Santa Catarina – O helicóptero Arcanjo 03 do Corpo de Bombeiros atendeu uma ocorrência de acidente de trânsito entre motocicleta e carro na BR-470 na tarde de sexta-feira (1º). O acidente ocorreu no trevo que dá acesso ao município de Rodeio.
Duas pessoas que estavam no automóvel tiveram lesões leves. O condutor da motocicleta de 45 anos morreu no local. A mulher que estava na garupa foi conduzida ao Hospital Beatriz Ramos, em Indaial, pelo SAMU de Ascurra. A equipe médica do Arcanjo atendeu e acompanhou a vítima na ambulância do SAMU. Os bombeiros voluntários de Ascurra também atenderam a ocorrência.
Helicóptero Arcanjo 03 do Corpo de Bombeiros atendeu uma ocorrência de acidente de trânsito entre motocicleta e carro na BR-470. Foto: Divulgação.
Paraná – O Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) tem realizado um importante trabalho de resgate, buscas e apoio em todo o Estado do Paraná durante a Operação Verão, iniciada no dia 21 de dezembro. Desde o início deste ano até o dia 3 de março, os dados divulgados pelo Batalhão apontam que já foram realizados 87 voos pela vida na base leste, sendo 23 resgates aeromédicos, 61 remoções aeromédicas e três transportes de órgãos.
O total de horas voadas também impressiona. Já foram contabilizadas 166 horas na base leste e o total de 413 horas e 11 min em todo o Paraná, somando as bases leste, norte, campos gerais e aquelas ações que integram a Operação Verão. As equipes formadas por bombeiros militares somaram, desde o início do ano, quatro buscas aquáticas e um salvamento terrestre na base leste do Estado.
Na base leste, o BPMOA atendeu 83 vítimas. A aeronave Falcão 4 esteve também em operação em Brumadinho, município mineiro devastado pelo rompimento de uma barragem. Nesta missão, em específico, foram 39h e 37min de trabalho, durante 14 dias de operação, transportando 98 pessoas e ajudando a localizar sete corpos de pessoas que foram vítimas da tragédia.
Batalhão de operações aéreas da PM realizou 87 voos pela vida neste ano no litoral. Foto Divulgação
Maranhão – A equipe aeromédica do helicóptero Águia 06 do Centro Tático Aéreo (CTA) realizou no domingo (03) transporte de um paciente masculino de 66 anos com PCR, colecistectomia e insuficiência renal aguda (IRA)
O helicóptero decolou da Base do CTA em São Luís com destino ao Hospital Regional em Chapadinha, onde se encontrava o paciente. Após ser estabilizado pelo Dr. Whashinton e enfermeira Aysy a aeronave decolou de volta para a capital, levando o paciente até a Base do CTA, em São Luís, onde foi embarcado em uma ambulância da Secretaria de Saúde e levado para o Hospital Dr. Carlos Macieira.
O paciente apresentava sensível estado de saúde e durante o transporte não apresentou qualquer complicação. O tempo total da missão foi de aproximadamente 1h40min. Se fosse por via terrestre duraria cerca de 3h40min.
O CTA está subordinado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) sendo composto por pilotos, operadores e mecânicos das Polícias Civil e Militar, além de médicos e enfermeiros da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e do Corpo de Bombeiros.
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Equipe do Águia 06 do CTA Maranhão realiza transporte aeromédico de homem de Chapadinha para São Luís. Foto: Divulgação.
Equipe do Águia 06 do CTA Maranhão realiza transporte aeromédico de homem de Chapadinha para São Luís. Foto: Divulgação.
Equipe do Águia 06 do CTA Maranhão realiza transporte aeromédico de homem de Chapadinha para São Luís. Foto: Divulgação.
Equipe do Águia 06 do CTA Maranhão realiza transporte aeromédico de homem de Chapadinha para São Luís. Foto: Divulgação.
Equipe do Águia 06 do CTA Maranhão realiza transporte aeromédico de homem de Chapadinha para São Luís. Foto: Divulgação.
Equipe do Águia 06 do CTA Maranhão realiza transporte aeromédico de homem de Chapadinha para São Luís. Foto: Divulgação.
Equipe do Águia 06 do CTA Maranhão realiza transporte aeromédico de homem de Chapadinha para São Luís. Foto: Divulgação.
Equipe do Águia 06 do CTA Maranhão realiza transporte aeromédico de homem de Chapadinha para São Luís. Foto: Divulgação.
Equipe do Águia 06 do CTA Maranhão realiza transporte aeromédico de homem de Chapadinha para São Luís. Foto: Divulgação.
Equipe do Águia 06 do CTA Maranhão realiza transporte aeromédico de homem de Chapadinha para São Luís. Foto: Divulgação.
Equipe do Águia 06 do CTA Maranhão realiza transporte aeromédico de homem de Chapadinha para São Luís. Foto: Divulgação.
O Alouette III SA3160, pilotado por Jean Boulet e Robert Malus completou seu voo inaugural em Le Bourget em 28 de fevereiro de 1959. Esta 3ª geração Alouette foi caracterizada por sua cabine estendida capaz de acomodar seis passageiros ao lado do piloto e equipada com portas deslizantes. Seu rotor principal tinha 11 metros, comparado a 10,2 metros para o Alouette II e sua carga útil aumentada em 250 kg.
Um concorrente para voos de alta altitude
O Alouette III alcançou sucesso muito rapidamente. Em 12 de junho de 1960, o primeiro protótipo pousou na cúpula do Mont Blanc com sete pessoas a bordo, demonstrando seu excelente desempenho em altas altitudes.
Alguns meses depois, em 6 de novembro de 1960, o segundo protótipo pousou no cume da montanha Deo Tibba, no Himalaia, a uma altitude de mais de 6.000 m durante uma manifestação na Índia.
