- Anúncio -
Início Tags Resgate aeromédico

Resgate aeromédico

SAMU 192 e NOTAER realizam simulado de resgate aeromédico envolvendo bicicletas elétricas na orla de Vitória, ES

Espírito Santo – O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) promoveu na sexta-feira (11), o Simulado de Incidente com Múltiplas Vítimas (IMV) e o resgate aéreo cujo cenário de prática envolveu, pela primeira vez, bicicletas elétricas, veículo de passeio, além do acionamento da equipe aeromédica do Núcleo de Operações e Transportes Aéreo (NOTAER). O simulado aconteceu na Orla de Camburi, em Vitória.

O simulado é uma parceria com a Secretaria da Saúde (Sesa); o Núcleo de Operações e Transportes Aéreo (NOTAER); o Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran|ES); e a Guarda Municipal de Vitória (GMV). A ação fez parte da programação oficial do 5º Congresso Aeromédico Brasileiro (CONAER), como uma das atividades do módulo prático, e pôde apresentar aos congressistas de todo País, além da sociedade capixaba presente, a eficiência da resposta a traumas no Estado, além da capacidade de resposta integrada.

“Simulados como esse e o que promovemos durante o ‘Maio Amarelo’ auxiliam na integração e capacitação de todas as instituições envolvidas no atendimento a grandes emergências, assim como o compromisso não só do Sistema Único de Saúde (SUS), mas de todas demais instituições, na busca constante de melhorias no atendimento ao cidadão”, reforçou o subsecretário de Estado de Regulação do Acesso em Saúde, Gleikson Barbosa.

SAMU 192 realiza simulado de incidente com múltiplas vítimas e resgate aeromédico envolvendo bicicletas elétricas em Vitória (ES). Foto: Divulgação

Durante o cenário simulado, foi representada a colisão de frente de ciclistas que utilizavam bicicletas elétricas e que, com o impacto, acabaram arremessados no estacionamento da Orla, onde foram atropelados por um veículo de passeio que acessava em velocidade incompatível com a via e sem a devida atenção.

O incidente promoveu o atendimento de nove vítimas, com diferentes graus de gravidade, classificadas segundo o protocolo START (Simple Triage And Rapid Treatment) de triagem em incidentes com múltiplas vítimas. As vítimas foram interpretadas por acadêmicos da área da Saúde, que foram previamente capacitados e caracterizados com lesões realísticas para a atividade.

Com a popularização das bicicletas elétricas no Espírito Santo, especialmente entre os ciclistas da Grande Vitória, o coordenador do Núcleo de Educação Permanente (NEP), do SAMU 192, Filippi Almeida, reforçou a importância da conscientização de toda população. Segundo o profissional, desde 2022 até junho deste ano, o SAMU 192 já realizou ao menos 41 ocorrências envolvendo bicicletas elétricas, sendo 90% deles na Região Metropolitana.

SAMU 192 realiza simulado de incidente com múltiplas vítimas e resgate aeromédico envolvendo bicicletas elétricas em Vitória (ES). Foto: Divulgação

“O exercício técnico faz parte da programação oficial do CONAER, onde podemos destacar a atuação da equipe aeromédica capixaba em cenários urbanos complexos, além de trazer pela primeira vez a simulação de acidentes envolvendo as bicicletas elétricas, podendo ampliar a sensibilização da sociedade na prevenção de acidentes”, disse Filippi Almeida.

Atendimentos a bicicletas elétricas

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) contabilizou, de janeiro de 2022 até junho deste ano, 41 ocorrências relacionadas a bicicletas elétricas no Estado. Desse total, 90% foram na Região Metropolitana, e 5%, cada, nas regiões norte e sul do Estado. Além disso, 46% dos acidentes demandaram atendimento pré-hospitalar com a remoção da vítima para a unidade hospitalar.

Entre a faixa etária de maior ocorrência das vítimas, está jovens-adultos de 20 a 39 anos, representando 36,6% dos acidentes, seguidos pelas faixas etárias de 40 a 59 anos (29,3%) e 10 a 19 anos (19,5%). Em relação ao sexo, 61% foram homens e 39% mulheres.

Sobre o CONAER 2025

O 5º Congresso Aeromédico Brasileiro (CONAER) teve por objetivo reunir profissionais da Aviação, da Saúde e da Segurança Pública de todo o País, a fim de promover o encontro entre médicos, enfermeiros, militares, policiais, bombeiros, aeronautas, fisioterapeutas e estudantes, além da integração, o desenvolvimento, a produção científica e a troca de experiências.

O evento foi realizado entre quinta-feira (10) e sexta-feira (11), em Vitória, pela Associação Brasileira de Operações Aeromédicas – ABOA, com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo, da Secretaria da Casa Militar.

CBMERJ conquista 3º lugar no Congresso Aeromédico Brasileiro com estudo sobre responsabilização em operações aéreas

Rio de Janeiro – O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) foi premiado com o 3º lugar no Congresso Aeromédico Brasileiro – CONAER 2025, com a apresentação de um artigo científico sobre segurança jurídica na tomada de decisão em missões aeromédicas. O evento aconteceu nos dias 10 e 11 de julho, em Vitória, Espírito Santo.

O CONAER é o principal congresso técnico do país voltado à aviação pública, reunindo representantes das forças de segurança, saúde, defesa civil e demais setores ligados à atividade aeromédica. A programação inclui debates, palestras e apresentação de estudos técnico-científicos voltados ao fortalecimento da aviação de Estado no Brasil.

ARTIGOS DO 5º CONAER

O artigo premiado tem como autor principal o Capitão BM Lucas Silva Souza, com coautoria do Cel BM Fábio Braga Martins, Ten Cel BM Alexander Delgado de Oliveira, Cap BM Carlos Antônio Soares Frederico, Enf. Mayra Wilbert Rocha (SOAER) e Prof. Dra. Graciele Oroski Paes (UFRJ). O estudo analisa os impactos da não aplicação prática de normas vigentes por determinadas Unidades Aéreas Públicas (UAPs) e como isso pode influenciar a autonomia técnica e a responsabilização jurídica do comandante da missão.

Outro trabalho do CBMERJ também foi aceito para apresentação no congresso. Intitulado “Afogamentos e Resgate Aeromédico no Rio de Janeiro: como a velocidade pode salvar vidas”, o artigo tem como autora principal a 2º Sgt BM Paloma Guedes Vasconcelos Tavares, com coautoria do Ten. Cel. BM Raphael de Figueiredo Bastos, Maj. BM Alan da Costa Tavares, Cel BM Fábio Braga Martins e Ten Cel BM Alexander Delgado de Oliveira. A pesquisa aborda a importância do tempo-resposta no atendimento a vítimas de afogamento, evidenciando a eficácia do transporte aeromédico no contexto do salvamento aquático.

O Ten Cel BM Alexander Delgado de Oliveira, comandante do GOA, destacou que essa participação inédita do grupamento na elaboração de artigos científicos representa um avanço institucional importante, que une a experiência prática da aviação de segurança pública à produção de conhecimento técnico qualificado, fortalecendo nossa doutrina e ampliando a visibilidade nacional do CBMERJ.

O artigo premiado foi desenvolvido a partir de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentado ao final do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO/CBMERJ), no ano de 2024, como parte da pós-graduação em Gestão Estratégica oferecida em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

CBMERJ conquista 3º lugar no Congresso Aeromédico Brasileiro com estudo sobre responsabilização em operações aéreas
CBMERJ conquista 3º lugar no Congresso Aeromédico com estudo sobre responsabilização em operações aéreas.

