Distrito Federal – O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) contribuiu para que duas vidas fossem salvas nesta sexta-feira (21). A corporação realizou o transporte de helicóptero de um coração e um fígado que vinham das cidades de Goiânia e Santa Helena para o Instituto do Coração, sediado no Hospital das Forças Armadas (HFA).
Os órgãos chegaram à Base Aérea de Brasília às 17h30 e dez minutos depois o helicóptero dos Bombeiros pousou no heliporto do HFA. Uma paciente de 31 anos esperava desde o dia 11 para ser transplantada.
Outra mulher também aguardava para receber o transplante do fígado. A paciente de 29 anos foi diagnosticada com hepatite autoimune e estava na fila do transplante desde o dia 18 de julho.
Um coração e um fígado foram doados para duas mulheres que aguardavam o transplante. Correio Braziliense.
Força Aérea Brasileira – Uma experiência marcante: assim foi o primeiro voo como comandante da aeronave C-95M Bandeirante feito pela Tenente Juliana Santos de Souza. Isso tudo porque a missão foi de transporte de três órgãos para transplante realizada na madrugada do último sábado (15/07). A piloto pertence ao 4º Esquadrão de Transporte Aéreo (4º ETA), da Ala 13, em São Paulo.
Tenente Juliana, comandante da aeronave. Fotos: Tenente Aviador Lucas Rocha.
“No dia 13 de julho, quinta-feira, fui homologada piloto operacional de C-95M. Na sexta-feira, já estava escalada para compor a tripulação de sobreaviso do esquadrão. Fomos acionados às 00:30h do dia 15 e às 01:20h a tripulação já estava pronta para decolar. A missão foi cumprida com sucesso devido ao trabalho em conjunto realizado pela equipe médica, tripulação e controladores, que deram prioridade à nossa aeronave para que pudéssemos pousar o mais rápido possível. Nada como uma missão de transporte de órgãos para marcar minha primeira missão como piloto operacional. Fiquei muito feliz por poder realizar essa nobre missão”, relata.
O objetivo da missão foi transportar um fígado e dois rins da cidade de Campo Grande (MS) para a cidade de São Paulo (SP). A equipe médica embarcou na aeronave do 4º ETA, em Guarulhos (SP), e desembarcou no Aeroporto Internacional de Campo Grande. Após o pouso, a tripulação teve que esperar a extração dos órgãos que levou cerca de quatro horas. Os três órgãos coletados foram levados para o Hospital Beneficência Portuguesa, na capital paulista.
Tenente Juliana e Tenente Patorniti, pilotos da aeronave. Tenente Juliana, comandante da aeronave. Fotos: Tenente Aviador Lucas Rocha.
Essa também foi uma missão bastante importante para o Tenente Aviador Pablo Daniel Armelin Patorniti. “Sempre ouvi falar das missões de transporte de órgãos. Hoje, foi a minha vez de realizar uma. Apesar de não termos contato com o paciente, senti uma sensação muito boa, percebi a real utilidade do meu trabalho. Agradeço a Deus por me proporcionar esse momento”, declara o Tenente.
Vale destacar que para essa missão foram realizadas quase seis horas de voo da aeronave C-95M Bandeirante, totalizando, somente em 2017, 131 horas de voo destinadas a esse tipo de missão e 39 órgãos transportados nas asas do 4º ETA.
Paraná – O helicóptero Saúde 03 do SAMU 192 Regional Norte Novo – Maringá-PR realizou na manhã de sábado (15) o transporte de um fígado, coração e rins da cidade de Cianorte para Londrina.
Helicóptero do Samu de Maringá realiza transporte de órgãos de Cianorte para Londrina. Foto: Samu.
“O emprego do helicóptero otimiza o tempo de chegada dos órgãos para que ocorra o implante, que é um fator fundamental para o sucesso do procedimento”, disse o Dr. Mauricio Lemos, Coordenador médico do SAMU.
A doadora dos órgãos era uma mulher de 52 anos vítima de ferimento por arma de fogo no crânio. A identidade da pessoa doadora como regra não é revelada e seus órgãos serão transplantados em pessoas que estão na lista de espera como receptores e que estão nos primeiros lugares do cadastro e aptos a realizar o transplante.
Segundo informações do hospital, as córneas ficaram em Maringá. Seguiram para Curitiba o fígado, os rins e coração. O sepultamento da doadora dos órgãos foi realizado na manhã deste domingo (16), em Cianorte.
