MARCUS VINICIUS BARACHO DE SOUSA
Capitão da Polícia Militar de São Paulo
Os drones chegaram, antes com certo tom de entretenimento, agora sua aplicação já foi regulamentada no Brasil. Acredito que ainda há um longo caminho a percorrer e muito a descobrir, quando consideramos o emprego desse equipamento na Segurança Pública e na Defesa Civil.
Significa então o fim das Organizações Aéreas de Segurança Pública – OASP? A inquestionável oportunidade de redução de custos e simplicidade de uso que o drone pode oferecer a seus operadores, vai levar a uma estagnação das operações com aeronaves convencionais?
Acredito que tudo dependerá de uma avaliação situacional de cada OASP, dentro do seu ambiente interno e externo. Dessa forma há que se fazer uma revisão de seus processos produtivos e do portfólio de entrega de seus serviços, aos usuários.
Muito em breve os drones serão simplesmente operados por policiais, bombeiros e outros agentes públicos nas mais diversas missões. Estarão integrados a qualquer viatura, como se fosse o rádio, tablet ou o estepe. Chegando ao cenário de uma ocorrência, o agente vai identificar a necessidade e, ao invés de chamar uma aeronave, irá abrir o porta-malas do veículo e começar a utilizar seu RPA.
Diante dessa realidade, as OASP já podem começar a rever processos e procedimentos, evitando uma concorrência que será inconveniente e buscando a integração com essa inovação tecnológica, potencializando as atividades dos usuários.
Algumas atividades serão indiscutivelmente melhor desenvolvidas pelos RPA, porém, nem tudo poderá ser feito por esses aparelhos e, nessa ótica, pode-se inovar o emprego das nossas tradicionais aeronaves.
A Associação dos Pioneiros e Veteranos da Embraer (APVE) realizará nos dias 2 e 3 de junho de 2017 o V Encontro de Escritores e Jornalistas de Aviação: Fomento à Cultura Aeroespacial, que acontecerá na sede social da associação em São José dos Campos, SP, Alameda Cândido Marciano Leite, 88.
Como nos anos anteriores, participarão escritores e jornalistas de Aviação e Espaço do Brasil e do exterior, sendo previsto o lançamento de novos livros durante o evento. A participação é gratuita e aberta ao público. Para assistir às palestras o prazo para inscrição vai até 29 de maio de 2017. Elas poderão ser feitas no site da Associação.
Além da apresentação e disponibilização de títulos para venda, haverá palestras sobre a atuação das mulheres no setor aeroespacial, exploração espacial , drones e pilares do desenvolvimento aeronáutico.
Haverá também exposição e demonstração de drones e uma mesa-redonda com os escritores e jornalistas para falar sobre produção e comercialização de livros no Brasil, com o objetivo de aproximar estudantes e profissionais do setor.
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça realizarão no auditório da ANAC em Brasília, no dia 30/05/2017, WORKSHOP sobre “USO DE DRONES NA SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA CIVIL”.
A publicação do Regulamento Especial RBAC-E nº 94 tornou viável as operações com as aeronaves remotamente pilotadas na segurança pública e na defesa civil. Especialistas falarão no evento sobre a regulamentação, fiscalização, operação e aquisição. A instituição das regras contribuiu para promover o desenvolvimento sustentável e seguro desse setor.
O evento objetiva a discussão e a disseminação de conhecimento sobre o regulamento especial, fortalecendo a integração entre os entes governamentais propositores e executores da nova norma, tendo em vista a atuação das forças de segurança pública na fiscalização das aeronaves não tripuladas e a crescente atuação do Estado como operador de aeronaves remotamente pilotadas.
Serviço
Data: 30/05/2017 Horário: das 10h às 17h< Local: Auditório da ANAC – Sede, 1º andar.< Endereço: SCS Quadra 09, Lote C, Edifício Parque Cidade Corporate, Torre A – Brasília, DF. Confirmação de Presença: até 25/05/2017, pelo e-mail [email protected]
A Resolução ANATEL nº 242, de 30 de novembro de 2000, aprovou o Regulamento para Certificação, Homologação e Identificação de Produtos para Telecomunicações e aplicam-se a essa resolução todos os dispositivos de telecomunicações associados aos drones.
OPERAÇÃO DE DRONES EXIGE AUTORIZAÇÃO DA ANATEL. Usuários devem se cadastrar no Sistema de Gestão de Certificação e Homologação no site da agência. Foto: Osvaldo Ribeiro/Sesp.
Como os drones possuem transmissores de radiofrequência em seus controles remotos e, em alguns casos, no próprio veículo aéreo, para a transmissão de imagens. Todos os drones necessitam ser homologados pela Anatel inclusive os de uso recreativo, como os de aeromodelismo.
A medida da Agência tem como objetivo evitar interferências dos drones em outros serviços, a exemplo das comunicações via satélite. Os interessados devem se cadastrar no Sistema de Gestão de Certificação e Homologação e preencher um requerimento disponível no site da Anatel. O processo requer o pagamento de uma taxa de R$ 200,00.
A ANATEL disponibiliza um manual que contém detalhes que necessitam ser contemplados aos usuários do sistema, facilitando e instruindo os mesmos na atividade de Cadastro de um requerimento por declaração de conformidade.
Essa homologação é um requisito para fins de utilização do produto apenas quanto às características de telecomunicações (no caso da utilização do espectro radioelétrico).
A utilização desses equipamentos também deve atender a outras condições de uso, conforme as regras estabelecidas pela ANAC e pelo DECEA.
São Paulo – Na semana passada (09 a 11/05) aconteceu em São Paulo a terceira edição do DroneShow. Foram cerca de 3.100 participantes de todo o Brasil e de outros países que estiveram no Centro de Convenções Frei Caneca, onde aconteceu o DroneShow 2017.
Na feira haviam 40 estandes e 70 marcas à disposição de empresários, usuários corporativos, pesquisadores, estudantes, investidores, além de policias e bombeiros de todo Brasil.
Para 2018 o evento já tem data definida, será nos dias 13, 14 e 15 de junho no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP). Para o ano que vem uma das novidades será um espaço especial para empreendedores e instituições bancárias e seguradoras.
Drone em exposição do evento.
Novos negócios e parcerias foram gerados na feira. A ANAC e o DECEA estiveram presentes e fizeram a sua parte, regulamentando o setor. Durante o evento aconteceram cursos e seminários sobre drones. Um dos seminários tratou das atividades de Segurança Pública, Defesa Civil, Segurança Privada, incluindo serviços de emergências e perícias.
Policiais e bombeiros de vários Estados estiveram presentes no evento e participaram das palestras. Falou-se sobre operação, emprego, aquisição e seguro.
Seminário sobre Segurança e Perícia no DroneShow.
Ramiro Brasil da empresa FT Sistemas falou sobre o emprego deVANTs em missões de Segurança e Desastres Naturais.
O Cel Res PM Eduardo Alexandre Beni, editor do Site Piloto Policial & Resgate Aeromédico falou sobre as novas tendências e expectativas do emprego de Drones na Segurança Pública e Defesa Civil. “O uso de drones já é uma realidade em muitas Polícias e Corpos de Bombeiros do Brasil. Com a regulamentação da ANAC e a possibilidade do uso desses equipamentos pelo Estado em áreas urbanas, permitirá seu emprego em maior escala e para atividades destinadas a salvar e proteger pessoas e bens”, disse Eduardo Beni.
Cel Eduardo Alexandre Beni do Piloto Policial falando sobre drones.
O Major PM Rodrigo Abreu e o Cap PM Luiz Sérgio Alves do Grupamento Aeromóvel da Polícia Militar do Rio de Janeiro falaram sobre as possibilidades de integração dos Drones nas Operações Aéreas de Segurança. Os oficiais da PM do Rio abordaram a complexidade das operações realizadas no Estado e a importância dos drones nessas missões, pois trarão mais segurança aos policiais, tendo em vista que haverá menos exposição dos policiais nas ações nos morros cariocas.
Outro ponto importante abordado no seminário foi sobre a contratação de Seguro Aeronáutico para Drones e sua utilização pelo Mercado Segurador.
Major PM Rodrigo Abreu falando sobre integração dos drones nas operações de segurança pública.
