Portugal – Foram 511 coordenações de ações de Busca e Salvamento e 589 pessoas salvas. Na área de responsabilidade do MRCC Lisboa foram coordenadas 318 ações de Busca e Salvamento, que resultou no salvamento de 433 pessoas. Na área de responsabilidade do MRCC Delgada foram coordenadas 135 ações de Busca e Salvamento, em que foram salvas 78 pessoas. E na área de responsabilidade do Subcentro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo do Funchal (MRSC Funchal) foram coordenadas 58 ações de Busca e salvamento, que resultou em 78 vidas salvas.
Para o sucesso do sistema de busca e salvamento de Portugal contribuem diferentes organizações e são empenhados meios de diversas entidades nomeadamente da Marinha, da Autoridade Marítima Nacional, da Força Aérea Portuguesa (FAP) do Instituto Nacional de Emergência Médica – Centro de Orientação de Doente Urgentes no mar (INEM CODU-MAR), dos Serviços Nacionais e Regionais de Proteção Civil e Bombeiros, das Administrações Marítimas e Portuárias, e do Sistema de Controlo de Tráfego Costeiro.
Além desses órgãos, é fundamental o apoio prestado pelos navios mercantes e embarcações de pesca nas ações de busca e salvamento, que se desviam das suas rotas comerciais e interrompem a sua atividade profissional para prestarem o auxílio necessário, sempre coordenados pelos Centros Nacionais – MRCC Lisboa e MRCC Delgada.
Os Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Portugal já foram reconhecidos nacional e internacionalmente com diversos prémios e mantém a salvaguarda da vida humana no mar, 24 horas por dia, nos 365 dias do ano.
Rio Grande do Norte – No dia em que celebrou seu 53º aniversário de criação, o Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAV) – Esquadrão Falcão -, sediado na Base Aérea de Natal (BANT), em Parnamirim (RN) reafirmou o propósito que o define desde sua criação: salvar vidas.
Na madrugada do dia 10/11, o 1º/8º GAV realizou o resgate de um homem em uma embarcação pesqueira a 62 milhas náuticas da costa cearense. O Comando de Operações Espaciais (COMAE) da Força Aérea Brasileira (FAB) responsável pela coordenação de missões aéreas, acionou o Esquadrão após o contato do Centro de Coordenação e Busca e Salvamento (SALVAERO) de Recife (PE).
A aeronave H-36 Caracal, empregada na missão, decolou de Natal (RN), às 1h35, realizou reabastecimento em Fortaleza (CE), às 4h40 e, prosseguiu diretamente à vertical da embarcação para realizar o resgate de um pescador, que apresentava sintomas de apendicite grave.
No local, o helicóptero manteve o voo pairado enquanto homens de resgate SAR (Search and Rescue) desceram até o convés do barco e içaram a vítima, que foi, posteriormente, estabilizada pela equipe médica a bordo do H-36 Caracal.
Composta por pilotos, operadores de sensores, operadores de equipamentos especiais, mecânico, médicos e homens de resgate, a tripulação demonstrou o profissionalismo que marcam a trajetória do Esquadrão Falcão desde sua criação, em 10 de novembro de 1972, na cidade de Belém (PA) com o lema: “Pela Vida, Pela Pátria, por Amor à Nação.”
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Esquadrão Falcão realiza resgate aeromédico de pescador a 62 milhas da costa no dia de seu 53º aniversário. Foto: Divulgação
Esquadrão Falcão realiza resgate aeromédico de pescador a 62 milhas da costa no dia de seu 53º aniversário. Foto: Divulgação
Quatro militares do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) participaram do Curso Básico Teórico de Busca e Salvamento – SAR 0005, realizado na Base Aérea de Campo Grande.
A capacitação, promovida pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) da Força Aérea Brasileira e ministrada por militares do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), teve como foco ampliar o conhecimento dos participantes sobre os procedimentos adotados nas operações de busca e salvamento aeronáutico.
O curso também apresentou a estrutura e o funcionamento do Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (SISSAR), certificando os concluintes como elos do Sistema em território nacional.
A turma contou com 29 alunos, entre eles os bombeiros militares Capitão Gabriel Ferreira Lopes, Capitão Jônatas Lira Costa e Silva de Lucena, Tenente Victor Hugo Blanco e Soldado Leony Guimarães da Silva.
Durante a formação, os participantes estudaram como são planejadas e executadas as operações de busca e salvamento da Força Aérea, abrangendo emprego de pessoal, utilização de equipamentos especializados e todos os recursos necessários para o resgate de vítimas em situações complexas.
Outro ponto de destaque foi o estudo do COSPAS-SARSAT, sistema internacional de satélites responsável por detectar sinais de emergência emitidos por radiobalizas instaladas em aeronaves, embarcações e dispositivos pessoais. Ao identificar um alerta, o sistema encaminha as informações aos centros de controle, que acionam as Autoridades de Busca e Salvamento (SAR) responsáveis pelo atendimento, reduzindo significativamente o tempo de resposta e aumentando as chances de sobrevivência.
O encerramento do curso contou com a apresentação de estudos de casos reais, exercícios práticos de Busca e Salvamento e visita às aeronaves do Esquadrão Pelicano, unidade da FAB especializada em missões de busca e salvamento em todo o país. Após as avaliações finais, os participantes receberam o certificado de conclusão.
Com a certificação dos quatro militares do CBMMS, a Corporação fortalece sua integração ao SISSAR e amplia sua capacidade de atuação conjunta em missões de busca e salvamento aeronáuticas realizadas em Mato Grosso do Sul.
Militares do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul concluem Curso Básico de Busca e Salvamento na Base Aérea de Campo Grande. Foto: Divulgação
“Eu sempre tive o desejo de salvar vidas”, conta o Capitão-Tenente Abdulan da Costa Alves de Sá, Tripulante Aéreo de Resgate da Marinha do Brasil (MB). Foi essa motivação que o levou a se especializar na área, atuando em missões de Busca e Salvamento (SAR) a partir de aeronaves.
O Oficial Abdulan integra o Grupo de Tripulantes Aéreos de Resgate (GSAR), que, nos últimos cinco anos, respondeu a cerca de 70 chamados de socorro. Desde 2017, a Marinha formou oito turmas nessa especialidade, totalizando 56 militares habilitados. Com o capacete laranja característico do uniforme e os equipamentos de corda para resgate, os militares carregam consigo a missão de colocar o lema internacional das operações SAR em prática: “Para que outros possam viver”.
E foi justamente com isso em mente que o Capitão-Tenente, há quase 20 anos na Força, decidiu mudar a rota há dois, dedicando-se à especialização de Tripulante Aéreo de Resgate (TAR). “Quando descobri que essa especialização envolvia resgates reais e contato direto com situações de emergência, percebi que era uma oportunidade única de colocar isso em prática. Foi essa vontade de fazer a diferença que me motivou a seguir nesse caminho”, confidenciou o militar.
Pouco tempo após a conclusão do curso, ele precisou lidar com um dos maiores desafios da carreira: responder ao chamado da Operação Taquari II, destinada ao socorro às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, em maio de 2024. Na ocasião, durante os 34 dias de missão, o militar realizou 34 resgates.
“O que mais me marcou foi o resgate de uma família inteira: a mãe, grávida de gêmeos, carregava um bebê de apenas um ano no colo e estava acompanhada do marido. Conseguimos retirar todos em segurança. Foi um momento que reforçou para mim o verdadeiro sentido da nossa missão”, relembrou o TAR.
Tripulante aéreo da Marinha do Brasil destaca atuação no resgate em missões de busca e salvamento. Foto: Divulgação.
Um outro desafio é o resgate em alto-mar. O acionamento de socorro em embarcações pesqueiras e mercantes também faz parte da rotina do GSAR. Durante um serviço de prontidão, a equipe do Capitão-Tenente Abdulan foi acionada para socorrer um tripulante de navio petroleiro com suspeita de apendicite, no estado do Espírito Santo, a 100 quilômetros de distância da capital capixaba. Por estar longe da costa, a única esperança de salvamento era a aeronave.
“Durante a operação, realizamos um pouso para abastecimento e seguimos em direção ao navio mercante onde se encontrava a vítima em estado grave, aguardando socorro. O mar estava bastante agitado e o navio apresentava estruturas elevadas que dificultavam a infiltração do TAR. A manobra exigiu muita energia da equipe e, sobretudo, grande precisão por parte dos pilotos. Devido à gravidade da situação, o resgate precisou ser realizado com maca, o que tornou a operação ainda mais complexa. Conseguimos retirar a vítima em segurança e transportá-la para local adequado, garantindo atendimento médico de urgência”, relembrou o Capitão-Tenente.
