- Anúncio -
Início Tags Esquadrão Pelicano

Esquadrão Pelicano

Militares do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul concluem Curso Básico Teórico de Busca e Salvamento

Quatro militares do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) participaram do Curso Básico Teórico de Busca e Salvamento – SAR 0005, realizado na Base Aérea de Campo Grande.

A capacitação, promovida pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) da Força Aérea Brasileira e ministrada por militares do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), teve como foco ampliar o conhecimento dos participantes sobre os procedimentos adotados nas operações de busca e salvamento aeronáutico.

O curso também apresentou a estrutura e o funcionamento do Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (SISSAR), certificando os concluintes como elos do Sistema em território nacional.

A turma contou com 29 alunos, entre eles os bombeiros militares Capitão Gabriel Ferreira Lopes, Capitão Jônatas Lira Costa e Silva de Lucena, Tenente Victor Hugo Blanco e Soldado Leony Guimarães da Silva.

Durante a formação, os participantes estudaram como são planejadas e executadas as operações de busca e salvamento da Força Aérea, abrangendo emprego de pessoal, utilização de equipamentos especializados e todos os recursos necessários para o resgate de vítimas em situações complexas.

Outro ponto de destaque foi o estudo do COSPAS-SARSAT, sistema internacional de satélites responsável por detectar sinais de emergência emitidos por radiobalizas instaladas em aeronaves, embarcações e dispositivos pessoais. Ao identificar um alerta, o sistema encaminha as informações aos centros de controle, que acionam as Autoridades de Busca e Salvamento (SAR) responsáveis pelo atendimento, reduzindo significativamente o tempo de resposta e aumentando as chances de sobrevivência.

O encerramento do curso contou com a apresentação de estudos de casos reais, exercícios práticos de Busca e Salvamento e visita às aeronaves do Esquadrão Pelicano, unidade da FAB especializada em missões de busca e salvamento em todo o país. Após as avaliações finais, os participantes receberam o certificado de conclusão.

Com a certificação dos quatro militares do CBMMS, a Corporação fortalece sua integração ao SISSAR e amplia sua capacidade de atuação conjunta em missões de busca e salvamento aeronáuticas realizadas em Mato Grosso do Sul.

Militares do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul concluem Curso Básico de Busca e Salvamento na Base Aérea de Campo Grande. Foto: Divulgação

Força Aérea Brasileira realiza exercício operacional de busca e salvamento

Santa Catarina – A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e do Comando de Preparo (COMPREP), realiza até o dia 7 de maio, o Exercício Operacional de Busca e Salvamento (SAR – Search And Rescue) na Base Aérea de Florianópolis (BAFL), em Santa Catarina.

Mais de 350 militares de diversas unidades da FAB e da Marinha participam do exercício chamado de EXOP Carranca, que tem por objetivo adestrar as Unidades Aéreas participantes e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS) na execução de técnicas necessárias ao cumprimento da Ação de Força Aérea de Busca e Salvamento.

Além da atuação de centenas de militares, a FAB conta com a presença de diversas aeronaves, como P-3 AM Orion, P-95 Bandeirante Patrulha, C-130 Hércules, SC-105 Amazonas e H-60L Black Hawk, além das aeronaves que auxiliam na mobilização e desmobilização.

Com apoio da FAB, pacientes com COVID-19 são transferidos do MS para Rondônia e São Paulo

Mato Grosso do Sul – A Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso do Sul, transferiu mais quatro pacientes com COVID-19 para o Estado de São Paulo nesta quarta-feira (9). Com a transferência, Mato Grosso do Sul soma 25 pacientes encaminhados para internação em hospitais de Rondônia e São Paulo.

Foram transferidos quatro pacientes internados em unidades de saúde de Dourados. As famílias deram autorização para a transferência. O translado de Dourados até a Base Aérea de Campo Grande foi feito em ambulâncias.

O avião C-105 Amazonas da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou por volta das 20h de Campo Grande com destino ao município de São Bernardo do Campo (SP). As transferências terrestres foram realizadas pelo SAMU.

Até o momento, nove pacientes foram transferidos para o Estado de Rondônia e dezesseis foram para São Paulo. A Central Estadual de Regulação do MS está levantando a possibilidade de novas transferências e também realiza tratativas para levar pacientes para o Estado do Amazonas.

Esquadrão Pelicano da FAB realiza a transferência de mais cinco pacientes com COVID-19 no Amazonas

Amazonas – O Governo do Amazonas realizou na tarde de sexta-feira (05), a transferência de cinco pacientes com COVID-19 do município de Coari para Manaus. Após o desembarque do avião SC-105 Amazonas do Esquadrão Pelicano (2°/10° GAv) da Força Aérea Brasileira (FAB), os pacientes foram levados em ambulâncias para o Hospital e Pronto Socorro (HPS) Delphina Aziz.

Antes de serem embarcados os pacientes passaram por uma avaliação médica e todo processo de transferência foi acompanhado pela Secretaria de Saúde do Amazonas, como explicou a enfermeira da Gerência de Pessoa com Doenças Crônicas, Mônica Batista.

Esquadrão Pelicano da FAB realiza a transferência de mais cinco pacientes com COVID-19 no Amazonas. Foto: Danton de Paula.

