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Aeronaves e militares das Forças Armadas apoiam as buscas e resgates na cidade de Brumadinho, MG

Minas Gerais – O 2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2) da Marinha do Brasil apoia as operações em Brumadinho com a aeronave UH-15 N-7202 (H225M) e militares do Grupo de Busca e Salvamento (GSAR) do Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN), além de equipamentos.

A aeronave ficou sediada na cidade de Belo Horizonte – MG e o seu emprego principal foi a operação de busca e resgate na cidade de Brumadinho – MG. Dentre as operações desenvolvidas, destacam-se o transporte de material, infiltrações e retiradas de militares do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, assim como de militares Israelenses.

A equipe utilizou durante as buscas o imageador aéreo Forward Looking Infra-Red (FLIR), comprovando a capacidade do emprego do equipamento em apoio às ações de busca naquele ambiente operacional.

Ações da Força Aérea e Exército

Por sua vez, a Força Aérea Brasileira (FAB), além de realizar o controle dos voos na região, emprega duas aeronaves H-36 Caracal. Mais de quarenta militares da FAB participam da missão. Além do controle de tráfego aéreo, as aeronaves realizam transporte de técnicos e bombeiros militares que estão atuando nas buscas pelos desaparecidos.

O Chefe do Centro de Operações Aéreas em Brumadinho, Major Leonardo André Haberfeld Maia, destacou que todos os órgãos estão empenhados na missão. “A integração entre Exército, Marinha e Força Aérea está muito sinérgica, provendo a capacidade operacional excepcional, como por exemplo, a exfiltração e infiltração de militares em curto tempo, na área de operação”, relatou.

O Comando Militar do Leste, por intermédio da 4ª Região Militar, sediada em Belo Horizonte (MG), também participou com o apoio logístico aos militares israelenses que participaram dos trabalhos de busca e salvamento. Foram utilizados cinco helicópteros da Aviação do Exército, alojamento, alimentação, apoio veterinário para cães farejadores, transporte e acondicionamento de equipamentos.

Arcanjo 03 do Corpo de Bombeiros socorre vítima de mal súbito em Itapema, SC

Santa Catarina – O Arcanjo 03 do Corpo de Bombeiros foi acionado para atendimento de um homem vítima de mal súbito seguido por afogamento, na Meia Praia, em Itapema. No local, o paciente de 76 anos e morador de Xanxerê, já era atendido pelos guarda-vidas e guarnições do Corpo de Bombeiros Militar, de Itapema.

A equipe médica do Arcanjo realizou suporte avançado de vida à vítima, ministrando medicamentos, oxigênio e intubando o paciente. Após a estabilização, o paciente foi conduzido em estado grave para o Hospital Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú.

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Rondonópolis poderá ter primeiro atendimento aeromédico do SAMU

ALMT

Mato Grosso – Uma força-tarefa para agilizar o pronto atendimento de saúde em Rondonópolis e região sudeste se organiza para firmar um Termo de Cooperação Técnica entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e implantar o primeiro atendimento “Aeromédico do Samu” em Mato Grosso.

O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) articula, juntamente com o senador Welligton Fagundes (PR) e o deputado federal José Medeiros (Pode), para que um helicóptero da PRF seja disponibilizado ao Samu, a fim de realizar atendimentos de acidentados em rodovias e também no transporte de pacientes entre um hospital e outro, em caso de necessidade.

Foto: Marcelo Lucas / Assessoria de Gabinete

“Também já conversamos com os parlamentares federais do PSL, senadora Selma Arruda e deputado federal Nelson Barbudo, para nos apoiar neste projeto importante de trazer um helicóptero, no sentido de oferecermos um atendimento rápido para a saúde pública em Rondonópolis e vários municípios da região. Acreditamos que conseguiremos salvar muitas vidas”, afirma Delegado Claudinei.

O coordenador regional do Samu em Rondonópolis, médico Heusnan Lima Freitas, destaca que, atualmente, apenas dez estados brasileiros contam com o serviço de aeromédico pelo Samu. “A gente conta ainda com o empenho do vereador por Rondonópolis, Roni Cardoso, do deputado estadual Delegado Claudinei e da bancada federal da região com o deputado Zé Medeiros e o senador Wellington. O atendimento utilizando a aeronave será em rodovias de domingo a domingo, das 7h00 da manhã até as 17h00, pois a noite não há visibilidade para os pilotos”, explica o coordenador.

Hoje, a regional do Samu de Rondonópolis atende 19 municípios da região. “Essa é uma ideia interessante para a nossa cidade, pois as distâncias são muito longas e o Samu atende de Alto Araguaia até a divisa com o Mato Grosso do Sul e nem sempre as viaturas respondem a contento por causa da distância das ocorrências. Vamos trabalhar com toda a bancada no sentido de fazermos um Termo de Cooperação Técnica. É uma ideia para salvar vidas”, diz Medeiros.

O próximo passo será uma reunião em Brasília (DF) com a direção executiva da PRF. Há previsão orçamentária para a compra de mais duas aeronaves para a Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso. “No ano passado, fui relator da parte financeira do orçamento da PRF e autorizei 100% dos recursos. Agora vamos trabalhar e trazer uma das aeronaves para Rondonópolis”, finalizou Fagundes.

Tripulações do Águia, policiais civis e bombeiros que atuaram em Brumadinho são homenageados em São Paulo

São Paulo – Nesta segunda-feira (11) aconteceu cerimônia de homenagem aos policiais e bombeiros paulistas que auxiliaram nas buscas e identificação de vítimas da tragédia de Brumadinho, MG. Nesse evento também aconteceu a primeira entrega de certificados de “Policial Nota 10” para dez policiais militares, oito civis e dois técnico-científicos. A iniciativa tem o objetivo de reconhecer e estimular o bom o trabalho dos policiais e foi instituído no dia 29 de janeiro deste ano, por meio da Resolução Nº 8 da SSP.

Brumadinho

Durante a cerimônia foi entre a Medalha da Defesa Civil ao Comando de Bombeiros Metropolitano (CBM), ao Comando de Aviação da Polícia Militar (CAv PM) e a Polícia Científica pela atuação na ocorrência de Brumadinho/MG.

No dia 29 de janeiro, a primeira tropa paulista composta com 54 policiais militares, sendo 44 bombeiros, dois cães farejadores e 10 homens do Comando de Aviação da PM, seguiu para Minas Gerais.

Dois dias depois, uma equipe com 7 policiais técnico-científicos embarcou para região metropolitana de Belo Horizonte. Outras duas turmas de militares rumaram para Brumadinho, sendo a última no dia 6 de fevereiro.