Helicóptero do Samu de Maringá realiza transporte de órgãos de Cianorte para Londrina. Foto: Samu.
O Quarto Esquadrão de Transporte Aéreo (4º ETA) da Força Aérea Brasileira, localizado na Ala 13 em Guarulhos (SP), conhecido como Esquadrão Carajá, participou de três missões distintas de Transporte de Órgãos Vitais (TROV), em três dias seguidos.
No dia 5 de julho, após acionado para apoiar a Central Nacional de Transplantes, o esquadrão decolou em menos de uma hora e meia com destino a Sorocaba (SP), onde a equipe médica embarcou, e seguiu para Barretos (SP), local em que o órgão foi coletado.
“O procedimento de extração levou cerca de três horas. A madrugada estava fria e a espera nos deixou ansiosos. No momento apenas torci para que Deus estivesse junto com a equipe médica e tudo desse certo”, relatou o Comandante da aeronave, Capitão Aviador Bruno Pereira Orsi.
Após a extração, o fígado coletado foi levado para Sorocaba (SP) e a aeronave retornou para Guarulhos (SP). Antes do término dos procedimentos de solo após o pouso, o esquadrão foi acionado novamente para outra missão TROV.
Mesmo com dois acionamentos em menos de 10 horas, o 4º ETA estava preparado para cumprir outra missão. Desta vez, o objetivo era coletar um fígado no Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP) e transportá-lo para a Santa Casa de São José dos Campos (SP).
“Ao ser acionado por volta das cinco e vinte da manhã, fui informado que a tripulação de sobreaviso havia pousado há poucos minutos e já tínhamos outro chamado para o esquadrão. Sabendo disso, não hesitei! Rapidamente vesti o uniforme para cumprir a missão. Foi muito gratificante saber que meu trabalho contribuiu para salvar uma vida, fiquei muito feliz”, declarou o Major Aviador Rodrigo Santos de Faria, Comandante da aeronave envolvida.
Após o cumprimento das duas missões, o Esquadrão foi chamado novamente. Nesse caso, foi transportado um fígado de Ourinhos (SP) para São José do Rio Preto (SP). “Graças à competência e responsabilidade da tripulação do esquadrão, mais uma vez a missão foi cumprida com sucesso. É uma grande satisfação realizar missões tão nobres, nas quais vidas podem ser salvas”, ressaltou o Tenente Aviador Alexandre de Oliveira Maio dos Santos, Comandante da aeronave.
Nas três missões, realizadas nos dias 05, 06 e 07 com sucesso, foram empregadas 09h05min de voo da aeronave C-97 Brasília. Somente em 2017, já são 125 horas de voo destinadas a Missões de Transporte de Órgãos Vitais com 36 órgãos transportados nas asas do 4º Esquadrão de Transporte Aéreo.
São Paulo – Nesta quarta-feira, 12, foi comemorado 20 anos de existência da Central de Transplantes e do Sistema Estadual de Transplantes, vinculados à Secretaria de Estado da Saúde. Em 20 anos de existência, o sistema computa um saldo de 101,3 mil doadores paulistas e 107.000 transplantes realizados, dos quais 29 mil de órgãos e 78 mil de córneas (consideradas como tecidos). No período foram registrados 10,5 mil doadores de órgãos e 90,8 mil doadores de córneas.
O Governador Geraldo Alckmin, Cel PM Falconi, Cb PM Rocha, Secretário David Uip e Maj PM Med Ademir participam da comemoração dos 20 anos da Central dos Transplantes do Estado de São Paulo no INCOR. Foto: Diogo Moreira
“Aqui se faz um trabalho extraordinário. Isso envolve desde as famílias, que fazem a doação de órgãos de seus entes queridos, geralmente fruto de trauma, a equipe de captação, das terapias intensivas, a logística, os nossos heróis – os pilotos da Polícia Militar – até as equipes transplantadoras”, afirmou o governador Geraldo Alckmin. “É resultado de muito trabalho, dedicação e equipe”.
Durante o evento houve um momento de agradecimentos e dentre os homenageados estava a Polícia Militar do Estado de São Paulo, representada pelo Grupamento de Radiopatrulha Aérea – “João Negrão”. O Grupamento faz parte do Sistema Estadual de Transplantes e foi agraciado com uma homenagem especial pela Secretaria de Saúde. O Cel PM Nivaldo Cesar Restivo, Comandante Geral da Polícia Militar, recebeu homenagem pelos excelentes trabalhos realizados pela PM no transporte de órgãos.