Para atuar nessas missões, o militar precisa passar pelo Curso Especial de Tripulante Aéreo de Resgate para Busca e Salvamento, realizado no Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN), em São Pedro da Aldeia (RJ). Durante a formação, o aluno é submetido a estágios práticos exigentes, como o de montanha, com o Exército Brasileiro e o de resgate em altura com o Corpo de Bombeiros.
O preparo físico também é um dos requisitos para a conclusão dessa etapa. O Capitão Tenente Abdulan ainda afirma que o aprestamento não se encerra com o curso: “o adestramento contínuo e a vivência em missões são indispensáveis para manter o preparo”, comentou.
O trabalho em equipe é também uma das características da função. Nenhum salvamento é individual. Além do TAR, a missão de socorro a partir de aeronaves conta com piloto, tripulantes, profissionais de saúde e a equipe de apoio em terra. É justamente essa integração que garante o sucesso dos resgates, segundo o Capitão-Tenente Abdulan.
O sentimento de gratidão é mais um dos que ele destaca ao definir sua atuação na MB. A vida, segundo ele, passa a ter um valor diferente: “essas experiências nos mostram que, a qualquer momento, qualquer pessoa pode precisar de ajuda. Cada resgate reforça o quanto a vida humana é valiosa e o quanto precisamos estar prontos para protegê-la”, concluiu.
Grupo de Resgate e Salvamento
O Grupo de Tripulantes Aéreos de Resgate (GSAR) é a unidade da MB especializada em missões de socorro e salvamento, atuando principalmente em situações de perigo no mar e em apoio a tragédias e desastres naturais. Sua função é coordenar e executar Operações de Socorro com o objetivo central de preservar vidas humanas, principalmente em águas jurisdicionais brasileiras e em áreas próximas sob responsabilidade do País.
O funcionamento do GSAR envolve a mobilização de meios navais e aéreos, como navios, aeronaves e equipes especializadas, capazes de responder rapidamente a emergências. O grupo também pode atuar em integração com outros órgãos de resgate, como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil.
Na prática, o GSAR atua no resgate de náufragos, no atendimento a acidentes marítimos e aeronáuticos, no auxílio a embarcações em perigo e resposta a catástrofes naturais. O Serviço de Busca e Salvamento Marítimo (SALVAMAR) no Brasil foi formalmente instituído em 1970, consolidando a estrutura SAR nacional, da qual o GSAR é parte fundamental.
Tripulante aéreo da Marinha do Brasil destaca atuação no resgate em missões de busca e salvamento. Foto: Divulgação.
Amapá – O Governo do Estado divulgou um balanço das ações realizadas pelo Grupo Tático Aéreo (GTA) nos primeiros cinco meses de 2025. O levantamento aponta 31 operações de salvamento e resgate de janeiro até quinta-feira (29). A maior parte dos atendimentos acontecem em comunidades de difícil acesso no Amapá e Pará.
O GTA é integrado ao sistema operacional de ação imediata da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), e tem como principal objetivo realizar multimissões, como atendimentos de resgate e ajuda humanitária.
Trabalho ágil e eficiente
Na quarta-feira (28), o GTA realizou dois procedimentos que garantiram remoção rápida de vítimas. No início da manhã, um homem de 43 anos sofreu acidente durante um trabalho de roçagem. A ocorrência aconteceu no distrito de Igarapé do Lago, área quilombola, localizada na BR-156, no município de Santana, a 90 quilômetros de Macapá.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que estava a bordo do helicóptero Gavião 01, fez a estabilização do paciente para seguir ao Hospital de Emergência, na capital. Chegando em Macapá, o pouso foi realizado no campo do estádio Glicério Marques, que fica próximo à unidade hospitalar.
O GTA foi novamente acionado no período da tarde para a segunda ocorrência, que aconteceu na comunidade Rio Serraria Grande, no município paraense de Afuá. A vítima, um adolescente de 13 anos, sofreu queda enquanto subia em um açaizeiro.
O pouso foi feito em um campo de futebol da comunidade e, para chegar ao local de difícil acesso, onde estava o adolescente acidentado, as equipes do SAMU e GTA, deslocaram-se pelo rio em embarcação tipo rabeta. Feita a estabilização da vítima, o trajeto foi refeito até a remoção para o helicóptero e ida para Macapá. “Essencial o uso da aeronave, o tempo é primordial nesse tipo de ocorrência”, frisou capitão Bryan Fonseca, subcoordenador do GTA.
Salvamento
Em março deste ano, em uma ação rápida, quatro homens que estavam desaparecidos há dois dias na Reserva Extrativista do Rio Cajari, localizada no município de Laranjal do Jari, na Região Sul do Amapá foram encontrados com vida pela equipe do Grupo Tático Aéreo.
Devido ao plano de voo operacional, que traçou possíveis localizações dos homens, foi possível observar um sinal de fumaça em meio a floresta fechada. Foi realizada a técnica de rapel, quando um dos tripulantes desceu pelas cordas da aeronave até o solo para encontrar as vítimas. Após receberem os cuidados iniciais, os homens foram embarcados no helicóptero e transportados para a área segura e entregues para suas famílias.
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GTA realiza 31 operações de resgate e salvamento nos primeiros cinco meses de 2025 no Amapá e Pará: Foto: Divulgação
GTA realiza 31 operações de resgate e salvamento nos primeiros cinco meses de 2025 no Amapá e Pará: Foto: Divulgação
GTA realiza 31 operações de resgate e salvamento nos primeiros cinco meses de 2025 no Amapá e Pará: Foto: Divulgação
GTA realiza 31 operações de resgate e salvamento nos primeiros cinco meses de 2025 no Amapá e Pará: Foto: Divulgação
GTA realiza 31 operações de resgate e salvamento nos primeiros cinco meses de 2025 no Amapá e Pará: Foto: Divulgação
O Brasil registrou 2.907 casos de incidentes do Sistema de Busca e Salvamento em 2024, dos quais 30 evoluíram para operações de busca e salvamento, incluindo casos aeronáuticos, marítimos, homem ao mar e evacuações aeromédicas. Os números constam no Anuário SAR (Search and Rescue) elaborado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e referem-se especificamente aos casos com a participação da Força Aérea Brasileira (FAB).
O relatório aponta ainda que 21 pessoas foram resgatadas com vida com a participação da FAB. O esforço aéreo total para as missões SAR acumulou cerca de 234 horas de voo, distribuídas entre as diversas missões e regiões de atuação.
O Brasil ocupa destaque no cenário internacional do Programa Cospas-Sarsat, apesar do obstáculo cultural dos falsos alertas. Um fator responsável por esses números são os acionamentos equivocados das balizas de emergência (Transmissores Localizadores de Emergência – ELT e EPIRB), equipamentos embarcados na grande maioria das aeronaves e embarcações que são acionados em casos de emergência por uma ação voluntária ou por um impacto sofrido.
O sinal captado por satélites é transmitido aos Centros de Coordenação de Salvamento Aeronáutico (SALVAERO) através do Centro Brasileiro de Controle de Missão (BRMCC). Ao longo de 2024, foram recebidos 1.236 sinais de alerta, dos quais 19 foram reais, 607 de mau uso, 114 sinais devido a mau funcionamento dos equipamentos, 54 ativações voluntárias, além de outros sinais indevidos, completando o total de 935 falsos alertas.
Segundo o Chefe da Divisão de Busca e Salvamento (DSAR) do Subdepartamento de Operações do DECEA, Major Aviador Bruno Vieira Passos, os dados apresentados no Anuário SAR 2024 atestam a eficiência e a capacidade de resposta dos órgãos SAR no Brasil, evidenciando avanços na doutrina e na operação.
“A redução de incidentes que evoluem para operações reais e a melhoria nos processos de detecção e resposta são pontos positivos. No entanto, a alta incidência de falsos alertas continua sendo um desafio, demandando maior conscientização dos operadores de balizas”, pontuou.
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Incidentes SAR no Brasil: 2.907 registros e o desafio dos falsos alertas. Foto: DECEA
Incidentes SAR no Brasil: 2.907 registros e o desafio dos falsos alertas. Foto: DECEA
Incidentes SAR no Brasil: 2.907 registros e o desafio dos falsos alertas. Foto: DECEA
Rio de Janeiro – A Marinha do Brasil, por meio do Comando do 8º Distrito Naval (Com8ºDN), coordenou no domingo (16) o resgate de um tripulante do Navio Mercante “Tr Lady”, que apresentava sintomas de infarto. A operação foi realizada em conjunto com o Comando em Chefe da Esquadra, garantindo a evacuação aeromédica (EVAM) da vítima para atendimento hospitalar.