A tropa paulista contou com o apoio de dois helicópteros, 12 viaturas, drones, um caminhão com material operacional, 400 kits de identificação de DNA e todo equipamento necessário para os trabalhos na região.

Equipes do SARA e SAERFron realizam duas transferências aeromédicas de urgência no Oeste Catarinense

Santa Catarina – Na segunda-feira (11) foram realizadas duas transferências aeromédicas de urgência pelas equipes do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico (SARA) e Serviço Aeropolicial de Fronteira (SAERFRon) da Polícia Civil.

A primeira ocorrência foi a transferência de um homem, de 76 anos, com traumatismo craniano, vítima de acidente de trânsito na região de Maravilha, que precisou ser transferido para Hospital Regional, em Chapecó.

O segundo atendimento tratou da transferência de idosa, de 81 anos, vítima de infarto, da cidade de Palmitos para Hospital Regional, em Xanxerê. Para o médico plantonista do SARA, Dr. Minoro Otak Junior, o tempo resposta com o transporte aéreo até a unidade de saúde para atendimento especializado foi fundamental nesses dois casos.

 

Arcanjo 01 é acionado para socorro de turista afogado na Praia das Cordas em Governador Celso Ramos, SC

Santa Catarina -O helicóptero Arcanjo 01 do Corpo de Bombeiros, por volta das 14h00 de domingo (10), foi acionado para um afogamento na Praia de Cordas, em Governador Celso Ramos. Chegando no local, tratava-se de paciente em parada cardiorrespiratória. O homem de 60 anos, natural de Canoas, encontrava-se com familiares na praia no momento do afogamento.

As equipes de guarda vidas da praia realizaram o primeiro atendimento, iniciando as manobras de reanimação. Logo em seguida, a equipe do Arcanjo deu continuidade ao atendimento, fazendo o suporte avançado de vida.

Foram efetuados os procedimentos de intubação endotraqueal, oferta de medicação endovenosa, controle de temperatura corpórea e demais procedimentos do suporte avançado.

Em alguns momentos havia fibrilação. Foram realizados sete choques (desfibrilação). Porém, o paciente não teve retorno, sendo encerrado os procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar após cerca de 40 minutos. O corpo foi deixado aos cuidados da equipe do Corpo de Bombeiros Militar até a chegada do IML.

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Resgates e aumento da operacionalidade marcam momento da Aviação de Asas Rotativas da FAB

Agência FAB

Pela primeira vez na Força Aérea Brasileira foi realizada uma campanha de Reabastecimento em Voo (REVO) de um helicóptero. Com os H-36 Caracal dos Esquadrões Falcão (1º/8º GAV) e Puma (3º/8º GAV) operados por pilotos e engenheiros de prova do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), a atividade aconteceu a partir da Ala 11, no Rio de Janeiro (RJ) e envolveu um KC-130H, que atuou como tanker.

Com esse feito, o Brasil será o primeiro país da América do Sul a dominar esse tipo de operacionalidade. Segundo a Airbus Helicopters, fabricante do modelo H225M, operado pelas Forças Armadas brasileiras, há poucas nações no mundo que realizam REVO com helicópteros, dentre elas os Estados Unidos, Israel e França. A capacidade também se limita a poucos modelos de aeronaves: além do Caracal, apenas o AS332 L2 Super Puma e alguns helicópteros táticos norte-americanos permitem essa potencialidade.

H-36 Caracal realizando missão de (REVO) junto com um KC-130H. Foto: Divulgação

Resgates: quando o som do rotor anuncia a salvação

Em dezembro de 2018, as histórias de cinco pessoas foram modificadas pelos helicópteros da FAB e suas tripulações. No dia 4 de dezembro, um helicóptero H-60 Black Hawk localizou e resgatou com vida os dois tripulantes da aeronave matrícula PT-ICN, que estavam há cinco dias na mata, após um acidente aéreo. Eles seguiam de Pimenta Bueno (RO) com destino a Santo Antônio do Leverger (MT) e foram encontrados próximos a Cáceres (MT), cidade distante 220 km da capital mato-grossense.

Cerca de 30 militares do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV) estiveram envolvidos nos quatro dias de buscas. Militares do Esquadrão Pantera (5º/8º GAV) e do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR) também fizeram parte da tripulação que realizou o resgate.

Resgate realizado por tripulação do H-60. Foto: Divulgação

Já no dia 18 do mesmo mês, o Esquadrão Harpia (7º/8º GAV), utilizando também o H-60 Black Hawk, resgatou três sobreviventes de um acidente aéreo próximo à cidade de Tabatinga (AM), na fronteira com o Peru e a Colômbia.

Todos foram acolhidos e transportados conscientes, o piloto e dois passageiros – um homem e uma mulher, além de um cachorro que os acompanhava na aeronave. Não havia espaço para o pouso do helicóptero e as vítimas foram içadas com o guincho de resgate.

Modificação na frota: Black Hawk no Esquadrão Pelicano

Com a aposentadoria do H-1H, após mais de 50 anos de operação na FAB, o Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV) está incorporando, em substituição, o H-60 Black Hawk. O Pelicano é uma das principais Unidades Aéreas da FAB nas atividades de busca e salvamento dentro do cenário de 22 milhões de quilômetros quadrados da Dimensão 22.

Comando do 4º Distrito Naval recebe aeronave para auxiliar ativação do Esquadrão de Aviação Naval no Pará

Marinha do Brasil

Pará – Uma aeronave do 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2, N-7106) chegou em Belém, Pará, no dia 17 de janeiro para auxiliar na criação de um esquadrão da Aviação Naval no Estado do Pará. O HU-2 conhecido como “Pégasus” vai colaborar para verificar a operabilidade na região sob jurisdição do Comando do 4º Distrito Naval (Com4ºDN) e as possíveis dificuldades de implementação do primeiro esquadrão distrital de aeronaves de médio porte.

Durante 45 dias, serão realizadas operações aéreas como Apoio à Inspeção Naval, Ações de Presença, adestramentos com militares do 2º Batalhão de Operações Ribeirinhas e com os navios do Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte. Serão empregados 14 militares para esta missão.

A aeronave saiu do Rio de Janeiro e voou por quase 20 horas, pernoitando nas cidades de Salvador-BA, Fortaleza-CE e São Luís-MA até chegar ao destino final.

Em novembro de 2018, o Com4ºDN e a Força Aérea Brasileira assinaram um Acordo de Cooperação para que a Marinha utilize o hangar da Guarnição de Aeronáutica de Belém – Ala 9 a fim de criar um esquadrão da Aviação Naval no Estado do Pará. O acordo também prevê o intercâmbio de militares, experiências e informações entre as Forças Armadas.

