Bahia – Equipe do Grupamento Aéreo (GRAER) da Polícia Militar resgatou, na tarde deste sábado (27), um homem que estava em uma embarcação à deriva no mar de Stella Maris, em Salvador. Com uso do helicóptero Guardião 01, a equipe resgatou a vítima.
Os militares foram acionados e encontraram o homem em um barco. Devido aos ventos fortes e águas agitadas foi utilizada a técnica de resgate sling. Um operador aerotático foi lançado ao mar. Preso em uma corda fixada no helicóptero do GRAER retirou a vítima da embarcação.
Outros dois ocupantes do barco preferiram permanecer à deriva e esperar o reboque. “Fizemos a nossa parte e o homem resgatado chegou até a areia em perfeitas condições físicas”, salientou o comandante do GRAER, coronel PM Renato Lima.
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Helicóptero do GRAER da Polícia Militar da Bahia resgata homem que ficou à deriva no mar de Stella Maris. Foto: Divulgação SSP
Helicóptero do GRAER da Polícia Militar da Bahia resgata homem que ficou à deriva no mar de Stella Maris. Foto: Divulgação SSP
Brasil – Se fosse possível descrever o som da esperança, provavelmente o piloto comercial Marcelo Balestrin, de 40 anos, diria que é como o som do rotor de um helicóptero. Prestes a se tornar estatística de tragédias aeronáuticas, esse foi o ruído que deu a ele e ao amigo Jhon Cleiton Venera uma chance para o recomeço da vida. Após quatro dias perdidos em mata fechada, feridos, sem alimento, água, abrigo ou expectativas de salvamento, os dois homens foram resgatados por militares da Força Aérea Brasileira (FAB) a bordo de um helicóptero H-60L Black Hawk.
O acidente ocorreu em 30 de novembro do ano passado, em Cáceres (MT), a 220 quilômetros da capital Cuiabá. A aeronave, que saiu de Pimenta Bueno (RO), teria como destino Santo Antônio do Leverger (MT). Ainda em tratamento para curar as sequelas físicas da queda da aeronave PT-ICN, Marcelo também carrega as lembranças e o sentimento de gratidão. “Vou levar isso por toda a minha vida. Só posso agradecer por não terem abandonado a gente e continuarem com as buscas. Lembrarei disso eternamente”, diz.
Os agradecimentos são direcionados aos tripulantes dos Esquadrões Pelicano (2º/10º GAV) e Pantera (5º/8º GAV), além dos integrantes do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS, também conhecido como PARA-SAR), pessoas que estão acostumadas a içar vítimas sem vida e que se emocionam ao cumprir missões de resgate com sobreviventes.
Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates. Foto: Divulgação
“Nosso lema é nunca desistir, manter a chama da esperança acesa e dar um conforto para alguma família. Um Pelicano tem que ter essa abnegação.” Desde sua primeira fala, o Sargento Vinícius de Souza Melo, do Esquadrão Pelicano, integrante da missão que salvou as vítimas do PT-ICN, deixa claro como foram os dias de buscas. O militar estava a bordo do H-60L, engajado na missão na manhã do dia 3 de dezembro – uma aeronave SC-105 Amazonas já realizava buscas desde o dia 1º.
As atividades do Black Hawk foram iniciadas a partir da capital mato-grossense. “Decolamos de manhã, bem cedo. Voamos até as 19h30 naquele dia com a ideia de não achar apenas destroços, mas sim os sobreviventes. Foi desgastante, mas ficamos atentos”, descreveu o sargento. No dia seguinte, os voos continuaram. A tripulação fez várias tentativas de encontrar sinais que indicassem a localização das vítimas.
Ali, dentro da área de busca, mas ainda sem serem vistos, Marcelo e Jhon Cleiton lutavam pela vida. “Entramos no quarto dia de agonia. No primeiro dia eu tinha ficado preso nas ferragens. No segundo, sai de joelho e me joguei para fora”, conta o piloto comercial, que teve os dois pés, o braço direito e o maxilar fraturados, além de vários ferimentos pelo corpo.
Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates. Foto: Divulgação
Naquele dia 4 de dezembro, ainda pela manhã, as vítimas ouviram o som do helicóptero de resgate. Tentaram sinalizar, fizeram barulho, mas ainda não foram avistados. No período da tarde, a tripulação, sem êxito, voltou à base e recebeu a ordem para fazer novas buscas. “Na primeira pernada [trecho de deslocamento pré-determinado], não avistamos a aeronave, mas alguém da tripulação teve a impressão de ter ouvido o sinal do ELT [Emergency Locator Transmitter, um sinalizador de emergência]. No retorno, passamos pelo mesmo local e um tripulante avistou a aeronave. Vimos que dois sobreviventes acenavam”, relata o piloto da FAB que participou do resgate, Tenente Aviador Fábio Rachildes Pinto.
O Sargento Vinícius se recorda da euforia que tomou conta da tripulação. “Foi muito bom saber que iríamos levar pessoas vivas.” O integrante do 2º/10º GAV ainda gravou o momento em que encontrou os dois pilotos acidentados. No vídeo, a emoção fica evidente nas palavras de Jhon Cleiton: “Vocês são anjos!”, gritou.
As vítimas foram levadas ao Aeroporto de Cuiabá, onde foram recebidas pelo atendimento médico de urgência e pelos familiares. De lá, elas foram conduzidas até o Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (MT) e transferidas para uma unidade de saúde particular de Cuiabá.
Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates. Foto: Divulgação
“Preciso parabenizar essa tripulação pela experiência e pelo treinamento que tiveram. Sinto-me tão feliz por ter sido resgatado por eles e sei que eles também se sentem assim. Vibramos muito e me emociono toda vez que falo sobre eles e queria muito encontrá-los novamente”, finaliza o piloto Marcelo.
“Ela tinha que ir junto, também era uma sobrevivente”
Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates. Foto: Divulgação
Quando os resgateiros do Esquadrão Harpia (7º/8º GAV), localizado em Manaus (AM), foram acionados para salvarem possíveis sobreviventes de um acidente aéreo próximo à fronteira com o Peru, certamente não esperavam encontrar a cadela Princesa entre as vítimas da queda. Em 17 de dezembro de 2018, a aeronave de matrícula PT-KIL caiu próximo à cidade de Tabatinga (AM) com Princesa e outros três ocupantes – o piloto José Adelmo Araujo Santiago, de 52 anos, e os passageiros Marinêz Ferreira de Souza, 35, e Francisco Sales de Souza, 16.
Participante do resgate, o Capitão Médico Waldyr Moyses de Oliveira Junior lembra que a tripulação, apesar de não portar equipamentos específicos para o resgate de animais naquele dia, foi unânime quanto ao salvamento da cadela. “Uma concordância imediata: ela tinha que ir junto. Afinal de contas, ela também era uma sobrevivente”, conta ele, que é Chefe da Subseção de Saúde Operacional do Hospital de Aeronáutica de Manaus (HAMN). O militar disse que, para içar Princesa, havia ainda a dificuldade causada pelo estresse do animal. “No final, prendemos a coleira peitoral da cadela junto ao corpo do resgateiro. Ninguém ficou para trás.”
A situação inusitada vivida no estado amazonense, no entanto, se assemelha ao caso de Mato Grosso quanto à emoção e aos sentimentos de missão cumprida dos militares e de alívio às vítimas, com a conclusão de mais um resgate com sobreviventes. O Capitão Waldyr descreve essa como uma das maiores alegrias que já sentiu. “Uma sensação indescritível. Quando o primeiro homem desceu e avisou que havia sobreviventes, vibramos muito e isso só nos incentivou a continuar a tirar aquelas pessoas dali”, relembra.
Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates. Foto: Divulgação
Acostumado a participar de resgates, o militar relata que este era um caso que demandava ainda mais agilidade na prontidão das equipes. “Fomos informados de uma tentativa de pouso forçado, o que nos deixou com esperança de que houvesse sobreviventes. Pela possibilidade de vítimas vivas, tínhamos que agir rapidamente, decolar o quanto antes”, detalha.
O helicóptero H-60 Black Hawk da FAB decolou na madrugada de Manaus para Tabatinga, uma distância de mais de mil quilômetros. “O tempo não era bom, chovia. A visibilidade era ruim, exigindo mais concentração de todos nós. Ao encontrarmos o local do acidente, verificamos que não havia condições de pouso e descemos no guincho. Primeiro foram os homens SAR [do inglês Search and Rescue, busca e salvamento], e eu desci em seguida para ajudar na condução das vítimas”, conta.
