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Governo de Minas Gerais entrega helicóptero AW119 Koala ao Corpo de Bombeiros Militar

Dirceu Aurélio / Imprensa MG

Minas Gerais – O governador Mateus Simões participou, nesta segunda-feira (27), em Belo Horizonte, da entrega de um novo helicóptero que passa a integrar a frota do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).

A incorporação do aeronave Arcanjo 15, modelo Koala AW119Kx da fabricante Leonardo, representa um avanço estratégico para os bombeiros, sobretudo no fortalecimento da operações aeromédicas e das ações de combate a incêndios em vegetação no estado.

“É uma das máquinas mais modernas disponíveis no mercado, que comporta até oito pessoas. É uma aeronave que vai ficar baseada em Belo Horizonte, mas tem condição de substituir qualquer uma das outras aeronaves que estão distribuídas no estado”, anunciou o governador Mateus Simões.

Foto: Dirceu Aurélio / Imprensa MG.

O helicóptero foi adquirido pela Fundação Salvar, por meio da Plataforma Semente, por cerca de R$ 43,5 milhões em recursos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e do Ministério Público Federal (MPF), como parte de um ciclo de modernização e ampliação da frota do CBMMG.

O helicóptero pode atingir velocidade de 260 quilômetros por hora, o que contribui para respostas mais rápidas em situações críticas, como grandes incêndios em vegetação, onde o tempo de deslocamento é fator decisivo para o controle das chamas.

Com capacidade multimissão, o helicóptero pode atingir velocidade de 260 quilômetros por hora e é equipado com guincho de salvamento. O Koala possui estrutura compatível com o transporte aeromédico, funcionando como uma UTI aérea, o que garante maior versatilidade nas ocorrências de resgate. Além disso, o helicóptero oferecerá suporte direto às equipes em solo no enfrentamento de incêndios florestais e em áreas de difícil acesso.

“A atividade de aviação do Corpo de Bombeiros é essencial e fundamental para salvar vidas. Quando essas aeronaves decolam, tanto do batalhão quanto das bases descentralizadas no estado, elas são a última alternativa para salvar vidas. Então, esta entrega é um compromisso com a vida, e o Arcanjo 15 chega para isso”, disse a comandante-geral do CBMMG, coronel Jordana Daldegan.

A nova aeronave também poderá ser empregada em vistorias em barragens, realizadas em parceria com o Ministério Público, fortalecendo ações preventivas e a gestão de riscos de desastres no estado.

Frota

Entre 2019 e 2026, a corporação incorporou dois helicópteros do modelo Koala AW119Kx, duas aeronaves H145 D3, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), além de dois aviões Grand Caravan.

Com isso, a Esquadrilha Arcanjo passa a contar com dez aeronaves, aumentando a capacidade operacional e a disponibilidade de atendimento à população mineira. Além disso, está prevista a entrega do Arcanjo 16, também do modelo Koala AW119, que se encontra em fase de nacionalização e homologação de equipamentos.

Profissionais do SAMU realizam parto de emergência em moradora de comunidade ribeirinha do Pará

Profissionais do SAMU e GTA realizam parto de emergência em área de difícil acesso no Pará
Profissionais do SAMU e GTA realizam parto de emergência em área de difícil acesso no Pará

Amapá – Uma ação integrada entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Grupo Tático Aéreo (GTA) resultou no salvamento de mãe e bebê em uma comunidade ribeirinha de difícil acesso no município de Afuá, no Pará.

A paciente, Marinilza Andrade dos Santos, de 26 anos, estava com 39 semanas de gestação e entrou em trabalho de parto na comunidade, processo que se intensificou durante a transferência para atendimento especializado em Macapá.

O Serviço Aeromédico foi solicitado pela equipe de saúde da comunidade de Rio Salvadorzinho. Devido às condições geográficas da região, marcada por áreas alagadas e de difícil mobilidade, o uso da aeronave foi fundamental para garantir o deslocamento rápido da paciente até a capital amapaense.

O esposo da paciente, Claudinei Nunes da Silva, acompanhou a ocorrência e relatou o momento de apreensão. “As dores começaram ainda na comunidade e não tínhamos como chegar rápido a Macapá. Chamamos o GTA e logo eles chegaram para nos buscar. Foi tudo muito ágil. Eu estava preocupado, mas nossa menina esperou o pouso para nascer”, contou o pai.

