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Transporte aeromédico

NTSB alega "pressa em voltar à base" como fator contribuinte em dois acidentes

O NTSB americano (National Transportation Safety Board) citou em seus relatórios finais de investigação que a decisão do piloto de retornar à base em condições meteorológicas por instrumentos (IMC) foi a provável causa de dois acidentes fatais envolvendo helicópteros aeromédicos (EMS), um no final de 2009 e outro no início de 2010.

Cada acidente vitimou toda a tripulação, composta de três pessoa – o piloto e dois tripulantes – e cada um envolveu uma aeronave do tipo AS350.

O NTSB emitiu relatórios finais sobre os dois acidentes em meados de janeiro de 2012.


Primeiro acidente: AS-350 N417AE


O primeiro dos dois acidentes ocorreu em 25/09/09, as 23:31h (hora local) a 1,92 NM (3,6 km) a sudoeste de Georgetown County Airport, em Georgetown, South Carolina/EUA.

A operação, que envolvia diversas pernas de voo, começou por volta das 20:23h, quando o helicóptero deixou o aeroporto de Conway-Horry County (HYW) para uma missão de transporte aeromédico de um paciente do Georgetown Hospital Memorial para a Universidade de Medicina da Carolina do Sul, em Charleston (MUSC). Após o transporte ser realizado com sucesso, o helicóptero efetuou pouso para reabastecimento no aeroporto de Charleston Air Force Base Airport Internacional.

Às 23:02h, o piloto disse ao controle de voo de MUSC que ele estava deixando o local com destino ao aeroporto de Conway-Horry County (HYW) com uma enfermeira de voo e o paramédico a bordo; as 23:16h, informou que estava voando a 110 kt e a 1.000 metros acima do nível médio do mar (MSL) e que ele esperava para chegar a HYW em 29 minutos.

Após essa última informação o piloto deveria atualizar sua posição 15 minutos depois, mas não houve mais comunicações com o helicóptero, e controle de vôo MUSC acionou o plano de ação de emergência. Policiais localizaram os destroços da aeronave às 02:06h em 26 de setembro.

O piloto, de 45 anos de idade, havia relatado há dois meses que ele tinha 4.600 horas de voo, incluindo 3.736 horas como aviador naval na Marinha dos EUA. Possuia licença de avião mono e multimotor, helicóptero, certificado de voo por instrumento para avião e helicóptero, e certificado médico de segunda classe válido.

Embora tivesse experiência em voos em IMC, ele já não era mais proficiente em voos por instrumento e não era obrigado a ser, pois o operador das aeronaves AS350B2 – Empresa Omniflight prestando serviços para a Carolina Life Care – apenas efetuava voos sob regras de voo visual. Em seu último recheque da FAA de proficiência sob a regulamentação da Part 135 realizado em dezembro de 2008, o piloto “satisfatoriamente demonstrou condições de recuperação de entrada inadvertida em IMC”, disse o NTSB em seu relatório final sobre o acidente.

O piloto trabalhou durante o turno diurno (das 08:00-20:00h) nos dias 22 e 24 de setembro e transferido para o turno da noite (das 20:00-08:00h) no dia do acidente.

O helicóptero havia sido fabricado em 2000, possuía 2.967 horas totais de operação em 17 de setembro, quando foi realizada a última inspeção de 500 horas. Embora tal aeronave não seja homologada para FAA (Federal Aviation Administration/EUA) para voo em condições IMC, a mesma era equipada com instrumentos para operar em caso de entrada inadvertida em IMC. No entanto, a aeronave não posuia a bordo equipamentos como radar meteorológico, sistema de visão noturna, piloto automático ou sistema de consciência e alerta de terreno para helicópteros (HTAWS).

Segundo o manual de operações da Omniflight, o piloto em comando era responsável por obter as informações do meteorologia antes de qualquer voo, e os pilotos Omniflight entrevistados disseram aos investigadores que é rotina obter tais informações em um computador no início de cada turno e também a receber tais informações do Centro de Operações Omniflight (OCC) durante seus vôos.