O navio encontrava-se a 136 km da costa, na área jurisdicional do Comando da Marinha em São Paulo, quando o tripulante, um cidadão ucraniano de 35 anos, começou a apresentar os sintomas.
A situação foi avaliada remotamente pelo serviço de telemedicina do Salvamar (Serviço de Busca e Salvamento da Marinha) Sueste, que determinou que a remoção imediata era necessária. Para otimizar o resgate, a embarcação foi orientada a seguir para o Rio de Janeiro.
Diante da emergência, o Salvamar Sueste iniciou uma operação de Busca e Salvamento (SAR), acionando a aeronave AH-15B, do 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-2), da Esquadra Brasileira. A aeronave decolou nas primeiras horas da manhã e, às 5h25, localizou a embarcação.
Marinha do Brasil resgata tripulante ucraniano com suspeita de infarto em navio mercante. Foto: Divulgação.
O tripulante aéreo de resgate do Grupo de Busca e Salvamento (GSAR) desceu até o navio pelo sistema de guincho da aeronave e, com segurança, realizou o resgate do enfermo. O Comandante da aeronave, Capitão de Coverta (Fuzileiro Naval) Jonathas Tomaz Reina, relatou que, após um pouco mais de uma hora de voo, avistaram o navio ao amanhecer. “Resgatamos o paciente içando-o até a aeronave com o nosso tripulante de resgate, já que o navio não oferecia condições de pouso”, disse.
Com o paciente a bordo, o médico da aviação realizou uma avaliação inicial, constatando que ele estava consciente e com estado de saúde estável. Em seguida, a aeronave seguiu para o Aeroporto Santos Dumont, onde o tripulante foi transferido para uma ambulância e encaminhado ao Hospital São Lucas, em Copacabana, Rio de Janeiro (RJ), para atendimento especializado.
O tripulante foi içado com segurança pela equipe de busca e salvamento da Marinha. ”É uma satisfação profissional e pessoal muito grande atuar numa missão como esta e contribuir diretamente na nobreza da salvaguarda da vida humana, corroborando com os valores de abnegação, prontidão e profissionalismo dos nossos militares”, destacou o Comandante Reina.
Marinha do Brasil resgata tripulante ucraniano com suspeita de infarto em navio mercante. Foto: Divulgação.
Em 2024, a Marinha do Brasil (MB) resgatou 458 pessoas com vida, vítimas de acidentes no mar e em rios. O Serviço de Busca e Salvamento (SAR) da Marinha foi acionado 270 vezes no ano passado, número inferior se comparado ao ano de 2023, que registrou 295 ocorrências.
Um dos motivos para a redução de tragédias são as campanhas de conscientização sobre navegação segura, desenvolvidas pelas Capitanias, Delegacias e Agências da Marinha no País, de acordo com o Comando de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul (COMPAAz).
Situações de “Homem ao mar” foi o pedido de socorro mais solicitado, com 73 casos. Já os naufrágios foram responsáveis por 67 atendimentos. Embarcações à deriva correspondem a 47 pedidos de ajuda. Outro dado relevante refere-se à evacuação aeromédica, com 44 assistências.
Marinha coordena resgate de tripulante de navio de cruzeiro na costa de Fortaleza, CE.
Funcionamento
O SAR, conhecido internacionalmente como Search and Rescue, é uma operação que ocorre em situações de emergência envolvendo embarcações, aeronaves e seus ocupantes. No Brasil, a responsabilidade pelo Serviço é atribuída à Marinha e pode contar com o apoio mútuo de diversos órgãos estaduais e municipais, como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil.
A organização militar da MB responsável pelo sistema de informações de navios na área SAR brasileira e do Salvamar Brasil é o COMPAAz, que coordena e executa as missões de resgate em toda extensão marítima e em águas interiores sob sua competência, o que corresponde a uma área de quase 14,5 milhões de quilômetros quadrados, incluindo a “Amazônia Azul”.
O Salvamar Brasil está localizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Devido ao grande tamanho da área de cobertura do SAR, foi necessário dividi-la em regiões menores, conforme o mapa abaixo.
O Salvamar Brasil, sediado no Rio de Janeiro, coordena operações de busca e salvamento marítimo em uma vasta área, subdividida em regiões menores para eficiência operacional. Fonte: Agência Marinha.
Ao ser notificado sobre algum incidente SAR, o Salvamar Brasil aciona o Salvamar Regional do local onde ocorreu o evento, que inicia as primeiras ações. Após a avaliação, inicia-se o planejamento das operações de socorro, definindo os meios (navios, embarcações e/ou aeronaves da Marinha) que serão empregados e a forma como serão realizadas as buscas, bem como o resgate dos sobreviventes.
Não só no mar, mas também no ar: equipe aérea especializada para socorro.
A MB capacita militares para atuarem como Tripulantes Aéreos de Resgate (TAR), a fim de serem empregados, prioritariamente, em incidentes SAR, visando à salvaguarda da vida humana em qualquer ambiente operacional, a partir de uma aeronave.
Esses militares estão distribuídos pelo Brasil, de acordo com os Distritos Navais, e também na sede do Comando da Força Aeronaval, em São Pedro da Aldeia (RJ). Um exemplo prático dos TAR ocorreu em setembro de 2024, quando militares resgataram um tripulante do Navio-Tanque “Elba Leblon”, de bandeira liberiana, localizado a 18 quilômetros do litoral de Angra dos Reis (RJ).
A vítima, com ferimento na cabeça, foi socorrida por uma aeronave da Marinha, que decolou da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (RJ), pousando diretamente no navio. A bordo do helicóptero, estavam uma equipe médica e os TAR-SAR, que garantiram a segurança e a estabilização do enfermo.
Drone amplia serviços de busca e salvamento marítimo
Além de contar com o emprego de navios e aeronaves, o Salvamar Brasil ganhou o reforço da aeronave remotamente pilotada (ARP) NAURU 500C, rebatizada de “RQ-2”, para estender o alcance do campo visual de busca e aumentar a eficiência das operações de resgate realizadas no litoral brasileiro e em águas interiores.
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Novo drone da Marinha amplia serviços de busca e salvamento marítimo.
Foto: Marinha.
Novo drone da Marinha amplia serviços de busca e salvamento marítimo.
Foto: Marinha.
A “RQ-2” é capaz de se distanciar até 60 quilômetros de seu ponto de controle, operando pousos e decolagens verticais a partir de conveses de navios ou em terra, com autonomia para realizar sobrevoos por quatro horas.
Equipado com câmeras de alta resolução, com transmissão de dados e imagens em tempo real, a expectativa é que o drone auxilie nas buscas a náufragos e pessoas em situação de perigo no mar. O equipamento foi desenvolvido com tecnologia 100% nacional de hardware, software e design.
Como pedir socorro?
Quem estiver em situação de perigo ou testemunhar um acidente no mar ou rio, deve ligar para a central 185. Militares do Salvamar Brasil estão preparados 24 horas por dia, todos os dias, para prestar auxílio, atendendo aos pedidos de socorro.
A ligação é gratuita e disponível em todo o território nacional. É importante fornecer informações claras e precisas sobre a situação, incluindo a localização e a natureza da emergência, para que a autoridade marítima possa responder de forma ágil e eficaz.
O Salvamar Brasil ainda responde a ocorrências sinalizadas pelo Sistema Marítimo Global de Socorro e Segurança (GMDSS), que emprega tecnologia de satélites para emitir alertas de socorro.
A utilização desse sistema é obrigatória para navios que realizam viagens internacionais ou navegam em mar aberto, com carga de 300 toneladas ou mais, além daqueles que transportam mais de 12 passageiros.
Veja outras formas de contato abaixo:
Condutores, tripulantes e passageiros são responsáveis pela segurança
Para os condutores de embarcações — seja de turismo, pesca ou carga —, a MB desenvolveu, em parceria com o Ministério do Turismo, o aplicativo “NAVSEG”.
Com ele, a Força Naval tem a capacidade de monitorar o trajeto das embarcações, desde a partida até o destino final, garantindo um acompanhamento eficaz do percurso de navegação. O aplicativo é gratuito e está disponível para download nas lojas de aplicativos para dispositivos Android e iOS.
