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Segurança Pública participa do lançamento do VANT “Caçador” da Avionics Services

São Paulo – A empresa Avionics Services realizou o lançamento oficial do veículo aéreo não tripulado (VANT) “Caçador”, classe 4, no dia 30 de junho. O evento foi realizado no hangar da empresa no aeródromo municipal de Botucatu, interior do Estado de São Paulo.

VANT “Caçador”. Foto: Roberto Caiafa

Durante a apresentação das capacidades do projeto, destaque para o grande potencial em Missões táticas de inteligência pelas forças armadas, segurança pública, defesa civil, policiamento ambiental e agro negócio. O VANT “Caçador” é baseado no VANT Heron-1 (modelo da família Heron), desenvolvido pela empresa Israel Aerospace Industries (IAI). O tipo já se encontra em uso no Brasil há mais de 5 anos, sendo operado pelo Departamento de Policia Federal.

Todo suporte de manutenção e serviços é realizado pela própria Avionics no Brasil, o que favorece o pós-venda. O programa abre boas possibilidades de negócios nacionais e internacionais. Segundo João Vernini, presidente da Avionics, o mercado interno pode absorver de 15 a 20 sistemas até 2021 e para o mercado externo projeta vendas de 20 a 30 unidades no mesmo período de cinco anos.

Há 3 anos, a IAI e a Avionics Services trabalham em conjunto para estabelecer uma base industrial brasileira consistente no mercado de sistemas não tripulados. O processo incluiu transferência de tecnologia para garantir uma maior independência da indústria nacional e domínio dos complexos e avançados sistemas.

Segurança Pública participa do lançamento do VANT “Caçador”. Foto: Roberto Caiafa

A Segurança Pública participou do evento através da Defesa Civil do Estado, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Federal. Pela Polícia Militar de São Paulo haviam representantes do Corpo de Bombeiros, Policiamento Ambiental, Grupamento de Radiopatrulha Aérea e Policiamento Territorial. A PM possui uma comissão que está finalizando estudo sobre o uso de VANT nas atividades de policiamento e de bombeiro. O Policiamento Ambiental e territorial já utilizam equipamentos de menor porte e o Corpo de Bombeiros realiza estudos para aquisição.

O VANT é um equipamento que vem sendo testado pela segurança pública. Atualmente são modelos menores, com menor alcance e autonomia, porém, no futuro serão equipamentos, nos seus diversos modelos, que serão muito úteis na área de inteligência, monitoramento, buscas, avaliação de catástrofes, em diversas operações típicas de bombeiro, operações policiais de grande envergadura, como reintegração de posse, rebeliões em presídios, manifestações, etc.

Outro produto que poderá interessar a segurança pública é um VANT da família Panther da IAI, ele é de menor porte e de asa fixa, porém possui três rotores sobre o equipamento que permite a decolagem e pouso na vertical, além de possuir trem de pouso. Por ser de asa fixa e permitir controle no pouso e decolagem, poderá ser um bom diferencial para operações em áreas urbanas.

Após as apresentações das autoridades civis e militares presentes, foi feito um voo inaugural com duração aproximada de 60 minutos. O Caçador sobrevoou a região da cidade de Botucatu e suas estradas, transmitindo as imagens para um telão no interior do hangar. A pilotagem dentro da cabine de controle também foi demonstrada durante o voo.

Pouso do VANT “Caçador”. Foto: Roberto Caiafa

Valores e curiosidades técnicas

Um sistema não tripulado completo é composto por três ARP Caçador, três imageadores aéreos MOSP (torretas giroestabilizadas), uma estação de controle e uma antena de comunicação ponto-a-ponto para cada aeronave. O treinamento de efetivos para esse pacote abrange pelo menos 6 pessoas e pode chegar a 30 milhões de dólares.

Um opcional estratégico é a antena satelital que aumenta de 300km para 1.000km o raio de ação do equipamento. Este recurso deverá estar disponível ao Governo Federal brasileiro após a entrada em serviço do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC).

A estação de controle móvel possui gerador e pode ser ligada a corrente elétrica 110V ou 220V trifásico, o que facilita a instalação. Também dispõe de baterias no-break, para-raios, ar-condicionado e aterramento. Cada cabine pode operar simultaneamente dois aparelhos, que demandam dois pilotos cada um. A estação de controle pode receber ainda um chefe de operações e mais um piloto.

A velocidade de estol do Caçador é de 50kt (um número surpreendente propiciado pelas enormes asas e sua aerodinâmica), e sua velocidade de cruzeiro ideal é de 65Kt, alcançando até 40 horas voadas ininterruptamente até uma altitude de 30.000 pés.

Confira as fotos do evento:

Fotos: Roberto Caiafa e Eduardo Alexandre Beni.

Grupo de Trabalho de VANT da PM de São Paulo participa de reunião com DECEA

No dia 21/06, representantes da Polícia Militar de São Paulo, da Polícia Militar da Bahia e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro participaram de reunião no Departamento de Controle do Espaço Aéreo – DECEA, Rio de Janeiro, para tratar sobre regras específicas que possibilitem o uso seguro do espaço aéreo pela forças de segurança.

A Polícia Militar do Estado de São Paulo, no final de 2015, institui um Grupo de Trabalho para estudar o assunto e propor requisitos básicos de utilização desses equipamentos na Corporação e analisar sua viabilidade técnico-jurídica.

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Representantes desse Grupo de Trabalho da PM de São Paulo estiveram no DECEA, dentre eles, o Ten Cel PM Paulo, Ten Cel PM Biagioni, Cap PM Terra e Cap PM Leomar. Representando a Polícia Militar da Bahia, o Cap PM Arlindo Bastos e representando o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, o Ten BM Buxbaun.

O Grupo foi recebido pelo Brigadeiro Luiz Ricardo e pelo Cap Av. Habenfeld. Durante a reunião foi feita uma apresentação pelo Cap Av. Habenfeld dos trabalhos na área de aeronaves não tripuladas de responsabilidade do DECEA.

Após a apresentação, ficou ajustado entre os participantes, o estabelecimento de acordos operacionais para o trabalho conjunto e elaboração de normatização específica dos VANTs para uso das forças estaduais de segurança pública e defesa civil do Brasil.

Atualmente, muitos trabalhos científicos e técnicos estão sendo realizados pelas Polícias e Corpos de Bombeiros Militares sobre a importância do uso desses equipamentos na segurança pública e na defesa civil. Com custos operacionais mais baixos apresentam resultados relevantes para a proteção e monitoramento.

Para que haja investimentos nessa área é importante que a normatização aconteça e permita, com segurança, o uso do espaço aéreo, viabilizando o uso dos VANTs na Segurança Pública.

Foto: Divulgação.

A empresa Avionics Services promove lançamento oficial do VANT “Caçador”

No próximo dia 30 de junho, a empresa Avionics Services promove o lançamento oficial do Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) “Caçador”, classe 4. O evento será realizado na Base Operacional da empresa no Aeródromo Municipal de Botucatu – SDBK, interior de São Paulo, a partir das 11h.

Será apresentada uma retrospectiva do projeto, a capacidade do sistema e, o grande potencial para aplicação em Missões táticas de inteligência pelas forças armadas, defesa civil, ambiental e agro business. Para finalizar, será feito um voo de demonstração, com acompanhamento em tempo real, previsto para acontecer por volta das 14h.

O VANT “Caçador” é baseado no VANT Heron-1, com atuação mundial em mais de 50 países, desenvolvido pela empresa Israel Aerospace Industries (IAI) que já está em uso no Brasil há mais de 5 anos, sendo operado pelo Departamento de Policia Federal, com suporte de manutenção da própria Avionics. A aeronave já cumpriu todos os regulamentos e obteve todas as permissões exigidas pelas autoridades governamentais brasileiras e será o único VANT classe 4 nacional.

Dentre as características, o Caçador é um VANT de média altitude e longa duração, capaz de voar mais de 40 horas, a uma altitude de até 30.000 pés e Raio de ação de 1000km. O peso máximo de decolagem do VANT é de 1.270kg, que lhe permite transportar múltiplas cargas úteis simultaneamente a fim de executar uma variedade de missões. Além disso, o Caçador inclui um canal de comunicação por satélite em banda larga para permitir que um raio de ação de mais de 1.000 km de sua estação de comando e controle – uma capacidade de grande valor, especialmente em países extensos como o Brasil.

Desde a assinatura de um acordo de cooperação há 3 anos, a IAI e a Avionics Services trabalham em conjunto para estabelecer uma forte base industrial brasileira no campo de sistemas não tripulados. O processo incluiu transferência de tecnologia e conhecimento para garantir uma maior independência da indústria brasileira e proficiência dos complexos e avançados sistemas não tripulados.

A Avionics Services estabeleceu profissionalmente a infraestrutura necessária no Aeródromo de Botucatu para se tornar um centro de excelência para sistemas aéreos não tripulados desse porte.

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Lançamento VANT Caçador

Data: 30 de junho, a partir das 11h.

Local: Hangar Avionics no Aeródromo Municipal de Botucatu (SDBK), Av. Alcides Cagliare, 2.283A.

Confirmação de presença: (11) 5031-2801 ou [email protected].

DroneShow 2016 movimentou o mercado e recebeu mais de 3.200 participantes

Exposição de VANT – Veículos Aéreos Não Tripulados – que aconteceu de 10 a 12 de maio na capital paulista mostrou o que há de mais avançado no Brasil e no mundo. O evento reuniu 3.200 participantes, 120 palestrantes em 36 seminários, cursos e fóruns, distribuídos em 102 horas de atividades. A feira reuniu 52 expositores e 102 marcas brasileiras e internacionais.

O mercado global pode chegar a 127 bilhões de dólares. Os números ainda são desencontrados quando se fala de Drones ao redor do mundo. Nos EUA, mais de 300 mil drones foram registrados em apenas 30 dias, quando começou a obrigatoriedade do cadastramento dessas aeronaves no fim de 2015.