Cel PM Falconi acompanhando a solenidade de comemoração dos 20 anos da Central dos Transplantes do Estado de São Paulo no INCOR. Foto: Diogo Moreira.
Os 25 helicópteros Águia e 01 avião King Air da Polícia Militar prestam auxílio no transporte das equipes de transplantadores, permitindo que os órgãos atravessem grandes distâncias, salvando milhares de vidas. O Grupamento possui, além da capital paulista, 10 Bases destacadas em todo o estado que auxiliam esse serviço, agilizando o transporte e salvamento de vidas.
O Cel PM Carlos Eduardo Falconi, Comandante do Grupamento Aéreo, o Maj PM Médico Ademir Euzébio Corrêa e o Cb PM Renato Rocha, enfermeiro do Grupamento Aéreo, receberam das mãos do governador Geraldo Alckmin e do Secretário de Saúde, David Uip, uma homenagem especial pelos excelentes serviços prestados em prol da vida.
Comemoração dos 20 anos da Central dos Transplantes do Estado de São Paulo no INCOR. Foto: Diogo Moreira.
Panorama
Entre os 29 mil transplantes de órgãos feitos no Estado desde 1997, 3.558 beneficiaram pacientes que moravam em outros estados brasileiros e se registraram na lista de São Paulo. “Nós somos o 7º do mundo em transplante de coração e pulmão, e mais da metade dos transplante do Brasil é feito em São Paulo”, comemorou Alckmin.
Nessas duas décadas, a Central de Transplantes detectou aumento de 916% no número de doadores-cadáveres no Estado de São Paulo, que passou de 83 em 1997 para 844 no ano passado, um recorde da série histórica. Consequentemente, o número de procedimentos cresceu 890%, com 2.110 transplantes realizados em 2016, contra 213 em 1997.
A implantação do sistema estadual, em julho de 1997, ajudou a tornar a regulação da distribuição de órgãos captados mais justa e transparente. O sistema informatizado da central, com base nos dados clínicos e exames dos doadores e na lista de espera, automaticamente gera uma relação dos receptores que estão nos primeiros lugares do cadastro e aptos a realizar o transplante. Com isso os médicos plantonistas entram em contato com as equipes médicas dos pacientes que aguardam pelo transplante para ofertar o órgão.
“Os 20 anos da Central de Transplantes coroam um trabalho bem sucedido que conseguiu aumentar expressivamente a doação de órgãos no Estado de São Paulo. Mas não podemos baixar a guarda. As doações ajudam a salvar vidas. Para aqueles que pretendem ser doadores, é fundamental que deixem esse desejo claro às suas famílias em vida, pois somente os familiares podem autorizar ou não a retirada dos órgãos”, diz David Uip, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.
Campanha virtual
A partir de quarta-feira, 12 de julho, a Secretaria de Estado da Saúde promove uma campanha virtual para incentivar a doação de órgãos e sensibilizar pessoas de todas as faixas etárias para o impacto positivo dessa atitude. As hashtags são #DoeÓrgãos e #MultipliqueVidas.
Pela primeira vez, o Facebook da Secretaria terá uma capa animada e personalizada com a mensagem “Nem todo fim é um ponto final”, com o personagem “Homem de Lata”, do clássico Mágico de Oz.
Além disso, um questionário para “testar” o conhecimento da população sobre doações e transplantes de órgãos será publicado pelo site Catraca Livre, colaborador da campanha.
Ceará – Nesta quarta (12), equipes da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) foram responsáveis por transportar dois pacientes para realizarem transplantes de fígado. O caminho aéreo, além de ser mais rápido, proporcionou mais conforto e melhor atendimento a eles.
Gabriel Araújo do Nascimento, com três anos de idade, é um dos pacientes. O garoto foi levado de Fortaleza até São Paulo com um único objetivo: receber um fígado novo. A criança fez a viagem abordo de um jato executivo de uma empresa local, fretado pelo Governo do Estado. Mas Gabriel não foi só. Ele seguiu viagem acompanhado por um médico e uma enfermeira do SAMU/Ciopaer, que prestaram toda assistência ao menino. A decolagem em Fortaleza se deu por volta de 10 horas desta manhã e, pouco depois de 13h, o avião pousou no aeroporto de Jundiaí e o garoto seguiu de ambulância para fazer o transplante.
Enquanto Gabriel era levado para São Paulo, outro paciente, identificado como Francisco Reginaldo Nunes da Silva (45) também foi conduzido pela Ciopaer para fazer transplante de fígado. O homem foi transportado do Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte, para o Hospital Universitário Walter Canídeo, em Fortaleza, na aeronave Fênix 07 da própria Ciopaer, equipada com Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O transporte dos pacientes, com o auxílio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi solicitado à Coordenadoria pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (Sesa).