De acordo com o médico do Serviço Aeromédico, Jefferson Barreto, a operação exigiu precisão da equipe, que recebe treinamento contínuo para atuar neste tipo de resgate.

“Fomos acionados para o resgate em uma área de difícil acesso. Ela já estava em trabalho de parto. Pousamos o helicóptero em uma área alagada, iniciamos o transporte e, durante o voo, as contrações aumentaram. Assim que pousamos em Macapá, ela entrou em trabalho de parto ativo. O procedimento foi realizado com total segurança dentro da ambulância”, relatou o médico.

A criança nasceu saudável e a mãe permaneceu estável. Após a avaliação inicial, ambas foram encaminhadas ao Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML) para acompanhamento especializado.

Serviço Aeromédico

Nos três primeiros meses de 2026, o serviço já registrou 16 atendimentos. Em 2025, foram 141 ocorrências. A atuação abrange diversas regiões do Amapá e áreas ribeirinhas do Marajó (PA). Entre as localidades com maior demanda estão Laranjal do Jari, Oiapoque, Porto Grande, além dos municípios paraenses de Chaves e Afuá.

O diretor do Samu, Rogério Silva, destaca que a iniciativa amplia o acesso à saúde em áreas remotas, salva vidas e devolve dignidade aos moradores que precisam dos serviços de saúde da rede pública estadual.

“O Serviço Aeromédico encurta distâncias e garante que o suporte especializado chegue com rapidez a locais onde o acesso por terra ou água é limitado. Isso aumenta significativamente as chances de recuperação dos pacientes”, afirmou.

No 20º resgate aeromédico em 2026, CIOPAER e SAMU atendem criança da Aldeia Coco-Açu em Feijó, Acre

Equipes do Ciopaer e Samu na Aldeia Coco-Açu em missão de resgate. Foto: cedida
Equipes do Ciopaer e Samu na Aldeia Coco-Açu em missão de resgate. Foto: cedida

Acre – O Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer) desde que consolidou uma base aérea no Juruá, em 16 de agosto de 2025, já realizou 29 resgates aeromédicos na região, alcançando os acreanos que moram nos lugares mais distantes e de difícil acesso.

No dia 15 de abril, equipes do SAMU e do CIOPAer realizaram o 20º atendimento aeromédico de 2026. O pequeno Robenizio Kampa, de 10 meses, morador da Aldeia Coco-Açu, situada no município de Feijó, diagnosticado com pneumonia associada à desidratação, foi resgatado e encaminhado ao hospital de referência em Cruzeiro do Sul, para receber tratamento adequado e especializado.

O paciente apresentava risco de agravamento do quadro respiratório, necessitando de avaliação médica urgente. Ao serem realizados todos os protocolos de triagem e de voo, a aeronave foi até a localidade para prestar socorro à criança. Ainda em solo indígena, o pequeno Robenizio Kampa foi atendido e recebeu todos os cuidados antes do embarque até Cruzeiro do Sul.

O gerente de Enfermagem do SAMU, Gilliard Santos, que já participou de nove resgates em 2026, falou da ação emergencial e dos sintomas clínicos da criança. “Graças a Deus, realizamos mais um resgate aeromédico, atendendo o chamado da equipe de saúde indígena que se encontrava na Aldeia Coco-Açu, em Feijó. Tratava-se de uma criança de 10 meses, com quadro de pneumonia, apresentando desidratação e crise respiratória grave, indicando tratamento urgente e especializado”, destacou o enfermeiro Gilliard.

Destacando o alinhamento entre as equipes do CIOPAer e do SAMU, o comandante Nayck Trindade, reforçou a importância desse atendimento aos cidadãos que moram em lugares tão longínquos: “Graças ao sincronismo entre Sejusp e Sesacre, conseguimos decolar assim que recebemos o pedido de resgate. Nesse voo que marca nosso 20º atendimento aeromédico em 2026, destacamos a importância desse serviço oferecido pelo governo do Acre, que atende e salva muitas vidas acreanas”, frisou Trindade.

Ao pousar na base do Ciopaer em Cruzeiro do Sul, o pequeno Kampa foi encaminhando ao Hospital do Juruá. Foto: James Rodrigues/Secom
Ao pousar na base do Ciopaer em Cruzeiro do Sul, o pequeno Kampa foi encaminhando ao Hospital do Juruá. Foto: James Rodrigues/Secom.

