Em três anos GOA de Rondônia voa 1,5 mil horas salvando a vida de 1,4 mil pacientes

Rondônia – Operadores dos estados do Amazonas, Distrito Federal e Santa Catarina interessaram-se em conhecer o funcionamento do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) de Rondônia. Único serviço de remoção aeromédica com abrangência interestadual, o GOA corta os céus brasileiros entre a Amazônia Ocidental, estados da região Centro-Oeste, Distrito Federal, Sudeste e Nordeste, transportando pessoas em situação de risco de saúde.

Com 1.500 horas de voo durante três anos de atividades, o grupamento cumpriu com êxito, até o início de maio, 730 missões, atendeu 1.435 pessoas entre cidades de Rondônia e de outros estados. “A segunda situação se deve ao transporte de pacientes fora do domicílio (TFD), em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde”, lembrou o coordenador de operações, ensino e instruções do CBM-RO, coronel bombeiro Lindoval Rodrigues Leal.

Duas aeronaves, da frota de três, foram confiscadas do narcotráfico pela Justiça Federal em São Paulo; a terceira foi entregue ao GOA pelo juiz da Vara de Delitos de Tóxicos Glodner Pauletto, em Porto Velho.

GOA foi homenageado pelo Governo de Rondônia

Em 2014, nas enchentes do rio Madeira e outros rios do estado, as aeronaves chegaram a fazer três a quatro voos diários em média, informou o comandante do GOA, tenente Philipe Rodrigues Maia. “É uma honra para nós todos trabalhar no resgate de vidas e saber que podemos contar a todas as horas com o apoio do governo estadual”, ele disse.

Esse tratamento humanitário proporcionado pelo governo de Rondônia possibilita a mulheres com gravidez de risco, pacientes oncológicos – alguns em estado terminal –, ou carentes de outras especialidades médicas, chegarem a hospitais de Barretos (SP), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), Fortaleza (CE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e São Luís (MA).

O GOA faz também o transporte de medicamentos e de órgãos captados no interior de Rondônia. Cacoal e Ji-Paraná são os municípios onde mais ocorrem doações de córneas, coração, fígado e rins, para cirurgias feitas no Hospital de Base Ary Pinheiro (HB), em Porto Velho. Trabalham na equipe de 17 pessoas: sete pilotos, sete tripulantes operacionais, dois mecânicos, uma enfermeira e uma médica.

O Cessna 210 transportou Cláudia Alves Matias, grávida de gêmeos do aeroporto de Cacoal [a 500 quilômetros de Porto Velho] para o Aeroporto Jorge Teixeira, em Porto Velho, onde a ambulância do GOA a aguardava para levá-la à mesa de cirurgia do HB.

No dia 12 de abril, sua tripulação participou do parto da bebê Alice, a 7,5 mil pés de altitude. Aos sete meses de gravidez, a mãe, uma jovem estudante de 18 anos, não teve condições de concebê-la em Guajará-Mirim [a 362 Km, na fronteira brasileira com a Bolívia].

No ano passado, a tripulação encaminhou para tratamento especializado as crianças indígenas de Guajará-Mirim, Nova Mamoré e Vilhena. Já do sudoeste amazonense, três índias Tenharim grávidas numa das aldeias próximas à rodovia Transamazônica (BR-230) ganharam bebês em Porto Velho, depois de 1h30 hora de voo, de Humaitá (AM) até a capital.

Recentemente, um operário da construção da barragem de Jirau ficou em estado vegetativo durante três meses no HB, depois de uma briga, até que sua família foi localizada no Maranhão, e para lá ele foi transladado.

As aeronaves levam enfermeiros, médicos e dois tripulantes. Mecânicos também são importantes para o êxito das missões, especialmente na base em Porto Velho ou no ponto de apoio das aeronaves em Vilhena [a 750 quilômetros por rodovia], na divisa com o Estado de Mato Grosso. Ali é feito o reabastecimento de combustível para viagens interestaduais.

A partir do segundo semestre deste ano, a frota ganhará um helicóptero multimissão de resgate urbano. “Ele também socorrerá ribeirinhos do Baixo e Alto Madeira, do Vale do Guaporé, e moradores em regiões de difícil acesso”, informa o coronel Lindoval Leal.

“Para chegar onde estamos, precisamos consolidar uma série de projetos, desde a formação da equipe em 2008. O apoio do governador Confúcio Moura foi e é fundamental”, comentou. Durante as enchentes de 2014, o governador sobrevoou áreas alagadas a bordo de uma das aeronaves, lembrou o 1º tenente João Luiz Cordeiro Júnior.

Segundo o coronel Leal, dependendo da distância do voo é possível economizar até 10% dos gastos de combustível e de passagens aéreas, em relação ao voo de empresas privadas. O translado de pessoas doentes exige quase sempre a reserva acima de quatro assentos. No GOA, um voo avaliado acima de R$ 100 mil poderá custar pouco mais de R$ 10 mil.

Fonte: Decom – Governo de Rondônia, por Montezuma Cruz.
Fotos: Bruno Corsino e Esio Mendes

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