O ponto falho da norma publicada pela ANAC foi a não exigência desse seguro para os drones utilizados pelo Estado. Apesar de não ser obrigatório, Carlos Eduardo Mamede Polizio do Grupo Segurador BB e MAPFRE falou da importância em contratar esse seguro. “É uma forma de oferecer mais segurança às operações realizadas pelo Estado”, disse Polizio.
Além do seguro de terceiros na superfície (pessoas e bens no solo), é possível contratar o Limite Único Combinado – LUC), que é um seguro facultativo a ser contratado pelo proprietário ou explorador da aeronave, em complemento ao seguro obrigatório.
Carlos Eduardo Mamede Polizio explicando o seguro para drones.
O DroneShow é um evento novo que está em sua terceira edição. Com a regulamentação definida no Brasil, muitos negócios surgirão e a segurança pública e a defesa civil, em um futuro próximo, passará a usar com mais frequência drones em suas operações. Esse é um novo mercado e muitas novidades ainda surgirão.
O futuro dessa nova aviação estará diretamente relacionada à segurança que ela irá oferecer aos seus operadores, pessoas e bens no solo e, principalmente, às aeronaves tripuladas.
Dados do evento:
1) Perfil dos participantes:
Setor privado: 62%
Setor público: 38%
3) Principal área de atuação:
Prestador de serviços no setor de drones: 57%
Prestador de serviços no setor de geotecnologias: 32%
Comercializa produtos relacionados ao setor de drones: 5%
Comercializa produtos relacionados ao setor de geotecnologias: 6%
4) Principal área de interesse:
Mapeamento, cadastro e topografia: 33%
Agricultura e florestal: 20%
Meio ambiente e recursos naturais: 15%
Infraestrutura: 9%
Mineração e Óleo e Gás: 7%
Segurança e serviços de emergências: 5%
Logística e transportes: 4%
Jornalismo, entretenimento, publicidade: 3%
Recreação: 1%
Outros: 3%
5) Localização geografia por regiões dos participantes:
Sudeste: 63%
Sul: 10%
Centro-oeste: 8%
Nordeste: 8%
Norte: 7%
Outros países: 4%
São Paulo – Recentemente, a Prefeitura de São Paulo, junto com as Secretarias de Segurança Urbana e Inovação e Tecnologia, lançou o programa Dronepol, que vai monitorar áreas de difícil acesso, ocupações em áreas de risco e grandes eventos com a ajuda de drones.
Para dar início a esse avanço na segurança, o Secretário José Roberto recebeu os primeiros agentes da GCM e da Defesa Civil do município que serão treinados para pilotar os drones. O curso, que teve início nesta terça-feira (9), acontece no Aeroclube de São Paulo no Aeroporto Campo de Marte e é realizado pelo Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar de São Paulo.
O Secretário José Roberto e o Coordenador do Dronepol, Rogério Vieira Peixoto, receberam os primeiros agentes da GCM e da Defesa Civil. Foto: Ulisses / SMSU
O Secretário José Roberto e o Coordenador do Dronepol, Rogério Vieira Peixoto, receberam os primeiros agentes da GCM e da Defesa Civil. Foto: Ulisses / SMSU
O Secretário José Roberto e o Coordenador do Dronepol, Rogério Vieira Peixoto, receberam os primeiros agentes da GCM e da Defesa Civil. Foto: Ulisses / SMSU
O Secretário José Roberto e o Coordenador do Dronepol, Rogério Vieira Peixoto, receberam os primeiros agentes da GCM e da Defesa Civil. Foto: Ulisses / SMSU
O Coronel PM Carlos Eduardo Falconi, Comandante do Grupamento Aéreo, fez a abertura oficial do curso. Para coordenar o Dronepol da Prefeitura, foi designado o Coronel da reserva da Polícia Militar, Rogério Vieira Peixoto. Peixoto foi piloto dos Águias da PM de São Paulo por mais de 20 anos e possui experiência na aviação policial e civil (Saiba mais). A prefeitura de São Paulo irá operar 07 drones, sendo 04 Inspire 1 e 04 Phantom 4 da DJI e 01 X820 da Dahua Technology.
“Essa parceria entre o Município e o Estado são fundamentais para o sucesso desse novo projeto. Estamos agora focados no treinamento e na preparação de nossos profissionais e os Águias da PM de São Paulo nos ajudarão com um curso de qualidade”, disse Peixoto, coordenador do Dronepol. “Estamos também tratando com o DECEA (ICA 100-40) um acordo operacional e alinhando nossas diretrizes de operação conforme a nova regulamentação da ANAC (RBAC-E 94) para que iniciemos nossa operação com segurança e conforme as normas”, complementou Peixoto.
Agentes da Guarda Municipal e Defesa Civil de São Paulo iniciam curso de Drone no Grupamento Aéreo da Polícia Militar. Foto: Eduardo Alexandre Beni / Piloto Policial.
Participam do curso 07 Guardas Civis Metropolitanos, 02 agentes da Defesa Civil do Município, 04 bombeiros do Corpo de Bombeiros de São Paulo e 05 policiais militares do Grupamento Aéreo. As aulas serão ministradas por instrutores do Grupamento e que possuem larga experiência na aviação e na operação de drones.
O Tenente Coronel PM Paulo Luiz Scachetti Junior do Grupamento Aéreo é o coordenador do curso. “Além da importante integração, levaremos conhecimento e doutrina aeronáutica para uma atividade em desenvolvimento, por isso montamos um curso baseado nos conceitos consagrados da aviação”, disse o Ten Cel PM Paulo.
Agentes da Guarda Municipal e Defesa Civil de São Paulo iniciam curso de Drone no Grupamento Aéreo da Polícia Militar. Foto: Eduardo Alexandre Beni / Piloto Policial.
O curso terá 10 dias de duração e possui matérias assemelhadas à aviação, porém com algumas adaptações, como por exemplo, Conhecimentos Técnicos, que trata mais de sistemas eletrônicos.
Bombeiros, policiais militares, guardas e agentes terão aulas teóricas de meteorologia, segurança de voo, teoria de voo, regulamento aeronáutico, operação e doutrina de RPA e navegação. O curso terá ainda um módulo prático. O curso começou com a matéria de Meteorologia ministrada pelo Maj PM Gomes, piloto do Grupamento Aéreo.
Agentes da Guarda Municipal e Defesa Civil de São Paulo iniciam curso de Drone no Grupamento Aéreo da Polícia Militar. Foto: Eduardo Alexandre Beni / Piloto Policial.
Agentes da Guarda Municipal e Defesa Civil de São Paulo iniciam curso de Drone no Grupamento Aéreo da Polícia Militar. Foto: Eduardo Alexandre Beni / Piloto Policial.
Agentes da Guarda Municipal e Defesa Civil de São Paulo iniciam curso de Drone no Grupamento Aéreo da Polícia Militar. Foto: Eduardo Alexandre Beni / Piloto Policial.
Agentes da Guarda Municipal e Defesa Civil de São Paulo iniciam curso de Drone no Grupamento Aéreo da Polícia Militar. Foto: Eduardo Alexandre Beni / Piloto Policial.
São Paulo – Entre os dias 21 e 23 de abril, em Lakeland, na Flórida (EUA), foi realizada a SAE Aero Design East. Quatro equipes brasileiras representaram o País na competição mundial, que reuniu 75 equipes. Na Classe Regular, a equipe EESC USP Alpha, da Escola de Engenharia de São Carlos (SP), conquistou a 4ª colocação na categoria e, ainda, foi considerada a Melhor em Apresentação Oral.
Equipes Aerodesign – Foto: Felipe Ayach Anache.
Na mesma categoria, a equipe Urubus, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP), fez a terceira Melhor em Apresentação Oral. Na classificação geral, a equipe campineira obteve o 17º lugar.
O Brasil foi representado, ainda, por mais duas equipes, uma delas a AeroRio, formada por universitários da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio), que conquistou a 6ª colocação na classificação geral, na Classe Advanced, e o título de 4ª Melhor em Apresentação Oral.
Outra brasileira que disputou a competição foi a equipe Trem Ki Voa Micro, da Universidade Federal de São João del Rei (MG), a 16ª colocada na Classe Micro. Além das equipes brasileiras, disputaram a SAE Aero Design East universitários dos Estados Unidos, Polônia, Índia, Egito, Turquia, China, Canadá, México e Venezuela.
A SAE Aero Design East é promovida anualmente pela SAE International, na qual os brasileiros acumulam brilhante histórico – oito primeiros lugares na Classe Regular, quatro primeiros lugares na Classe Advanced e um primeiro lugar na Classe Micro.