“Tudo começa com o município sinalizando que há pacientes em estado moderado. A Central de Regulação confere a questão dos leitos, de como receber esses pacientes. Em seguida, preparamos o avião para esse perfil de paciente, junto com a FAB. Chegando aqui, nós recebemos o paciente e enviamos a ambulância para fazer o transporte até a unidade de destino”, explicou a enfermeira

Os pacientes desembarcaram no Aeroporto Militar de Ponta Pelada, zona sul de Manaus. A transferência integra uma operação conjunta entre o Governo do Amazonas e o Governo Federal, iniciada ainda no mês de janeiro.

Desde o dia 13 de fevereiro, já são 60 pacientes transferidos do interior do Amazonas para a capital. As transferências de pacientes auxiliam na diminuição da pressão do sistema de saúde das cidades do interior.

Força Aérea Brasileira recebe o terceiro avião SC-105 Amazonas para missões de “Busca e Salvamento”

Brasil – A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu no início de dezembro, a terceira aeronave Casa 295 (SC-105 Amazonas) para operações de “Busca e Salvamento” (SAR). Produzida pela Airbus Espanha, a cerimônia de entrega aconteceu em Sevilha.

“A Força Aérea Brasileira recebe um vetor estratégico que assegura a capacidade de realizar busca e salvamento em uma área de 22 milhões de quilômetros quadrados de responsabilidade do Estado brasileiro, ou ainda realizando missões de evacuação aeromédica, socorro em voo, e outras missões humanitárias em todo território nacional e na América do Sul”, enfatizou o Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues, durante a solenidade de entrega.

O avião SC-105 Amazonas SAR será operado pelas tripulações do Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2°/10° GAV) – Esquadrão Pelicano, sediado na Base Aérea de Campo Grande, MS. A unidade aérea trabalha em regime de prontidão, 24 horas por dia, sete dias da semana, nos 365 dias do ano.

Esquadrões Pelicano e PARA-SAR da FAB realizam treinamento de resgate aquático na Base Aérea de Santos, SP

São Paulo – De 10 a 19 de setembro acontece treinamento de resgate em meio aquático na Base Aérea de Santos (BAST), no litoral paulista. O Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV) e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), sediados na Base Aérea de Campo Grande (MS), participam do Exercício Técnico (EXETEC) – Içamento na Água.

O treinamento ocorre no Canal do Estuário de Santos-Guarujá, através de içamentos com equipamento guincho do helicóptero H-60L Black Hawk. Mais de 40 militares participam da instrução, contemplando pilotos, operadores de equipamentos especiais e homens de resgate, além dos militares que atuam como vítimas, possibilitando uma condição mais próxima do real.

De acordo com o Chefe da Seção de Operações do 2°/10º GAV, Major Aviador Tiago Gomes de Sales, o Exercício Técnico Pelicano ocorre ao término do processo de implantação do novo vetor H-60L Black Hawk no Esquadrão. Segundo ele, é necessária a retomada das capacidades operacionais para a total prestação de serviço de Busca e Salvamento.

“Uma destas capacidades é o resgate de vítimas em meio aquático por meio do içamento utilizando o guincho da aeronave. Essa operação tem o intuito de realizar a manutenção operacional dos tripulantes, buscando o adestramento necessário para uma operação segura e eficiente”, afirmou.

De acordo com o Sargento Luigi Schacker, homem de resgate do Esquadrão Pantera (5°/8° GAV), após a unificação dos procedimentos, haverá um manual. “Um ponto importante deste treinamento é que, após a conclusão, será elaborado um manual de procedimentos padronizando as ações nos três Esquadrões da FAB que operam os helicópteros H-60L Black Hawk“, complementou.

O acionamento para uma missão de Busca e Salvamento pode ocorrer de duas formas: via ordem emitida pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) ou em atendimento aos procedimentos previstos no Plano de Emergência Aeronáutica em Aeródromo (PEAA). O Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico atua em uma área de 22 milhões de Km², grande parte sobre o Oceano Atlântico e sobre os rios da Amazônia.

Equipes da FAB localizam e resgatam tripulação de helicóptero R44 desaparecido no sudoeste do Pará

Pará – Na madrugada de terça-feira (8), equipe de Busca e Salvamento (SAR) do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV) da Força Aérea Brasileira (FAB), utilizando modernos sistemas embarcados no avião SAR SC-105 Amazonas, localizou a tripulação do helicóptero Robinson R44 que estava desaparecida há mais de 30 horas.

O helicóptero R44 decolou no domingo (06) da região de Jacareacanga, sudoeste do Pará, com destino a Itaituba. O piloto precisou fazer pouso de emergência em razão do mau tempo. Na aeronave estavam embarcados 3 adultos e uma 1 criança. Todos foram resgatados com vida pelo Esquadrão Harpia (7º/8º GAV) da FAB com o emprego do helicóptero H-60L Black Hawk.

Nas buscas foi utilizado o moderno avião SAR SC-105 Amazonas (6551) da FAB, equipado com sensor infravermelho da FLIR, modelo StarSafire III, além de sistema NVG (Night Vision Googles) utilizado pelos pilotos e observadores SAR. Segundo a FAB, foi a primeira missão que encontraram sobreviventes com o emprego desses novos sistemas.

Além das aeronaves da Força Aérea, equipes do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (GRAESP) e do Corpo de Bombeiros Militar também participaram das buscas. No helicóptero estavam o piloto, o comandante e o subcomandante do 15º Batalhão de Policiamento Militar e uma criança de dez anos de idade.