A empresa PwC divulgou recentemente uma estimativa de 127 bilhões de dólares em aplicações comerciais para o mercado global de Drones. Segundo o relatório Clarity from above, da PwC, o setor que mais demanda esta tecnologia é o de infraestrutura (US$ 45,2 bi), seguido de agricultura (US$ 32,4 bi), transportes (US$ 13 bi), segurança (US$ 10,5 bi), entretenimento (US$ 8,8 bi), seguros (US$ 6,8 bi), telecomunicações (US$ 6,3 bi) e mineração (US$ 4,3 bi).

Já no Brasil, um levantamento mostra que 42 milhões de reais foram movimentados a partir da feira DroneShow, que aconteceu no início de maio em São Paulo (SP).

“O levantamento foi feito entre os dias 13 a 25 de maio, logo após o evento, através de pesquisa com os expositores, que informaram o total de vendas realizadas diretamente na feira e fizeram um projeção de fechamento de negócios iniciados no evento e que serão concretizados nos próximos meses”, explica Emerson Granemann, idealizador da DroneShow e CEO do grupo MundoGEO, promotor do evento.

Foto: Eduardo Alexandre Beni

A 2ª edição do DroneShow LatinAmerica, que aconteceu de 10 a 12 de maio em São Paulo (SP), teve um crescimento de 50% de expositores em relação à edição anterior, com mais de 100 marcas brasileiras e internacionais na feira e a participação de 3.200 profissionais de todos os estados brasileiros e de vários outros países, como Argentina, Peru, Colômbia, Bolívia, Uruguai, Paraguai, EUA, entre outros.

Participou do evento a Black Bee Drones, primeira equipe acadêmica de drones inteligentes para competições no Brasil.   A equipe é formada por alunos de diversos cursos da Universidade de Itajubá – Minas Gerais, entre eles os cursos de Engenharia Mecânica, Mecânica Aeronáutica, Elétrica, Eletrônica, Ambiental, de Produção, de Controle e Automação e de Computação, além dos cursos de Administração, Ciência da Computação e Sistemas da Informação. As empresas Helibras, TecnoLife´s e Speaking são patrocinadoras da equipe.

Foto: Eduardo Alexandre Beni

Em menos de um ano de criação da equipe Black Bee Drones ela conquistou o terceiro lugar na IMAV Competition (Iternational Micro Air Vehicle) que ocorreu em setembro de 2015 em Aachen, Alemanha.

Além dos negócios que foram gerados na feira, os resultados positivos da pesquisa realizada com os participantes também mostra a aderência à proposta do evento: 95% dos pesquisados aprovaram o evento e 89% pretendem voltar ao evento na edição. Para quem não conseguiu participar presencialmente no evento, será realizado de 14 a 23 de junho o DroneShow Online, com quatro cursos a distância apresentados por alguns dos maiores especialistas do setor.

Segundo o relatório da pesquisa sobre o mercado de Drones Clarity from above, da PwC, que pode ser aplicado também ao Brasil, os setores que mais demandam esta tecnologia são os de infraestrutura, agronegócio, transportes, segurança, entretenimento, seguros, telecomunicações e mineração, fato que foi identificado também no evento DroneShow, através da programação com mais de 100 palestrantes distribuídos por dezenas de atividades, como cursos, debates e seminários.

Foto: Eduardo Alexandre Beni

A próxima edição do DroneShow já está marcada para 9 a 11 de maio de 2017 no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP).

Aplicações x Restrições

As soluções tecnológicas no uso de Drones variam de acordo com as necessidades dos diferentes setores, pois vão desde o fornecimento de dados em tempo real sobre o andamento de uma grande obra até a resposta a uma emergência em um local de difícil acesso, passando pelo mapeamento de áreas agrícolas.

Com a evolução no uso de Drones, aspectos como a licença para a obtenção e operação do aparelho, restrição de uso do espaço aéreo, treinamento dos pilotos, além da coleta, processamento e compartilhamento dos dados, entre outros, passaram a demandar respostas urgentes dos órgãos da aviação civil governamentais em todo o mundo.

No Brasil, os Drones devem seguir as regras da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), para os assuntos ligados ao uso de radiofrequências; do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), para as regras sobre as licenças de voo e uso do espaço aéreo em território nacional e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), para questões ligada a certificação e operação de Drones.

Foto: Eduardo Alexandre Beni

Foto: Eduardo Alexandre Beni

Quando as aeronaves teleguiadas substituirão os pilotos de helicóptero da polícia? PARTE II

Seguindo com o custo-benefício de operar aeronaves teleguiadas sem piloto. 

Colocar uma aeronave teleguiada no céu por longos períodos é uma tática de guerra. Se formos discutir a substituição dos helicópteros tripulados por aeronaves não tripuladas, então acredito que precisamos ter a mesma base de comparação.

Vamos dar uma olhada rápida no que é necessário fazer para operar a aeronave teleguiada mais básica sobre um território hostil.

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A MQ-1 Predator Drone é uma aeronave teleguiada com motor a pistão e com um custo por unidade de, aproximadamente, US$5 milhões.

A primeira coisa que é preciso deixar claro é que o Predator Drone cai do céu com uma certa frequência por várias razões, mas quase nunca devido à ação do inimigo. Ouvi dizer que o MQ-1 Predator não possui sistemas redundantes a bordo. Isto é, se o computador sofre um despejo de memória e reinicia-se, essa aeronave em particular acabará em apuros. A informação abaixo retirada da Wikipédia parece confirmar isto.

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Mas, observe que apesar da discussão parecer cair sob o argumento da segurança ela também usa o argumento do custo-benefício, como você verá. Fazer uma aeronave teleguiada não tripulada com inúmeros sistemas redundantes é caro.

“No ínicio da campanha militar dos Estados Unidos no Afeganistão, em 2001, a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) tinha adquirido 60 Predators e disse que havia perdido 20 deles em ação. Poucas dessas perdas ocorreram devido à ação inimiga, o problema maior, ao que parece, foi o mal tempo e as condições bastante frias. Apenas alguns dos Predators da USAF receberam sistemas de degelo, junto com um motor turboalimentado avançado, e aviônicos melhorados.

Em março de 2009, a USAF possuía 195 MQ-1 Predators e 28 MQ-9 Reapers em operação. Os Predators e Reapers dispararam mísseis 224 vezes no Iraque e Afeganistão entre 2007 e 2008. Um relatório de março de 2009 revelou que as Forças Aéreas dos EUA haviam perdido 70 Predators em acidentes aéreos durante a sua história operacional. Cinquenta e cinco foram perdidos devido a falhas de equipamento, erros de operação ou condições climáticas. Quatro foram abatidos na Bósnia, em Kosovo ou no Iraque. E onze foram perdidos devido a acidentes operacionais em missões de combate. Em 2012, o Predator, Reaper e Global Hawk foram classificados como “… as aeronaves mais propensas a acidentes na frota da Força Aérea.”

Aqui é onde entraremos na parte do custo-benefício

Então, qual é o preço atual de uma única aeronave teleguiada MQ-1 Predator? A mais básica, com motor a pistão que a General Atomics fabrica, custa entre US$4.5 e 5 milhões. Mas, lembre-se, estamos comparando uma aeronave teleguiada de asa fixa com motor a pistão a um helicóptero da polícia com motor a turbina. Não começamos a comparar ainda helicópteros teleguiados com helicópteros da polícia.

Agora que temos alguma compreensão das fraquezas de algumas aeronaves teleguiadas, e com isso em mente, vamos dar uma olhada no que é preciso fazer para pôr a aeronave teleguiada nos céus de uma zona de combate.

De acordo com um artigo dos EUA de 2012, as aeronaves teleguiadas são, no geral, um pouco mais baratas que as aeronaves de caça.

“Mas, um novo relatório lançado nesta semana pelo Projeto Americano de Segurança [American Security Project] ou ASP, conclui que a maior parte das aeronaves teleguiadas militares são, geralmente, apenas ‘um pouco mais baratas, tanto para adquirir quanto para operar, do que as aeronaves de caça convencionais’.”

“Apesar das alegações contrárias, as aeronaves não tripuladas necessitam de uma grande tripulação: Precisa-se de um piloto remoto, um outro tripulante remoto para operar as valiosas câmeras e ‘como as aeronaves teleguiadas não são operadas individualmente, mas como parte de um sistema composto por várias aeronaves, sensores, controles do solo e conexões por satélite, estima-se que o número do pessoal necessário para operar um Predator Combat Air Patrol (CAP) exceda 80 pessoas’, afirma o relatório. O artigo refere-se às aeronaves não tripuladas Predator que foram usadas no Afeganistão, no Iraque, no Paquistão e, supostamente, no Iêmen. O número de tripulantes necessários para operar frotas de aeronaves teleguiadas compostas por quatro aeronaves podem chegar a 130, conclui ASP.”

Observe que a aeronave teleguiada Predator tem sido sempre vendida em grupos de 4, juntamente com uma estação de controle do solo e equipamentos associados. O valor de US$4.5 e 5 milhões é por unidade e não inclui quaisquer equipamentos associados, como a estação de controle do solo. Ao dividir os números mencionados acima por 4, pode-se ver que ainda seria necessário uma média de 20 a 40 pessoas para operar uma única aeronave teleguiada, pois elas são operadas atualmente em zonas de combate.

Lembre-se também de que o MQ-1 Predator e o seu predecessor, o a MQ-1C Grey Eagle, são as aeronaves teleguiadas militares mais básicas de todas. A próxima aeronave na linha da General Atomics é a MQ-9 Reaper que possui um motor turboélice Honeywell TPE331-10GD com 900 cavalos de potência do eixo. Apesar de estarmos falando ainda sobre as aeronaves teleguiadas de asa fixa, o Reaper nos permite comparar agora as aeronaves teleguiadas de motor a turbina com os helicópteros da polícia também de motor a turbina.

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Estima-se que a unidade do MQ-9 Reaper com turboélice custe US$16.9 milhões.

