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Os drones, a maçã de Newton e a sociedade

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Eduardo de Vasconcellos
Consultor e Mestre em Engenharia de Sistemas

Os entusiastas das novas tecnologias, como os drones e suas aplicações comerciais, costumam enfatizar os benefícios que estes propiciam à economia, à solução de problemas de natureza estratégica, ambiental e logística e à sociedade em geral. A cartilha do lobby anti-regulação segue os mesmos princípios.

Mas não são poucos os exemplos de inovações tecnológicas, cuja utilização disseminada pode gerar inconvenientes, ameaças ou riscos tangíveis, que podem sobrepor-se aos benefícios anunciados. A lida diária de governos, empresas e cidadãos com os efeitos adversos dos ataques cibernéticos às redes sociais e empresariais parece ser assim percebida por parte crescente da população.

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E, além dos drones, vêm aí a internet das coisas, os carros sem motorista, o Uber aéreo, a inteligência artificial (na falta da natural?) e os robôs, para as mais variadas tarefas. Às pessoas caberia, apenas e cada vez mais, desfrutar da comodidade, do tempo livre e das conveniências oferecidas. Será?

De volta aos drones, cujo marco regulatório foi estabelecido por norma específica da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) em maio deste ano, cabe explicação preliminar sobre a dimensão dos riscos à segurança das pessoas e bens no solo, potencialmente associados aos drones de até 25 Kg, para ficarmos apenas nestes.

Consta que o físico inglês Isaac Newton, no século XVII, teria formulado a teoria da gravitação a partir da observação da queda de uma maçã de uma árvore, embaixo da qual estaria sentado. Mais tarde, outras leis de Newton permitiriam determinar a energia (cinética) de corpos em movimento ou em queda em direção ao solo, sujeitos à gravidade e a arrasto aerodinâmico. Para simplificar, usamos aqui uma “unidade de energia” genérica, ou uE (para quem é ligado em física, o Joule).

Como todos sabemos, o impacto de uma maçã de 250 gr que cai de 2 metros de altura, que é de 5 uE, não é suficiente para causar a morte de uma pessoa. Já uma pancada de 80 uE na cabeça, por objeto de 250 gr (maçã ou drone) a 90 Km/h, pode ser fatal. No campo das blindagens automotivas, controladas pelo Exército, impactos de 600-800 uE são suportados por blindagens Nível I, enquanto as de Nível III A suportam 3.000-4.000 uE. Não é difícil ter uma noção prática (visual) da letalidade de choques como estes, comuns no cinema e na TV e, mais e mais, nas ruas das nossas grandes cidades.

Já o impacto da queda, de 120 metros, altura máxima permitida pelo DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), de um drone de 25 Kg, limite da categoria de baixo risco (sic) da ANAC, pode atingir 15.000-20.000 uE, carga de altíssima letalidade para pessoas e de enorme poder destrutivo para veículos, prédios ou infraestruturas críticas. Impactos de 11.000 uE podem ocorrer se um drone de 25 Kg a 110 Km/h, limite do DECEA para esta categoria, colidir com aeronave tripulada carregando passageiros. Ou, por erro ou falha de navegação, com prédio, torre ou tanque de combustível.

Em tal cenário, o modo mais óbvio de se mitigar riscos e acidentes, para nós, leigos, seria a exigência do treinamento e da habilitação do piloto remoto, que vem sendo adotada pela maioria das agências reguladoras da aviação civil no mundo, incluindo a FAA (Federal Aviation Administration), dos EUA. Na Europa, buscando unificação entre países membros, está em curso consulta pública que inclui proposta de subcategorias de peso e requisitos diferenciados de habilitação para o piloto remoto de drones até 25 Kg, incluindo exames teóricos e práticos por entidades certificadas pela EASA (European Aviation Safety Agency).

Neste contexto, a ANAC inova ao englobar na norma, tanto a prática recreacional do aeromodelismo  quanto a operação comercial de drones, com fins lucrativos e obrigações contratuais, bem como, ao dispensar qualquer requisito de certificação de tipo, de aeronavegabilidade e de capacitação e habilitação de pilotos remotos de drones de até 25 Kg, nos limites de altura e velocidade aqui citados, com os drones mantidos no campo de visão do piloto.

Entretanto, pela norma aplicável do DECEA, que, por sua vez, não se aplica aos aeromodelos, operações noturnas podem ser autorizadas se os drones exibirem as devidas luzes de sinalização aeronáutica. O resultado seria algo equivalente a dispensar o exame e a carteira de motorista (categoria C) para dirigir caminhões à noite, sem farol mas com as lanternas ligadas, por estradas mal-iluminadas?

Já em norma específica, o DECEA regula a “operação de aeromodelos fora das áreas adequadas para a prática do aeromodelismo” (?), autorizando o uso de espaços aéreos definidos como não navegáveis, ou, “sombras”, de até 30 m ao redor de prédios ou instalações. Seria de interesse público (e de sua competência) reduzir a segurança, o sossego e a privacidade das pessoas em geral, exatamente nas proximidades de suas residências ou locais de trabalho? E isso, em nome da diversão de uns tantos?

Cabe ainda mencionar que a homologação de drones (sic) pela ANATEL, na realidade, dos equipamentos de radiocomunicação, visa a garantir que as frequências e potências utilizadas não interfiram em outros serviços de telecomunicações, sem oferecer qualquer tipo de proteção a este “elo mais fraco da cadeia sistêmica”, tal como ocorre com os conhecidos links wi-fi de acesso à internet.

Em espaços confinados, como estádios, arenas e centros de convenção, não sujeitos a regulamentação e fiscalização pela ANAC ou DECEA, a operação de drones, ainda que com aparelhos de menor peso e a menores velocidades (nem sempre…), pode envolver energias de 1.000-4.000 uE, condição para acidentes de altíssima severidade, em caso de perda de controle por falha na radiocomunicação ou manobra arriscada do operador.

Notar que não estamos tratando (ainda) de mal intencionados, hackers, criminosos ou terroristas, para os quais os drones podem constituir poderosas (e aterradoras) ferramentas de trabalho. Por ora, isto pode nos tranquilizar, ou nos preocupar ainda mais.

O atento leitor deve ter percebido que se trata aqui de equipamentos, na realidade, de sistemas, de alta complexidade e que envolvem múltiplas disciplinas e tecnologias, além do fator humano, cujas falhas ou operação incorreta podem representar perigos reais à população em geral. Uma atitude de certo “laissez-faire” por parte dos reguladores, em tal contexto, não é de fácil compreensão.

É evidente e urgente a necessidade de debates mais amplos e do estabelecimento de políticas públicas relativas ao tema, dos quais participem segmentos diversificados da sociedade, seus agentes especializados, como, os do direito aeronáutico e das tecnologias de informação e comunicação, da segurança pública e privada, das agremiações de pilotos e de outros serviços aéreos tripulados e, antes que venham a acontecer, da prevenção e investigação de acidentes aeronáuticos.

Caso contrário, podemos voltar a Shakespeare, 1600, com “mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia”. Só que, desta vez, com riscos mais tangíveis e menos filosóficos.

Autor: Eduardo de Vasconcellos é Mestre (MSc.) em engenharia de sistemas COPPE/UFRJ, consultor de empresas em operações e negócios com RPAS, membro da Association for Unmanned Vehicles International, da Air Traffic Control Association e do International Council for Systems Engineering.  ([email protected])

Ministério da Defesa é novo desafio legal para os Drones

Emerson Granemann – CEO da MundoGEO
Idealizador da feira Droneshow
Coordenador do Fórum Empresarial de Drones

Empresários do setor de drones têm superado vários desafios para trabalhar na legalidade. Regras e uma infinidade de procedimentos são exigidos pela Anatel, DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) e ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).

Bluesky_UAV12Ressalte-se que tudo isso é necessário para garantir segurança nas operações. Todo o cuidado é pouco para evitar acidentes que possam comprometer o setor. Eles com certeza vão acontecer, mas devido ao controle, será mais fácil identificar as causas e eventualmente punir os responsáveis. Ou seja, há segurança jurídica para o setor decolar.

Das 700 empresas que mapeamos neste início do ano, temos percebido que a maioria está buscando atender todas as exigências. Ressalte-se que os processos estão sendo agilizados, utilizando-se os recursos tecnológicos nas plataformas do DECEA e ANAC.

O novo desafio agora, para os empresários do setor que querem atuar na produção de mapeamentos, é atender as regras do Ministério da Defesa. A legislação atual, está nestes links abaixo:

Geoinformação e Aerolevantamento

Legislação Relacionada

  1. Decreto-Lei nº 1.177, de 21 de junho de 1971: Dispõe sobre Aerolevantamentos no Território Nacional
  2. Decreto Nº 2.278, de 17 de julho de 1997: Regulamenta as Atividades de Aerolevantamento no Território Nacional
  3. Portaria Normativa nº 953/MD, 16 de abril de 2014: Dispõe sobre a adoção de procedimentos para a atividade de aerolevantamento no Território Nacional
  4. Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986: Dispõe sobre o Código Brasileiro de Aeronáutica
  5. Decreto nº 7.845, de 14 de novembro de 2012: Regulamenta procedimentos para credenciamento de segurança e tratamento de informação classificada em qualquer grau de sigilo, e dispõe sobre o Núcleo de Segurança e Credenciamento

Sabemos que o Ministério da Defesa está se movimentando para atender esta nova demanda. Os gargalos são dar agilidade no registro das empresas e na liberação das missões para cada operação.

