maior homogeneidade entre os órgãos operacionais envolvidos”, afirma o analista Bruno Orzechovski, também da Divisão Operacional da CISCEA.

“A adoção da centralização da gerência das intenções de voo no Brasil permitirá o tratamento, a análise sintática e a semântica das mensagens de Serviço de Tráfego Aéreo [ATS, do inglês Air Traffic Service] e proporcionará a otimização da interferência humana no processo, com a consequente redução de esforços e da carga de trabalho”, explica o Coronel Aviador Cyro André Cruz, Chefe da Divisão Operacional da CISCEA.

No evento de assinatura dos contratos, que ocorreu no dia 17 de janeiro, o Major-Brigadeiro Engenheiro Fernando Cesar Pereira Santos, Presidente da CISCEA, ressaltou a importância das aquisições, que são vitais para a modernização dos sistemas de controle de tráfego aéreo. “Os benefícios operacionais da centralização de planos de voo provocarão um salto na qualidade dos serviços prestados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA)”, declarou.

Segundo o Brigadeiro do Ar Ary Rodrigues Bertolino, Chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA, a assinatura dos contratos marca o início de uma nova fase. “É a primeira vez que estamos fazendo um planejamento conjunto de atualização do SIGMA e do SAGITARIO. Sempre tratamos os dois de forma isolada e a centralização de planos de voo acabou forçando isso. É um salto que o DECEA dá na área de Gerenciamento de Tráfego Aéreo e Gerenciamento de Fluxo Aéreo. Resultado de um esforço conjunto que estamos procurando há muito tempo”, avaliou.

Receba notícias por e-mail

Receba por e-mail novidades do

RESGATE AEROMÉDICO

 

Você recerá um e-mail para confirmar sua inscrição.

Não compartilhamos seus dados com terceiros.

OBRIGADO

por se inscrever !

 

Você recerá um e-mail para confirmar sua inscrição.

Logotipo Resgate Aeromédico
Resumo das Políticas

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.