Para disputar a SAE Aero Design East as equipes brasileiras, que projetaram e construíram as aeronaves radiocontroladas, se destacaram em suas categorias na 18ª Competição SAE BRASIL AeroDesign, de âmbito nacional, realizada em novembro de 2016, em São José dos Campos (SP).
A EESC-USP foi campeã pela Classe Regular e a Urubus, vice-campeã; enquanto a mineira Trem Ki Voa Micro venceu na Classe Micro e AeroRio foi vice-campeã na Classe Advanced.
AeroDesign – O Projeto AeroDesign é um programa educacional organizado pela Seção São José dos Campos da SAE BRASIL, com o objetivo de propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre estudantes de graduação e pós-graduação em Engenharia, Física e Ciências Aeronáuticas, e futuros profissionais desse segmento da mobilidade, por meio de aplicações práticas e da competição entre equipes.
“As competições estudantis da SAE BRASIL motivam os jovens à carreira de engenharia e lançam desafios encontrados na prática profissional que levam muito além do conhecimento acadêmico adquirido na sala de aula”, analisa Mauro Correia, presidente da SAE BRASIL.
Companhia de Imprensa.
Foto: Equipe AeroRio Advanced.
A feira DroneShow Latin America é uma realização anual da MundoGEO e reunirá toda a comunidade do setor para troca de experienciais, promoção de parcerias, fomentar novos negócios e antecipar tendências.
A 3ª edição da DroneShow Latin América, que acontece de 9 a 11 de Maio no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, preparou uma programação intensa de cursos, seminários e debates para a feira deste ano. O DroneShow também vai reconhecer os melhores profissionais, empresas e projetos no Prêmio DroneShow 2017.
Ao todo são 13 ações que acontecerão nos três dias de evento. A proposta do evento para este ano é capacitar os profissionais que atuam neste setor, debater temas estratégicos e disseminar resultados das aplicações dos dados gerados pelos drones em diferentes aplicações.
No dia 08 de maio acontecerá o III Fórum de Empresários de Drones no Hotel Golden Tulip São Paulo Paulista. Esse evento antecede o DroneShow 2017. Saiba mais.
DroneShow – Empreendedores do setor de veículos aéreos não tripulados se reúnem mais uma vez para debater sobre o desenvolvimento desse novo mercado nacional e mundial e falar das expectativas após a publicação da tão esperada regulamentação da ANAC.
O evento acontecerá no dia 08 de maio no Hotel Golden Tulip São Paulo Paulista, na Rua Frei Caneca, 1199, no bairro Consolação, em São Paulo (SP). Haverá também a opção de participação online.
Mesmo participando a distância, poderão ser enviados comentários e perguntas pelo chat, que serão respondidas pelos palestrantes, mas este fórum não será gravado nem terá replay para visualização posterior.
Na primeira edição do Fórum com a presença de 25 empresários foi feito um diagnóstico do setor usando a análise SWOT. Já no II Fórum, com 75 empresários e a presença da ANAC e DECEA, foram discutidos temos relacionados a regulamentação, seguros, boas práticas e precificação.
“A estimativa é reunir mais de 200 empresários neste terceiro Fórum, que já estarão se mobilizando para participar na feira DroneShow. Desta forma, o Fórum vai se fortalecer ainda mais como instrumento de mobilização e fortalecimento do setor de drones”, comentou Emerson Granemann, idealizador da feira e moderador deste movimento empresarial.
Um dos temas de destaque do fórum será a recente regulamentação do uso de drones para aplicações comerciais, aprovada no dia 02 de maio. Já estão confirmadas a participação do DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) e da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), além de representantes de outros órgãos públicos e empresas do setor.
Os demais assuntos serão: norma técnica do INCRA para uso de drones no Georreferenciamento, seguradoras apresentando opções para seguros dos drones, formação de pilotos, recomendações para especificações técnicas, precificação de serviços no setor, proposta de pesquisa de mercado e início dos contatos do fórum com o Ministério da Defesa.
A Diretoria Colegiada da ANAC aprovou, nesta terça-feira (02/05), o regulamento especial para utilização de aeronaves não tripuladas (RPA-Remotely Piloted Aircraft e Aeromodelos). O Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial – RBAC – E Nº 94 foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (03). Além do regulamento foram publicadas três Instruções Suplementares (IS) sobre RPA:
O site Piloto Policial esteve nesta quarta-feira (03) na sede da ANAC-São Paulo na coletiva de imprensa onde foram apresentadas as novas regras e esclarecidas algumas questões pelos especialistas da Agência, Roberto Honorato, Rafael Gasparini e Ailton Júnior. Por ser ainda tudo muito novo, muitas problemas ocorrerão e serão solucionados na medida em que a ANAC for demandada.
Coletiva de imprensa realizada nessa quarta-feira (03) na ANAC-São Paulo sobre o novo regulamento. Foto: Eduardo Beni.
Vamos tentar esclarecer alguns pontos:
A partir desse regulamento, aeromodelos são as aeronaves não tripuladas remotamente pilotadas usadas para recreação e lazer e as aeronaves remotamente pilotadas (RPA) são as aeronaves não tripuladas utilizadas para outros fins como experimentais, comerciais ou institucionais.
Exceto nos casos de operações realizadas pelo Estado, os dois tipos (aeromodelos e RPA) só podem ser operados em áreas com no mínimo 30 metros horizontais de distância das pessoas não anuentes ou não envolvidas com a operação e cada piloto remoto só poderá operar um equipamento por vez.
Caso haja anuência expressa de todas as pessoas que porventura estejam na área de operação, o RPA ou aeromodelo poderá voar sobre elas.
Aeromodelos e RPAs classe 3 com peso máximo de decolagem (incluindo-se o peso do equipamento, de sua bateria e de eventual carga) de até 250 gramas não precisam ser cadastrados no Sistema Sisant. Os aeromodelos e RPAs classe 3 operados a 400 pés acima do nível do solo devem ser cadastrados e, nesses casos, o piloto remoto do aeromodelo deverá possuir licença e habilitação.
Será exigido seguro com cobertura de danos a terceiros para os RPAs com peso superior a 250 gramas. Para os aeromodelos não é exigido seguro, pois, segundo a ANAC, por terem finalidade desportiva não há previsão legal para essa exigência, muito embora exista previsão legal no Art. 178 do Código Brasileiro de Aeronáutica. Ela isentou também as RPAs do Estado.
O Sistema Sisant já está disponível para inserção de dados e a plataforma possui conexão ao banco de dados da Receita Federal apenas para validação do CPF ou CNPJ. Não há controle sobre a nota fiscal dos equipamentos. Menores de 18 anos não conseguirão realizar o cadastro, por exemplo. O cadastro tem validade de 24 meses e poderá ser revalidado em até seis meses. Agora os aeromodelos e RAPs classe 3 acima de 250 gramas deverão fazer o cadastramento no Sisant. Os RPAs classe 1 e classe 2 não realizam esse cadastro. Eles seguirão regras próprias, pois deverão obter registro e certificado de aeronavegabilidade junto a ANAC.
A Portaria 207/DAC que trata de Aeromodelos, conforme a Resolução Nº 419/17 que aprovou o RBAC-E Nº 94 foi revogada e não terá mais eficácia a partir de 3 de julho de 2017. O DECEA deverá incluir os aeromodelos na sua regulamentação, portanto nesse prazo esses equipamentos deverão ser cadastrados no Sisant.
Para todos os aeromodelistas ou operadores de RPA detentores de uma autorização válida
de operação emitida pela ANAC, os requisitos do RBAC-E Nº 94 só se tornarão exigíveis a partir de 3 de julho de 2017, ou a partir do dia seguinte ao vencimento da autorização de operação, o que ocorrer primeiro.
Todas as autorizações de operação cujo vencimento está condicionado à data de publicação do RBAC-E Nº 94 ficam automaticamente prorrogadas até 2 de julho de 2017.
Todas as autorizações de operação concedidas pela ANAC antes da data de publicação Resolução Nº 419/17 que aprovou o RBAC-E Nº 94 ficarão automaticamente revogadas a partir de 3 de julho de 2017.
Os RPAs classe 3 e Aeromodelos acima de 250 gramas receberão um código de identificação que deverá ser colocado no equipamento ou se não for possível deverá ficar com o operador. Os RPAs classe 1 e 2 receberão uma matrícula da ANAC.