O Capitão ainda se lembra do cenário encontrado. De acordo com ele, José Adelmo estava mais ferido, com dores nas costas e pernas, escoriações no rosto, e precisou ser imobilizado. As outras vítimas estavam em choque. “O tempo de envolvimento no resgate foi de duas horas. Foi um nível de adrenalina muito alto, correndo contra o tempo, enfrentando chuva”, recorda o médico.
Ao final, os ocupantes do avião PT-KIL foram recebidos pelo Hospital de Guarnição do Exército de Tabatinga. “Encontrá-los vivos foi uma sensação maravilhosa. Isso não tem preço para um médico, um enfermeiro, uma tripulação SAR. Em vez de resgatar corpos, encontramos sobreviventes”, emociona-se.
Em alto mar
Seja na terra ou no oceano, no Norte, Sul, Leste ou Oeste do país, os Esquadrões da FAB acumulam histórias de resgates de sobreviventes que marcam a vida das vítimas e dos militares. Uma missão de salvamento em alto mar, a aproximadamente 200 quilômetros da costa da cidade de Rio Grande (RS), aconteceu no dia 14 de maio de 2019. O Esquadrão Pantera (5º/8º GAV) resgatou um marinheiro de 60 anos que teve complicações cardíacas quando estava na embarcação.
A Tenente Aviadora Maria Luisa Michelon Silveira fez o procedimento de içamento em convés em sua primeira missão real. “Para nós do Esquadrão, que vivenciamos situações de emergência em qualquer escala, foi indescritível a sensação de decolar para participar de um resgate real. Pessoal e profissionalmente, sinto-me realizada após o cumprimento dessa missão”, conclui.
Canadá – A chegada da nova frota de aeronaves de busca e salvamento de asas fixas da Royal Canadian Air Force (FWSAR) está cada vez mais próxima. Em março de 2019, a primeira aeronave saiu da linha de montagem na Espanha. E agora, com a entrega prevista para começar no próximo ano em Comox, British Columbia, é hora de nomear a mais nova aeronave da RCAF.
O escritório de gerenciamento de projetos e a Canadian Air Division, responsáveis conjuntamente pela nomeação de novas frotas de aeronaves, consultaram a comunidade de busca e resgate operacional para apresentar vários nomes possíveis para o Airbus CASA C295. O comandante da Royal Canadian Air Force, o tenente-general Al Meinzinger, terá a palavra final sobre o nome.
Aeronave SAR Airbus C295 da Royal Canadian Air Force.
Cinco nomes foram selecionados para sua decisão. Eles estão em ordem alfabética:
CANSO II: aeronaves Canso serviram com 11 esquadrões da RCAF durante a Segunda Guerra Mundial. Eles operavam a partir de ambas as costas e eram empregados em patrulhas costeiras, proteção de comboios e caça submarina. Depois da Segunda Guerra Mundial, Cansos serviram com a RCAF em missões de reconhecimento e busca até que eles finalmente se aposentaram em novembro de 1962.
GUARDIAN: Guardião é uma entidade que protege uma comunidade sob um conjunto de valores.
IRIS: Em anatomia, a íris é a parte mais visível (e colorida) do olho e tem como sua função controlar os níveis de luz e se refere à faculdade ou poder de ver. Íris também era a deusa do mar e do céu na antiga mitologia grega.
KINGFISHER: Encontrada em todo o Canadá, esta ave patrulha rios constantemente à procura de presas. Dentro das Primeiras Nações do Noroeste, o kingfisher é reconhecido por sua velocidade e agilidade, bem como por suas habilidades de busca e caça. Um kingfisher foi retratado na cédula canadense de cinco dólares de 1986 na série “Birds of Canada”.
TURNSTONE: Turnstones são uma das maravilhas migratórias do mundo das aves do Ártico. Eles são conhecidos por voar mais de 1.000 quilômetros (600 milhas) em um único dia.
A lista curta atende aos princípios legais básicos e às considerações de análise com base no gênero, bem como às orientações estabelecidas pela Organização Internacional de Aviação Civil (IACO) e pelo Ministério dos Transportes do Canadá.
Eles também foram avaliados para garantir que respeitem as convenções para o nome “popular” de uma aeronave que estão contidas no “Manual de Aeronavegabilidade Técnica” (TAM) do Departamento de Defesa Nacional, que fornece a direção da nomenclatura da aeronave. Estas convenções para um nome popular, pelo qual uma aeronave é conhecida dentro do DND, incluem o seguinte:
Se uma nova aeronave já tiver um nome oficial e comumente usado, esse nome será retido.
O nome deve ter uma conotação canadense.
O nome deve consistir em apenas uma palavra e ser selecionado de acordo com as características da aeronave e sua missão básica, em vez da fonte de fabricação da aeronave.
O nome deve atrair a imaginação sem sacrificar a dignidade e deve sugerir confiança nas capacidades da aeronave.
O nome não deve duplicar aqueles em uso para outros tipos de equipamento.
Podem ser utilizados nomes anteriormente associados se adequados (i.e., Musketeer / Musketeer II e Harvard / Harvard II).
Todas as séries de aeronaves dentro de uma missão básica e tipo manterão o mesmo nome (por exemplo, CC-130E, CC-130H e CC-130J Hercules).
Quando o nome for selecionado, ele será formalmente protegido pela “Lei de marcas comerciais” antes de ser anunciado, a fim de evitar qualquer forma de reclamação ou conflito com outra organização. Se entenderem que o nome selecionado não pode ser liberado para uso, será feita outra seleção.
Portugal – O chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA) revelou na segunda-feira (1º) que este ramo das forças armadas salvou mais de 4100 pessoas em 2018 e realizou cerca de 17.500 horas de voo, 40% das quais de âmbito operacional.
“Em missões de busca e salvamento realizadas pelas tripulações de alerta, sediadas nas Lajes, no Montijo, em Beja, em Ovar, ou no Porto Santo, cobrindo uma área que ultrapassa os cinco milhões de quilômetros quadrados, traduziram-se num total de mais de 4100 vidas salvas, das quais 127 desde o dia 1 de Janeiro do corrente ano”, contabilizou o general Joaquim Nunes Borrego.
No ano passado, a Força Aérea realizou “cerca de 17.500 horas de voo, expressão máxima do seu produto operacional”, afirmou o CEMFA, acrescentando que, destas, “cerca de 40% em âmbito operacional, não raras vezes, noutras latitudes e em terras de outras bandeiras”. Nas comemorações do 67º aniversário da Força Aérea, em Viseu, presididas pelo ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, Joaquim Nunes Borrego considerou ter chegado o momento de refletir sobre quem são e o que têm feito os militares deste ramo, concluindo de seguida: Somos “uma força jovem e moderna repleta de história e memória”.
Força Aérea salvou mais de quatro mil vidas em 2018.
Joaquim Borrego acrescentou ainda que a FA registou “305 missões de evacuações aeromédicas, desde o início do ano, tantas e tantas vezes efetuadas nas partes mais longínquas do território nacional, mas também junto das forças nacionais destacadas, representam, possivelmente, a parte mais visível e conhecida do esforço diário”.
“Estivemos sempre onde e quando Portugal mais precisou de nós, a FA vive mais em cada missão de transporte de doentes ou de órgão para transplante que realizamos, e da qual resulta uma vida salva. A FA vive mais sempre que regressa, após uma missão de busca e salvamento, é satisfação e ao mesmo tempo orgulho no cumprir”, congratulou-se.
O general lembrou ainda a presença “nas missões realizadas no âmbito dos compromissos internacionais e na projeção e emprego de capacidades que contribuem para a paz no mundo” e, neste sentido, lembrou “o apoio às forças nacionais destacadas no Iraque, no Afeganistão, na República Centro Africana e os destacamentos no leste europeu” e ainda nas operações de resgate em Moçambique, aquando do ciclone Idai.
O CEMFA, no seu discurso, referiu ainda a “previsível reorganização do dispositivo em consequência das alterações decorrentes do projeto de desenvolvimento do aeroporto complementar de Lisboa e as suas implicações diretas nas operações e na atividade aérea em geral”. “Assim, pelos condicionalismos que tal solução terá para a FA e para os seus militares, estamos já a trabalhar na implementação de medidas que mitiguem os impactos operacionais, mas também pessoais e familiares, de forma a alcançar níveis de execução que permitam integrar ambos os eixos em análise e garantir uma solução global que continue a permitir o cabal cumprimento das missões atribuídas”, referiu.