Os investigadores do acidente não confirmaram quais dados meteorológicos o piloto obteve antes do voo do acidente, mas as condições meteorológicas reais relatados pelo piloto, bem como as informações associado com a aprovação do centro de operações de voos, indicou que as condições meteorológicas visuais prevaleceram durante o início da operação e durante a parte inicial do voo.

Quando o coordenador de operações ligou no dia do acidente para a sala AIS do aeroporto de MUSC às 22:42h, o coordenador disse que se o piloto chamasse o OCC antes da decolagem, quando as condições de tempo para o voo de regresso seriam repassadas. O piloto não chamou o OCC, e OCC não tentou contatá-lo, segundo o relatório do NTSB.

O gerente da base da Omniflight em Savannah, Georgia/EUA, que também estava operando um helicóptero na noite do acidente, declarou que, embora o tempo estivesse se deteriorando, a previsão ainda era que permanecesse “bem acima mínimos” para seu retorno a MUSC . Ele disse que falou com o piloto antes do acidente, e que o avisou sobre “tempestades” perto de Georgetown e expressou preocupação de que ele talvez não fosse capaz de retornar à noite para sua base em HYW.

Testemunhas que viram o helicóptero pouco antes do acidente disseram que ele estava voando em direção norte sentido aeroporto de Georgetown a cerca de 1.000 metros acima do nível do solo (AGL) sob chuva moderada a forte,”com seu faróis piscando (1)”, disse o relatório.

“Embora o piloto tenha encontrado uma área de tempo ruim e IMC, o acidente não deveria ter ocorrido, já que o piloto não tinha que entrar no tempo ruim e poderia ter retornado ao aeroporto de Charleston Air Force Base ou poderia ter pousado em um local alternativo”, disse o relatório. “O piloto, no entanto, escolheu entrar na área de tempo ruim, apesar da disponibilidade de opções mais seguras”.

“Com base em declaração do piloto sobre o aviso de “tempestades” na área, o piloto acidentado estava ciente do tempo e assim optou por voar nele. Além disso, a incapacidade técnica do piloto em manter uma altitude de cruzeiro constante durante o voo e o declínio da altitude durante o voo provavelmente reflete sua tentativa de permanecer abaixo do nível da camada das nuvens. Estas pistas deveria ter indicado ao piloto que não era mais seguro continuar sua tentativa para evitar entrar em IMC. Este erro de tomada de decisão desempenhou um importante fator contribuinte no acidente”, conforme descrito no relatório.

Em seu relatório final sobre o acidente, o NTSB reiterou duas duas recomendações de segurança que já haviam sido emitidas após acidentes anteriores.

Um deles, publicado em Fevereiro de 2006, solicitou que o FAA exigisse dos operadores aeromédicos a utilização de um “despacho formalizado de voo com procedimentos que incluíssem a ciência e as atualizações de informações meteorológicas, bem com a assistência em voo das avaliações dos riscos de decisões”. O FAA respondeu com uma proposta de regulamentação pendente.

A segunda recomendação de segurança, emitida em setembro de 2009, solicitou que a FAA que obrigasse os helicópteros aeromédicos a serem equipados com piloto automático e que seus pilotos fossem treinados para usá-los quando voando sem co-piloto. A FAA respondeu que vai estudar a “sua viabilidade e suas consequências de segurança” de exigir um piloto automático ou um segundo piloto.


Segundo acidente: AS-350B3 N855HW


O segundo acidente ocorreu no final de um turno noturno de 12 horas, às 06:00h hora local, em 25 março de 2010, perto de Brownsville, Tennessee/EUA. O piloto havia deixado um paciente no heliponto de um hospital em Jackson, às 05:34h, ligou para o centro de operações da empresa MedCom e também para o piloto que estava entrando de serviço no turno das 05:30h – ambas as ligações para perguntar sobre as condições meteorológicas e maiores informações sobre uma tempestade nas proximidades.