Portugal – Durante o ano de 2024, a Força Aérea Portuguesa apoiou diretamente 881 pessoas, entre transportes aeromédicos, resgates e missões de busca e salvamento, superando as 799 pessoas atendidas em 2023, refletindo um aumento de 10%.
A Força Aérea transportou 840 pessoas, majoritariamente entre os Arquipélagos. Destes transportes, houve um nascimento de um bebê em pleno Oceano Atlântico, a bordo de um avião C-295M da Esquadra 502 – “Elefantes”, no dia 15 de abril.
O ano de 2024 representou ainda missões de busca e salvamento que resultaram em 41 pessoas resgatadas, tanto em terra como no mar, com destaque para a complexa
operação de resgate de duas pessoas em distintas embarcações, durante a madrugada de dia 29 de abril.
Aproveitando a velocidade dos meios aéreos da Força Aérea Portuguesa, ao longo do ano realizaram-se 37 transportes de órgãos para transplante. Em resposta aos conflitos internacionais que se agravaram em 2024, Portugal foi a ponte aérea entre países em guerra, com destaque para duas missões de repatriamento de cidadãos, a primeira com um avião Falcon 50 que realizou diversos voos entre o Líbano e o Chipre, resgatando 28 cidadãos que regressaram depois a Portugal num avião KC-390 juntamente com outros 16 repatriados.
Em pleno dia de Natal, os militares da Força Aérea foram ativados para uma missão de resgate de um homem de 67 anos que se encontrava a bordo do navio cruzeiro “AMBIENCE”.
Mais tarde, um avião C-130H regressou ao Líbano para resgatar mais 44 cidadãos. Nas missões dedicadas à soberania do espaço aéreo, a FAP realizou mais de mil horas de voo, cobrindo todo o país. Neste âmbito, também foram responsáveis pela garantira durante quatro meses da segurança do espaço aéreo nos Bálticos, numa missão ao abrigo da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e que resultou em 565 horas de voo e 20 aeronaves interceptadas.
O mar foi amplamente vigiado em 2024, tendo a Força Aérea realizado diversas missões de patrulhamento marítimo que se revelaram fundamentais para o esforço conjunto de diversas autoridades no combate à migração ilegal e ao narcotráfico. Missões que se realizaram não só em Portugal mas também além fronteiras, com destaque para a permanente vigilância do Mediterrâneo, ao serviço da Agência Frontex e NATO, e a operar a partir de Itália ou Espanha.
A Zona Económica Exclusiva Portuguesa foi igualmente alvo de sobrevoos constantes por parte da Força Aérea, que resultaram na fiscalização e monitorização de navios em trânsito pelo espaço marítimo sob jurisdição nacional. Com o objetivo de fiscalizar as atividades de pesca e garantir a proteção da integridade do espaço marítimo nacional, entre navios não NATO, foram observados 44 navios russos, três chineses e um indiano a cruzar águas territoriais nacionais.
Em missões de apoio à proteção civil, realizaram 280 operações de combate aos incêndios rurais que totalizaram perto de mil horas de voo. Para essa tarefa, adquiriram em 2024 dois aviões DHC-515 Firefighter, conhecidos como Canadair, e mais três helicópteros UH-60 Black Hawk.
Em 2024, a FAP recebeu o segundo de cinco aviões KC-390, o terceiro de nove helicópteros UH-60 Black Hawk e quatro de seis
aviões P-3C oriundos do governo alemão, para além da entrega do primeiro C-130H depois de uma modernização extremamente significativa. O ano terminou com a assinatura de aquisição de 12 aviões A-29N Super Tucano, que criará a capacidade na formação avançada de pilotagem, inexistente na Força Aérea.
Helicóptero EH-101 Merlin da Força Aérea usado para missões SAR.
Santa Catarina – A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e do Comando de Preparo (COMPREP), realiza até o dia 7 de maio, o Exercício Operacional de Busca e Salvamento (SAR – Search And Rescue) na Base Aérea de Florianópolis (BAFL), em Santa Catarina.
Mais de 350 militares de diversas unidades da FAB e da Marinha participam do exercício chamado de EXOP Carranca, que tem por objetivo adestrar as Unidades Aéreas participantes e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS) na execução de técnicas necessárias ao cumprimento da Ação de Força Aérea de Busca e Salvamento.
Além da atuação de centenas de militares, a FAB conta com a presença de diversas aeronaves, como P-3 AM Orion, P-95 Bandeirante Patrulha, C-130 Hércules, SC-105 Amazonas e H-60L Black Hawk, além das aeronaves que auxiliam na mobilização e desmobilização.
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FAB realiza Exercício Operacional de Busca e Salvamento
FAB realiza Exercício Operacional de Busca e Salvamento
FAB realiza Exercício Operacional de Busca e Salvamento
FAB realiza Exercício Operacional de Busca e Salvamento
FAB realiza Exercício Operacional de Busca e Salvamento
Brasil – Equipes de resgate aéreo da Marinha e da Força Aérea vêm obtendo excelentes resultados em suas missões, atuando com maestria em uma diversidade de terrenos, de logísticas e aspectos operacionais. Não faltam acionamentos para o bom uso delas, com destaque a duas missões que ocorreram no mesmo dia (13/4) em regiões distintas do território nacional.
1ª Missão:
Pará – Um helicóptero Super Cougar (EC-725) foi utilizado recentemente em uma famosa missão de resgate de 6 tripulantes no Pará. Na ocasião, a embarcação enfrentou um temporal e afundou após estrutura ter sido danificada pelo fogo na parte da cozinha. Os sobreviventes conseguiram passar 17 dias na ilha das Flechas, utilizando alimentos que estavam no barco e água da chuva.
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Helicópteros das Forças Armadas do Brasil se destacam em missões no mesmo dia
Helicópteros das Forças Armadas do Brasil se destacam em missões no mesmo dia
Helicópteros das Forças Armadas do Brasil se destacam em missões no mesmo dia
Helicópteros das Forças Armadas do Brasil se destacam em missões no mesmo dia
Helicópteros das Forças Armadas do Brasil se destacam em missões no mesmo dia
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Helicópteros das Forças Armadas do Brasil se destacam em missões no mesmo dia
Um fato curioso foi a ideia que o tripulante Jefferson teve em escrever um pedido de socorro, dentro de uma garrafa, amarrando-a a uma boia e soltando na água. Jefferson afirmou que “aprendeu essa tática em um curso que fez na Marinha, onde foi dito que em casos como esses podia se escrever um bilhete, colocá-lo em uma garrafa e amarrá-lo em uma boia, colocando no mar”.
Essa carta foi achada por pescadores que estavam na região costeira da ilha, que alertaram as autoridades locais. Foram acionados órgãos estaduais, que participaram junto com a Marinha desse resgate dos náufragos.
Na aeronave, eles foram imediatamente atendidos pelos militares, que prestaram os primeiros socorros. Apesar de estarem em bom estado geral de saúde, foram transportados até Belém (PA) e encaminhados em ambulância do SAMU para a Unidade de Pronto Atendimento, recebendo nova avaliação médica.
2ª Missão:
Rio Grande do Norte – Nesse mesmo dia, a aeronave H-36 “Caracal” da Força Aérea Brasileira (FAB) participou de exercícios em conjunto com o Navio-Patrulha “Goiana”, meio subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste, nas proximidades da cidade de Natal.
Foram conduzidos treinamentos de pick-up, que são transferências de carga de um navio para um helicóptero pairando sobre a embarcação, bem como treinamentos de evacuação aeromédica, por meio de içamento de pessoal a partir do convés do navio.
As operações permitiram incrementar a interoperabilidade entre as Forças, além de viabilizar a manutenção da qualificação das equipes para atuar em Operações de Busca e Salvamento na área de jurisdição do Comando do 3° Distrito Naval.
Helicópteros das Forças Armadas do Brasil se destacam em missões no mesmo dia
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Helicópteros das Forças Armadas do Brasil se destacam em missões no mesmo dia
Helicópteros das Forças Armadas do Brasil se destacam em missões no mesmo dia
China – O Departamento de Resgate e Salvamento do Ministério dos Transportes da China adquiriu seis helicópteros bimotores AW189, que serão utilizados em operações marítimas de busca e salvamento (SAR) e patrulhamento. A entrega das aeronaves será concluída até 2023.
O Departamento é a única força nacional de resgate e salvamento marítimo profissional da China. Os recursos do helicóptero incluem a capacidade da transmissão principal funcionar sem óleo por 50 minutos com uma unidade de energia auxiliar integrada. Até o momento, no mundo há em operação mais de 100 helicópteros AW189.