Joaquim Borrego aproveitou ainda a cerimônia de aniversário para defender que o “cabal cumprimento de missões” da FA, missões com outras variantes militares, com a Polícia Judiciária e outras instituições de segurança está “intrinsecamente ligado à sustentação de armas” que este ramo opera e, por isso, defendeu que “é fundamental superar os constrangimentos verificados nos últimos anos”.
Força Aérea salvou mais de quatro mil vidas em 2018
Mato Grosso do Sul – Durante o Exercício Operacional Tápio (EXOP Tápio), realizado na Ala 5, em Campo Grande (MS), no mês de abril, o Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV) e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, conhecido como PARA-SAR da FAB, realizaram ações de Busca e Salvamento em Combate (CSAR), que é diferente das missões de busca e salvamento em período de paz.
O exercício ocorreu de forma integrada com outras aviações da FAB, com realização de inserção e resgate, apoio aéreo aproximado, evacuação aeromédica, assalto aeroterrestre, além de atendimento pré-hospitalar em condições de combate.
De acordo com o Comandante do 2º/10º GAV, Tenente-Coronel Aviador Luciano Antonio Marchiorato Dobignies, o treinamento ocorreu em um cenário fictício de missão de paz da ONU. “Consideramos o contexto operacional hostil, quando temos que ter cuidados na aproximação, que pode ser, inclusive, um espaço com uma aeronave abatida ou com presença de tropas paramilitares”, exemplifica.
Aviação de Busca e Salvamento realiza treinamentos durante Exercício Tápio em Campo Grande, MS. Foto: FAB
No EXOP, os militares adquiriram as técnicas necessárias para certificação de que o resgate será viável e seguro. “Os helicópteros voaram baixo, sob escolta de aviões e outros helicópteros. Treinamos uma das missões mais arriscadas em combate”, disse.
Salvar Vidas
A Aviação de Busca e Salvamento constantemente realiza missões de resgate de sobreviventes. Em dezembro do ano passado, após quatro dias de buscas, foi a experiência de um tripulante que levou ao resgate de sobreviventes de um acidente aeronáutico.
O mecânico do Esquadrão, Sargento Vinícius de Souza Melo, recorda que a equipe foi acionada após um treinamento intenso. “Em um certo local, escutei um som que parecia ser do ELT [Emergency Locator Transmitter]”, relembra. O aparelho é um sinalizador de emergência que toda aeronave tem. Normalmente, a bateria dura dois dias, mas aquele era o quarto dia depois do acidente e o sinal estava bem fraco.
Aviação de Busca e Salvamento realiza treinamentos durante Exercício Tápio em Campo Grande, MS. Foto: FAB
A aeronave voltou a sobrevoar a área e, finalmente, todos conseguiram ouvir aquele som. Em seguida, a tripulação visualizou os sobreviventes acenando. “Foi um momento de muita satisfação quando percebemos que íamos levar aquelas pessoas vivas. Buscar e salvar vidas é uma missão muito gratificante”, conclui.
EXOP Tápio
Cerca de 50 aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) e mil militares, envolvendo as três Forças, participaram do segundo EXOP Tápio, na Ala 5. O objetivo foi treinar os esquadrões em um cenário de guerra irregular. Estiveram envolvidos no EXOP esquadrões aéreos das aviações de Transporte, Caça, Asas Rotativas, Reconhecimento e Busca e Salvamento, além do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), da Brigada de Defesa Antiaérea (BDAAE) e dos Grupos de Defesa Antiaérea (GDAAE).
Aviação de Busca e Salvamento realiza treinamentos durante Exercício Tápio em Campo Grande, MS. Foto: FAB
São Paulo – O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) realizou na semana de 6 a 10 de maio, a fase prática do Curso de Coordenação de Busca e Salvamento (SAR 001), no Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), em São José dos Campos (SP).
Participaram do curso controladores de tráfego aéreo e pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB), além de militares da Marinha do Brasil. “O objetivo foi formar os coordenadores de missão de Busca e Salvamento, possibilitando um incremento da pronta resposta às operações SAR com o foco na salvaguarda de vidas”, esclareceu o chefe da Seção de Coordenação e Controle de Busca e Salvamento do DECEA e coordenador geral do curso, Capitão Aviador Michell Iorio Boareto.
As missões de busca e salvamento realizadas pela FAB acontecem sobre todo o território nacional e parte do Oceano Atlântico. Por força de tratados internacionais, o Brasil é responsável por essas missões em uma área de mais de 22 milhões de km².
Militares da FAB aprimoram os conhecimentos sobre coordenação e execução de missões SAR. Fotos: Fábio Maciel
Curso SAR 001
O curso foi dividido em duas etapas. Na primeira, realizada durante seis semanas (de 25 de março a 3 de maio), foram ministradas palestras com a finalidade de proporcionar aos alunos experiências de familiarização com os conceitos de Busca e Salvamento, os qualificando para atuar como Elos do Sistema SAR.
Temas como conceitos e funções do Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico Brasileiro (SISSAR), ferramentas do SARMASTER (gerenciador de informações com capacidade de cálculos, geração de relatórios e registro gráfico das áreas atendidas pela operação), padrões de busca, uso do COSPAS-SARSAT (Sistema de Busca e Salvamento por Rastreamento de Satélite) e relacionamento com a imprensa foram alguns dos aprendizados.
Integração
Já na parte prática do curso, aconteceram as missões SAR simuladas em terra e no mar. “De modo a treinar o planejamento e a coordenação sobre os variados ambientes e configurações, foram formados quatro grupos, representando os Centros de Coordenação de Salvamento Aeronáutico (ARCC) localizados nos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA) em Brasília (DF), Curitiba (PR), Recife (PE) e Manaus (AM)”, explicou o Sargento Especialista em Controle de Tráfego Aéreo Cleon Fraga dos Santos, um dos coordenadores do curso.
Para os alunos, esta foi uma oportunidade única para treinar missões de grande complexidade. É o caso do Tenente Aviador Daniel Monteiro da Costa, piloto do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV), sediado na Ala 5, em Campo Grande (MS), que opera a aeronave H-60 Black Hawk. Há quatro anos, o Tenente Daniel serve na unidade e já atuou em várias operações SAR. “O curso permitiu um treinamento completo de todos os envolvidos. Pude estar do outro lado e ver que por trás de cada decolagem para cumprir esse tipo de missão existe uma equipe preparada e capacitada para realizar as ações de coordenação”, pontuou.
Militares da FAB aprimoram os conhecimentos sobre coordenação e execução de missões SAR. Fotos: Fábio Maciel
O curso foi marcado por grande integração entre os elos de coordenação e execução. “Proporcionou um enorme ganho operacional, possibilitando uma visão mais ampla dos aspectos que influenciam as operações SAR, além de um maior comprometimento dos envolvidos em prol do sucesso da missão”, comentou o Capitão Aviador Bruno Olimpio de Morais Strafacci, que atuou como coordenador de um dos grupos.
O objetivo também foi promover a troca de experiência entre os participantes. Enquanto uns são jovens, outros têm anos de vivência. É o caso do Tenente-Coronel R1 Jair Sampaio, coordenador geral do curso, que falou sobre a sua trajetória no serviço de busca e salvamento.
Representando a Marinha do Brasil, o Capitão de Corveta Samoel Carone Reis, destacou os benefíciosda atuação conjunta com a Força Aérea no curso SAR 001. “Foi de grande valia conhecer na prática como são planejadas, executadas e coordenadas as ações desencadeadas pelo Salvaero, além de promover uma maior integração entre as duas Forças para que continuemos a salvar vidas”, avaliou.
Intercâmbio com estudantes de jornalismo
Como parte do cronograma do curso, os militares participaram, de forma simulada, de coletiva de imprensa e entrevistas em programas de rádio e TV promovidas pela Universidade do Vale do Paraíba (Univap).
O intercâmbio faz parte de um projeto de integração da FAB com os estudantes de jornalismo da Univap. “É muito importante mostrar para esses futuros profissionais da mídia as atividades que desempenhamos na Busca e Salvamento, além de estreitar o relacionamento com a imprensa”, afirmou o Capitão Boareto.
Militares da FAB aprimoram os conhecimentos sobre coordenação e execução de missões SAR. Fotos: Fábio Maciel
Para a coordenadora do curso de jornalismo da Univap, Vânia Braz de Oliveira, essa parceria que já acontece há 12 anos, tem sido muito enriquecedora. “É uma oportunidade de nossos alunos conhecerem a estrutura e a rotina de trabalho da Aeronáutica, além de ser uma experiência que eles não esquecerão na sua vida acadêmica e utilizarão no decorrer da sua carreira profissional. Os dois lados ganham com essa parceria, é uma troca de saberes e certamente esse conhecimento adquirido aqui vai torná-los mais preparados para o mercado de trabalho”, revelou.