A fiscalização, segundo a ANAC, para as contravenções penais e crimes será de responsabilidade da Segurança Pública e a administrativa (autos de infração) será de responsabilidade da agência, do DECEA e/ou ANATEL. Com o regulamento, RPAs, Aeromodelos e seus operadores estarão sujeitas às infrações administrativas estabelecidas pelo Art. 299 a 302 do Código Brasileiro de Aeronáutica.
Segundo a ANAC, os procedimentos para processos administrativos relacionados a RPAs, Aeromodelos e seus operadores seguirão o mesmo rito das aeronaves tripuladas e seus operadores.
Sobre licenças e habilitações a ANAC ainda não tem uma regra definida e os processos serão analisados caso a caso. Segundo a agência, não foi criada uma categoria específica para os RPAs e isso poderá ocorrer conforme a demanda e necessidade. Somente os RPAs classe 1 e 2 precisarão de licença e habilitação. Os RPAs classe 3 e Aeromodelos somente se forem voar acima de 400 pés.
Os pilotos de RPAs classe 1 e 2 deverão possuir um Certificado Médico Aeronáutico (CMA) de 5ª classe válido. Os RPAs classe 3 e Aeromodelos estão isentos. Caso o piloto possua um CMA de 1ª ou 2ª Classe não precisará possuir o de 5ª classe, conforme a nova emenda do RBAC Nº 67 (artigo 67.13) publicada nesta quarta-feira (03).
Sobre os cursos e treinamentos, a ANAC não definiu credenciamento de escolas ou estabeleceu critérios de formação, assim, fica livre de regulação, por enquanto, essa atividade.
Para as empresas que forem operar seus RPAs classe 1 como serviço aéreo público especializado, seguirão as mesmas regras estabelecidas no Art. 201 do Código Brasileiro de Aeronáutica e na Resolução Nº 377, de 15 de março de 2016. As empresas que forem atuar em serviços de Aerolevantamento deverão observar o Decreto-Lei Nº 1.177/71 e oDecreto Nº 2.278/97. Esse assunto está sendo discutido pelo Ministério da Defesa para saber se os RPAs entrarão nessa regra.
A Resolução nº 377 passou a vigorar acrescida do art.3º-A, com a seguinte redação:
“Art. 3º A Os serviços aéreos públicos especializados com a operação de aeronaves remotamente pilotadas – Classe 1 estão sujeitos a outorga.”
Não foi exigida idade superior a 18 anos para operar aeromodelos, porém o cadastro deverá ser feita por uma adulto e ele será o responsável.
Serão cobradas as Taxas de Fiscalização da Aviação Civil (TFAC) referentes aos serviços prestados pela ANAC, como serviços de habilitação, licença, homologação, fiscalização ou registro. O cadastro, por exemplo, que não possui taxa específica, será gratuito.
Drones auxiliam Guarda Civil Metropolitana no monitoramento da cidade de SP.
Os RPAs operados pelo Estado seguirão a regra geral, porém sobre a operação, o regulamento (94.103, (g) e (h)) deu maior abrangência ao tratar dos RPAs acima de 250g utilizados pelo Estado, pois autorizou voos sobre áreas habitadas e pessoas.
Além da Segurança Pública, possibilitou seu emprego em outras atividades realizadas pelo Estado, como fiscalização tributária e aduaneira, combate a vetores de transmissão de doenças, defesa civil, inclusive de operadores a serviço de um deles. Ou seja, pela interpretação da norma, se o Estado contratar uma empresa para esse fim será considerado como público.
Segundo o regulamento essas operações são de inteira responsabilidade do órgão ou do operador, em quaisquer áreas, por isso deverá possuir uma avaliação de risco operacional.
Outros órgãos ou entidades controlados pelo Estado também poderão operar RPAs mediante autorização expressa da ANAC e deverão demonstrar o interesse público da operação e se haveria um risco maior à vida se a operação fosse realizada por meios alternativos.
A norma isentou as aeronaves remotamente pilotadas pertencentes ao Estado, da mesma forma que fez com os aeromodelos, de possuir seguro com cobertura de danos a terceiros (E94.103 (d)).
Santa Catarina – O drone do Corpo de Bombeiros de Florianópolis (clique e saiba mais sobre o equipamento) ajudou na localização e resgate de um surfista que estava a quase 4 quilômetros da costa da Praia Mole, no Leste da Ilha, na manhã de segunda-feira (24).
2° Tenente BM Pedro Reis operando o drone.
Ao saber da ocorrência, o Comando de Área e equipes do GBS, ambos do 1º Batalhão de Bombeiros de Florianópolis, deslocaram-se para a Praia Mole. Cerca de 10 minutos depois de iniciar o primeiro voo, o drone começou a enviar as primeiras imagens do homem. Ele já estava a mais de 4 quilômetros da praia, na região da Ilha do Xavier.
De tanto insistir em tentar remar de volta, ele aparentava sinais claros de extrema exaustão. Com a exata localização do surfista, através das imagens do drone, um jet-ski foi então acionado na praia da Joaquina e o surfista rebocado até o posto de guarda-vidas na praia, onde recebeu um primeiro atendimento. Apesar da exaustão e de sintomas de hipotermia, ele estava bem e não precisou ser conduzido ao hospital.
Equipe do bombeiro fazendo o salvamento do surfista
Entre o voo para localização do surfista e seu resgate, o equipamento percorreu cerca de 15 quilômetros. Para o 2° Tenente BM Pedro Reis o equipamento já pagou seu investimento de aquisição. Reis operou o drone do posto guarda-vidas. O jet-ski ficou na praia aguardando a varredura feita pela aeronave.
“Com menos de um ano de uso, o drone já foi empregado em diversas situações. Mas, nesta em específico, conseguimos rapidamente localizar a vítima ainda com vida e monitorar todo o seu resgate,” explica.
São Paulo – O prefeito João Doria e os secretários municipais José Roberto Rodrigues de Oliveira (Segurança Urbana) e Daniel Annenberg (Inovação e Tecnologia) apresentaram nesta segunda-feira (24) os modelos de drone de última geração que serão utilizados pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) em operações específicas de vigilância na cidade. Serão cinco drones e 15 kits com câmeras doados pela iniciativa privada, sem custos para o município.
“Em uma iniciativa inédita no país nós vamos passar a utilizar drones para o policiamento preventivo da cidade de São Paulo em caráter permanente. A Guarda Civil Metropolitana vai ter equipamentos de última geração para o monitoramento de toda a cidade. Esse monitoramento vai agilizar e dar mais segurança aos atendimentos da GCM”, afirmou o prefeito João Doria. O prefeito também ressaltou a importância para a capital de parcerias com as empresas e se colocou à disposição de outros representantes da iniciativa privada que desejarem contribuir com a cidade.
A doação em equipamentos ao município, estimada em cerca de R$ 650 mil, foi feita pela fabricante chinesa Dahua Technology, em parceria com a empresa PGIDB. A companhia Airobotics doará R$ 150 mil em serviços de suporte e consultoria, que compreendem atividades de capacitação operacional e apoio estratégico.
Os equipamentos serão customizados para integrar o programa “Dronepol”, criado para monitorar locais que apresentam dificuldades de acesso, casos de ocupações em áreas ambientais ou de risco, além de eventos com alta concentração de participantes.
“Os drones serão fundamentais em diversas atuações, tanto da Defesa Civil quanto da GCM. A ideia é capturar imagens difíceis de obter para avaliar áreas de risco, em especial, durante os períodos de chuva e possibilidade de escorregamento. Outras partes importantes do monitoramento serão analisar áreas de proteção ambiental e contribuir para ações dos guardas em parques municipais”, diz José Roberto Rodrigues de Oliveira.
O drone da chinesa Dahua Technology é fabricado em fibra de carbono ultraleve, pesa cerca de 3 quilos e tem capacidade de voar sob temperaturas extremas (de -20ºC a 60ºC) e a uma velocidade de até 54 km/h. Possui alto-falantes para a transmissão de avisos e instruções, além de câmeras de altíssima definição, que geram imagens com riqueza de detalhes, inclusive térmicas. O equipamento tem autonomia de voo de 35 minutos e é programado para retornar à base com segurança, em casos de bateria fraca ou de perda de sinal.