Departamento Estadual de Aviação transporta criança para Alagoas após realizar cirurgia cardíaca em São Paulo

Alagoas – A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e o Departamento Estadual de Aviação (DEA) asseguraram na quarta-feira (28), o retorno para Alagoas de uma criança de 3 anos de idade que realizou uma cirurgia cardíaca em São Paulo. Ao chegar ao solo alagoano, o paciente foi levado ao Hospital da Criança de Alagoas (HCA), em Maceió, onde continuará o tratamento e seguirá recebendo toda a assistência necessária.

O paciente estava no Hospital de Base (HB) de São José do Rio Preto (SP) desde o início de março deste ano e, no dia 20 do mesmo mês, passou por uma cirurgia. Após a recuperação, a transferência para Alagoas foi solicitada nesta semana, por meio da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea do DEA, dentro do Programa Salva Mais, formado por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL).

O secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, destacou o compromisso do Governo do Estado em assegurar a melhor assistência aos alagoanos. “Não medimos esforços para salvar vidas. Nossa integração com o DEA e o Salva Mais está salvando muitas pessoas e isso nos mostra que estamos no caminho certo. Por determinação do governador Paulo Dantas, vamos seguir prestando toda a assistência para essa criança e torcemos por sua pronta recuperação o quanto antes”, disse.

O médico intensivista do SAMU, Eliandro Rodrigues Viana, destacou que a criança chegou estável após o voo. “Ele chegou bem, com os sinais vitais estáveis. Não houve intercorrências durante o trajeto. Agora, ele fica sob os cuidados da competente equipe do Hospital da Criança de Alagoas. Nossa expectativa é que ele se recupere totalmente o quanto antes para receber alta e voltar para casa”, ressaltou o profissional.

Grupo Tático Aéreo realiza 31 operações de resgate e salvamento nos primeiros cinco meses de 2025 no Amapá e Pará

Amapá – O Governo do Estado divulgou um balanço das ações realizadas pelo Grupo Tático Aéreo (GTA) nos primeiros cinco meses de 2025. O levantamento aponta 31 operações de salvamento e resgate de janeiro até quinta-feira (29). A maior parte dos atendimentos acontecem em comunidades de difícil acesso no Amapá e Pará.

O GTA é integrado ao sistema operacional de ação imediata da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), e tem como principal objetivo realizar multimissões, como atendimentos de resgate e ajuda humanitária.

Trabalho ágil e eficiente

Na quarta-feira (28), o GTA realizou dois procedimentos que garantiram remoção rápida de vítimas. No início da manhã, um homem de 43 anos sofreu acidente durante um trabalho de roçagem. A ocorrência aconteceu no distrito de Igarapé do Lago, área quilombola, localizada na BR-156, no município de Santana, a 90 quilômetros de Macapá.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que estava a bordo do helicóptero Gavião 01, fez a estabilização do paciente para seguir ao Hospital de Emergência, na capital. Chegando em Macapá, o pouso foi realizado no campo do estádio Glicério Marques, que fica próximo à unidade hospitalar.

O GTA foi novamente acionado no período da tarde para a segunda ocorrência, que aconteceu na comunidade Rio Serraria Grande, no município paraense de Afuá. A vítima, um adolescente de 13 anos, sofreu queda enquanto subia em um açaizeiro.

O pouso foi feito em um campo de futebol da comunidade e, para chegar ao local de difícil acesso, onde estava o adolescente acidentado, as equipes do SAMU e GTA, deslocaram-se pelo rio em embarcação tipo rabeta. Feita a estabilização da vítima, o trajeto foi refeito até a remoção para o helicóptero e ida para Macapá. “Essencial o uso da aeronave, o tempo é primordial nesse tipo de ocorrência”, frisou capitão Bryan Fonseca, subcoordenador do GTA.

Salvamento

Em março deste ano, em uma ação rápida, quatro homens que estavam desaparecidos há dois dias na Reserva Extrativista do Rio Cajari, localizada no município de Laranjal do Jari, na Região Sul do Amapá foram encontrados com vida pela equipe do Grupo Tático Aéreo.

Devido ao plano de voo operacional, que traçou possíveis localizações dos homens, foi possível observar um sinal de fumaça em meio a floresta fechada. Foi realizada a técnica de rapel, quando um dos tripulantes desceu pelas cordas da aeronave até o solo para encontrar as vítimas. Após receberem os cuidados iniciais, os homens foram embarcados no helicóptero e transportados para a área segura e entregues para suas famílias.

Prefeitura de São Paulo inaugura primeiro heliponto de resgate da cidade e entrega 60 motolâncias ao SAMU

São Paulo – O prefeito Ricardo Nunes entregou 60 novas motolâncias do Serviço de Atendimento Móvel (SAMU) e inaugurou o primeiro heliponto de resgate da cidade, uma área de pouso para emergências ocasionais na Marginal Tietê. O objetivo é agilizar o atendimento pré-hospitalar, sobretudo nos horários de maior trânsito, com a redução do tempo de chegada do socorro às ocorrências de urgência e o transporte até uma unidade de saúde.

“As 60 motolâncias começam a operar hoje mesmo na cidade de São Paulo, neste serviço que é de fundamental importância. Estávamos há 16 anos sem ter um incremento de motos para os serviços de urgência e emergência do SAMU. Agora passamos a ter 80 motos atuando nesse serviço e outras 27 de reserva técnica. Além disso, a inauguração do primeiro heliponto de resgate da cidade, que obviamente vai ajudar muito nas situações de atendimento com os helicópteros Águia, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar”, explicou o prefeito.

Prefeitura de São Paulo entrega 60 motolâncias ao SAMU e inaugura primeiro heliponto de resgate da cidade. Foto: Divulgação

Com as novas entregas, a cidade passa a contar com 80 motolâncias, utilizadas em pontos estratégicos da cidade para melhorar o tempo de resposta e ampliar a cobertura nas ocorrências de urgência e emergência na cidade. As motos são conduzidas por profissionais de enfermagem, o que possibilita a estabilização inicial do paciente até a chegada da ambulância, quando necessária.

“A gente ampliou muito o serviço de urgência e emergência na cidade de São Paulo com o crescimento em várias frentes, como na atenção básica, o foco hoje na cidade de São Paulo, na ampliação de 3 para 34 UPAs. Isso significa mais de mil leitos de urgência e emergência na cidade de São Paulo, com leitos em atendimentos adequados, humanizados e com segurança também para os nossos profissionais”, completou o secretário municipal de Saúde, Luiz Carlos Zamarco.

As motolâncias saem para os atendimentos em duplas, sendo uma de suporte clínico e outra de suporte de trauma. Elas são equipadas para atender desde situações de baixa complexidade até casos graves de trauma, com estabilização do paciente ou procedimento para reversão de eventos cardíacos com o aparelho Desfibrilador Externo Automático (DEA).

Para a operação das 60 novas motolâncias, foram contratados 80 enfermeiros e 60 técnicos de enfermagem. Todos os profissionais passaram por capacitação específica para garantir agilidade, segurança e qualidade no atendimento das ocorrências. Para aquisição das motolâncias, foram investidos R$ 2,4 milhões.

O primeiro heliponto de Resgate

O SAMU conta ainda com 142 ambulâncias, sendo 20 da Operação Delegada. Somente em 2024, o SAMU atendeu 280.115 ocorrências e, neste ano, até abril, foram 81.343 ocorrências.