Para os futuros jornalistas, essa experiência é importante para a formação profissional. É o caso, por exemplo, de Cristina Basílio da Silva, aluna do 3° ano de jornalismo. “Com essa vivência, pude conhecer a prática de como funciona uma operação de busca e salvamento, além de interagir com os militares, enriquecendo assim o meu aprendizado”, constatou a estudante.
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Militares da FAB aprimoram os conhecimentos sobre coordenação e execução de missões SAR. Fotos: Fábio Maciel
Militares da FAB aprimoram os conhecimentos sobre coordenação e execução de missões SAR. Fotos: Fábio Maciel
Militares da FAB aprimoram os conhecimentos sobre coordenação e execução de missões SAR. Fotos: Fábio Maciel
Militares da FAB aprimoram os conhecimentos sobre coordenação e execução de missões SAR. Fotos: Fábio Maciel
Militares da FAB aprimoram os conhecimentos sobre coordenação e execução de missões SAR. Fotos: Fábio Maciel
Militares da FAB aprimoram os conhecimentos sobre coordenação e execução de missões SAR. Fotos: Fábio Maciel
São Paulo – Os quatro atletas resgatados no último domingo (21) após passarem dois dias em uma floresta em São Paulo tiveram que recorrer à água acumulada em bromélias para matar a sede. Eles foram encontrados a aproximadamente 15 quilômetros da base do Parque Estadual Carlos Botelho, em Sete Barras, no interior do estado. Em entrevista ao G1 nesta terça-feira (23), uma atleta contou que eles ingeriram a água da planta após coar em uma camiseta e aplicar uma pastilha purificadora.
“O ânimo melhorou consideravelmente depois desse ‘café da manhã'”, disse a atleta Ana Flavia Heide. Moradora do Rio de Janeiro, ela é uma das integrantes do quarteto participante da Expedição Chauás 300 Registro 2019, expedição na mata com trajeto de 300 quilômetros.
Além da água, o grupo conseguiu se manter apenas com alguns itens que sobraram nas mochilas, como um pedaço de sanduíche, uma porção de balas de gelatina e um salgadinho de wasabi – raiz forte típica da culinária japonesa. “Eu comi um pouquinho e até chorei de tanto que ardeu”.
Atletas foram resgatados com a ajuda de cestos do helicóptero Águia — Foto: Divulgação/Prefeitura de Sete Barras
Expedição em área de Mata Atlântica
A expedição dos atletas começou na última quinta-feira (18). Com largada e chegada em Registro (SP), os mais de 100 competidores tinham como missão percorrer estradas rurais, trilhas e rios em meio ao Parque Estadual Carlos Botelho, uma área de Mata Atlântica.
A prova envolve etapas de trekking, que consiste em caminhada a pé pela trilha, canoagem e Mountain Bike – competição de bicicleta em terreno montanhoso.
Ana e os outros três atletas que se perderam, moradores de Santos e São Paulo, integravam a equipe Makaira. Eles ficaram perdidos durante a etapa de trekking. Segundo Ana, a área tinha pedras gigantes, o que os obrigou a fazer desvios para contorná-las e seguir na direção correta.
Após tentar ultrapassar os obstáculos desde sexta-feira (19), eles decidiram procurar socorro no sábado (20). O alerta de socorro via satélite acionou uma empresa americana que, em seguida, informou as autoridades. O quarteto foi encontrado no domingo (21) por uma equipe do Corpo de Bombeiros e um monitor autônomo, que conhece a área.
O resgate foi feito logo em seguida pelo helicóptero Águia da Polícia Militar, que utilizou um cesto de salvamento para fazer a retirada das pessoas.
“O voo foi uma loucura. Voamos alto mesmo, por cima das nuvens. Pude ver a imensidão da mata onde nos encontrávamos. O policial comentou: Como vocês foram parar tão longe?”, relembra a atleta.
Atleta resgatada após dois dias perdida em mata descreve momentos de tensão: ‘Pedras gigantes’ — Foto: Divulgação/Prefeitura de Sete Barras
Resgate
Um bombeiro e um monitor autônomo que conhece o parque e estava a serviço da empresa organizadora da competição foram os primeiros a se deslocar até o local, na noite de sábado.
Segundo o monitor Michel Dias de Oliveira, as buscas começaram por volta das 22h, mas eles tiveram dificuldade para localizá-los depois que ficaram sem bateria no celular. “Paramos no Pico da Pedra Maior. Eu vi que estava ficando meio difícil e falei para começarmos pela manhã”, afirma.
Os atletas apresentavam quadro de desidratação e foram atendidos pela equipe da Secretaria de Saúde de Sete Barras. “Eles estavam bem, mas esgotados fisicamente e desidratados”, disse a secretária de saúde Lucia Maria de Lima Maia. Eles receberam atendimento na própria ambulância e foram liberados em seguida.
Segundo o diretor técnico da corrida, Francisco Perez, a situação não causou espanto porque eles já tinham um plano de salvamento traçado antes da corrida. “O celular e o aparelho localizador são equipamentos obrigatórios do regulamento para eles levarem durante a corrida. Além de primeiros socorros, capacete, equipamentos de segurança. Todos tinham tudo isso. Em menos de 24h após apertar o botão eles já estavam almoçando no restaurante”, afirma.
Ainda de acordo com a organização do evento, os atletas são preparados para sobrevivência e não chegaram a ficar desidratados porque tomaram água acumulada nas bromélias. “Eles têm curso de primeiros socorros, sobrevivência na selva e a maioria deles participa dos nossos eventos há mais de dez anos.”
Atletas posaram para ‘selfie’ após chegada dos bombeiros em Sete Barras, SP — Foto: Divulgação/Prefeitura de Sete Barras.
Santa Catarina – Na terça-feria (09), o helicóptero Arcanjo 03 do Corpo de Bombeiros foi acionado para naufrágio de embarcação na região de Barra Velha. Tratava-se de um homem de 39 anos que saiu para pescar às 6h00 da manhã e um pouco depois virou com sua embarcação.
Por volta das 13:30h amigos e familiares deram falta dele e acionaram o Corpo de Bombeiros. Foram deslocados para a ocorrência o Arcanjo 03 e uma embarcação da corporação. Após cerca de 10 minutos de buscas em alto mar a embarcação foi localizada pela tripulação do Arcanjo.
O pescador estava se segurando aos destroços da embarcação. Foi lançado um tripulante do helicóptero ao mar, que acessou a vítima e sinalizou que a mesma estava bem. Assim, optou-se pelo transporte da vítima e do tripulante através da embarcação da corporação que participava das buscas. Na praia a tripulação médica do arcanjo avaliou a vítima, que apresentava sintomas de hipotermia e desidratação, pois segundo o mesmo, a embarcação naufragou antes das 7h00 da manhã.
Após ser atendido, aquecido e hidratado pela equipe médica do Arcanjo 03 o homem foi liberado em segurança na praia.
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Arcanjo 03 do Corpo de Bombeiros SC é acionado para resgate em naufrágio de embarcação na região de Barra Velha, SC. Foto: CBMSC
Arcanjo 03 do Corpo de Bombeiros SC é acionado para resgate em naufrágio de embarcação na região de Barra Velha, SC. Foto: CBMSC
Arcanjo 03 do Corpo de Bombeiros SC é acionado para resgate em naufrágio de embarcação na região de Barra Velha, SC. Foto: CBMSC
Arcanjo 03 do Corpo de Bombeiros SC é acionado para resgate em naufrágio de embarcação na região de Barra Velha, SC. Foto: CBMSC
Arcanjo 03 do Corpo de Bombeiros SC é acionado para resgate em naufrágio de embarcação na região de Barra Velha, SC. Foto: CBMSC
Santa Catarina – Um casal com idade aproximada em 40 anos passou por apuros na tarde de terça-feira (05). Eles estavam se banhando na praia do Ipuã na região da ilha de Laguna quando foram arrastados pela correnteza e começaram a se afogar.
Populares que viram a cena, imediatamente acionaram o Corpo de Bombeiros Militar da cidade, que rapidamente deslocou guarda-vidas com auxílio de motos aquáticas, que atuam em praias próximas para atender a ocorrência. O helicóptero Arcanjo 01 de Florianópolis chegou a se dirigir ao balneário, um dos locais procurados por banhistas que visitam o entorno do Farol de Santa Marta.