O piloto e os três passageiros passam bem e foram levados pelo helicóptero SAR H60 do Esquadrão Harpia da FAB para a cidade de Itaituba, sudoeste do Estado, onde receberam atendimento inicial de equipe do SAMU.

Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates

Brasil – Se fosse possível descrever o som da esperança, provavelmente o piloto comercial Marcelo Balestrin, de 40 anos, diria que é como o som do rotor de um helicóptero. Prestes a se tornar estatística de tragédias aeronáuticas, esse foi o ruído que deu a ele e ao amigo Jhon Cleiton Venera uma chance para o recomeço da vida. Após quatro dias perdidos em mata fechada, feridos, sem alimento, água, abrigo ou expectativas de salvamento, os dois homens foram resgatados por militares da Força Aérea Brasileira (FAB) a bordo de um helicóptero H-60L Black Hawk.

O acidente ocorreu em 30 de novembro do ano passado, em Cáceres (MT), a 220 quilômetros da capital Cuiabá. A aeronave, que saiu de Pimenta Bueno (RO), teria como destino Santo Antônio do Leverger (MT). Ainda em tratamento para curar as sequelas físicas da queda da aeronave PT-ICN, Marcelo também carrega as lembranças e o sentimento de gratidão. “Vou levar isso por toda a minha vida. Só posso agradecer por não terem abandonado a gente e continuarem com as buscas. Lembrarei disso eternamente”, diz.

Os agradecimentos são direcionados aos tripulantes dos Esquadrões Pelicano (2º/10º GAV) e Pantera (5º/8º GAV), além dos integrantes do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS, também conhecido como PARA-SAR), pessoas que estão acostumadas a içar vítimas sem vida e que se emocionam ao cumprir missões de resgate com sobreviventes.

Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates. Foto: Divulgação

“Nosso lema é nunca desistir, manter a chama da esperança acesa e dar um conforto para alguma família. Um Pelicano tem que ter essa abnegação.” Desde sua primeira fala, o Sargento Vinícius de Souza Melo, do Esquadrão Pelicano, integrante da missão que salvou as vítimas do PT-ICN, deixa claro como foram os dias de buscas. O militar estava a bordo do H-60L, engajado na missão na manhã do dia 3 de dezembro – uma aeronave SC-105 Amazonas já realizava buscas desde o dia 1º.

As atividades do Black Hawk foram iniciadas a partir da capital mato-grossense. “Decolamos de manhã, bem cedo. Voamos até as 19h30 naquele dia com a ideia de não achar apenas destroços, mas sim os sobreviventes. Foi desgastante, mas ficamos atentos”, descreveu o sargento. No dia seguinte, os voos continuaram. A tripulação fez várias tentativas de encontrar sinais que indicassem a localização das vítimas.

Ali, dentro da área de busca, mas ainda sem serem vistos, Marcelo e Jhon Cleiton lutavam pela vida. “Entramos no quarto dia de agonia. No primeiro dia eu tinha ficado preso nas ferragens. No segundo, sai de joelho e me joguei para fora”, conta o piloto comercial, que teve os dois pés, o braço direito e o maxilar fraturados, além de vários ferimentos pelo corpo.

Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates. Foto: Divulgação

Naquele dia 4 de dezembro, ainda pela manhã, as vítimas ouviram o som do helicóptero de resgate. Tentaram sinalizar, fizeram barulho, mas ainda não foram avistados. No período da tarde, a tripulação, sem êxito, voltou à base e recebeu a ordem para fazer novas buscas. “Na primeira pernada [trecho de deslocamento pré-determinado], não avistamos a aeronave, mas alguém da tripulação teve a impressão de ter ouvido o sinal do ELT [Emergency Locator Transmitter, um sinalizador de emergência]. No retorno, passamos pelo mesmo local e um tripulante avistou a aeronave. Vimos que dois sobreviventes acenavam”, relata o piloto da FAB que participou do resgate, Tenente Aviador Fábio Rachildes Pinto.

O Sargento Vinícius se recorda da euforia que tomou conta da tripulação. “Foi muito bom saber que iríamos levar pessoas vivas.” O integrante do 2º/10º GAV ainda gravou o momento em que encontrou os dois pilotos acidentados. No vídeo, a emoção fica evidente nas palavras de Jhon Cleiton: “Vocês são anjos!”, gritou.

As vítimas foram levadas ao Aeroporto de Cuiabá, onde foram recebidas pelo atendimento médico de urgência e pelos familiares. De lá, elas foram conduzidas até o Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (MT) e transferidas para uma unidade de saúde particular de Cuiabá.

Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates. Foto: Divulgação

“Preciso parabenizar essa tripulação pela experiência e pelo treinamento que tiveram. Sinto-me tão feliz por ter sido resgatado por eles e sei que eles também se sentem assim. Vibramos muito e me emociono toda vez que falo sobre eles e queria muito encontrá-los novamente”, finaliza o piloto Marcelo.