O vereador e ex-bombeiro Major Palumbo ressaltou a importância desses equipamentos para tornar os atendimentos mais ágeis. “Além disso, [foi criado] o primeiro heliponto de pouso para o helicóptero Águia, que muitas vezes tem um minuto para levar a vítima rapidamente para o hospital”, disse Palumbo.

Localizado no canteiro central da Marginal Tietê, próximo à Ponte da Vila Maria, o primeiro Heliponto de Resgate da cidade tem 1.000 m² e, além de otimizar o atendimento a emergências, evitando pousos de helicópteros em vias públicas e interrupções no trânsito, também garante um atendimento mais ágil àqueles que necessitam de socorro com urgência.

Com investimento de R$ 1,035 milhão, o heliponto está previsto no Programa de Metas da Prefeitura de São Paulo (2025-2028). O local tem 609 m² destinados ao pouso, 348 m² de pista de acesso e 13 m² de estrutura de abrigo para rede elétrica. Foram realizados serviços como retirada de entulho, limpeza, construção de base em concreto armado, alambrado, portão, luminárias solares, abrigo com placas solares, baterias e instalação da biruta, além da pista de acesso para ambulâncias em concreto armado.

NOA da PRF realiza três operações aeromédicas no mesmo dia na Região Metropolitana de Curitiba

Paraná – Ao longo deste domingo (27), equipe do Núcleo de Operações Aéreas da Polícia Rodoviária Federal (NOA/PRF) realizou três operações aeromédicas em diferentes municípios da Região Metropolitana de Curitiba. A atuação integrada entre as equipes do SAMU, SIATE e NOA/PRF foi essencial para garantir a estabilização e o transporte ágil das vítimas.

Pela manhã, o NOA/PRF foi acionado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para socorrer uma mulher de 58 anos, diagnosticada com Infarto Agudo do Miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST), em Piên.

Devido à gravidade do quadro, foi autorizada a presença da filha da paciente a bordo da aeronave, oferecendo suporte emocional durante o voo. O transporte até o Hospital Rocio, em Campo Largo, foi realizado em cerca de 30 minutos.

No início da tarde, a equipe atendeu a um homem de 52 anos que caiu de uma altura aproximada de quatro metros enquanto trabalhava em casa, em Rio Branco do Sul. A vítima sofreu fraturas nos dois braços e na face. Após estabilização no local, foi transportada de helicóptero em menos de 15 minutos até o Hospital do Trabalhador, em Curitiba, garantindo atendimento hospitalar especializado de forma rápida.

Ainda durante a tarde, o NOA/PRF foi deslocado para um grave acidente na rodovia PR-281, em Tijucas do Sul. Um veículo desgovernado colidiu lateralmente com outros automóveis e capotou diversas vezes.

Um homem de 58 anos foi resgatado em estado grave, apresentando múltiplas fraturas e trauma crânioencefálico. Após atendimento inicial pelas equipes do SIATE e do SAMU, a vítima foi estabilizada e transportada de helicóptero ao Hospital Cajuru, em Curitiba.

Equipes do SAMU recebem capacitação do CIOPAER para operações aeromédicas no Vale do Juruá, Acre

Acre – Com o objetivo de tornar mais céleres e seguras as operações aeromédicas no Vale do Juruá, o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), que pertence à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ofertou nesta quarta-feira (23), em Cruzeiro do Sul, uma capacitação às equipes do Serviço de Atendimento Móvel com Urgência (SAMU). Desde 7 de abril, o helicóptero Harpia 03 está operacional na região.

As equipes receberam noções de operações aéreas, além de orientações técnicas de como proceder de forma coordenada e segura com o CIOPAER. Bases teóricas como a distância adequada para estacionar a ambulância em relação à aeronave durante resgate de pacientes, a proibição do uso de material pontiagudo durante a operação, os cuidados com o uso de celulares durante o voo, o breafing de passageiros, o check list dos equipamentos usados para o atendimento às vítimas, além do peso adequado para voo do Harpia 03, entre outros, foram abordadas no treinamento.

Equipes do SAMU recebem capacitação do Ciopaer para operações aeromédicas no Vale do Juruá, no Acre. Foto: Diego Silva/Secom.

“Como foi informado, o CIOPAER passa a atuar de forma ininterrupta no Juruá, prestando diversos serviços, entre eles, o resgate aeromédico de ribeirinhos e populações indígenas que habitam em regiões isoladas. Em função disso, estamos promovendo esse treinamento, cuja meta é elevar a segurança das operações, pois sabemos que cada minuto importa para salvar vidas, e a locomoção por meio dessa aeronave nos possibilita ofertar serviços de excelente qualidade à população”, ratificou o capitão PM e piloto Eduardo Rogério de Tomasio.

Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores das ambulâncias participaram da qualificação. “É um momento muito importante para o SAMU local, pois nos habilita realizar um atendimento de mais qualidade aos pacientes”, reforça Matheus Cameli, gerente administrativo do SAMU em Cruzeiro do Sul.

Conhecimento produz aperfeiçoamento

Os olhos e ouvidos da enfermeira Cliciane da Silva estavam atentos a cada detalhe que era discutido ao longo do treinamento, pois a profissional de saúde entende que para cuidar da vida humana, um bem valioso para famílias, é preciso sempre se atualizar, porque o conhecimento gera aperfeiçoamento. “É um momento de suma importância para todos do SAMU. A partir de hoje, iremos para as missões com maior segurança das nossas funções e passaremos a atuar com mais facilidade”, declarou.

Serviço aeromédico do SAMU e do GTA de Sergipe já realizaram 246 atendimentos desde a sua implantação, em 2023

Sergipe – A parceria entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192 Sergipe) e o Grupamento Tático Aéreo (GTA) tem transformado a assistência médica no estado, garantindo atendimento rápido e eficaz aos sergipanos em situações críticas. Em quase dois anos de operacionalização, o Serviço Aeromédico do Governo de Sergipe já realizou 246 atendimentos.

Dentre as principais ocorrências atendidas pelo serviço desde sua implantação em 2023, foram registrados pacientes com diversas patologias, como cardiovasculares, obstétricas, traumas, causas clínicas, remoções pediátricas e incidentes com múltiplas vítimas (IMV).

A paciente Maria Cristina da Conceição, 52 anos, do município de Salgado, teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e foi resgatada pelo Serviço Aeromédico no dia 16 de abril, sendo encaminhada ao Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse). A filha da paciente, Milena Conceição, compartilhou a importância do resgate aéreo. “Esse atendimento foi fundamental. Sem o resgate no helicóptero, não sei se minha mãe estaria viva hoje. Isso reforça a importância do trabalho das equipes que dedicam suas vidas a ajudar os outros, e mais pessoas deveriam valorizar esses serviços”, frisou.

Serviço aeromédico do SAMU e do GTA de Sergipe já realizaram 246 atendimentos desde a sua implantação, em 2023. Foto: Divulgação.

O coordenador da Ala Vermelha do Huse, José Edvaldo dos Santos, reforçou a importância do atendimento célere no caso de Maria Cristina, e frisou que as doenças cardiovasculares, especialmente o AVC e o infarto, são condições cujo tratamento é altamente dependente do tempo.

“Quanto mais rapidamente o tratamento é iniciado, menores são as sequelas que o paciente pode sofrer. No caso de um AVC isquêmico, por exemplo, temos uma janela terapêutica muito restrita, que se estende por apenas 4 horas e meia para a administração do tratamento padrão, a trombólise”, explicou.