Os outros quatro drones da marca chinesa DJI pesam 1.3 kg cada e têm capacidade de voar até 30 minutos por meio de bateria. Equipados com estabilizadores acoplados a câmeras de altíssima definição de 20 megapixels, gravam vídeos em resolução 4K (Ultra High Definition – UHD). Atingem velocidade máxima de72 km/he voam até 7km desde o transmissor (controle remoto). Oferecem máxima segurança de operação e uso através de cinco sensores infravermelhos de obstáculos, capazes de pará-los ou desviá-los automaticamente de qualquer obstáculo natural ou artificial.
Os kits com câmeras podem ser instalados nas viaturas e nas fardas dos guardas-civis. Além de gravar, armazenam vídeos e áudios junto com as coordenadas geográficas dos agentes durante o patrulhamento e pode transmitir as informações pela internet. “O Dronepol representa mais um passo da atual gestão em seu esforço de melhorar a gestão da cidade e seu monitoramento, trazendo ganhos representativos para a segurança”, afirma Daniel Annenberg.
Fonte: Secretaria Especial de Comunicação.
Fotos: Guty e Leon Rodrigues /SECOM/SMSU
São Paulo – As equipes EESC-USP Alpha, da Escola de Engenharia de São Carlos (SP); Urubus, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP); AeroRio, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio), e Trem Ki Voa Micro, da Universidade Federal de São João Del Rei (MG), participam da competição mundial SAE Aero DesignEast que acontece de 21 a 23 de abril em Lakeland, na Flórida (EUA). São 75 equipes inscritas na prova este ano.
Modelo desenvolvido pela EESC USP ALPHA
A SAE Aero Design East é promovida anualmente pela SAE International e reúne equipes de diversos países. Os brasileiros, que fazem história na competição mundial, foram oito primeiros lugares na Classe Regular, quatro primeiros lugares na Classe Advanced e um primeiro lugar na Classe Micro desde o início da participação, em 2000 e vão competir com estudantes dos Estados Unidos, Polônia, Índia, Egito, Turquia, China, Canadá, México, e Venezuela.
Para conquistar uma vaga na SAE Aero Design East as equipes brasileiras, responsáveis pelo projeto, construção e teste de suas aeronaves, ganharam destaque em suas categorias por ocasião da 18ª Competição SAE BRASIL AeroDesign, de âmbito nacional, realizada em novembro de 2016 no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial – DCTA, em São José dos Campos (SP).
Turma da Unicamp é uma das representantes do Brasil na competição SAE Aero Design East / Divulgação
A EESC-USP foi campeã pela Classe Regular e obteve 483.2 pontos na classificação geral, seguida pela Urubus, vice-campeã pela Classe Regular, com 421.6 pontos. A equipe mineira Trem Ki Voa Micro, venceu na Classe Micro com 468 pontos e na Classe Advanced a AeroRio foi vice-campeã com 243.4 pontos.
AeroDesign – O Projeto AeroDesign é um programa educacional organizado pela Seção São José dos Campos da SAE BRASIL, com o objetivo de propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre estudantes de graduação e pós-graduação em Engenharia, Física e Ciências Aeronáuticas, e futuros profissionais desse segmento da mobilidade, por meio de aplicações práticas e da competição entre equipes.
“Os programas estudantis da SAE BRASIL motivam os jovens à carreira de engenharia e lançam desafios encontrados na prática profissional que levam muito além do conhecimento acadêmico adquirido na sala de aula”, analisa Mauro Correia, presidente da SAE BRASIL.
Se houver uma palavra que possa descrever o mercado comercial do drone durante os últimos anos é “expectativa”.
Drones – ou veículos aéreos não tripulados – têm sido uma indústria em crescimento, com bilhões de dólares de financiamento sendo injetado em projetos promissores ou empresas start-ups. Os capitalistas de risco e geeks da tecnologia têm apostado forte nessa área.
A tecnologia tem sido descrita como resposta para diferentes desafios industriais, sociais e econômicos, sendo realmente difícil acompanhar todas as suas possíveis aplicações.
Os VANTs são oferecidos agora não apenas para atividades de hobby, mas para a inspeção da infra-estrutura, serviços de entrega, fotografia aérea, vigilância, agricultura, e a lista continua crescendo.
Na verdade, essas promessas de campos de utilização dos drones têm contribuído não apenas para o boom da tecnologia, mas também para inflar as expectativas do mercado.
Agora estamos vendo sinais de que a indústria de desenvolvimento de drones está vacilante, lutando para cumprir tantas promessas. O otimismo da indústria foi substituído por um número significativo de empresas de desenvolvimento de drones cancelando projetos, demitindo pessoal e até mesmo desistindo do negócio.
No mês passado, a divisão de pesquisa do Alphabet – de propriedade da Google – encerrou um projeto de vários milhões de dólares para construir pseudo-satélites de alta altitude (HAPS), uma aeronave não tripulada que poderia voar nos confins da atmosfera e fornecer acesso à internet para pessoas em áreas com infra-estrutura limitada.
Já o fabricante francês de VANT Parrot, um dos principais players da indústria de drones, também anunciou no mês passado a demissão de 290 funcionários após um desempenho de vendas abaixo do esperado. No ano passado, o start-up 3D Robotics dos Estados Unidos também enxugou seu quadro de funcionários e reorganizou grande parte de seus esforços de desenvolvimento.
Tal movimento de consolidação geral é a provável tendência da indústria para 2017 e além.
“Muitas empresas que estão no mercado agora, não estarão no mercado até o final de 2018”, disse Michael Blades, especialista em VANT na consultoria Frost & Sullivan.
Uma empresa que tem atropelado seus concorrentes no mercado de VANT comercial, de acordo com a Blades, é o fabricante chinês DJI, líder no segmento de drones de custo de US $ 5.000 ou menos, que são geralmente utilizados pelo público em geral.
Blades descreve o período atual no mercado de UAV como o “vale de desilusão”, uma referência ao conceito de ciclo de expectativa (“Hype Cicle”) apresentado pela empresa de pesquisa Gartner. O movimento vem depois de um período conhecido como o “pico de expectativas”, onde o mercado vê sinais promissores de sucesso entre os pioneiros no mercado.
ACIMA: Uma representação visual do “Ciclo Hype” mostrando o movimento de desilusão, onde alguns analistas acham que se encontra atualmente o mercado de VANTs.
Uma esperança para a hipótese de “ciclo de hype” é que as empresas sobreviventes serão mais fortes e irão compreender melhor o que o mercado realmente deseja a longo prazo, tanto para o mercado consumidor final quando para as atividades comerciais para grandes organizações, como inspeção de infra-estruturas ou agrimensura.
Isso é verdade para o mercado consumidor, mas é especialmente pertinente para as empresas que oferecem serviços de drone comercial para grandes organizações. “Para chegar ao topo do mercado, você tem que ser completamente diferente dos demais. Você já deve ter sido provado pelo mercado”, disse Keven Gambold, CEO da Unmanned Experts.
Gambold refere-se a isso como “atravessar o abismo”, uma referência ao livro do mesmo nome de Geoffrey Moore, onde a tecnologia salta do momento de ser usado exclusivamente por entusiastas da tecnologia para fazer parte do mercado consumidor normal.
“Hoje, eu teria dificuldade em encontrar 50 empresas viáveis que poderiam operar em nível empresarial”, disse Gambold. Mas o atual problema a ser enfrentado, sem dúvida nenhuma, refere-se aos órgãos reguladores.
O crescimento dependerá, em última instância, da regulamentação e de como organizações como o Federal Aviation Administration (FAA) dos Estados Unidos e outros órgãos da aviação civil se manterão atualizados e se adaptarão à crescente tecnologia. O ritmo lento e confuso do FAA e demais órgãos em regular o assunto certamente não ajuda e tem sido quase que universalmente criticado pela indústria como uma completa “desordem”.
Em suma, não acredite que os VANTs serão amplamente adotados e utilizados por um número significativo de empresas comerciais já em 2017. Espere ver ainda uma grande consolidação entre fabricantes e fornecedores de VANT como resultado da realidade e expectativa do mercado.
A polícia britânica vai expandir o uso de drones no combate a crimes dentro o país e, para isso, vai montar uma divisão especializada em recolher informações e imagens a partir dos veículos aéreos não tripulados. Os testes com a nova ferramenta devem durar seis meses, segundo o diário “Telegraph”.
