Paraíba – Depois de dois anos de trabalho do Governo da Paraíba para implantar o sistema de resgate por UTI aérea, a primeira remoção foi realizada com sucesso. A Central de Regulação do Estado recebeu a solicitação para o transporte aéreo no final da tarde de quinta-feira (04).

Após a liberação de vaga no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa, uma mulher de 60 anos, vítima de infarto agudo do miocárdio, pôde ser removida num voo em que estavam, além do comandante Álvaro do Corpo de Bombeiros, o copiloto R Meneses, o enfermeiro Nunes e o médico Cabo Casado.

Segundo a equipe, a paciente foi recebida com quadro estável que permitia o transporte em segurança, estava consciente e orientada. No hospital Metropolitano, para onde foi transportada, a paciente passou pelo processo de desobstrução de artéria por meio de cateterismo e angioplastia.

“Sabíamos da importância do atendimento especializado que ela receberia no Metropolitano e, graças à estrutura da aeronave, garantimos um voo seguro”, explicou Álvaro,  comandante do Grupo de Resgate Aeromédico (Grame).

“É uma alegria imensa para nós e toda a tripulação. Estávamos em treinamento quando recebemos o chamado e prontamente abortamos o treinamento para cumprir a missão. Analisamos a situação da paciente, condições climáticas e sobrevoamos com toda segurança e responsabilidade”, complementou.

O serviço aeromédico

O Grupo de Resgate Aeromédico (Grame) da Paraíba é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social e a Secretaria de Estado de Saúde e vai possibilitar a implantação do transporte aeromédico entre todas as regiões da Paraíba.

A aeronave é um monomotor modelo Piper Saratoga PA-32R-301T. Além do serviço de UTI aérea para o transporte de pacientes de maneira programada, regulados através da Secretaria de Saúde, a aeronave Bombeiro 01 é utilizada também na captação de órgãos e tecidos, transporte inter-hospitalar, repatriação de cidadãos paraibanos e no apoio às operações institucionais do Governo, da Secretaria da Segurança e do CBMPB.

A autonomia é de 4 horas de voo e possui capacidade para transportar 01 paciente, 01 médico, 01 enfermeiro, e a tripulação formada pelo piloto e o copiloto.

Grupo de Resgate Aeromédico da Paraíba realiza sua primeira missão.

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