O médico destacou que todo o esforço para trazer a paciente dentro dessa janela foi crucial para garantir que ela tivesse acesso à medicação vital. “O GTA desempenha um papel fundamental nesse processo, facilitando a transferência rápida do paciente. Vale ressaltar que o Huse é o único centro habilitado a realizar a trombólise em Sergipe, contando com tomografia e neurocirurgião de plantão 24 horas, o que nos permite oferecer um atendimento excepcional e eficaz”, acrescentou José Edvaldo.

Para atender as demandas do Serviço Aeromédico, estão habilitados 29 profissionais, sendo 15 médicos e 14 enfermeiros emergencistas. Em 16 de fevereiro de 2023, foi assinado o Termo de Cooperação nº 001/2023, entre as Secretarias de Estado da Saúde (SES) e Segurança Pública (SSP), para utilização conjunta da aeronave entre o Grupamento Tático Aéreo e o SAMU 192 Sergipe.

Com a iniciativa, Sergipe passou a configurar uma nova realidade na vida dos sergipanos no que diz respeito aos principais serviços de atendimentos móveis de urgência do país. “Quando falamos de atendimento pré-hospitalar móvel, o tempo resposta sempre será um dos principais fatores para aumentar a sobrevida dos pacientes, Salvar cada vida nos motiva para qualificarmos ainda mais os nossos atendimentos. Poder contar com o serviço Aeromédico amplia os recursos para o cumprimento da nossa missão”, destacou o superintendente do SAMU 192 Sergipe, Ronei Barbosa.

Serviços aeromédicos da PRF e do BPMOA do Paraná recebem dispositivos para transporte pediátrico

Paraná – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) receberam dispositivo de transporte aeromédico pediátrico (Babypod). A entrega aconteceu na base do BPMOA, em Curitiba. Foram entregues três equipamentos adquiridos pela Prefeitura de Curitiba por meio do Departamento de Urgência e Emergência (DUE). Um dos dispositivos ficará como reserva técnica.

Desenvolvido com a mesma engenharia aplicada à segurança de pilotos de Fórmula 1, o Babypod é voltado ao transporte de pacientes pediátricos com até 8 quilos, especialmente em casos em que não é possível o uso de incubadoras tradicionais. Com apenas 12,2 quilos, o equipamento se destaca por seu baixo peso, fator fundamental para a autonomia e agilidade de aeronaves, além de proporcionar segurança térmica, resistência mecânica e conforto ao paciente.

O dispositivo inclui tecnologias como espuma de absorção de impacto, ampla câmara de visibilidade para a equipe de saúde e sistema de fixação compatível com kits aeromédicos. Em comparação à incubadora convencional, cujo conjunto pode ultrapassar 100 quilos e comprometer a continuidade operacional da aeronave, o Babypod oferece uma solução mais prática e eficiente para atendimentos em sequência.

A entrega do equipamento contou com a presença do superintendente da PRF no Paraná, Fernando César Oliveira, acompanhado de integrantes do Núcleo de Operações Aéreas (NOA) da PRF, do tenente-coronel Juliano Zanuncini, comandante do BPMOA, e sua equipe; da diretora técnica do DUE, Keity Daniela Oliveira Arias; da diretora administrativa do DUE, Katiuscia Vanessa Schiontek, com suas respectivas equipes.

A iniciativa é fruto da integração entre a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP), Secretaria da Saúde do Estado (SESA), Polícia Militar do Paraná (PMPR), Corpo de Bombeiros (CBMPR) e Polícia Rodoviária Federal.

THC expande serviço aeromédico na Arábia Saudita com aquisição de helicópteros Airbus e Leonardo

Arábia Saudita – A The Helicopter Company (THC) foi lançada em 2019 e é a primeira operadora nacional de helicópteros comerciais da Arábia Saudita. A THC conta com o apoio do Fundo de Investimento Público do país e desempenha um papel central na Visão Saudita 2030 — o roteiro do Reino para a diversificação econômica e o desenvolvimento do setor público.

Embora as operações aeromédicas representem atualmente a maior área de atuação da THC, suas capacidades abrangem todo o espectro de missões de helicópteros — incluindo filmagens aéreas, construção, busca e salvamento, turismo e entretenimento.

De fato, a THC caminhando para se tornar uma das maiores operadoras de helicópteros civis do mundo. Após receber sua primeira aeronave no final de 2019, a empresa expandiu sua frota para 17 helicópteros até 2022. No início de 2024, assinou dois importantes contratos de compra com a Leonardo e a Airbus Helicopters, com planos de receber até 100 helicópteros até o final de 2026 e opções futuras para até 250 aeronaves.

THC lidera expansão do serviço aeromédico na Arábia Saudita com investimentos estratégicos e frota de ponta. Foto: THC

“A THC visa fornecer transporte seguro e eficiente no Reino, ao mesmo tempo em que se posiciona como líder em aviação na região e um player global neste segmento”, explicou A.J. Baker, diretor comercial da THC. “As contribuições da THC para o crescimento da Arábia Saudita abrangem as três principais áreas de transformação social, cultural e econômica, por meio de serviços que incluem filmagens aéreas, transporte VIP e suporte logístico para eventos como Fórmula 1, Rally Dakar e MDLBEAST Soundstorm, o maior festival de música do Oriente Médio.”

Baker acrescentou que a THC está igualmente focada no desenvolvimento da força de trabalho, com um forte compromisso em atrair e reter talentos locais, em linha com a Visão 2030.

“Empregamos mais de 900 pessoas — sendo mais de 200 pilotos — e integramos, em média, 20 novos funcionários por mês”, disse ele. “A THC está empenhada em desenvolver as habilidades de sua força de trabalho saudita e os talentos locais na área da aviação por meio de uma série de programas personalizados, como o programa Qimam para pilotos e técnicos.”

THC lidera expansão do serviço aeromédico na Arábia Saudita com investimentos estratégicos e frota de ponta. Foto: THC

Operações aeromédicas da THC

O projeto mais ambicioso da THC até o momento é a criação de um serviço de Ambulância Aérea Saudita — uma rede nacional de ambulâncias aéreas operada em parceria com a Autoridade do Crescente Vermelho Saudita (Saudi Red Crescent Authority – SRCA), organização humanitária nacional na Arábia Saudita, equivalente à Cruz Vermelha em outros países.

“Desde 2022, a THC salvou mais de 5.000 vidas, demonstrando seu comprometimento e eficácia”, disse Baker. “Quando recebemos uma chamada sobre um incidente envolvendo um veículo ou uma caminhada, a THC pretende estar no ar em até 15 minutos com sua equipe especializada.”

Além das operações diárias, a THC também apoia grandes eventos como o Rally Dakar, com cobertura dedicada a serviços médicos de emergência por helicóptero (HEMS).

Olhando para o futuro, a THC pretende expandir a cobertura do HEMS para mais de 90% da população da Arábia Saudita até 2026. Como explicou Baker, assim como em outros países, o sistema de saúde da Arábia Saudita está fortemente concentrado em centros urbanos, deixando as regiões rurais e remotas com acesso limitado a cuidados avançados.

“O HEMS pode preencher essa lacuna transportando pacientes dessas regiões carentes para hospitais especializados nas grandes cidades”, disse ele.

O programa HEMS opera atualmente em 14 bases, com planos de expansão para mais de 20 até o final de 2026 — uma expansão que exigirá pessoal e aeronaves adicionais. A frota HEMS da THC, que agora conta com 15 helicópteros, deverá ser expandida para 23.