Brasil – A Força Aérea Brasileira (FAB) transportou 275 órgãos para transplantes em 365 dias. Esse resultado foi possível graças ao Decreto nº 8.783/16, que determina que uma aeronave esteja sempre à disposição na capital federal para realizar o transporte de órgãos doados.
A medida vale desde o dia 7 de junho de 2016 e também permite o uso de outros aviões da Aeronáutica lotados por todo o País, a depender do trajeto a ser atendido. Foram 216 voos realizados no período.
Antes disso, a FAB não podia manter uma aeronave exclusiva para transportar órgãos. Entre janeiro e junho do ano passado, apenas cinco órgãos haviam sido transportados pelos aviões militares. No mesmo período de 2017, esse número subiu para 86, o que representa um aumento de 1.600%.
De acordo com levantamento divulgado pela FAB, os órgãos mais transportados foram fígado (130), coração (68) e rim (44).
Desafio contra o tempo
O processo de transporte de órgãos é iniciado quando a Central Nacional de Transplantes (CNT) é informada por alguma central estadual sobre a existência de órgão e tecido em condições clínicas para o transplante.
A CNT aciona as companhias aéreas para verificar a disponibilidade logística. Se houver voo compatível, os aviões comerciais recebem o órgão e levam ao destino. Quando não há, a central contata a FAB, que desloca um ou mais aviões para a captação e transporte do órgão.
A logística envolvida em um transplante é complexa. Cada órgão tem um Tempo de Isquemia Fria (TIF), ou seja, o período que ele pode ficar sem circulação sanguínea.
O coração é o órgão de menor TIF, já os rins podem ficar até 24 horas sem serem irrigados. O transporte precisa ocorrer em uma caixa térmica que mantenha temperaturas entre 2 a 8°C. Se for abaixo do previsto, o órgão pode congelar, inviabilizando o transplante. Impactos mecânicos também podem danificar o órgão.
Com o transporte realizado pela FAB, o processo se torna mais viável e ágil, uma vez que as aeronaves têm condições para pousar em pistas e aeroportos menores, o que possibilita maior mobilidade fora das capitais.
Minas Gerais – Na manhã deste sábado (20), a tripulação do avião modelo king Ar C-90 “Pégasus 12” do Comando de Avião do Estado (COMAVE) da PM de Minas apoiou a equipe do MG Transplantes na captação e translado de um coração e um fígado.
O voo partiu às 09 horas do Aeroporto da Pampulha (SBBH) com destino a Uberlândia para captação dos órgãos e retornou com o coração e o fígado para Belo Horizonte.
Com a chegada em SBBH, foi feito o transporte dos órgãos pela tripulação do helicóptero “Pégasus 07” até o 12º Batalhão de Infantaria, de onde foram encaminhados ao seu destino.
O esforço conjunto foi feito em virtude da urgência no transporte do coração, que exige resposta imediata e rápida, uma vez que o órgão permanece saudável por apenas 180 minutos após a sua retirada.
Paraná – A Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar em conjunto com o Grupamento de Operações Aéreas da Polícia Civil do Paraná realizaram na tarde desta terça-feira (18) dois voos que podem ter salvo a vida de quatro pessoas.
Um coração, dois rins e um fígado vieram da cidade de Francisco Beltrão em um Piper Seneca III, avião bimotor da Casa Militar. Ao chegar no Aeroporto do Bacacheri o helicóptero do Grupamento de Operações Aéreas da Polícia Civil já estava em prontidão para transportar os órgãos até o heliponto do Shopping Estação.
Dali, uma equipe da Central de Transplantes encaminhou com segurança os órgãos até o Hospital Santa Casa no centro de Curitiba, onde equipes médicas já aguardavam para cirurgias de transplante. Todo o percurso durou aproximadamente duas horas e trinta minutos.
Em 2016 as aeronaves da Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar realizaram 114 vôos transportando órgãos que salvaram centenas de vidas.
Paraná – Na tarde deste domingo de Páscoa (16), a equipe da Central Estadual de Transplantes (CET/PR) da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná dedicou-se para encurtar a espera de uma senhora de 50 anos por um transplante de coração.
O órgão foi captado em Ponta Grossa no Hospital Bom Jesus por equipe médica especializada que seguiu para a cidade após a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos – CIHDOTT ter notificado a CET/PR sobre o doador.
Helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas fez o transporte da equipe médica e do coração. Foto: Divulgação.
A Casa Militar do Governo do Paraná disponibilizou um helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas para fazer o transporte necessário. Chegando ao local da captação em Ponta Grossa, a equipe médica realizou o procedimento cirúrgico e o coração foi transportado para a capital do estado. A aeronave pousou no heliponto do Shopping Estação e o órgão foi levado de viatura para a Santa Casa de Curitiba, onde a senhora que necessitava do coração já estava aguardando na sala de cirurgia.
De acordo com a CET, todo o processo deve ser feito em um curto espaço de tempo, pois entre a retirada do órgão do doador e o transplante no paciente, em alguns casos, não pode ultrapassar 4 (quatro) horas, como por exemplo, o transplante de coração.
Helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas fez o transporte da equipe médica e do coração. Foto: Divulgação.
Outros órgãos
Também foram doados e captados neste domingo de Páscoa no Hospital Bom Jesus, em Ponta Grossa, fígado e rins. Os testes de compatibilidade envolvendo os pacientes que necessitam de transplantes destes órgãos estão sendo feitos. O fígado também foi transportado para a Santa Casa de Curitiba.
Como é feito um transplante
Após ser diagnosticada a morte encefálica no hospital e a família autorizar a doação, a CET/PR é notificada pela – Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos – CIHDOTT sobre a existência de possível doador. Com isso, a Central emite por sistema informatizado a listagem de potenciais receptores – ranking – e mobiliza uma equipe médica especializada para a retirada dos órgãos e tecidos.
Se a retirada ocorrer em cidade diversa de onde está a equipe médica a CET/PR entra em contato com a Casa Militar do Governo do Paraná, que organiza o transporte aéreo.
Chegando ao local da captação, a equipe realiza o procedimento, informa a CET/PR e direciona o transporte dos órgãos e tecidos para o local onde o transplante será realizado.
São Paulo – No dia 13/04, a Polícia Militar do Estado de São Paulo, através do 49º BPM/I com sede em Jundiaí e do Grupamento de Radiopatrulha Aérea, realizou uma verdadeira operação pela vida.
Águia 13 realiza transporte de órgão de Jundiai para São Paulo
Um órgão (pulmão) captado pelo Hospital de Caridade São Vicente de Paulo de Jundiaí teria como receptor um paciente do INCOR de São Paulo que aguardava pelo transplante.
Uma equipe médica fez o transporte do órgão do hospital São Vicente até o heliporto localizado no Paço Municipal de Jundiaí, onde a equipe do helicóptero Águia 13 já o aguardava.
O órgão e a equipe de médica embarcaram no helicóptero com destino a Capital Paulista para uma rápida viagem pela vida.
Brasília – Na madrugada desta terça-feira (31/01), agentes da fiscalização do Detran-DF foram acionados para a realização do transporte de equipes de captação de órgãos da Secretaria de Saúde (SESDF).
A ação iniciou-se com o transporte da equipe do SESDF até a residência da família do doador, depois ao Hospital de Sobradinho para realizar a retirada do órgão, que posteriormente foi levado ao Hospital de Base.
PARCERIA
Desde fevereiro de 2015, por meio de um acordo de cooperação técnica, as instituições firmaram uma parceria para proporcionar mais agilidade ao trabalho das equipes de transplantes do Distrito Federal.
O Detran disponibiliza viaturas e o helicóptero para o transporte. Em contrapartida, a SESDF oferece o treinamento de primeiros socorros aos agentes de trânsito, por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), visando à capacitação dos profissionais nos procedimentos adequados em casos de acidentes.
Mais de 150 servidores do Detran já fizeram o curso. Ainda como forma de troca de experiências, atualmente, dois servidores do SAMU estão em estágio, como pilotos, na Unidade de Operações Aéreas do Detran.
Nos cinco primeiros dias do ano, a Força Aérea Brasileira (FAB) transportou três órgãos para transplantes. Em 1º de janeiro, um coração foi levado de Blumenau (SC) para um paciente em Curitiba (PR).
Já no dia seguinte, uma aeronave transportou um fígado de Porto Seguro (BA) para o Rio de Janeiro (RJ). Na quarta-feira (4), mais um fígado também conduzido pela Força, dessa vez de Maceió (AL) até Fortaleza (CE).