Ele disse ao outro piloto que estava esperando a equipe de paramédicos no heliponto e que “queria entregar logo o helicóptero” e assim que possível estava retornando para a base da empresa, em Brownsville. O outro piloto disse que verificou as informações meteorológicas no computador, e baseado em imagens do radar, viu a chegada de uma frente a cerca de 65 milhas (105 km) à sudoeste se aproximando da base da empresa a cerca de 25 quilômetros por hora.

Ambos os pilotos acreditavam que tinham “cerca de 18 minutos de janela para evitar a tempestade e voltar à base, então o piloto decidiu deixar os paramédicos no hospital e decolar com o helicóptero”, disse o relatório.

O helicóptero decolou do heliponto às 05:51h, contudo ambas as enfermeiras de voo tinham chegado a tempo para embarcar no voo. Os dados de monitoramento via satélite indicam que o helicóptero se manteve a cerca de 1000 pés MSL durante a maioria do tempo em voo, sendo que a última altitude registrada foi de 752 pés MSL (cerca de 350 pés AGL), com o helicóptero voando a cerca de 105 mph (91 kt).

Após a ligação, o piloto na base verificou de novo as informações do radar meteorológico e a frente de tempestades estava agora a cerca de 18 milhas (29 km) da base do empresa. Ele saiu para ver se conseguiria ver o helicóptero chegando e telefonou para uma das enfermeiras a bordo, que lhe disse pelo telefone que “tinham passado a tempestade” e chegariam a base em cerca de 30 segundos.

“Enquanto conversava ao telefone, o piloto na base observara que estava chovendo levemente, mas que o vento tinha aumentado para cerca de 20 kt,” disse o relatório. “Então, logo ao desligar o celular, ele ouviu um estrondo alto e viu relâmpago assustador. Ele procurou no céu, não avistou o helicóptero e tentou novamente ligar para enfermeira, sem sucesso. Então ligou para o centro de operações da empresa e dirigiu-se para contatar o serviço de ambulância local”.

As equipes de resgate encontraram os destroços do helicóptero em um campo aberto a cerca de 2,5 milhas (4,0 km) a leste da base do helicóptero.

O piloto, de 58 anos, tinha licença de piloto comercial para aviões mono e multimotor, licença de helicóptero, certificado de voo por instrumento em helicóptero e avião. Possuía cerca de 4.000 horas de voo em março de 2009, quando obteve seu certificado médico de segunda classe; registros indicaram que possuía cerca de 2.615 horas de voo em helicóptero.

Ele realizou seu último voo de proficiência em agosto de 2009 e seu mais recente recheque de voo por instrumento em fevereiro de 2010.

Um dia antes do acidente, o piloto tinha voado cerca de 0,4 horas à noite. No dia anterior a este, ele havia voado 0,2 horas durante o dia, 0,2 horas à noite sem óculos de visão noturna (OVNs) e 0,5 horas à noite com OVNs, e anteriormente havia sido seu dia de folga.

O helicóptero era um AS350B3, fabricado em 2008 e entregue ao operador – Memphis Medical Center Air Ambulance Service, em maio de 2009; a aeronave tinha cerca de 248 horas de tempo total de voo, e a mais recente inspeção, de 200 horas e anual, foi realizada em 1 de março de 2010. A aeronave era equipada com óculos de visão noturna, painel e iluminação compatível com NVG, piloto automático e um avançado sistema de aviso de proximidade do solo.

A investigação do acidente não revelou qualquer sinal de problema pré-impacto com o helicóptero.

O radar meteorológico da região mostrou que, no momento do acidente, uma tempestade estava se deslocando pela região, incluindo o local do acidente. O radar mostrava que no local as condições meteorológicas eram para voo por instrumentos, chuva pesada, relâmpagos e rajadas de vento de até 20 kt, e que a área imediatamente em frente a tempestade era propensa a existência de correntes de vento “wind shear” a baixa altitude, disse o relatório.