THC lidera expansão do serviço aeromédico na Arábia Saudita com investimentos estratégicos e frota de ponta. Foto: THC

Composição da frota

A THC opera atualmente uma frota de mais de 40 helicópteros em 20 bases na Arábia Saudita. Olhando para o futuro, seu acordo mais recente com a Airbus inclui a entrega potencial de até 120 helicópteros de vários tipos até 2031. Parte do acordo envolve um pedido inicial de oito H125, juntamente com 10 H145.

“Os helicópteros H125 apoiam a prestação da gama de serviços da THC em áreas como trabalho aéreo e turismo”, disse Baker. “Os H145 são usados ​​em diversas funções, incluindo aeromédico e transporte corporativo. Ambos os modelos são usados ​​em apoio ao Rally Dakar.”

Além do acordo com a Airbus, a THC assinou um acordo de compra com a Leonardo para até 130 helicópteros, incluindo o AW109, AW169, AW139 e o AW189K. 20 AW139 serão utilizadas para missões aeromédicas, corporativas e futuras necessidades comerciais emergentes.

“Ambos os tipos de helicópteros são equipados com kit aeromédico de última geração”, disse Baker. “Todos os helicópteros H145 e AW139 também são configurados para operações com óculos de visão noturna [NVG]. Os helicópteros também contam com sistemas avançados de navegação e segurança, incluindo um sistema de reconhecimento de terreno para helicópteros, sistema de alerta de tráfego, radar meteorológico, sistema de proteção contra colisões com fios e diversos sistemas integrados para missões de resgate médico.”

Baker observou que o H145 é particularmente adequado para operações nas regiões montanhosas do sul da Arábia Saudita devido ao seu forte desempenho em altitudes elevadas e à sua eficiência de combustível. Além disso, a maior capacidade de carga útil e o alcance estendido do AW139 o tornam ideal para cobrir as vastas e remotas áreas das regiões central, norte e leste do Reino.

No ano passado, a empresa recebeu 18 helicópteros. Mais de 20 estão programados para chegar em 2025, seguidos por outros 20 em 2026 — uma média de aproximadamente uma entrega de helicóptero a cada três semanas durante o período de três anos.

Em termos do ciclo de vida da frota, Baker disse que a empresa opera suas aeronaves em um ciclo planejado de oito a dez anos.

Segundo relatório da FAA, acidentes com ambulâncias aéreas representam 14% do total de acidentes com helicópteros nos EUA

Estados Unidos – De acordo com o último relatório mensal de acidentes com aeronaves de asas rotativas da FAA (Administração Federal de Aviação) o número de acidentes fatais aumentou, embora o número total de acidentes tenha diminuído ligeiramente. A análise é feita no atual ano fiscal, que vai de 1º de outubro a 30 de setembro para o governo dos EUA.

Dos 44 acidentes com helicópteros relatados entre outubro de 2024 e março de 2025, 12 foram fatais, resultando em 24 mortes no total. A taxa estimada de acidentes fatais para o período de seis meses foi de 0,87 por 100.000 horas de voo — 68% maior que o mesmo período do ano passado e 29% acima da média de cinco anos. No mesmo período, a taxa geral de acidentes caiu 4% em relação ao ano anterior, para 3,19 por 100.000 horas.

O setor “pessoal/privado” liderou todas as categorias e contabilizou 30% dos acidentes totais e 42% dos acidentes fatais (cinco acidentes fatais e nove fatalidades). As operações de ambulâncias aéreas foram responsáveis ​​por 14% de todos os acidentes e 17% dos acidentes fatais (dois acidentes fatais com seis mortes). Os voos de treinamento contribuíram com 11% do total de acidentes.

A maioria dos acidentes ocorreu em operações da Parte 91 (Aviação Geral), que representaram 64% de todos os acidentes com helicópteros e 67% dos fatais no ano fiscal de 2025 até março. As operações da Parte 135 (Táxi Aéreo) foram responsáveis ​​por 14% de todos os acidentes e 17% dos fatais, enquanto as aplicações aéreas da Parte 137 (Agrícola) foram responsáveis ​​por 9% dos acidentes e 8% dos acidentes fatais.

Aproximadamente 27% dos acidentes com aeronaves de asas rotativas neste ano fiscal resultaram em fatalidade — bem acima das médias históricas de 10 e 42 anos, ambas de 17%. Os dados do relatório excluem aeronaves experimentais, girocópteros e aeronaves de uso público.

Operação de helicópteros (HAA) nos EUA

Nos Estados Unidos, esses tipos de aeronaves são regulamentados pelos padrões de aeronavegabilidade FAR Parte 27 e FAR Parte 29 para helicópteros normais e de categoria de transporte. Atualmente, a presença de helicópteros nos EUA equivale a aproximadamente 13% de toda a atividade da aviação geral e abrange uma frota de aproximadamente 10.000 helicópteros.

No setor aeromédico, segundo dados de 2023 da FAA, existem mais de 1.300 helicópteros aeromédicos (Helicopter Air Ambulance – HAA) transportando cerca de 390.000 pacientes anualmente. São 65 operadores aéreos nos EUA, destes, 51 operaram entre um e nove helicópteros; 7 operaram entre 10 e 99 helicópteros; 5 operaram mais de 100 helicópteros e 2 não tinham helicópteros disponíveis para o serviço.

Acidentes fatais com helicópteros aumentam em março nos EUA.

Investigação do NTSB aponta falha do piloto ao deixar cair óculos de visão noturna sobre o coletivo do helicóptero

Estados Unidos – Em 24 de fevereiro de 2025, por volta de 19h45, um helicóptero Airbus EC135, matrícula N930NH, foi destruído quando se envolveu em um acidente perto de Hampstead, na Carolina do Norte. O piloto, o paramédico de voo e a enfermeira de voo ficaram gravemente feridos.

O helicóptero, chamado de “AirLink1” (AL1), era operado pela Integra Aviation LLC. – Apollo MedFlight para o programa de ambulância aérea AirLink da Novant Health, que fornecia serviços aeromédicos na Carolina do Norte e do Sul.

Segundo o relatório preliminar do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB), o piloto do helicóptero AirLink 1 deixou cair seus óculos de visão noturna pouco antes do helicóptero perder o controle e cair ao norte de Wilmington.

O voo, com destino ao Aeroporto Albert J Ellis (OAJ), Jacksonville, Carolina do Norte, partiu do Aeroporto Internacional de Wilmington, Carolina do Norte, por volta de 19h38, após desembarcar um paciente e reabastecer.

Os investigadores disseram que, uma vez fora da área de tráfego do aeroporto, o piloto subiu a 1.000 pés com destino a sua base, em Jacksonville. Ele estava com o piloto automático ligado e estava usando seu óculos de visão noturna (NVG). Pouco depois de atingir 1.000 pés, os NVGs soltaram de seu capacete e ficaram pendurados pelo cabo da bateria.

Em seguida o piloto desconectou os NVGs da bateria, colocou-os no colo e estendeu a mão por cima da cabeça, agarrando a alça do estojo de óculos de visão noturna que estava pendurado na parte de trás do assento do piloto. Ele puxou sobre a cabeça e abriu a bolsa de armazenamento do NVG e colocou os óculos, a bateria e o suporte no estojo. Em algum momento, o estojo dos óculos rolou de seu colo para a esquerda e ele o pegou. Ao fazê-lo, o helicóptero inclinou-se violentamente para a frente e iniciou uma descida.

Segundo o que foi apurado, o paramédico tentou ajudar o piloto. “Ele se ofereceu para ajudá-lo a colocá-los de volta. Ele não conseguia se lembrar exatamente do que o piloto lhe disse, mas foi algo parecido com: ‘Vou tirá-los porque não vamos voar mais’”, disseram os investigadores do NTSB.