Corpo de Bombeiros do RJ controlam incêndio causado por raios em Santa Maria Madalena

G1

Rio de Janeiro – No domingo (3), um incêndio que atingiu a localidade de Terras Frias e consumiu pelo menos 85 hectares no Parque Estadual do Desengano em Santa Maria Madalena, Região Serrana do Rio, foi extinto com a ajuda de bombeiros e de um helicóptero.

O fogo começou depois que a área foi atingida por um raio na quinta-feira (31). Não chovia no momento em que a região recebeu a descarga elétrica. Segundo a Defesa Civil, as equipes trabalharam durante toda a manhã na extinção dos focos. O órgão também afirmou que, apesar de controlada, a situação na área ainda é instável e está sendo monitorada.

A Defesa Civil disse ainda que esta é a quarta ocorrência de incêndio causada por relâmpago em um intervalo de dez dias. Uma aeronave do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros auxiliou o trabalho, que também foi feito por terra.

Fogo atingiu zona de amortecimento do Parque Estadual do Desengano, em Santa Maria Madalena — Foto: Defesa Civil / Divulgação

Para saírem do aluguel, PM e Corpo de Bombeiros de Santa Catarina buscam hangares próprios em Lages e Blumenau

Santa Catarina – Desde 2016 atuando em Blumenau com o Arcanjo 03, o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros aluga um hangar para manter a aeronave e a sua sede administrativa no aeroporto de Blumenau. O aluguel por mês tira R$ 6.000,00 do orçamento do Corpo de Bombeiros.

A longo prazo esse valor pode ser economizado com a nova sede que o BOA busca com a prefeitura de Blumenau. A construção de uma sede no próprio aeroporto em um espaço que é da Prefeitura viabilizaria a construção. Ainda falta a confecção do plano diretor para o aeroporto, para que se delimite suas áreas e assim seja feita a doação do terreno e inicie a construção. Segundo a prefeitura, nos próximos meses será definido o tamanho do terreno. Ainda não há projeto para construção.

O presidente da Associação Empresarial de Blumenau (ACIB) também recebeu a demanda do Corpo de Bombeiros para construção da nova sede.

Hangar do Arcanjo em Blumenau, SC. Foto: CBMSC.

Com o mesmo objetivo, porém com possibilidade de ocupação imediata, o Batalhão de Aviação da Polícia Militar (BAPM) pretende utilizar área da Agência de Desenvolvimento Regional (26ª ADR), que fica às margens da BR-282, em Lages. A ideia é transferir o hangar da 5ª Cia do BAPM de Lages para essa área. As ADRs foram extintas recentemente pelo governo do Estado.

Atualmente o helicóptero Águia 04 fica em um hangar alugado no aeroporto de Lages. O valor mensal é de R$ 11.000,00. A mudança para o terreno geraria economia e com uma unidade própria, a sede administrativa poderia ser ampliada e modificada para as necessidades da companhia.

A ADR de Lages possui espaço para hangaragem e pátio para pouso. Além disso tem alojamento, cozinha, área administrativa e auditório. O prédio precisaria apenas de algumas melhorias, porém ainda não há previsão de mudança para o novo endereço.

O Águia 4 está desde maio de 2015 em Lages, atendendo ocorrências de resgate, apoio ao Samu, ocorrências policiais, combate à incêndio florestal, apoio a defesa civil em catástrofes entre outros atendimentos.

Helicópteros – A importância do uso das aeronaves em Brumadinho, MG

EM – Minas Gerais, por Mateus Parreiras

Minas Gerais – Em uma guerra, a cavalaria aérea tem entre suas missões a de suprir a necessidade de deslocamento por terrenos hostis e de difícil acesso. Na batalha pelo resgate de vítimas daquela que caminha para se consolidar como a pior tragédia humana da história da mineração no Brasil, da mesma forma têm sido fundamentais as operações com 17 helicópteros para salvar vidas e recuperar corpos desde o último dia 25, quando ocorreu o rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, operada pela mineradora Vale em Brumadinho, na Grande BH.

Sem esses aparelhos, o custo de tempo e esforços para o transporte de socorristas, translado de restos mortais e identificação dos atingidos seria ainda maior, na avaliação de autoridades que atuam no local. Para mostrar as dificuldades e desafios que essas tripulações enfrentam, a equipe de reportagem do Estado de Minas acompanhou toda uma operação de resgate do corpo de uma vítima, embarcada em uma aeronave Pégasus da Polícia Militar de Minas Gerais que atua desde o rompimento da represa de rejeitos.

helicóptero em operação de salvamento em Brumadinho. Foto: PMMG

Para se ter uma ideia das dimensões da operação e da logística que ela envolve, diariamente são realizados cerca de 300 pousos e decolagens das bases na Faculdade Asa, de Brumadinho, e do Centro de Comando da Igrejinha, em Córrego do Feijão, na mesma cidade. Há oportunidades em que seis aeronaves se encontram em rotas para pouso, exigindo do comando aéreo e de pilotos extremo cuidado e perícia para evitar acidentes.

Enquanto bombeiros embarcam nos aparelhos para serem lançados no mar de lama instável em que os helicópteros não podem sequer pousar, sob risco de afundar, outros içam corpos localizados por algumas das diversas equipes de socorristas ou vasculham a lama para identificar possíveis vítimas, humanas ou animais.

A bordo dos helicópteros em missão de resgate, basta que a aeronave se erga para que a mancha vermelha de minério e barro aberta entre matas, fazendas e moradias fique evidente. Circulando em alturas diferentes, tomando trajetos distintos, várias aeronaves de diferentes forças sobrevoam essa ferida aberta no Córrego do Feijão.

Helicóptero da Força Nacional reforça equipes de busca em Brumadinho, MG. Foto: Divulgação.

Ensurdecedor

Dentro da aeronave, a comunicação só é possível por meio de fones de ouvido com microfones acoplados, devido ao ruído intenso dos rotores. As comunicações de rádio das diversas equipes mostram toda a atenção necessária em uma operação desse porte. Enquanto os pilotos informam sobre o seu deslocamento e os operadores alertam sobre outras aeronaves e obstáculos, a central de comunicações e controle determina quais os procedimentos para cada equipe, quem pousa, quem decola. Tudo simultânea e coordenadamente.

Em um pasto próximo à margem do Rio Paraopeba, perto da linha férrea da Vale e de uma estrada rural, uma multidão ao lado de alguns carros observava a operação. Outro helicóptero Pégasus estava no solo, preparando-se para resgatar restos mortais encontrados sete dias após o rompimento da Barragem B1.

As duas aeronaves ganham altura e deslizam pelo ar até o meio do rio, um dos principais afluentes do Rio São Francisco, agora vermelho e assoreado pela lama. Sobre um dos bancos de rejeitos no meio do rio, dois bombeiros afundados até a alinha da cintura marcam o local da localização do corpo.