Com certeza o Reaper possui um pacote eletrônico mais robusto e versátil para as suas missões de guerra, mas quanto custa o Reaper ? O valor mais recente da unidade de um MQ-9  Reaper está em US$16.9 milhões. É claro que uma versão para a aviação policial civil não precisaria dos sistemas de detecção de armas e tal, portanto o preço sairia um tanto mais barato. Mas, aqueles que pensam que uma aeronave teleguiada capaz de substituir totalmente a tripulação de um helicóptero da polícia será uma solução acessível provavelmente não conduziram uma pesquisa séria sobre este assunto.

O artigo conclui que as aeronaves teleguiadas possuem uma “tendência maior para acidentes” do que as aeronaves de guerra pilotadas. Lá vem o fator de segurança mais uma vez.

Então, vamos voltar às duas primeiras perguntas do início desta seção. Qual é a finalidade de substituir as tripulações dos helicópteros da polícia? Estabelecemos que não há uma necessidade real de substituir as tripulações por conta dos ambientes hostis.

O único motivo, na minha opinião, que somos deixados a levar em consideração pela substituição da tripulação dos helicópteros da polícia seria para “matar o tempo sobre uma cidade”. Acredito que mostramos que a combinação das preocupações referentes à segurança (por agora) e dos custos de tentar matar o tempo com aeronaves teleguiadas em zonas de combate e de tentar matar o tempo sobre uma cidade povoada, é proibitiva tanto do ponto de vista dos custos quanto da segurança. Já respondemos as nossas duas primeiras perguntas então, certo?

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Fonte: Police Helicopter Pilot/ Reportagem: Darryl Kimball

Corpo de Bombeiros participa de testes de equipamento de segurança da Rio 2016

Rio de Janeiro – A Coordenadoria de Veículos Aéreos Não Tripulados (COVANT) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) participou, entre os dias 23 e 24 de maio, de testes de sistema de bloqueio de sinal a possíveis drones que possam entrar no espaço aéreo durante os Jogos Rio 2016.

O treinamento aconteceu na Escola de Equitação do Exército, no Rio de Janeiro, e contou também com a participação da Aeronáutica, da Marinha, da Associação Brasileira de Multirrotores, dentre outros representantes de entidades públicas, de empresas nacionais e americanas, além do Exército Brasileiro.

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O sistema de defesa contra drones cria uma espécie de “redoma de proteção” em torno dos locais de competições e das áreas que serão consideradas restritas. No momento em que o veículo não tripulado entra nesta área protegida, ele perde o contato com seu rádio transmissor, entrado em modo de segurança e pousando.

Outra ferramenta que será utilizada é um software que tem a finalidade de monitorar os drones em operação dentro de um determinado espaço aéreo, identificando, assim, aqueles que não estão autorizados a operar.

– Os drones, mundialmente, estão sendo empregados em diversas finalidades e, infelizmente, para algumas mal-intencionadas. Nosso país será o centro das atenções durante as Olimpíadas, principalmente o Rio de Janeiro. Então, temos que nos preparar para qualquer tipo de ameaça – ressaltou o coordenador da COVANT, tenente-coronel Rodrigo Bastos.

CBMERJ.

Defesa Civil do Estado do Pará testa uso de drone para monitorar erosão em Mosqueiro

Pará – No dia 06/05, a Defesa Civil do Estado esteve em Mosqueiro, juntamente com a Defesa Civil Municipal, para monitorar a erosão na orla do distrito. “No ano passado, constatamos junto com a Defesa Civil do município, uma expansão de dez metros da parte erodida. Vamos ver a situação agora, depois do resultado da análise”, explicou a major Ciléa Mesquita, chefe de departamento de apoio à comunidade da Defesa Civil do Pará.

Assim como em Mosqueiro, a Defesa Civil do Estado vem acompanhando o processo de erosão em outras orlas, como Ajuruteua, em Bragança, e Marapanim, ambas no nordeste paraense. O trabalho conjunto com o município, Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Superintendência de Patrimônio da União (SPU), Ministério Público Federal e Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) tem como objetivo, principalmente, a conscientização da população local.

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As fortes chuvas intensificaram os processos erosivos em vários municípios do Pará, aumentando os riscos de alagamentos, enxurradas, inundações e desabamentos. Entre as ações de monitoramento da Defesa Civil, está a emissão diária de boletins climáticos, indicando a tábua de maré e a previsão do tempo, mantendo sempre em estado de alerta as defesas civis das cidades.

Testes – O monitoramento da área atingida pela erosão em Mosqueiro foi feito com a ajuda de um drone. O veículo aéreo não tripulado sobrevoou a orla do distrito para captar imagens e vídeos da situação da área. O material servirá para a conclusão de um relatório sobre as condições locais. Muito usados pelo Exército, Marinha e pela força aérea americana, os drones se tornaram mais populares e mais acessíveis no sentido de que a própria população pode hoje adquirir um equipamento.

O drone pode voar cerca 800 metros de altura e de distância, podendo filmar entre uma hora e uma hora e meia, com um tempo de bateria de 15 minutos. A major Ciléa acredita que a tecnologia vem para ajudar o Corpo de Bombeiros a equipar-se de forma moderna, garantindo resultados mais eficazes nas operações. “Ao monitorarmos a erosão em Mosqueiro, por exemplo, levamos em média dois dias percorrendo toda a extensão litorânea e necessitando de vários agentes. Com o drone, em um dia obtemos toda a informação necessária, podendo finalizar o quanto antes o relatório final”, ponderou. O equipamento poderá ajudar em outras frentes de trabalho também, como em situações de afogamento, controle das praias no mês de julho e monitoramento de incêndios.

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Agência Pará, por Bianca Teixeira.

Drone Legal – Guia de fiscalização da operação de VANTs pelas Forças de Segurança Pública

No Brasil, as regras para operação das aeronaves não tripuladas, popularmente conhecidas como drones, estão dentro das regulamentações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), responsável por prover, regular e fiscalizar o acesso ao espaço aéreo; da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), responsável pelo equipamento e pessoal; da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), responsável por administrar e fiscalizar o uso das radiofrequências utilizadas para o controle e operação dessas aeronaves.

Em alguns casos específicos, devem ainda ser respeitadas as regras publicadas pelo Ministério da Defesa.

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Com o objetivo de orientar e apoiar as ações de fiscalização da operação das aeronaves não tripuladas pelas Forças de Segurança Pública (Clique e leia o guia), foi desenvolvido um Guia que contém informações sobre a documentação necessária para a operação regular dos drones, detalhes técnicos, orientações para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, entre outros.

A inobservância do disposto nas regras vigentes pode constituir infração ao disposto nos artigos 33 e 35 do Decreto-Lei 3688/41 (Contravenção Penal) ou no artigo 261 e outros do Decreto-Lei 2848/40 (Código Penal).

Esta iniciativa é parte de um conjunto de ações em desenvolvimento por um Grupo de Trabalho interministerial criado em 2015 que busca consolidar o marco legal sobre o assunto por meio da atualização das regras, conscientização dos operadores deste tipo de aeronave dos seus direitos e deveres através de campanhas e educativas, desenvolvimento de ações de fiscalização e apoio ao uso seguro e harmonizado no espaço aéreo brasileiro.

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Os desafios da regulação e do seguro para drones

Os veículos aéreos não tripulados (vants), ou drones, como são mais conhecidos, podem possuir diferentes tamanhos, formas e preços, sendo utilizados para segurança, combate, mapeamento aéreo, resgate, agricultura, comércio e até recreação.

Silenciosos, leves e fáceis de usar, essas pequenas aeronaves, devido à versatilidade e preço acessível, multiplicam-se pelo mundo, impondo desafios regulatórios para sua operação com segurança e abrindo um grande mercado em potencial para o setor segurador.

E para falar sobre o tema durante o 5º Encontro de Resseguro do Mercado Segurador, foi realizado um painel específico com a participação do vice-presidente e gerente de Aviação da seguradora especializada em seguro de aviação XL Catlin, Tony Trost, e Sanny Leite, da Chubb.

Abordando a regulação, Tony afirmou que esta precisa considerar questões como segurança e privacidade, bem como o treinamento adequado para a operação dos equipamentos. “Um dos grandes riscos é o da colisão com aeronaves convencionais e acredito que não levará muito tempo para testemunharmos um grave acidente”, afirmou ele, lembrando que o custo só para se retirar uma turbina de um avião para avaliação de avaria gira em torno de 340 mil dólares.

Mas enquanto Austrália e Japão já têm um conjunto de regras mais ou menos consistente, Brasil e EUA ainda precisam avançar. De um modo geral, os drones de maior porte são regulados como aeronaves convencionais, assim como seus seguros são realizados utilizando-se a mesma lógica, diferentemente das aeronaves recreativas e de menos porte, que sem encaixam em apólices de responsabilidade geral.

Ainda sobre o seguro para drones, o executivo disse que a subscrição precisa considerar questões como riscos cibernéticos, habilidade do operador, atributos da aeronave, sistemas de controle, ambiente regulatório e local de operação, necessitando, assim, de muita cautela por parte do subscritor. Por outro lado, afirmou, trata-se de um mercado com incrível potencial de crescimento, que dobrou de 2014 para 2015 e com expectativa de dobrar novamente em 2016.

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Mas esse rápido crescimento ainda não é suficiente para que se ganhe muito dinheiro, já que a maioria dos seguros é para aeronaves baratas, de pequeno porte, com prêmios também pequenos. “Mas esse é um processo de aprendizagem para, futuramente, abarcar o mercado de drones profissionais”, afirmou.

No Brasil, é a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a responsável pela regulamentação, tendo divulgado em 2015 proposta de norma em que, para operações civis, o piloto deve ser maior de 18 anos e contratar um seguro com cobertura de danos a terceiros. Já os órgãos de segurança pública e defesa civil poderão operar aeronaves guiadas a distância em qualquer área sob sua responsabilidade, também necessitando de seguro com cobertura de danos a terceiros.

Mas, apesar do incentivo à contratação de seguro na proposta de norma da Anac, segundo Sanny, a inexistência de norma já publicada é uma das razões para que muitas seguradoras ainda não tenham entrado nesse mercado, “apesar da procura que tem aumentado muito”, afirmou a executiva da Chubb.