“Ela tinha que ir junto, também era uma sobrevivente”

Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates. Foto: Divulgação

Quando os resgateiros do Esquadrão Harpia (7º/8º GAV), localizado em Manaus (AM), foram acionados para salvarem possíveis sobreviventes de um acidente aéreo próximo à fronteira com o Peru, certamente não esperavam encontrar a cadela Princesa entre as vítimas da queda. Em 17 de dezembro de 2018, a aeronave de matrícula PT-KIL caiu próximo à cidade de Tabatinga (AM) com Princesa e outros três ocupantes – o piloto José Adelmo Araujo Santiago, de 52 anos, e os passageiros Marinêz Ferreira de Souza, 35, e Francisco Sales de Souza, 16.

Participante do resgate, o Capitão Médico Waldyr Moyses de Oliveira Junior lembra que a tripulação, apesar de não portar equipamentos específicos para o resgate de animais naquele dia, foi unânime quanto ao salvamento da cadela. “Uma concordância imediata: ela tinha que ir junto. Afinal de contas, ela também era uma sobrevivente”, conta ele, que é Chefe da Subseção de Saúde Operacional do Hospital de Aeronáutica de Manaus (HAMN). O militar disse que, para içar Princesa, havia ainda a dificuldade causada pelo estresse do animal. “No final, prendemos a coleira peitoral da cadela junto ao corpo do resgateiro. Ninguém ficou para trás.”

A situação inusitada vivida no estado amazonense, no entanto, se assemelha ao caso de Mato Grosso quanto à emoção e aos sentimentos de missão cumprida dos militares e de alívio às vítimas, com a conclusão de mais um resgate com sobreviventes. O Capitão Waldyr descreve essa como uma das maiores alegrias que já sentiu. “Uma sensação indescritível. Quando o primeiro homem desceu e avisou que havia sobreviventes, vibramos muito e isso só nos incentivou a continuar a tirar aquelas pessoas dali”, relembra.

Esquadrões da FAB acumulam histórias marcantes de resgates. Foto: Divulgação

Acostumado a participar de resgates, o militar relata que este era um caso que demandava ainda mais agilidade na prontidão das equipes. “Fomos informados de uma tentativa de pouso forçado, o que nos deixou com esperança de que houvesse sobreviventes. Pela possibilidade de vítimas vivas, tínhamos que agir rapidamente, decolar o quanto antes”, detalha.

O helicóptero H-60 Black Hawk da FAB decolou na madrugada de Manaus para Tabatinga, uma distância de mais de mil quilômetros. “O tempo não era bom, chovia. A visibilidade era ruim, exigindo mais concentração de todos nós. Ao encontrarmos o local do acidente, verificamos que não havia condições de pouso e descemos no guincho. Primeiro foram os homens SAR [do inglês Search and Rescue, busca e salvamento], e eu desci em seguida para ajudar na condução das vítimas”, conta.

O Capitão ainda se lembra do cenário encontrado. De acordo com ele, José Adelmo estava mais ferido, com dores nas costas e pernas, escoriações no rosto, e precisou ser imobilizado. As outras vítimas estavam em choque. “O tempo de envolvimento no resgate foi de duas horas. Foi um nível de adrenalina muito alto, correndo contra o tempo, enfrentando chuva”, recorda o médico.

Ao final, os ocupantes do avião PT-KIL foram recebidos pelo Hospital de Guarnição do Exército de Tabatinga. “Encontrá-los vivos foi uma sensação maravilhosa. Isso não tem preço para um médico, um enfermeiro, uma tripulação SAR. Em vez de resgatar corpos, encontramos sobreviventes”, emociona-se.

Em alto mar

Seja na terra ou no oceano, no Norte, Sul, Leste ou Oeste do país, os Esquadrões da FAB acumulam histórias de resgates de sobreviventes que marcam a vida das vítimas e dos militares. Uma missão de salvamento em alto mar, a aproximadamente 200 quilômetros da costa da cidade de Rio Grande (RS), aconteceu no dia 14 de maio de 2019. O Esquadrão Pantera (5º/8º GAV) resgatou um marinheiro de 60 anos que teve complicações cardíacas quando estava na embarcação.

A Tenente Aviadora Maria Luisa Michelon Silveira fez o procedimento de içamento em convés em sua primeira missão real. “Para nós do Esquadrão, que vivenciamos situações de emergência em qualquer escala, foi indescritível a sensação de decolar para participar de um resgate real. Pessoal e profissionalmente, sinto-me realizada após o cumprimento dessa missão”, conclui.

Salvar vidas é a missão do Esquadrão Pelicano da Força Aérea Brasileira que celebrou 61 anos

Ascom FAB

Mato Grosso do Sul – O 2°/10° Grupo de Aviação, Esquadrão Pelicano, celebrou 61 anos de criação numa cerimônia militar realizada na quinta-feira (06), na Ala 5, em Campo Grande (MS). A solenidade foi presidida pelo Ministro do Superior Tribunal Militar (STM), Tenente-Brigadeiro do Ar William de Oliveira Barros.

Saiba mais: Forca Aérea Brasileira celebra o dia da Aviação de Busca e Salvamento

“Essa unidade tão comentada que é o Esquadrão Pelicano gera uma responsabilidade muito grande: a de que nós estamos aqui para salvar vidas. E isso nos traz responsabilidade não só para com a Força Aérea, como também para com toda a população brasileira”, comentou o oficial-general.

Esquadrão Pelicano celebra 61 anos. Foto: Cabo Silveira

Durante a cerimônia foram homenageados militares com os títulos de Pelicano Honorário, Menção Homem-SAR, Destaque Operacional, Destaque Segurança de Voo e Graduado e Praça Padrão.