Equipes do BOA do CBMMG preparando equipamentos e aeronaves. Foto: Roberto Valadares Caiafa

Com dificuldade, os policiais posicionam a aeronave sobre a dupla, tentando deixar a corda e a rede de carga numa posição acessível aos bombeiros. O deslocamento brusco e constante de ar das pás dos rotores arranca até poeira dos barrancos, dificultando a visão dos socorristas em solo e sua missão. Quando os restos mortais são finalmente acomodados na rede e o helicóptero acelera para ganhar altura, os dois socorristas desabam sobre o banco de rejeitos, demonstrando o alívio da tarefa cumprida depois de um esforço extenuante.

Como ocorreu centenas de vezes isso na pequena comunidade de Córrego do Feijão, a aeronave transportando uma vítima içada aparece no horizonte, atraindo a atenção dos moradores, sobretudo daqueles que perderam amigos e familiares na região. O ponto de recolhimento foi batizado de IML, numa alusão à sigla de Instituto Médico-Legal, por ser o local formal onde a Polícia Civil recebe corpos para a identificação e outros procedimentos legais.

A aeronave não chega a tocar o solo. Apenas desarma a rede, depositando o corpo sobre uma parte do pasto. Não pode demorar, porque o deslocamento de ar de outra aeronave se aproximando já é sentido e essa turbulência pode ser perigosa para ambas. Assim que o Pégasus parte, a equipe de legistas, protegidos por um macacão vedado e com máscaras de gás, sai de uma tenda branca para recolher mais uma vítima. Naquele local, mais de 120 atingidos recuperados sem vida foram limpos e submetidos a exames e testes para reconhecimento. Aqueles que ainda não podem ser devolvidos para suas famílias são levados para caminhões frigoríficos.

Helicóptero da PMPR inicia operações em Brumadinho, MG. Foto: PMPR

Exercícios diários de perícia

Vasculhando as margens de um rio de lama com barro na altura dos joelhos, 12 resgatistas das brigadas da Associação Mineira de defesa do Ambiente (Amda) e do povoado de Casa Branca procuram por sinais de vida na região onde ficava a Pousada Nova Estância.

A construção foi arrasada pelo rompimento da Barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH. Naquele sábado, segundo dia de buscas, um helicóptero surgiu de trás de uma curva e o piloto da aeronave Pégasus, da Polícia Militar de Minas Gerais, ao avistar o trabalho das equipes em solo, manobrou de forma rápida e precisa, deixando o helicóptero de lado.

O tripulante operacional que estava do lado externo, em pé sobre os esquis, gesticulou para que todos abandonassem os trabalhos e fugissem para o alto dos morros. Além de resgatar sobreviventes e corpos, o trabalho das tripulações das aeronaves que trabalham na Operação Brumadinho inclui o apoio direto às equipes de solo.

Helicópteros, a importância do uso das aeronaves em Brumadinho, MG

Antes de embarcar na aeronave, o tripulante operacional precisa fazer sua ancoragem, que consiste em prender um cabo de dentro do aparelho ao cinturão que fica atado às pernas e à cintura do militar. As cordas têm ajustes manuais simples, que permitem que o resgatista fique mais próximo à fuselagem, com a porta aberta, ou até mesmo de pé no esqui de pouso do helicóptero. “Muitas vezes, nas operações de resgate, é preciso orientar o piloto sobre a aproximação de obstáculos como fiações, antenas, torres, árvores, drones que podem estar nas proximidades e outras aeronaves”, disse o sargento Sérgio Natalino.

O militar atua há 13 anos na função e foi responsável por remover da lama e levar para o hospital Alessandra Paulista de Souza, de 42 anos, que depois se reencontrou com a irmã, Talita Cristina de Oliveira Souza, de 15. A filha dela, Laís de Souza, de 14, continua desaparecida. O resgate obrigou o militar a receber a mulher dos braços dos bombeiros enquanto o helicóptero ainda pairava.

Uma das peças mais importantes da aeronave é o rotor de cauda, que consiste em hélices que giram em orientação vertical na cauda do helicóptero, permitindo que a aeronave voe de forma estável. Caso o rotor seja danificado, o helicóptero perde o controle e começa a girar. “Nessa posição, somos os olhos do piloto. Por isso temos de conhecer o limite dos rotores de cauda e do principal, para evitar obstáculos”, conta o militar.

Bombeiros carregam corpo resgatado em Brumadinho. Foto: Divulgação

Não há como conversar dentro da aeronave, devido ao ruído extremamente alto do giro das pás dos rotores. Por isso, as informações e orientações que a tripulação troca precisam ser transmitidas por fones de ouvido com microfones. A outra forma é por gestos. O tripulante responsável por ficar na porta da aeronave sinaliza para indicar direções, esticando os braços, sempre fazendo referências aos ponteiros do relógio. “Quando sinalizo três horas, me refiro a algo que está à direita, seis horas, bem atrás de nós”, explica.

Os militares da tripulação que ficam na porta são também aqueles responsáveis por se comunicar com equipes de socorro em solo e com pessoas em áreas ameaçadas. “Fazemos gestos sobretudo pra alertar sobre perigos, indicando que as pessoas devem se afastar e para qual direção devem ir. Para saber se está tudo bem, uso os gestos com os polegares para o alto. Se é para acabar, sinalizo com uma das mãos sobre a outra.”

As dificuldades dos pilotos também são grandes. “É um processo muito complexo, por envolver diversas aeronaves voando simultaneamente em um mesmo local. Já enfrentamos chuvas fortes aqui, inclusive com granizo. Nesse momento, várias aeronaves faziam o sobrevoo e a nossa visibilidade ficou extremamente reduzida. Tanto o nascer quanto o pôr do sol atrapalham nossa visão. Também encontramos muita fiação nas proximidades da altura em que precisamos voar”, detalhou o major Flávio Barreto, comandante da equipe Pégasus 08.

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Corpo de Bombeiros e CTA do Maranhão atuam no resgate de vítimas na praia do Caolho

Governo do Maranhão

Maranhão – Um resgate de duas pessoas chamou a atenção de banhistas da praia do Caolho na tarde deste domingo (3). Uma mulher, identificada como S. Reis, 33 anos, e um rapaz, B. Duarte, 19 anos, acenaram para a praia em busca de ajuda. Tratavam-se de dois kitesurfistas que tiveram dificuldades em restabelecer o controle de suas pipas devido a diminuição momentânea de ventos. As vítimas já estavam longe da faixa de areia e não conseguiam retornar.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para o resgate e, em pouco tempo, guarda-vidas do Batalhão de Bombeiros Marítimos se deslocaram para o atendimento à ocorrência. Uma operação integrada do Centro Tático aéreo (CTA) e o Corpo de Bombeiros, empregando uma moto aquática e uma aeronave, garantiu rapidamente o resgate dos dois atletas. Ao final, as duas vitimas foram retiradas com segurança da água.

