Policiamento Aéreo – Parceria: Estado, Município & Iniciativa Privada, um passo na conquista de mais segurança

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OTACÍLIO SOARES DE LIMA

INTRODUÇÃO

O homem, desde sua aparição no planeta, evoluiu e conquistou inúmeros campos do conhecimento: o domínio da tecnologia, informática e robótica, o controle de doenças e as viagens espaciais; no entanto, o mesmo homem não venceu o desafio de desenvolver uma metodologia satisfatória que proporcionasse segurança para o próprio ser.

Assim, dentre os fatores envolvidos neste problema, cita-se a crescente onda de violência que afeta os grandes centros urbanos, a qual necessita ser combatida com todas as forças.

No que tange à Segurança Pública, o emprego de helicópteros, assunto que é objeto de pesquisa do autor desde 1984, é uma solução para grande parte do problema, devido às inúmeras possibilidades que a aeronave proporciona em missões policiais e defesa civil.

A eficiência do helicóptero no policiamento começou a ser demonstrada nas décadas de 60 e 70, nos Estados Unidos e, desde então, este vem sendo utilizado em inúmeros países, sendo que o seu valor tem se mostrado indiscutível, quer como apoio aos recursos de terra, quer como emprego autônomo em missões próprias.

Em São Paulo, a implantação iniciou em 1984, comprovando seus efeitos. Devido à grande extensão territorial do Estado e à grande concentração demográfica de alguns de seus principais centros urbanos, hoje, vê-se que o número de helicópteros que atuam é insuficiente às necessidades da população.

Sendo necessária a ampliação do policiamento aéreo, surge, como alternativa viável, a proposta de parcerias entre o Estado, Municípios e iniciativa privada para o desenvolvimento de programas, projetos e atividades que fortaleçam as ações da Polícia Militar do Estado de São Paulo no cumprimento de sua missão constitucional, refletindo a tendência do mundo moderno de se buscar a participação conjunta da comunidade e do poder público na execução de atividades que, antes, eram somente de responsabilidade do Estado.

Como este não dispõe de recursos suficientes para suprir as carências sociais, como habitação, saúde, educação e segurança, mais que o interesse na parcerização, sobressai-se a necessidade de carrear maiores recursos para tais atividades e a parceria, uma conjugação de esforços que pode apresentar bons resultados.

O presente estudo monográfico expõe a situação conjuntural em que se encontra a Polícia Militar, dando destaque à capacitação técnica do pessoal integrante do GRPAe de operacionalizar o emprego de outras aeronaves que venham a incorporar a frota, o que viria a aumentar a capacidade de resposta da unidade na prevenção e repressão ao crime, fazendo com que, no futuro, todos tenham a segurança que cada um ajudou a proporcionar.


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O Autor: Otacílio Soares de Lima é Cel Res PM da PMESP. Foi piloto do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da PMESP por 18 anos e 11 meses e também comandou essa unidade. Atualmente é Diretor na BRAVIO – Brasil Avionics. Formado em Direito pela FMU de São Paulo e pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Este trabalho foi resultado do Curso Superior de Polícia em 1997.

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