Os investigadores do NTSB acrescentaram que o piloto tentou retomar o controle, mas só se lembra de ter batido em árvores. Depois disso, ficou ao lado do helicóptero. O paramédico de voo, no entanto, disse aos investigadores que se lembrava exatamente do que aconteceu quando o helicóptero mergulhou.

“Ele cobriu o rosto com os braços e se lembrava de sentir cada impacto com as árvores”, diz o relatório. “Ele também se lembrava de senti-los atingir o solo e o painel atingindo suas pernas, lama e água atingindo seu rosto e então tudo parou.”

O paramédico e a enfermeira do voo lembram-se do piloto dizendo a ambos: “Pessoal, segurem firme!” momentos antes do impacto. O helicóptero havia caído de lado após atingir o solo. O paramédico ficou preso nos destroços, mas seus colegas de tripulação, juntamente com dois caçadores e dois membros da Patrulha Rodoviária Estadual, conseguiram retirá-lo.

Tanto o paramédico quanto o piloto tiveram uma perna quebrada devido ao acidente. “O piloto estava com o celular no momento e conseguiu fazer uma ligação e enviar um ping com a posição atual para que pudessem ser resgatados”, diz o relatório.

Enquanto esperavam, perguntaram ao piloto o que havia acontecido, ao que ele se desculpou, dizendo: “Deixei cair a bolsa do NVG no coletivo”, de acordo com o relatório. O NTSB acrescentou que todos estavam usando cinto de segurança. O acidente de fevereiro provocou uma resposta do Corpo de Bombeiros do Condado de Pender e de diversas agências. O helicóptero foi destruído.

Acesse os relatórios:

Investigação aponta falha de piloto que deixou cair óculos de visão noturna antes da queda do helicóptero perto de Wilmington. Foto: Divulgação

SAMU de Ilhéus apoia pela primeira vez o transporte aeromédico de vítimas de acidente de trânsito

Bahia – O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Ilhéus realizou no dia 14 de abril a primeira operação de apoio a transporte aeromédico na região sul da Bahia. A ação inédita é fruto de uma parceria com o Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros da Bahia e marca um novo momento no atendimento pré-hospitalar de urgência na regional que engloba 11 municípios, incluindo Ilhéus.

A estreia do serviço ocorreu após um grave acidente automobilístico na cidade de Gandu, onde quatro vítimas foram resgatadas, duas delas em estado grave. O helicóptero do GOA pousou no estádio municipal da cidade, onde foi montada uma base emergencial com estrutura médica para estabilização dos pacientes. As vítimas foram transferidas para o Hospital Prado Valadares, em Jequié, por uma questão estratégica de logística.

“Esse era um sonho antigo do nosso SAMU. Estou há 12 anos na instituição e ver isso se concretizar é uma grande conquista para toda a região. Agora temos acesso a um suporte fundamental para salvar vidas em situações críticas”, afirmou o diretor do SAMU de Ilhéus, Dr. Jonatas Pinto.

O serviço aeromédico está disponível para todos os municípios da regional de Ilhéus. A equipe do GOA é composta por militares do Corpo de Bombeiros e profissionais de saúde do SAMU de Salvador, por meio de articulação com o coordenador estadual do SAMU, Dr. Ivan Paiva.

Além de comemorar a primeira operação bem-sucedida, o município já projeta novos avanços. De acordo com Dr. Jonatas, existe o plano de criar uma base própria de atendimento aeromédico em Ilhéus, com equipe fixa e, futuramente, até uma aeronave exclusiva para a região.

O prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior, é um dos principais articuladores para o fortalecimento do SAMU na cidade. Foi por meio de sua atuação junto ao Governo do Estado que a parceria com o GOA e com o SAMU de Salvador foi viabilizada. “O prefeito tem sido um grande aliado nesse processo. Ele está à frente das negociações para ampliar nossa estrutura e garantir que tenhamos, em breve, um serviço aeromédico totalmente sediado aqui”, destacou o diretor do SAMU.

A chegada do serviço representa um salto de qualidade na assistência em saúde de urgência para os moradores de Ilhéus e dos municípios vizinhos, reforçando o compromisso da gestão municipal com o cuidado e a vida.

Serviço aeromédico do Meio Oeste Catarinense completa um ano salvando vidas

Santa Catarina – Há um ano, o Governo de Santa Catarina implantou o aeromédico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no Meio Oeste, com um avião baseado em Joaçaba (4ª Companhia do BOA). Desde o dia 10 de abril de 2024, inúmeras vidas foram salvas. O serviço atendeu 162 ocorrências, voou 492 horas e transportou 152 pacientes com o avião Arcanjo 04.

As equipes aeromédicas realizam transferências de pacientes em estado crítico, resgatam pacientes em locais de difícil acesso, transportam insumos de saúde, carga e órgãos para transplante, reduzindo significativamente o tempo de deslocamento até unidades de saúde especializadas.

Para o enfermeiro, Douglas Gonçalves, que participou do primeiro voo e faz parte da equipe do Arcando 04, foi um grande desafio. “Sabemos que nossos esforços para levar agilidade e humanização a todos os catarinenses valeu a pena. Através dos céus levamos o amor de um membro da família, levamos esperança aos entes queridos que ficam em solo, isso é gratificante”, considera Douglas.

“Esse marco reforça o compromisso do SAMU com a saúde pública e a importância do investimento contínuo em tecnologias e capacitação para ampliar mais o alcance do atendimento aeromédico. O sucesso deste primeiro ano é reflexo do esforço conjunto entre profissionais da saúde, bombeiros, forças de segurança e órgãos públicos”, ressalta Marcos Fonseca, superintendente de Urgência e Emergência.

Com esta iniciativa, a cobertura aeromédica do estado garante que todo catarinense está a 20 minutos de ser socorrido por uma aeronave. “Com uma equipe altamente treinada, composta por médicos, enfermeiros e pilotos experientes, cada missão é realizada com precisão e dedicação para dar assistência a quem mais precisa, sempre com agilidade, segurança e excelência”, reforça Dionísio Medeiros, diretor da APH Móvel.

Núcleo de Operações Aéreas da PRF inicia atividades no Ceará

Ceará – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Ceará recebeu no dia 9 de abril uma aeronave de asa rotativa, modelo AW119 – Koala, que será utilizada em ações de segurança pública, bem como atuará no projeto aeromédico, desenvolvido em cooperação com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU/CE).

O equipamento integra a frota nacional de aeronaves da PRF e passará a atender a um cronograma de ações operacionais das Bases de Operações Aéreas da PRF, com missões previstas para a capital cearense, incluindo o interior do estado, e outros estados da região Nordeste.

A chegada da aeronave marca o início das atividades do Núcleo de Operações Aéreas da PRF no Ceará, importante reforço para as operações integradas na segurança pública e nos serviços de saúde, ampliando a capacidade de resposta em situações que exigem deslocamento ágil e atendimento especializado por via aérea.

Helicóptero da PRF e SAMU realizam resgate de paciente em Pernambuco. Foto: Divulgação.

Novo helicóptero Airbus H145 do SAAV de Minas Gerais é destaque na LAAD 2025

Minas Gerais – O mais novo helicóptero Airbus H145 do Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV), serviço realizado por meio de parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), foi uma das principais atrações da LAAD Defence & Security 2025 – maior feira de defesa e segurança da América Latina.

O evento, realizado no Riocentro, Rio de Janeiro, reuniu autoridades governamentais, representantes das forças armadas, forças policiais, bombeiros, profissionais de emergência e especialistas da indústria nacional e internacional do setor.