O resgate rápido, que mostrou bastante sinergia entre os agentes de segurança pública, foi assistido por um grande número de pessoas que se encontravam na praia e elogiaram a atuação dos militares. “Eles foram rápidos, retiraram os dois da água; enquanto o helicóptero dava o suporte para as vítimas, os bombeiros chegavam com a embarcação bem próximo das vítimas”, comentou o senhor Jurandir Azevedo, 41 anos, que se encontrava na praia do Caolho naquele momento.

Arcanjo 01 do Corpo de Bombeiros é acionado para resgatar mulher desacordada em trilha do Matadeiro, SC

Santa Catarina – O helicóptero Arcanjo 01 do Corpo de Bombeiros realizou na manhã de sábado (02) atendimento de vítima na Trilha do Matadeiro. Populares que estavam na trilha deslocaram até o posto de Guarda-Vidas da praia informando que havia uma mulher na trilha desacordada.

Foi atendida inicialmente pelos Guarda-Vidas da Praia do Matadeiro que, após avaliação, solicitaram apoio do Arcanjo 01 para retirada da vítima. O tripulante do Arcanjo realizou o acesso a vítima por rapel da aeronave, realizando a estabilização e preparação para a sua retirada do local. A vítima foi atendida pela equipe de suporte médico avançado do helicóptero Arcanjo.

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Helicóptero Falcão 04 da Polícia Militar do Paraná inicia operações em Brumadinho, MG

Minas Gerais – A equipe do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) do Paraná enviada para auxiliar nas buscas pelas vítimas do rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, já realizou diversas operações no local da tragédia. Nessa terça-feira (05), após mais de duas horas e meia de buscas, a equipe do helicóptero Falcão 04 e um helicóptero da PM de Minas retiraram corpos ou segmentos de corpos do local.

“Nossa aeronave terá 100 horas de voo para atuar em campo”, comentou o comandante do BPMOA, tenente-coronel Roberto Sampaio. Fazem parte da equipe um piloto comandante, o copiloto, um tripulante e um mecânico para cuidar da manutenção da aeronave.

Os trabalhos nesta terça são feitos em 22 pontos diferentes e contam com a ajuda de 10 helicópteros e equipes de militares a pé, de barco, escavadeiras e máquinas anfíbias. As equipes também são reforçadas por militares da Força Nacional que também estão utilizado um helicóptero nas buscas.

Além da aeronave, o Estado do Paraná enviou a Minas Gerais uma equipe do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) que já resgatou mais de 10 corpos da lama. Também foi enviado para o local da tragédia duas equipes de terra: duas viaturas Auto Busca e Salvamento (ABS), tipo pick-up, tração 4×4 com três bombeiros cada uma, todos do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) e especializados em buscas e socorro tático.

Polícia Civil do Rio de Janeiro capacita policiais no VI Curso de Operações Aéreas

Rio de Janeiro – O VI Curso de Operações Aéreas (VI COA/2018) realizado pelo Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (SAER/CORE) tem como objetivo principal a capacitação do policial para operar nas aeronaves da Polícia Civil do Rio de Janeiro, bem como compor, com proficiência, as equipes operacionais da CORE, caso seja necessário, objetivando a ampliação do serviço, a homogeneização dos conhecimentos e desenvolvimento das equipes operacionais.

Com duração de aproximadamente 6 semanas o curso iniciou-se com 31 candidatos, que passaram por processos de seleção e ao final de todas as etapas 8 policiais concluíram o curso.

Durante o curso foram ministradas disciplinas sobre aeronaves, operações aeropoliciais , emergências médicas, salvamento em altura, salvamento no mar, rios e lagos, defesa policial, condicionamento físico e técnicas de sobrevivência.

O vídeo do curso foi produzido Marcius Clapp – Caravana Time Lapse.

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GRAER da PM da Bahia realiza transporte de órgãos para cirurgias de quatro pessoas em Santo Antônio de Jesus

Ascom SSP/BA

Bahia – Saber a importância do tempo no apoio ao resgate da vida humana foi uma das principais motivações do auxílio prestado por equipes do Grupamento Aéreo (GRAER) da Polícia Militar, neste domingo (3), em apoio a uma solicitação da Central Estadual de Transplante de Órgãos da Bahia, para onde órgãos precisavam ser levados com urgência.

Coração, fígado e rins que salvariam a vida de quatro pessoas precisavam ser transportados de Santo Antônio de Jesus, no recôncavo baiano, para Salvador, o mais rápido possível. Se feito por terra, à distância de 190 quilômetros – cerca de três horas – entre os municípios, não contribuiria para a salvação pois, a partir da extração dos órgãos, cada segundo é essencial para o aproveitamento. As equipes prontamente atenderam o pedido embarcando os órgãos com direção à capital.

“É importante frisar o excelente preparo de todo efetivo do GRAER no salvamento de vidas. Com certeza o sentimento hoje é de missão cumprida”, destacou o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa.

Piloto de helicóptero da PM de Minas Gerais relata detalhes das operações de busca e salvamento em Brumadinho

Portal Bem Paraná

Minas Gerais – O tenente-coronel da Polícia Militar Messias Alan de Magalhães, mineiro de Muzambinho, fez um relato das operações de salvamento de vítimas após o acidente na barragem de Brumadinho (MG), ocorrido em 25 de janeiro. Alan é piloto de helicóptero da Polícia de Minas Gerais e esteve presente nas operações. Foi ele quem içou um boi atolado na lama, cinco dias após o desastre.

É dele o relato a seguir:

“Nossa Esquadrilha Pégasos, pertencente à Polícia Militar de Minas Gerais, opera 19 aeronaves, sendo 10 helicópteros e 9 aviões. Temos como lema “A Ajuda que vem do Céu”, cumprindo as missões de segurança pública, defesa civil, meio ambiente e apoio a todos os órgãos do estado.

Piloto de helicóptero relata detalhes das operações de salvamento em Brumadinho. Foto: PMMG

O principal papel dos helicópteros na tragédia foi deslocar equipes especializadas para os pontos de resgate de vítimas, pois o único meio de transporte capaz de chegar a esses lugares é o helicóptero, nenhum outro meio seria capaz de realizar tal tarefa e muito menos num curto espaço de tempo.