Nos últimos anos, a China comprou repetidamente helicópteros da Leonardo. A Secretaria Municipal de Segurança Pública de Pequim comprou duas aeronaves AW189 em novembro de 2021 para operações de segurança pública, busca e salvamento e combate a incêndios.
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China adquire seis helicópteros AW189 para operações de busca e salvamento
China adquire seis helicópteros AW189 para operações de busca e salvamento
China adquire seis helicópteros AW189 para operações de busca e salvamento
26 de Junho – Dia da Aviação de Busca e Salvamento
A origem da atividade de busca e salvamento na Força Aérea Brasileira remonta aos tempos da criação do ministério da aeronáutica, na década de 1940, sendo efetivamente estruturada nos anos 50. Desde então, incontáveis missões foram realizadas e inúmeras vidas foram salvas.
Uma missão, no entanto, marcou para sempre a história do SAR no Brasil: as buscas ao C-47 FAB 2068. Comemora-se hoje 54 anos da sua localização.
Sua triste saga teve início no dia 15 de junho de 1967, quando o destacamento de Cachimbo, ao sul do Pará, recebeu informes de que um ataque indígena era iminente e poderia tomar o campo. Reforços urgentes foram pedidos à primeira zona aérea.
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26 de Junho - Dia da Aviação de Busca e Salvamento
26 de Junho - Dia da Aviação de Busca e Salvamento
26 de Junho - Dia da Aviação de Busca e Salvamento
O 2068, ainda que a meteorologia desaconselhasse o voo naquela noite, após decolar de Belém e pousar em Jacareacanga para reabastecimento, seguiu rumo ao seu destino. Entretanto, ao não encontrar o campo, mesmo tentando várias vezes o avistamento e com uma sequência dramática de mensagens, às 4 horas e 52 minutos da madrugada silenciou-se na imensidão da floresta amazônica.
Após 7 horas e 55 minutos, os possantes motores do C-47 começaram a falhar. Todos a bordo sabiam que aquilo poderia acontecer a qualquer momento: o combustível estava se esgotando.
Voando muito próximo ao topo da floresta, a aeronave começou a perder altura e a curvar-se lentamente. Em seguida, houve um leve roçar dos galhos na fuselagem, seguido do toque brusco sobre as grandes árvores e, por último, da inevitável colisão das asas contra os troncos maiores. Rapidamente a aeronave guinou e mergulhou na floresta.
Teve início, então, a maior operação de busca e salvamento da história da aviação brasileira e, no dia 26 de junho DE 1967, após serem voadas cerca de 1.100 horas por diversas aeronaves, o Albatroz 6539 decolou para aquela que seria a derradeira e marcante missão.
Investigando uma revoada de urubus, intencionalmente espantados com um tiro de pistola disparado pelo 2º Sgt. Botelho, sobrevivente do FAB 2068, o Albatroz avistou os destroços nas proximidades do município de Tefé e logo fez ecoar, vibrantemente, pela frequência do rádio de comunicação:
“Achamos o 2068!”
A euforia pelo sucesso da missão contagiou todos que estavam engajados naquela difícil tarefa.
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26 de Junho - Dia da Aviação de Busca e Salvamento
26 de Junho - Dia da Aviação de Busca e Salvamento
No entanto, assim que o SH-1D FAB 8530 lançou por rapel a equipe de resgate no local do sinistro, a alegria se confundiu com a dor de um cenário desolador. Das vinte e cinco pessoas a bordo, apenas cinco conseguiram sobreviver até aquele momento.
Em meio às grandes dificuldades do acidente, destacou-se a abnegação do Cabo Barros que, com o corpo totalmente queimado, abastecia os sobreviventes com água, sem lamentar-se de absolutamente nada. Às vésperas da chegada do socorro, o Cb Barros, depois de cumprir mais uma vez o ritual de saciar a sede dos companheiros, deitou-se silenciosamente ao chão. O derradeiro suspiro do Cb Barros totalizou em vinte a quantidade de mortos.
No momento do socorro, o Ten Esp CTA Luiz Velly conseguiu traduzir em uma única frase todo o sentimento que expressa a certeza do resgate e que passou a permear a vocação e o espírito SAR daquele momento em diante:
“Eu sabia que vocês viriam!”
A tragédia do FAB 2068 escrevia, então, a história da maior operação de busca e salvamento da aviação brasileira até então. Participaram dessa missão trinta e três aeronaves. Foram voadas mil e cinquenta e três horas e cinquenta minutos.
Coube ao Presidente da República, Arthur da Costa e Silva, dimensionar a tragédia e a vitória da aviação de busca e salvamento da Força Aérea Brasileira com as seguintes palavras: “o resgate dos sobreviventes do avião 2068 transcende a história e a atmosfera da força aérea brasileira, impregnada do espírito heroico de nossa juventude, para sugerir-nos um símbolo de bravura, da energia e da perseverança de todo povo brasileiro, no desbravamento da selva amazônica e na afirmação cada vez mais vigorosa, de nossa soberania, em uma das mais vastas e fabulosas regiões da terra. é um episódio que nos enche de emoção, como seres humanos, e de orgulho, como habitantes deste país”.
Passados 54 anos deste episódio, a busca e salvamento continua mostrando-se imprescindível. As missões humanitárias proporcionam a alegria do reencontro a tantas vítimas de catástrofes naturais no Brasil e no exterior, auxiliando irmãos compatriotas e de nações amigas em suas dificuldades.
Dessa forma, homens e mulheres da busca e salvamento, um novo e ainda mais promissor horizonte se aproxima! Para tanto, é imprescindível que:
A convicção do Ten Velly, expressa na frase: “eu sabia que vocês viriam!” continue viva nos corações e nas mentes de todos que, diuturnamente, labutam na nobre missão de salvar vidas!
Se olhe para o futuro confiando, a exemplo do memorável 26 de junho de 1967, que novos cenários estão sendo descortinados na incessante labuta pela excelência de nossas atividades.
Se honre nossos antecessores, pois, brava e heroicamente, conduziram a bandeira do SAR, não importando o destino, mas sim a constante força interior. O tempo, que avança ligeiro, traduzirá sempre a premência do compromisso que…
“Por uma vida é preciso lutar!” “lutar!” “Para que outros possam viver”!
Edição feita por Eduardo Alexandre Beni com o texto elaborando em comemoração ao DIA DA AVIAÇÃO DE BUSCA E SALVAMENTO. Palavras do então Comandante de COMGAR, Ten Brigadeiro Ar Nivaldo Luiz Rossato e do Ten Brigadeiro Ar, Gerson Nogueira Machado de Oliveirs, Comandante-Geral de Operações Aéreas.
Rio de Janeiro – A Força Aérea Brasileira (FAB) promoveu de 10 a 25 de maio o Exercício Técnico SAR na Ala 12, localizada no Rio de Janeiro (RJ). O Exercício teve por objetivo treinar os Esquadrões Aéreos da FAB na execução de técnicas de Busca e Salvamento.
Participaram do treinamento os Esquadrões Orungan (1º/7º GAV); Phoenix (2º/7º GAV); Netuno (3º/7º GAV); Puma (3º/8º GAV); Gordo (1º/1º GT); Pelicano (2º/10º GAV) e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS – PARA-SAR). O Exercício foi planejado tendo por base as recomendações dispostas no Manual Internacional Aeronáutico e Marítimo de Busca e Salvamento, o qual define que os países membros devem treinar e mensurar a eficiência, eficácia e aprestamento de suas unidades SAR.
As missões realizadas pelos Esquadrões consistiram em treinar e manter o preparo das Unidades de Busca e Salvamento com padrões de busca visando a encontrar alvos, destroços e até mesmo manequins simulando homem ao mar.
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Força Aérea Brasileira realiza treinamento de busca e salvamento no Rio de Janeiro. Foto: Sargento Neubar, Sargento Costa Ribas
Força Aérea Brasileira realiza treinamento de busca e salvamento no Rio de Janeiro. Foto: Sargento Neubar, Sargento Costa Ribas
Foram realizados, ainda, treinamentos de içamento de tripulantes pelo 3°/8° GAV, a partir do convés de um navio. Na ocasião, foi utilizado o Navio Patrulha Amazônia da Marinha do Brasil (MB). Missões de busca na terra também foram contempladas.
Um dos objetivos do Exercício foi a troca de experiência entre os Esquadrões participantes, por meio de intercâmbios dos tripulantes. Essa vivência proporcionou aprendizagens sobre algumas peculiaridades, bem como a familiarização com as atribuições de cada posto, com foco nas incumbências dos Observadores SAR durante todas as etapas do voo.