Fonte: SEGS

Bombeiros do Pará verificam a possibilidade de usar “drones” nas atividades operacionais

Pará – Na manhã da última quarta-feira (27) no auditório do quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros, militares da Corporação participaram de uma palestra de demonstração da utilização do equipamento “drone”.

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Esta atividade teve a parceria da Companhia de Tecnologia de Informação de Belém (CINBESA), através do seu presidente José Regis Junior que explicou as características do equipamento e destacou a possibilidade da utilização nas operações de defesa civil, em levantamentos de áreas de riscos e de desastres.

Drone é um veículo aéreo não tripulado e na corporação poderá ser utilizado para apoiar as grandes operações como: incêndios florestais, proteção balnearia e eventos de grande concentração de publico.

A corporação está em busca de novas tecnologias para auxiliar no atendimento de pessoas em perigo e o drone é um equipamento que pode facilitar os serviços dos bombeiros, por isso o estudo é de grande importância no sentido de que pode produzir grande resultados para o salvamento de vidas.

Texto e Fotos: ASCOM/BM5

Certificação e Autorização para voo de VANT

Capitão PM ALEX COSCHITZ TERRA

Um projeto piloto desenvolvido pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, denominado Projeto Sombra, está abrindo novas fronteiras para a aviação não tripulada no âmbito da Segurança Pública.

O projeto consiste no emprego de RPAS (Remotely Piloted Aircraft Systems ou Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada) de asa rotativa, com o propósito de racionalizar o emprego de meios em ações policiais, de forma a prover maior segurança às equipes em solo e obter material suficiente para melhor subsidiar a adoção de medidas relacionadas às questões de Ordem Pública e Defesa Civil.

Em utilização desde Novembro de 2015, o sistema provou ser extremamente eficaz em ações emergenciais, em razão de sua portabilidade, possível em virtude da acoplagem de todos os seus componentes em uma maleta, a qual permanece disponível constantemente em viatura policial. Também já houve demonstração de eficácia em operações planejadas, dada a capacidade de programação do itinerário da aeronave por Waypoints.

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Atualmente, o RPAS está sendo empregado nos municípios abrangidos pelo 27º Batalhão de Policia Militar do Interior, com sede em Jaú/SP, tendo demonstrado, nos primeiros meses de operação, brilhante desempenho, destacando-se pela mobilidade, dimensão e maneabilidade nas diversas situações em que foi utilizado: varredura em mata, cobertura de operações em cumprimento de Mandados de Busca e Apreensão, identificação de potenciais focos de dengue inacessíveis às equipes de saúde, busca de pessoa desaparecida entre outras.

As ações realizadas demostram crescente sedimentação de doutrina no emprego do equipamento, sendo notado aumento da demanda na medida em que o RPAS vem apresentando resultados satisfatórios e se firmando como importante ferramenta de apoio ao policiamento ostensivo.

Para galgar o atual patamar, diversos meses de preparação foram necessários, tanto no aspecto técnico em termos de preparação de operadores, Hardware e Software, como também na formalização junto às agências reguladoras e na própria Polícia Militar do Estado de São Paulo.

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Alguns paradigmas decorrentes da existência de instruções provisórias dificultaram o processo, mas foram tecnicamente tratados para demonstrar a funcionalidade do sistema e a capacidade técnica das equipes envolvidas em sua operação, gerando, dessa forma, a confiança necessária a quem estava analisando a aprovação do projeto.

Destaca-se, nesse processo, a obtenção de certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil por meio do Certificado de Autorização de Voo Experimental (CAVE), que foi complementado a fim de permitir a operação do RPAS em áreas urbanas, mediante análise da Superintendência de Padrões Operacionais da ANAC, impondo-se as devidas limitações operacionais ao emprego do equipamento.

Com base na documentação obtida, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), subordinado à Força Aérea Brasileira, emitiu autorização para voo sob o controle do CINDACTA II, já renovada com base na ICA 100-40.

Outro requisito ao projeto envolveu a aquisição de Seguro de Responsabilidade do Explorador e Transportador Aéreo (RETA) visando cobertura de lesões e/ou danos causados a terceiros, de acordo com Art. 178, § 1º, da Lei nº 7565, de 19DEZ86 (Código Brasileiro de Aeronáutica).

O Projeto Sombra apresenta-se como uma alavanca capaz de impulsionar o desenvolvimento de novos projetos na área de Segurança Pública.

Provenientes de parcerias ou mesmo de investimentos com previsão orçamentária, muitos serviços públicos poderão ser beneficiados com mais essa ferramenta tecnológica que está surgindo, exigindo-se, porém, muita seriedade e responsabilidade dos profissionais que pretendem direcionar esforços nesse sentido, a fim de não adotar procedimentos que, de alguma forma, venham a comprometer a segurança de voo e, consequentemente, criar barreiras que possam inviabilizar a estruturação do emprego de Veículos Aéreos Não Tripulados no Brasil.

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Autor : Capitão PM Alex Coschitz Terra, da Polícia Militar do Estado de São Paulo, formado na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, São Paulo/SP, 1997; graduado em Educação Física pela Fundação Barra Bonita de Ensino, Barra Bonita/SP, 2004; especializado em Operações de Controle de Distúrbios Civis pelo 3º Batalhão de Polícia de Choque (São Paulo, 2000), Times Táticos pelo Grupo de Ações Táticas Especial da PMMG (Belo Horizonte/MG), Policiamento de Força Tática pelo 1º Batalhão de Polícia de Choque (São Paulo, 2004), Instrutor de Tiro Defensivo na Preservação da Vida (São Paulo, 2005); serviu no 1º Batalhão de Polícia de Choque (“Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar” – ROTA), na Operação de Paz das Nações Unidas no Timor-Leste (UNMIT) e está lotado atualmente no 27º Batalhão de Polícia Militar do Interior (Jaú/SP).


Drone é apreendido em São José dos Campos

São Paulo – Em 19 de abril de 2016, por volta das 17:30h, o COPOM de São José dos Campos, interior de São Paulo,  irradiou ocorrência de averiguação de um drone sobrevoando as imediações do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), na área do circuito de tráfego da BRPAe de SJC (Base de Radiopatrulha Aérea de São José dos Campos) e nas proximidades do aeroporto de São José dos Campos.

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Imediatamente uma viatura deslocou-se em patrulhamento e localizou um cidadão, próximo à Rod. Pres. Dutra, operando por controle remoto o drone alvo da comunicação, que ainda estava voando.

O operador foi abordado e orientado a pousar o equipamento. Na sequência solicitou-se o CAVE (Certificado de Autorização de Voo Experimental), exigido pela ANAC (Agência de Aviação Civil) por meio da Instrução Suplementar – IS n° 21-002, bem como a autorização para uso do espaço aéreo, exigida pelo DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), por meio da Instrução do Comando da Aeronáutica – ICA 100-40, e verificou-se não possuir nenhuma das documentações exigidas.

Indagado a respeito, informou que trabalha com produção de imagens, fotos e vídeos, e que estava gravando para edição de um comercial para um cliente local.

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Como não apresentou as documentações exigidas, e estava operando na área de circuito de tráfego da BRPAe SJC, bem como nas proximidades da pista do aeroporto de São José dos Campos, foi conduzido ao 1º DP.

Foi elaborado o Boletim de Ocorrência com base no art 261 do Código Penal Brasileiro – “Expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea”, bem como realizada a apreensão do drone.

DroneShow promove ciclo de cursos, seminários e debates

Organizada pela MundoGeo, a DroneShow Latin America, feira que reúne mais de 100 marcas de fabricantes nacionais, importadores, prestadores de serviço e soluções para o segmento de DRONES, trará uma programação intensa com cursos, seminários e debates sobre o tema. Com público estimado em quatro mil participantes, o evento acontece no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, entre os dias 10 e 12 de maio.

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Confira a programação:

DroneShow Latin America
Data: 10 a 12 de maio
Horário: sexta das 9h às 20h
Local: Centro de Convenções Frei Caneca
Endereço: R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo – SP

10/05 – terça-feira

Debates – 9h às 10h30 – Regulamentação do uso de DRONES

Com a participação da ANAC – Agência Nacional da Aviação Civil e do DECEA – Departamento de Controle do Espaço Aéreo o debate discutirá questões ligadas à regulamentação do uso de drones no Brasil. O foco do debate terá como tema a questão da segurança do espaço aéreo, das pessoas e do patrimônio, credenciamento de pilotos e homologação dos equipamentos nacionais e importados, entre outras questões.

Debates – 18h30 às 20h – Regulamentação com a ANAC E DECEA

Os participantes deste painel terão a oportunidade de apresentar e discutir junto aos representantes da ANAC e DECEA dúvidas relacionadas às operações com drones de acordo com a legislação vigente no Brasil.

Seminário – 11h às 17h30 – Segurança e defesa com Drones

A proposta do seminário é apresentar as aplicações potenciais dos drones em segurança pública e privada e no combate e prevenção de crimes. Neste seminário, as Forças Armadas apresentarão os projetos de monitoramento com drones. A Defesa Civil também estará presente e terá como foco o uso dos drones na prevenção de desastres.

Seminário – 11h às 17h30 – Inteligência embarcada nos Drones

O seminário se propõe a discutir as tecnologias disponíveis para processamento de imagens, navegação e controle dos drones. Temas como a importância do domínio das técnicas de pilotagem e os desafios da robótica e mecatrônoca na fabricação e manutenção dos drones frente às demandas dinâmicas do mercado.

Curso – 11h às 17h30 – Drones: tipos e aplicações

Será apresentado os tipos de drones (multirrotores e de Asa Fixa), além dos tipos de sensores, softwares de navegação e processamento de dados para mapeamento, monitoramento e produção de imagens. O curso abordará as diversas aplicações desta tecnologia, vantagens e limitações de uso comparados aos métodos tradicionais e coleta de dados. Os participantes terão um resumo da nova regulamentação da ANAC e DECEA.

Curso – 11H às 17h30 – Drones para agricultura

Uso de drones em pequenas e médias propriedades com o intuito de melhorar a tomada de decisão estratégica no gerenciamento da produção. Serão apresentados cases de sucesso com resultados reais da utilização do drone como ferramenta de auxílio para monitoramento e inspeção no campo.