Testemunhas relataram relâmpagos e trovões perto do local do acidente, juntamente com ventos fortes e chuva forte. Informações de duas organizações que monitoram raios e descargas elétricas demostraram a existência de um grande número de raios a partir de 05h45 e 06h15 local, mas nenhum raio dentro do período de tempo de 90 segundos do acidente.

No momento do acidente, a empresa usava um programa formal de avaliação de risco que avaliava, no início do turno do serviço, uma série de riscos, que incluía a experiência piloto, equipamentos inoperantes na aeronave, mau tempo e falta de iluminação noturna. Os valores numéricos eram atribuídos para cada risco, e números mais altos indicam maiores riscos, uma pontuação de mais de 14 pontos significava que o voo não poderia ser realizado.

A avaliação permitia a subtração de pontos através de fatores como elevado nível de experiência do piloto, uso de NVG, entre outros fatores.

O risco total calculado pelo piloto acidentado era de “3 pontos”, sendo que dois pontos tinham sido subtraídos devido a experiência piloto e ao uso de NVG.

O NTSB relata que o encontro com condições meteorológicas degradadas “não deveria ter ocorrido, pois o piloto poderia ter optado por ficar no heliponto do hospital. … O piloto fez uma decisão arriscada de tentar superar a tempestade em condições noturnas. Este erro … esta tomada de decisão desempenhou um importante papel causal no acidente. “

O relatório acrescentou que, embora o acidente tenha ocorrido perto do final de um turno de trabalho noturno de 12 horas, os investigadores do acidente não tinham informações completas sobre o sono e descanso do piloto e não puderam determinar se a fadiga contribuiu para a sua “equivocada decisão de tentar voar tentando escapar da tempestade “.


Este artigo é baseado em relatórios de acidentes do NTSB ERA09FA537 e ERA10MA188 e documentos de acompanhamento.

Fonte: Flight Safety. (Tradução e adaptação de Piloto Policial)

GRAESP/PA: Remoção de grávida e mais um bebê a salvo

A última sexta-feira (01/02/13) a equipe do helicóptero Guardião 02 saiu de Altamira para Uruará, no Pará, com a intenção de executar a remoção aeromédica da jovem Dhessica Neves Martins (21 anos).

A jovem estava a poucos dias do final da gestação, mas ocorreu que seu bebê apresentava bradicardia (batimentos reduzidos do coração), com isso o parto deveria ser antecipado para evitar maiores complicações.

GRAESP Pará

Em Uruará a equipe do Guardião 02 tomou conhecimento que não havia disponibilidade de leito nos hospitais de Altamira, e um novo planejamento teve que ser feito pela tripulação do helicóptero, a fim de garantir salvar a vida do bebê e de sua mãe.

Com a confirmação da obtenção de um leito em Santarém pela Secretaria de Saúde de Uruará, o Guardião 02 rumou para aquela cidade e pousou dentro do quartel do Corpo de Bombeiros, onde uma ambulância já aguardava para encaminhá-los ao Hospital Municipal da cidade.

Durante o deslocamento sobre a selva amazônica – cerca de 47 minutos – mãe e filho foram monitorados pelo Médico Carlos Barrenech. A jovem mamãe e seu filhinho – o pequeno Miguel – deram entrada no hospital e passam bem.

Fonte: GRAESP/Pará

Aeronaves do Estado do Paraná agilizam transporte de pacientes e órgãos

O número de pacientes transportados pelas aeronaves do Governo do Estado cresceu cerca de dez vezes em 2012 em comparação com 2010. No ano passado, foram removidos 78 pessoas em estado grave por aviões e helicópteros da Seção de Transportes Aéreos (STA) da Casa Militar do Paraná.

Aeronaves do Estado do Paraná agilizam transporte de pacientes e órgãos

O serviço de apoio médico ofertado pelo governo estadual foi reforçado com o transporte de 64 órgãos para transplante no ano passado. A atividade praticamente inexistia em gestões passadas. “Nos primeiros dias da gestão autorizei a utilização da frota aérea para quaisquer situações de emergência”, afirmou o governador Beto Richa.