Um desafio adicional é caracterizar o que será considerado ou não aerolevantamento. Muitas das aplicações utilizando drones, hoje, partem da obtenção de medidas da superfície terrestre. O que será e o que não será considerado aerolevantamento?

Em paralelo ao tema da legislação, um ponto importante são as empresas que executam estes projetos possuírem profissionais habilitados e que entendam do assunto. Além disso, as empresas devem usar drones, sensores, inteligência embarcada e software de pós processamento adequados para esta função.

O que posso afirmar que este é um caminho sem volta. Assim como os satélites revolucionaram o setor de coleta de dados, antes dominado pelos aviões tripulados, agora a plataforma drone promete ser disruptiva, pois além de ser mais uma opção, proporciona um novo modelo de negócios para empresários sérios que que querem trabalhar com segurança nas operações e qualidade na prestação de serviços.

Esperamos e temos convicção que o Ministério da Defesa saberá entender este novo momento do setor. Modernizar a legislação é fundamental, pois ela foi concebidas quando as premissas eram outras. No final da contas, quem mais vai sair ganhando são os usuários dos dados,que terão mais uma opção de escolha para atender suas necessidades de informações para tomada de decisões inteligentes.

Este assunto será abordado no IV Fórum Empresarial que acontece na cidade de São Paulo no dia 26 de outubro. Nos dois dias anteriores, serão realizados cursos, que são: Como ganhar dinheiro com Drones, Processamento de Imagens, Drones para Topografia,, Drones para Mapeamento e Drones para Agricultura.

Confira a programação completa

Durantes os três dias ocorrerá no local uma mostra de drones e da inteligência embarcada.

Mais informações:
[email protected]
(41) 3338-7789 | (11) 4063-8848 | WhatsApp: +55 (41) 999 191 357

Fórum DroneShow 2017 acontece em outubro na capital paulista

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São Paulo – O Fórum DroneShow 2017 acontecerá nos dias 24 a 26 de outubro de 2017 na cidade de São Paulo no Hotel Meliá Ibirapuera localizado na zona sul da capital paulista, Av. Ibirapuera, 2534.

O evento terá a finalidade de reunir a comunidade do setor de drones para promover atualização profissional, ampliação de networking, promoção de negócios, avaliação da legislação e debates sobre tendências do mercado.

O Fórum terá duração de 3 dias, contendo 4 cursos e o IV Fórum Empresarial de Drones. Até o dia 31 de agosto o valor de participação para cada atividade é de R$ 396,00. Depois dessa data passa para R$ 495,00 e fica até o dia 30 de setembro. Após essa data ficará em R$ 597,00.

III Fórum de Empresários de Drones aconteceu no dia 08 de maio em São Paulo. Foto: Eduardo Alexandre Beni.
III Fórum de Empresários de Drones aconteceu no dia 08 de maio em São Paulo. Foto: Eduardo Alexandre Beni.

No dia 24/10 acontece o curso de “Drones para Mapeamento“, no dia 25/10 acontecem os cursos de “Processamento de Imagens obtidas por Drones” e “Drones para Topografia“. No dia 26/10 acorrerá o último curso, “Drones na Agricultura“.

O IV Fórum Empresarial de Drones acontecerá no dia 26/10, das 09h00 às 17h30min e prevê a participação de entidades reguladoras do setor (ANAC, DECEA e Ministério da Defesa) e, segundo os organizadores, haverá um representante da Polícia Militar do Estado de São Paulo para relatar como estão sendo as fiscalizações aos prestadores de serviços e operadores de drones.

III Fórum de Empresários de Drones aconteceu no dia 08 de maio em São Paulo. Foto: Eduardo Alexandre Beni.
III Fórum de Empresários de Drones aconteceu no dia 08 de maio em São Paulo. Foto: Eduardo Alexandre Beni.

A Programação do evento está finalizada e os assuntos foram definidos pela organização, confira:

9h às 9h30 – Histórico do Fórum e pesquisas de mercado elaboradas pela Plataforma Dronegócios.
Palestrante: Emerson Granemann – Fundador da MundoGEO, idealizador da DroneShow e moderador do Fórum Empresarial DroneShow

9h30 às 10h45 – Avaliação dos primeiros meses após a regulamentação do setor.
Debatedores:
• Roberto Honorato – ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil)
• Coronel José Alberto Vargas – DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo)

11h às 12h30 – Tipificação do Aerolevantamento e registro de empresas que usam drones para esta finalidade, no Ministério da Defesa.
Palestrante: Major Jaymerino Pereira da Silva Júnior – Ministério da Defesa

14h às 14h30h – Novidades sobre a habilitação para pilotos BVLOS (acima de 120 metros de altura e além da linha de visada).
Palestrante: Rafael Gasparini – ANAC (Agência Nacional da Aviação Civil)

14:30h às 15h – Fiscalização oficial e boas práticas do uso de drones.
Debatedores:
• Lincoln Kadota – Representante da AMB (Associação Brasileira de Multirrotores)
• Coronel Paulo Scachetti – Comandante do Grupamento Aéreo da Polícia Militar do Estado de São Paulo
• Carlos Galassi – Diretor da CG Drone

15h às 15h45 – Análise das exigências técnicas e legais nas licitações públicas para contratação de serviços de aerolevantamentos que utilizam drones.
Debatedores:
• Renato Azinelli – Presidente da Engefoto e da ANEA (Associação Nacional de Empresas de Aerolevantamentos)
• Cesar Antonio Francisco – Presidente da Engemap e membro da ANEA
• Edson Jabur – Diretor da VRobotics
• Manoel da Silva Neto – Diretor da Droneng

16h às 17h – Sobre o mercado e a atual regulamentação: com a palavra, os fabricantes nacionais e importadores de drones.
Debatedores:
• Fabricio Hertz – Diretor da Horus
• Ulf Rainer Bogdava – Diretor da Skydrones
• Ramiro Brasil – Diretor da FT Sistemas
• Giovani Amianti – Diretor da XMobots
• Luiz Dalbelo – Gerente da Santiago & Cintra Geotecnologias, representante no Brasil da Sensefly
• Luiz Eduardo R. Passos – Gerente de Produtos da Aldo Componentes Eletrônicos, representante no Brasil da DJI

17h às 17h30 – Próximos passos do Fórum.
Moderador: Emerson Granemann – Fundador da MundoGEO, idealizador da DroneShow e moderador do Fórum Empresarial DroneShow.

Será possível participar deste IV Fórum presencialmente ou acompanhar online (neste caso, as perguntas poderão ser feitas via chat). Poderão participar do evento, as pessoas que já estão ou querem empreender no setor e também os contratantes dos serviços que desejam conhecer o potencial e as aplicações da tecnologia.

Em paralelo ao Fórum, haverá uma Mostra de Tecnologia Embarcada e Drones com acesso restrito aos inscritos em uma ou mais atividades do Fórum DroneShow.

Desconto Especial

Para os profissionais das Organizações Públicas que pretenderem participar do evento terão desconto especial (10%) oferecido pela organização do Fórum (MundoGeo).

Para fazer sua inscrição basta enviar e-mail para Jarbas Raichert Neto, MundoGEO: [email protected] ou ligar para (41) 3338-7789, dizendo que teve conhecimento do evento através do Portal Piloto Policial – Drone Policial e passar os dados e assuntos de interesse (4º Fórum de Empresários de Drones e/ou cursos e seminários Droneshow).

DECEA publica AIC sobre emprego de drones por órgãos de Segurança Pública e pela Receita Federal

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) publicou nova regulamentação contendo os procedimentos e responsabilidades necessárias para o acesso ao espaço aéreo brasileiro para as aeronaves remotamente pilotadas operadas pelos órgãos de Segurança Pública, Defesa Civil e Receita Federal.

Drone utilizado pela Polícia Militar de São Paulo.
Drone utilizado pela Polícia Militar de São Paulo.

Essa regras valerão para as operações realizadas exclusivamente pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, Polícias Civis, Polícias Militares, Corpo de Bombeiros Militares e Receita Federal do Brasil.

A Circular de Informações Aeronáuticas (AIC) N – Nº 24/17 passará a vigorar a partir do dia 28 de agosto. A AIC está disponível no site do DECEA para consulta. As regras da Circular serão aplicadas para as RPA que possuam Peso Máximo de Decolagem (PMD) igual ou inferior a 25 Kg.

O regulamento trata das responsabilidades do operador e aponta a necessidade dos órgãos adotarem medidas de prevenção, visando à garantia da segurança da população, animais e propriedades no solo. A norma estabelece ainda a elaboração de procedimentos padronizados de operação e de segurança de voo, além de prover meios de coordenação para que os pilotos (operadores) possam realizar suas operações com um nível adequado de segurança.

O DECEA vem atualizado seus regulamentos e a atenção dada pelo órgão às operações realizadas pelo Estado propicia o emprego seguro dessa nova tecnologia em prol da segurança das pessoas e do patrimônio.

AIC  N  24/17 – 28 AGO 2017

Saiba mais:

DECEA publica AIC sobre emprego de drones por Guardas Municipais e órgãos da Administração Pública

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) publicou nova regulamentação contendo os procedimentos e responsabilidades necessárias para o acesso ao espaço aéreo brasileiro para as aeronaves remotamente pilotadas operadas por Órgãos ligados aos Governos Federal, Estadual ou Municipal.

Drone é usado em São Paulo no serviço da Guarda Municipal. Programa Dronepol.
Drone usado em São Paulo no serviço da Guarda Municipal. Programa Dronepol.

Essa regras valerão para as operações realizadas exclusivamente pelas Guardas Municipais, Prefeituras, Ministérios, Secretarias, Agências Reguladoras e Organizações Militares.