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Helicóptero Alouette III completou 60 anos do seu voo inaugural em Le Bourget, França
Helicóptero Alouette III completou 60 anos do seu voo inaugural em Le Bourget, França
Helicóptero Alouette III completou 60 anos do seu voo inaugural em Le Bourget, França
Helicóptero Alouette III completou 60 anos do seu voo inaugural em Le Bourget, França
Durante uma turnê de demonstração na África, o Alouette III pousou no cume do Monte Kilimanjaro, cerca de 6.000 metros acima do nível do mar em 18 de fevereiro de 1973 e depois no cume do Monte Quênia, 5.500 metros acima do nível do mar, alguns dias depois. O helicóptero se estabeleceu rapidamente como um helicóptero capaz de voar em altitudes muito altas.
Uma história de sucesso mundial
A primeira aeronave desta série foi entregue à Birmânia em 25 de julho de 1961. O Alouette III foi o primeiro helicóptero para o qual o processo de fabricação em série ocorreu inteiramente em Marignane, França.
Mais de 1.400 aeronaves foram fabricadas para 120 clientes em 80 países, incluindo a África do Sul, Portugal e Holanda. Por sua vez, a França encomendou 180 aeronaves para suas forças armadas e para-serviços públicos. O Alouette III também foi fabricado sob licença na Índia, sob o nome “Chetak”, no Paquistão, na Romênia e na Suíça, com um total de mais de 600 protótipos.
A frota Alouette III acumulou mais de 7 milhões de horas de voo até o final de 2018. Hoje, quase 180 aeronaves ainda continuam em serviço.
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Helicóptero Alouette III completou 60 anos do seu voo inaugural em Le Bourget, França
Helicóptero Alouette III completou 60 anos do seu voo inaugural em Le Bourget, França
Helicóptero Alouette III completou 60 anos do seu voo inaugural em Le Bourget, França
Helicóptero Alouette III completou 60 anos do seu voo inaugural em Le Bourget, França
Pará – Na tarde desta quinta-feira (28), uma criança de 6 anos vítima de acidente de trânsito precisou ser transferida por um helicóptero da EMAR Táxi-Aéreo da Vila Curuai, região do Lago Grande, em Santarém, oeste do Pará, para o Pronto Socorro Municipal (PSM). Além dela, um homem de 35 anos também foi transferido com suspeita de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
Um dos enfermeiros do SAMU que participou dos resgates, Itamar Aguiar, informou que a criança teve fratura nos membros superiores, no braço, e luxação. A equipe foi acionada pela Unidade de Saúde da vila.
“Íamos fazer o resgate de ‘ambulancha’ [ambulâncias adaptadas aos rios para atender as comunidades ribeirinhas da região], mas pelo mau tempo e como iria demorar, pedimos apoio da Casai (Casa de Saúde Indígena) que atendeu nosso pedido e fomos até a vila com mais dois enfermeiros, um técnico e dois pilotos”, relatou Itamar.
O garoto estava em uma moto com o pai e os dois caíram. Segundo o enfermeiro Itamar, o menino está consciente e orientado. O outro caso é de um masculino de 35 anos, que apresentava dor precordial.
O helicóptero com os pacientes saiu da vila por volta das 17h40 e pousou na base do Corpo de Bombeiros de Santarém cerca de uma hora depois. Em seguida, a equipe transferiu os pacientes para o Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo, onde passaram por avaliações.
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Dois enfermeiros e um técnico acompanharam a transferência de uma criança de 6 anos de idade após ela ter sofrido acidente de trânsito em vila de Santarém — Foto: Itamar Aguiar/Divulgação
Helicóptero transfere criança de 6 anos, vítima de acidente de trânsito, e homem de 35 anos, com suspeita de infarto, da Vila Curuai para Santarém. Foto: Foto: Itamar Aguiar/Divulgação
Helicóptero transfere criança de 6 anos, vítima de acidente de trânsito, e homem de 35 anos, com suspeita de infarto, da Vila Curuai para Santarém. Foto: Itamar Aguiar/Divulgação
Minas Gerais – O relógio marcava 12h37 quando a campainha soou, no dia 25 de janeiro, no Batalhão de Operações Aéreas (BOA), na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, indicando um novo chamado para o Corpo de Bombeiros. Nove minutos antes, a barragem 1, localizada na Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, havia se rompido, liberando um “tsunami de lama”.
Ao toque do alerta, a major Karla Lessa interrompeu o almoço, iniciando sua participação na maior operação em que atuaria em 18 anos de corporação. “O solicitante estava chorando e informou que muitas coisas haviam sido levadas pela lama. Imediatamente, eu me dirigi para a aeronave já para iniciar o acionamento e, de forma concomitante, o restante da equipe (…) já foi pegando material que seria necessário para utilizar, coordenadas geográficas, informações mais precisas sobre o local do suposto rompimento de barragem”, relembra.
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Major Karla Lessa do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e equipe operando na Mina do Córrego do Feijão, Brumadinho. Foto: Roberto Caiafa.
Major Karla Lessa foi uma das primeiras militares a testemunhar, do alto, a dimensão da tragédia de Brumadinho — Foto: Raquel Freitas/G1
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa.
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa
Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa
A major diz que, às 12h53, já sobrevoava Brumadinho e, ao ver de perto a área solapada pelo “mar de lama”, começava a ter uma dimensão mais exata da tragédia, que deixou mais de 300 vítimas, entre mortos e desaparecidos.
Em um campo de futebol no Córrego Feijão, ao lado de uma igreja que se tornaria uma das bases da operação por cerca de 25 dias, a major desembarcou um médico, um enfermeiro e o copiloto. Novamente, ela levantou voo e seguiu testemunhando a destruição provocada pelo colapso da barragem.
As primeiras sobreviventes que chegaram ao maior pronto-socorro do estado foram transportadas no helicóptero pilotado pela major. Em uma operação extremamente delicada e com a aeronave quase tocando a lama, os militares da aeronave Arcanjo 04 conseguiram salvar a jovem Talita Cristina de Oliveira, de 15 anos, que se afogava naquela vastidão de lama.