11/05 – quarta-feira

Debates – 9h às 10h30 – As novíssimas aplicações dos drones

Além de apresentar novas aplicações profissionais para os drones tanto ao ar livre quanto em espaços indoor, será discutido os desafios tecnológicos, legais e culturais envolvidos e o potencial comercial e social destas novas aplicações.

Seminário – 11 às 17h30 – Mapeamento e engenharia com drones

Apresentação de cases bem-sucedidos com imagens coletadas por drones para produção de mapeamento para diversas aplicações. O seminário discutirá também as etapas de processamento de dados, ganhos de produtividade e a precisão dos levantamentos realizados pelos drones.

Seminário – 11 às 17h30 – Agricultura com drones

Será discutida a questão da aplicação dos drones na gestão agrícola e florestal com soluções em tempo real que melhoram a qualidade e produtividade no campo. Os temas como detecção de pragas e doenças na lavoura. Monitoramento de desmatamentos, limites e nascentes, acompanhamento de gado, vigilância e pulverização serão discutidos amplamente.

Cursos – 11 às 17h30 – Drones para filmagens profissionais

O curso apresentará dicas de como escolher o melhor sistema (drone, sensor, software de processamento das imagens) voltado para o entretenimento, ou seja, eventos musicais, sociais, esportivos, jornalísticos, publicidade e propaganda. Também serão abordados os melhores modelos de negócio para este tipo de prestação de serviço, dicas de pilotagem e de filmagens.

Curso – 11h às 17h30 – Montagem e manutenção de drones

Um curso prático com dicas sobre como montar e fazer a manutenção de drones. Serão apresentados os principais componentes, controles e funções dos drones, além das características técnicas da inteligência embarcada, como sensores, softwares de navegação, links de comunicação, entre outros.

12/05 – quinta-feira

Debates – 9h às 10h30 – Empreendedorismo no setor de drones

A proposta do debate é analisar o potencial do mercado de drones e indicar os modelos de negócios atuais e futuros mais atrativos para os empreendedores. O debate terá a presença de fabricantes, importadores, desenvolvedores e prestadores de serviços no segmento.

Seminários – 11 às 17h30 – Imagens para publicidade e TV com drones

Cases de sucesso com a utilização de drones em eventos sociais, esportivos, musicais e jornalísticos. O seminário trará conteúdo sobre segurança e melhores técnicas para obtenção de imagens aéreas neste segmento de entretenimento, publicidade e propaganda.

Cursos – 11 às 17h30 – Pilotagem de drones

O conteúdo abordará as principais recomendações e cuidados teóricos na pilotagem dos veículos aéreos não tripulados com o objetivo de orientar o profissional a atuar na produção de imagens.

Curso – 11 às 17h30 – Drones para mapeamento

A tecnologia de coleta de dados associada à inteligência embarcada e aos softwares de pós-processamento pode gerar informações para o mapeamento de pequenas e médias áreas. O curso vai apresentar a fotogrametria feita com drones como suporte no mapeamento por meio de câmeras.

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Drones são usados para identificar locais e envolvidos na Farra do Boi

Apesar de proibida no Brasil desde 1997, a Farra do Boi é uma prática comum durante a Quaresma no Litoral de Santa Catarina. Este ano, a fiscalização em todo estado conta com o reforço de drones para ajudar a Polícia Militar a identificar os locais dos crimes e os responsáveis.

A maior concentração de ocorrências relacionadas a esta tradição é durante a Semana Santa. Em 2014, foram 356 ocorrências e 19 pessoas detidas em todo o estado. Em 2015, o registro foi de 327 ocorrências e 10 pessoas conduzidas às delegacias, de acordo com a Polícia Militar.

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A diferença entre o número de ocorrências e o de detenção de envolvidos ocorre, principalmente porque as farras costumam ser feitas em locais isolados. Com isso, a polícia tem dificuldade para checar denúncias e dar flagrantes.

“Além de ajudar as patrulhas internas a checar denúncias, coletadas em alta definição, identificar pessoas envolvidas e agregar informações a um processo criminal ou uma punição administrativa pelo crime ambiental que envolve os maus-tratos aos animais”, afirmou o Coronel da Polícia Militar Araújo Gomes.

Animal resgatado

celDois drones foram cedidos pela polícia ambiental. Até agora, as ocorrências atendidas foram através de denúncia, a última delas foi na madrugada desta sexta-feira (25) em Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis.

“Nós chegamos rapidamente, foi uma situação bem tensa, para a população, que agrediu os policiais, mas conseguimos resgatar o animal que estava machucado e coletamos imagens e informações que vão servir de subsídios depois para a punição dos envolvidos”, explicou Gomes.

Devido à chuva forte, por enquanto, nesta sexta-feira (25), os drones não fizeram sobrevoo, mas durante o fim de semana, eles devem ter bastante trabalho pela frente.

“O uso do drone tem limitações operacionais, ventos fortes, chuvas muito intensas, mas ele pode ser utilizado com tempo adverso e à noite”, comentou o coronel.

Fonte: G1.

Polícia do Reino Unido testa Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada

A Polícia do Reino Unido está passando por um processo de testes de seis meses de Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (Remotely-Piloted Aircraft System – RPAS), mais comumente conhecidos como drones ou aeronaves teleguiadas, em Devon, Cornwall e Dorset para ajudar oficiais em diversos tipos de policiamento, incluindo buscas de pessoas desaparecidas e operações de fotografia de cenas de crime.

Iniciado em Novembro do ano passado, a polícia de Devon e Cornwall recorre aos serviços de dois Drones, DJI Inspire 1, equipados com câmeras de alta definição (HD) podendo capturar tanto imagens quanto vídeos.

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Dorset passou por preparações finais extras e iniciou os testes na sua área no fim de novembro. O inspetor Andy Hamilton, que está a frente dos testes, disse:

“Os drones oferecem muitos benefícios que complementam os Helicópteros do Serviço Nacional de Aviação Policial (NPAS). Esta tecnologia oferece uma abordagem de grande custo-benefício para a busca de pessoas desaparecidas, fotografia de cenas de crime e para as respostas a importantes acidentes rodoviários.“

“O uso de drones para a captura de imagens e vídeos de terrenos e áreas de difícil acesso, como penhascos, florestas ou pântanos, para encontrar uma pessoa desaparecida, combater crimes contra a vida selvagem ou até mesmo incidentes com arma de fogo, ajudará os oficiais a obter informações vitais, de forma rápida e segura e nos permitirá ações mais eficazes.”

As regulamentações da Autoridade de Aviação Civil (CAA) afirmam que os operadores de drone devem obter uma qualificação nacional credenciada pelo CAA.

Atualmente, a Autoridade possui três operadores treinados para o processo de teste, incluindo o inspetor Hamilton, e há planos de treinar mais oficiais, caso os testes sejam bem sucedidos.

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O inspector Hamilton acrescentou:

“Esta tecnologia ainda é limitada; os modelos que estamos usando para os testes não são capazes de operar em voos noturnos ou em condições meteorológicas adversas, mas a opção de colocar um drone no ar em poucos minutos poderia ajudar a salvar vidas.”

“Ambos os drones possuem uma transmissão de imagens em HD, o que significa que os oficiais em solo podem ver as imagens ao vivo capturadas pelo drone no ar. Os drones podem ficar no ar por até 18 minutos, antes de retornarem para o operador para a troca de baterias. Cada drone possui várias baterias e podem, portanto, ser mantidos em operação por um período prolongado de tempo, se necessário.”

Uma nova conta foi criada para o twitter, @DC_PoliceDrones, que manterá o público informado sobre onde e quando os drones estiverem em uso operacional dentro de Devon e Cornwall, assim como compartilhará imagens e vídeos operacionais dos drones em ação.

Um drone ficará baseado em Exeter e o outro em Plymouth. Os detalhes sobre o drone de Dorset serão confirmados depois.

Fontes: HeliHub

FAB estuda requisitos para uso de aeronaves remotamente pilotadas pelos Bombeiros do RJ

Rio de Janeiro – O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) realizou uma reunião com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) e órgãos de controle de tráfego aéreo no dia 04/03. O objetivo foi definir os requisitos para uma Carta de Acordo Operacional sobre a utilização de aeronaves remotamente pilotadas (RPA, do inglês remotely piloted aircraft) pela corporação.

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“O DECEA tem por missão prover a segurança da navegação aérea e nesse sentido procuramos propiciar ao CBMERJ condições seguras para a operação com a RPA em prol da vida humana, de forma coordenada e cuja finalidade é salvaguardar a navegação aérea, as pessoas e os patrimônios em solo, além de auxiliar o Corpo de Bombeiros no cumprimento de sua honrada missão”, relatou o Capitão Aviador Leonardo Haberfeld, Membro Coordenador do Comitê de Implantação RPAS do DECEA.

Em virtude do CBMERJ ser um órgão público e atuar em missões com características de busca e salvamento, é possível flexibilizar as operações por intermédio da Carta de Acordo Operacional prevista na Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 100-13 – Regras de Tráfego Aéreo para Circulação Operacional Militar.

A carta possibilitará que o Corpo de Bombeiros utilize as RPA em missões em que haja urgência ou emergência na salvaguarda da vida humana ou na incolumidade do patrimônio público ou privado. A utilização é possível sem a Carta de Acordo Operacional, porém, o documento agilizará a operação, que será previamente autorizada e deverá seguir critérios estabelecidos entre o CBMERJ e os órgãos de serviços de tráfego aéreo (ATS, do inglês Air Traffic Services).

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“É um projeto piloto dentro da corporação. Nós identificamos a necessidade de aprimorar nossos meios de apoio e que a RPA pode ser utilizada em diversas operações do Corpo de Bombeiros. Procuramos o órgão responsável para fazer análise dos riscos e sermos os precursores para que outros órgãos possam salvar vidas e não causar problemas a mais. Queremos mostrar para a população que, utilizado de forma correta, esse equipamento é bem valioso e seguro para apoiar ações do Corpo de Bombeiro”, observou o Tenente-Coronel Bombeiro Militar Rodrigo André de Oliveira Bastos, coordenador da implantação da RPA no CBMERJ.