A Circular de Informações Aeronáuticas (AIC) N – Nº 23/17 passará a vigorar a partir do dia 28 de agosto. A AIC está disponível no site do DECEA para consulta. As regras da Circular serão aplicadas para as RPA que possuam Peso Máximo de Decolagem (PMD) igual ou inferior a 25 Kg.

Segundo o regulamento as operações aéreas dos órgãos ligados ao Governo compreendem as atividades típicas de prevenção relacionadas à saúde pública, da população e de fiscalização e acompanhamento, como: recadastramento imobiliário, monitoramento de segurança e combate a endemias.

O regulamento trata das responsabilidades do operador e aponta a necessidade dos órgãos adotarem medidas de prevenção, visando à garantia da segurança da população, animais e propriedades no solo. A norma estabelece ainda a elaboração de procedimentos padronizados de operação e de segurança de voo, além de prover meios de coordenação para que os pilotos (operadores) possam realizar suas operações com um nível adequado de segurança.

O DECEA vem atualizado seus regulamentos e a atenção dada pelo órgão às operações realizadas pelo Estado propicia o emprego seguro dessa nova tecnologia em prol da segurança das pessoas e do patrimônio.

AIC  N  23/17 – 28 AGO 2017

Saiba mais:

Drone é apreendido ao sobrevoar unidade prisional com celulares

Minas Gerais – Na madrugada da última quarta-feira (15.08), um Agente de Segurança da Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga, em Uberlândia, conseguiu apreender um drone que sobrevoava os pavilhões da Unidade Prisional. O aparelho transportava dois celulares e carregadores destinados a presos da Penitenciária.

Drone é apreendido ao sobrevoar unidade prisional com celulares.
Drone é apreendido ao sobrevoar unidade prisional com celulares.

A direção da Penitenciária confeccionou o Boletim de Ocorrência e irá apurar o caso por meio de um procedimento administrativo interno. O drone e os celulares foram encaminhados para a Polícia Civil, que investigará o fato.

Para a Superintendente de Segurança Prisional da SEAP, Sara Simões Pires, a ação da Unidade merece reconhecimento por ter evitado a entrada de objetos ilícitos na Penitenciária. “Os servidores estão atentos ao cumprimento de suas funções, e seguem as determinações da Secretaria em prol da segurança.”

O Secretário de Estado de Administração Prisional, Desembargador Francisco Kupidlowski, elogiou a atuação da equipe de Agentes de Segurança Penitenciários que estava de plantão e reforçou o compromisso da Secretaria em promover cada vez mais ações de prevenção e repressão à entrada de objetos ilícitos nas unidades prisionais do Estado.

Defesa Social de Minas Gerais.

Conflitos Agrários – PM utiliza drones em reintegrações de posse no extremo sul baiano

Bahia – A CIPE/Mata Atlântica (CAEMA), Companhia Independente de Policiamento Especializado em bioma de mata atlântica, tem utilizado Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (RPAS) nas operações de cumprimento de mandados judiciais de reintegração de posse.

PM utiliza drones em reintegrações de posse no extremo sul baiano. Foto: Divulgação.
PM utiliza drones em reintegrações de posse no extremo sul baiano. Foto: Divulgação.

O equipamento é essencial para aumentar a consciência situacional por meio do levantamento aéreo de informações sobre as áreas de conflito, através do monitoramento da movimentação de pessoas e, também, é essencial para promover a estratégia de tomada de decisão, a fim de melhor distribuir os policiais no terreno conflagrado e alcançar os resultados esperados com a operação.

No dia 25 de julho, no município de Caravelas, o RPAS foi utilizado, pela primeira vez, em conflitos agrários. Entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, as reintegrações de posse ocorreram no município de Santa Cruz Cabrália, em conjunto com o 8º BPM/Porto Seguro, para o cumprimento de ordem da Justiça Estadual.

Nesta terça-feira (15), no município de Eunápolis, durante o atendimento ao cumprimento de mandado de reintegração de posse expedido pela Justiça Federal e em apoio à Polícia Federal, o RPAS foi mais uma vez utilizado tendo contribuído para garantir a integridade física dos envolvidos, para evitar conflitos e para concorrer positivamente com o sucesso dos resultados da operação.

A aeronave remotamente pilotada e o piloto remoto foram cedidos da frota e do efetivo do 8º BPM/Porto Seguro, respectivamente. Essa unidade tem alcançado importantes resultados práticos com o uso de RPAS na segurança pública, sendo possível, principalmente, identificar alvos e comportamentos agressivos de grupos de pessoas, antes da chegada dos policiais militares à área de atuação.

Assim, potencializa-se o emprego de pessoal, preserva-se a integridade física dos envolvidos, além de garantir a efetividade dos resultados das operações desenvolvidas em prol da estabilidade da sociedade baiana.

PM utiliza drones em reintegrações de posse no extremo sul baiano. Foto: Divulgação.
PM utiliza drones em reintegrações de posse no extremo sul baiano. Foto: Divulgação.

Comunicação Social CIPE/Mata Atântica (CAEMA).

DJI diz que está desenvolvendo opção para pilotos poderem voar sem transferência de dados pela Internet

EUA – O exército dos EUA disse recentemente que estava removendo todo o equipamento DJI de suas operações devido a “vulnerabilidades cibernéticas”, no que foi um golpe para a imagem pública do fabricante chinês de drones.

Em resposta, a empresa DJI publicou Press Release informando que está desenvolvendo um novo modo de dados locais que estará disponível nas próximas semanas para versões futuras de aplicativos DJI. Isso impedirá o tráfego de internet de seus aplicativos de controle de voo, a fim de fornecer garantias de privacidade de dados para governos e empresas.

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Os aplicativos de controle de voo do DJI rotineiramente se comunicam pela internet para que um drone tenha os mapas locais mais relevantes e os dados de georreferência, as versões mais recentes do aplicativo, os requisitos corretos de freqüência de rádio e energia e outras informações que melhorem a segurança e a funcionalidade do voo. Quando um piloto habilitar o modo de dados locais, as aplicações DJI pararão de enviar ou receber dados através da internet, dando aos clientes garantias sobre a privacidade dos dados gerados durante seus voos.

“Estamos criando o modo de dados locais para atender às necessidades de nossos clientes corporativos, incluindo organizações públicas e privadas que estão usando a tecnologia DJI para realizar operações sensíveis em todo o mundo”, disse Brendan Schulman, vice-presidente de políticas e assuntos jurídicos da DJI. “A DJI está empenhada em proteger a privacidade das fotos, vídeos e registros de voos de seus clientes. O modo de dados locais proporcionará garantias adicionais aos clientes com maiores necessidades de segurança de dados “.

Como bloqueia todos os dados da Internet, o uso do modo de dados locais significa que as aplicações DJI não atualizarão mapas ou informações de georreferência, não notificarão os pilotos de restrições de voo ou atualizações de software recém-emitidas e poderão resultar em outras limitações de desempenho.

No entanto, proporcionará um nível aprimorado de garantia de dados para voos sensíveis, como os que envolvem infra-estrutura crítica, segredos comerciais, funções governamentais ou outras operações similares.

A DJI disse reconhecer a importância da privacidade de dados para seus clientes e que não coleciona ou tem acesso a registros de voos de usuários, fotos ou vídeos, a menos que o usuário opte por compartilhar aqueles, sincronizando os logs de voos com servidores DJI, carregando fotos ou vídeos para o site SkyPixel da DJI ou enviando fisicamente o drone para o DJI para realização de serviço.

O modo de dados locais está em desenvolvimento há vários meses e será incluído em versões futuras de aplicativos DJI, começando nas próximas semanas. Os aplicativos do DJI incluem DJI GO, DJI GO 4, DJI XT Pro, DJI Pilot e Ground Station Pro, que são executados em smartphones e tablets que controlam o drone ou se conectam à unidade de controle remoto do drone. O recurso do modo de dados locais pode não estar disponível em locais onde uma conexão à internet é necessária ou altamente recomendável devido a regulamentos ou requisitos locais.

PSAAC e ALEA pretendem desenvolver padrões que abordem o uso seguro, eficiente e ético de drones pela segurança pública

EUA – A Comissão de Credenciamento de Aviação de Segurança Pública (PSAAC) divulgou no dia 01/08 o primeiro rascunho de padrões para o uso de sistemas de pequenas aeronaves não tripuladas (Small Unmanned Aircraft System – sUAS) – drones – por agências de segurança pública americanas e canadenses.

Thehigherlearning.com
Polícia estadual de Michigan foi a primeira agência a receber autorização do FAA para emprego de drone em 2015. Thehigherlearning.com

À medida que a integração da tecnologia sUAS nas operações de segurança pública aumenta, a PSAAC e a Airborne Law Enforcement Association (ALEA) elaboraram norma para desenvolver padrões que abordem o uso seguro, eficiente e ético de aeronaves não tripuladas para todas as missões de segurança pública.

Os novos padrões sUAS contêm cinco seções e também fornecem orientações sobre o uso tático, legal e ético das sUAS:

  • Administração,
  • Operações de Voo,
  • Segurança,
  • Treinamento,
  • Manutenção.

Os padrões fornecem um conjunto de melhores práticas para as agências que já estão usando, ou considerando o uso de pequenas aeronaves não tripuladas (drones). A adesão a essas normas garantirá à comunidade civil que sua agência de segurança pública está operando de acordo com práticas bem estabelecidas, seguras, eficientes e éticas.

