Início Blog Página 9

FAB realiza exercício de evacuação aeromédica com uso de óculos de visão noturna, em Anápolis

Goiás – Durante o Exercício Operacional AIRLIFT COMAO, realizado desde o dia 26/05 na Base Aérea de Anápolis (BAAN), a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou, na noite de segunda-feira (02/06), uma missão de Evacuação Aeromédica (EVAM) utilizando tecnologia de visão noturna (NVG – Night Vision Goggles), marcando um avanço nas capacidades operacionais da aeronave KC-390 Millennium.

A operação simulou a evacuação de feridos em um cenário de conflito, no qual o embarque rápido e seguro das vítimas é crucial. Após o embarque, foi iniciada a simulação de avaliação médica especializada em voo, com foco na identificação de condições críticas que possam representar risco iminente à vida.

FAB realiza evacuação aeromédica noturna com uso de visão noturna durante exercício na Base Aérea de Anápolis. Foto: Sargento Müller Marim

A ação envolveu aeronaves do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT) – Esquadrão Gordo e do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) – Esquadrão Zeus, que realizaram lançamentos e pousos noturnos com o uso de NVG, simulando um ambiente real de resgate em zona hostil. O treinamento teve como principal objetivo capacitar as tripulações para missões de retirada de feridos em áreas de combate ou de difícil acesso, com baixa ou nenhuma iluminação.

De acordo com o Chefe da Divisão Aeromédica de Canoas, Capitão Médico Vinicius Guimarães Tinoco Ayres, o exercício foi essencial para aprimorar a atuação das equipes em cenários adversos. “É um treinamento voltado especificamente para a evacuação em ambiente hostil, priorizando a agilidade e a segurança no embarque, para que, já em rota, possamos realizar uma avaliação médica mais aprofundada das vítimas”, explicou.

“Em cenários de conflito, as operações nem sempre ocorrem durante o dia ou conforme o planejado. Ter a capacidade de operar à noite, utilizando visão noturna, é fundamental, pois garante que a missão possa ser cumprida a qualquer hora”, completou o Oficial.

FAB realiza evacuação aeromédica noturna com uso de visão noturna durante exercício na Base Aérea de Anápolis. Foto: Sargento Müller Marim.

Criança com trauma grave é transferida por equipe aeromédica do SAAV em ambulância terrestre para Brasília

Criança com trauma grave é transferida por equipe aeromédica do SAAV de Arinos para Brasília

Minas Gerais – Na tarde do dia 23 de maio, o Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV) de Montes Claros (3ª CEOA) foi engajado em missão aeromédica na cidade de Arinos, localizada no Noroeste mineiro. O socorro aéreo foi solicitado pelo médico de plantão no município, que relatou ter recebido uma criança de 08 anos em estado gravíssimo, vítima de ferimento lacerante na região pélvica e no dorso provocado após acidente com máquina agrícola.

No local, a guarnição aeromédica recebeu a criança intubada, em estado grave e com sintomas de choque hemorrágico grau IV. A equipe do SAAV ministrou medicações intravenosas e realizou a estabilização clínica do paciente para o transporte até Brasília-DF.

Devido ao avançar da noite e à ausência de pista com balizamento noturno em Arinos, não foi possível concluir o transporte aéreo até o hospital de destino. Por volta das 18h00 foi iniciado o transporte rodoviário pela guarnição aeromédica do SAAV e equipe do SAMU de Arinos.

Durante o deslocamento, uma equipe do SAMU de Unaí interceptou o transporte terrestre com suprimento de bolsas de sangue para o paciente. Ainda na madrugada do dia 24/05, a criança foi submetida a procedimento cirúrgico pela equipe especializada em trauma da sala vermelha do Hospital de Base da capital federal.

Segundo as equipes de resgate, a transfusão sanguínea maciça, iniciada de forma precoce no APH em vítimas de trauma dessa natureza pode impactar positivamente no desfecho do paciente, aumentando as chances de sobrevivência e minimizando possíveis complicações decorrentes da perda sanguínea severa.

Participaram do atendimento equipes do SAAV, SAMU (CISRUN e CISREUNO), Hospital de Arinos e Hospital de Base de Brasília.

Deputada de Rondônia apresenta projeto para tornar obrigatório o transporte aeromédico de paciente grave fora de domicílio

Aeronaves do CBMRO voaram mais de 1.200 horas em operações aeromédicas em 2020 e 2021. Foto: Ítalo Ricardo.

Rondônia – A deputada estadual Dra. Taíssa (Podemos) apresentou o Projeto de Lei Ordinária nº 832 de 2025 na Assembleia Legislativa de Rondônia que dispõe sobre a obrigatoriedade de utilização de transporte aeromédico para remoção de pacientes em estado grave, no âmbito do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), no estado de Rondônia.

Segundo o projeto, a Secretaria de Saúde será obrigada a disponibilizar transporte aeromédico seguindo alguns critérios, como: o paciente estiver em estado clínico grave; unidade de origem não possuir estrutura para o atendimento; quando a distância do hospital de referência for superior a 300 km; e houver risco de agravamento do quadro clinico se o transporte for terrestre.

A avalição do paciente deverá ser realizada por pelo menos dois médicos e o transporte poderá ser feito com aeronave do estado, mediante convênio ou por meio de contratação de empresa de táxi aéreo. Aeronaves das Forças Armadas também poderão ser utilizadas, mediante termo de cooperação técnica.

Segundo a Dra. Taíssa, o transporte aéreo é essencial para garantir dignidade e agilidade no atendimento. Com esse projeto, pretende tornar essa prática permanente e expandida para todas as regiões do estado.

Segundo a parlamentar, sua proposta busca garantir que essa prática se torne permanente (Foto: Thyago Lorentz | Secom ALE/RO)
Segundo a parlamentar, sua proposta busca garantir que essa prática se torne permanente (Foto: Thyago Lorentz | Secom ALE/RO).