De acordo com os registros da Casa Militar, as missões realizadas pelas aeronaves do Estado para atendimento de ocorrências médicas superou em 117,5% o número de deslocamentos para transporte de autoridades no ano passado. Foram realizados 198 voos para dar suporte a área de saúde e 91 viagens para transporte oficial.

Richa acrescentou que os resultados alcançados em dois anos são parte do esforço do Governo do Estado na desburocratização e humanização do serviço de saúde. Ele citou que na gestão passada era necessária a autorização expressa do governador para uma aeronave decolar do aeroporto Bacacheri. “Temos a consciência de que cada minuto é precioso para o sucesso de um atendimento médico, que pode salvar uma vida”, destacou.

A Seção de Transportes Aéreos tem como atribuição principal o deslocamento do chefe do Executivo e demais autoridades estaduais. “Nesta gestão houve o incremento nos voos destinados ao atendimento as Centrais Estadual de Leitos e Transplantes, o que provocou um direcionamento das aeronaves do governo em missões para salvas vidas”, explicou o chefe da Seção de Transportes Aéreos, major Eugênio Celso Mello.

A frota aérea do Estado é composta por três aviões – Cessna Gran Caravan e dois Embraer Seneca III – e um helicóptero Eurocopter EC 130 – B4. Os voos por localidade, em atendimento a Central de Transplantes, foram recorrentes em Londrina (Norte), com 17 viagens; Maringá (Noroeste), com 14; e Cascavel (Oeste), com seis. As aeronaves também foram deslocadas para outros Estados, como São Paulo (Sorocaba) e Santa Catarina (Florianópolis).

TRANSPORTES – Nos 64 deslocamentos aéreos realizados em 2012 foram transportados 50 fígados, 48 rins, 41 corações – sendo 20 para transplante e 21 para valvas –, 11 pâncreas e cinco córneas. O transporte de enfermos obteve crescimento de 243% em relação a 2011, quando foram removidos 23 pacientes. De 2008 a 2010, foram transportados 8 pacientes.

Aeronaves do Estado do Paraná agilizam transporte de pacientes e órgãos

A diretora da Central de Transplantes, Arlene Badoch, afirmou que o trabalho em realizado com a Casa Militar permitiu o aumento no número de transplantes realizados no Paraná, em 130% em relação a 2010 e 40 % a 2011. Ela apontou que as estatísticas mostram que cerca de 50% das pessoas que estão na fila de espera de um órgão para transplante não realizam o procedimento.

Major Celso ressaltou que a utilização do transporte aéreo de órgãos é fundamental, principalmente no de coração, que entre a retirada do órgão do doador e o transplante propriamente dito, não pode ultrapassar quatro horas. “A agilidade e a segurança no transporte são requisitos fundamentais para o sucesso de todo o processo, desde a captação ou retirada do órgão do doador até o transplante no paciente”, disse.

Alessandro Peterson Morelli, que recebeu um transplante de coração no dia 20 de novembro de 2012, foi um dos pacientes transportados pelos aviões da STA. Ele estava internado em estado grave na UTI de um hospital de Ponta Grossa e assim que houve a doação de um coração foi transferido para Santa Casa de Curitiba.

O órgão doado em Londrina foi transportado pela aeronave do governo para Curitiba. “Foi um alívio, pois o tratamento a que era submetido só garantia quatro dias de vida e só viveria mais se fizesse o transplante”, disse o paciente, que ainda está em processo de recuperação e divulga nas redes sociais a importância da doação de órgãos.

O transporte de órgãos conta também com as parcerias do Shopping Estação de Curitiba que disponibiliza gratuitamente o heliponto para o desembarque dos órgãos captados, da Polícia Militar do Paraná, na escolta dos veículos que fazem o transporte terrestre de órgãos, e também do helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Como funciona a logística da doação de órgãos:

1 – Ao ser diagnosticada a morte encefálica do paciente no hospital e a família ter autorizado a doação, a Central de Transplantes é notificada sobre a existência de um possível doador.