“Quando a aeronave pousou, os guarda-vidas já tinham retirado as duas pessoas e estavam na faixa de areia, aplicando a técnica de oxigenoterapia”, explica o coronel Edupércio Pratts, comandante-geral dos bombeiros em Santa Catarina, O casal, que apresentou grau 1 de afogamento, foi liberado após atendimento pré-hospitalar.
A ambulância ASU-372 chegou a ser acionada para prestar apoio à ocorrência. A praia do Ipuã, segundo o tenente Henrique Schuelter Nunes, comandante dos bombeiros de Laguna, possui serviço de salvamento aquático, e que a cobertura, assim como os demais balneários, é de 200 metros a cada lateral do posto.
“Orientamos que os banhistas tomem banho de mar nessa faixa de 400 metros. São nesses locais que vamos estar verificando todos os riscos, indicando os melhores locais para tomar banho, onde há corrente de retorno e sinalizando os pontos próprios”, alerta o oficial. “Não conseguimos estender muito além desses 200 metros as rondas que os guarda-vidas fazem, pois eles acabam perdendo o contato com o posto”, detalha.
Schulter salienta para que as pessoas fiquem atentas às bandeiras de sinalização: verde (apropriada) e vermelha (imprópria), colocadas na faixa de areia; verde (baixo risco de afogamento), amarelo (médio risco) e vermelha (alto risco), implantadas sobre os postos de guarda-vidas.
Helicóptero Arcanjo 01 auxilia equipe de guarda-vidas em ocorrência de 2 afogamentos na praia do Ipuã. Foto: Divulgação
São Paulo – Na terça-feira (05), uma ação conjunta das equipes do CAvPM (Comando de Aviação da Polícia Militar) e 6º Grupamento de Bombeiros resultou no salvamento de seis pessoas que realizavam trilha em Paranapiacaba, Serra do Mar, SP.
As vítimas faziam uma trilha no local, onde ficaram impossibilitadas de retornar devido ao mau tempo. Foi então que acionaram a Polícia Militar por meio do COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar) – 190.
As equipes do Corpo de Bombeiros e do CavPM foram imediatamente para o local e juntos conseguiram resgatar as vítimas do local através do guincho de salvamento da aeronave. As vítimas foram conduzidas para um Posto de Comando montado pelo 6º Grupamento de Bombeiros.
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Equipe do CAvPM de São Paulo e Corpo de Bombeiros resgatam grupo que se perdeu em mata de Paranapiacaba. Foto: PMESP
Equipe do CAvPM de São Paulo e Corpo de Bombeiros resgatam grupo que se perdeu em mata de Paranapiacaba. Foto: PMESP
Santa Catarina – O resgate de um homem de 63 anos na trilha do Monte Crista em Garuva no Litoral Norte Catarinense mobilizou na tarde e noite de domingo (03) agentes do Grupo de Resgate em Montanha (GRM), da 2ª Cia de Aviação de Joinville e dos Bombeiros Militares de Garuva.
O idoso entrou na mata acompanhado de um casal e teria sentido fortes dores no peito, o que o impediu de seguir a caminhada. Logo depois de passar mal o homem se deitou no trajeto e ligou para conhecidos pedindo para que informassem as autoridades e o resgatassem.
As buscas aéreas iniciaram por volta das 17h40, minutos depois do chamado e encerram ao anoitecer. Do helicóptero a equipe avistou o grupo pois sinalizaram com uma fogueira e fumaça (o resgate aéreo só não foi possível em razão da mata fechada e o pôr do Sol). A localização então foi repassada ao GRM.
Por volta das 20 horas, um grupo de socorristas seguiu mata adentro para viabilizar o socorro e a retirada do homem do local, distante cerca de cinco quilômetros do início da trilha. Assim que localizaram as pessoas, a equipe de primeiros socorros do GRM fez a avaliação primária da vítima, reidratou e alimentou a vítima. Depois de cerca de 20 min foi iniciado o deslocamento pela trilha, que foi lento, mas a vítima não precisou ser carregada.
O resgate foi encerrado por volta das 2h da madruga de segunda-feira (04). Ainda de acordo com o GRM, o homem é um turista de Curitiba (PR) e manteve contato com a guarnição por meio do telefone celular. O Corpo de Bombeiros Militar de Garuva fez o translado do homem de ambulância até o hospital.
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GRM foi acionado pelo CB para resgatar um homem na trilha do Monte Crista (Garuva/SC). Foto: GRM
GRM foi acionado pelo CB para resgatar um homem na trilha do Monte Crista (Garuva/SC). Foto: GRM
GRM foi acionado pelo CB para resgatar um homem na trilha do Monte Crista (Garuva/SC). Foto: GRM
GRM foi acionado pelo CB para resgatar um homem na trilha do Monte Crista (Garuva/SC). Foto: GRM
Local em que a vítima foi localizada(Foto: 2ª Cia Aviação/Joinville)
Morro do Monte Crista, local das buscas(Foto: 2ª Cia Aviação/Joinville)
Local em que a vítima foi localizada(Foto: 2ª Cia Aviação/Joinville)
Minas Gerais – O 2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2) da Marinha do Brasil apoia as operações em Brumadinho com a aeronave UH-15 N-7202 (H225M) e militares do Grupo de Busca e Salvamento (GSAR) do Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN), além de equipamentos.
A aeronave ficou sediada na cidade de Belo Horizonte – MG e o seu emprego principal foi a operação de busca e resgate na cidade de Brumadinho – MG. Dentre as operações desenvolvidas, destacam-se o transporte de material, infiltrações e retiradas de militares do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, assim como de militares Israelenses.
A equipe utilizou durante as buscas o imageador aéreo Forward Looking Infra-Red (FLIR), comprovando a capacidade do emprego do equipamento em apoio às ações de busca naquele ambiente operacional.
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Marinha desloca uma Aeronave UH-15 Super Cougar para apoiar os resgates na cidade de Brumadinho, MG. Foto: Divulgação
2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2) da Marinha do Brasil
Marinha desloca aeronave UH-15 Super Cougar para apoiar os resgates na cidade de Brumadinho, MG
Marinha desloca aeronave UH-15 Super Cougar para apoiar os resgates na cidade de Brumadinho, MG
2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2) da Marinha do Brasil
Ações da Força Aérea e Exército
Por sua vez, a Força Aérea Brasileira (FAB), além de realizar o controle dos voos na região, emprega duas aeronaves H-36 Caracal. Mais de quarenta militares da FAB participam da missão. Além do controle de tráfego aéreo, as aeronaves realizam transporte de técnicos e bombeiros militares que estão atuando nas buscas pelos desaparecidos.
O Chefe do Centro de Operações Aéreas em Brumadinho, Major Leonardo André Haberfeld Maia, destacou que todos os órgãos estão empenhados na missão. “A integração entre Exército, Marinha e Força Aérea está muito sinérgica, provendo a capacidade operacional excepcional, como por exemplo, a exfiltração e infiltração de militares em curto tempo, na área de operação”, relatou.
O Comando Militar do Leste, por intermédio da 4ª Região Militar, sediada em Belo Horizonte (MG), também participou com o apoio logístico aos militares israelenses que participaram dos trabalhos de busca e salvamento. Foram utilizados cinco helicópteros da Aviação do Exército, alojamento, alimentação, apoio veterinário para cães farejadores, transporte e acondicionamento de equipamentos.
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Mais de 40 militares da FAB participam dos resgates às vítimas de Brumadinho. Foto: Cel André Gustavo Curityba/CIAAR
Mais de 40 militares da FAB participam dos resgates às vítimas de Brumadinho. Foto: Cel André Gustavo Curityba/CIAAR
O Comando Militar do Leste, por intermédio da 4ª Região Militar, sediada em BH participou do apoio.
O Comando Militar do Leste, por intermédio da 4ª Região Militar, sediada em BH participou do apoio.
O Comando Militar do Leste, por intermédio da 4ª Região Militar, sediada em BH participou do apoio.
O Comando Militar do Leste, por intermédio da 4ª Região Militar, sediada em BH participou do apoio.
Santa Catarina – Por volta das 18h00 da noite de quinta-feira (24) o Corpo de Bombeiros Militar, através dos seus guarda-vidas foram acionados para atendimento de um afogamento no Balneário Paraíso em Jaguaruna. Os guarda-vidas saíram do Balneário Figueirinha até o Balneário Paraíso onde constataram três vítimas se afogando.