Helicóptero Fênix 01 do Corpo de Bombeiros da Bahia realiza remoção aeromédica de vítima de AVC

Bahia – No domingo (01/06), o helicóptero Fênix 01 do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Militar da Bahia (CBMBA) realizou a remoção aeromédica de uma vítima de acidente vascular cerebral (AVC). Um médico e uma enfermeira acompanharam toda a operação.

A equipe médica embarcou em Salvador e seguiu com os bombeiros até o Hospital Geral de Itaparica (HGI), onde a vítima estava internada, após ter sido estabilizada pela equipe médica. Em seguida a tripulação do Fênix 01 decolou para o Hospital Municipal de Salvador.

Durante todo o trajeto, a mulher foi monitorada pela equipe médica que estava na aeronave. Ao chegarem na unidade de saúde na capital baiana, a mulher foi deixada sob os cuidados da equipe médica do local para receber atendimento especializado.

Helicóptero Fênix 01 realiza remoção aeromédica de vítima de AVC na Bahia. Foto: Divulgação.

Exército realiza evacuação aeromédica noturna de indígena de etnia Yekwana na Terra Yanomami, em Roraima

Forças Armadas realizam evacuação aeromédica noturna de indígena Yekwana na Terra Yanomami com uso de visão noturna. Foto: Divulgação

Roraima – Na noite do dia 17 de maio, o Exército Brasileiro realizou evacuação aeromédica emergencial noturna de um indígena de etnia Yekwana, vítima de trauma após queda de aproximadamente seis metros de altura, na região de Waikás, localizada na Terra Indígena Yanomami. A ação foi conduzida em coordenação com a Casa de Governo, como parte da Operação Catrimani II.

Após acionamento, o Comando Conjunto Catrimani II mobilizou o helicóptero HM-1 Pantera e uma equipe de saúde, ambos do Exército Brasileiro, para realizar o resgate. O paciente foi transportado da Unidade Básica de Saúde de Waikás, onde recebeu o primeiro atendimento, para a Base Aérea de Boa Vista, Roraima. Em seguida, foi encaminhado ao Hospital Geral de Roraima pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para dar continuidade ao tratamento.

O Segundo-Tenente Médico Higor Bruno relatou como foi a avaliação do paciente. “Ao chegar na Base de Waikás, o paciente estava estável. Ele foi avaliado e orientado sobre a evacuação, sempre buscando maior conforto ao paciente indígena. Foi medicado e evacuado sem nenhuma intercorrência ou alteração em seu quadro clínico durante o trajeto”.

Equipamento de Visão Noturna

O deslocamento aéreo foi realizado com o uso de Equipamento de Visão Noturna (EVN), que permitiu a capitação de imagens com níveis de luz que se aproximam da escuridão total.

Com um considerável aumento na capacidade operacional, o EVN possibilita um melhor desempenho nas ações de busca e salvamento, dentre outras capacidades. Neste contexto, é capaz de apoiar as operações em variados tipos de cenários, aumentando a segurança de voo, potencializando o emprego dos meios aéreos para que os pilotos consigam realizar missões sem referências visuais para o olho humano.

Segundo o piloto da aeronave, Capitão Mesquita, a missão exigiu um planejamento minucioso devido à baixa visibilidade. “Após o acionamento, em menos de uma hora já estávamos na Base Aérea de Boa Vista. Recebemos a equipe médica, realizamos o briefing e o planejamento do resgate. Decolamos em direção a Waikás empregando o EVN. A noite estava muito escura, então planejamos bem a missão para conseguir pousar com segurança na posição”.

O piloto destacou, ainda, as dificuldades enfrentadas durante o trajeto. “A meteorologia estava bem degradada e com bastante nebulosidade. Pegamos chuva na rota e foi bem difícil o pouso. Lá embarcamos o indígena, conseguimos trazê-lo em segurança e cumprir a missão.”

Brasil participa de reunião do INSARAG na Tunísia e reforça compromisso com ações de busca e resgate em desastres climáticos

Brasil participa de reunião internacional do INSARAG na Tunísia e reforça compromisso com ações de busca e resgate em desastres climáticos. Foto: Divulgação

Africa – O Escritório Nacional de Proteção Civil da Tunísia organizou, em conjunto com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), de 12 a 14 de fevereiro último, a reunião Anual de Líderes de Equipe do Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (INSARAG), bem como dos Grupos de Trabalho do INSARAG (International Search and Rescue Advisory Group).

O encontro, realizado na Escola Nacional de Proteção Civil, em Túnis, reuniu especialistas de toda a Rede para discussões estratégicas voltadas ao fortalecimento da resposta internacional a desastres. A semana começou com a reunião dos Grupos de Trabalho do INSARAG, cujos debates estabeleceram os elementos que deverão estar presentes na próxima fase do marco operacional do INSARAG.

As discussões abordaram formas de aprimorar os mecanismos de resposta, estratégias de preparação e programas de treinamento, além de reflexões sobre os seus mecanismos de governança. O encontro dos Líderes de Equipe teve a participação de 149 especialistas em Busca e Resgate Urbano (USAR), de 45 diferentes países, que discutiram assuntos operacionais e técnicos.

As deliberações dos Líderes subsidiaram os trabalhos do Grupo Diretor do INSARAG (ISG), cuja próxima reunião global se realizou em 25 de março passado, em Genebra, no contexto da realização da Semana de Redes e Parcerias Humanitárias.

Brasil participa de reunião internacional do INSARAG na Tunísia e reforça compromisso com ações de busca e resgate em desastres climáticos. Foto: Divulgação

A delegação brasileira foi chefiada pelo Ministro José Solla, coordenador-geral de cooperação humanitária da ABC/MRE, ponto focal político do Brasil para o INSARAG, copresidente da região Américas no INSARAG, e copresidente, pela região Américas, do Grupo de Trabalho de Busca e Resgate em Respostas a Inundações (SAR-FR WG).

Participaram ainda o Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), Wolnei Wolff; Armin Braun, Diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD/MIDR), além de representantes dos Corpos de Bombeiro Militares de MG, PR e SP.