A adolescente foi deixada no campinho para que recebesse os primeiros cuidados médicos, e a oficial alçou voo para resgatar Paloma Prates da Cunha, de 22 anos, que havia acabado de ser retirada da lama por um funcionário da Vale.
Rompimento de barragem em Brumadinho — Foto: Douglas Magno / AFP
Neste momento, os militares precisavam tomar uma decisão que significaria lutar pela vida das duas sobreviventes ou tentar salvar outras pessoas. “Eu não tinha autonomia [de voo] para fazer mais resgates e depois levá-las para o hospital. Então, precisava ser decidido. Dependendo do estado de saúde das duas, teria que escolher: ou tentar resgatar mais pessoas ou levá-las de imediato para o Hospital João XXIII”, diz. Por causa da gravidade dos casos, optou-se pela segunda hipótese.
Início da ‘Megaoperação’
O relato da major sobre o que tinha visto em Brumadinho foi fundamental para que a megaoperação começasse a ser desenhada. Ela conta que, no pronto-socorro, o diretor da unidade aguardava a equipe do Arcanjo 04 para decidir se o plano de catástrofe do hospital deveria ou não ser acionado.
“Quando eu cheguei na Pampulha, após entregá-las [Talita e Paloma] aos cuidados do João XXIII, para abastecer, algumas autoridades já me aguardavam para ter informações com relação ao que eu tinha visto e para tomar decisões sobre o futuro da missão, o que seria necessário de mobilização do estado. Então aqui [na Pampulha], já estavam o vice-governador, o comandante-geral dos Bombeiros, o comandante-geral da Polícia Militar, o secretário de Segurança Pública e outras autoridades”, afirma.
Campinho no Córrego do Feijão foi transformado em local de pouso de helicópteros — Foto: Washington Alves/Reuters.
Nos segundo e terceiro dia das operações, a major participou da coordenação das atividades aéreas. O campinho ao lado da igreja se transformou em ponto de pouso dos diversos helicópteros que se mobilizavam nas buscas.
Durante as duas semanas em que dedicou os dias de trabalho exclusivamente à operação em Brumadinho, tentar reduzir a dor dos parentes das vítimas era o que motivava a major a cada jornada exaustiva.
“Poder minimizar o sofrimento de tantas pessoas que ainda aguardam respostas, informações com relação aos seus entes queridos. Muitos dos voluntários, por exemplo, perderam alguém e estão lá ajudando os bombeiros, limpando o chão, fornecendo comida. São inúmeras cartinhas que a gente tem recebido, pessoas que nos cumprimentam e dão força para continuar. Então, isso tudo motiva e dá força para continuar a operação até o momento em que a gente conseguir ou encontrar todas as vítimas que ainda estão desaparecidas”, diz.
Casal de bombeiros de MG relata dias de resgate em Brumadinho
Trabalhar em um mar de lama era um cenário que o casal Kênia Oliveira Rosa e Deusdet Moreira de Souza não tinha imaginado ao longo dos anos de carreira no Corpo de Bombeiros. “Acho que ninguém imaginou que fosse acontecer algo tão chocante”. Ela, cabo do 1º pelotão da 2ª Cia dos Bombeiros de Lavras (MG). Ele, sargento do Batalhão de Operações Aéreas da base em Varginha (MG). Juntos há oito anos, dividiram a experiência de trabalhar no resgate das vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho (MG).
Sargento dos bombeiros de Lavras trabalhou no suporte aéreo — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
Viagem a Brumadinho
“No sábado, eu tinha ligado pro Capitão Sílvio pra ser voluntária. Fiquei sabendo pelos meus colegas que quem tinha feito um curso preparatório, que só alguns bombeiros fazem, poderia fazer parte. Logo me prontifiquei”, explicou Kenia.
O marido, sargento Deusdet, que também fez o curso, foi o primeiro a ir. Ele atua como tripulante operacional da Base dos Arcanjos em Varginha. Deusdet partiu com o grupo de Varginha no dia 28 de janeiro, com retorno no dia 4 de fevereiro.
Na mina do Córrego do Feijão, onde ficava a barragem da Vale, Deusdet tinha como função transportar equipes pelo helicóptero, além de equipamentos e cães, ajudar na retirada de corpos, sobrevoar os pontos com autoridades, entre outras atividades.
Cabo Kênia Oliveira Rosa viajou a Brumadinho (MG) para trabalhar no resgate às vítimas — Foto: Arquivo Pessoal
“Naquela semana, quase toda operação dependia dos helicópteros para acessar os locais. Por isso, chegou a ter quase 20 helicópteros operando nos primeiros 10 dias após o desastre”, explicou o sargento.
Com o retorno de Deusdet, foi a vez da segunda equipe, com a cabo Kenia, que chegou no dia 7 de fevereiro a Brumadinho. Como parte do setor operacional dos bombeiros, ela trabalhou no solo, na chamada zona quente. A função era ajudar na varredura atrás de vestígios, edificações, corpos e segmentos.
“Trabalhei na área alagada e na mais seca. Quando chegou o maquinário na área alagada, a gente foi deslocado. Todas as atividades que os outros fizeram, eu estava fazendo também”.
Sargento Deusdet, de uniforme laranja, participou de trabalhos em Brumadinho (MG) — Foto: Corpo de Bombeiros
Primeiras impressões
A força da lama, vista do alto dos helicópteros, impressionou Deusdet assim que viu os primeiros pontos atingidos. “A proporção do estrago, a força da lama retorceu até uma locomotiva e arrancou o pontilhão da linha férrea. Muitas das vítimas nem viram como morreram”, lamenta.
Kenia também relata o choque ao ver a dimensão da tragédia na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho. “Como o Deusdet foi antes, ele tinha reportado pra mim que estava bem pior do que parecia. Ele ficou assustado. Eu cheguei lá foi a mesma coisa, mesma sensação que ele teve”, comenta.