Os guarda-vidas entraram na água e com auxílio de banhistas retiraram o pai e um dos filhos, sendo que o outro filho, adolescente de 15 anos, submergiu na água. As outras duas vítimas foram retiradas com vida e receberam atendimento na beira da praia e foram encaminhadas posteriormente para o Hospital de Caridade de Jaguaruna.
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Bombeiros durante resgate de vítimas de afogamento em Jaguaruna na noite desta quinta-feira (24) — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
Helicóptero do Corpo de Bombeiros, realiza busca de banhista desaparecido em Jaguaruna, SC. - Foto: Arcanjo01
Corpo do adolescente foi encontrado na manhã deste sábado em Jaguaruna — Foto: Bombeiros Voluntários de Jaguaruna/Divulgação
Helicóptero do Corpo de Bombeiros, realiza busca de banhista desaparecido em Jaguaruna, SC. - Foto: Arcanjo01
Helicóptero do Corpo de Bombeiros, realiza busca de banhista desaparecido em Jaguaruna, SC. - Foto: Arcanjo01
Helicóptero do Corpo de Bombeiros, realiza busca de banhista desaparecido em Jaguaruna, SC. - Foto: Arcanjo01
Os bombeiros militares fizeram buscas na praia com suas embarcações até o anoitecer, por volta das 20h00. O helicóptero Arcanjo 01 decolou na manhã de sexta-feira (25) para a realização de buscas em apoio aos guarda-vidas.
No sábado (26), o garoto de 15 anos foi encontrado por volta das 8h00 por guarda-vidas na praia de Balneário Campo Bom. Os bombeiros militares de Tubarão e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados. Conforme os bombeiros voluntários, ainda na praia, a família da vítima fez o reconhecimento do corpo.
O adolescente era natural da cidade de Feliz, no Rio Grande do Sul. O Corpo de Bombeiros orienta todos banhistas em procurar local onde é protegido por guarda-vidas, pois esse incidente ocorreu em uma área onde não há essa proteção.
Santa Catarina – Vítima de afogamento, um homem morreu na manhã deste sábado (19) após ser socorrido inconsciente em Itapoá, no Litoral Norte de SC. Segundo informações dos bombeiros, a vítima estava mergulhando no mar e teria submergido na água após bater a cabeça em uma região de pedras por volta das 9h20.
Foram realizadas buscas com apoio do Helicóptero Águia da Polícia Militar de Joinville e guarda-vidas civis de Itapoá, que usaram moto aquática. O corpo do homem que desapareceu na área da Primeira Pedra da praia foi encontrado às 10h20.
Foram feitas manobras de ressuscitação cardiorrespiratória e o homem foi levado pelo Águia 01 ao Pronto Atendimento de Itapoá, onde os procedimentos de reanimação continuaram até por volta das 10h50, quando foi declarado o óbito da vítima pelo médico de plantão.
Águia 01 acionado para ocorrência de afogamento na praia de Itapoá. – Foto: PMSC/Divulgação
Vítima não portava documentos
Os bombeiros estão fazendo buscas na praia, próximo ao local da ocorrência, para ver se localizam algum familiar. A vítima não portava documentos e nenhum parente ou conhecido procurou as autoridades até o início da tarde.
O cabo Lucena, coordenador de praia e bombeiro do Corpo de Bombeiros Militar, contou que o homem estava mergulhando atrás de pedras. “Ao mergulhar, submergiu sem emergir novamente. Ainda segundo relato de populares, a vítima após esse mergulho ficou submersa em decúbito ventral [de barriga para baixo], vindo a desaparecer posteriormente, tendo sofrido possível trauma ao mergulhar no local perigoso”, disse Lucena.
Águia 01 acionado para ocorrência de afogamento na praia de Itapoá. – Foto: PMSC/Divulgação
Terceiro caso parecido
Essa é a terceira pessoa que perde a vida pulando ou caindo de pedras e costões na operação veraneio do 7º Batalhão de Bombeiros Militar – quase metade de todos óbitos por afogamento do batalhão. Ou seja, ambientes desse tipo são extremamente perigosos e a população insiste em passar por esses locais.
Os dados de afogamento de Santa Catarina demonstram que os afogamentos em costões são de grande letalidade, sendo aproximadamente quatro vezes mais letais dos que ocorrem em outros locais das praias.
O ano de 2019 inicia com um novo acordo operacional entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Empresa Argentina de Navegação Aérea (EANA) para missões de busca e salvamento. A carta foi assinada em dezembro, durante reunião no Centro Operacional Integrado (COI) do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), em Curitiba (PR), com membros do Centros de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW) e de Ezeiza (RCC-EZ), na Argentina.
Durante dois dias, foram trocadas informações sobre o funcionamento das atividades de Busca e Salvamento (SAR) dos dois países, que já tinham um compromisso com objetivo de apoio mútuo.
As missões SAR na Argentina, até fevereiro deste ano, eram coordenadas pela Força Aérea daquele país, que passou à responsabilidade da EANA. Por este motivo, uma nova Carta de Acordo Operacional entre os dois ARCCs foi necessária, objetivo principal do encontro em Curitiba.
DECEA e EANA assinam Acordo Operacional para missões conjuntas – Foto: Sargento Johnson Barros/CECOMSAER
Após as apresentações, que relataram o modo de operação e as particularidades de cada ARCC, foi assinado o acordo pelo Chefe da Seção de Coordenação e Controle de Busca e Salvamento do Departamento do Controle do Espaço Áereo (DECEA), Capitão Michell Iorio Boareto, e pelo Gerente de Busca e Salvamento da EANA, Roberto Julius Gomes.
“Esse acordo visa dar celeridade às missões de busca e salvamento que porventura venham a ocorrer e que necessitem de um apoio mútuo, o que demonstra a preocupação de ambos os países com a salvaguarda da vida humana”, justifica o Capitão Boareto. “Essa interação e esse acordo nos municiam para missões SAR na área limítrofe entre os dois países, pois, assim, conhecemos a capacidade de cada um. Daí podemos utilizar o melhor vetor, a aeronave mais adequada”, fundamenta o Capitão Boareto.
DECEA e EANA assinam Acordo Operacional para missões conjuntas – Foto: Major Lorenzoni/CINDACTA II
Para o gerente SAR da EANA, o benefício do compromisso é o intercâmbio de experiências em busca e salvamento, principalmente a possibilidade de receber instruções em cursos realizados pelo DECEA nessa área.
Um exemplo da importância da parceria num Acordo Operacional, foi o apoio dado pelo Brasil na busca pelo submarino argentino ARA San Juan, desaparecido em 2017 no Atlântico Sul. O Brasil, por meio da FAB, enviou aeronaves para auxiliar na varredura magnética e em buscas visuais durante aquela missão.
EANA
O Serviço de Busca e Resgate fornecido pela EANA atua 24 horas por dia, 365 dias por ano, e é responsável por organizar e coordenar recursos aéreos e terrestres para ajudar no resgate de pessoas e aeronaves em perigo ou em acidentes.
Sua finalidade é receber, reconhecer e retransmitir notificações de socorro, além de organizar e coordenar os esforços de todas as agências que intervêm na SAR. Executa, ainda, operações de busca e salvamento, cooperando com outros sistemas de garantia em caso de desastre.
DECEA e EANA assinam Acordo Operacional para missões conjuntas – foto: Capitão Boareto/DECEA
França – Na quarta-feira (2), um helicóptero EC 145 da Gendarmerie Nationale francesa socorreu um esquiador com o joelho ferido em Chamonix Mont-Blanc, uma das mais importantes estâncias turísticas de inverno da Europa, tendo o imponente Monte Branco na parte meridional de seu território.
Nicolas Derely postou três vídeos nas mídias sociais, legendando-os com uma descrição do dramático resgate na montanha. Segundo seu relato eram seis esquiadores, incluindo dois esquiadores sem experiência. Um deles durante o trajeto deslizou brutalmente para trás e deslocou o joelho. Como o esquiador não conseguia se levantar, Nicolas utilizada seu telefone 4G e pede socorro.
Inicialmente o piloto do EC 145 desembarcou socorristas da Gendarmarie para dar o primeiro atendimento ao alpinista. Depois de imobilizado a equipe retorna e embarca os socorristas em uma manobra onde encosta o esqui no gelo. Na sequência usando o guincho elétrico resgata o esquiador ferido.
O piloto Jean-François Martin, de 46 anos, explicou que se trata de uma manobra utilizada frequentemente pois permite que as pessoas embarquem ou desembarquem rapidamente da aeronave. “Não há nada de extraordinário”, afirmou.