A previsão é que a Carta de Acordo Operacional entre em vigor no mês de abril.

Fonte: DECEA-FAB.

Fotos: Luiz Eduardo Perez / DECEA

Comissão estuda emprego de VANT na Policia Militar de São Paulo

São Paulo – Em razão do avanço tecnológico, da difusão, baixos custos, e da diversidade de aplicações de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT), a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), no final de 2015, institui um Grupo de Trabalho para estudar o assunto e propor requisitos básicos de utilização desses equipamentos na Corporação.

Esse Grupo de Trabalho é composto por Oficiais representantes de todas as especialidades da PMESP e no momento estão agendando palestras e visitas com várias empresas do setor com a finalidade de verificarem os equipamentos existentes, conhecerem suas capacidades e limitações, bem como suas possibilidades de aplicações, em especial às relacionadas com as atividades de segurança pública, para poderem, ao final, discutir e propor adequadamente dentro do escopo definido.

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O Grupo de Trabalho conta ainda com a participação de Oficiais que realizaram estudos e trabalhos monográficos na área, dentre eles destaca-se o Ten Cel PM Luís Gustavo Biagioni, do Comando de Policiamento Ambiental, Oficial que iniciou os estudos de VANT na PMESP e que desenvolveu e acompanha projeto de utilização de VANT na Polícia Ambiental.

Além dos Oficiais da PM de São Paulo, foi convidado a integrar o Grupo de Trabalho um representante da Polícia Militar da Bahia, o Cap PM Arlindo Bastos de Miranda Neto, reconhecidamente um dos expoentes brasileiros nessa área, que está gerenciando um projeto de implantação de VANT na Polícia Militar da Bahia, para agregar conhecimento e experiência aos trabalhos, bem como para demonstrar a força, a coesão e o interesse dos Órgãos de Segurança Pública brasileiros aos órgãos reguladores em efetivamente utilizarem esse tipo de equipamento, principalmente em função de sua flexibilidade e versatilidade operacional.

Nessa fase de nivelamento de conhecimento, o Grupo também realizará encontros e palestras com representantes da ANAC, órgão responsável pela certificação dos equipamentos e emissão de licença para os operadores, bem como com representantes do DECEA, órgão responsável pela autorização da utilização de VANT no espaço aéreo, normas que ainda restringem a aplicabilidade de VANT nas missões de segurança pública, especialmente em áreas povoadas e em condições emergenciais.

Após esse período serão discutidos os modelos de estruturação e de emprego de VANT nas atividades da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil do Estado de São Paulo, buscando-se requisitos básicos dos equipamentos, dos operadores, bem como adequar-se às previsões das normas existentes.

Emprego de VANT nas operações do Corpo de Bombeiros de São Paulo

LEOMAR LOPES WANDERLEY
Capitão do Corpo de Bombeiros da PMESP
7º Grupamento de Bombeiros – Campinas

RESUMO

O presente artigo elaborado como parte do curso de mestrado profissional na área das ciências policiais de segurança e ordem pública, aborda uma avaliação da viabilidade de utilização de veículos aéreos não tripulados (VANT’s) por parte do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo como ferramenta de apoio ao gerenciamento de emergências, através da realização de um monitoramento por uma plataforma aérea e à distância, com o fornecimento de imagens em tempo real ao comandante das emergência, auxiliando-os desta forma, nas tomadas de decisões.

Também tem por objetivo inserir na doutrina operacional do SiCOE o conceito de utilização de veículo aéreo não tripulado como uma das ferramentas de auxílio para o gerenciamento das grandes emergências. O Corpo de Bombeiros tem como missão a preservação da vida, do meio ambiente e do patrimônio, e estando de prontidão para atender diuturnamente os cerca de quarenta e dois (42) milhões de habitantes do Estado de São Paulo, possui uma variada gama de milhares de intervenções realizadas por ano, em uma tendência que se verifica ascendente.

As atividades e as várias áreas de atuação do Corpo de Bombeiros se apresentam como cenários interessantes para o emprego desta tecnologia (VANT). A pesquisa evidencia a capacidade de captação e transmissão de imagens, o que proporciona uma consciência situacional e uma possibilidade de planejamento muito mais precisa das operações, diminuindo desta forma o risco humano, tanto de bombeiros quanto de vítimas nos locais em que ocorrem os atendimentos. Resulta deste trabalho a evidência de viabilidade de emprego de VANT nas operações do Corpo de Bombeiros, destacando-se ainda que o constante avanço e o desenvolvimento de tecnologias agregadas a estes equipamentos vem crescendo a passos largos e sendo utilizados nos mais variados campos profissionais.

Palavras-chave: Polícia Militar do Estado de São Paulo. Corpo de Bombeiros. Veículo Aéreo Não Tripulado.

1 INTRODUÇÃO

Em face da missão constitucional atribuída ao Corpo de Bombeiros, bem como, considerando-se a extensão territorial do Estado de São Paulo e a quantidade de população nele residente, aliado ao crescente número de atendimentos realizados anualmente, não pode o Corpo de Bombeiros prescindir da introdução de novas tecnologias disponíveis a fim de otimizar o emprego de seus recursos tanto humanos quanto materiais, apresentando ainda soluções atuais para uma melhor prestação de serviços à população.

A busca por novas tecnologias, a atualização dos equipamentos e o aprimoramento técnico profissional sempre foram e continuam a ser objetos de atenção por parte do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. Nas operações do Corpo de Bombeiros, quando do atendimento de grandes emergências, temos o deslocamento de efetivos oriundos de diversos quartéis, muitas vezes de Unidades distintas, bem como, o deslocamento de efetivos pertencentes a outros órgãos públicos ou mesmo de brigadas de empresas privadas, o que se transforma naturalmente em um problema para o comandante da emergência, visto que todas estas pessoas estarão dispersas no local sinistrado, dificultando, ou até mesmo impossibilitando o acompanhamento dos trabalhos de todas as equipes definidas, mas principalmente, a segurança destas, lembrando que estarão atuando em uma “zona quente” com a presença de riscos reais e potenciais.

Nestas ocasiões, em muitas das vezes, um outro fator complicador para o comandante da emergência é a adequada avaliação da área atingida, considerando que do solo há muita dificuldade ou até mesmo a impossibilidade de se avaliar a extensão exata da emergência, dos obstáculos e dos riscos existentes que irão atrapalhar ou dificultar as ações do Corpo de Bombeiros ou ainda a presença de equipe que possa estar se dirigindo para local de alto risco, ou ainda necessitando de imediato apoio e/ou resgate.

Nas situações de grandes emergências é comum solicitar o apoio aéreo através do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar do Estado de São Paulo, contudo, em razão de horário, condição climática ou mesmo distância a ser coberta, aliado ao fator “alto custo operacional” de um helicóptero, tais fatores podem ser impeditivos para a utilização de importante recurso de apoio. O aumento da capacidade de observação proporcionado pelo campo visual aéreo em muito auxilia a correta avaliação por parte do comandante da emergência, sendo assim extremamente importante para a tomada de decisões.

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O Sistema de Comando e Operações em Emergências (SICOE) tem por finalidade definir o escopo das autoridades e fixar responsabilidades. Permite a organização e coordenação do pessoal, material e estratégia a serem empregadas na emergência, desenvolvendo esforços para rápida resolução das táticas e buscando a eficiência no emprego de recursos humanos e materiais. O Plano de Operações Táticas é a atividade desempenhada pelo Comandante das Operações em um local de ocorrência durante a emergência, visando minimizar o perigo à vida e o prejuízo material.

Este plano deve conter as características do local, a descrição da emergência, vizinhanças passíveis de interferência, as frentes da ocorrência, uma previsão de materiais e pessoal a ser empregada; as tarefas em ordem de prioridade que foram ou devem ser distribuídas e para quem serão distribuídas; uma checagem do desenvolvimento das operações para possível reavaliação do plano.

O plano é dinâmico e deve estar sempre atualizado com as informações da ocorrência fornecidas pelo encarregado das Informações, estar sempre à disposição o Quadro Tático da Ocorrência, e ter acesso a todos os pontos envolvidos na ocorrência, visual ou via rádio, objetivando uma maneabilidade rápida e eficaz para fazer frente a emergência. Fornece ao Comandante das Operações o panorama e o desenvolvimento da ocorrência, deixando os dados disponíveis para eventuais consultas e possíveis deliberações (NORMA OPERACIONAL DE BOMBEIRO Nº 42 – CBPMESP, 2004).

A possibilidade de se ter uma visão aérea das ocorrências, aumenta a eficiência e a segurança da atividade operacional, pois pode ser um fator de redução do número de vítimas e danos em ocorrências atendidas, considerando que tal recurso poderá dar suporte ao comandante da emergência na consecução dos objetivos e finalidades acima descritos para o Sistema de Comando e Operações em Emergências (SICOE).

2 VEÍCULO AÉREO NÃO TRIPULADO (VANT)

Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) é uma expressão genérica que designa uma aeronave que, em regra, voa sem tripulação, projetada para operar em condições de risco em áreas consideradas perigosas ou de acesso difícil (SOUZA FILHO, 2014).

Podemos também citar a definição de veículo aéreo não tripulado (VANT) estabelecida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América, qual seja: “Veículo aéreo motorizado que não carrega um operador humano, usa forças aerodinâmicas para fornecer elevação, pode voar de forma autônoma ou ser pilotado remotamente, pode ser descartável ou recuperável, e pode carregar uma carga útil (payload) letal ou não-letal. Veículos balísticos ou não balísticos, mísseis marítimos e projéteis de artilharia não são considerados veículos aéreos não tripulados”.

Citaremos ainda as definições previstas na proposta do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial RBAC-E nº 94, constante do processo nº 00066.020773/2014-51 disponível no site da Agência Nacional de Aviação Civil (www.anac.gov.br), em fase final de elaboração para aprovação pela agência, e que trata dos requisitos gerais para veículos aéreos não tripulados e aeromodelos.