Estava num dia de trabalho como qualquer um outro. Ministrei aula para curso de pilotos com início às 7h20h do dia 25 de janeiro, que finalizou ao meio dia. Estava no hangar aguardando para cumprir uma outra missão na cidade de Nova Serrana, com decolagem prevista às 16 horas e retorno às 21 horas.

Porém, por volta das 14 horas, fomos acionados para atender a ocorrência de rompimento de barragem na cidade de Brumadinho. Enviamos imediatamente a equipe que estava de serviço para o local e cerca de 20 minutos outra equipe também se deslocou.

Essas duas equipes com mais as do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil realizaram o trabalho mais significativo da tragédia, pois foram elas que conseguiram resgatar dezenas de vítimas com vida, cerca de 192.

Piloto de helicóptero relata detalhes das operações de salvamento em Brumadinho. Foto: PMMG

Por volta das 17 horas, eu me desloquei para a ocorrência no helicóptero PP-MMG (codinome Pégasus 14) equipado para voos noturnos. Mesmo após o pôr do sol, nossa equipe continuou a sobrevoar para identificar possíveis vítimas ainda com vida e que poderiam estar sobre a lama ou perdidas na área de mata.

Uma luz de celular é o suficiente para podermos identificar uma pessoa na mata com uso dos óculos de visão noturna. Infelizmente, não detectamos nenhum sinal de vida. Por volta das 3h30 estávamos no aeroporto da Pampulha, quando recebemos novo chamado para checar as condições da barragem 6 daquele complexo, pois algumas equipes haviam ouvido estrondos.

Retornamos para o local, cerca de 16 minutos de voo do aeroporto da Pampulha. Voamos na barragem 6 e identificamos que havia uma grande mancha no centro da barragem indicando vazamento, motivo pelo qual, no dia seguinte, houve uma alerta para a evacuação de todas áreas críticas na rota do Córrego do Feijão, nome dado à mineradora inclusive.

Todos os dias iniciávamos nossos trabalhos às 5 horas e apenas retornávamos para nossa base por volta das 21 horas. Dias intensos de trabalhos.

Desembarcávamos os bombeiros e militares de Israel nas áreas críticas, muitas vezes mantendo o voo pairado com o esqui tocando a lama para facilitar o desembarque do pessoal com ferramental. Tal tarefa requer muita destreza, pois qualquer movimento incorreto poderá levar o helicóptero a uma situação de rolamento dinâmico (tendência do helicóptero girar em torno do seu eixo longitudinal) e por consequência se acidentar. Numa tragédia como a de Brumadinho, o piloto realiza dezenas de operações como essas por dia.

Piloto de helicóptero relata detalhes das operações de salvamento em Brumadinho. Foto: PMMG

Desde o segundo dia, nenhuma equipe conseguiu identificar alguma vítima com vida, pois numa situação como aquela, manter-se vivo sob aquela lama recheada de minério de ferro seria apenas um milagre, pois o terreno fica demasiadamente frio à noite.

No dia 30, fomos acionados pelo posto de comando para içar um bovino que estava desde o início da tragédia próximo ao ônibus encontrado com dezenas de trabalhadores, todos mortos em decorrência do acidente.

Os veterinários deveriam sedar o animal e o helicóptero empregaria uma rede de resgate na operação. Nossa equipe do Pégasos 08 (PP EJK) ficou responsável em realizar tal missão. Indaguei aos veterinários o peso estimado do animal, o que seria em torno de 350 a 400 kg. Então, configuramos o helicóptero (cálculos de peso e balanceamento) para içar os 400 kg.

No entanto, na primeira tentativa o helicóptero chegou a sua performance máxima, os parâmetros de Delta Ng, temperatura do motor e torque estavam no limite e ainda a carga estava em solo. Provavelmente a carga era superior à estimada pelos veterinários. Então, abortamos o içamento e retornamos para reconfigurar o helicóptero (novo cálculo de peso e balanceamento), momento em que mantive a bordo apenas um tripulante operacional e mandei retirar todos equipamentos que não seriam usados.

Na segunda tentativa, o helicóptero estava configurado para içar até 750 kg, carga máxima permitida para o gancho de carga do helicóptero H125. Retornamos para o local, toda operação de carga externa exige muita concentração e destreza, pois é um trabalho de equipe fenomenal, uma vez que o piloto dificilmente enxerga o que está sendo içado, dependendo das informações precisas do tripulante operacional, o qual orienta o piloto a levar a aeronave até o ponto exato do içamento.

Nessa tentativa, após ser conectado na rede de carga, conseguimos içar o bovino, realizando um voo até o ponto de desembarque ao lado da Igreja do Córrego do Feijão. Nesse local, já estava um grupo de veterinários e um veículo para conduzir o animal para cuidados especiais, haja vista que estava naquela lama por cinco dias.

Trabalhar numa missão como a de Brumadinho é colocar em prática todos os ensinamentos e treinamentos realizados para que todas as operações sejam realizadas dentro de padrões de segurança, pois nossas equipes não podem falhar e ser mais um problema no ambiente de crise. Tudo deve sair perfeitamente como os protocolos de operação.

As equipes aéreas trabalham no limite do erro. Uma operação humanitária que nos engrandece como cidadãos de saber que temos todo esse potencial na defesa da vida.

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O envolvimento psicológico, por mais treinados e experientes que são as equipes, é praticamente impossível não sentir pelas centenas de perdas humanas, ao ver nossos semelhantes serem resgatados nas mais variáveis condições, sendo que muitos eram apenas segmentos de corpos.

A lição que fica dessa tragédia é que o povo brasileiro não aguenta mais tanta morosidade do poder público em fiscalizar e exigir ações concretas que evitem tragédias para a população e meio ambiente. Estamos há pouco mais de 3 anos da tragédia de Mariana e tudo já havia sido esquecido. Essa tragédia não deveria ter acontecido se o poder público tivesse agido como deveria. E ainda existem dezenas de barragens como a de Brumadinho nas mesmas condições. Ações concretas devem ser feitas imediatamente.

Essa é a maior tragédia do Brasil em áreas de mineração. Podemos ultrapassar 350 mortos, já que passamos do limite em localizar sobreviventes.

Meu reconhecimento especial a todas forças públicas que atuam na tragédia. Polícia Militar de Minas Gerais, Bombeiros Militar de Minas Gerais, Polícia Civil de Minas Gerais, Defesa Civil de Minas Gerais, órgãos estaduais, Forças Armadas, as outras forças de outros estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Polícia Federal, Rodoviária Federal e muitas outras que estão por vir.

Ao Exército de Israel que estabeleceu um perímetro onde foi possível localizar dezenas de corpos e redefinir estratégias no estabelecimento dos pontos prioritários de busca. Estivemos em operação constante com eles, sendo perceptível o carinho e dedicação que realizaram seu trabalho, escavando com todo cuidado os pontos onde haviam corpos, demonstrando todo respeito com nossos brasileiros que se foram.