Os membros da ALEA poderão rever o rascunho dos padrões da sUAS e enviar seus comentários, recomendações ou preocupações on-line através do portal disponibilizado no site da ALEA entre os dias 1 de agosto e 30 de setembro de 2017.

Os Padrões com comentários serão revisados por ambos os Conselhos. Uma vez adotada, a versão final dos Padrões será publicada e estabelecerá os padrões e diretrizes de melhores práticas da indústria para unidades de segurança pública – UAS nos EUA e no Canadá.

A Comissão de Credenciamento de Aviação de Segurança Pública é uma organização sem fins lucrativos fundada para promover operações aéreas seguras, eficazes e eficientes em segurança pública através do cumprimento voluntário dos padrões de melhores práticas.

Clique aqui e confira a MINUTA

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Exército dos EUA interrompe o uso dos drones DJI por causa de “vulnerabilidades cibernéticas”

EUA – De acordo com um memorando do exército dos EUA obtido pelo site sUAS News, o Laboratório de Pesquisa do Exército e a Marinha americana concluíram que existem riscos operacionais associados ao equipamento DJI. A medida tem como motivo o aumento do risco de “vulnerabilidades cibernéticas” com produtos da empresa chinesa.

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O  exército dos EUA baseia suas decisões em dois documentos. O primeiro intitulado “A vulnerabilidade da tecnologia DJI UAS e vulnerabilidades de usuários” é um relatório classificado em maio de 2017 pelo Laboratório de Pesquisa do Exército.

O segundo documento é um memorando da Marinha denominado “Riscos Operacionais com Saudações para DJI Family of Products” também datado de maio de 2017.

Falando ao sUAS News via e-mail, o gerente de relações públicas do DJI, Michael Perry, disse que “Estamos surpresos e desapontados por ler relatórios sobre a restrição não autorizada do exército dos EUA sobre os drones de DJI, pois não fomos consultados durante a decisão. Estamos felizes em trabalhar diretamente com qualquer organização, incluindo o exército dos EUA, que tem preocupações sobre a gestão de problemas cibernéticos. Falaremos com o exército dos EUA para confirmar o memorando e entender o que é especificamente designado por ‘vulnerabilidades cibernéticas'”.

Um porta-voz do Exército dos EUA respondeu ao sUAS News através de e-mail que “Podemos confirmar que essa orientação foi emitida, no entanto, estamos atualmente revisando a orientação e não podemos comentar mais neste momento”.

Até a data desse memorando, tanto o exército quanto a marinha dos Estados Unidos utilizavam mais de 300 dispositivos da DJI. Nos casos de drones comuns, acessíveis ao público normal, a DJI armazenava em servidores nos EUA, China e Hong Kong informações pessoais dos usuários, indo de dados dos usuários até as fotos e vídeos produzidos com os dispositivos, passando pelo posicionamento exato das aeronaves.

Ainda em maio desse ano, a sUAS News publicou uma denúncia que mostrava que esses dados registrados pelos drones civis da DJI chegavam a ser acessíveis por meio de uma simples procura na ferramenta de busca da Google, tudo sem consenso dos usuários.

Kevin Pomanski escreveu um artigo interessante no início deste ano sobre a coleta de dados do DJI e disse: “Agora compartilho que há uma situação sobre a coleta de informações relacionadas ao UAS em curso por um longo período de tempo. Envolve o uso de drones DJI para coletar dados de áudio, vídeo e telemetria em todos os voos do globo. Os detalhes aqui compartilhados são talvez conhecidos por um número limitado de proprietários e usuários mundiais da tecnologia DJI. Eu sinto que esse tipo de conhecimento é algo que cada piloto de UAS e toda pessoa / empresa / agência precisa entender”.

Agências federais americanas, recentemente, proibiram drones “estrangeiros” de sobrevoar eventos do governo, a menos que tivessem equipamentos feitos na América. Alegaram ter preocupações de segurança, pois acreditam que os dados podem estar sendo compartilhados inconscientemente.

DJI é a marca de drone mais vendida na América do Norte, de acordo com a Skylogic Research. Os analistas da Goldman Sachs e Oppenheimer estimaram em 2016 que o DJI tinha cerca de 70% do mercado comercial mundial e consumidor de drones. Os analistas da Goldman estimaram que o mercado, incluindo o militar, valeria mais de US$ 100 bilhões nos próximos cinco anos.

Outra notícia foi a proibição de voos de drones em qualquer lugar perto das bases militares (mais especificamente, a menos de 400 pés das conhecidas 133 bases militares dos EUA) e foi dada permissão para derrubar esses drones quando apropriado, mas isso parece apontar para algo muito mais delicado e sofisticado – o medo dos estados estrangeiros de obter dados visuais, geográficos e informações das atividades militares dos EUA.

Quais são as ameaças?

Oficialmente, o exército dos EUA evoca a “maior conscientização das vulnerabilidades cibernéticas associadas aos produtos DJI” para justificar a proibição. Até agora, parece que nenhuma violação ou ataque de segurança real foi cometido através de produtos DJI. Assim, esta é uma medida preventiva baseada em uma vulnerabilidade potencial. Mas de que tipo de vulnerabilidade estamos falando?

Essencialmente, um drone é uma aeronave em movimento que transporta uma câmera e vários sensores capazes de distribuir sua posição precisa por GPS e rastrear alguns espectro de freqüência de rádio (banda de 2,4 GHz e 5,8 GHz).

Em outras palavras, este é um potencial espião capaz de produzir imagens de alta definição e inteligência, juntamente com uma localização precisa. Como os drones DJI gravam todas as informações em sua memória interna (ou através de um tablet e telefone), esses dados podem ser recuperados por uma entidade hostil. Independentemente, algumas imagens e coordenadas GPS não são muito úteis. No entanto, todos juntos, esta enorme quantidade de dados pode ajudar a desenhar uma imagem maior em locais estratégicos. Pense nas bases dos EUA no exterior. Um drone que voe sobre a área poderia distribuir o tipo de unidades presentes.

Além disso, a maioria dos produtos DJI são usados em conjunto com a aplicação DJI em um smartphone. Assim, a aplicação tem acesso aos dados e sensores do telefone (câmera, microfone, rede Wi-Fi local, contatos, etc.).

A crescente popularidade dos drones aumentou as preocupações de privacidade e segurança.

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Tradução

ASSUNTO: interromper o uso da Dajiang Innovation (DJI) Corporation Unmmaned Aircraft Systems

1. Referências:

a. Relatório do Laboratório de Pesquisa do Exército (ARL), “Ameaças e vulnerabilidades da tecnologia DJI UAS”, datado de 25 de maio de 2017 (Classificado).

b. Memorando da Marinha, “Riscos Operacionais com Saudações para DJI Family of Products”, datado de 24 de maio de 2017.

2. Contexto: os produtos DJI Unmanned Aircraft Systems (UAS) são os programas não corporativos de registro comercial mais utilizados pelo Exército. A Direção de Engenharia de Aviação do Exército emitiu mais de 300 certificados de aeronavegabilidade para os produtos DJI em apoio a várias organizações numa variedade de missões. Devido ao aumento da conscientização sobre as vulnerabilidades cibernéticas associadas aos produtos DJI, é indicado que o Exército dos EUA interrompa o uso de todos os produtos DJI. Esta orientação aplica-se a todos os DJI UAS e a qualquer sistema que empregue componentes elétricos DJI ou software, incluindo, mas não limitado a, computadores de voo, câmeras, rádios, baterias, controladores de velocidade, unidades de GPS, estações de controle de mão ou dispositivos com aplicativos de software DJI instalados .

3. Determinação: Cesse o uso, desinstale todos os aplicativos DJI, remova todas as baterias / suportes de armazenamento dos dispositivos e garanta que o equipamento esteja seguro.

Com Informações de TECMundo, BBC, Reuters, Cinema5D, FstopperssUAS News.

Drone nas proximidades do Aeroporto de Lisboa obriga dois voos a abortarem o pouso

Portugal – A presença de um drone nas proximidades do Aeroporto de Lisboa obrigou, no domingo (6), dois voos a abortarem o pouso, tendo um deles divergido para o Aeroporto do Porto, confirmou nesta terça-feira a agência Lusa, ANA – Aeroportos.

“Confirmamos que recebemos informações, onde vários comandantes reportaram à NAV [entidade responsável pela gestão do tráfego aéreo] a existência de um drone na aproximação da pista 03, fora do alcance visual a partir do aeroporto. A situação foi comunicada à PSP”, disse a ANA – Aeroportos de Portugal em comunicado.

Aeroporto de Lisboa. Foto: Reuters.
Aeroporto de Lisboa. Foto: Reuters.

O Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP) disse que recebeu uma chamada às 18h45 de domingo, sobre a presença de um ‘drone’ (veículo aéreo não tripulado) sobrevoando a Avenida Estados Unidos da América, em Lisboa, acrescentando que, quando os policiais chegaram ao local, “já não encontraram nada”.

A ANA diz que não foi necessário fechar o aeroporto, mas a ocorrência afetou vários voos.

“O aeroporto não esteve fechado, no entanto, de forma preventiva, duas aeronaves foram instruídas pela torre de controle interromper a aproximação, uma das quais decidiu divergir para o Porto”, sublinha a gestora dos aeroportos nacionais.

Fonte oficial da NAV explicou que um avião da companhia aérea Ryanair, proveniente de Marselha, “foi instruído” pela torre de controle a abortar uma primeira aproximação quando já estava na fase final da mesma, tendo pousado uns minutos depois sem qualquer problema.

O segundo voo trata-se de um avião da Easyjet, proveniente de Paris, que, depois de também ter abortado o pouso, seguindo instruções dadas pelos controladores de voo, optou por divergir para o Aeroporto do Porto.