De acordo com a minuta do RBAC-E nº 94 Aeronave Remotamente Pilotada (Remotely-Piloted Aircraft – RPA) significa o VANT destinado à operação remotamente pilotada.

Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) significa toda aeronave não tripulada com finalidade diversa de recreação.

Estação de Pilotagem Remota (Remote Pilot Station – RPS) significa a estação na qual o piloto remoto exerce suas funções e onde estão instalados os equipamentos e instrumentos de indicação do voo.

Operação autônoma significa a operação normal de um VANT ou aeromodelo durante a qual não é possível a intervenção do piloto remoto no voo ou parte dele.

Operação remotamente pilotada significa a operação normal de um VANT ou aeromodelo durante a qual é possível a intervenção do piloto remoto em qualquer fase do voo, sendo admitida a possibilidade de voo autônomo somente em casos de falha do enlace de comando e controle, sendo obrigatória a presença constante do piloto remoto, mesmo no caso da referida falha do enlace de comando e controle.

Piloto remoto é a pessoa que manipula os controles de voo de um VANT ou aeromodelo.

Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (Remotely-Piloted Aircraft System – RPAS) significa todo o conjunto de elementos abrangendo uma RPA, a RPS correspondente, os enlaces de comando e controle requeridos e quaisquer outros elementos que podem ser necessários a qualquer momento durante a operação.

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2.1 CLASSIFICAÇÃO DOS VANT’S

No Brasil os VANT’s (drones) são classificados, de acordo com a proposta do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial RBAC-E nº 94 (grifo nosso), e regulamentados conforme seu propósito de uso. Se for para lazer, esporte ou hobby, o equipamento é visto como um aeromodelo, pode ser um mini helicóptero, uma réplica de um jato ou até mesmo um helicóptero de várias hélices.

No entanto, se o uso de drones for para outras finalidades, tais como pesquisa, experimentos ou serviços, o aparelho passa a ser entendido como um VANT ou Drone, desde que possua carga útil embarcada necessária para o equipamento voar. Exemplos dessa carga útil são as câmeras acopladas para o desenvolvimento do imageamento (INSTITUTO GEOEDUC, 2015 – www.geoeduc.com).

O RPAS e a RPA são classificados de acordo com o Peso Máximo de Decolagem (PMD) da RPA da seguinte maneira:

Classe 1: RPA com PMD maior que 150 kg. A regulamentação prevê que equipamentos deste porte sejam submetidos ao processo de certificação similar ao existente para as aeronaves tripuladas, e com os ajustes dos requisitos de certificação ao caso concreto. Os equipamentos serão registrados no Registro Aeronáutico Brasileiro;

Classe 2: RPA com PMD maior que 25 kg e menor ou igual a 150 kg.O regulamento apresenta os requisitos técnicos a serem observados pelos fabricantes. A aprovação de projeto ocorrerá apenas uma vez. Os equipamentos serão registrados no Registro Aeronáutico Brasileiro;

Classe 3: RPA com PMD menor ou igual a 25 kg. Aos equipamentos com peso menor ou igual a 25kg se aplicará regra simplificada, constante na apresentação de manual de voo e avaliação de segurança. Os equipamentos que forem operados até 400 pés (120 m) acima do nível do solo e em linha de visada visual serão cadastrados (apresentação de informações sobre o operador e equipamento).

A unidade de medida considerada para o rótulo “Peso Máximo de Decolagem” é a de massa (kg), em razão da cultura aeronáutica já consagrada pelo uso que habituou a chamar de “peso” aquilo que na verdade se refere à “massa”.

2.2 REGRAS DE UTILIZAÇÃO

Considerando-se o rápido desenvolvimento desta tecnologia que já vem sendo empregada nos mais diversos campos profissionais em todo o mundo, tanto no emprego militar como no civil, e considerando que os VANT’s estão de fato dividindo o espaço aéreo com as aeronaves tripuladas, representando para estas um perigo real, uma das grandes questões que aflige as autoridades aeronáuticas de todos os países é justamente a regulamentação do uso e emprego de tais veículos aéreos, de maneira a tornar a circulação aérea segura para todos os operadores, sejam de aeronaves tripuladas ou não.

Alguns, a exemplo da Argentina, já estabeleceram suas regras, de forma a buscar manter o tráfego aéreo seguro. No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) iniciou consulta pública visando legalizar o uso dos drones no Brasil. E isto é bastante importante para que os fabricantes e também os usuários de tais equipamentos possam desenvolver seus trabalhos com segurança, cabendo lembrar que o foco principal da regulamentação são as aeronaves remotamente pilotadas (RPA), de caráter não recreativo e de voo não autônomo, e visam priorizar a segurança do espaço aéreo, com apoio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), além do controle da operação e fabricação dos VANT’s, tanto brasileiros como os importados.

Atualmente a legislação prevê que para operação, qualquer aeronave deve ser autorizada (Lei nº 7.565/86). Uma Instrução Suplementar da ANAC, datada de 2012, prevê a emissão de autorização somente para pesquisa e desenvolvimento e treinamento de tripulação. (IS nº 21-001). Há também a Portaria nº 207/STE/1999, que estabelece regras para operação do aeromodelismo no Brasil.

De acordo com a ANAC, as premissas observadas para se buscar a regulamentação, tem por objetivo, viabilizar operações desde que a segurança às pessoas possa ser preservada; minimizar o ônus administrativo e a burocracia; e permitir a evolução da norma conforme ocorra o desenvolvimento do setor.

De acordo com a proposta de regulamentação da ANAC que se encontra em consulta pública, resumidamente, os quesitos para licença, habilitação e certificados são os seguintes:

Para as Classes 1 e 2: peso maior que 25 kg – todos os pilotos deverão ser maiores de 18 anos, será requerido Certificado Médico Aeronáutico (CMA), serão requeridas licença e habilitação, e deverá haver o registro de todos os voos.

Para a Classe 3: peso menor ou igual a 25 kg – todos os pilotos deverão ser maiores de 18 anos, não será requerido Certificado Médico Aeronáutico (CMA), serão requeridas licença e habilitação apenas para quem pretender operar acima de 400 pés (120 m), e não será necessário elaborar o registro dos voos.

Apenas a título de conhecimento citamos que para os aeromodelos (utilizados para fins recreativos) não há limite de idade estabelecido para o operador, não será requerido Certificado Médico Aeronáutico, e não serão requeridas licença ou habilitação, contudo, a operação estará limitada a 400 pés (120 m), e também não será necessário registro dos voos.

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Cabe observar ainda que, de acordo com a proposta de regulamentação da ANAC, será exigido seguro com cobertura de danos a terceiros para todos os RPA (das três classes), com exceção de órgãos de segurança pública e defesa civil.

Órgãos de segurança pública e defesa civil poderão operar em quaisquer áreas, sob responsabilidade do órgão (ou do operador que estiver a serviço deles), desde que observadas as demais exigências da futura norma. Essas operações não precisarão possuir seguro com cobertura de danos a terceiros.

3 APLICABILIDADE

O VANT, em função dos diversos equipamentos que podem ser embarcados fornece uma série de oportunidades de utilização, como verificado na literatura (SANTOS, 2011).

Segundo ALMEIDA e NETO (2009), Apud SANTOS (2011) também foram utilizados no território norte-americano em ações de busca e salvamento de sobreviventes na cidade de Nova Orleans devastada pelo furacão Katrina. […] eram equipados com câmeras de TV, GPS e sensores infravermelhos que permitiam o monitoramento das áreas devastadas, de forma a orientar as equipes de salvamento em terra em meio aos destroços provocados pela passagem do furacão.

Apenas a título de ilustração, sem entrar em detalhes técnicos operacionais, citaremos algumas situações em que o emprego de veículo aéreo não tripulado (VANT) poderia ser vantajosa nas operações do corpo de Bombeiros:

– Transmissão e recepção de dados e imagens em tempo real para análise de cenário de operação (cabendo se observar que uma situação desta ocorreu de fato, e serve de base para estudo de caso, na ocorrência de incêndio no parque de tanques da empresa Ultracargo, no bairro da Alemoa em Santos, no mês de abril de 2015);

– Reconhecimento inicial de área sinistrada;

– Busca de pessoa desaparecida em área de cobertura vegetal ou em enchentes;

– Busca de afogados;

– Identificação e monitoramento de emergências com produtos perigosos (através da acoplagem de sensores químicos próprios);

– Salvamento aquático;

– Mapeamento de áreas de risco;

– Incêndios florestais, etc.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As informações colhidas durante uma operação emergencial do Corpo de Bombeiros podem perfeitamente serem colhidas por uma ferramenta tecnológica, ainda com a possibilidade de envio em tempo real para um centro de operações.

As imagens fornecidas por um VANT, em tempo real, seriam fundamentais para as equipes de socorro, sejam do Corpo de Bombeiros ou de qualquer segmento envolvido (SANTOS, 2011). Sendo o tempo um fator determinante em todas as situações emergenciais, o VANT tem bom espectro de relação, sendo que as imagens podem contribuir na escolha do itinerário que será seguido pelas equipes de atendimento, no acompanhamento do desenvolvimento do cenário, na identificação de focos prioritários e muito mais.

Por óbvio não devemos apenas limitar nossa percepção de uso de VANT’s para a captação e transmissão de imagens, o que é muito importante para o gerenciamento de uma operação de emergência, mas existe uma gama muito ampla de possibilidades de uso desta tecnologia, algumas já desenvolvidas e outras ainda em desenvolvimento, e que logo mais estarão disponíveis e que podem e devem ser incorporadas aos procedimentos de atendimento do Corpo de Bombeiros, não só de São Paulo mas de muitos outros países, e sempre é claro, respeitando a normatização legal que regula o uso destas aeronaves de forma a garantir a segurança das operações aéreas.

Ressalte-se ainda que o emprego de VANT’s não prescinde do apoio de aeronaves tripuladas, que possuem seu espectro de missões definidos e são necessárias em muitas das operações de emergências.

Por conseguinte, o tema ora abordado, além de cativante e atual, é de suma importância e de grande utilidade para o aperfeiçoamento das operações do Corpo de Bombeiros, e merece com certeza estudos complementares, dado o seu amplo espectro de emprego e franco desenvolvimento.