O segredo, segundo ele, é observar se há ângulo suficiente para que as pás do rotor principal não encostem na neve. O piloto acumula 5.000 horas de voo e atua há seis anos em Chamonix.
Embora a impressionante manobra tenha recebido muitos elogios e despertado a admiração das mídias sociais, Martin minimizou o feito impressionante. Ele acrescentou, no entanto, que a manobra contribui para “uma bela imagem” e, como tal, é “muito bom para a Gendarmarie”.
Brasil – Este ano, o Dia da Aviação de Busca e Salvamento – celebrado em 26 de junho – será comemorado de forma especial pelo Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV), sediado na Ala 5, em Campo Grande (MS).
Um dos mais antigos esquadrões da FAB voltados para a missão de busca e salvamento no Brasil completará 60 anos em 2017. E o ano em que o Esquadrão comemora o sexagésimo aniversário será marcado pelo recebimento de duas aeronaves SC-105 Amazonas – equipadas especificamente para busca e salvamento.
“Perseverança e comprometimento. Todas as unidades que operam na Aviação de Busca e Salvamento acreditam nesta mensagem. Todos sentem orgulho e conhecem a importância de salvar uma vida”. A mensagem é do Chefe de Operações do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV), localizado na Ala 5, em Campo Grande (MS). A unidade é responsável, exclusivamente, para operar em missões de Busca e Salvamento da Força Aérea Brasileira (FAB).
A FAB está preparada para o resgate 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano. São mais de 22 milhões de quilômetros quadrados de área de busca, incluindo o Oceano Atlântico e a Amazônia – quase três vezes a extensão continental do País.
Só nos últimos cinco anos, operações de Busca e Salvamento da FAB localizaram mais de 180 pessoas vítimas de acidentes aeronáuticos e marítimos. Em 2016, 25 pessoas foram resgatadas com vida por aeronaves da FAB e outras 69 receberam algum tipo de assistência do Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico Brasileiro (SISSAR). Além disso, cinco aeronaves foram localizadas.
60 anos salvando vidas
Enumerar as missões do Esquadrão Pelicano em seis décadas é quase impossível, de acordo com o Major Aviador Leonardo Machado Guimarães, Chefe do Setor de Operações do 2º/10º GAV. Apenas em 2016, foram 14 missões de busca. Além disso, o esquadrão realiza Evacuações Aeromédicas, atendimentos a calamidades públicas, ajuda humanitária, sem falar de atividades envolvendo helicópteros, resgate e tantas outras. “Se fizer um levantamento histórico, são mais de 600 missões apenas de buscas. Com certeza este número é bem maior. O esquadrão esteve envolvido em praticamente todas as que tiveram vulto no País”, explica.
O militar destaca a participação do esquadrão na queda do voo 254 da Varig, em 1989; do voo 1907 da Gol, em 2006; e do voo da Air France, em 2009. “Sem falar das inúmeras missões de que o esquadrão participou e não ganharam divulgação ou destaque na mídia, mas que envolveram grande esforço de pessoas e tripulações que buscaram preservar a vida, que é o bem mais precioso”, ressalta.
Depois de ter servido de 2002 a 2008 na unidade, o Major Machado retornou ao Esquadrão no ano passado. “Este ano de 2017 está sendo realmente especial, não apenas pelo fato de o Esquadrão completar 60 anos, mas também pela chegada do novo Amazonas, uma aeronave planejada, customizada inteiramente para a missão, com um aparato de novas tecnologias, que vão, com certeza, aumentar a operacionalidade da unidade”, acredita.
Salto operacional
A chegada do primeiro avião está prevista para junho. O Tenente Aviador Raphael Lopes Rosa passou cerca de 30 dias em Sevilha, na Espanha, conhecendo a aplicabilidade das novas tecnologias da aeronave. Com sete anos no Esquadrão, o militar está otimista com a novidade.
Ele explica que o serviço de salvamento do Brasil poderá ser equiparado a países de primeiro mundo e ao que tem de mais novo neste tipo de missão. “Nós podemos fazer um paralelo com o Canadá, que é uma referência no mundo e comprou 16 aeronaves similares a nossa. Estamos chegando a um patamar que nunca existiu, um alto padrão em aeronave de busca e salvamento”, ressalta.
Segundo o Tenente Rosa, o Brasil já possui equipamentos modernos que permitem a realização das missões de forma eficaz. As novas aeronaves chegam para aprimorar este trabalho e para agilizar as buscas que antes ocorriam predominantemente por observação visual. Para exemplificar como as novas aeronaves poderão aprimorar as operações, o piloto lembra o acidente de 2014 com a aeronave Cessna PP-FFR, no interior de Roraima.
“As vítimas foram encontradas após cinco dias de busca. Nós encontramos um bilhete dentro da aeronave avisando que eles tinham se evadido para dentro da selva, que havia perigo de onça, mas estavam sem alimento. Com a tecnologia presente nas novas aeronaves, como o uso de radar, sensor termal, por exemplo, poderíamos ter tido a chance de encontrá-los, muito provavelmente, em menos tempo”, conta.
Saiba mais sobre a Aviação de Busca e Salvamento na página especial.
Brasil – A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu nesta sexta-feira, 16 de junho, nova aeronave SC-105 Amazonas equipada para busca e salvamento. A cerimônia de entrega ocorreu na fábrica da Airbus, em Sevilha, na Espanha, e contou com a presença do Ministro de Defesa, Raul Jungmann, do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, além de militares que serão os responsáveis pelo deslocamento do avião para o Brasil.
Após esta entrega, a aeronave participará da feira internacional Le Bourget, em Paris, e, em seguida, fará um tour de demonstrações por países da Ásia e América do Norte, como Japão, Coreia do Sul, EUA e Canadá. A aeronave será operada pelo Esquadrão Pelicano (2º/10º GAv), sediado na Ala 5, em Campo Grande (MS).
Segundo o gerente do projeto na Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), responsável pela aquisição de aeronaves na FAB, Major Aviador Fabio Affonso da Silva, receber o avião é a consagração de todo um trabalho. “É gratificante entregar ao operador exatamente o que foi pensado e atingir todos os resultados. É o coroamento de todo o nosso esforço, ainda mais quando vemos uma tripulação preparada – e que participou de treinamentos para tal – podendo decolar com um avião destes”, ressalta.
O Major Aviador Leonardo Machado Guimarães, chefe de operações do 2º/10º GAv, afirma que a nova aeronave representa um novo passo para a atividade do Esquadrão Pelicano. “Esta é uma aeronave planejada, customizada inteiramente para a missão, com um aparato de novas tecnologias, que vão com certeza aumentar a operacionalidade da unidade”.
Diferencial
Dentre os equipamentos a bordo da nova aeronave, três itens farão total diferença na operação, atualmente restrita à visual: radar com abertura sintética, imageamento por infravermelho e integração de sistemas.
O radar tem capacidade de monitorar em 360 graus e simultaneamente até 640 alvos em um raio de 200NM (370 km). Pode detectar alvos tão pequenos quanto um bote e acompanhá-los em movimento na superfície com até 75kts (139 km/h). Além disso, pode captar imagens com resolução de até um metro quadrado dentro de uma área de 2,5km x 2,5km.
O sistema eletro-óptico infravermelho, que permitirá operação 24 horas, tem a versão mais recente da câmera FLIR (Forward Looking Infra-Red). Além de registrar imagens coloridas, pode aproximá-la em 18 vezes e operar em ambiente de baixa luminosidade. O modo de operação em que o sensor de infravermelho é usado conta ainda com zoom de 71 vezes e funciona detectando o contraste termal, ou seja, por diferença de temperatura. Ele consegue gerar uma imagem independente de luz ambiente. O sistema pode gravar até 6 horas de imagens.
Brasil – A Associação Brasileira de Busca e Salvamento – ABRA-SAR, fundada em 06 de dezembro de 2010, está promovendo eventos comemorativos dos decênios da Aviação de Busca e Salvamento no Brasil, que são:
50 anos do resgate da aeronave C-47, matrícula FAB 2068 C-47 FAB 2068;
50 anos da operação da aeronave H-1H (Bell 205 Iroquois – UH-1 Huey), e
60 anos de operações aéreas do Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV).
Eventos
As comemorações buscam enaltecer a prestação do serviço de Busca e Salvamento no Brasil e seguirá a seguinte programação:
Dia da Aviação de Busca e Salvamento e 50 anos do H-1H: 25 e 26 de Junho de 2017.
Aniversário do Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV): 06 de Dezembro de 2017.