Pautas

Durante as reuniões, o Brasil destacou os desafios climáticos, especialmente em decorrência das graves inundações que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, reforçando o compromisso com o Grupo de Trabalho sobre Busca e Resgate em Inundações.

A delegação brasileira avançou na elaboração de uma lista de equipes especializadas em resgate, na finalização de uma nota técnica informativa e no inventário de metodologias e treinamentos para respostas a inundações, além de apoiar a criação de um GT regional para fortalecer capacidades na América Latina e no Caribe.

O Brasil também se informou sobre os processos de classificação e certificação de equipes em países como Equador, Honduras, Panamá e Guatemala. Por fim, expressou solidariedade pelo trágico deslizamento de terra que atingiu a província de Sichuan, na China, em fevereiro de 2024, reiterando seu apoio às vítimas e suas famílias.

Paciente é transferido de Mato Grosso do Sul para São Paulo para realizar transplante renal

Mato Grosso do Sul – A doação de órgãos é um ato que salva vidas, mas para que esse gesto se concretize, é essencial uma rede articulada, ágil e comprometida. Foi exatamente isso que aconteceu no dia 27 de maio, quando a CTA (Coordenadoria de Transporte Aéreo) da Casa Militar do Governo de Mato Grosso do Sul realizou uma missão de alta relevância: transportar com urgência o jovem João Vitor Silva de Andrade até São Paulo para a realização de um transplante renal.

João Vitor, que enfrenta a rotina exaustiva da hemodiálise devido a uma doença renal crônica, estava ativo na lista de espera por um órgão. A missão foi acionada após a Faculdade de Medicina da USP comunicar a disponibilidade de um rim compatível, exigindo a chegada imediata do paciente à unidade hospitalar para a realização do procedimento.

O voo partiu de Campo Grande com destino a São Paulo, cumprindo rigorosamente a janela crítica para a realização do transplante, garantindo a segurança e a estabilidade do paciente durante todo o trajeto.

Paciente é transferido de Mato Grosso do Sul para São Paulo para realizar transplante renal.

CIOPAER realiza simulação de pouso e decolagem em heliponto do novo Hospital Central de Alta Complexidade, em Cuiabá

CIOPAER realiza simulação de pouso e decolagem em heliponto do Hospital Central de Alta Complexidade em Cuiabá. Foto: Divulgação

Mato Grosso – O Governo de Mato Grosso realizou no dia 20 de maio uma simulação de pouso e decolagem no heliponto do Hospital Central de Alta Complexidade, em Cuiabá, que já está com 98% da obra concluída.

Este foi o segundo teste do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) no heliponto, que contou com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e do Corpo de Bombeiros para simular a transferência de um paciente em maca. No primeiro teste, em outubro do ano passado, havia sido feita uma avaliação técnica sobre a estrutura.

“Estamos fazendo os últimos ajustes no Hospital Central para que, em breve, a gente possa começar a atender a população mato-grossense na mais moderna unidade hospitalar do Estado”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Segundo a secretária adjunta de Infraestrutura e Tecnologia da Informação da SES, Mayara Galvão, a instalação de um heliponto em um hospital público estadual representa um avanço estratégico na prestação de serviços de saúde, especialmente no que se refere ao atendimento de urgências e emergências.

CIOPAER realiza simulação de pouso e decolagem em heliponto do Hospital Central de Alta Complexidade em Cuiabá. Foto: Divulgação

“Essa estrutura permite a realização de transporte aeromédico, garantindo que pacientes em estado grave sejam levados rapidamente ao hospital, reduzindo o tempo de resposta e aumentando significativamente as chances de sobrevivência”, avaliou.

O tenente coronel PM Rafael Dias Guimarães, do Ciopaer, disse que o treinamento é um momento ímpar para aprimorar as técnicas e colocá-las em prática numa situação real quando for necessário fazer esse tipo de resgate. “Estamos fazendo um treinamento por parte dos pilotos, porque é uma condição nova, um heliponto elevado, para fazer a aproximação e pouso nesse tipo de plataforma”, explicou.

Rafael considerou que a estrutura do heliponto já está em plenas condições e que ela é fundamental para facilitar o resgate. “Treinamos os nossos operadores, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, mas eventualmente também com a equipe de saúde do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, para fazer o desembarque dessas vítimas e levar elas o mais rápido possível ao socorro necessário dentro do Hospital Central”, destacou.

Estrutura do Hospital Central

O Hospital Central tem 32 mil m² de área construída e conta com investimento de R$ 221,8 milhões em obras, e de R$ 240 milhões em equipamentos. Com 287 leitos, sendo 60 de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), 36 de Unidades de Cuidados Intermediários (UCIs) e 191 de enfermaria, o hospital foi projetado para atender às demandas de alta complexidade em saúde.

A unidade será equipada com infraestrutura moderna e tecnológica para diagnóstico e tratamento de diferentes condições de saúde. Além de 11 salas cirúrgicas, o hospital contará com ressonância magnética, tomografia, ultrassom, raio-x, salas de encefalograma, hemodinâmica, endoscopia e colonoscopia. A previsão, por ano, é de realizar cerca de 32 mil consultas, 80 mil exames e 6,5 mil cirurgias.

O Hospital Central será o sexto hospital público a ser administrado pelo Hospital Israelita Albert Einstein. A expectativa é que os atendimentos sejam iniciados em setembro, de forma gradativa, atingindo 100% dos serviços até o fim de 2025.

CIOPAER realiza simulação de pouso e decolagem em heliponto do Hospital Central de Alta Complexidade em Cuiabá. Foto: Divulgação.

Projeto de Lei sobre gerenciamento de fadiga humana na aviação pública avança na Assembleia Legislativa de MG

Projeto de lei propõe gerenciamento de fadiga em operações aéreas da segurança pública em Minas Gerais após acidente fatal. Foto: Divulgação

Minas Gerais – O Projeto de Lei (PL) 3.585/25, do deputado Sargento Rodrigues (PL), que tem o objetivo de melhorar a segurança nas operações aéreas realizadas pelos órgãos estaduais de segurança pública, avançou na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A proposição recebeu parecer de 1º turno favorável da Comissão de Segurança Pública, na forma de um novo texto, o substitutivo nº 2, proposto pelo relator, deputado Bruno Engler (PL). A comissão debateu, em audiência pública, a rotina de sobrecarga de trabalho dos bombeiros militares lotados no Batalhão de Operações Aéreas, em vista de acidente ocorrido em outubro de 2024, quando um helicóptero do Corpo de Bombeiros caiu em Ouro Preto (Região Central), causando a morte de quatro militares, um médico e um enfermeiro.