Ainda, foi realizada a incorporação do helicóptero H-60L Black Hawk ao Esquadrão Pelicano, sendo incluído o emblema do 2°/10° GAV nas portas da aeronave. Esse helicóptero passou a ser utilizado na missão do Esquadrão em substituição ao memorável H-1H.

“Aos 61 anos de existência e algumas trocas de sedes e de aeronaves, percebemos que não é o local onde trabalhamos, nem a aeronave que voamos que nos define, mas sim um sentimento único de união e de determinação na missão de salvar vidas, chamado Espírito SAR”, ressaltou o Comandante do Esquadrão, Tenente-Coronel Aviador Luciano Marchiorato Dobignies.

A cerimônia foi finalizada com o desfile militar, que contou com a incorporação de ex-integrantes e amigos do 2°/10° GAV à tropa.

YouTube player
Esquadrão Pelicano celebra 61 anos. Foto: Cabo Silveira
Esquadrão Pelicano celebra 61 anos. Foto: Cabo Silveira

Helicóptero H-60 Black Hawk da FAB resgata sobreviventes de queda de avião no Mato Grosso

Agência Força Aérea e Sesp/MT

Mato Grosso – Por volta das 19h40 desta terça-feira (4) um helicóptero H-60 Black Hawk da Força Aérea Brasileira (FAB) localizou e resgatou com vida os dois tripulantes do avião cessna 182, matrícula PT-ICN, que decolou na manhã de sexta-feira (30) de Pimenta Bueno (RO) com destino a Santo Antônio do Leverger (MT). Segundo o RAB (ANAC) o avião estava com o certificado de aeronavegabilidade cancelado por IAM (inspeção anual de manutenção) vencida.

Cerca de 30 militares do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV) estiveram envolvidos nos quatro dias de buscas. Militares do Esquadrão Pantera (5º/8º GAV) e do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR) também fizeram parte da tripulação que realizou o resgate.

Militares da FAB resgataram os tripulantes
Militares da FAB resgataram os tripulantes. Foto: Esquadrão Pelicano.

Um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) do Mato Grosso, também participou das buscas.

“Já era o quarto dia de buscas e decolamos por volta das 17h para fazer um padrão onde ainda não havíamos passado com o helicóptero. Cerca de uma hora depois da decolagem ouvimos o sinal do ELT [Emergency Locator Transmitter] e continuamos circulando na região. Logo depois, nossa tripulação avistou a aeronave e já dava pra ver o pessoal acenando pra gente, mostrando que estavam vivos”, conta o Tenente Aviador Fábio Rachildes Pinto.

“Pousamos em uma área próxima, os “resgateiros” desembarcaram e já fizeram a ação inicial, imobilizaram os dois nas macas e levaram para o helicóptero. Mais ou menos às 19h estávamos prontos para decolar. No pouso em Cuiabá a ambulância do SAMU já estava esperando para levá-los ao hospital”, completou o militar.

Aeronave acidentada foi localizada pela FAB
Aeronave acidentada foi localizada pela FAB. Foto: Esquadrão Pelicano.

A operação de busca e salvamento teve início no sábado (1) e foi coordenada pelo Salvaero Manaus, contando também com a participação da aeronave SC-105 Amazonas, que realizou mais de 40 horas de voo durante as buscas.

Os pilotos do avião cessna 182, PT-ICN, estavam desaparecidos desde o dia da decolagem e foram resgatados em uma região de mata, em Cáceres, a 220 km de Cuiabá (MT).

Eles foram levados ao Aeroporto de Cuiabá, onde foram entregues aos cuidados do SAMU e levados até o Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSMVG). Depois, foram transferidos para o Hospital Santa Rosa, unidade de saúde particular em Cuiabá.

Força Aérea Brasileira incorpora na frota do Esquadrão Pelicano o novo avião SAR SC-105 Amazonas

Brasil – Ocorreu nesta quinta-feira (03/08) a incorporação da nova aeronave de Busca e Salvamento da Força Aérea Brasileira (FAB). O novo avião FAB 6550, conhecido como SC-105 SAR, sigla do inglês Search and Rescue, será operado pelo Esquadrão Pelicano (2º/10º Grupo de Aviação), sediado na Ala 5, em Campo Grande (MS), de onde poderá deslocar para qualquer parte do território nacional.

A cerimônia foi presidida pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, que realizou o batismo da aeronave. O momento contou com a presença de Oficiais-Generais da FAB. O Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Egito do Amaral, Comandante do Comando de Preparo (COMPREP), destacou o dia como um marco para a FAB. “Hoje somos testemunhas de um momento histórico para a Força Aérea. Este esforço é resultado de uma incontestável dedicação e profissionalismo incansável, trabalho de homens e mulheres do Esquadrão Pelicano”, ressaltou.

O Chefe de Operações do 2º/10º GAV, Major Aviador Leonardo Machado Guimarães, conduziu a missão de chegada da aeronave à Ala 5. “Com este avião, nós vamos estender as nossas operações e vamos ter capacidade de prestar um serviço melhor ao Brasil e à Força Aérea”, completou.

A nova aeronave traz tecnologias que exigiram treinamento prévio da tripulação. O Sargento Edinei Jones do Carmo é operador do Sistema de Missão e conta que a capacitação começou em 2014, incluindo aprendizado de línguas estrangeiras. “Fizemos vários cursos com aeronaves similares e também de inglês e espanhol. Após várias capacitações, compilamos todas as informações necessárias para operar a nova aeronave em um curso específico, no início deste ano, na Espanha”, explica.