2 – É realizado um protocolo de exames para verificar a possibilidade de utilização do órgão;

3 – A central emite, por meio de um sistema informatizado, a listagem de potenciais receptores (fila de espera) e mobiliza uma equipe médica especializada para a retirada dos órgãos.

4 – Se a retirada ocorrer em cidade diferente de onde está a equipe médica a Central de Transplantes articula a organização do transporte aéreo.

5 – No local da captação, a equipe especializada retira os órgãos e informa a Central de Transplantes que direciona o transporte aéreo ou terrestre para o local onde o transplante será realizado.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

GRAER/PR remove criança com mais de 50% do corpo queimado para Curitiba/PR

O Grupamento Aeropolicial-Resgate Aéreo, da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, em pouco mais de um ano atua de forma incisiva nas áreas da Segurança Pública, Resgate Aéreo e Defesa Civil no próprio estado e, também, em outros entes da Federação. Com um efetivo altamente qualificado e em constantes atualizações técnico-operacionais, a rotina operacional é bastante diversificada, contando com militares estaduais (policiais e bombeiros militares) e policiais civis.

Os serviços de resgates aeromédicos são bastante utilizados, uma vez que a agilidade do helicóptero tem sido o diferencial nos tratamentos de urgência em pacientes de diversas localidades do Estado. Um dos casos mais recentes foi o transporte de um menino de dois anos que sofreu graves queimaduras em grande parte do corpo. A criança, moradora de área rural na região de Guaraqueçaba, no litoral paranaense, após derramar gasolina sobre sua roupa, aproximou-se de um fogão, vindo a incendiar-se.

O acidente ocorreu por volta das 17h00 do dia 12 de junho de 2012, mas, pela dificuldade de locomoção e precariedade das vias de acesso, uma vez que Guaraqueçaba se localiza em região de difícil acesso, a vítima chegou ao hospital somente às 20h30min. Como o estado do paciente era bastante grave, na manhã do dia 13 de junho foi solicitada sua remoção para Curitiba, com o apoio de helicóptero do GRAER.

O deslocamento ocorreu a partir de Guaraqueçaba, uma vez que desta localidade para Paranaguá seriam aproximadamente duas horas de barco, mais duas horas de viagem pela BR277 até Curitiba, para o internamento da criança no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Evangélico.

Com o helicóptero Falcão 04, o tempo desse deslocamento caiu para aproximadamente 30 minutos, diminuindo imensamente a dor e o risco à saúde do paciente. Ao chegar em Curitiba, a aeronave pousou no heliponto do Parque Barigui, onde uma ambulância do SAMU já estava aguardando.

Fonte: GRAER/PR

GRAER/PR realiza transporte aeromédico de criança no litoral paranaense

Por volta das 14 horas do domingo, dia 03 de Junho de 2012, a aeronave Falcão 04 do GRAER/PR, foi acionada para uma remoção aeromédica de emergência, de Paranaguá, no Litoral Paranaense, para a Capital Curitiba.

Tratou-se de uma criança de 01 (um) ano de idade, do sexo masculino, apresentando um quadro grave de pneumonia viral, problema este que necessitava de suporte hospitalar mais avançado. Tendo em vista que o Hospital de Paranaguá já não conseguia mais dar o atendimento necessário para o paciente, sua remoção para Curitiba foi imprescindível.

Mesmo assim, como o deslocamento por via terrestre poderia agravar o estado debilitado do menino, tanto pelo tempo gasto (aproximadamente uma hora e meia de viagem), como pelos riscos no trajeto, haja vista as condições climáticas na Serra do Mar estarem ruins, a melhor opção foi a remoção aeromédica com a utilização da aeronave do GRAER que se encontrava de prontidão no Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba.

O voo de Paranaguá para Curitiba durou em torno de vinte e cinco minutos. Ao pousar no Aeroporto do Bacacheri, uma ambulância já aguardava o paciente para encaminhá-lo ao Hospital de Clínicas da UFPR.