O modelo exposto na feira foi adquirido pelo Governo de Minas como parte de um investimento de R$ 182 milhões na renovação e ampliação da frota aeromédica. As duas aeronaves H145 foram entregues em fevereiro deste ano pela Airbus/Helibras.

Equipado com tecnologia de ponta, o H145 é considerado um dos helicópteros mais modernos do mundo para operações aeromédicas. Ele funciona como uma UTI aérea, podendo acomodar até dois pacientes simultaneamente, e é essencial para o atendimento pré-hospitalar em situações críticas, além de resgates em regiões remotas e operações de grande complexidade.

Com a chegada dessas novas aeronaves, o Saav passa a operar com sete helicópteros e dois aviões modelo Cessna Caravan, ampliando a capacidade de atendimento e a cobertura aeromédica em Minas Gerais.

O Saav é um dos maiores prestadores de serviço aeromédico do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Atualmente, o serviço opera bases em Belo Horizonte, Montes Claros, Varginha e Uberaba e está em processo de expansão, com a instalação de novas bases em Juiz de Fora e Governador Valadares. O objetivo é reduzir o tempo de resposta e ampliar o acesso ao atendimento aeromédico em todo o estado.

O presidente da Helibras, Alberto Duek, destacou a importância do investimento realizado pelo Governo de Minas e ressaltou que toda a estrutura aeromédica da aeronave foi desenvolvida por engenheiros brasileiros na unidade da empresa em Itajubá, no Sul de Minas. “Agradeço a confiança da SES-MG e do Corpo de Bombeiros e me sinto orgulhoso ao ver que o helicóptero da Saúde de Minas é um dos destaques da feira”, afirmou.

A comandante do Saav, tenente-coronel Karla Lessa, ressaltou a relevância da parceria entre os órgãos envolvidos no serviço aeromédico. “Minas Gerais possui um dos serviços de atendimento aeromédico mais estruturados do país, garantindo eficiência no atendimento pré-hospitalar e salvando vidas diariamente”, pontuou. Já o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, destacou a trajetória da parceria entre a SES-MG, o CBMMG e o Samu, que há 15 anos fortalece o atendimento de urgência e emergência no estado.

“Além de contar com equipamentos modernos, essa cooperação é fundamental para garantir um serviço ágil e eficiente. Nossa estrutura interliga o transporte terrestre do Samu 192 ao atendimento aéreo, reduzindo o tempo de deslocamento dos pacientes e atuando também no transporte de órgãos para transplantes”, ressaltou.

Helicóptero da Saúde de Minas é destaque na Laad 2025 e reforça atendimento aeromédico. Foto: Antônio Cotta.

Helicóptero cai no mar durante transporte aeromédico no Japão

Japão – Um helicóptero aeromédico, modelo EC135, matrícula JA555H, caiu no mar no último domingo (06), próximo à ilha de Tsushima, na província de Nagasaki, durante uma missão de transferência de paciente para um hospital em Fukuoka. A bordo estavam seis pessoas e três delas morreram no acidente, incluindo a paciente e seu acompanhante.

A aeronave, conhecida no país como Doctor Heli, decolou do aeroporto de Tsushima às 13h30 (horário local) com destino ao Hospital Fukuoka Wajiro, em um voo estimado em 45 minutos. Por volta das 14h50, a Guarda Costeira do Japão recebeu um alerta de desaparecimento da aeronave. Equipes de resgate foram acionadas imediatamente, com o envio de duas aeronaves e três embarcações.

Minutos depois, os socorristas localizaram o helicóptero invertido, parcialmente submerso no mar, e encontraram três sobreviventes agarrados a coletes e boias infláveis: o piloto de 66 anos, o mecânico da aeronave de 67 anos e a enfermeira de 28 anos. Os três foram resgatados com vida e levados a hospitais da região, apresentando quadro de hipotermia, porém conscientes e estáveis.

Imagem divulgada pela 7ª Sede Regional da Guarda Costeira do Japão no momento do resgate das pessoas que estavam a bordo do helicóptero acidentado.

As buscas prosseguiram até que uma aeronave da Força Aérea do Japão localizou os corpos do médico de 34 anos, da paciente de 86 anos e do seu cuidador (acompanhante) de 68 anos. Todos foram encontrados presos na cabine e sem sinais vitais. Os óbitos foram confirmados na chegada ao Hospital Fukuoka Wajiro.

O helicóptero, operado pela SGC Saga Aviation Co., prestava serviço de transporte aeromédico sob responsabilidade do Hospital Fukuoka Wajiro e estava equipado para atender emergências médicas de alta complexidade, incluindo suporte avançado de vida a bordo. A missão fazia parte da estrutura integrada de resposta rápida a emergências médicas do sistema japonês.

Os flutuadores do helicóptero foram acionados, o que sugere um pouso de emergência na água, entretanto, as causas do acidente ainda são desconhecidas e estão sendo investigadas pela Guarda Costeira e e pelo Conselho de Segurança de Transporte do Japão.

Novo helicóptero Airbus H130 do SOAER do Rio de Janeiro já voou mais de 36 horas em favor da vida

Rio de Janeiro – A Superintendência de Operações Aéreas (SOAer) da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro recebeu seu primeiro helicóptero Airbus H130 totalmente equipado para missões aeromédicas (suporte avançado de vida), incluindo uma incubadora para transporte neonatal.

Chamado de Saúde 02, a aeronave entrou em operação no dia 17 de março de 2025 e já realizou 18 transportes aeromédicos neonatais e 13 transportes de órgãos. Já são mais de 36 horas voadas em favor da vida. A outra aeronave operada pelo SOAER é um helicóptero bimotor AS355NP (Saúde 01).

Novo Airbus H130 do SOAER já realizou x transportes aeromédicos no Rio de Janeiro. Foto: Helibras.

Com capacidade para dois pilotos, uma maca e até três membros da equipe de saúde, o H130 possui piloto automático, controle ativo antivibração e outros sistemas de segurança. Com amplo espaço interno, é possível acessar o paciente durante o voo com facilidade. Com grandes portas deslizantes, a cabine facilita o embarque e desembarque da maca, equipamentos e da equipe de saúde. Além disso, o apresenta baixos níveis de ruído e vibração, proporcionando maior conforto aos pacientes e tripulantes.

Segundo o Tenente-Coronel Medina, do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro e superintendente do SOAer, “A introdução desse helicóptero traz dois fatores principais: a possibilidade de voar com copiloto, o que aumenta ainda mais a segurança, e o espaço interno da aeronave, que facilita o trabalho das equipes médicas”.

Em quatro anos de operação, o grupamento realizou somente com o Saúde 01 mais de 725 transportes de órgãos e, em dois anos e meio atuando com o SAMU, mais de 430 crianças foram transportadas, consolidando sua atuação nos 92 municípios do estado. Agora com o Saúde 02 incorporado à frota, os números devem aumentar.

“É uma grande satisfação saber que o povo do Rio de Janeiro terá à disposição um equipamento com tecnologia de ponta e alto desempenho para salvar vidas”, disse Alberto Duek, Presidente da Helibras.

Helicóptero Pegasus da Polícia Militar e SIATE realizam dois transportes aeromédicos em Uberlândia, MG

Minas Gerais – O Sistema Integrado de Atendimento a Trauma e Emergência (SIATE) da Prefeitura de Uberlândia realizou, nesta quinta-feira (3), o primeiro atendimento aeromédico com helicóptero Pegasus da Polícia Militar de Minas Gerais.