O forte cheiro na segunda semana de buscas chamou atenção de Kenia. Pela frente, tudo o que viu estava destruído.
“A primeira impressão é que o estrago é muito maior do que a mídia passava pra gente. Já tinha visto pela TV que o estrago tinha sido grande. Mas chegando lá, ver o impacto ao vivo e a cores, é muito maior”.
Proporção dos estragos impressionou sargento dos bombeiros que trabalhou em Brumadinho (MG) — Foto: André Penner/AP
Trabalho exaustivo
O trabalho muitas vezes ultrapassava as 14 horas diárias. Deusdet começava às 5h30, com reunião entre as equipes. Ao longo do dia, decolagens, buscas e pousos. À noite, era hora da limpeza e do preparo das aeronaves e uniformes para o dia seguinte. O sargento diz que o cansaço físico na linha de frente era grande e que se juntava ao desgaste mental ao longo do dia.
Já Kenia conta que, apesar do cansaço físico, era difícil entender a hora de parar. “Quando a segunda equipe iria atender, após meus sete dias, eu fui voluntária pra continuar, porque eu não tinha noção do meu cansaço. Quando eu cheguei a Lavras, o primeiro dia eu ainda estava com a adrenalina. Só depois eu senti o cansaço”, conta.
Força e contato com a comunidade
Lidar com família das vítimas e com quem viveu de perto a tragédia trazia um peso maior ainda ao trabalho dos bombeiros.
“A atividade lá era pesada, desgastante, mas no final não tem como não se envolver. Tinha alguns trabalhadores da Vale com o maquinário, auxiliando a gente. Eles contavam as histórias deles. Você acaba tendo um envolvimento emocional muito grande”, diz Kenia
A cabo dos bombeiros não chegou a ter contato direto com vítimas. “Tinha dias que ficávamos frustrados por não encontrarmos ninguém. Fomos lá com a missão de trazer conforto aos familiares e amigos das vítimas”.
Cabo Kenia, do Corpo de Bombeiros de Lavras (MG) trabalhou em Brumadinho (MG) — Foto: Sargento Alcântara/Corpo de Bombeiros
Em uma troca de papéis, muitas vezes, era a comunidade que dava o conforto aos bombeiros. Kenia, como centenas de militares que trabalharam nas operações de resgate em Brumadinho, recebeu cartas escritas pelas crianças daquela região.
Nos recados, entregues sempre ao final de um dia de trabalho, mensagens simples e desenhos feitos para motivar o trabalho dos bombeiros. “Ficávamos muito comovidos. Cada uma mais linda e tocante que a outra. Ficávamos emotivos e nos dava mais ânimo e garra para o dia seguinte”.
De volta à rotina dos trabalhos no Sul de Minas, a cabo Kenia acredita que ter feito parte da maior operação de resgate da história do país trouxe muitas lições. “Foi um marco na vida de muitas pessoas, não só as que estavam envolvidas diretamente no resgate. Apesar de triste, foi bonito pra ver a solidariedade das pessoas. Bombeiros de outros estados, gente que dava o sangue. Teve uma interação muito boa”, ressalta.
“Na minha chegada lá, no planejamento, duas menininhas lindas vieram, perguntaram se podiam me dar um abraço. Eu guardo esse abraço até hoje”.
Cabo Kenia, do Corpo de Bombeiros de Lavras (MG), recebeu carta em trabalho em Brumadinho (MG) — Foto: Arquivo Pessoal
Portugal – Os novos helicópteros da Força Aérea foram oficialmente apresentados no dia 18 de fevereiro na Base Aérea N.º 11, em Beja. A cerimônia de recepção dos AW119MKII “Koala”, que serão operados pela Esquadra 552 – “Zangões”, foi presidida pelo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho.
Atualmente a Esquadra 552 – “Zangões” é responsável pela formação de pilotos de helicópteros da Força Aérea e Marinha, com uma base permanente no Aeródromo de Manobra nº 1 (Ovar) para operações de Busca e Salvamento (SAR) e Evacuações Médicas (MEDEVAC)
Alouette III (ALIII) da Força Aérea que será substituído pelos Koala. Foto: Emfa.
Os primeiros dois helicópteros Koala – de um total de cinco, substituirão os Alouette III. Estes cinco novos helicópteros garantirão melhor operabilidade e segurança.
O Koala é um helicóptero monomotor, extremamente versátil, capaz de operar em ambiente noturno com a utilização de óculos de visão noturna. Cumpre missões como instrução básica e avançada de voo, busca e salvamento, evacuação aeromédica e combate a incêndios florestais. Possui capacidade de instalação de flutuadores para missões de busca e salvamento em ambiente marítimo. Para este tipo de missão ainda pode ser equipado com guincho e farol de busca.
Tem a capacidade de transportar até sete passageiros – além do piloto – ou uma maca e cinco passageiros. Suporta também 1.400Kg em carga externa, onde se inclui um balde para o combate a incêndios florestais.
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Força Aérea Portuguesa recebe dois primeiros helicópteros Koala de um total de cinco. Foto: Força Aérea Portuguesa
Força Aérea Portuguesa recebe dois primeiros helicópteros Koala de um total de cinco. Foto: Força Aérea Portuguesa
Força Aérea Portuguesa recebe dois primeiros helicópteros Koala de um total de cinco. Foto: Força Aérea Portuguesa
Força Aérea Portuguesa recebe dois primeiros helicópteros Koala de um total de cinco. Foto: Força Aérea Portuguesa
Força Aérea Portuguesa recebe dois primeiros helicópteros Koala de um total de cinco. Foto: Força Aérea Portuguesa
Santa Catarina – Por volta das 16h30 de segunda-feira (25), a equipe do Arcanjo 01 do Corpo de Bombeiros foi acionada para prestar auxílio às viaturas da Litoral Sul em atendimento a uma bebê de 6 meses e sua mãe que sofreram queimaduras de 1° e 2° grau com água fervente.