Testes com drones na polícia britânica devem durar seis meses – Reprodução/Twitter
As forças policiais das cidades de Devon e Cornwall planejam o sobrevoo a cenas de crime, buscas por pessoas desaparecidas a perseguições de suspeitos, tudo feito com drones. A iniciativa, no entanto, alerta para a invasão de privacidade e para a possível redução dos quadros de agentes, cujas funções seriam substituídas pelos drones. A divisão nega que haja um planejamento para cortes de pessoal.
A polícia começou a testar dispositivos aéreos não tripulados em novembro de 2015, adquirindo quatro drones DJI Inspire 1 equipados com câmeras de alta definição.
O chefe do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia, Steve Barry, se mostrou favorável à inclusão da tecnologia na atuação policial, principalmente por significar menos custo em relação ao uso de helicópteros. Os drones já são utilizados no país para monitorar incêndios e potenciais focos de briga entre torcedores durante jogos de futebol.
O drone será operado em nove estações através dos três condados (Foto David Rogers/Getty Images)
“Usar um drone para capturar imagens estáticas ou de vídeo em terrenos difíceis e áreas de difícil alcance, como falésias e florestas, para encontrar uma pessoa desaparecida, combater o crime contra a vida selvagem, ou mesmo para atuar durante um incidente com armas de fogo, permitirá aos oficiais que obtenham informações vitais, de forma rápida e segura. Isso nos permitirá também dar uma resposta efetiva no local da ocorrência”, explicou o inspetor Andy Hamilton à mídia britânica no começo dos testes.
Os dispositivos foram usados pela primeira vez na busca de uma mulher desaparecida, em coordenação com cães policiais e membros de um grupo local de resgate. Em maio de 2016metade das forças policiais do Reino Unido estavam usando aviões não tripulados ou planejavam fazê-lo.
Enquanto isso, dois terços dos serviços de incêndio também estavam usando dispositivos aéreos não tripulados, que foram creditados com salvar a vida dos trabalhadores de emergência.
Bahia – Nesta quinta-feira, 13 de abril, aconteceu no auditório do GRAER a solenidade de encerramento do II Curso de Operador de Remotely Piloted Aircraft System (CORPAS).
Entre os dias 20 de março a 13 de abril, 21 alunos foram capacitados e submetidos ao programa RPAS desenvolvido pelo GRAER para a aplicação de drones na atividade aérea de Segurança Pública e de Defesa Civil.
O evento contou com a presença do Cel PM Anselmo Brandão, Comandante Geral, Cel PM Lázaro Raimundo, Comandante de Policiamento Especializado, Ten Cel Renato Lima, Comandante do GRAER, Ten Cel PM Jorge Ricardo Albuquerque Pereira, Diretor Adjunto do Instituto de Ensino e Pesquisa, todos da Polícia Militar da Bahia e do Capitão Adilson Drumond Bowen, Comandante do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Salvador (DTCEA-SV) da FAB, dentre outras autoridades, além dos formandos, convidados e da policiais do GRAER.
Durante o seu discurso, o Comandante Geral parabenizou os formandos pela conclusão do curso reafirmando a necessidade e a importância da capacitação para o uso desse tipo de aeronave no espaço aéreo brasileiro em consonância com as normas específicas da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).
Nos mesmos moldes do I CORPAS, que aconteceu no início deste ano, o curso possui a duração de 60 horas no formato de ensino a distância (EAD), semipresencial. Nesta distribuição, 75% em Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e 25% presencial.
O currículo do curso foi preenchido com base nas doutrinas e nos conhecimentos previstos em leis, regulamentos e conteúdos em vigor no Brasil, além daqueles oferecidos pela Federal Aviation Administration (FAA), para que os alunos tivessem ampla referência operacional.
A turma foi composta por policiais militares da PMBA, da Casa Militar do Governador, Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Civil da Bahia.
A IACIT, empresa brasileira com atuação consolidada no desenvolvimento de produtos e serviços de alta tecnologia nas áreas de Defesa, Segurança Pública, CNS\ATM, Telemetria e Meteorologia, levou para a LAAD Defence & Security 2017 um dos principais sistemas desenvolvidos com tecnologia 100% nacional.
A família de sistemas de contramedida eletrônica (clique e saiba mais) foi um dos destaques no estande da empresa durante o evento no Riocentro. Os sistemas são voltados para bloqueio de drones, dispositivos de acionamento eletrônico e sistemas de comunicação cada vez mais empregados pela Defesa e segurança pública. Batizada de SCE0100, o sistema é composto pelas soluções: DRONEBlocker, COMBlocker e RCIEDBlocker, nas configurações fixa ou móvel.
A solução DRONEBlocker foi utilizada pelo Exército Brasileiro durante os Jogos Olímpicos Rio 2016 para a proteção contra ameaças de drones. Totalmente integrada com sensores para detecção, identificação e rastreio através de sensores acústicos, sensores de RF, radares e câmeras capazes de detectar e identificar as ameaças. A solução conta com sistema de Comando, Controle e Inteligência (C2I) que permite a centralização da operação, configuração e gerenciamento de todo o sistema remotamente. O sistema C2I permite ainda a integração com outros produtos da IACIT como: sistemas de telemetria e controle remoto RCS0400, sistema de leitura e reconhecimento de placas de veículos (LPR), bem como sistemas de vigilância patrimonial de terceiros. Além disso, o C2I possibilita a operação em conjunto do DRONEBlocker e COMBlocker, proporcionando proteção contra drones e comunicações indesejáveis em estruturas estratégicas.
O RCIEDBlocker é um sistema de contramedida eletrônica contra explosivos acionados remotamente por dispositivos eletrônicos (RCIED). O sistema RCIEDBlocker, desenvolvido pela empresa com tecnologia 100% nacional, é composto por um equipamento SCE 0100-R embarcado em módulos robustos com alta flexibilidade de instalação, podendo ser utilizado em plataformas fixas ou móveis, como viaturas (pick-up/blindados), maletas e mochilas, conforme a versão de configuração de canais e de potências do sistema. O sistema RCIEDBlocker da IACIT tem como objetivo a proteção de comboios e/ou de tropas com capacidade de bloquear ou interferir nas comunicações de RCIED e sistemas de comunicação, como rádios, celulares, bluetooth, wireless e controles remotos devido às várias configurações possíveis.
A solução COMBlocker também tem chamado a atenção, pois permite bloquear comunicações celular e rádio com bastante eficiência, tanto na versão indoor quanto outdoor. O COMBlocker apresenta resultados impressionantes, pois é possível bloquear uma área sem interferir na vizinhança, utilizando-se de antenas específicas para cada cenário, bem como ajuste de potência e frequências.
São Paulo – No programa “Assembleia Convida” desta semana, o Deputado Estadual Sebastião Santos do PRB recebeu o Cel PM Alberto Malfi Sardilli, comandante do Policiamento Ambiental da PM e o 1º Ten PM Leandro José de Oliveira, Coordenador dos Cursos de VANT do policiamento Ambiental para falarem sobre a Lei Nº 16.380/17que autorizou a utilização de “drones” para fiscalização da Polícia Militar Ambiental no Estado.
VANT de asa fixa da empresa BRVANT utilizado pelo policiamento ambiental da Polícia Militar de São Paulo.
O Projeto de Lei nº 287, de 2016 é de autoria do Deputado Sebastião Santos e sua finalidade foi viabilizar um novo método de fiscalização e monitoramento de grandes áreas pela Polícia Ambiental, garantindo assim maior economia e controle na atuação dos policiais ambientais.
Além do emprego do VANT pelo policiamento ambiental, vários outros temas foram abordados, inclusive sobre as vantagens que esses equipamentos apresentam em relação às aeronaves tripuladas, especialmente aqueles relacionados aos custos de operação.
Durante a entrevista foi discutido o emprego desses equipamentos no monitoramento e fiscalização ambiental em relação aos helicópteros da Polícia Militar, operados pelo Grupamento de Radiopatrulha Aérea. Abordou-se questões referentes a custos, disponibilidade, praticidade e resultados.
Foi apresentado durante a entrevista um VANT de asa fixa da empresa BRVANT utilizado pelo policiamento ambiental no levantamento e monitoramento de áreas rurais. O Ten Leandro falou dos equipamentos instalados na aeronave e das vantagens de seu emprego nessa atividade.
A entrevista também abordou assuntos como o risco baloeiro e o risco aviário para a aviação e o impacto dos lixões irregulares no meio ambiente e na aviação.