Piloto de helicóptero relata detalhes das operações de salvamento em Brumadinho. Foto: PMMG

Fica o grande recado a todos os povos. Viver como Jesus Cristo nos ensinou, valorizando o que realmente importa nessa vida: o amor! Para aqueles que estão de alguma forma afastados, restabeleçam seus laços familiares ou de amizade. Nesse mundo, chegamos de mão abanando e de mãos abanando iremos embora. Estamos ao encontro de nosso fim e precisamos valorizar a vida ao máximo, cuidar de nossas almas e dar menos valor aos bens materiais.

Para quem ainda está em campo, muita fé e energia para continuar o árduo trabalho de resgatar os corpos de nossos irmãos trabalhadores. Cada corpo resgatado será um alento para os familiares que poderão sepultar seu ente querido com todas as honras merecidas.

Governo do Paraná envia aeronave e equipe de pilotos e bombeiros para auxiliar nas buscas em Brumadinho, MG

Ascom/PMPR

Paraná – Na manhã de domingo (03), o Governo do Paraná enviou uma equipe aérea para Brumadinho (MG) com o objetivo de auxiliar nas buscas pelas vítimas do rompimento da barragem ocorrida na sexta-feira (25/01).

Cinco integrantes do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) viajaram no domingo (03/02), somando-se à equipe do Corpo de Bombeiros que está naquele estado, incluída na força tarefa de buscas pelas vítimas desde o último domingo (27/01).

O Paraná foi o primeiro estado brasileiro a oferecer tropa e equipamentos para ajudar os bombeiros mineiros com os trabalhos de resgate. Após o envio da equipe precursora do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) do Corpo de Bombeiros, o trabalho foi intensificado e os profissionais já atuam em conjunto com dezenas de militares de todo o Brasil. Em uma semana a equipe paranaense já resgatou 10 vítimas da lama que cobriu Brumadinho com o desastre da barragem.

Governo do Paraná envia aeronave e equipe de pilotos e bombeiros especializada para auxiliar nas buscas em Brumadinho. Foto: Ascom/PMPR

Segundo o Comandante do Corpo de Bombeiros do Paraná, coronel Samuel Prestes, o contato com o Comando dos Bombeiros de Minas Gerais é diário para verificar as necessidades que precisam ser supridas durante a operação, principalmente efetivo especializado e aeronaves. Os bombeiros militares que seguem para Brumadinho são especializados, possuem cursos na área e atualmente integram o Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST).

“A troca das equipes é uma orientação devido ao desgaste físico e emocional dos bombeiros. Nossos três homens já resgataram 10 vítimas e voltam ao Paraná na terça-feira, dia em que outras duas equipes nossas assumem o serviço em Brumadinho. Também houve um pedido para o envio de uma aeronave para fazer a substituição de outras que já estão entrando na fase de manutenção afim de não parar os trabalhos de buscas, por isso estamos enviando desta hoje”, disse.

“Estaremos atuando em apoio aos colegas de Minas Gerais e auxiliaremos em diversas missões. Poderemos fazer transporte de tropa, transporte de equipamentos, bem como as buscas por vítimas. Nossa aeronave terá 100 horas de voo para atuar em campo, e depois passará por manutenção de rotina a fim de manter o helicóptero pronto para operar”, disse o Comandante do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), tenente-coronel Roberto Sampaio.

Governo do Paraná envia aeronave e equipe de pilotos e bombeiros especializada para auxiliar nas buscas em Brumadinho. Foto: Ascom/PMPR

Na aeronave seguem quatro tripulantes que tem a missão de atuarem em apoio aos bombeiros. A tripulação é composta por um piloto comandante, o copiloto, um tripulante e um mecânico (Capitão PM Valim, Tenente BM Maikon, Sargento BM Bedim e Guilherme) para cuidar da manutenção da aeronave. O suporte aéreo com o helicóptero Falcão 04 auxiliará no resgate, translado de equipes direto do campo de operações, e outras atividades.

“É um sentimento de gratidão poder ajudar as demais pessoas que lá estão há dias trabalhando, e poder ser útil. Estamos indo para somar. É um cenário de tristeza que encontraremos, mas saber que seremos útil é muito importante. Ao chegarmos em Belo Horizonte receberemos as instruções da coordenação da operação para saber como atuaremos”, explicou o capitão Marcio Valim de Souza, comandante da aeronave.

A decolagem da equipe foi no Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, e a primeira parada será em Sorocaba(SP) para abastecimento. Depois outra parada em Varginha, já em solo mineiro e, por fim, no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, onde o comando da tripulação receberá as instruções do Corpo de Bombeiros de Minas que determinará as missões das equipes.

Governo do Paraná envia aeronave e equipe de pilotos e bombeiros especializada para auxiliar nas buscas em Brumadinho. Foto: Ascom/PMPR

Por Terra

Na segunda-feira (04/02), o Corpo de Bombeiros Paranaense envia mais duas equipes por terra: duas viaturas Auto Busca e Salvamento (ABS), tipo pick-up, tração 4×4 (ideal para o tipo de terreno que vão enfrentar), com três bombeiros cada uma, todos do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) e especializados em buscas e socorro tático. Estas equipes substituirão a equipe precursora que já está em Brumadinho e retornará.

Precursora

De maneira proativa, o Governo do Estado enviou na semana passada uma equipe precursora a Brumadinho, responsável pela preparação de atividades que poderiam vir a serem executadas por forças paranaenses caso houvesse convocação da Defesa Civil de Minas Gerais, como ocorreu. A equipe paranaense que está em Minas trabalhará até a segunda-feira (04/02) e retornará após ser substituída pelas outras equipes que estão indo.

A decisão de enviar a equipe precursora foi do secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná, Luiz Felipe Carbonell, após conversa com o secretário mineiro de Segurança, general Mario Lucio Alves de Araújo. As providências para envio do grupo foram tomadas pelo comandante do Corpo de Bombeiros do Paraná, coronel Samuel Prestes e pelo Coordenador Estadual da Defesa Civil, coronel Ricardo Silva.

Conheça a Esquadra 751 – “Pumas” da Força Aérea de Portugal responsável pelas operações SAR

Portugal – A Esquadra 751 “Pumas” foi criada em 28 de abril de 1978. No início foram utilizados os SA-330 PUMA em missões de Busca e Salvamento nas áreas de responsabilidade atribuídas a Portugal.