A equipe integrada realizou o transporte aeromédico de dois pacientes entre o Hospital Municipal e Maternidade Dr. Odelmo Leão Carneiro e o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). Tripulada por dois policiais militares da 2ª Base Regional de Aviação do Estado (Brave) e dois profissionais de saúde do SIATE, a aeronave pousou por volta das 15h30 no estacionamento do Hospital Municipal.

A equipe trouxe um paciente do sexo masculino, de 71 anos, que necessitava de internação na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Depois, levou outro paciente, de 81 anos, para a colocação de um marcapasso, que é implantado apenas no HC-UFU.

O transporte entre as unidades hospitalares levou o tempo médio de três minutos. “O transporte aeromédico de hoje marca o início da nossa parceria a fim de garantir mais agilidade no atendimento médico. É um grande avanço para a população de Uberlândia na redução do tempo de resposta no atendimento médico”, contou o secretário de Saúde, Adenilson Lima.

Com o helicóptero Pegasus da Polícia Militar (PM), a Prefeitura de Uberlândia, por meio do SIATE, terá condições de oferecer um atendimento mais rápido, especialmente, em situações críticas que exigem urgência e ocorrem em locais de difícil acesso.

Sistema de Busca e Salvamento do DECEA teve 2.907 acionamentos em 2024

O Brasil registrou 2.907 casos de incidentes do Sistema de Busca e Salvamento em 2024, dos quais 30 evoluíram para operações de busca e salvamento, incluindo casos aeronáuticos, marítimos, homem ao mar e evacuações aeromédicas. Os números constam no Anuário SAR (Search and Rescue) elaborado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e referem-se especificamente aos casos com a participação da Força Aérea Brasileira (FAB).

O relatório aponta ainda que 21 pessoas foram resgatadas com vida com a participação da FAB. O esforço aéreo total para as missões SAR acumulou cerca de 234 horas de voo, distribuídas entre as diversas missões e regiões de atuação.

O Brasil ocupa destaque no cenário internacional do Programa Cospas-Sarsat, apesar do obstáculo cultural dos falsos alertas. Um fator responsável por esses números são os acionamentos equivocados das balizas de emergência (Transmissores Localizadores de Emergência – ELT e EPIRB), equipamentos embarcados na grande maioria das aeronaves e embarcações que são acionados em casos de emergência por uma ação voluntária ou por um impacto sofrido.

O sinal captado por satélites é transmitido aos Centros de Coordenação de Salvamento Aeronáutico (SALVAERO) através do Centro Brasileiro de Controle de Missão (BRMCC). Ao longo de 2024, foram recebidos 1.236 sinais de alerta, dos quais 19 foram reais, 607 de mau uso, 114 sinais devido a mau funcionamento dos equipamentos, 54 ativações voluntárias, além de outros sinais indevidos, completando o total de 935 falsos alertas.

Segundo o Chefe da Divisão de Busca e Salvamento (DSAR) do Subdepartamento de Operações do DECEA, Major Aviador Bruno Vieira Passos, os dados apresentados no Anuário SAR 2024 atestam a eficiência e a capacidade de resposta dos órgãos SAR no Brasil, evidenciando avanços na doutrina e na operação.

“A redução de incidentes que evoluem para operações reais e a melhoria nos processos de detecção e resposta são pontos positivos. No entanto, a alta incidência de falsos alertas continua sendo um desafio, demandando maior conscientização dos operadores de balizas”, pontuou.

Nova plataforma de treinamento amplia qualificação dos operadores aerotáticos do CIOPAER do Mato Grosso

Mato Grosso – O Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) recebeu uma plataforma de treinamento aerotático para aprimorar a qualificação dos servidores que atuam na base de Várzea Grande (localizada no Aeroporto Internacional Marechal Rondon) e na unidade descentralizada de Sorriso.

Além de capacitar os servidores da unidade, o simulador também auxiliará na instrução de policiais Militares, policiais civis e bombeiros militares. A plataforma de treinamento, avaliada em R$ 1,3 milhão, é oriunda de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e proporciona a máxima fidelidade, simulando as condições reais de um voo.

CIOPAER recebe plataforma de treinamento aerotático em Mato Grosso. Foto: Divulgação.

Na plataforma podem ser treinados o embarque e o desembarque, bem como a utilização de carga externa, que envolvem o uso do Bambi Bucket (helibalde de combate a incêndios florestais), cesto (utilizado para resgate de vítimas conscientes), além do uso de uma maca com a técnica McGuire (vítimas que necessitam estar imobilizadas).

Dentro dos treinamentos de embarque e desembarque, também estão incluídos as técnicas de rapel e os procedimentos conhecidos como “Mata Leão” e “Preguiça”, nos quais os operadores aerotáticos ficam agarrados ao esqui da aeronave.

O comandante do CIOPAER, tenente coronel PM Ernesto Xavier Lima Junior explica que anteriormente, esses treinamentos eram realizados com a aeronave em voo, o que gerava um custo ao Estado, mas agora, com a plataforma, os treinamentos serão aprimorados e ainda trarão economia de R$ 240 mil ao mês, chegando a R$ 2,8 milhões ao ano.

“Buscamos primeiramente a redução de despesas, além de ampliar a quantidade de treinamentos. O custo estimado de uma hora de voo do nosso helicóptero é de aproximadamente R$ 8 mil. Dessa forma, conseguiremos atender todos os operadores, manter a frequência dos treinamentos e, ao mesmo tempo, reduzir custos”, afirmou.

Considerando uma hora de treinamento por dia, a economia estimada é de R$ 240 mil por mês, já que a aeronave não será mais utilizada para esse fim, sendo substituída pela plataforma.

“Os treinamentos têm como objetivo aprimorar a qualificação técnica dos operadores, garantindo a manutenção do nível de segurança das operações e dos voos, além de otimizar os recursos, assegurando economia e maior disponibilidade da aeronave para os atendimentos”, finalizou o comandante.

Avião particular faz voo gratuito para transportar pulmão em apoio ao programa TransplantAR Aviação Solidária

São Paulo – Um avião particular de um frigorífico de Estrela d’Oeste (SP) realizou um voo gratuito para auxiliar o transporte de um pulmão captado para transplante no fim da manhã do dia 28 de março. O avião levou médicos de São Paulo até São José do Rio Preto (SP) para realizar a captação do pulmão em um hospital particular da cidade. Foram quatro horas de cirurgia até retirada do órgão.

A aeronave saiu da capital às 11h30 e chegou em Rio Preto às 12h15. Em seguida, por volta das 18h, o órgão foi levado para um receptor internado no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP – (Incor), na capital paulista. Após a retirada, o pulmão pode ficar até 6 horas na caixa para transporte.

A ação faz parte de um programa do governo estadual chamado “TransplantAR Aviação Solidária“, que foi lançado em setembro de 2024, com o objetivo de agilizar e baratear os custos de transporte de órgãos para transplante. A iniciativa pioneira não acarreta custos aos cofres públicos e utiliza de forma voluntária helicópteros e aviões particulares autorizados pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).

A ação tem participação do Instituto Brasileiro de Aviação (IBA), da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Saúde. A Associação Brasileira de Operações Aeromédicas (ABOA) também apoia o programa.

Receba notícias por e-mail

Receba por e-mail novidades do

RESGATE AEROMÉDICO

 

Você recerá um e-mail para confirmar sua inscrição.

Não compartilhamos seus dados com terceiros.

OBRIGADO

por se inscrever !

 

Você recerá um e-mail para confirmar sua inscrição.

Logotipo Resgate Aeromédico
Resumo das Políticas

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.