A equipe médica especializada do Arcanjo 01 assumiu a ocorrência realizando a hidratação da área queimada com curativos e soro, analgesia e conduziu o bebê para o Hospital Infantil de Florianópolis. A mãe foi atendida pela equipe da Litoral Sul. A família é da cidade de Biguaçu, SC.
Helicóptero Arcanjo 01 socorre mãe e filha que sofreram queimaduras com água fervente em Florianópolis, SC
Portugal – A Força Aérea resgatou na tarde sábado (23) o comandante do navio grego “MINERVA GLORIA”, que navegava a 420 quilômetros a sudoeste da Ilha Terceira. O homem de nacionalidade grega de 47 anos apresentava estado clínico grave e precisava de assistência médica urgente. Foi resgatado do navio pela tripulação de alerta nos Açores da Esquadra 751 – “Pumas”, que opera o helicóptero EH-101 Merlin.
O EH-101 Merlin descolou da Base Aérea Nº 4 (BA4), nas Lajes. Para esta operação e devido às condições meteorológicas muito adversas no local, onde se registavam ondas de 12 metros e ventos de 74 km/h, foi também empenhada uma aeronave P-3C CUP +, operada pela Esquadra 601 – “Lobos”, que descolou da Base Aérea N.º 11 (BA11), em Beja.
O comandante do navio foi resgatado com sucesso e transportado até ao Aeroporto João Paulo II de Ponta Delgada, de onde foi encaminhado para o Hospital do Divino Espírito Santo.
Pará – No domingo (24), a tripulação do helicóptero Guardião 02 do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Base Altamira) foi acionada para um transporte aeromédico de uma recém-nascida da cidade de Anapu para Altamira.
A bebê, prematura de 25 semanas, tinha seu estado considerado grave, porém estável. Um médico e uma enfermeira da prefeitura de Anapu acompanharam o transporte até o Hospital São Rafael em Altamira, onde a paciente recebeu uma melhor assistência.
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Equipe do Guardião 02 é acionada para transporte aeromédico de recém nascida em estado grave. Foto: GRAESP
Equipe do Guardião 02 é acionada para transporte aeromédico de recém nascida em estado grave. Foto: GRAESP
Equipe do Guardião 02 é acionada para transporte aeromédico de recém nascida em estado grave. Foto: GRAESP
Equipe do Guardião 02 é acionada para transporte aeromédico de recém nascida em estado grave. Foto: GRAESP
Mato Grosso – Um grave acidente aconteceu nesta sexta-feira (22) envolvendo dois caminhões e um trator na BR-070, em Várzea Grande, cerca de 223 Km de Rondonópolis, MT. O engavetamento deixou três pessoas feridas. Os motoristas foram socorridos e encaminhados para o Hospital de Várzea Grande, o terceiro condutor teve ferimentos leves.
Os dois motoristas ficaram presos ás ferragens e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer) esteve no local socorrendo uma das vítimas. O outro motorista foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também compareceu ao local.
Equipe do CIOPAER resgata motoristas presos nas ferragens após acidente na BR-070, MT. Foto: Divulgação
Equipe do CIOPAER resgata motoristas presos nas ferragens após acidente na BR-070, MT. Foto: Divulgação
Equipe do CIOPAER resgata motoristas presos nas ferragens após acidente na BR-070, MT. Foto: Divulgação
Ceará – Uma mulher de 50 anos, vítima de AVC (acidente vascular cerebral), precisou ser transportada de helicóptero de Icó para Juazeiro do Norte no início da tarde desta terça-feira (19).
Segundo a Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAer), o trasporte da paciente, feito por meio da aeronave Fênix 06, foi fundamental para que ela fosse atendida dentro da chamada “janela terapêutica”, onde deve ser ministrado em determinado tempo o medicamento antitrombolítico, que evita maiores sequelas ou mesmo a morte da paciente.
De acordo com o Coronel Marcos Costa, o voo durou apenas 30 minutos. Caso o transporte da paciente tivesse sido feito via terrestre teria demorado cerca de 02h30 minutos para fazer o mesmo trajeto.
A aeronave, dotada de UTI aérea, composta por um médico e um enfermeiro à bordo, levou a vítima até o Batalhão da Polícia Militar em Juazeiro do Norte.
Ao chegar no local, uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a transportou para o Hospital Regional do Cariri. O estado de saúde da paciente é considerado estável.
Helicóptero do CIOPAER realiza transporte de vítima de AVC de Icó para Juazeiro. Foto: CIOPAER/CE
Distrito Federal – Cinco pessoas ficaram feridas em um acidente de carro na BR-080 na madrugada de sexta-feira (22/2). Por volta de meia-noite, os veículos se chocaram de frente na saída de Brazlândia, no trecho conhecido como Roda D’Água. O Corpo de Bombeiros foi chamado e mobilizou o helicóptero para atendimento das vítimas.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) também se deslocou para operação. Em um dos carros estava somente a motorista, de 20 anos, que foi socorrida com suspeita de fratura e hemorragia interna. Ela estava consciente, mas desorientada, e foi levada para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) pela equipe do SAMU.
Helicóptero do Corpo de Bombeiros/DF é acionado para resgate de vítima em acidente na BR-080. Foto: Divulgação /CBM-DF
No segundo veículo, estavam quatro pessoas. O condutor, de 47 anos, foi atendido com uma fratura e edemas na face, sem risco de vida. Já o estado de saúde de uma passageira de 46 anos estava mais grave. Ela foi socorrida com trauma abdominal e suspeita de hemorragia interna e acabou sendo levada para o Hospital de Base pelo helicóptero do GAvOp do CBMDF.
Os outros dois passageiros, de 74 e 22 anos, ficam com cortes, suspeita de fratura e ferimentos mais leves. O senhor foi levado ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e o jovem ao Hospital Regional de Brazlândia (HRBZ).