A NAV acrescenta que os pousos no Aeroporto de Lisboa “estiveram suspensas entre as 18h40 e as 18h52” e que o incidente com o ‘drone’ “atrasou o pouso de outros cinco voos”.

Na resposta escrita, a ANA – Aeroportos reconhece que estas ocorrências devem ser analisadas com “a máxima seriedade”.

“Todas as situações que podem representar um risco para a segurança dos voos são consideradas com a máxima seriedade. Tratando-se de um incidente no espaço aéreo, sugerimos o contacto com a NAV e com a ANAC [Autoridade Nacional da Aviação Civil] para coleta de informação mais pormenorizada sobre o incidente”, salienta a ANA – Aeroportos.

A aviação civil reportou até esta terça-feira, 17 ocorrências com ‘drones’ desde a entrada em vigor do regulamento (13 de janeiro), que proíbe o voo destes aparelhos a mais de 120 metros de altura e nas áreas de aproximação e descolagem dos aeroportos.

Estes incidentes com ‘drones’, quase todos registados nas proximidades dos aeroportos de Lisboa e do Porto, acontecem quando estes aparelhos violam o regulamento e aparecem na vizinhança, nos corredores aéreos de aproximação aos aeroportos ou na fase final de aterragem, a 400, 700, 900 ou a 1.200 metros de altitude, segundo alguns destes relatos.

Dois dos últimos incidentes com ‘drones’ aconteceram na tarde de 10 de julho, no Porto, e na manhã seguinte, em Lisboa: Em 10 de junho um Airbus 320 da Brussels Airlines “passou por um ‘drone’ que estava à sua direita”, a 1.800 metros de altitude, pelas 13h45, pouco depois de ter descolado do Aeroporto do Porto, disse fonte aeronáutica à Lusa.

Pelas 08h de 11 de julho, na zona de Alcântara, um Embraer 190 da TAP, proveniente de Nice, em França, reportou um ‘drone’ a 600 metros de altitude, quando se preparava para aterrar no Aeroporto de Lisboa.

O Conselho de Ministros aprovou em julho o decreto-lei que estabelece um sistema de registo obrigatório de ‘drones’, impondo um seguro de responsabilidade civil e criando um regime sancionatório, para reforçar a segurança dos cidadãos e proteger o setor. O documento irá ainda para consulta pública.

Fonte: Agência de Notícias de Portugal, via Expresso.

Helicóptero e drone foram utilizados pela PM da Bahia em operação de erradicação da maconha

Bahia – Uma das maiores plantações de maconha no estado foi descoberta na manhã desta terça-feira (8), na região norte do Estado. Estima-se que 200 mil pés da droga, que correspondem a aproximadamente 30 toneladas, eram cultivados entre os distritos de Ilha Redonda, em Curaçá, e Pedra Branca e Ibó, em Abaré.

Helicóptero e drone são utilizados pela Polícia Militar na descobre de plantação de maconha.
Helicóptero e drone são utilizados pela Polícia Militar na descobre de plantação de maconha.

O comandante da Companhia Independente de Policiamento Especializado/Caatinga da Polícia Militar, major Wildon Reis, esclarece que foi utilizado um drone para localizar a plantação.

“Esta ferramenta é fundamental para a descoberta deste e de outros cultivos da droga na região”, destacou, mencionando ainda o empenho das equipes de inteligência das unidades envolvidas na ação. A região fica próxima ao ‘Polígono da Maconha’, como é conhecida o conjunto de 13 municípios localizados entre os estados da Bahia e de Pernambuco.

Além da Cipe/Caatinga participam da operação equipes do Grupamento Aéreo (Graer) da Polícia Militar, do 20º BPM e da 45ª CIP (Curaçá). As unidades permanecem na roça, promovendo a retirada da droga. Major Wildon Reis acredita que serão necessários mais de 10 dias para concluir a retirada de toda a plantação, que será posteriormente incinerada.

Helicóptero e drone são utilizados pela Polícia Militar na descobre de plantação de maconha.
Helicóptero e drone são utilizados pela Polícia Militar na descobre de plantação de maconha.

Fonte: Ascom BA/Kelly Hosana.

Polícia Marítima de Portugal apreende drone que filmava acidente de avião na Costa de Caparica

Portugal – A Polícia Marítima portuguesa deteve o operador de um drone e seu aparelho quando filmava o local onde uma aeronave, com duas pessoas, havia feito um pouso de emergência na faixa de areia da praia de São João, Costa da Caparica, nessa terça-feira (02). O avião atingiu duas pessoas, que faleceram.

Foto: Vítor Mota
Foto: Vítor Mota

As duas vítimas são um homem de 56 anos e uma menina de 8 anos de idade que se encontravam na praia e foram surpreendidas quando a aeronave efetuou o pouso, não conseguindo evitar o choque. Os dois ocupantes da aeronave realizavam voo de instrução. O aluno e o instrutor saíram ilesos do acidente.

Os agentes apreenderam o drone e o rádio controle do proprietário do equipamento a fim de saberem onde ficaram armazenadas as imagens obtidas, explicou o porta-voz da Autoridade Marítima Nacional. O operador foi detido para identificação e porque não estava autorizado a operar o drone naquele local, adiantou o porta-voz, Coelho Dias.

O drone surgiu no local depois que o avião fez o pouso de emergência. Além dos investigadores da polícia, também foram para o local agentes responsáveis do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF). O Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Aéreo também participou da operação.

Foto: Vítor Mota
Foto: Vítor Mota

Com informações de DN, Sabado e Autoridade Marítima Nacional.

Portugal passará a exigir registro dos Drones e contratação de seguro de responsabilidade civil

Portugal – O Governo português aprovou nesta quinta-feira, 27 de Julho, um decreto-lei que estabelece um sistema de registo obrigatório das aeronaves remotamente pilotadas (chamadas de drones) e institui a obrigatoriedade de contratação de seguros de responsabilidade civil que cubram eventuais danos provocados a terceiros por estes aparelhos. (Saiba mais)

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Este diploma visa também estabelecer restrições do ponto de vista da segurança da navegação aérea, tipificando novas infrações aplicáveis à operação deste tipo de aeronave e instituindo um regime sancionatório no caso de descumprimento destas normas, bem como todas as medidas cautelares de segurança, que ficam a cargo da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC).

A norma irá disciplinar a utilização das aeronaves remotamente pilotadas, através da criação de novos mecanismos legais que permitirão uma supervisão e fiscalização mais eficaz da comercialização e utilização destas aeronaves em nível nacional, procurando dissuadir a eventual prática de atividades ilícitas com drones, enquanto não vigorar um regime uniforme de âmbito internacional ou europeu sobre a matéria.

Paralelamente, o Governo anunciou que no próximo mês serão feitos “testes de segurança relativamente à possibilidade de instalação de radares de detecção remota” deste tipo de aeronave nas zonas de proteção dos aeroportos.

O diploma, que ainda poderá ser alterado na sequência da consulta pública, procura dar resposta às preocupações de segurança que surgem devido a condução desse tipo de equipamento próximo de aeroportos e aviões, causando muita insegurança. O Governo estima que as novas regras estejam em vigor no último trimestre deste ano.

De acordo com o ministro do Planeamento, Pedro Marques, que já tinha antecipado as linhas gerais da proposta, o novo regime prevê “o registo dessas aeronaves a partir de um peso de 250 gramas”.

Caso a compra seja feita numa loja física o registo será feito pelo vendedor. Quando a aeronave é de “construção própria” ou de compra online estão previstos mecanismos “alternativos” de registo. O seguro de responsabilidade civil será obrigatório acima de 250 gramas.

“O objetivo é reforçar a segurança dos cidadãos em geral, o direito à privacidade dos cidadãos – este registo também nos permite ter conhecido da operação deste tipo de aeronave que em muitos casos são utilizadas para registo de imagem – e permite-nos ter maior capacidade de prevenção a possíveis incidentes de segurança”, sustentou o ministro.

A proposta baseia-se em ideias que estão sendo debatidas na europa, num regulamento que deverá ser aprovado no próximo ano. O objetivo do Governo é antecipar algumas regras. As aeronaves de maior peso não poderão ser operadas por pessoas com idade inferior a 16 anos a não ser acompanhadas por adultos.

Pedro Marques admite alterações no diploma na sequência da discussão pública. “Mas o objetivo é claro, é o reforço da segurança mas também da operacionalidade deste setor”.

No Brasil já existe o registro dos drones através do sistema da ANAC denominado SISANT e também para suas operações através do sistema denominado SARPAS do DECEA. O Seguro de responsabilidade civil também é obrigatório para os drones acima de 250 gramas.

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Comunicado do Conselho de Ministros.

Reino Unido apresenta estudo sobre a colisão de drones com aeronaves tripuladas

Reino Unido – Os proprietários de drones pesando 250 gramas ou mais terão que registrar detalhes de seus drones para incentivar os proprietários a agir de forma responsável. O movimento segue uma pesquisa de segurança que concluiu que os drones podem danificar os pára-brisas dos helicópteros.

Além disso, os proprietários terão que provar que eles entendem os regulamentos de segurança, segurança e privacidade do Reino Unido. As medidas priorizam a proteção do público e maximizam o potencial total dos drones. Como toda tecnologia, os drones também podem ser mal utilizados.

“Ao registrar drones, apresentando testes de conscientização de segurança para educar os usuários, podemos reduzir a violação inadvertida das restrições do espaço aéreo para proteger o público”, disse o ministro da Aviação, Lord Callanan.