Com um sistema eletro-óptico de busca de imagem e por espectro infra-vermelho, o novo avião permitirá realizar buscar pelo calor, podendo detectar, por exemplo, uma aeronave encoberta pela vegetação ou uma pessoa no mar. “Isto vai ampliar muito a capacidade de ver o objeto da busca. Com todos estes sistemas associados temos a expectativa que diminua bastante o tempo de busca de uma aeronave”, relata o Tenente-Coronel Jorge Marcelo Martins da Silva, Comandante do Esquadrão Pelicano.

O Tenente Aviador André Villela Gaspar é um dos pilotos da nova aeronave e fala dos próximos passos. “Agora a expectativa é desenvolver a doutrina, estabelecer os parâmetros para saber como funcionam os sensores nos ambientes brasileiros, como no Pantanal, na Amazônia, na Caatinga, para, então, conseguirmos melhorar a eficiência do Serviço de Busca e Salvamento Brasileiro”, observou.

YouTube player

Força Aérea Brasileira celebra o Dia da Aviação de Busca e Salvamento

60anosBrasil – Este ano, o Dia da Aviação de Busca e Salvamento – celebrado em 26 de junho – será comemorado de forma especial pelo Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV), sediado na Ala 5, em Campo Grande (MS).

Um dos mais antigos esquadrões da FAB voltados para a missão de busca e salvamento no Brasil completará 60 anos em 2017. E o ano em que o Esquadrão comemora o sexagésimo aniversário será marcado pelo recebimento de duas aeronaves SC-105 Amazonas – equipadas especificamente para busca e salvamento.

Saiba mais: Eventos comemorativos marcam 60 anos do Esquadrão Pelicano e da Aviação de Busca e Salvamento no Brasil

Perseverança e comprometimento. Todas as unidades que operam na Aviação de Busca e Salvamento acreditam nesta mensagem. Todos sentem orgulho e conhecem a importância de salvar uma vida”. A mensagem é do Chefe de Operações do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV), localizado na Ala 5, em Campo Grande (MS). A unidade é responsável, exclusivamente, para operar em missões de Busca e Salvamento da Força Aérea Brasileira (FAB).

busca1A FAB está preparada para o resgate 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano. São mais de 22 milhões de quilômetros quadrados de área de busca, incluindo o Oceano Atlântico e a Amazônia – quase três vezes a extensão continental do País.

Só nos últimos cinco anos, operações de Busca e Salvamento da FAB localizaram mais de 180 pessoas vítimas de acidentes aeronáuticos e marítimos. Em 2016, 25 pessoas foram resgatadas com vida por aeronaves da FAB e outras 69 receberam algum tipo de assistência do Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico Brasileiro (SISSAR). Além disso, cinco aeronaves foram localizadas.

60 anos salvando vidas

Enumerar as missões do Esquadrão Pelicano em seis décadas é quase impossível, de acordo com o Major Aviador Leonardo Machado Guimarães, Chefe do Setor de Operações do 2º/10º GAV. Apenas em 2016, foram 14 missões de busca. Além disso, o esquadrão realiza Evacuações Aeromédicas, atendimentos a calamidades públicas, ajuda humanitária, sem falar de atividades envolvendo helicópteros, resgate e tantas outras. “Se fizer um levantamento histórico, são mais de 600 missões apenas de buscas. Com certeza este número é bem maior. O esquadrão esteve envolvido em praticamente todas as que tiveram vulto no País”, explica.

tenente

O militar destaca a participação do esquadrão na queda do voo 254 da Varig, em 1989; do voo 1907 da Gol, em 2006; e do voo da Air France, em 2009. “Sem falar das inúmeras missões de que o esquadrão participou e não ganharam divulgação ou destaque na mídia, mas que envolveram grande esforço de pessoas e tripulações que buscaram preservar a vida, que é o bem mais precioso”, ressalta.

Depois de ter servido de 2002 a 2008 na unidade, o Major Machado retornou ao Esquadrão no ano passado. “Este ano de 2017 está sendo realmente especial, não apenas pelo fato de o Esquadrão completar 60 anos, mas também pela chegada do novo Amazonas, uma aeronave planejada, customizada inteiramente para a missão, com um aparato de novas tecnologias, que vão, com certeza, aumentar a operacionalidade da unidade”, acredita.

Salto operacional

A chegada do primeiro avião está prevista para junho. O Tenente Aviador Raphael Lopes Rosa passou cerca de 30 dias em Sevilha, na Espanha, conhecendo a aplicabilidade das novas tecnologias da aeronave. Com sete anos no Esquadrão, o militar está otimista com a novidade.

tenente1 Ele explica que o serviço de salvamento do Brasil poderá ser equiparado a países de primeiro mundo e ao que tem de mais novo neste tipo de missão. “Nós podemos fazer um paralelo com o Canadá, que é uma referência no mundo e comprou 16 aeronaves similares a nossa. Estamos chegando a um patamar que nunca existiu, um alto padrão em aeronave de busca e salvamento”, ressalta.