O Decreto nº 8.783, de 06 de Junho de 2016, determina que uma aeronave esteja sempre à disposição na capital federal para essas missões. A Força Aérea também utiliza outros aviões lotados pelo País, a depender do trajeto. A parceria da Força Aérea Brasileira com o Ministério da Saúde, firmada através de um Termo de Execução Descentralizada (TED), prevê repasses no valor de R$ 5 milhões, a fim de ressarcir a Força Aérea dos voos realizados para transporte de órgãos em todo o Brasil.
O Termo de Execução Descentralizada (TED) é um instrumento utilizado para ajustar a descentralização de crédito entre órgãos e/ou entidades que integram o Orçamento Fiscal e a Seguridade Social da União. Inicialmente, a vigência deste instrumento é até dezembro de 2019, mas a renovação poderá ocorrer sempre que necessário.
No ano passado, a FAB transportou 190 órgãos em 130 missões, um total de aproximadamente 550 horas de voo. As pessoas que desejam tirar dúvidas e acompanhar os transplantes realizados pela FAB, podem acessar a página Transplantes, do governo federal.
Nos últimos dias do ano, dois casos chamaram atenção. Na noite de Natal, um fígado e um rim foram de Goiânia (GO) para Guarulhos (SP). “Vamos dar um presente de Natal a quem precisa”, ressaltou o major Wanderson Marcos de Freitas na ocasião.
Em 27 de dezembro, foi a vez de um menino de 7 anos receber um novo coração. O órgão saiu de Natal (RN) para Brasília (DF).
Acionamento
Uma das funções da Central Nacional de Transplantes é auxiliar as Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO/SES) na logística de transporte dos órgãos doados.
Isso porque, segundo o Decreto nº 2.268/1997, o transporte dos órgãos doados é função das Secretarias Estaduais de Saúde. Participam desse sistema as aeronaves dos órgãos vinculados às Secretarias de Segurança Publica estaduais e Casas Militares (PM, CBM, PC), além da PRF e PF. (Leia também)
Quando são esgotadas as possibilidades de realizar o transporte aéreo por meio das parcerias ou convênios adotados pelas SES, a Central Nacional de Transplantes, de forma complementar, utiliza a parceria com as empresas da aviação civil regular e com a FAB para viabilizar o transporte aéreo dos órgãos ofertados para a lista de espera nacional.
Se houver voo compatível, os aviões comerciais recebem o órgão e levam ao destino. Quando não há, a Central contata a FAB, que desloca um ou mais aviões para a captação e alocação do órgão.
Os pedidos chegam à Força Aérea por meio de uma estrutura montada em Brasília, onde avalia-se qual esquadrão deve ser acionado. Então, é ativada uma cadeia de eventos até a decolagem da aeronave.
É preciso checar as condições de pouso no aeroporto de destino, acionar a tripulação e avisar ao controle de tráfego aéreo que se trata de um transporte de órgãos – tanto no plano de voo, quanto na fonia – pois isso confere prioridade ao avião para procedimentos de pouso e decolagem.
Fonte: Portal Brasil, com informações da FAB e MS.
São Paulo – A Polícia Militar realizou no dia 17/11 mais uma missão de transporte de órgão humano. A equipe do Águia 23 do Grupamento Aéreo, formada pelo Cap PM Tasso, Ten PM Pelegrini, Ten Médico PM Tobias e Sd PM Emmanoel, precisou de apenas 17 minutos para levar um coração do Hospital Santa Marcelina de Itaquaquecetuba para o Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo.
O transporte foi acompanhado pela doutora Paola, médica responsável pelo transplante. Nessas missões o Águia recebe tratamento especial pelos órgãos de controle do espaço aéreo, inclusive com prioridades no ingresso de áreas controladas. O tempo é um fator determinante para o transplante, pois o coração tem um tempo médio de isquemia fria que varia de 4 a 6 horas.
Brasília – No dia 02 de novembro de 2016, o SAMU 192 DF foi acionado pela Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos (CNCDO), para o transporte/apoio logístico de dois órgãos para transplante, um coração e um fígado oriundos de Passos-MG e Goiânia-GO, respectivamente
Os órgãos foram helitransportados do aeroporto de Brasília até o Heliponto do ICDF (Instituto do Coração Distrito Federal). O transporte foi realizado através do acordo de cooperação técnica 01/2015-SES/DF, firmado entre SAMU 192 DF e o DETRAN-DF, publicado no diário oficial de 25/02/2015.
Todo o translado dos órgãos foi realizado pelo Helicóptero do DETRAN-DF.