Local: ALA 5 (Base Aérea de Campo Grande), Av. Duque de Caxias, 2905, Campo Grande-MS.
Militares forjados para salvar.
Um pouco da história
No dia 06 de dezembro de 1957 foi criado o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2°/10° GAV), o único Esquadrão Aéreo exclusivamente dedicado à missão de Busca e Salvamento (SAR – Search and Rescue) na FAB.
O dia 26 de junho de 1967 ficou marcado como o Dia da Aviação de Busca e Salvamento por ter sido a data que o FAB 2068 (clique e saiba mais) foi avistado pelo Suboficial Valin no SA-16 FAB 6528 do 2°/10° GAV. Ao final dos 11 dias de busca e resgate, 33 aeronaves voaram 1.100 horas, resgatando cinco sobreviventes e os vinte mortos. O resgate do FAB 2068, em junho de 1967, marcou ainda o início da operação dos helicópteros H-1H (Bell 205 Iroquois – UH-1 Huey) no Brasil.
Atualmente, o Esquadrão Pelicano continua como referência do Serviço de Busca e Salvamento no Brasil. Com sede na capital sul-mato-grossense desde 1980, o 2°/10° GAV está recebendo uma versão nova do SC-105 com capacidade de realização de busca eletrônica e o H-36 Caracal (Airbus EC-725) para substituir o cinquentão H-1H.
Mantendo-se permanentemente em alerta durante 24 horas por dia, sete dias da semana, 365 dias no ano, para decolar em poucos minutos, o Esquadrão está equipado para atender qualquer situação de emergência, seja na terra ou no mar, numa área de 22 milhões de km2, grande parte sobre o oceano Atlântico e a Amazônia.
Aeronave Bell H-1H do 2º/10º Grupo de Aviação (Esquadrão Pelicano) na Base Aérea de Campo Grande. Foto: Sgt Johnson.
Missões
Ao completar 60 anos de existência em dezembro de 2017, com atuação em todo o território nacional e no exterior ao longo de sua história, o Esquadrão Pelicano teve marcante participação em diversas missões de resgate, desde as menos conhecidas, como o socorro da população do Estado de Mato Grosso do Sul, até aquelas de extensa divulgação na mídia, como as buscas ao VARIG 254, em 1989, ao GOL 1907, em 2006 e ao AIR FRANCE 447, em 2009.
H1H na operação do acidente que envolveu o Gol 1907.
Juramento
Prontidão é o permanente estado dos Pelicanos, como são carinhosamente conhecidos os militares deste Esquadrão Aéreo. É o que garante a confiabilidade do salvamento a qualquer tempo e em qualquer lugar.
“É meu dever, como membro do serviço de Busca e Salvamento, socorrer feridos e salvar vidas. Estarei pronto em qualquer ocasião para cumprir com esse dever, colocando-o acima de meus interesses pessoais e bem-estar. E o cumprirei… para que outros possam viver!”
E o cumprirei… para que outros possam viver!
Para saber mais como APOIAR o evento entre em contato com:
Mauro Pascale de Camargo Leite
Chefe da Comissão de Marketing da ABRASAR
Telefone – (67) 98149-4370
E-MAIL: [email protected]
Portugal – A Força Aérea Portuguesa, a Marinha Portuguesa e o navio mercante “M/V JUSTICE”, da Libéria, resgataram no dia 22 de maio três tripulantes do veleiro “DESTINY OF SCARBOROUGH”, que se encontrava prestes a naufragar após ter batido numa baleia.
Tripulantes de veleiro resgatados após choque com baleia – Missão a 659 quilômetros a nordeste da Ilha
O veleiro, de 15 metros, com bandeira do Reino Unido, estava à deriva a cerca de 659 quilômetros a nordeste da Ilha Terceira, nos Açores, e apresentava danos irreversíveis provocados pelo choque com o animal.
Uma aeronave C-295M, da Esquadra 502 – “Elefantes”, foi ativada pelas 06H00Z, após o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (Marinha) ter solicitado ao Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes (RCC Lajes) o empenhamento de meios para detectar a embarcação.
Esquadra 601 – “Lobos”, Lockheed P-3C CUP+
A tripulação do C-295M estabeleceu o primeiro contato rádio com o “DESTINY OF SCARBOROUGH” às 08h17Z e o primeiro contato visual às 08h45Z. Acompanhou a missão até ao limite da sua autonomia, sendo substituída por uma tripulação da Esquadra 601 – “Lobos”, com a aeronave P-3C CUP+, que chegou ao local às 12H20Z para dar seguimento à missão.
Na zona de operações, a tripulação do P-3C aguardou até a chegada do navio mercante e coordenou as operações de resgate sob a direção do RCC Lajes e do MRCC Delgada. Os tripulantes, de 41, 49 e 61 anos, todos eles de nacionalidade britânica, foram resgatados com sucesso pelo “M/V JUSTICE”, que desviou a sua rota para o cumprimento desta missão.
O Ministro da Defesa Nacional de Portugal, José Alberto Azeredo Lopes, e o Embaixador dos Estados Unidos da América em Lisboa, Robert Sherman, assinaram um acordo na Fortaleza de São Julião da Barra sobre busca e salvamento marítimo e aéreo, com o objetivo de fortalecer a cooperação neste domínio e reforçar a eficácia da assistência a pessoas em perigo no Atlântico.
“Este Acordo é mais um grande passo para fortalecer a relação de Portugal com os Estados Unidos da América, e um passo de particular relevância para a segurança da nossa casa comum, um espaço que partilhamos há muito tempo, que é o Atlântico”, afirmou o Ministro.
Azeredo Lopes disse ainda: “Ao assinarmos este acordo, clarificamos responsabilidades mútuas em operações de busca e salvamento, incluindo obrigações de trocar informação entre os nossos países. Portugal e os Estados Unidos da América assumem o compromisso de prevenir acidentes e perdas de vidas humanas no espaço transatlântico”.
O Ministro sublinhou também a importância simbólica de este acordo ser celebrado no último dia da missão do Embaixador Robert Sherman em Portugal, desejando-lhe as maiores felicidades.
O Embaixador dos Estados Unidos da América, Robert Sherman, realçou a importância deste Acordo em contribuir para um mundo seguro: “Lembro-me que, enquanto estivemos a conversar sobre busca e salvamento e as grandes instalações que os portugueses têm, reparei que um dos centros de coordenação de salvamento fica na minha terra natal, Boston”.
“Por isso, enquanto me despeço de Portugal, sei que permanecerei perto do trabalho importante que aqui está a ser desenvolvido. Dou-vos os parabéns, obrigada por este esforço e por tornar este Acordo uma possibilidade”, concluiu.
A coordenação das operações de busca e salvamento aéreo ficará a cargo da Força Aérea Portuguesa, enquanto as operações marítimas serão da responsabilidade da Marinha Portuguesa.
Do lado dos EUA, a busca e salvamento marítimo e aéreo será da responsabilidade da Guarda Costeira. Os centros de coordenação de salvamento abrangidos no Acordo são o centro aéreo das Lajes, o Marítimo Delgada, na região de busca e salvamento de Santa Maria, no arquipélago dos Açores, pela parte portuguesa, e os conjuntos de Boston e Norfolk, pelos norte-americanos.
A delimitação da região marítima de Busca e Salvamento, estabelecida com o acordo, abrange quase 1.900 milhas náuticas do Atlântico norte.
O Aeroclube de São Paulo, localizado no Aeroporto Campo de Marte, abrirá suas portas mais uma vez para o Curso Básico Teórico de Busca e Salvamento SAR – 005.
O curso é coordenado e executado pela Subdivisão de Busca e Salvamento do CINDACTA II – SALVAERO CURITIBA (ARCC-CW). O Curso acontecerá de 21 a 25 de agosto de 2017, das 8h às 17h, no Aeroclube de São Paulo.
Foi realizada divulgação do curso pelas mídias sociais e rapidamente as 70 vagas, disponibilizadas para civis e militares, foram preenchidas. As inscrições poderiam ser feitas através do link: https://goo.gl/forms/n6IjAi2hsLr4EMWu1 até o dia 19/02/17.
Com o grande interesse pelo curso, agora somente através lista de espera através do e-mail: [email protected],informando seu interesse em vagas remanescentes.
O treinamento é gratuito, com avaliação e oferece certificado. O curso visa divulgar o Sistema SAR Aeronáutico (SISSAR) e o Serviço de Busca e Salvamento do Comando da Aeronáutica, proporcionando uma visão geral da atividade.