Novos C-390 Millennium da Força Aérea Real Holandesa terão módulos de suporte avançado de vida

As empresas Knight Aerospace e Embraer anunciaram a conclusão bem-sucedida de uma Revisão Crítica de Design do sistema aeromédico avançado para os novos C-390 Millennium da Força Aérea Real Holandesa.

Com a conclusão desta etapa, será iniciada a fabricação dos módulos que converterão rapidamente a cabine de cargas do C-390 em uma UTI aérea. Baseado em um conceito roll-on/roll-off o sistema é embarcado pela rampa traseira do C-390 e são autônomos, o que significa que podem ser instalados ou removidos sem depender de equipamentos em solo, facilitando operações em locais remotos ou de desastres.

Isto capacita os novos C-390 da Força Aérea para missões de suporte avançado de vida a pacientes críticos por longas distâncias. Além disso, inclui módulos de isolamento com pressão negativa para transporte seguro de pacientes com doenças infecciosas.

Em 2024 a Força Aérea Real Holandesa anunciou oficialmente que o Embraer C-390 Millennium foi escolhido para substituir sua frota de cargueiros militares C-130H Hercules. A Holanda deverá receber cinco C-390 a partir de 2027, em um pedido conjunto com a Áustria e Suécia, totalizando 13 unidades.

Serviço aeromédico em Joaçaba completa dois anos com 398 missões e cerca de 700 pessoas transportadas

Foto: Divulgação / CBMSC
Foto: Divulgação / CBMSC

Santa Catarina – A 3ª Companhia do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) completou no dia 10 de abril dois anos de atuação em Joaçaba com números que reforçam a importância estratégica do serviço para o atendimento de urgência e emergência no Estado.

Desde a implantação da base aeromédica, em abril de 2024, a unidade já realizou 398 missões, somou mais de 1.077 horas de voo, transportou aproximadamente 700 pessoas entre pacientes e acompanhantes e alcançou 97% de missões cumpridas.

Instalado no Aeroporto Santa Terezinha, em Joaçaba, o serviço foi implantado por meio da integração entre o CBMSC e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), via Secretaria de Estado da Saúde. A estrutura passou a atender de forma estratégica a região, ampliando a cobertura aeromédica estadual e reduzindo de forma significativa o tempo de deslocamento de pacientes em estado grave.

Para o Capitão Daldrian Scarabelot, que atua na região, esse aniversário representa um ciclo de consolidação. “Cada missão é a reafirmação do nosso compromisso com a sociedade catarinense. Quando não estamos em voo, estamos em resgate; atendemos ocorrências por terra ou pelo ar, garantindo que o socorro nunca pare. É um serviço que se consolida cada vez mais como um braço essencial para os municípios do Meio-Oeste e Oeste. A integração com o Samu é referência no país e traz uma sinergia que permite resposta eficiente, técnica e humanizada”, concluiu.

Base estratégica

A instalação da base aeromédica em Joaçaba representou um divisor de águas para o atendimento de urgências e emergências no Meio-Oeste, Planalto Serrano e Extremo Oeste catarinense.

Com a operação da aeronave Arcanjo (Asa Fixa), baseada no Aeroporto, tornou-se possível reduzir deslocamentos terrestres de até 10 horas para menos de 2 horas, garantir acesso rápido a hospitais de referência e ampliar de forma mais célere a cobertura aeromédica estadual. Essa presença estratégica elevou significativamente o nível de resposta do Estado, permitindo que o tempo, fator crítico em urgências e emergências, passasse a jogar a favor da vida.

Números que representam vidas

Segundo o balanço dos dois anos de operação, a média é de 2,7 horas de voo por ocorrência. Os atendimentos envolvem principalmente transferências inter-hospitalares de alta complexidade, além de transporte de gestantes de alto risco, remoções neonatais e pediátricas — que representam quase metade das ocorrências —, envio de insumos médicos, deslocamento de tropas especializadas, transporte de órgãos para transplante e apoio a ações de busca, salvamento e resposta a desastres.

A estrutura embarcada também permite atendimento avançado, com uso frequente de incubadoras neonatais, equipamentos de suporte à vida e equipe especializada (Operadores de Suporte Médico). Esse conjunto transforma a aeronave em uma verdadeira UTI aérea, garantindo continuidade do cuidado desde a origem até o hospital de destino.