O Grupamento de Aviação Operacional do CBMDF realiza resgate noturno e possui catalogados mais de 150 pontos para realização de pousos e decolagens com segurança, onde são levadas as vítimas caso necessitem de transporte pelo helicóptero. Esse tipo de missão favorece a colocação da equipe médica no local do acidente e propicia um socorro eficiente.
A Polícia Civil foi acionada para realizar perícia no local e identificar as causas e a logística precisa do acidente. Ao todo, 27 bombeiros participaram da ação.
Helicóptero do Corpo de Bombeiros/DF é acionado para resgate de vítima em acidente na BR-080. Foto: Divulgação /CBM-DF
Paraná – Os vereadores que compõem a Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente na Câmara Municipal, Pastor Gérson Araújo (PSDB), Junior Santos Rosa (PSD) e Amauri Cardoso (PSDB), solicitaram a realização de uma audiência pública para debater o projeto de lei de autoria do Executivo que estabelece os parâmetros específicos de construção de heliponto (plataforma de pouso e decolagem) da unidade Bela Suíça do Hospital do Coração. O pedido foi aprovado com 19 votos.
Na reunião da comissão desta semana, Amauri Cardoso salientou que a população que mora no entorno do hospital deve ser consultada, uma vez que há cerca de dois anos se chegou à conclusão de que a construção do Heliponto feriu a Lei de Uso de Ocupação do Solo.
Em audiência pública Comissão quer debater o projeto de construção do heliponto no Hospital do Coração Bela Suíça de Londrina, PR
“O que nos preocupa é permitir que se construa desrespeitando a lei, e posteriormente faça permissão ou alteração pontual, contrariando o Plano Diretor. Primeiro se faz errado, depois se regulariza. Por isso precisamos discutir mais esse projeto, e sempre digo que sou contra mudanças pontuais e autorizações legais específicas, por entender que a lei tem que ser genérica e abstrata, visando organizar a cidade como um todo”, afirmou.
Cardoso destacou também que a realização de audiência pública é exigência legal para projetos desta natureza.
Discussões
A construção do Heliponto se tornou uma “dor de cabeça” a mais para a administração do Hospital do Coração e os proprietários do prédio onde a unidade Bela Suíça é locatária, a empresa PH7, a partir da aprovação da lei 12.236/2015 (Lei de Uso e Ocupação do Solo).
Em seu artigo 263 ficou definido que “nas áreas circunvizinhas a fundo de vale, numa faixa perpendicular de 120,00 m a partir da área de Preservação Permanente, serão permitidas somente edificações até (dois) pavimentos, incluindo o térreo, e com altura máxima de 8,00m (oito metros)”, diz a legislação.
No entanto, de acordo com o proprietário da PH7, Paulo Horto, o projeto de construção da unidade é de 2013, e atendou a todas as regras definidas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e Corpo de Bombeiros para a construção de Helipontos.
“Foi tudo aprovado, tudo certo. E o entendimento na gestão anterior era que um heliponto não é uma edificação, é um equipamento público. Por exemplo, torres de celular, caixa d’água”, exemplifica Orto.
No entanto, segundo o empresário, com a mudança na administração a secretaria municipal de Obras entendeu que o heliponto fazia parte da edificação, ultrapassando, então, a altura máxima estabelecida na Lei de 2015 em quatro metros.
Por conta disso um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) foi firmado, onde ficou estabelecido que a empresa PH7 ficaria responsável pela recuperação de seis pontes do Lago Igapó.
Já para o Hospital do Coração ficou estabelecido que permitisse a “utilização gratuita, irrestrita e ilimitada por aeronaves do Sistema único de Saúde, Corpo de Bombeiros, SAMU, Polícias Civil, Militar e Rodoviária, e de qualquer outro órgão ou instituição, para transporte de pacientes ou de órgãos para transplante, ainda que destinados a outros hospitais ou unidades de saúde”, diz o TAC.
Questionado, Horto afirmou que duas das seis pontes já foram reparadas. “E agora segunda-feira nós começaremos mais duas, ali na rotatória da Ayrton Senna. Todo o equipamento, material, já foi comprado, para a construção das outras duas, e dentro de uns 30 dias devemos começar a construção das outras duas”, disse.
O empresário garantiu que deve participar do debate na Câmara. Já de acordo com a assessoria de comunicação do Hospital do Coração, a diretoria ainda não havia sido comunicada oficialmente sobre a audiência pública, e que havia ficado sabendo da discussão pela imprensa.
Tocantins – Teve início na terça-feira (19) no auditório da Secretaria da Segurança Pública do Estado do Tocantins (SSP), a Etapa Teórica do Treinamento periódico para habilitação dos pilotos do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER). O curso segue até esta quarta-feira (20) e é uma exigência da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Nesta primeira etapa, serão estudados conteúdos como apresentação da aeronave, estrutura, transmissão, rotores e equipamentos, funcionamento normal e anormal dos sistemas; performance/desempenho, preparação e controles de voo; procedimentos de emergência; condições especiais para helicópteros equipados com sistemas de voo eletrônico por instrumento e ações, condições e precauções para pouso restrito.
CIOPAER realiza treinamento para habilitação de pilotos. Foto: SSP/TO
Posteriormente deverá ocorrer a Etapa Treinamento Prático, em que cada piloto tem que voar duas horas com procedimentos normais, anormais e de emergência. Além disso, esses profissionais são obrigados a estar com o Certificado Médico Aeronáutico (CMA) em dia.
Segundo o chefe de Supervisão de Instruções e Operações do CIOPAER, capitão Dennys Gomes Dalla,estão em treinamento sete pilotos da unidade e um piloto de outra Força da Segurança Pública Estadual.
“Esse é um treinamento periódico, também requisito da ANAC para habilitação de pilotos. É de fundamental importância para relembrar nossos conhecimentos, ter segurança e proficiência dos procedimentos conduzindo aeronaves, melhorando, assim, a segurança das operações da Unidade. Isso nos garante ter sempre pilotos capacitados para cumprir as diversas missões que surgem para a Segurança Pública como um todo”, afirmou o capitão Dalla.