Após os voos de teste bem-sucedidos da Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) “Caçador”, a Avionics Services S.A. e a IAI anunciam que o “Caçador” recebeu a aprovação do Ministério da Defesa como um PED (Produto Estratégico de Defesa).
A ARP Caçador é uma versão brasileira do UAV Heron-1, desenvolvido pela Israel Aerospace Industries (IAI). O Heron está operacional globalmente em mais de 20 clientes. O Caçador, como produto, está de acordo com os requisitos de DCN (Declaração de Conteúdo Nacional).
VANT “Caçador” no Hangar da Avionics Service em Botucatu onde realizou os testes. Foto: Eduardo Alexandre Beni
O protótipo fez os voos de teste em Botucatu, interior de São Paulo, aeródromo SDBK, onde fica a sede da Avionics Service. Ele cumpriu todos os regulamentos e obteve todas as aprovações e permissões de voo exigidas pelas Autoridades Governamentais Brasileiras.
Desde a assinatura de um convênio de cooperação há 3 anos, a IAI e a Avionics Services trabalham em conjunto para estabelecer uma consistente base industrial brasileira no campo dos sistemas não tripulados (ARP).
VANT “Caçador” no Hangar da Avionics Service em Botucatu onde realizou os testes. Foto: Eduardo Alexandre Beni
O processo incluiu esforços de transferência de tecnologia e conhecimento para garantir maior independência da Indústria Brasileira na complexa proficiência de sistemas avançados não tripulados (ARPs). A Avionics Services estabeleceu no aeródromo de Botucatu a infraestrutura profissional necessária para a produção e manutenção de ARPs, sendo um centro de excelência para sistemas aéreos não tripulados (ARP’s).
O ARP Caçador é um UAV de Média Altitude e de Longo Alcance (MALE), capaz de voar mais de 40 horas, a altitudes de até 30.000 pés. O peso máximo de decolagem do ARP é de 1.270kg, o que lhe permite transportar 250kg de várias cargas simultaneamente para realizar uma variedade de missões.
VANT “Caçador” no Hangar da Avionics Service onde realizou os testes. Foto: Eduardo Alexandre Beni
Além disso, o link de comunicação na banda “C” do Caçador permite atingir um raio de 250km (linha de visada). Se incluir um canal de comunicação via satélite de banda larga (KU) permite operar a distâncias superiores a 1.000 km de sua base, com sua estação de comando e controle (AGCS) localizada em qualquer ponto estratégico do País. Essa capacidade agrega alto valor estratégico, especialmente para países com grande extensão territorial como o Brasil.
O “Caçador” é um sistema que pode ser utilizado em controle de fronteiras, monitoramento de atividades ilegais, monitoramento ambiental, controle de poluição, indústrias de petróleo e gás, agricultura de precisão e aplicação militar de missões múltiplas com informações em tempo real.
VANT “Caçador” no Hangar da Avionics Service onde realizou os testes. Foto: Eduardo Alexandre Beni
Mato Grosso – Dois membros de uma facção criminosa foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE-MT) por usarem um drone para a entrega de celulares na Penitenciária Central em Cuiabá.
Os dois já haviam sido presos e confessaram que mantinham contato com presos que receberiam os aparelhos na unidade. A dupla foi vista com o equipamento nas redondezas da penitenciária no dia 10 de fevereiro. A denúncia foi divulgada nesta segunda-feira (13).
Aparelho era pilotado por dois homens que foram presos em flagrante (Foto: Sindspen-MT/Divulgação)
De acordo com a denúncia do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os dois devem responder por integrarem organização criminosa.
A dupla foi presa em flagrante. Um dos denunciados confessou que o drone já havia entrado na penitenciária e levado três celulares. No momento da prisão foram apreendidos oito aparelhos.
Segundo o Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT), os agentes avistaram o objeto e o seguiram até chegar aos dois homens que estavam em uma rua lateral da penitenciária, no Bairro Pascoal Ramos, na capital.
Na casa de um deles foram encontrados 15 carregadores de celular. Os aparelhos, no entanto, não foram encontrados. Os dois devem responder por integrarem organização criminosa.
Eles não têm carteira assinada, mas pegam no batente em grandes empresas no Brasil. Fazem barulho. Não por melhores condições de trabalho, mas com suas hélices. Podem se locomover a 110 km/h, fazendo o trabalho de dois ou mais homens. Os veículos aéreos não tripulados, ou drones, começam a ser recrutados para executar funções antes realizadas por pessoas.
Da mineradora Vale à companhia de energia AES Tietê, empresas ouvidas pelo G1 afirmam que os empregados substituídos não são demitidos, mas realocados para tarefas “mais nobres”. Gastam até R$ 500 mil com os robozinhos, mas economizam outros milhares com mão de obra.
Mercedes-benz mostra drone para entregas rápidas (Foto: REUTERS/Edward Taylor)
Ganham ainda em eficiência e precisão. E isso antes de o governo finalizar a regulamentação das maquininhas voadoras. Lá do alto, elas já vigiam plantas industriais, entram em minas e encontram falhas em telhados. A tendência é que o avanço de robôs, não só dos drones, e de outras tecnologias mude a dinâmica no mercado de trabalho.
Tanto é que o estudo “A Revolução das Competências” do ManpowerGourp, apresentado no Fórum Econômico de Davos, aponta que 45% das atividades feitas por humanos no ambiente de trabalho podem ser automatizadas dentro de dois ou três anos.
Saem funcionários, entram drones
Todas as vezes que tinha de monitorar suas 12 usinas hidrelétricas, a AES Tietê montava uma operação de guerra. Levando equipamentos, um carro conduzia uma equipe que checaria as áreas verdes do entorno da represa e suas margens. Barcos iriam para a água medir a vasão e o acúmulo de material. O fundo do reservatório era averiguado por um mergulhador. Hoje, essas três atividades são executadas por drones aéreos, aquáticos e subaquáticos.
“Gerenciar borda de reservatório é algo bem difícil. São quase 4 mil km de borda”, diz Ítalo Freitas, presidente da AES Tietê. O uso de drones não só permite cobrir grandes espaços, mas coletar dados com precisão cirúrgica. Drones registram imagens de alta resolução enquanto voam por uma rota predeterminada. “Se você não tiver uma tecnologia que inove nessas inspeções, pode até inspecionar, mas não com essa qualidade”, diz Freitas.
Na Vale, os drones são os responsáveis pelo levantamento topográfico das minas a serem exploradas e das rochas que foram rejeitadas. Ao processar as fotos aéreas em um software, a empresa consegue determinar o relevo de uma região e a quantidade de material rejeitado. Os drones gastam um terço do tempo de um scanner, o equipamento mais moderno, e custam metade do preço.
“Há mais segurança, porque não expõe pessoas ao risco”, diz Eunírio Zanetti, pesquisador do Instituto Tecnológico da Vale (ITV). Um drone no ar significa que um ser humano não terá de ficar com um olho na rocha e outro em equipamentos gigantes, como caminhões com a altura de prédios de quatro andares – só o pneu tem 4 metros de altura – e capazes de transportar 400 toneladas.
Antes dos drones, os funcionários da Manserv, empresa de manutenção e limpeza, tinham de percorrer o telhado antes de iniciar os reparos. Após as máquinas decolarem e passarem a averiguar do ar possíveis danos nas estruturas, eles só entram em ação para colocar a mão na massa. “O aumento de produtividade é de 70%”, afirma Ricardo Moreira, diretor-geral da área de facility da empresa.
Na Flex, fábrica de eletrônicos, os drones agem como seguranças: fazem rondas. Mas com a vantagem de olhar tudo de cima e captar qualquer objeto suspeito automaticamente. O projeto foi criado pelo instituto de pesquisa FIT.
“Quando o drone observa alguma coisa diferente no perímetro do campus, ele manda essa informação para a central, que é o bunker, que avisa a portaria ou área de segurança que começa a pilotar o drone. Entende se é uma pessoa ou um animal. Identificando ser uma pessoa, faz um acesso da polícia local”, explica Marcos Bregantin, diretor de novos negócios da FIT.
Localizada de um lado da Rodovia José Ermírio de Moraes enquanto, do outro, está a Penitenciária 2 de Sorocaba, a fábrica já teve em seus arredores um sujeito identificado pelos drones. O homem foi prontamente preso pela polícia.
E os trabalhadores?