“O Exercício Técnico (EXTEC) SAR é uma atividade que tem por objetivo adestrar os Esquadrões participantes na execução de técnicas necessárias ao cumprimento da ação de Força Aérea de Busca e Salvamento, em Biomas como o da Floresta Amazônica e Mar, e foi dividido em duas fases para um completo aproveitamento dos tripulantes”, informou o Capitão Aviador Rosa, do Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV).
Participante do treinamento, a Sargento Bruna Borin falou do aprendizado. “O voo de intercâmbio na aeronave P3-AM do Esquadrão Orungan foi uma experiência enorme para mim, uma oportunidade ímpar de troca de informações e de agregar conhecimentos”, disse.
Força Aérea realiza treinamento de busca e salvamento (SAR) na Ala 12 no Rio de Janeiro. Foto: Sargento Neubar, Sargento Costa Ribas
Noruega – Apesar dos desafios impostos pela pandemia de COVID-19, a fabricante Leonardo entregou o décimo helicóptero AW101 de Busca e Salvamento (AWSAR) para o Ministério da Justiça e Segurança Pública da Noruega.
As seis aeronaves restantes das 16 adquiridas estão atualmente sendo montadas, integradas e testadas nas instalações da Leonardo, em Yeovil, Reino Unido. O esquadrão 330 da Força Aérea Real Norueguesa completou mais de 200 horas de voo com as novas aeronaves, principalmente em operações SAR, que incluíram missões de salvamento no ambiente inóspito da Noruega, resgate noturno em montanha, resgate offshore e transporte de emergência.
Após a entrada em operação em setembro de 2020, outras bases deverão se tornar operacionais este ano. Na quinta-feira, 4 de março, uma tripulação de voo realizou treinamentos com o AW101 SAR durante a pandemia de COVID-19. A tripulação seguiu protocolos sanitários, que incluiu o uso de equipamento de proteção respiratória (RPE) desenvolvido pela Leonardo.
Esta tecnologia exclusiva usa uma máscara, compatível com os capacetes de voo. Ela possui um microfone embutido para comunicação e filtro que pode ser substituído. Desde abril de 2020 as tripulações de teste e de manutenção da Leonardo vem utilizando esse equipamento, que garante um ar não contaminado e mais segurança para as equipes de voo.
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Respiratory Protection equipment (RPE) - Flight Ops PPE
Ministério da Justiça e Segurança Pública da Noruega recebe o décimo AW101 para missões de busca e salvamento. Foto: Divulgação
Ministério da Justiça e Segurança Pública da Noruega recebe o décimo AW101 para missões de busca e salvamento. Foto: Divulgação
Ministério da Justiça e Segurança Pública da Noruega recebe o décimo AW101 para missões de busca e salvamento. Foto: Divulgação
Ministério da Justiça e Segurança Pública da Noruega recebe o décimo AW101 para missões de busca e salvamento. Foto: Divulgação
Alemanha – Airbus entregou o sétimo e último helicóptero H145 para o serviço de busca e salvamento (SAR) das Forças Armadas da Alemanha. Os seis helicópteros entregues estão disponíveis 24 horas por dia nas bases aéreas de Niederstetten e Nörvenich para operações de resgate. As operações com o sétimo H145 LUH SAR começarão em breve, conforme planejado, na terceira estação SAR em Holzdorf.
Entre outros recursos, os helicópteros são equipados com câmeras de infravermelho de alto desempenho, farol de busca TrakkaBeam, sistemas localizadores de balizas de emergência, conjunto completo de equipamentos médicos, guinchos de resgate e ganchos de carga externa.
O helicópteros possuem identificação internacional e por isso são fáceis de identificar graças à pintura laranja brilhante característica em suas portas, com ‘SAR’ em letras azuis.
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Serviço de Busca e Salvamento da Alemanha recebe o sétimo helicóptero Airbus H145 LUH SAR
Serviço de Busca e Salvamento da Alemanha recebe o sétimo helicóptero Airbus H145 LUH SAR
Serviço de Busca e Salvamento (SAR) alemão recebe seu sétimo e último H145 da Airbus para missões e treinamentos em Holzdorf
Chile – Militares da Marinha do Chile realizaram evacuação aeromédica de um tripulante de um navio mercante que se encontrava a mais de 140 quilômetros ao norte de Iquique. Para o resgate foi utilizado o helicóptero “Dauphin N-54” do Quarta Zona Naval.
“A manobra que utilizamos foi a ‘Hi Line’, em que retiramos a pessoa com uma cesta de resgate para depois ir até a cidade e entregar o paciente a equipe do hospital regional para que prestassem o primeiro atendimento”, comentou Renato Saavedra, Nadador de Resgate da equipe do Grupo Aeronaval Norte.
O tripulante foi recebido pela equipe do SAMU em condições estáveis após apresentar complicações cardiovasculares em alto mar.
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Helicóptero da Marinha realizou evacuação aeromédica com sucesso nos arredores de Iquique (FOTO: Marinha do Chile)
Helicóptero da Marinha realizou evacuação aeromédica com sucesso nos arredores de Iquique (FOTO: Marinha do Chile)
Helicóptero da Marinha realizou evacuação aeromédica com sucesso nos arredores de Iquique (FOTO: Marinha do Chile)
Helicóptero da Marinha realizou evacuação aeromédica com sucesso nos arredores de Iquique (FOTO: Marinha do Chile)
Resgate em Quintero
A Marinha foi acionada para outro resgate depois que recebeu ligação através do emergência marítima 137. A Capitania do Porto de Quintero enviou o helicóptero naval N-44 (BO 105), tripulado com nadador de resgate, para socorrer uma mulher que, por causas indeterminadas, caiu no mar ao sul de La Puntilla de San Fuentes, em Quintero.
O setor de rochas não é considerado um local apto para o banho, o que dificultou o salvamento. Um nadador de resgate saltou ao mar para socorrer a mulher e ambos foram içados pelo helicóptero naval e levados a local seguro.
Depois de resgatada e em condições estáveis, ela foi intimada ao Ministério Público por violar o artigo 496, número 9, do Código de Processo Penal como “nadadora imprudente”.
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Helicóptero naval resgata pessoa que cai no mar nas rochas Puntilla San Fuentes de Quintero (FOTO: Marinha do Chile)
Helicóptero naval resgata pessoa que cai no mar nas rochas Puntilla San Fuentes de Quintero (FOTO: Marinha do Chile)
Helicóptero naval resgata pessoa que cai no mar nas rochas Puntilla San Fuentes de Quintero (FOTO: Marinha do Chile)
Helicóptero naval resgata pessoa que cai no mar nas rochas Puntilla San Fuentes de Quintero (FOTO: Marinha do Chile)
Helicóptero naval resgata pessoa que cai no mar nas rochas Puntilla San Fuentes de Quintero (FOTO: Marinha do Chile)
Noruega – Um país desenvolvido pode ser medido pelos níveis de proteção que um governo pode garantir à sua população em caso de emergências e desastres naturais. Isso é particularmente significativo quando as condições climáticas e ambientais são difíceis e às vezes extremas.
É o caso da Noruega, que confirmou seus investimentos tecnológicos com a aquisição de 16 novoshelicópteros Leonardo AW101 para operações de busca e salvamento (SAR) no mar e em regiões inóspitas. Voar longas distâncias no Círculo Polar Ártico, com temperaturas frequentemente abaixo de zero, ventos fortes e milhares de quilômetros de costa, muitas vezes com mar agitado, é o contexto operacional das equipes norueguesas.
A partir de 1 de setembro de 2020, os primeiros seis helicópteros AW101 entregues pela Leonardo à Noruega ficaram oficialmente operacionais a partir da base de Sola. Além disso, em 2021, espera-se que as bases de Ørland e Banak se tornem operacionais.
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Noruega compra 16 helicópteros Leonardo AW101 "SAR Queen" para missões de Busca e Salvamento (SAR). Foto: Divulgação.
Noruega compra 16 helicópteros Leonardo AW101 "SAR Queen" para missões de Busca e Salvamento (SAR). Foto: Divulgação.
Noruega compra 16 helicópteros Leonardo AW101 "SAR Queen" para missões de Busca e Salvamento (SAR). Foto: Divulgação.
A Noruega está gradualmente substituindo sua frota SAR de Sea King por seus novos AW101. No primeiro mês de serviço, os seis helicópteros já recebidos, também conhecidos como SAR Queen, realizaram missões em condições climáticas desafiadoras e ambientes inóspitos, voando por cerca de 80 horas. A maioria das missões foram operações SAR (incluindo um resgate noturno na montanha) e um transporte de emergência.