Com informações de CM Jornal, por Patrícia Moura Pinto
Portugal – Por volta da 17h30 de sábado (16), o helicóptero do INEM baseado em Macedo de Cavaleiros foi acionado para fazer o transporte de um homem de 80 anos com queimaduras graves de Lamego para o Porto. Inicialmente o helicóptero deveria pousar no heliponto do Hospital de Lamego, porém o heliponto não está operacional e a equipe decidiu embarcar o doente no Estádio do Peso da Régua.
A vítima precisava ser transportado para uma unidade hospitalar com especialidade em queimados. Por indicação do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), os bombeiros tiveram que transportar a vítima até Peso da Régua, porque o helicóptero não podia realizar o pouso no heliponto de Lamego (está com problemas de certificação). Para pousar no Estádio do Peso da Régua, o bombeiro solicitou a ligação da iluminação do Estádio.
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Devido a problemas de certificação de heliponto, helicóptero do INEM pousa em estádio de futebol para socorrer idoso queimado
Devido a problemas de certificação de heliponto, helicóptero do INEM pousa em estádio de futebol para socorrer idoso queimado
Devido a problemas de certificação de heliponto, helicóptero do INEM pousa em estádio de futebol para socorrer idoso queimado
Devido a problemas de certificação de heliponto, helicóptero do INEM pousa em estádio de futebol para socorrer idoso queimado
Devido a problemas de certificação de heliponto, helicóptero do INEM pousa em estádio de futebol para socorrer idoso queimado
Só após a ligação da iluminação é que o helicóptero pousou, transportando a vítima para o Hospital da Prelada, na cidade do Porto, a 75 quilômetros de distância por via aérea.
O INEM explicou “que os comandantes das aeronaves decidem qual o local mais próximo do doente e que simultaneamente reúna as condições de segurança necessárias para pousar a aeronave e que todas as questões relacionadas com a operação aeronáutica são responsabilidade da empresa contratada para o serviço”, remetendo assim a responsabilidade para o piloto da aeronave e para a empresa Babcock (INEM).
Hospitais avançam com certificação dos helipontos
Os hospitais que tinham problemas com a certificação dos helipontos já avançaram com o processo. Alguns aguardam a aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Além disso há helipontos que só podem receber pousos e decolagens durante o dia.
O heliponto do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (Vila Real) já está operacional. Já o do Hospital de Lamego ainda está sob estudo. A cidade de Lamego dispõe, além do heliponto situado no hospital, de outro no Centro de Tropas de Operações Especiais do Exército Português. As instalações estão localizadas no centro da cidade.
Em Portugal, há 33 unidades hospitalares que dispõem de instalações para receber helicópteros de emergência médica, porém segundo a Agência Nacional de Aviação Civil existem helipontos com problemas nos processo de certificação. Veja o mapa:
São Paulo – No domingo (17), quatro jovens foram resgatados por equipes do Corpo de Bombeiros (6º GB) e do Águia 05 da PM após se perderem durante uma trilha na região da Serra do Mar, próximo a Cubatão, no litoral de São Paulo.
Os bombeiros informaram que os resgatados são três homens e uma mulher, entre 19 a 23 anos. Os jovens entraram pela mata em Santo André (SP), andaram por alguns quilômetros, mas por volta das 14h30 pediram ajuda pelo telefone 193.
Após acionamento, o corpo de bombeiros informou que iniciou as buscas com apoio do helicóptero Águia 05 da Base de Radiopatrulha Aérea da Praia Grande. De acordo com a corporação, as vítimas foram encontradas nas proximidades da Cachoeira do Limão, em Paranapiacaba e para ajudar na retirada delas foi instalado um posto de comando na empresa Cesare, em Cubatão.
A equipe do helicóptero retirou, com o uso do guincho, três vítimas e as conduziu ao posto de comando. Depois do desembarque delas, retornou para a retirada da quarta vítima e dos dois tripulantes que permaneceram no local. Todos foram resgatados sem ferimentos e foram atendidos por socorristas no posto de comando e liberados em seguida. Os quatro jovens são moradores da Grande São Paulo.
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Águia e equipe do Corpo de Bombeiros resgatam grupo que se perdeu na Serra do Mar, SP. Foto: PMESP
Águia e equipe do Corpo de Bombeiros resgatam grupo que se perdeu na Serra do Mar, SP. Foto: PMESP
Águia e equipe do Corpo de Bombeiros resgatam grupo que se perdeu na Serra do Mar, SP. Foto: PMESP
Bahia – No domingo (03), o Grupamento Aéreo (GRAER) da Polícia Militar da Bahia foi solicitado pela Central de Transplantes para apoiar missão de transporte de órgãos do interior para a Capital. Fígado, coração e rins precisavam ser captados em Santo Antônio de Jesus e levados para Salvador a fim de salvar a vida de 4 pessoas. O tempo é fator diferencial para o aproveitamento dos órgãos.
A captação dos órgãos foi realizada com sucesso e foram embarcados no Guardião 02. Por terra esse deslocamento levaria cerca de 3 horas e dificultaria sensivelmente o aproveitamento dos órgãos, pois cada um possui um tempo de isquemia (tempo que o órgão suporta sem irrigação fora do corpo).
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Helicóptero da Polícia Militar realiza transporte de órgãos de Santo Antônio para Salvador. Foto: GRAER
Helicóptero da Polícia Militar realiza transporte de órgãos de Santo Antônio para Salvador. Foto: GRAER
Helicóptero da Polícia Militar realiza transporte de órgãos de Santo Antônio para Salvador. Foto: GRAER
Espírito Santo – A tripulação do Harpia 07 do NOTAer, em apoio ao SAMU, realizou o transporte de duas crianças (02 e 06 anos) vítimas de acidente automobilístico ocorrido na Estrada de Melgaço, em Domingos Martins. O veículo caiu em uma ribanceira de aproximadamente 4 metros de altura, vitimando quatro pessoas da mesma família.