Como desdobramento da reunião, Sargento Rodrigues propôs, com o projeto, alterações na Lei 21.733, de 2015, a qual estabelece diretrizes e objetivos da política estadual de segurança pública. Dessa forma, sugeriu a inclusão de diretrizes acerca da implantação de Sistema de Gerenciamento de Risco de Fadiga Humana.

Em sua análise, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ponderou, por meio do substitutivo nº 1, a necessidade de alterações na redação original para que ela não incorresse na invasão de prerrogativas exclusivas do Poder Executivo.

O substitutivo nº 2 aprimora a técnica legislativa e explicita que as alterações propostas dizem respeito aos serviços de operações aéreas vinculados aos órgãos estaduais de segurança. Também consta, entre as medidas da política a adotar, regime de rodízio de tripulantes e turnos compatíveis com a saúde, a higiene e a segurança do trabalho.

O PL 3.585/25 segue agora para análise da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária.

Texto do substitutivo Nº 2 da Comissão de Segurança Pública

Art. 1º – Fica acrescentado ao art. 1º da Lei nº 21.733, de 29 de julho de 2015, o seguinte inciso IX:

“Art. 1º – (…)

IX – desenvolvimento de ações para implantação e atualização do Sistema de Gerenciamento de Risco de Fadiga Humana nos serviços de operações aéreas vinculados aos órgãos estaduais de segurança pública, observado, no que couber, o disposto na Lei Federal nº 13.475, de 28 de agosto de 2017, e nas regulamentações da Agência Nacional de Aviação Civil – Anac.”.

Art. 2º – Fica acrescentado ao art. 2º-A da Lei nº 21.733, de 2015, o seguinte inciso V:

“Art. 2º-A – (…)

V – adoção de regime de rodízio de tripulantes e turnos compatíveis com a saúde, a higiene e a segurança do trabalho nos serviços de operações aéreas vinculados aos órgãos estaduais de segurança pública.”.

Art. 3º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Piloto de helicóptero aeromédico faz pouso de emergência em área residencial na Pensilvânia, EUA

Pouso de emergência de helicóptero aeromédico em área residencial na Pensilvânia. Foto: G.Nance.
Pouso de emergência de helicóptero aeromédico em área residencial na Pensilvânia. Foto: G.Nance.

Estados Unidos – Por volta das 19h45 do dia 19 de maio, um helicóptero aeromédico (BK 117C, matrícula N117NC, pertencente à Metro Aviation e operado para o PennSTAR, fez um pouso forçado em Whitemarsh Township, Condado de Montgomery, Pensilvânia, EUA.

O helicóptero, com três tripulantes a bordo (piloto, paramédico e enfermeira) retornava à base em Wings Field após transportar um paciente para o Penn Presbyterian Medical Center – North Heliport, quando o piloto percebeu que o controle direcional do helicóptero estava ficando cada vez mais difícil de manter. Como precaução, decidiu pousar no primeiro local aberto disponível, que ficava em uma área residencial de Whitemarsh.

Quando finalizava a manobra de aproximação para pouso, o rotor de cauda, juntamente com sua caixa de transmissão na parte superior da deriva vertical, falhou e se desprendeu da fuselagem. A aeronave sofreu danos moderados. Os restos retorcidos do rotor de cauda e sua caixa de transmissão foram encontrados a curta distância do local do pouso.

A FAA e o NTSB estão investigando o caso. A polícia isolou a área enquanto o Corpo de Bombeiros atendeu os tripulantes, que saíram ilesos. O helicóptero foi retirado em uma carreta.

Outro acidente com BK117 aeromédico

Por volta das 21h20 do dia 24 de abril, outro helicóptero aeromédico BK117, matrícula N880SL, da Air Methods, empresa controladora da ARCH Air Medical, acidentou-se em Hartford, Illinois. Os três tripulantes a bordo sobreviveram. Ninguém em solo ficou ferido.

Segundo a Air Methods, a tripulação do ARCH 1 de Granite City, Illinois, se envolveu em um incidente durante a decolagem. A aeronave estava participando de um treinamento próximo ao Corpo de Bombeiros de Hartford quando o acidente ocorreu em um terreno baldio ao longo da North Delmar Avenue na Date Street.

Segundo imagens gravas por populares, durante a decolagem, no período noturno, o helicóptero acertou obstáculo, aparentemente árvore, e caiu em solo, incendiando-se em seguida. A FAA (Federal Aviation Administration) assumiu a investigação.

Helicóptero aeromédico BK117, matrícula N880SL, da Air Methods, empresa controladora da pela ARCH Air Medical, acidentou-se em Hartford, Illinois.
YouTube player

Fênix 01 da PMERJ realiza remoção aeromédica de paciente da cidade de Teresópolis para o Rio de Janeiro

Fênix 01 realiza remoção aeromédica de paciente de Teresópolis para o Hospital Central da Polícia Militar
Fênix 01 realiza remoção aeromédica de paciente de Teresópolis para o Hospital Central da Polícia Militar

Rio de Janeiro – No dia 23 de maio de 2025, uma operação conjunta realizada pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro garantiu a remoção aeromédica de um paciente que estava internado na cidade de Teresópolis. A missão envolveu a atuação integrada do Grupamento Aeromóvel (GAM) e do Grupamento Especial de Salvamento e Ações de Resgate (GESAR).

O helicóptero Fênix 01 do GAM, equipado com kit aeromédico, realizou o transporte do paciente até o heliponto no pátio do Batalhão de Choque, na capital carioca, onde foi prontamente recebido pelas equipes do GESAR. Em seguida foi conduzido com segurança em uma ambulância até o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM). O paciente recebeu suporte médico contínuo durante todo o deslocamento aéreo e terrestre.