Foto: Divulgação / CBMSC
Foto: Divulgação / CBMSC.

Segurança Pública da Bahia recebe novos helicópteros H125 para operações policiais e de resgate

Secretário da Segurança e dirigentes da PM, PC e Bombeiros realizam inspeção técnica em novos helicópteros. Foto: Alberto Maraux, Governo da Bahia.
Secretário da Segurança e dirigentes da PM, PC e Bombeiros realizam inspeção técnica em novos helicópteros. Foto: Alberto Maraux, Governo da Bahia.

Bahia – No dia 31 de março, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia recebeu três novos helicópteros, modelo H125, na fábrica da Helibras, na cidade mineira de Itajubá. Os novos helicópteros ampliarão a capacidade de atuação do GRAER da Polícia Militar e do GOA do Corpo de Bombeiros, além de garantir o início das operações no SAER da Polícia Civil.

O H125 é mundialmente conhecido por sua grande versatilidade e robustez, sendo capaz de transportar até seis passageiros e comportar kits opcionais, como os de combate a incêndios e resgate aeromédico.

O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, os comandantes-gerais da Polícia Militar e dos Bombeiros, coronéis Magalhães e Aloísio, e o delegado-geral da Polícia Civil, André Viana, estiveram na fábrica da Helibras para vistoriar os helicópteros que chegarão à Bahia no mês de abril e serão entregues pelo governador Jerônimo Rodrigues.

“A chegada destes novos equipamentos, em pouco mais de três anos da gestão do governador Jerônimo Rodrigues, representará mais um momento histórico para a Segurança Pública da Bahia. Garantir as melhores condições de trabalho para os policiais e bombeiros, além de qualificar o atendimento para a população são prioridades do Governo do Estado”, enfatizou o secretário Werner.

Integração entre SAMU e CBMMT reduziu o tempo de resposta às emergências de 25 para 16 minutos

Mato Grosso – A implantação do Sistema Estadual de Atendimento Pré-hospitalar em Mato Grosso, prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) desde junho de 2025, fez o tempo de resposta às chamadas de emergência diminuir de 25 para 16 minutos. Com esta redução de 36%, as chances de salvar vidas aumentam.

A integração foi feita por meio da assinatura de um Termo de Cooperação entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), para oferecer um serviço mais rápido, completo e eficiente à população. O resultado foi o aumento em 30% no número de atendimentos prestados à população.

“É uma cooperação feita para fortalecer o Sistema de Atendimento pré-hospitalar em todo o Estado e melhorar o atendimento à população. De imediato, o serviço mais do que dobrou a cobertura, porque já haviam várias bases dos bombeiros no interior, que agora são operadas conjuntamente. Nós já temos resultados melhores: o tempo de resposta reduziu e a cobertura aumentou. Importante destacar ainda que não houve uma transferência de comando e de gestão do SAMU, que continua sob responsabilidade da SES”, avaliou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo, durante coletiva de imprensa no Palácio Paiaguás.

A integração das forças de atendimento também otimiza os recursos públicos e permite melhor aproveitamento da mão de obra especializada para atender as ocorrências. “O Estado uniu o trabalho dos bombeiros, que já fazem historicamente resgate em todo o Estado, ao dos profissionais de saúde, para o serviço ficar fortalecido e mais eficiente”, explicou o secretário.

“Não há déficit de profissionais no atendimento do SAMU, não haverá redução na oferta do serviço, pelo contrário, a integração das equipes foi feita para melhorar a cobertura e diminuir o tempo de resposta dos atendimentos, que é o que vem acontecendo”, acrescentou.

Conforme a secretária adjunta do Complexo Regulador da SES, Fabiana Bardi, cerca de 50 contratos temporários do SAMU venceram e não foram renovados, porque a equipe do Sistema Estadual de Atendimento pré-hospitalar já possui quantidade de profissionais suficiente para cobrir o serviço. O Corpo de Bombeiros conta com um processo seletivo válido para convocar profissionais, caso haja necessidade.