A aeronave Falcão 04, um EC130 B4, possui boa capacidade de transporte de passageiros, o que possibilitou o acompanhamento de dois médicos na ocorrência. Além disso, como a equipe médica estava equipada com um kit de suporte avançado de vida, a aeronave se tornou uma UTI aérea.

Esse suporte aéreo a situações médicas de emergência, além de resgates de vítimas de acidentes de trânsito, ou ações de apoio aéreo na área da Defesa Civil, tem se mostrado como uma das principais aplicações das aeronaves Falcão do Grupamento, cuja eficiência é verificada pela demanda atendida e pela confiança dos demais órgão públicos no serviço.

O acionamento das aeronaves do GRAER para atendimentos de emergência, devem ser realizados mediante contato com o Centro Integrado de Operações Policiais (CIOSP), pelo telefone 190.

Fonte e fotos: GRAer/PR.

GRAESP/PA realiza remoção aeromédica de vítima de acidente de trânsito

Pará – Na manhã desta segunda-feira (23/04), o helicóptero Gavião 05 do GRAESP realizou um delicado transporte de vítima de acidente automobilístico. A vítima Manoel Gonçalves Oliveira, de 68 anos foi conduzido de uma clínica de Uruará para o Hospital Regional da Transamazônica em Altamira/PA.

Apesar da gravidade do caso, a Dra. Renata Alves que acompanhou o enfermo avaliou que graças à essa remoção aérea, as chances de sobrevida do acidentado cresceram muito pois no hospital de Altamira – de maior complexidade – os recursos são muito melhores.

Também os familiares que estavam entristecidos se disseram aliviados e mais otimistas pela saúde dele, devido ao pronto-emprego e profissionalismo que testemunharam da tripulação da Segurança Pública do Pará.

Estamos todos torcendo pela plena recuperação do Sr. Manoel!

Fonte: ASCOM/GRAESP-PA

Transporte de pacientes intra-hospitalar e inter-hospitalar

Márcio Augusto Lacerda
Marcos Guilherme Cunha Cruvinel
Waston Vieira Silva

INTRODUÇÃO

A busca da qualidade na medicina atual tem, entre seus objetivos, assegurar ao paciente cada vez melhores condições de assistência, diagnóstico e terapêutica. Isto provocou uma reorganização das estruturas médico-hospitalares, tornando-as mais especializadas e auto suficientes em suas funções, mas também as estratificando de acordo com sua complexidade, de forma que os recursos a elas alocados sejam mais bem aproveitados conforme a demanda de pacientes.

Com isto, o fluxo de pacientes modificou-se para que, em vez de os recursos chegarem ao local de internação, o paciente se desloque para estas áreas quando necessário, independentemente da gravidade de seu quadro clínico.

Para que esta filosofia pudesse ser implantada, houve a necessidade de promover meios para que o transporte destes pacientes pudesse ser feito sem prejudicar seu tratamento, ou seja, deve ser indicado, planejado e executado minimizando o máximo possível os riscos para o transportado.

Surgiu, então, como alguns autores já reconheceram, a “medicina de transporte”, que se tornou um segmento importante do setor produtivo de nosso país, onde provavelmente algum de nós já atuou, ou ainda atua. Este desenvolvimento, porém, surgiu sem que houvesse uma normatização específica, gerando durante anos distorções em sua prática, o que só foi corrigido recentemente. Portanto, neste capítulo abordaremos os conceitos, evidências clínicas, logística, normas e regulamentos do transporte de paciente, seja intra-hospitalar, seja inter-hospitalar.

Define-se transporte intra-hospitalar como a transferência temporária ou definitiva de pacientes por profissionais de saúde dentro do ambiente hospitalar.

Define-se transporte inter-hospitalar como a transferência de pacientes entre unidades não hospitalares ou hospitalares de atendimento às urgências e emergências, unidades de diagnóstico, terapêutica ou outras unidades de saúde que funcionem como bases de estabilização para pacientes graves ou como serviços de menor complexidade, de caráter público ou privado.