REFERÊNCIAS

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui% C3%A7ao.htm.

SÃO PAULO Constituição do Estado de São Paulo. Disponível em: http://www.legislacao.sp.gov.br/legislacao/index.htm.

DOS SANTOS, Érico Rossano Moreto. O Emprego de Veículo Aéreo Não Tripulado na Segurança Pública: uma proposta para o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Rio de Janeiro. 2011.

BIAGIONI, Luís Gustavo. UTILIZAÇÃO DE VEÍCULOS AÉREOS NÃO TRIPULADOS PELA POLÍCIA MILITAR AMBIENTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO. São Paulo. 2010.

SOUZA FILHO, Cleótheos Sabino. A UTILIZAÇÃO DE VEÍCULO AÉREO NÃO TRIPULADO NAS OPERAÇÕES POLICIAIS-MILITARES DE PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. São Paulo. 2014.

BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL (ANAC). Disponível em: www.anac.gov.br.

BRASIL. Instituto Geoeduc. Disponível em: www.geoeduc.com.

BRASIL. Internet. Google Imagens. Disponível em: www.google.com.br.


Aeronáutica define novas regras para drones e proíbe uso em áreas urbanas

A Aeronáutica proibiu a utilização de drones (veículos controlados remotamente) em áreas públicas com grande concentração de pessoas, como centros urbanos e grandes eventos esportivos. O uso em áreas rurais ainda é permitido.

Na prática, a regra busca evitar acidentes em momentos de aglomeração, como está previsto para acontecer durante os Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro.

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De acordo com a nova regulamentação, publicada pelo Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) em novembro do ano passado, a autorização para o uso dos drones em áreas urbanas dependerá da aprovação de uma série de requisitos de segurança pela Aeronáutica, que serão avaliados caso a caso.

Os drones, no entanto, estão liberados em espaços particulares, desde que os proprietários dos imóveis permitam a utilização e se responsabilizem por eventuais acidentes.

Segundo o Decea, a nova regulamentação segue padrões internacionais e será atualizada conforme os avanços tecnológicos destes aparelhos.

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) propôs em setembro do ano passado um regulamento específico para o uso de drones no país.

O uso desse tipo de veículo só será permitido com autorização de quem está embaixo dele num raio de até 30 metros de distância. A regra praticamente proíbe o uso das máquinas em áreas urbanas, por exemplo, já que todos os que estiverem em tal perímetro, não importando a altura dela, terão que autorizar a operação.

O regulamento, entretanto, ainda não está em vigor. Isso só acontecerá depois que a agência concluir a análise das sugestões que foram encaminhadas ao órgão durante o período em que as regras ficaram em audiência pública.

Fonte: Folha de São Paulo

Polícia holandesa treina águias para abater drones

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A polícia holandesa, em parceria com a agência antiterrorista holandesa (NCTB) e os ministérios de Justiça e Defesa do país, treina águias para que sejam capazes de interceptar drones e aviões não-tripulados e evitar, assim, incidentes de segurança ou uso por delinquentes e terroristas. A polícia considera que no futuro esses equipamentos serão utilizados cada vez mais pelos criminosos.

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“Todo o mundo pode ter um drone, e isto inclui gente que queira fazer mal uso”, declarou o porta-voz policial Michel Baeten, que destacou que as águias constituem “uma peça de equipamento multifuncional, o que implica que é possível organizar também um ataque com elas”. A iniciativa ainda está em período de testes.

As águias identificam os drones como uma presa, os agarram e os depositam em um lugar onde não haja outras aves ou seres humanos, explicou a polícia holandesa em um comunicado.

Além dos pássaros, as forças de segurança da Holanda trabalham no uso de sistemas eletrônicos avançados que possam ser usados como controle remoto de um drone, e na programação de um avião não-tripulado capaz de abater um aparelho inimigo, segundo confirmou a polícia na nota.

A decisão sobre se vão usar ou não as águias para abater drones ocorrerá nos próximos meses.

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Fonte: DutchNews e Veja.

Polícia Militar da Bahia orienta sobre uso de drone durante o Carnaval

Bahia – Equipamento cada vez mais utilizado para o registro de imagens aéreas, as Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP), conhecidas como drones, precisam de autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) para serem utilizados profissionalmente pelos operadores remotos.

Graer faz palestra sobre o uso de Drone Na foto: Renato Lima, Comandante do Graer/PM-BA Na foto: Elói Corrêa/GOVBA

Com o objetivo de ampliar a segurança de quem trabalha ou curte o Carnaval de Salvador e orientar os operadores deste tipo de equipamento, a Polícia Militar da Bahia (PMBA), por meio do Grupamento Aéreo (Graer), realizou o 2º Encontro para Esclarecimentos sobre o Uso de Drone nas Festas de Populares de Salvador na manhã desta sexta-feira (22), no Quartel do Comando Geral, no Largo dos Aflitos.

Na oportunidade, o comandante do Graer, major Renato Lima, explicou a um grupo de operadores remotos os critérios para utilização do equipamento, bem como as sanções que são aplicadas quando alguém é flagrado sem a licença, ou seja, clandestinamente. “O emprego deste tipo de aeronave não tripulada enseja regras, autorizações e certificações para ser inserida no espaço aéreo”, disse o major.

Qualquer pessoa pode adquirir uma ARP, pois é livre o uso para fins de aeromodelismo (recreativo). Ainda assim, algumas recomendações devem ser cumpridas como, por exemplo, a distância mínima de 30 metros em relação ao solo, animais ou pessoas.

Graer faz palestra sobre o uso de Drone Na foto: Elói Corrêa/GOVBA

Sanções

O descumprimento das regras, seja para uso profissional ou recreativo, pode resultar em sanções penais ou infrações administrativas. “A legislação prevê que nenhuma aeronave pode voar sem estar autorizada. Falando particularmente do drone, [ele] carece das duas autorizações. Uma que certifica sobre a condição segura para voar e outra que permite a inserção no espaço aéreo”, explicou Lima.

De acordo com o delegado federal Marcel Oliveira, quando ocorrer algum incidente envolvendo drone, a Polícia Federal pode ser acionada. “A Polícia Federal atuará no caso de um drone colocar em risco uma pessoa ou patrimônio ou ainda uma aeronave. Nestes casos, será instaurado um inquérito. No caso de um flagrante, o operador da aeronave pode ser preso e indiciado nos termos do artigo 251 do Código Penal Brasileiro”.

O artigo 251 prevê que um operador que expõe uma aeronave ao risco pode receber uma pena inicial de dois a cinco anos. “Se de fato a aeronave vier a cair, essa pena pode ser majorada e ir de quatro a 12 anos”, informou o delegado federal.

Graer faz palestra sobre o uso de Drone Na foto: Elói Corrêa/GOVBA

Riscos

Um dos participantes do encontro foi o cinegrafista e operador remoto de drone Daniel Pujol. Ele, que vai captar imagens aéreas da folia no Pelourinho e nos circuitos Barra-Ondina e Campo Grande, considera fundamental o cumprimento das regras de segurança, tanto por profissionais, quanto pelos amadores.

“É importante porque muita gente meio que cai de paraquedas no ramo. Tem a câmera, é cinegrafista, trabalha no meio, mas não entende a relação que isso [a utilização do drone] tem com a aviação, às vezes burlando ou infringindo leis de aviação, tanto no que se refere à altura, quanto à zona de voo. Pois [em] alguns locais [os drones] são proibidos”.

Há drones que podem alcançar até mil metros de altitude, o que, segundo Pujol, equivale a sete mil pés na linguagem da aviação. “Essa altura está acima do mínimo permitido para helicópteros e aviões. Ou seja, por estarem na mesma zona de voo, corre o risco de algum contato. Mas a gente, no mundo do aeromodelismo e do drone, estabeleceu a altitude máxima de 120 metros, para não oferecer risco à aviação”.

Graer faz palestra sobre o uso de Drone Na foto: Elói Corrêa/GOVBA

Fonte: Agência de Notícias da Bahia, por Jhonatã Gabriel.

Fotos: Elói Corrêa/GOVBA.

GRAer/BA: Grupamento Aéreo realiza II Encontro com operadores de aeronaves remotamente pilotadas (RPA)

Na próxima sexta-feira, dia 22 de janeiro de 2016, às 10h, no auditório do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar da Bahia (QCG), situado na Praça Azpicueta Navarro, Largo dos Aflitos, bairro do Campo Grande, ocorrerá o II Encontro para Esclarecimentos sobre o Uso de Drones (RPA) nas festas populares de Salvador.

RPA Graer

A PMBA, através de seu grupamento Aéreo (GRAER), criou esse momento para facilitar o acesso dos usuários de Multirrotores, como também são chamadas as Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPA), aos conhecimentos técnicos aeronáuticos, bem como revelar quais os contornos legais para se operar esse equipamento nas ruas de Salvador.

Como afirma o Major PM Renato Lima, “existe um trâmite administrativo para o emprego no espaço aéreo brasileiro, bem como implicações legais e tais informações ainda são desconhecidas pela maioria da comunidade  que opera essas aeronaves” e continuou “um instrumento, aparentemente, inofensivo pode resultar em risco para outras aeronaves, em lesão para as pessoas da população em solo, bem como ter consequências prejudiciais para prédios e edificações na superfície”.

RPA Graer2

Além da oportunidade de difusão das informações técnicas, foram convidados outros órgãos para a reunião, pois pretende-se também aproximar os potenciais operadores de RPA das autoridades responsáveis por cada área do conhecimento.  Com essa ação, esperamos reduzir as possibilidades de desdobramentos na área de Segurança Pública que tenham um prejuízo direto para o povo baiano e para os foliões que comparecem nos momentos das festas.

A PMBA está fazendo a sua parte para impedir que pessoas de boa fé sejam induzidas a realizar ações desalinhadas com as leis do nosso país e os regulamentos que conduzem a vida em sociedade. Preferimos agir dessa forma, sempre se antecipando e fazendo uma corrente do bem entre a PMBA e a sociedade.

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Fonte: GRAer/BA

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