Estudo de segurança

O Departamento de Transportes, a Autoridade de Aviação Militar e a Associação Britânica de Pilotos encomendou um estudo sobre os efeitos de uma colisão no ar de aeronave remotamente pilotada (RPAS, vulgarmente conhecidos como drones) com aeronaves tripuladas.

O estudo foi conduzido pela QinetiQ e Natural Impacts usando laboratórios de teste de colisão e sistemas de modelagem por computador.

Figure 2: 4 kg class drone components
Figure: 4 kg class drone components .

Este relatório foi elaborado em conjunto com partes interessadas com a finalidade de concluir o trabalho realizado pela QinetiQ e analisar como os resultados serão utilizados.

Este estudo teve como objetivo encontrar a menor velocidade de colisão, onde danos críticos poderiam ocorrer em componentes da aeronave. Para efeito deste estudo, foi considerado como dano crítico danos estruturais em componentes da aeronave ou transfixação do drone através do pára-brisas da aeronave.

O estudo chegou às seguintes conclusões:

  1. Os para-brisas de helicóptero sem certificação para colisão com pássaros possuem uma resistência muito limitada ao impacto de um drone, bem abaixo das velocidades de cruzeiro normais.
  2. Os resultados associados ao para-brisas de helicóptero sem certificação para colisão com pássaros também podem ser aplicados aos para-brisas sem certificação da aviação geral.
  3. Para-brisas com certificação para colisão com pássaros possuem maior resistência ao impacto, mas ainda assim são seriamente danificados com impactos de drones em velocidades de cruzeiro normal.
  4. Os helicóptero também são muito vulneráveis ao impacto de um drone, sendo que em testes em sistema computadorizado de modelagem já comprovam falhas nas pás do rotor de cauda com testes de impactos de pequenos componentes de drones.
  5. A construção do drone desempenha um papel significativo no resultado de uma colisão.
  6. Nota-se que drones da classe de 400g, que possuem motores metálicos expostos, causaram danos críticas aos pára-brisas de helicóptero em velocidades de impacto mais baixas do que drone de classe de 1,2 kg, que possuíam seus motores protegidos por material plástico. Acredita-se que tal material tenha absorvido algum choque na colisão, reduzindo os danos do impacto.
  7. Os teste e a modelagem computadorizada mostraram que os impactos com os drones podem causar danos significativamente maiores do que impactos com aves de peso equivalente e a velocidades inferiores aos padrões exigidos na certificação de resistência de para-brisas.
  8. Os pára-brisas da aviação comercial são muito mais resistentes, no entanto o estudo mostrou que existe um risco de danos críticos ao pára-brisas em determinadas condições de impacto:

8.1. Ocorrência de danos críticos em um impacto com velocidades próximas da realidade normal com drones da classe de 1,2 kg;
8.2. Ocorrência de danos críticos aos pára-brisas em velocidades mais altas para impactos com drones a partir da classe de 4 kg.

O estudo resultou em um aumento no conhecimento sobre a gravidade de uma colisão em voo entre um avião e drone. Deve-se notar que para se compreender plenamente o risco em questão, também devem ser realizados estudos para estimar a probabilidade de uma colisão.

Foram elaboradas recomendações de futuros estudos, bem como possíveis mitigações e, somado a avaliação da probabilidade de uma colisão, que serão usados para subsidiar futuras normas e regulamentos sobre o uso de drones.

Veja o estudo completo no link abaixo:

Small Remotely Piloted Aircraft Systems (drones), Mid-Air Collision Study

Tradução livre: Piloto Policial.

Equipe do CICCR do Paraná realiza treinamento sobre uso de drones

Paraná – Policiais do 10º Distrito Policial de Curitiba passaram por uma instrução técnica sobre utilização e normas para uso de drones com representantes do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Segurança Pública do Paraná, na tarde de terça-feira (25).

O capitão da PM Eduil Nascimento Junior e o escrivão Rodrigo Taborda Ribas, ambos do CICC, foram os responsáveis por repassar informações teóricas e explicações sobre veículos aéreos não tripulados (VANT), conhecidos como drone, à equipe da unidade policial (com área de atuação na região do Sítio Cercado, Pinheirinho e Umbará), chefiada pelo delegado Rinaldo Ivanique.

Equipe do CICCR do Paraná realiza treinamento sobre uso de drones. Foto: Divulgação/SESP.
Equipe do CICCR do Paraná realiza treinamento sobre uso de drones. Foto: Divulgação/SESP.

Foram discutidos itens pertinentes à legislação vigente, que permite o uso dos drones por órgãos de segurança pública. “Foi esclarecido que não é possível operação deste tipo de veiculo próximo de aeródromos (aeroportos, pistas de pouso e decolagem), sem um plano de voo. É necessário um período de 48h de antecedência para liberação pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea)”, explica o capitão Nascimento.

Os integrantes da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária possuem documentação e drones cadastrados no Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (Sisant) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Após os comentários teóricos, foi feita uma demonstração com voo de um dos drones do CICC e outro utilizado pelos policiais do 10º DP. Os drones utilizados são classe 3 (até 25 quilos) e podem ser utilizados respeitado o teto de 400 pés (120 metros). Os veículos possuem o cadastro de aeronave não tripulada – uso não recreativo, que é a categoria destinada ao uso policial dos drones.

CENTRO INTEGRADO

Comandado pelo major Adilson Luiz Correa dos Santos, o CICC é uma estrutura de videomonitoramento que conta com tecnologia de ponta para auxiliar o trabalho dos policiais nas ruas.

Além de inibir ações delituosas e de auxiliar na apuração de crimes e infrações, as câmeras direcionadas para o CICC acompanham o desenrolar de eventos com grandes aglomerações de pessoas, como eleições, provas do Enem, jogos esportivos e manifestações populares. O aparato tecnológico também permite o monitoramento dos indivíduos que receberam o benefício da tornozeleira eletrônica como parte do cumprimento da pena, concedido pelo Poder Judiciário.

Fonte: Governo do Paraná.

FLIR promoverá demonstrações do Nano Drone “Black Hornet” no Brasil

A FLIR Unmanned Aerial Systems® (FLIR UAS), nova divisão da Flir Systems, Inc. formada após a aquisição da Prox Dynamics no final de 2016, irá promover através de seu representante no Brasil EMS Consultoria um tour de demonstração do Nano UAS (Unmaned Aerial System) Black Hornet 2 para operadores militares, de segurança pública e de defesa civil. Trata-se de um Sistema Aérea Não Tripulado.

Sargento Carl Boyd, do 1º Batalhão Real de Fusileiros com um helicóptero Black Hornet. O mini espião no céu foi utilizado no Afeganistão.
Sargento Carl Boyd, do 1º Batalhão Real de Fusileiros com um helicóptero Black Hornet. O mini espião foi utilizado no Afeganistão. Foto: SWNS TV.

As demonstrações irão ocorrer entre os dias 21 e 30 de agosto nas capitais que possuem maior concentração de operadores interessados. Os órgãos que quiserem conhecer melhor o sistema deverão enviar um e-mail para [email protected] ou pelo telefone 11 98415-3012, com Denis Cardoso. Segundo os organizadores ainda existem vagas disponíveis para a demonstração.

Após este período de apresentações, está programada a exposição e novas demonstrações do Black Hornet 2 no 6º Encontro Nacional de Aviação de Segurança Pública e Defesa Civil – ENAvSeg 2017, que ocontecerá em conjunto com o Congresso Internacional de Bombeiros e Emergências – CIBE BRAZIL 2017, em Goiânia, no período de 13 a 15 de setembro de 2017.

“Acreditamos que as demonstrações e a exposição na CIBE BRAZIL 2017 serão insuficientes para atender a todos os interessados em conhecer este novo equipamento, que já está sendo comercializado em outros países há mais de quatro anos e agora conta com toda a segurança oferecida pelo nome Flir, por este motivo estamos importando um sistema que será mantido no Brasil para demonstrações aos eventuais interessados que não puderem ser atendidos no tour de demonstração e na CIBE BRAZIL 2017”, disse Edward Starr, diretor da EMS Consultoria.

Sobre o Nano UAS Black Hornet 2

Denominado Sistema de Reconhecimento Pessoal (Personal Reconnaissance System – PRS), o equipamento é composto pelos nano-sensores aéreos Black Hornet e seu sistema de controle e monitor, compondo um sistema compacto e que pode ser lançado manualmente por uma pessoa em campo, permitindo uma vantagem significativa na consciência situacional e planejamento de missão.

O sensor aéreo Black Hornet utiliza uma micro câmera térmica Lépton da FLIR Systems, além de câmeras no espectro visível e possui rotor de baixo consumo de energia e avançada tecnologia e software para controle de voo, estabilização e comunicações.

O SISTEMA PERMITE DEFINIR WAYPOINTS COM ANTECEDÊNCIA. (FOTO: PROX DYNAMICS)
O sistema permite definir waypoints com antecedência. Foto: Prox Dynamics.

O helicóptero Black Hornet é atualmente o drone furtivo mais leve e mais seguro disponível no mercado, oferecendo uma solução de vigilância altamente avançada para as forças militares tradicionais e forças de operações especiais. Pesando menos de 20 gramas, o helicóptero Black Hornet pode voar por até 25 minutos a uma distância de até 1,6 km do operador.

Por suas características de portabilidade, furtividade e facilidade de operação, o Nano UAS Black Hornet é um sistema tático destinado efetivamente ao uso pessoal por integrantes de grupos de forças especiais diretamente envolvidas na operação. O sistema pode ser utilizado por qualquer integrante do grupo totalmente equipado com seus apetrechos normais de missão e não requer um operador exclusivamente para seu transporte e operação.