O ato de transportar deve reproduzir a extensão da unidade de origem do paciente, tornando-o seguro e eficiente, sem expor o paciente a riscos desnecessários, evitando, assim, agravar seu estado clínico. Já o objetivo precípuo destas intervenções é melhorar o prognóstico do paciente; portanto, o risco do transporte não deve sobrepor o possível benefício da intervenção.

Pelo fato de o período de transporte ser um período de instabilidade potencial, deve sempre ser questionado se os testes diagnósticos ou as intervenções terapêuticas prescritas alterarão o tratamento e o resultado do paciente, justificando os riscos da remoção. Os trabalhos clínicos demonstram uma mudança na conduta terapêutica em apenas 29% a 39% dos pacientes após exames diagnósticos, enquanto 68% deles tiveram sérias alterações fisiológicas durante o transporte.

Toda vez que o benefício da intervenção programada for menor que o risco do deslocamento, este não deve ser feito.

Pós Graduação de “Transporte Aeromédico”, na Universidade Positivo

A Universidade Positivo abriu a seleção aos interessados para seu novo curso de pós gradução de “Transporte Aeromédico”, voltado para Médicos, Enfermeiros e Comandantes de Aeronaves.

Seminário sobre Operações de Resgate Aéreo e Defesa Civil – Confira as palestras

A ANAC realizou o Seminário de “Operações de Resgate Aéreo e Defesa Civil” na cidade do Rio de Janeiro, nos dias 20 e 21 de setembro de 2010, no auditório do Arquivo Nacional. O objetivo de divulgar as melhores práticas em operações de resgate aeromédico foi plenamente alcançado.

Este seminário cumpriu o RSVA 018/C/05 (do CENIPA) e o Seminário foi organizado pela Gerência de Fatores Humanos na Aviação e Medicina de Aviação (GFHM) da Superintendência de Segurança Operacional (SSO) e contou com a presença de mais de 120 participantes de diversos Estados, Órgãos e empresas do ramo de atendimento pré-hospitalar.

Marcos Afonso Braga Pereira, Gerente da GFHM, Hugo de Lemos Haas, Especialista em Regulação de Aviação Civil e equipe coordenaram brilhantemente os trabalhos e cumpriram uma agenda muito bem organizada, com palestras interessantes e de excelente conteúdo, agregando muita informação aos participantes.

A ANAC, representada no evento pela GFHM, interessada em colaborar com o desenvolvimento da Aviação de Segurança Pública, disponibilizou todas as palestras para publicação e divulgação, com autorização dos palestrantes.

Dia 20 de setembro de 2010

1. Regulamentação – Subparte K do 91 – ANAC
Palestrante: João Luis Barbosa Carvalho (Gerente de Operações Av Geral)

2. Aeronaves
Palestrante: Ten Cel BM Antonio Carlos Graça (CBMERJ)

3. Apoio ao Resgate – Regulação de leitos Hospitalares
Palestrante: Dr. Chaves (Superintendente de Regulação-RJ)

4. Atuação da Equipe Médica
Palestrante: Cap Med BM Raphael Bastos (GOA- CBMERJ)

5. Equipamentos Médicos
Palestrante: Cel Med BM Sidney Franklin (GOA-CBMERJ)

6. Transporte Aeromédico
Palestrante: Dr. Benesson Rodrigues de Souza (ANAC)

Dia 21 de setembro de 2010

1. Operações de Resgate em Mata e Montanha
Palestrante: Cap BM Nelson Santana Camargos (BOA-CBMMG)

2. Operações Policiais
Palestrante: Márcio Saibro (SAER – Polícia Civil RJ)

3. Prevenção de Acidentes em Operações de Defesa Civil
Palestrante: Ten Med Pascale (CENIPA)

4. Operações de Resgate em Praia / Superfícies Aquáticas
Palestrante: Maj BM Vinicius Silva (GOA-CBMERJ)

5. Resgate Aeromédico Offshore
Palestrante: Dr. Antônio Bento (Petrobras)

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