O GAM possui helicóptero e equipe aeromédica treinada para atender policiais feridos em serviço. Além disso, dentre as ambulâncias do GSAR, estão duas ambulâncias blindadas, denominadas VBOR (Viatura Blindada de Operações de Resgate). Elas são utilizadas em ações de resgate de policiais feridos em áreas conflagradas. O Rio é o único estado do país com esse tipo de veículo.

UTI aérea transfere bebê de quatro meses com anemia hemolítica do Amazonas para o Hospital de Amor, em Barretos

UTI aérea transfere bebê de quatro meses com anemia hemolítica do Amazonas para o Hospital de Amor em Barretos (SP). Foto: Divulgação

Amazonas – Um bebê de quatro meses, diagnosticado com anemia hemolítica, foi levado, nesta quinta-feira (22/05), para o Hospital de Amor, em Barretos (SP). A transferência, feita pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), por meio do Programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD), teve como objetivo garantir que a criança seja avaliada e possa dar continuidade ao tratamento em uma unidade de referência nacional.

O paciente foi transferido em UTI aérea da Brasil Vida Táxi Aéreo acompanhado por uma equipe médica especializada e seus pais, numa articulação feita entre a SES-AM e o hospital paulista. “Essa ação conjunta garantiu o atendimento necessário com segurança e cuidado, demonstrando a eficácia da parceria entre as instituições do Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse a secretária da SES-AM, Nayara Maksoud.

UTI aérea transfere bebê de quatro meses com anemia hemolítica do Amazonas para o Hospital de Amor em Barretos (SP). Foto: Divulgação.

A secretária destacou que os profissionais da SES-AM trabalharam em estreita colaboração com a equipe do Hospital de Amor, demonstrando uma ação integrada e eficaz entre as instituições de saúde envolvidas.

A avó, Ana Tomaz, expressou gratidão pelo apoio recebido. “Muito obrigada por todo o apoio e dedicação conosco. Eles estão a caminho, voando e já próximos de chegar a Barretos, estamos preocupados, mas sabemos que vai dar tudo certo”, disse emocionada.

O pai do paciente, Matheus Bezerra, falou sobre a expectativa após o processo de transferência do filho. “Ainda estamos aguardando os resultados, nossa expectativa é de que o diagnóstico seja feito o mais breve possível para iniciarmos o tratamento. Estamos confiantes”, afirmou o pai.

O Tratamento Fora do Domicílio (TFD) é um programa do SUS que garante acesso a tratamentos de média e alta complexidade em outras localidades, para pacientes que não podem ser atendidos na cidade de origem. O programa oferece ajuda de custo para deslocamento, hospedagem e alimentação do paciente e acompanhante.

UTI aérea transfere bebê de quatro meses com anemia hemolítica do Amazonas para o Hospital de Amor em Barretos (SP). Foto: Divulgação.

SOAER do Rio de Janeiro transporta recém-nascida de Macaé para Niterói para cirurgia cardíaca de urgência

Recém-nascida é transferida de UTI aérea de Macaé para Niterói para cirurgia cardíaca de urgência. Foto: Divulgação

Rio de Janeiro – No dia 17 de maio, a equipe aeromédica da Superintendência de Operações Aéreas da Secretaria de Estado de Saúde – SOAER foi acionada para realizar mais uma transferência aérea de uma paciente recém-nascida, de cinco dias, do STI Neonatal do Hospital Público Municipal (HPM) de Macaé, para cirurgia cardíaca no Hospital das Clínicas de Niterói.

O coordenador do Núcleo Interno de Regulação do HPM, Diego Scala, destacou que foi necessário agir rapidamente devido à complexidade do caso. A menina, regulada pela Central Estadual, realizou o procedimento de correção de persistência do canal arterial.

A operação contou com a mobilização de uma equipe especializada do SAMU e o uso de uma ambulância aérea equipada com suporte avançado de vida, garantindo que o paciente tivesse acesso imediato ao tratamento necessário.

“O transporte continha equipamentos para atendimento especializado em caso de necessidade. Além disso, o esforço conjunto da nossa equipe formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas também mostra o cuidado com nossos pacientes, com o objetivo de garantir segurança e excelência no atendimento”, frisou Diego.

A coordenadora do STI Neo, Tânia Barreto, falou sobre a importância da agilidade nesses casos. “Os bebês que precisam de suporte de cirurgia, principalmente, quando se trata de cirurgia cardíaca, quanto mais rápida essa transferência, maiores são as chances dessa criança ter seu quadro resolvido. Agradecemos a agilidade de toda a equipe que visou a segurança da paciente”, ressaltou Tânia.

Pás do rotor principal de helicóptero de resgate colide com galhos de árvores durante decolagem em Luxemburgo

Helicóptero do LAR colide com árvore durante decolagem após resgate na N27 e faz pouso forçado. Foto: Divulgação

Luxemburgo – Em 23 de maio de 2025, por voltas das 17h00, um helicóptero de resgate H145 D-3 da Luxembourg Air Rescue (LAR), prefixo LX-HLP, “Air Rescue 2”, realizou pouso de emergência durante uma resposta a um acidente de carro entre Nothum e Bavigne, no noroeste de Luxemburgo.

O incidente ocorreu enquanto a aeronave decolava após a intervenção de uma equipe médica do SAMU. Durante a decolagem, o piloto tocou galhos de árvores com o rotor principal, causando a instabilidade da aeronave. O piloto foi então forçado a realizar um pouso forçado na estrada.

Nenhuma das quatro pessoas a bordo ficou ferida, e nenhum paciente estava na aeronave no momento. Segundo informações da RTL, oficiais de Resgate Aéreo disseram que a aeronave sofreu danos significativos. Ela foi rebocada e ficará fora de serviço por tempo indeterminado. A continuidade do serviço aeromédico será garantido com um helicóptero reserva que já está em operação.