Segundo o Tenente Rosa, o Brasil já possui equipamentos modernos que permitem a realização das missões de forma eficaz. As novas aeronaves chegam para aprimorar este trabalho e para agilizar as buscas que antes ocorriam predominantemente por observação visual. Para exemplificar como as novas aeronaves poderão aprimorar as operações, o piloto lembra o acidente de 2014 com a aeronave Cessna PP-FFR, no interior de Roraima.

“As vítimas foram encontradas após cinco dias de busca. Nós encontramos um bilhete dentro da aeronave avisando que eles tinham se evadido para dentro da selva, que havia perigo de onça, mas estavam sem alimento. Com a tecnologia presente nas novas aeronaves, como o uso de radar, sensor termal, por exemplo, poderíamos ter tido a chance de encontrá-los, muito provavelmente, em menos tempo”, conta.

Assista ao vídeo do Dia da Aviação de Busca e Salvamento

YouTube player

Fonte: Agência Força Aérea.

FAB recebe novo avião para busca e salvamento

Brasil – A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu nesta sexta-feira, 16 de junho, nova aeronave SC-105 Amazonas equipada para busca e salvamento. A cerimônia de entrega ocorreu na fábrica da Airbus, em Sevilha, na Espanha, e contou com a presença do Ministro de Defesa, Raul Jungmann, do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, além de militares que serão os responsáveis pelo deslocamento do avião para o Brasil.

Saiba mais: Eventos comemorativos marcam 60 anos do Esquadrão Pelicano e da Aviação de Busca e Salvamento no Brasil

FAB recebe novo avião para busca e salvamento

Após esta entrega, a aeronave participará da feira internacional Le Bourget, em Paris, e, em seguida, fará um tour de demonstrações por países da Ásia e América do Norte, como Japão, Coreia do Sul, EUA e Canadá. A aeronave será operada pelo Esquadrão Pelicano (2º/10º GAv), sediado na Ala 5, em Campo Grande (MS).

Segundo o gerente do projeto na Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), responsável pela aquisição de aeronaves na FAB, Major Aviador Fabio Affonso da Silva, receber o avião é a consagração de todo um trabalho. “É gratificante entregar ao operador exatamente o que foi pensado e atingir todos os resultados. É o coroamento de todo o nosso esforço, ainda mais quando vemos uma tripulação preparada – e que participou de treinamentos para tal – podendo decolar com um avião destes”, ressalta.

O Major Aviador Leonardo Machado Guimarães, chefe de operações do 2º/10º GAv, afirma que a nova aeronave representa um novo passo para a atividade do Esquadrão Pelicano. “Esta é uma aeronave planejada, customizada inteiramente para a missão, com um aparato de novas tecnologias, que vão com certeza aumentar a operacionalidade da unidade”.

FAB recebe novo avião para busca e salvamento

Diferencial

Dentre os equipamentos a bordo da nova aeronave, três itens farão total diferença na operação, atualmente restrita à visual: radar com abertura sintética, imageamento por infravermelho e integração de sistemas.

O radar tem capacidade de monitorar em 360 graus e simultaneamente até 640 alvos em um raio de 200NM (370 km). Pode detectar alvos tão pequenos quanto um bote e acompanhá-los em movimento na superfície com até 75kts (139 km/h). Além disso, pode captar imagens com resolução de até um metro quadrado dentro de uma área de 2,5km x 2,5km.

O sistema eletro-óptico infravermelho, que permitirá operação 24 horas, tem a versão mais recente da câmera FLIR (Forward Looking Infra-Red). Além de registrar imagens coloridas, pode aproximá-la em 18 vezes e operar em ambiente de baixa luminosidade. O modo de operação em que o sensor de infravermelho é usado conta ainda com zoom de 71 vezes e funciona detectando o contraste termal, ou seja, por diferença de temperatura. Ele consegue gerar uma imagem independente de luz ambiente. O sistema pode gravar até 6 horas de imagens.

Agência Força Aérea.

Eventos comemorativos marcam 60 anos do Esquadrão Pelicano e da Aviação de Busca e Salvamento no Brasil

Brasil – A Associação Brasileira de Busca e Salvamento – ABRA-SAR, fundada em 06 de dezembro de 2010, está promovendo eventos comemorativos dos decênios da Aviação de Busca e Salvamento no Brasil, que são:

  • 50 anos do resgate da aeronave C-47, matrícula FAB 2068 C-47 FAB 2068;
  • 50 anos da operação da aeronave H-1H (Bell 205 Iroquois – UH-1 Huey), e
  • 60 anos de operações aéreas do Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV).

60anos2

Eventos

As comemorações buscam enaltecer a prestação do serviço de Busca e Salvamento no Brasil e seguirá a seguinte programação:

  • Dia da Aviação de Busca e Salvamento e 50 anos do H-1H: 25 e 26 de Junho de 2017.
  • Aniversário do Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV): 06 de Dezembro de 2017.
  • Local: ALA 5 (Base Aérea de Campo Grande), Av. Duque de Caxias, 2905, Campo Grande-MS.
DSC00408
Militares forjados para salvar.

Um pouco da história

60anosNo dia 06 de dezembro de 1957 foi criado o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2°/10° GAV), o único Esquadrão Aéreo exclusivamente dedicado à missão de Busca e Salvamento (SAR – Search and Rescue) na FAB.