Equipe do SAMU/DETRAN responsável pelo transporte:
Wellington Mendonça (condutor) Robson Andrade(condutor) Luis Filipe Magalhães (Comandante/Detran) Bruno Avelar (Co-piloto/Detran) Fernando Garrido (Tripulante/Detran) Rubia Maria (Enfermeira da Regulação) Thaise de Andrade (Médica Reguladora)
Distrito Federal – O Helicóptero Fênix do Batalhão de Aviação Operacional – BAvOp da Polícia Militar realizou na noite de terça-feira (25), uma missão de transporte de órgão humano. Transportou um coração de um jovem de 23 anos que veio de Goiânia para ser transplantado em um senhor de 53 anos no Hospital de Forças Armadas – HFA.
A equipe de voo do Fênix 02, composta pelos pilotos, Major Ximendes, Capitão Landgraf e o tripulante operacional Sargento Eucimar, transportou também os Médicos Bruno e Murilo responsáveis pelo transplante.
É assim que acontece com o transporte de órgãos para transplantes: quanto menos tempo de transporte mais as chances de sucesso nos procedimentos cirúrgicos, levando em consideração a isquemia ou o tempo de sobrevida do órgão fora do corpo humano.
No caso do coração esse tempo é de até quatro horas, desde o tempo de extração até a operação cirúrgica. A utilização dos helicópteros é vital para ampliar as chances de sucesso do transplante, além das condições do receptor e a distância em que ele se encontra do hospital, onde será feita a cirurgia. Quanto menor o tempo de trajeto maior a probabilidade de sucesso da operação.
Policiais do Grupamento de Operações Aéreas da Polícia Civil do Paraná (GOA) efetuaram mais um transporte aéreo de transplante de órgãos. No trajeto, que durou sete minutos, coração e rins foram levados do Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, para o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana. O voo ocorreu na última quarta-feira (31/08).
Segundo o coordenador do GOA, delegado Renato Coelho de Jesus, a equipe foi acionada pela Casa Militar do Governo do Estado para prestar apoio a eles e à Força Aérea Brasileira (FAB), do aeroporto até o hospital. “Se fosse via terrestre, no horário próximo às 18 horas, a equipe levaria, aproximadamente, de uma hora a uma hora e meia para chegar ao hospital. A redução de tempo foi o que garantiu à equipe médica maior agilidade para o sucesso do transplante”, afirmou o delegado.
A FAB conduziu a equipe médica da Central Estadual de Transplantes de Cascavel para Curitiba, sob a coordenação da Casa Militar, com os órgãos a serem transplantados em pacientes nas cidades de Campina Grande do Sul e Curitiba. Após a chegada no aeroporto, o GOA prestou apoio à equipe médica, levando coração e rins ao heliponto do hospital.
São Paulo – O Helicóptero Águia 09 da Polícia Militar fez o transporte de um pulmão de uma moradora de Jundiaí até o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, com dois médicos que acompanharam a ação para realizar o transplante para um paciente na tarde desta segunda-feira (29).
“A equipe é dividida em duas, uma fica no receptor, outro fica no doador. A cirurgia é feita no mesmo dia”, explicou o cirurgião toráxico Luís Gustavo Abdala.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe partiu do heliponto localizado no paço municipal e decolou para a capital. O órgão pertencia a uma mulher, de 44 anos, que morreu na noite de domingo (28) no hospital São Vicente depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Além do pulmão, o fígado, rins e as córneas foram encaminhados para doação.
A paciente foi a 4ª doadora de Jundiaí (SP) em 2016. Enfermeira da Comissão Intra-Hospitalar de Transplantes do Hospital São Vicente de Paulo, Thais Fernanda da Rocha Santos afirma que a doação é assunto difícil de ser abordado em família, porém, é uma atitude que pode salvar vidas.
“Tudo isso começa quando se está conversando em um fim de semana em casa com os familiares. É o momento de dizer que se acontecer alguma coisa e os órgãos foram viáveis para doação, devem aceitar”, diz.
Ao todo, 26 órgãos de pessoas que estavam internadas no Hospital São Vicente foram encaminhados para transplantes. Conforme a Polícia Militar, esse tipo missão recebe tratamento especial pelos órgãos de controle do espaço aéreo, com prioridade em operações de pousos e decolagens.
A Polícia Militar do Estado de São Paulo foi acionada no dia 08/08, por volta das 13:30, pela Central Nacional de Transplantes para realizar mais uma missão de Transporte de Órgão Humano.