As regiões de responsabilidade de salvamento atribuídas a Portugal, coincidentes com a Região de Informação de Voo (FIR) de Lisboa e Sta. Maria, representam a maior área de responsabilidade da Europa. Além de Busca e Salvamento (SAR) a Esquadra 751 executa outras missões, no âmbito estritamente militar, o apoio tático e outras missões de interesse público, como é o caso das missões de vigilância marítima.

Em 2005 a Esquadra 751 passou a contar com o AgustaWestland EH-101 Merlin que substituiu o consagrado SA-330 PUMA. Este foi um marco extremamente significativo pois permitiu à Esquadra ficar dotada de tecnologia de ponta e também aumentar a sua capacidade de operação.

Esquadra 751 – “Pumas” da Força Aérea de Portugal responsável pela operação SAR

Após a introdução do EH-101 “Merlin” existiu uma reestruturação do dispositivo SAR (busca e salvamento) nacional e assim os cerca de 100 militares que compõem a Esquadra 751 trabalham para que a mesma tenha, 24 horas por dia, 365 dias por ano, uma tripulação de alerta permanente na Base Aérea N.º 6, Montijo, uma tripulação e aeronave no AM3 Porto Santo e duas tripulações e duas aeronaves na Base Aérea N.º 4, Lajes.

Ao longo de mais de 40 anos de história, a Esquadra 751 já executou mais de 60.000 horas de voo (mais de 25.000 horas com a aeronave EH-101 Merlin) e salvou mais de 4.000 vidas, continuando no seu dia a dia a honrar o seu lema “Para que outros vivam“!

Saiba mais sobre o EH-101 MERLIN

O EH-101 MERLIN é um helicóptero de transporte médio, trimotor, com trem de pouso triciclo, semi-retrátil, com rodas duplas em cada unidade e rotor principal de 5 pás. A Força Aérea adquiriu 12 EH-101 em três variantes distintas para três tipos de missões diferentes. A frota consiste em 6 de variante SAR (Busca e Salvamento), 2 de variante SIFICAP (Sistema de Fiscalização das Pescas) e por 4 de variante CSAR (Busca e Salvamento em Combate).

Possui flutuadores de emergência, 2 barcos internos para 20 pessoas, 1 guincho primário e um guincho secundário, NITESUN e FLIR. É equipado com um RADAR de busca da GALILEO com capacidade de identificar e monitorizar 32 alvos de superfície em simultâneo. Todas as aeronaves têm a capacidade para operarem em ambiente NVG.

A variante CSAR está equipada com “Defensive Aids Suite” (DAS), que consiste num sistema integrado de autoproteção eletrônica, formado pelos seguintes subsistemas: um “Radar Warning Receiver” (RWR), um “Missile Warning System” (MWS) e um “Counter Measures Dispensing System” (CMDS). Tem a capacidade para reabastecimento “Hovering In Flight Refueling” (HIRF) e “Air to Air Refueling” (AAR).

Força Aérea resgata passageiro no navio “Marco Polo”. Foto: Divulgação

Resgates recentes

No dia 27 de janeiro a Força Aérea de Portugal resgatou duas pessoas numa ravina em São Miguel, nos Açores. Os dois homens estavam perdidos numa área de difícil acesso e foram salvos pela Esquadra 751 – Pumas, que opera o helicóptero EH-101 Merlin, e tem um destacamento permanente na Base Aérea N.º 4, nas Lajes.

Outro resgate foi de um lenhador ferido, em Nisa. O homem teria caído numa zona de difícil acesso e, após ser assistido pelos bombeiros locais, foi socorrido pelo helicóptero. O apoio foi solicitado pela Autoridade Nacional de Proteção Civil.

A missão foi realizada pela tripulação do EH-101 Merlin de alerta na Base Aérea N.º 6, Montijo. Após o resgate, o homem, de nacionalidade portuguesa, foi transportado pela Esquadra 751 – “Pumas” até ao Aeródromo de Trânsito N.º 1, em Figo Maduro, e encaminhado para uma unidade hospitalar.

Força Aérea Portuguesa resgatou lenhador em Nisa. Foto: Divulgação

Águia 04 da PM de Santa Catarina realiza dois transportes aeromédicos em Lages

Santa Catarina – Nesta sexta-feira (01), a equipe do Águia 04 da 5ª Cia do Batalhão de Aviação da Polícia Militar prestou apoio ao SAMU em dois transportes aeromédicos com pacientes em estado grave.

O primeiro transporte que durou 13 minutos foi de um recém-nascido com problemas pulmonares, de Campo Belo do Sul até o Hospital Infantil Seara do Bem, em Lages. O segundo traslado foi de um idoso com embolia pulmonar, de Anita Garibaldi para Lages, com tempo de voo de 20 minutos.

Os deslocamentos ocorreram com uma equipe do SAMU formada por um médico e uma enfermeira. A aeronave foi equipada e preparada para os transportes, com medicamentos e equipamentos de saúde. O transporte aéreo por ser mais rápido, possui um tempo-resposta melhor, garantindo aos pacientes maiores chances de recuperação.

Águia 04 da Polícia Militar é acionado pelo SAMU para transporte aeromédico em São Joaquim, SC

Santa Catarina – Na tarde de terça-feira (29), a equipe do Águia 04 da 5ª Cia do Batalhão de Aviação da Polícia Militar foi acionada pelo SAMU para dar apoio em um transporte aeromédico de uma paciente vítima de infarto agudo do miocárdio (IAM), do município de São Joaquim para Lages.

Com a equipe médica do SAMU garantindo todo suporte material e humano a bordo foi necessário apenas 18 minutos para chegar em Lages, sendo que por solo o deslocamento levaria aproximadamente uma hora. Em situações como esta, o tempo resposta somado ao atendimento médico especializado, são fundamentais para a recuperação da paciente!

Equipe aeromédica do helicóptero Águia 4 socorre motociclista acidentado em Urubici, SC

Santa Catarina – O Helicóptero Águia 4 da 5ª Cia do Batalhão de Aviação da Polícia Militar realizou transporte aeromédico em apoio ao SAMU de um paciente em estado grave, vítima de sinistro veicular (caminhão X motocicleta), de Urubici para Lages.

No local, a vítima recebeu atendimento médico pela equipe do SAMU. Após estabilizada para o transporte, ela foi acompanha pela equipe médica durante todo o voo, que ocorreu sem intercorrências.

O deslocamento contou com apoio de equipe médica que, com medicamentos e equipamentos especiais, transformam a aeronave em uma UTI aérea. O tempo de deslocamento com apoio da aeronave foi de 25 minutos. Se fosse por terra o tempo seria de aproximadamente 2 horas. O tempo faz uma grande diferença na pronta recuperação do paciente.

Helicóptero Águia 4 socorre motociclista acidentado em Urubici, SC. Foto: Águia 04 | Divulgação

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