O AW101 norueguês possui sistema de geolocalização de pessoas desaparecidas em ambientes extremos, através do celular, desde que esteja ligado. O equipamento detecta as ondas emitidas pelo equipamento e funciona como um transponder.
A cabine do helicóptero é equipada com sistemas de representação sintética do mundo real com cinco grandes monitores onde os pilotos visualizam imagens 3D, a partir de mapas pré-carregados e instalados no computador de bordo. Durante o voo, os obstáculos serão reproduzidos mesmo em condições de pouca luz e visibilidade reduzida, aumentando significativamente a consciência situacional do piloto.
Noruega compra 16 helicópteros Leonardo AW101 “SAR Queen” para missões de Busca e Salvamento (SAR). Foto: Divulgação.
Outra característica que torna o AW101 ideal para missões SAR em toda a Noruega é a capacidade, gerenciada pelo computador de bordo, de se manter estável durante mar agitado e vento forte, graças às suas correções automáticas de estabilidade, o que significa que não requer nenhuma intervenção do piloto em voo e controles de atitude.
Outro ponto forte do AW101 é a capacidade de transportar mais de 50 passageiros, o que o torna muito eficaz em desastres naturais ou acidentes graves envolvendo pessoas. Como parte desta parceria foi inaugurada uma infraestrutura para tripulações de AW101 na Noruega (e também em outros países), onde os pilotos são treinados em simuladores de voo (certificados pelos padrões de Nível D), o que significa que uma hora de voo no dispositivo é considerada o equivalente a uma hora de voo real de helicóptero.
Assim, é possível realizar treinamentos de voo e missões com absoluta segurança, com considerável economia de combustível e manutenção. Além disso, a tripulação pode treinar não apenas o voo do novo helicóptero, mas também como realizar missões específicas e aprender como gerenciar riscos e eventos inesperados.
Outra conquista importante do AW101, especificamente ao se considerar a atual situação pandêmica, é que foi o primeiro helicóptero do mundo a transportar pacientes em macas de biocontenção, que isolam completamente os pacientes infectados do ambiente externo e da equipe médica.
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Noruega compra 16 helicópteros Leonardo AW101 "SAR Queen" para missões de Busca e Salvamento (SAR). Foto: Divulgação.
Noruega compra 16 helicópteros Leonardo AW101 "Queen" para missões de Busca e Salvamento (SAR). Foto: Divulgação
Noruega compra 16 helicópteros Leonardo AW101 "Queen" para missões de Busca e Salvamento (SAR). Foto: Divulgação
Noruega compra 16 helicópteros Leonardo AW101 "SAR Queen" para missões de Busca e Salvamento (SAR). Foto: Divulgação.
Rio de Janeiro – O Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (3°/8°GAV), “Esquadrão Puma“, sediado na Ala 12, Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, comemorou seu 40º ano de existência. O Esquadrão opera na Ala 12 desde o início de 2017, com a aeronave H-36 Caracal, equipado com farol de busca, compatível com equipamentos de visão noturna (NVG – Night Vision Goggles)
O Esquadrão realiza missões de Busca e Salvamento (SAR), Busca e Salvamento em Combate (CSAR), Evacuação Aeromédica (EVAM), Exfiltração Aérea, Infiltração Aérea e Transporte Aéreo Logístico.
O Esquadrão herdou a missão da Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO) que participou da campanha brasileira na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Integrante da Artilharia Divisionária da Força Expedicionária Brasileira, a 1ª ELO tinha como missão regular o tiro da artilharia e observar o campo inimigo. Os pilotos e os mecânicos dos aviões eram da FAB e os observadores aéreos, oficiais do Exército.
Toda a trajetória, que começa em 1945, passa pela criação do Terceiro Esquadrão Misto de Reconhecimento e Ataque (3 EMRA) até a criação do 3º/8º GAV, em 1980.
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O 3º/8º GAV "Esquadrão Puma" da FAB completa 40 anos de existência. Foto: Sargento Leonardo / Ala 12 e Sargento Johnson / CECOMSAER
O 3º/8º GAV "Esquadrão Puma" da FAB completa 40 anos de existência. Foto: Sargento Leonardo / Ala 12 e Sargento Johnson / CECOMSAER
O 3º/8º GAV "Esquadrão Puma" da FAB completa 40 anos de existência. Foto: Sargento Leonardo / Ala 12 e Sargento Johnson / CECOMSAER
Aeronave H-36 Caracal da FAB, na Ala 12 - Base Aérea de Santa Cruz. Sgt Said.
O 3º/8º GAV "Esquadrão Puma" da FAB completa 40 anos de existência. Foto: Sargento Leonardo / Ala 12 e Sargento Johnson / CECOMSAER
Aeronave H-36 Caracal da FAB, na Ala 12 - Base Aérea de Santa Cruz. Sgt Said.
São Paulo – De 10 a 19 de setembro acontece treinamento de resgate em meio aquático na Base Aérea de Santos (BAST), no litoral paulista. O Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV) e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), sediados na Base Aérea de Campo Grande (MS), participam do Exercício Técnico (EXETEC) – Içamento na Água.
O treinamento ocorre no Canal do Estuário de Santos-Guarujá, através de içamentos com equipamento guincho do helicóptero H-60L Black Hawk. Mais de 40 militares participam da instrução, contemplando pilotos, operadores de equipamentos especiais e homens de resgate, além dos militares que atuam como vítimas, possibilitando uma condição mais próxima do real.
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Esquadrão Pelicano da FAB e PARA-SAR realizam treinamento de resgate aquático na Base Aérea de Santos, SP. Foto: Tenente Cristiane e Sargento Santiago / CECOMSAER; Floriano Peixoto e Ricardo Borges / Albatroz Brasil Drones
Esquadrão Pelicano da FAB e PARA-SAR realizam treinamento de resgate aquático na Base Aérea de Santos, SP. Foto: Tenente Cristiane e Sargento Santiago / CECOMSAER; Floriano Peixoto e Ricardo Borges / Albatroz Brasil Drones
Esquadrão Pelicano da FAB e PARA-SAR realizam treinamento de resgate aquático na Base Aérea de Santos, SP. Foto: Tenente Cristiane e Sargento Santiago / CECOMSAER; Floriano Peixoto e Ricardo Borges / Albatroz Brasil Drones
Esquadrão Pelicano da FAB e PARA-SAR realizam treinamento de resgate aquático na Base Aérea de Santos, SP. Foto: Tenente Cristiane e Sargento Santiago / CECOMSAER; Floriano Peixoto e Ricardo Borges / Albatroz Brasil Drones
Esquadrão Pelicano da FAB e PARA-SAR realizam treinamento de resgate aquático na Base Aérea de Santos, SP. Foto: Tenente Cristiane e Sargento Santiago / CECOMSAER; Floriano Peixoto e Ricardo Borges / Albatroz Brasil Drones
De acordo com o Chefe da Seção de Operações do 2°/10º GAV, Major Aviador Tiago Gomes de Sales, o Exercício Técnico Pelicano ocorre ao término do processo de implantação do novo vetor H-60L Black Hawk no Esquadrão. Segundo ele, é necessária a retomada das capacidades operacionais para a total prestação de serviço de Busca e Salvamento.
“Uma destas capacidades é o resgate de vítimas em meio aquático por meio do içamento utilizando o guincho da aeronave. Essa operação tem o intuito de realizar a manutenção operacional dos tripulantes, buscando o adestramento necessário para uma operação segura e eficiente”, afirmou.
De acordo com o Sargento Luigi Schacker, homem de resgate do Esquadrão Pantera (5°/8° GAV), após a unificação dos procedimentos, haverá um manual. “Um ponto importante deste treinamento é que, após a conclusão, será elaborado um manual de procedimentos padronizando as ações nos três Esquadrões da FAB que operam os helicópteros H-60L Black Hawk“, complementou.
O acionamento para uma missão de Busca e Salvamento pode ocorrer de duas formas: via ordem emitida pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) ou em atendimento aos procedimentos previstos no Plano de Emergência Aeronáutica em Aeródromo (PEAA). O Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico atua em uma área de 22 milhões de Km², grande parte sobre o Oceano Atlântico e sobre os rios da Amazônia.