Após a Vale empregar drones para mapeamento topográfico, caiu “em torno de 70% do efetivo antes utilizado”, estima o pesquisador Eunírio Zanetti, do ITV. “Um levantamento convencional envolve três pessoas”, diz. “Só que as pessoas que operam o drone têm grau de especialização maior, porque também têm que operar o software”. Os funcionários que não trabalham mais com topografia foram transferidos para outras áreas.
“É muito mais barato ter drones do que ter toda uma operação de barco e carro, equipamento e pessoas”, diz Ítalo Freita, presidente da AES Tietê. Todo o programa, diz ele, não passou de R$ 500 mil. “Só de salário de pessoal, já comia isso aí”, conta, acrescentando que funcionários substituídos foram deslocados para exercer outras funções.
Na Manserv, não houve substituição. “O maior impacto é na mão de obra. Eles foram capacitados para deixar de serem inspetores e serem operadores de drone”, diz o diretor Ricardo Moreira. Mesmo após gastar R$ 30 mil em cada um dos sete drones utilizados, a empresa economiza até 40% nos processos de manutenção. Na Flex, as rondas, antes feitas por dois seguranças, agora precisam de apenas de um.
Futuro
As companhias ouvidas pelo G1 estão em diferentes etapas. “Estamos na fase da melhoria do uso”, diz Freitas, da AES Tietê. Quando começou a usar drones, entre 2011 e 2012, a geradora de energia adotou um modelo simples, que ficava meia hora no ar. Hoje, usa um tipo mais robusto, que voa por 2 horas e 40 minutos e é colocado no ar com um estilingue.
A Vale começou a usar em 2015 na mina de Burucutu, perto de Itabira (MG).
Até o fim de 2017, levará a tecnologia ao recém-inaugurado Projeto Ferro Carajás S11D, na Serra dos Carajás (PA). Em uma área de 400 mil hectares (ou 40 campos de futebol), os drones terão a tarefa de monitorar as áreas de preservação ambiental, além da região de lavra. “Há uma tendência forte de usar o drone em todas as minas que a Vale atua, principalmente em grandes levantamentos”, afirma Zanetti.
A Manserv aderiu à onda das máquinas voadoras há dois anos e estuda ampliar seu uso para inspeções de áreas de risco.
Regulamentação no Brasil
Apesar de já haver normas brasileiras que permitam o uso corporativo de drones, ainda há lacunas que deixam empresas interessadas receosas.
A regulamentação brasileira ainda restringe algumas aplicações vistas no exterior, como a entrega de produtos feita pela Amazon no Reino Unido – drones não podem sobrevoar sobre pessoas – e o monitoramento de túneis de obras do metrô no Japão – não podem voar em ambientes fechados.
Essas regras de voo foram publicadas no fim de 2015 pela Força Aérea Brasileira. Falta ainda a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) criar um sistema de registro de drones, o que só deve sair quando a Casa Civil propuser uma emenda constitucional que trará, entre outras deliberações, uma forma simplificada de registro de pilotos. Hoje, os interessados em se cadastrar têm de passar pelo mesmo processo de quem for pilotar um Boeing.
Ainda assim, já há companhias que modificaram suas estruturas para oferecer serviços com drones. É o caso da firma de segurança Impacto, que passou a oferecer a seus clientes monitoramento aéreos. Já há multinacionais interessadas, que apenas aguardam que todas as regras brasileiras estejam em vigor, explica Alexandre Silva, diretor comercial.
Fonte: Departamento de Controle do Espaço Aéreo/Comando da Aeronáutica (Foto: Arte/G1)
Mercado
A venda de drones deve crescer 39% em 2017 e chegar a 3 milhões de unidades em todo o mundo, indicou a consultoria Gartner, especializada em tecnologia. O salto ocorrerá devido a uma queda do preço, sobretudo entre os veículos aéreos não tripulados usados por empresas, o que faz analistas arriscarem a dizer que esse pode ser o ano em que os drones se tornarão realmente populares.
Se em 2016 os drones custavam em média US$ 2.093, em 2017 os valores de venda devem cair para US$ 2.022, estima a Gartner, segundo previsão divulgada nesta sexta-feira (10).
Enquanto o custo das aeronaves para uso pessoal deve cair pouco e ficar em US$ 835, aquelas mais caras, usadas no ambiente corporativo, ficarão 16,5% mais baratas. Ainda assim, serão vendidas a US$ 21.178.
“O mercado de drones corporativos começa a se expandir com regulamentações estáveis, pressão adicional no mercado baseada no número crescente de fabricantes, pressão do mercado premium para uso pessoal e esforços rumo à produção em massa”, explica Gerald Van Hoy, analista de pesquisas do Gartner, ao G1.
A estimativa é que os drones de uso pessoal continuem mais populares. A estimativa é que a venda desses modelos seja de 2,8 milhões. Já a previsão de comercialização de aeronaves para uso comercial é de 174 mil unidades.
Apesar de representar 5,8% do total das vendas, os drones corporativos, por serem mais caros, somam 61% da receita com a comercialização de todas as aeronaves autônomas, estimada em US$ 6 bilhões neste ano, segundo a Gartner.
A FT Sistemas, empresa brasileira pioneira no segmento de VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados), lançará na terça-feira, dia 4 de abril, às 16 horas, no Rio de Janeiro, durante a mais importante feira de Defesa e Segurança da América Latina (LAAD Defense & Security 2017), a aeronave FT-200FH. A principal característica do produto é a configuração de rotores intermesh. O novo VANT, tem capacidade de transporte de carga útil, autonomia e alcance que atendem a situações de campo que requerem demandas específicas de maior versatilidade e facilidade operacional.
Após quatro anos dedicados ao projeto de desenvolvimento tecnológico, com investimentos que ultrapassam R$ 9 milhões, a FT Sistemas, tradicional parceira das Forças Armadas Brasileiras na pesquisa, inovação, fornecimento, operação e suporte logístico de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), apresentará o FT-200FH, projetado para aplicações Duais, podendo ser utilizado para cumprir missões de Defesa, Segurança Pública, bem como variadas aplicações para o mercado civil, como no agronegócio e infraestrutura. O helicóptero não tripulado tem alcance de 100 quilômetros e autonomia de mais de 10 horas de voo, podendo transportar até 50kg de carga útil.
O uso de VANTs na segurança pública e nas forças armadas é fundamental no combate às organizações criminosas que atuam tanto nos centros urbanos como nas áreas de floresta, fronteiras, rios e mar. A tecnologia embarcada no FT-200FH permite mais rapidez e confiabilidade na coleta de dados, precisão e eficiência para tomada de decisão.
O FT-200FH reúne as mais avançadas tecnologias em aeronáutica, micromecânica, sistemas propulsivos e sensores embarcados de alta performance, possuindo exclusivo sistema de navegação, pilotagem automática e sistemas de contingências, resultado da tecnologia que a FT Sistemas vem desenvolvendo nos últimos 10 anos para atendimento aos requisitos das Forças Armadas Brasileiras e de clientes privados.
“O desenvolvimento de projetos mais ambiciosos e tecnológicos como o FT-200FH é possível com o apoio do Ministério de Defesa. Além de ser o principal apoiador, o MD é uma vitrine importante para outras organizações, como as forças de segurança pública de estados e municípios, e para o mercado internacional. Temos a perspectiva de comercializar o VANT em países do Norte da África, Oriente Médio e nos Estados Unidos”, afirma Nei Brasil, CEO da FT Sistemas. “Como um veículo versátil, o FT-200FH pode operar em diversos setores, como a indústria, a agroindústria e o setor elétrico”, completa.
Em sua 11ª edição, a LAAD Defence & Security será realizada de 4 a 7 de abril, no Riocentro, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O evento reunirá cerca de 600 expositores de todo o mundo, além de receber 195 delegações oficiais provenientes de 85 países com destaque para Ministros de Defesa e autoridades de alta patente das Forças Armadas da América Latina, que participam de reuniões com as empresas expositoras e também de encontros bilaterais com autoridades brasileiras.
Serviço:
Lançamento do VANT FT-200FH
FT Sistemas
Data: 4 de abril de 2017
Horário: 16h
Estande G-26 Pavilhão 4
LAAD Defence & Security
Riocentro – Avenida Salvador Allende, 6555
Barra da Tijuca – Rio de Janeiro – RJ
Exposição: até 7 de abril