O acidente de carro original atingiu um total de três pessoas, que foram levadas ao hospital por ambulância. Um carro tentou ultrapassar um caminhão, obrigando que dois veículos que vinham na direção contrária desviassem e caíssem em uma ribanceira. Uma investigação está em andamento para apurar as circunstâncias do incidente.

YouTube player

Governo de Santa Catarina confirma a permanência do serviço aeromédico na Serra Catarinense

Governo de SC oficializa base aeromédica do SAMU em Lages para atendimento permanente na Serra Catarinense. Foto: Divulgação

Santa Catarina – Uma importante conquista para a saúde da região Serrana: o Governo do Estado confirmou a permanência definitiva do aeromédico realizado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), em parceria com o Batalhão de Aviação da Polícia Militar (BAPM), em Lages.

O serviço que está atuando desde junho do ano passado em toda a Serra Catarinense, tem melhorado significativamente a eficiência nos atendimentos e o tempo de resposta das emergências médicas. Até o momento foram realizados 155 atendimentos em parceria com o BAPM, que dispõe de um helicóptero (Águia 04) para o atendimento de casos graves e operações aeromédicas.

Para o superintendente de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da Saúde, Marcos Fonseca, a decisão de tornar o serviço aeromédico permanente em Lages reforça o compromisso do Governo do Estado em investir na saúde da região, garantindo um atendimento rápido e eficiente em situações de emergência.

Forças Armadas e SAMU realizam evacuação aeromédica de indígenas Yanomami em Roraima

Roraima – Na tarde do dia 08 de maio as Forças Armadas realizaram evacuação aeromédica emergencial no contexto da Operação Catrimani II na região de Porto do Arame, próxima à Estação Ecológica de Maracá, a 122 km de Boa Vista (RR).

Após acionamento, o Comando Conjunto da Operação mobilizou o helicóptero H-60 Black Hawk da Força Aérea Brasileira, com uma equipe de saúde do Exército Brasileiro. Foram resgatados sete pacientes e quatro acompanhantes indígenas Yanomami, dentre eles um homem com suspeita de fratura na tíbia, cinco pacientes com suspeita de malária, sendo uma idosa, e três crianças.

Os pacientes foram transportados até a Base Aérea de Boa Vista, de onde o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) conduziu o transporte até o Hospital Geral de Roraima para dar continuidade do tratamento.

O socorrista Rui Deglan integrante do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (DSEI – Yanomami) agradeceu a ajuda das Forças Armadas. “A gente agradece o pessoal da Operação Catrimani. Eles têm apoiado muito e não somente nessa operação. Graças a Deus tem um médico do Exército nessa operação.”

O Comando Conjunto da Operação Catrimani II mantém estado de prontidão, garantindo apoio aeromédico imediato a comunidades indígenas Yanomami. Instituída pela Portaria GM-MD Nº 1.511, de 26 de março de 2024, a operação busca desmantelar estruturas que sustentam a mineração clandestina, proteger o meio ambiente e garantir a segurança das comunidades indígenas.

CBMDF desenvolve kit de sobrevivência SAR e utiliza em Curso de Tripulante Operacional

2° Esquadrão de Aviação
2° Esquadrão de Aviação

Brasília – Pela primeira vez, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) realizou o lançamento de um kit de sobrevivência SAR (Search and Rescue) desenvolvido pela própria corporação. A operação fez parte das instruções práticas do Curso de Tripulante Operacional (CTOp), voltado à formação de bombeiros militares especializados em operações de busca e salvamento.

O avião Piper PA-18-150 do 2° Esquadrão de Aviação do Comando de Aviação Operacional (COMAV) foi utilizado para o lançamento do kit de sobrevivência, contendo alimentos e água, em formato de sonda com paraquedas. O kit foi localizado e resgatado pelos próprios alunos do curso, testando não apenas a eficácia do equipamento, mas também as habilidades técnicas dos tripulantes em formação, simulando um cenário de emergência.

O SAR é um sistema estruturado em âmbito nacional e internacional, voltado à localização e resgate de ocupantes de aeronaves ou embarcações em situação de perigo. Sua eficácia depende da rápida mobilização de equipes treinadas e do uso de tecnologias apropriadas para situações extremas.

Webinário BHEST sobre gestão do risco meteorológico em helicópteros acontecerá no dia 29/5, às 16h

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) convida profissionais do setor aéreo, operadores de helicópteros, especialistas em segurança operacional e demais interessados para uma nova edição do Webinário BHEST: Gestão do Risco Meteorológico em Helicópteros, que será realizado no dia 29 de maio, das 16h00 às 18h00, com transmissão pelo canal da ANAC no YouTube.

O evento é um incentivo para promover o debate técnico e compartilhar boas práticas voltadas à mitigação de riscos meteorológicos em operações com helicópteros. Os painelistas convidados apresentarão experiências, análises de cenários e estratégias que contribuem para a segurança e a eficiência das operações. Os ouvintes são convidados a participar, enviando perguntas e interações pela plataforma Sli.do.

O evento contará com horas de capacitação, para isso, é necessário realizar inscrição no Portal de Capacitação da ANAC.

Confira a programação:

Abertura 
Eng. Reynaldo Ribeiro – Presidente do BHEST. 

Mediação: 
Prof. Eduardo Beni – Vice-presidente do Grupo BHEST e Diretor técnico da Associação Brasileira de Operações Aeromédicas (ABOA). 

Painel 1 – Investigação do fator operacional (meteorologia), ferramentas e fontes de dados 
Cel. Alexandre Gomes da Silva – CENIPA. 

Painel 2 – Meteorologia e segurança operacional
Rodrigo Ortolá – Especialista em Regulação de Aviação Civil da ANAC. 

Painel 3 – Como é feito o planejamento de voo: dificuldades e pressões externas 
Comandante Álver Pires Sathler – Piloto comercial de helicóptero da Unidade Aérea Pública – Secretaria de Saúde do Paraná, Helisul Táxi Aéreo.  