A avó faleceu no local, sua filha ficou gravemente ferida e conduzida para Vitória pela ambulância do SAMU e as crianças foram levados ao Hospital Infantil de Vitória pelo Harpia 07. No local, o Corpo de Bombeiros do ES e a equipe do SAMU prestaram o atendimento primário e prepararam as vítimas para o transporte aeromédico e terrestre.
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Tripulação do Harpia 07 realiza transporte de duas crianças vítimas de acidente automobilístico. Foto: NOTAer
Tripulação do Harpia 07 realiza transporte de duas crianças vítimas de acidente automobilístico. Foto: NOTAer
Tripulação do Harpia 07 realiza transporte de duas crianças vítimas de acidente automobilístico. Foto: NOTAer
Tripulação do Harpia 07 realiza transporte de duas crianças vítimas de acidente automobilístico. Foto: NOTAer
Tripulação do Harpia 07 realiza transporte de duas crianças vítimas de acidente automobilístico. Foto: NOTAer
Bahia – Na tarde de domingo (03), a Central do SAMU solicitou o apoio do Grupamento Aéreo (GRAER) da Polícia Militar da Bahia para o transporte de uma mulher de 35 anos que havia sofrido uma lesão durante a prática de banana boat em Morro de São Paulo.
A mulher foi socorrida inicialmente por populares e como havia fraturado a bacia, necessitava de imediata transferência para Salvador. A vítima foi embarcada no helicóptero Guardião 02 que pousou no Hotel Patachocas e conduzida até a base do GRAER, na Capital, onde uma ambulância do SAMU realizou o transporte terrestre até o Hospital São Rafael.
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Guardião 02 helicóptero da Polícia Militar é acionado para transporte de vítima de acidente em banana boat no Morro de São Paulo, BA. Foto: GRAER
Guardião 02 helicóptero da Polícia Militar é acionado para transporte de vítima de acidente em banana boat no Morro de São Paulo, BA. Foto: GRAER
Guardião 02 helicóptero da Polícia Militar é acionado para transporte de vítima de acidente em banana boat no Morro de São Paulo, BA. Foto: GRAER
Espirito Santo – No último sábado (09), após a confirmação da morte encefálica de um jovem de 25 anos vítima de um grave acidente de motocicleta, os familiares autorizaram a doação dos órgãos do rapaz. A ação proporcionou um recomeço para outras seis famílias, que receberam coração, fígado, dois rins e córneas.
Os órgãos foram levados pelo helicóptero do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAer) para o Centro Transplantador de Referência do Hospital Meridional, em Cariacica. A coordenadora da Central de Transplantes do Espírito Santo, Maria Machado, disse que o processo de doação e transplante é complexo.
“O transplante de coração, por exemplo, deve ocorrer em até 4 horas entre a retirada do doador e o transplante no receptor, por isso o apoio e o transporte pelo helicóptero do NOTAer são tão importantes. Queremos agradecer à família doadora por este ‘sim’ e a toda equipe que atuou neste processo”, disse.
Maria ainda destacou que este foi o segundo coração captado e transplantado no Espírito Santo em 2019. Atualmente aguardam por um transplante 1.109 pessoas no Estado do Espírito Santo.
Fila de espera em fevereiro de 2019
O Espírito Santo tem atualmente 1.109 pessoas na fila de espera por um transplante de órgãos. A maior demanda é por um rim, com 915 pessoas aguardando. Outras 147 pessoas esperam por córneas, 42 precisam de transplante de fígado e cinco pessoas aguardam por um coração. Os dados são da Central Estadual de Transplantes do Espírito Santo.
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NOTAer realiza transporte de órgãos para 6 pessoas no Hospital Meridional em Cariacica, ES. Foto: Divulgação
NOTAer realiza transporte de órgãos para 6 pessoas no Hospital Meridional em Cariacica, ES. Foto: Divulgação
NOTAer realiza transporte de órgãos para 6 pessoas no Hospital Meridional em Cariacica, ES. Foto: Divulgação
Mato Grosso – Os alunos do Curso de Especialização em Urgência e Emergência (Turma 403UE) do Centro de Ensino Técnico Matogrossense – CETEM realizaram uma visita técnica sob orientação da Prof. Bruna Santiago ao Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer) da Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Foi um momento de muito aprendizado e vivência das atividades desenvolvidas pelo CIOPAer. As operações aéreas do Centro compreendem as atividades típicas de polícia administrativa, judiciária, de bombeiros e de defesa civil tais como: policiamento ostensivo e investigativo, ações de inteligência, resgate e transporte aeromédico, transporte de órgãos humanos, busca e salvamento.
O CETEM é uma tradicional escola de educação técnica do Estado de Mato Grosso e oferece cursos técnicos de enfermagem, análises clínicas, segurança do trabalho, estética, radiologia e gestão de saúde. Há também cursos de especialização de nível técnico em enfermagem do trabalho, instrumentação cirúrgica, urgência e emergência, entre outros.
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Alunos do Curso de Especialização em Urgência e Emergência, fazem visita ao CIOPAer. Foto: Divulgação
Alunos do Curso de Especialização em Urgência e Emergência, fazem visita ao CIOPAer. Foto: Divulgação
Alunos do Curso de Especialização em Urgência e Emergência, fazem visita ao CIOPAer. Foto: Divulgação
Alunos do Curso de Especialização em Urgência e Emergência, fazem visita ao CIOPAer. Foto: Divulgação
Alunos do Curso de Especialização em Urgência e Emergência, fazem visita ao CIOPAer. Foto: Divulgação
Alunos do Curso de Especialização em Urgência e Emergência, fazem visita ao CIOPAer. Foto: Divulgação
Alunos do Curso de Especialização em Urgência e Emergência, fazem visita ao CIOPAer. Foto: Divulgação
Alunos do Curso de Especialização em Urgência e Emergência, fazem visita ao CIOPAer. Foto: Divulgação