Os sistemas PD-100® PRS da Flir UAS já estão em uso pelas forças armadas de 19 países aliados da OTAN, e graças a sua simplicidade operacional, o treinamento básico para se tornar um operador desse equipamento leva apenas dois dias.

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Mais um drone é apreendido por agentes na Penitenciária de Charqueadas

Na madrugada de quarta-feira (26), um outro aparelho havia sido abatido; Foto de Divulgação.
Foto: Divulgação SUSEPE.

Rio Grande do Sul – Graças a intensificação da vigilância e a ação rápida dos agentes penitenciários, mais um drone foi apreendido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC). O fato ocorreu por volta das 20 horas da quarta- feira (26).

No equipamento continha dois aparelhos celulares, dois carregadores e cocaína. Para o diretor do Departamento de Segurança e Execução Penal (DSEP), Ângelo Carneiro, as tentativas de levar materiais ilícitos por meio de drone é um ato de desespero dos presos devido a intensificação de revistas nos estabelecimentos prisionais.

Ângelo destacou a atuação dos servidores. “Até agora, nove drones já foram flagrados no perímetro da PASC, sem êxito algum em conseguir deixar drogas e celulares lá”, disse o diretor.

Imprensa Susepe.

Drone ajuda bombeiros no combate a incêndio em vegetação na cidade de Chapecó

Santa Catarina – Nesta segunda-feira (24), o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina utilizou um drone (Phantom 3) para apoiar as equipes em solo em um incêndio em vegetação na cidade de Chapecó.

De acordo com o 1º Ten BM Leonardo Ecco do 6º Batalhão de Bombeiros Militar de Chapecó “o uso do drone foi essencial para monitoramento da evolução do fogo e para tomada de decisão do melhor posicionamento das equipes de combatentes no terreno”.

Drone ajuda bombeiros no combate a incêndio em vegetação na cidade de Chapecó
Drone ajuda bombeiros no combate a incêndio em vegetação na cidade de Chapecó. Divulgação CBMSC.

Com as imagens enviadas pelo drone, as guarnições do ABS-03, ABTR-45 e AR-120, realizaram o controle e combate ao fogo em vegetação na área de reflorestamento da empresa Aurora. A brigada de incêndio da empresa também participou do combate. Foram utilizados sopradores, batedores, bombas de costais para apagar o fogo. Onde era possível entrar a viatura, o ABS-03 foi usado para conter as chamas com água.

As guarnições levaram cerca de 5 horas para controlar e extinguir as chamas. Um produto retardante foi misturado à água das bombas de costais para ajudar na extinção do fogo.

A fumaça prejudicou o trânsito na SC-283 e colocou em risco a empresa de alimentos Bondio que fica nas proximidades, porém não foi constado nenhum prejuízo às instalações da empresa e não houve vítimas. O fogo ficou restrito à vegetação. A área queimada foi estimada em 40 hectares.

Drone ajuda bombeiros no combate a incêndio em vegetação na cidade de Chapecó. Divulgação CBMSC.
Drone ajuda bombeiros no combate a incêndio em vegetação na cidade de Chapecó. Divulgação CBMSC.

IAI assina contrato de cooperação industrial com a DTL e Elcom para produção de VANTs na Índia

A Israel Aerospace Industries Ltd. (IAI), Dynamatic Technologies Ltd (DTL) e Elcom Systems Private Limited anunciaram sua colaboração para cuidar conjuntamente das necessidades do mercado de VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) da Índia. O anúncio se seguiu à assinatura de um contrato de parceria entre as empresas para a produção, montagem e suporte a VANTs na Índia, o qual foi firmado durante a visita do Primeiro Ministro indiano Narendra Modi a Israel.

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O acordo de cooperação dá suporte à infraestrutura existente na Índia para os atuais programas de manutenção, reparos e renovação, ao mesmo tempo em que também adianta a iniciativa “Make in India” do governo indiano. A colaboração das três empresas proporcionará a melhor solução para as Forças Armadas da Índia com base na transferência de tecnologia de ponta para VANT e capacidade de produção da IAI, DTL e Elcom, a fim de oferecer capacitação nativa para sistemas de VANT.

Esse acordo estabelece um vínculo estreito de longo prazo entre a IAI e o governo indiano. Durante 25 anos, a IAI tem trabalhado ao lado do governo indiano e seus serviços militares para prover de maneira satisfatória sistemas e tecnologia de VANT.

Ao longo dos anos, a IAI formou uma infraestrutura robusta de suporte ao cliente por intermédio de muitos parceiros indianos locais de alta qualidade. A nova colaboração estratégica com a DTL e a Elcom firma-se nessa capacidade.

MOU MALAT (3) (1)

Combinadas, a tecnologia de produção aeroespacial de alto nível da DTL e sua experiência com VANTs na Índia, as plataformas tecnológicas da Elcom no campo da eletrônica e das comunicações, e a tecnologia e experiência global da IAI em VANTs certamente assegurará que os clientes indianos recebam os mais avançados sistemas e serviços de VANT.

“A Índia tem sido um dos principais clientes estratégicos da IAI por 25 anos. Por isso, nosso relacionamento com os usuários, clientes e empresas indianas é fundamental. Assim, no futuro próximo pretendemos transferir para a Índia uma significante parte das nossas atividades relacionadas a VANTs conforme a política “Make in India”. Estamos muito satisfeitos em expandir nossa parceria com a Dynamatic, damos as boas-vindas à nossa nova parceira Elcom e, coletivamente, ofereceremos as melhores soluções para a Índia”, declarou Shaul Shahar, vice-presidente executivo da IAI e gerente geral da divisão de Aeronaves Militares da IAI.

MOU MALAT (2) (1)

Udayant Malhoutra, CEO & diretor-gerente da Dynamatic Technologies disse que “Este acordo de cooperação com a IAI para produção local e montagem de VANTs Medium Altitude Long Endurance (MALE) apoiará a visão da Dynamatic para estabelecer um empreendimento de VANT de padrão internacional na Índia. A Dynamatic e a IAI já fizeram parceria recentemente este ano para produzir mini VANTs sob a iniciativa ‘Make in India’. A Dynamatic tem um histórico comprovado de transferência de produção estratégica em setores como o aeroespacial e de defesa, e esta parceria é uma convergência de tecnologia, excelência de produção e formação de capacitação nativa, o que será a chave para que a política ‘Make in India’ seja bem-sucedida”.

“A Elcom Systems tem grande satisfação em fazer parceria com a Israel Aerospace Industries e a Dynamatic Technologies para oferecer serviços de MRO (manutenção, reparos e operações), modernização, atualização e treinamento para a frota indiana de aeronaves remotamente pilotadas da IAI que já opera na Índia há mais de duas décadas. Isso permitirá à IAI incrementar ainda mais a já alta capacidade de serviço de seus VANTs e expandir a política ‘Make in India’ do governo indiano. A Elcom está ansiosa para oferecer seu know-how e experiência em futuros programas na Índia tanto na área de MRO como na produção de sistemas e subsistemas eletrônicos, nas quais é uma fornecedora já consolidada”, afirmou Shiv Vikram Khemka, da Elcom Systems Private Ltd.

PF abandona operação com veículos aéreos não tripulados para combate ao crime organizado

Brasília — Anunciados com pompa no fim do segundo governo Lula como uma grande arma de combate ao crime organizado, os veículos aéreos não tripulados (vants) da Polícia Federal não decolam desde fevereiro de 2016.

Empoeirados, os dois aviões estão parcialmente desmontados em São Miguel do Iguaçu (PR), dentro de um hangar. Do lado de fora, a pista de pouso está coberta por mato. No ar, ficou a promessa de o Brasil comprar até 14 vants, construir quatro bases aéreas fixas e duas móveis e treinar 90 policiais para operar o sistema, com o objetivo de permitir à PF colher o mais valioso ativo no combate ao crime: a informação de inteligência.

Embora o namoro do Brasil com os aviões espiões tenha começado em 2007, na gestão de Tarso Genro (PT), foi só em 2011 que as operações com os dois aviões comprados pelo Brasil da empresa israelense IAI começaram para valer. Os dois custaram, juntos, US$ 27,9 milhões. Durante anos, tanto o Ministério da Justiça quanto a PF — já naquela época dirigida pelo atual diretor, Leandro Daiello Coimbra — diziam se tratar de uma das mais modernas ferramentas contra o crime transnacional em suas diferentes vertentes.

vantpfUm dos vants que estão parados em hangar na cidade de São Miguel do Iguaçu, no interior do Paraná. Além da vigilância, havia previsão de transferência de tecnologia - Reprodução
Um dos vants que estão parados em hangar na cidade de São Miguel do Iguaçu, no interior do Paraná. Além da vigilância, havia previsão de transferência de tecnologia – Reprodução.

O vant serviria à atividade policial no Brasil por conseguir trazer informações muito qualificadas sem ser percebido e sem colocar em risco a vida de agentes. Além de não ter tripulação, os vants são dotados de câmeras capazes de, sob praticamente qualquer condição de luz, tirar fotos e filmar.

O governo planejou e aprovou no Congresso leis com previsões orçamentárias para que fosse criada uma megaestrutura capaz de atender as necessidades de combate ao crime de diversos estados, incluindo patrulhamento marítimo.

O serviço funcionaria por 24 horas e todos os dias da semana, com transmissões de imagens e dados em tempo real. O uso planejado nunca foi operacional, como apreender um caminhão lotado de cigarros contrabandeados. O objetivo seria, por exemplo, identificar a rota de um desses caminhões, bem como os integrantes da organização criminosa.