Painel 4 – Como dizer não: conversas difíceis ou cruciais 
Rute Fernandes – Psicóloga da RF Gestão de Carreiras e Desenvolvimento. 

Prefeitura de São Paulo inaugura primeiro heliponto de resgate da cidade e entrega 60 motolâncias ao SAMU

Prefeitura de São Paulo entrega 60 motolâncias ao SAMU e inaugura primeiro heliponto de resgate da cidade. Foto: Divulgação

São Paulo – O prefeito Ricardo Nunes entregou 60 novas motolâncias do Serviço de Atendimento Móvel (SAMU) e inaugurou o primeiro heliponto de resgate da cidade, uma área de pouso para emergências ocasionais na Marginal Tietê. O objetivo é agilizar o atendimento pré-hospitalar, sobretudo nos horários de maior trânsito, com a redução do tempo de chegada do socorro às ocorrências de urgência e o transporte até uma unidade de saúde.

“As 60 motolâncias começam a operar hoje mesmo na cidade de São Paulo, neste serviço que é de fundamental importância. Estávamos há 16 anos sem ter um incremento de motos para os serviços de urgência e emergência do SAMU. Agora passamos a ter 80 motos atuando nesse serviço e outras 27 de reserva técnica. Além disso, a inauguração do primeiro heliponto de resgate da cidade, que obviamente vai ajudar muito nas situações de atendimento com os helicópteros Águia, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar”, explicou o prefeito.

Prefeitura de São Paulo entrega 60 motolâncias ao SAMU e inaugura primeiro heliponto de resgate da cidade. Foto: Divulgação

Com as novas entregas, a cidade passa a contar com 80 motolâncias, utilizadas em pontos estratégicos da cidade para melhorar o tempo de resposta e ampliar a cobertura nas ocorrências de urgência e emergência na cidade. As motos são conduzidas por profissionais de enfermagem, o que possibilita a estabilização inicial do paciente até a chegada da ambulância, quando necessária.

“A gente ampliou muito o serviço de urgência e emergência na cidade de São Paulo com o crescimento em várias frentes, como na atenção básica, o foco hoje na cidade de São Paulo, na ampliação de 3 para 34 UPAs. Isso significa mais de mil leitos de urgência e emergência na cidade de São Paulo, com leitos em atendimentos adequados, humanizados e com segurança também para os nossos profissionais”, completou o secretário municipal de Saúde, Luiz Carlos Zamarco.

As motolâncias saem para os atendimentos em duplas, sendo uma de suporte clínico e outra de suporte de trauma. Elas são equipadas para atender desde situações de baixa complexidade até casos graves de trauma, com estabilização do paciente ou procedimento para reversão de eventos cardíacos com o aparelho Desfibrilador Externo Automático (DEA).

Para a operação das 60 novas motolâncias, foram contratados 80 enfermeiros e 60 técnicos de enfermagem. Todos os profissionais passaram por capacitação específica para garantir agilidade, segurança e qualidade no atendimento das ocorrências. Para aquisição das motolâncias, foram investidos R$ 2,4 milhões.

O primeiro heliponto de Resgate

O SAMU conta ainda com 142 ambulâncias, sendo 20 da Operação Delegada. Somente em 2024, o SAMU atendeu 280.115 ocorrências e, neste ano, até abril, foram 81.343 ocorrências.

O vereador e ex-bombeiro Major Palumbo ressaltou a importância desses equipamentos para tornar os atendimentos mais ágeis. “Além disso, [foi criado] o primeiro heliponto de pouso para o helicóptero Águia, que muitas vezes tem um minuto para levar a vítima rapidamente para o hospital”, disse Palumbo.

Localizado no canteiro central da Marginal Tietê, próximo à Ponte da Vila Maria, o primeiro Heliponto de Resgate da cidade tem 1.000 m² e, além de otimizar o atendimento a emergências, evitando pousos de helicópteros em vias públicas e interrupções no trânsito, também garante um atendimento mais ágil àqueles que necessitam de socorro com urgência.

Com investimento de R$ 1,035 milhão, o heliponto está previsto no Programa de Metas da Prefeitura de São Paulo (2025-2028). O local tem 609 m² destinados ao pouso, 348 m² de pista de acesso e 13 m² de estrutura de abrigo para rede elétrica. Foram realizados serviços como retirada de entulho, limpeza, construção de base em concreto armado, alambrado, portão, luminárias solares, abrigo com placas solares, baterias e instalação da biruta, além da pista de acesso para ambulâncias em concreto armado.

MAPFRE promove seminário de segurança nas operações aéreas com enfoque no mercado segurador

A MAPFRE realizará na próxima terça-feira, 13 de maio de 2025, o I Seminário MAPFRE de Segurança nas Operações Aéreas – Visão Mercado Segurador. O evento ocorrerá na sede da companhia em São Paulo, com transmissão online, e reunirá especialistas, executivos do setor e representantes de entidades para discutir os principais riscos e soluções voltadas à segurança na aviação brasileira, com ênfase no papel estratégico do mercado segurador.

A abertura do seminário será conduzida pelo Major Brigadeiro do Ar Marcelo Moreno, comandante do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). Com uma participação de 49,5% no segmento de seguros aeronáuticos, a MAPFRE lidera este mercado e busca promover uma discussão técnica sobre os fatores que impactam a segurança nas operações aéreas, abrangendo desde a aviação geral até a aviação comercial e agrícola.

O evento contará com quatro painéis temáticos e o lançamento do ‘MAPFRE Air’, uma nova ferramenta da empresa voltada para inovação em seguros e serviços para o setor aeronáutico.

“Nosso objetivo é provocar uma discussão qualificada, que vá além das estatísticas. Acreditamos que o setor de seguros tem um papel estratégico na construção de uma cultura de segurança, atuando desde a precificação baseada em risco até a exigência de padrões operacionais mais elevados. Não se trata apenas de proteger ativos, mas de gerar valor para toda a cadeia da aviação”, afirma Carlos Eduardo Polizio, superintendente de seguro aeronáutico da MAPFRE e moderador do evento.