Em 1958 o Esquadrão Pelicano começou a operar o Sikorsky H-19D sendo a primeira unidade de Asas Rotativas da FAB. Em 1967 recebeu o SH-1D versão específica para busca e salvamento, que posteriormente foram substituídos pelos UH-1H Huey versão mais moderna e de uso geral.

O dia 26 de junho de 1967 ficou marcado como o Dia da Aviação de Busca e Salvamento por ter sido a data que o FAB 2068 (clique e saiba mais) foi avistado pelo Suboficial Valin no SA-16 FAB 6528 do 2°/10° GAV. Ao final dos 11 dias de busca e resgate, 33 aeronaves voaram 1.100 horas, resgatando cinco sobreviventes e os vinte mortos. O resgate do FAB 2068, em junho de 1967, marcou ainda o início da operação dos helicópteros H-1H (Bell 205 Iroquois – UH-1 Huey) no Brasil.

Atualmente, o Esquadrão Pelicano continua como referência do Serviço de Busca e Salvamento no Brasil. Com sede na capital sul-mato-grossense desde 1980, o 2°/10° GAV está recebendo uma versão nova do SC-105 com capacidade de realização de busca eletrônica e o H-36 Caracal (Airbus EC-725) para substituir o cinquentão H-1H.

Mantendo-se permanentemente em alerta durante 24 horas por dia, sete dias da semana, 365 dias no ano, para decolar em poucos minutos, o Esquadrão está equipado para atender qualquer situação de emergência, seja na terra ou no mar, numa área de 22 milhões de km2, grande parte sobre o oceano Atlântico e a Amazônia.

Aeronave Bell H-1H do 2º/10º Grupo de Aviação (Esquadrão Pelicano) na Base Aérea de Campo Grande.
Aeronave Bell H-1H do 2º/10º Grupo de Aviação (Esquadrão Pelicano) na Base Aérea de Campo Grande. Foto: Sgt Johnson.

Missões

Ao completar 60 anos de existência em dezembro de 2017, com atuação em todo o território nacional e no exterior ao longo de sua história, o Esquadrão Pelicano teve marcante participação em diversas missões de resgate, desde as menos conhecidas, como o socorro da população do Estado de Mato Grosso do Sul, até aquelas de extensa divulgação na mídia, como as buscas ao VARIG 254, em 1989, ao GOL 1907, em 2006 e ao AIR FRANCE 447, em 2009.

H1H - Gol1907 1
H1H na operação do acidente que envolveu o Gol 1907.

Juramento

Prontidão é o permanente estado dos Pelicanos, como são carinhosamente conhecidos os militares deste Esquadrão Aéreo. É o que garante a confiabilidade do salvamento a qualquer tempo e em qualquer lugar.

“É meu dever, como membro do serviço de Busca e Salvamento, socorrer feridos e salvar vidas. Estarei pronto em qualquer ocasião para cumprir com esse dever, colocando-o acima de meus interesses pessoais e bem-estar. E o cumprirei… para que outros possam viver!”

DSC_0135
E o cumprirei… para que outros possam viver!

Para saber mais como APOIAR o evento entre em contato com:

Mauro Pascale de Camargo Leite
Chefe da Comissão de Marketing da ABRASAR
Telefone – (67) 98149-4370
E-MAIL: [email protected]

Esquadrão Pelicano da FAB opera com óculos de visão noturna em transporte aeromédico

O Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV) usou óculos de visão noturna para realizar transporte aeromédico na madrugada de quarta-feira (04/01). O grupo foi acionado à noite para resgatar Bruno Sorrilha, de 60 anos, com suspeita de traumatismo craniano após queda de cavalo. O paciente estava na fazenda Santa Edwiges, a 160 km de Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

Pelicano NVG

Composta por sete militares, incluindo médico, a tripulação seguiu de helicóptero H-1H, FAB 8696, de Campo Grande até a fazenda. Depois de estabilizar a vítima, foi uma hora de voo até chegar ao SAMU de Corumbá. Agora o paciente, que teve o quadro de traumatismo craniano confirmado, continua o tratamento na Santa Casa de Corumbá.

Segundo o Comandante da missão, Tenente Aviador Marcel Felippe Garcia, o maior ganho possibilitado pelo uso do óculos de visão noturna é o fator tempo.  “Nesse caso, por exemplo, o paciente estava em estado grave de traumatismo craniano encefálico. O esquadrão foi acionado à noite, decolou às 22:30, e resgatou o paciente às 3:30. Se não houvesse o óculos de visão noturna, nós teríamos que esperar o sol nascer. Tivemos um ganho de cinco horas”, afirmou o tenente.

O óculos NVG (do inglês, night vision goggles) permite que missões sejam desenvolvidas em cenários de luminosidade bastante limitada, ou seja, com auxílio apenas da luz das estrelas ou da lua. “Com o óculos de visão noturna quase todas as missões do 2º/10º  podem ser executadas de forma praticamente ilimitada. É um ganho enorme”, finalizou.

Pelicano NVG 2

Fonte: FAB

Leia Também: Óculos de visão noturna ajudam esquadrão em resgate no Pantanal.

Receba notícias por e-mail

Receba por e-mail novidades do

RESGATE AEROMÉDICO

 

Você recerá um e-mail para confirmar sua inscrição.

Não compartilhamos seus dados com terceiros.

OBRIGADO

por se inscrever !

 

Você recerá um e-mail para confirmar sua inscrição.

Logotipo Resgate Aeromédico
Resumo das Políticas

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.