Embora não admitam publicamente, integrantes da gestão de José Eduardo Cardozo no Ministério da Justiça e da atual direção da PF afirmam que o esvaziamento do projeto dos vants ocorreu porque não houve o retorno esperado no combate ao crime. Também nos bastidores, temendo represálias se falarem em público, defensores dos vants dizem que a cobrança é injusta.

“O projeto nunca foi executado como foi planejado. Gastaram milhões e logo pararam. O projeto está abandonado”, afirma um policial, pedindo anonimato.

O projeto sempre foi caro — se fosse executado em sua plenitude, a PF calcula que seriam R$ 500 milhões anuais. De 2009 até hoje, foram desembolsados cerca de R$ 145 milhões. Mas a própria polícia admite que a razão por trás da interrupção do projeto não é orçamentária. Há dinheiro previsto em lei para os vants. A execução orçamentária, entretanto, evidencia o abandono. Em 2016, foram empenhados R$ 28 milhões para o projeto e apenas R$ 3,4 milhões (12%) foram liquidados. Os percentuais nos anos anteriores quase sempre apontaram uma execução baixa.

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PF: Projeto interrompido para ser repensado

Procurada na semana passada, a PF afirmou que o projeto foi interrompido para ser repensado e para que se adequasse “aos novos avanços tecnológicos em sistemas de imagem, comunicação em tempo real e georreferenciamento”. O principal passo nessa direção ocorreu em agosto do ano passado, quando a direção da polícia criou uma comissão para estudar o que fazer com o projeto.

Um relatório parcial da comissão, feito em fevereiro deste ano e a que o GLOBO teve acesso, propõe uma série de medidas imediatas para que os vants possam voltar a decolar. Num primeiro momento, será necessário refazer, entre outros, contratos de manutenção e da banda satelital, responsável por fazer o envio das imagens captadas pelo avião para a base em terra. Também serão necessários investimentos para modernizar a câmera do vant e para treinar mais pilotos.

O posicionamento atual da PF contrasta com o de apenas cinco meses atrás, quando, perguntada pelo jornal “Correio Braziliense”, a PF informou que os vants seriam usados para o monitoramento da Amazônia. A corporação não explicou, na ocasião, que, para isso, teria que comprar um radar meteorológico, equipamento caro e de a PF não dispõe. Sem o equipamento, seria grande a chance de perder o avião. Perguntada na semana passada, a polícia não respondeu se pretende levar adiante a ideia sobre a Amazônia.

A polícia também silenciou sobre outros pontos polêmicos desde que o projeto dos vants começou a sair do papel. Desde agosto de 2016, sem a renovação do contrato, os vants estão sem manutenção. Seguem desmontados parcialmente e os eletrônicos, câmeras eletro-óticas e demais componentes, estão encaixotados. A PF diz que esta é a recomendação técnica pela falta de uso.

Oportunidade perdida

Os vants nunca chegaram perto do potencial planejado. Eram previstos o apoio e a integração com as Forças Armadas, a Receita Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Ibama e até a Funai. Informações sobre o crime transnacional poderiam ser compartilhadas com outros países e organismos multilaterais. O acordo feito com a empresa israelense IAI previa que, a partir da compra do terceiro avião, começaria uma série de ações de transferência tecnológica para uma empresa brasileira para que ocorresse aqui a fabricação, produção e homologação dos vants.

Segundo o último contrato de manutenção do sistema firmado com a IAI, os aviões poderiam atender mil horas anuais e até 84 horas mensais de voo. A estatística de horas de voo dos vants, no entanto, apontam que 2014 foi o ano em que eles mais voaram, quando estiveram no ar por 468 horas. Dos oito pilotos formados entre 2009 e 2010, hoje não há nenhum disponível de imediato para o trabalho e dois já se aposentaram da Polícia Federal.

Nem uma base adequada chegou a ser construída. O hangar do aeródromo, emprestado da prefeitura local, foi adaptado para a decolagem, mas a pista de pouso e decolagem não atende às especificações técnicas os requisitos da fabricante israelense. Em 2011, a PF gastou R$ 365 mil para que uma empresa fizesse um projeto básico para a construção da base. O projeto, orçado em R$ 37 milhões, nunca saiu do papel. A PF diz não ver necessidade de construir uma nova base.

A falta de planejamento adequado pode estar por trás da mudança de postura da PF em relação aos vants. A socióloga Silvia Ramos, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, tem uma visão crítica sobre projetos como o dos aviões espiões.

“Esses projetos espetaculares atendem muitas vezes mais a interesses das empresas do que ao interesse público. Primeiro pensam nesses projetos e depois na aplicabilidade”, aponta Silvia, lembrando que o foco da PF nos últimos anos mudou: “É flagrante como a PF tirou o foco do combate ao crime comum nos últimos anos para se voltar para o combate à corrupção. Temos que comemorar os resultados neste segundo tipo de ação, mas os dois são importantes. A repressão ao crime comum não pode ser deixada de lado.”

Enquanto a PF decide o que fazer com os aviões, o Tribunal de Contas da União foi instado a agir após uma denúncia anônima sobre o abandono do projeto. A ministra Ana Arraes relata desde o começo do ano uma investigação sigilosa sobre o projeto. Um documento da área técnica do TCU a que o GLOBO teve acesso ressalta que é prerrogativa do diretor da PF mudar o foco de um programa, o que justificaria que não tenha sido comprado mais vants e o projeto tenha diminuído de escala.

O tribunal, no entanto, oficiou a PF pedindo esclarecimentos sobre uma série de possíveis irregularidades, que vão desde a contratação do projeto até ao questionamento se a falta de manutenção está deteriorando os aviões. Alegando tratar-se de uma investigação secreta, o TCU não deu mais detalhes sobre o caso, que ainda está sendo investigado. Enquanto isso, os vants seguem no chão. Perdidos no céu, os milhões gastos pelo Brasil com o projeto

Fonte: O Globo, por Guilherme Amado e Época.

Drones Irresponsáveis

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MÁRCIO RÉGIS GALVÃO
CEO na Dron Drones Technologies

É sempre da responsabilidade do operador do drone determinar quais leis ou regulamentos se aplicam à sua operação e obter as autorizações governamentais necessárias.

Nas mãos de operadores inexperientes e irresponsáveis o drone pode virar uma arma letal e causar desastres que podem tirar a vida de centenas de pessoas.

Já sabemos que um drone quebrou o para-brisa de um carro na Austrália causando um grande acidente com feridos. Em Portugal operadores irresponsáveis estão causando o terror nos aeroportos causando pânico e sustos diários nas rotas dos aviões.

Um drone voando para fins recreativos no céu acima de Old Bethpage, Nova York, em 5 de setembro de 2015.
Um drone voando para fins recreativos no céu acima de Old Bethpage, Nova York, em 5 de setembro de 2015.

Há pouco tempo essas aeronaves nem eram conhecidas, hoje os drones são tão comuns que qualquer adulto já sonha com o seu. Sem falar na questão de privacidade que já foram muito divulgadas a segurança é o fator principal para uma operação com Drones, mas nem todos estão cientes das regras que a ANAC disponibilizou recentemente para os voos de RPAs no Brasil. Talvez o mais importante ainda seja que eles não podem ser operados dentro de um raio de 5,5 km próximo de qualquer aeroporto.

Os perigos de voar drones perto de um aeroporto são óbvios. As consequências quando um avião que voa a uma velocidade de mais de 500 km/h e colide com um objeto que pesa pouco mais de um quilo podem ser catastróficas. Da mesma forma que as aves são uma grande preocupação com potencial de derrubar um avião, uma colisão com um drone possui o mesmo risco ou até maior, já que a bateria de lítio dessas aeronaves é inflamável.

Todos sabem das infinitas utilidades dos drones e seus sensores. Conhecemos várias empresas que desenvolveram estratégias de mercado inovadoras nos mais diversas áreas. Mas é necessário mais responsabilidade e bom senso nas operações com drones. Voar a menos de 30 metros acima de uma multidão, voar à noite ou acima de 120 metros de altitude são ótimos exemplos de irresponsabilidade.

Foto: Tim Schutsky.
Drone acidentado. Foto: Tim Schutsky.

As regras já foram criadas e estão sendo constantemente aprimoradas com o apoio da população e dos parceiros internacionais, porém o mais importante no momento é educar os empresários e proprietários sobre os reais riscos de operar um drone imprudentemente.

Hoje é obrigatório possuir seguro com cobertura contra danos a terceiros nas operações de aeronaves não tripuladas de uso não recreativo acima de 250g, com exceção das operações pertencentes a entidades controladas pelo Estado. Além de licença, habilitação, certificado médico aeronáutico e registro de voos para aeronaves com peso máximo de decolagem de mais de 150kg.

A ideia é que os órgãos de segurança pública façam a fiscalização dos drones nas operações do dia-a-dia. Já a ANAC, fiscalizará através do Programa de Vigilância Continuada e as denúncias recebidas serão apuradas administrativamente de acordo com as sanções previstas no Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei nº 7.565/86).

Na falta de cursos mais especializados no treinamento de operadores e observadores essas medidas são muito bem vindas para que não ocorra nenhuma tragédia aérea no futuro.

Quando um drone atinge um helicóptero de resgate:

YouTube player

Vídeo produzido pela BBC One lançado em agosto de 2016 apresentando um clipe de episódio especial de Casualty. O enredo envolve um helicóptero de resgate sendo atingido por um drone operado por uma criança que havia recebido de presente de aniversário.

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