Programação

Painel sobre Aviação Geral: Focado nos fatores humanos e operacionais, responsáveis por mais de 75% dos acidentes registrados no Brasil, com a participação de Cel. Luiz Bohrer (Air Safety), Domingos Afonso (Helimarte), Eng. Diniz (G&R) e Raul Marinho (ABAG).

Painel sobre Aviação Agrícola: Aborda o crescimento acelerado desse setor e o aumento de ocorrências, discutindo desafios operacionais e lacunas em treinamento com convidados como Luiz Fabiano (Aeroglobo/Flight Safety), Thiago Magalhães (SINDAG) e Fernando Celestrino (McLarens).

Painel sobre Aviação Regular: Explora a capacidade de resposta a emergências, analisando incidentes técnicos e crises reputacionais, com contribuições de Maurício Pontes (C5i) e Dr. Julio Costa (HFW).

Painel sobre o Mercado Segurador|Ressegurador: Apresenta a perspectiva do mercado segurador e ressegurador sobre a prevenção de perdas, com a participação de Gabriella Bonilha (Vokan), Daniel Fraga (Dancor), Alexandre Marroquim (Alper) e Felipe Aragão (Latin Re), discutindo desde análise de risco até a qualificação técnica dos segurados como estratégia de mitigação.

Informações do Evento

NOA da PRF realiza três operações aeromédicas no mesmo dia na Região Metropolitana de Curitiba

Núcleo de Operações Aéreas da PRF realiza três operações aeromédicas na Região Metropolitana de Curitiba. Foto: PRF.
Núcleo de Operações Aéreas da PRF realiza três operações aeromédicas na Região Metropolitana de Curitiba. Foto: PRF.

Paraná – Ao longo deste domingo (27), equipe do Núcleo de Operações Aéreas da Polícia Rodoviária Federal (NOA/PRF) realizou três operações aeromédicas em diferentes municípios da Região Metropolitana de Curitiba. A atuação integrada entre as equipes do SAMU, SIATE e NOA/PRF foi essencial para garantir a estabilização e o transporte ágil das vítimas.

Pela manhã, o NOA/PRF foi acionado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para socorrer uma mulher de 58 anos, diagnosticada com Infarto Agudo do Miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST), em Piên.

Devido à gravidade do quadro, foi autorizada a presença da filha da paciente a bordo da aeronave, oferecendo suporte emocional durante o voo. O transporte até o Hospital Rocio, em Campo Largo, foi realizado em cerca de 30 minutos.

No início da tarde, a equipe atendeu a um homem de 52 anos que caiu de uma altura aproximada de quatro metros enquanto trabalhava em casa, em Rio Branco do Sul. A vítima sofreu fraturas nos dois braços e na face. Após estabilização no local, foi transportada de helicóptero em menos de 15 minutos até o Hospital do Trabalhador, em Curitiba, garantindo atendimento hospitalar especializado de forma rápida.

Ainda durante a tarde, o NOA/PRF foi deslocado para um grave acidente na rodovia PR-281, em Tijucas do Sul. Um veículo desgovernado colidiu lateralmente com outros automóveis e capotou diversas vezes.

Um homem de 58 anos foi resgatado em estado grave, apresentando múltiplas fraturas e trauma crânioencefálico. Após atendimento inicial pelas equipes do SIATE e do SAMU, a vítima foi estabilizada e transportada de helicóptero ao Hospital Cajuru, em Curitiba.

Equipes do SAMU recebem capacitação do CIOPAER para operações aeromédicas no Vale do Juruá, Acre

Equipes do SAMU recebem capacitação do Ciopaer para operações aeromédicas no Vale do Juruá, no Acre. Foto: Diego Silva/Secom

Acre – Com o objetivo de tornar mais céleres e seguras as operações aeromédicas no Vale do Juruá, o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), que pertence à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ofertou nesta quarta-feira (23), em Cruzeiro do Sul, uma capacitação às equipes do Serviço de Atendimento Móvel com Urgência (SAMU). Desde 7 de abril, o helicóptero Harpia 03 está operacional na região.

As equipes receberam noções de operações aéreas, além de orientações técnicas de como proceder de forma coordenada e segura com o CIOPAER. Bases teóricas como a distância adequada para estacionar a ambulância em relação à aeronave durante resgate de pacientes, a proibição do uso de material pontiagudo durante a operação, os cuidados com o uso de celulares durante o voo, o breafing de passageiros, o check list dos equipamentos usados para o atendimento às vítimas, além do peso adequado para voo do Harpia 03, entre outros, foram abordadas no treinamento.

Equipes do SAMU recebem capacitação do Ciopaer para operações aeromédicas no Vale do Juruá, no Acre. Foto: Diego Silva/Secom.

“Como foi informado, o CIOPAER passa a atuar de forma ininterrupta no Juruá, prestando diversos serviços, entre eles, o resgate aeromédico de ribeirinhos e populações indígenas que habitam em regiões isoladas. Em função disso, estamos promovendo esse treinamento, cuja meta é elevar a segurança das operações, pois sabemos que cada minuto importa para salvar vidas, e a locomoção por meio dessa aeronave nos possibilita ofertar serviços de excelente qualidade à população”, ratificou o capitão PM e piloto Eduardo Rogério de Tomasio.

Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores das ambulâncias participaram da qualificação. “É um momento muito importante para o SAMU local, pois nos habilita realizar um atendimento de mais qualidade aos pacientes”, reforça Matheus Cameli, gerente administrativo do SAMU em Cruzeiro do Sul.

Conhecimento produz aperfeiçoamento

Os olhos e ouvidos da enfermeira Cliciane da Silva estavam atentos a cada detalhe que era discutido ao longo do treinamento, pois a profissional de saúde entende que para cuidar da vida humana, um bem valioso para famílias, é preciso sempre se atualizar, porque o conhecimento gera aperfeiçoamento. “É um momento de suma importância para todos do SAMU. A partir de hoje, iremos para as missões com maior segurança das nossas funções e passaremos a atuar com mais facilidade”, declarou.

Receba notícias por e-mail