Um coração foi transportado em um voo fretado, de Santa Catarina para o aeroporto de Congonhas (SP) e embarcou no Águia 4 para o Hospital do Coração (HCor).
O tempo de voo do Águia foi de 6 minutos e o coração, juntamente com a equipe médica responsável pelo transplante, chegou com segurança no destino final.
A coordenação entre os órgãos envolvidos deve ser precisa para que a missão seja cumprida com eficiência e no menor tempo possível. O coração, por exemplo, tem um tempo estimado de isquemia fria de 4 a 6 horas. Contudo, esse intervalo pode ser menor de acordo com as condições clínicas de quem doa e de quem recebe.
Nessas missões, o Águia recebe tratamento especial pelos órgãos de controle do espaço aéreo, inclusive com prioridades nas operações de pousos e decolagens.
Em 2016, a Polícia Militar realizou 46 missões bem sucedidas de Transporte de Órgão Humano.
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), por meio do Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RpAer), foi acionada no dia 05/08, por volta das 17:00, pela Central do MG TRANSPLANTES para realizar mais uma missão de Transporte de Órgão Humano.
A missão era deslocar com a equipe médica de Belo Horizonte/MG até o município de Salvador/BA, onde seria captado um fígado para uma criança de 04 anos, internada no hospital das clínicas mineiro com hepatite congênita e em estado grave.
Diante da situação, rapidamente o Comando da Unidade acionou a equipe de Asa fixa para execução da missão que embarcou três médicos e uma enfermeira do MG TRANSPLANTES no Pégasus 12 (Avião King Air C-90) por volta das 20:00 para inicio do deslocamento.
Com tempo de voo aproximado de duas horas, o Pégasus 12 já pousava em Salvador, para realização dos procedimentos médicos de retirada do fígado e retorno imediato a Belo Horizonte, o que aconteceu por volta das 03:00 da manhã.
As 05:30 o avião da PMMG desembarcou os médicos com os órgãos a serem transplantados no Aeroporto da Pampulha, tendo o transplante sido realizado ainda na manhã deste sábado.
A coordenação entre os órgãos envolvidos e disponibilidade do serviço da Esquadrilha Pégasus foi precisa e em tempo hábil, garantindo o sucesso da missão e a vida da criança transplantada.
Paraná – O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) da Polícia Civil do Paraná realizou o primeiro transporte aéreo de uma equipe médica da Central Estadual de Transplantes, saindo do Aeroporto do Bacacheri com destino ao heliponto do Shopping Estação – próximo ao Hospital Santa Casa, local em que deveria chegar um coração vindo do município de Chapecó.
O GOA foi acionado pela Casa Militar do Estado para prestar apoio até o ponto mais próximo do hospital, com o intuito de proporcionar maior agilidade e mitigação do tempo para o sucesso do transplante.
O percurso durou em média quatro minutos, se o transporte fosse realizado em via terrestre levaria de 20 a 30 minutos – o que poderia comprometer o resultado positivo do processo.
O delegado coordenador do Goa, Renato Coelho de Jesus, explica que o órgão a ser transplantado tem um determinado tempo em que pode ficar fora do corpo, por essa razão o transporte rápido foi essencial para a realização do procedimento, bem como para diminuir a recusa do paciente.
“Além de cumprirmos diariamente nossas missões, estamos a disposição de todos os órgãos para prestar apoio no que for necessário”, finaliza o delegado.
A Polícia Militar do Estado de São Paulo foi acionada no dia 04/08, por volta das 15:00, pela Central Nacional de Transplantes para realizar mais uma missão de Transporte de Órgão Humano. Um coração foi transportado em um voo fretado, de Pelotas (RS) para o aeroporto de Congonhas (SP) e embarcou no Águia 12 para o Instituto do Coração (InCor) no Hospital das Clínicas.
O tempo de voo do Águia foi de 7 minutos e o coração, juntamente com a equipe médica responsável pelo transplante, chegou com segurança no destino final. A coordenação entre os órgãos envolvidos precisa ser muito precisa para que a missão seja cumprida com eficiência e no menor tempo possível.
Um coração, por exemplo, tem um tempo estimado de isquemia fria de 4 a 6 horas. Contudo, esse intervalo pode ser menor de acordo com as condições clínicas de quem doa e de quem recebe.
Nesse voos, o Águia recebe tratamento especial pelos órgãos de controle do espaço aéreo, inclusive com prioridades nas operações de pousos e decolagens.
Em 2016, a Polícia Militar realizou 45 missões bem sucedidas de Transporte de Órgão Humano.