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Esquadrão Pelicano da FAB e PARA-SAR realizam treinamento de resgate aquático na Base Aérea de Santos, SP. Foto: Tenente Cristiane e Sargento Santiago / CECOMSAER; Floriano Peixoto e Ricardo Borges / Albatroz Brasil Drones
Esquadrão Pelicano da FAB e PARA-SAR realizam treinamento de resgate aquático na Base Aérea de Santos, SP. Foto: Tenente Cristiane e Sargento Santiago / CECOMSAER; Floriano Peixoto e Ricardo Borges / Albatroz Brasil Drones
Esquadrão Pelicano da FAB e PARA-SAR realizam treinamento de resgate aquático na Base Aérea de Santos, SP. Foto: Tenente Cristiane e Sargento Santiago / CECOMSAER; Floriano Peixoto e Ricardo Borges / Albatroz Brasil Drones
Esquadrão Pelicano da FAB e PARA-SAR realizam treinamento de resgate aquático na Base Aérea de Santos, SP. Foto: Tenente Cristiane e Sargento Santiago / CECOMSAER; Floriano Peixoto e Ricardo Borges / Albatroz Brasil Drones
Esquadrão Pelicano da FAB e PARA-SAR realizam treinamento de resgate aquático na Base Aérea de Santos, SP. Foto: Tenente Cristiane e Sargento Santiago / CECOMSAER; Floriano Peixoto e Ricardo Borges / Albatroz Brasil Drones
Rio de Janeiro – No período de 13 a 23 de julho, na Base Aérea de Santa Cruz, Rio de Janeiro, aconteceu o Exercício Técnico de Busca e Salvamento (EXTEC SAR) e o Exercício Operacional de Busca e Salvamento (SAREX II). Um dos objetivos foi o aperfeiçoamento da interoperabilidade entre a Aeronáutica e a Marinha do Brasil.
As atividades promoveram uma operação simulada para aperfeiçoamento, manutenção e padronização dos Esquadrões que realizam missões de Busca e Salvamento no mar e em terra e dos Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Aeronáutico (ARCC) e as Unidades Aéreas da Força Aérea Brasileira (FAB).
Nas proximidades da Ilha da Marambaia, o Esquadrão Puma operou a aeronave H-36 Caracal com treinamento de convés (içamento de maca e de pessoal), em conjunto com o Navio Patrulha Oceânico da Marinha do Brasil. Com duas decolagens diárias, totalizando oito horas de voo por dia, o Esquadrão Pelicano também conseguiu atingir os objetivos do exercício.
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Esquadrões da FAB realizam treinamento para aperfeiçoar técnicas de busca e salvamento (SAR). Foto: Sargento Johnson / CECOMSAER e Sargento Neubar / Ala 12
Esquadrões da FAB realizam treinamento para aperfeiçoar técnicas de busca e salvamento (SAR). Foto: Sargento Johnson / CECOMSAER e Sargento Neubar / Ala 12
Esquadrões da FAB realizam treinamento para aperfeiçoar técnicas de busca e salvamento (SAR). Foto: Sargento Johnson / CECOMSAER e Sargento Neubar / Ala 12
Esquadrões da FAB realizam treinamento para aperfeiçoar técnicas de busca e salvamento (SAR). Foto: Sargento Johnson / CECOMSAER e Sargento Neubar / Ala 12
Esquadrões da FAB realizam treinamento para aperfeiçoar técnicas de busca e salvamento (SAR). Foto: Sargento Johnson / CECOMSAER e Sargento Neubar / Ala 12
Esquadrões da FAB realizam treinamento para aperfeiçoar técnicas de busca e salvamento (SAR). Foto: Sargento Johnson / CECOMSAER e Sargento Neubar / Ala 12
Esquadrões da FAB realizam treinamento para aperfeiçoar técnicas de busca e salvamento (SAR). Foto: Sargento Johnson / CECOMSAER e Sargento Neubar / Ala 12
O treinamento levou em consideração as peculiaridades de uma missão real no mar, como o deslocamento de alvos, em virtude das correntes marítimas e do vento; do efeito de espelhamento da superfície, provocado pelos raios solares; e também as dificuldades de localização espacial, provocada pela falta de referências.
Os Esquadrões Phoenix, Netuno e Gordo também participaram do treinamento. O Esquadrão Gordo realizou treinamentos específicos envolvendo procedimentos de lançamento de bordo, que consiste na entrega de kits de sobrevivência contendo botes salva-vidas e alimentos para as vítimas. Durante o treinamento, foram realizadas 13 missões, totalizando aproximadamente 50 horas de voo.
Célula de Acompanhamento de Desempenho Operacional (CADO)
O Exercício Técnico SAR conta com uma nova ferramenta para avaliar as missões de Busca e Salvamento: a Célula de Acompanhamento de Desempenho Operacional (CADO). Valendo-se do modelo já funcional na Aviação de Caça, a CADO tem como objetivo realizar um levantamento de dados que sirvam de base para análise de desempenho das atividades executadas.
Na prática, a Célula de Acompanhamento recebe ao longo do dia os resultados das missões de treinamento, esses resultados são analisados de modo a identificar possíveis pontos de melhoria. Cabendo a CADO avaliar se aquilo que é diferente pode ser apresentado como uma melhor alternativa, e não julgar quem fez certo ou errado.
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Esquadrões da FAB realizam treinamento para aperfeiçoar técnicas de busca e salvamento (SAR). Foto: Sargento Johnson / CECOMSAER e Sargento Neubar / Ala 12
Esquadrões da FAB realizam treinamento para aperfeiçoar técnicas de busca e salvamento (SAR). Foto: Sargento Johnson / CECOMSAER e Sargento Neubar / Ala 12
Esquadrões da FAB realizam treinamento para aperfeiçoar técnicas de busca e salvamento (SAR). Foto: Sargento Johnson / CECOMSAER e Sargento Neubar / Ala 12
Brasil – No sábado (04), equipe do Esquadrão Pantera (5º/8º GAV) da Força Aérea Brasileira, sediado na Ala 4 – Base Aérea de Santa Maria (RS), resgatou um homem que estava a bordo de um navio, oriundo do Panamá, a cerca de 100 km do litoral do Rio Grande do Sul (RS).
As informações recebidas pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo (SALVAMAR), sobre o estado de saúde da vítima, eram de que apresentava febre alta desde o dia primeiro de julho e havia suspeita de malária.
A aeronave H-60L Black Hawk decolou de Santa Maria para a Ala 3 – Base Aérea de Canoas (RS), onde realizou pouso para embarque da equipe médica que integrou a tripulação e, em seguida, voou até a posição do navio para realizar o resgate.
O helicóptero manteve o voo pairado enquanto o homem SAR (Search And Rescue – Busca e Salvamento) desceu até o convés, realizou os primeiros atendimentos e foi içado com o paciente. Ao final, a vítima foi transportada em uma ambulância do SAMU para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, para receber atendimento médico especializado. Toda a operação durou, aproximadamente, cinco horas.
A tripulação do helicóptero, formada por nove militares, sendo dois pilotos, dois homens de resgate, dois mecânicos, um médico e dois enfermeiros, usou trajes especiais para minimizar o risco de qualquer contaminação.
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Fotos: Tenente Werlang, Sargento Fabian / Ala 3 e Tenente Josué / 5º/8º GAV
Fotos: Tenente Werlang, Sargento Fabian / Ala 3 e Tenente Josué / 5º/8º GAV
Fotos: Tenente Werlang, Sargento Fabian / Ala 3 e Tenente Josué / 5º/8º GAV
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Fotos: Tenente Werlang, Sargento Fabian / Ala 3 e Tenente Josué / 5º/8º GAV
Fotos: Tenente Werlang, Sargento Fabian / Ala 3 e Tenente Josué / 5º/8º GAV
Fotos: Tenente Werlang, Sargento Fabian / Ala 3 e Tenente Josué / 5º/8º GAV
Fotos: Tenente Werlang, Sargento Fabian / Ala 3 e Tenente Josué / 5º/8º GAV
EVAM – Marinha do Brasil
Na segunda-feria (29), O 1° Esquadrão de Helicópteros Atissubmarino (EsqdHS-1) da Marinha do Brasil também foi acionado para resgatar um tripulante com suspeita de malária, embarcado no navio mercante panamenho “Kapetan Sideris”. (Saiba mais)
A Evacuação Aeromédica (EVAM) foi realizada com a aeronave “SH-16 Seahawk” e ocorreu a 150 milhas náuticas, aproximadamente 280 quilômetros da cidade de São Pedro da Aldeia, RJ. O paciente foi retirado através do guincho da aeronave.
Marinha do Brasil realiza evacuação aeromédica de tripulante em navio mercante a 150 milhas da costa.