“Inclusive, parte destes profissionais desligados foi aprovada no processo seletivo dos bombeiros e pode ser chamada futuramente para reforçar a equipe da operação. O desempenho do atendimento melhorou muito desde que a cooperação foi firmada e essa é uma tendência que muitos estados seguem para fortalecer a política de Atendimento pré-hospitalar”, disse a secretária adjunta.

Com a cooperação entre as instituições, o SAMU passou a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp). As chamadas para os números de emergência médica 192, do SAMU, e 193, do Corpo de Bombeiros, são direcionadas para uma única central de atendimento, que envia a ambulância mais próxima da ocorrência, agilizando o resgate.

Em pesquisa de satisfação do cidadão realizada pelo Corpo de Bombeiros, a população tem demonstrado grande aprovação do novo modelo: mais de 91,3% consideram o atendimento prestado como excelente ou bom, e 87,8% avaliam como excelente ou bom o tempo de resposta das equipes de resgate.

Em Cuiabá, o número de ambulâncias para atendimento do SAMU saltou de nove para 20 após a integração.

Serviço aeromédico apresenta Programa “Sangue Total” na Câmara de Chapecó e destaca avanços no atendimento

Santa Catarina – Na tarde do dia 24 de março de 2026, o Programa Sangue Total foi apresentado durante sessão ordinária na Câmara Municipal de Chapecó. A visita foi solicitada pelo vereador Cleber Fossá (MDB), por meio do Requerimento nº 01/2026.

O programa prevê a utilização de bolsa de sangue (do grupo O+) no helicóptero da Polícia Civil, possibilitando que a equipe do SAMU Aeromédico realize a transfusão no local da ocorrência. Demonstraram que o desfecho para pacientes que sofreram traumas graves com hemorragia pode ser promissor quando realizada a transfusão de sangue na cena. Essa técnica salva vidas e é largamente utilizada na Europa e na América do Norte há décadas, com evidências cientificas positivas e comprovadamente eficientes.

Para que o programa seja possível é necessário o cumprimento de diversos protocolos exigentes, mas, principalmente, é preciso que haja disponibilidade de estoque do sangue O+, pois possui baixo título de hemosilina, possibilitando a transfusão mesmo sem a tipagem imediata do paciente.

Dados apresentados indicam que, entre dezembro de 2025 e março de 2026, foram realizadas 14 transfusões em pacientes na região de Chapecó, com faixa etária entre 25 e 60 anos. Segundo o coordenador do SAMU Aeromédico no SAER/Fron, Luan Carlesso, os resultados já são relevantes. “Os números mostram ganho em sobrevida nos pacientes atendidos, o que reforça a importância do programa”, afirmou Carlesso.

O programa já é utilizado em Florianópolis e Blumenau desde 2022 e recentemente foi implantado em Chapecó. O vereador Cleber Fossá ressaltou a quantidade de acidentes graves que ocorrem na região Oeste e a importância do programa nesses casos. “A união de esforços entre as instituições busca promover ações que impactam diretamente na vida das pessoas”, finalizou o vereador.

A apresentação contou com a participação do Delegado Coordenador do SAER/Fron da Polícia Civil de Santa Catarina, Albert Dieison Silveira; do coordenador do SAMU Aeromédico no SAER/Fron, Luan Ricardo Carlesso; e da coordenadora técnica do HEMOSC de Chapecó, Sandra Michels Surdi.

Alta no querosene de aviação pressiona o setor e acende alerta para operações aeromédicas

Imagem gerada por Gemini IA.
Imagem gerada por Gemini IA.

A alta de cerca de 55% no preço do querosene de aviação (QAV) pressiona a aviação geral brasileira e acende um alerta para as operações aeromédicas, que dependem de disponibilidade contínua para atender pacientes em estado crítico. Sem margem para redução de voos, o setor passa a lidar com o desafio de sustentar a operação em um cenário de custos mais elevados.

O aumento do combustível ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que tem pressionado o preço do petróleo no mercado global e impactado diretamente cadeias logísticas e setores dependentes de energia. Enquanto o governo estuda medidas para mitigar os impactos da alta do combustível na aviação comercial, como a redução de tributos PIS e o Cofins, operações essenciais como o transporte aeromédico seguem sem instrumentos específicos de compensação, mesmo diante do aumento direto dos custos.

No transporte de pacientes em estado grave, o voo não é uma decisão de mercado, mas uma necessidade clínica. A remoção, o deslocamento de equipes médicas e o transporte de órgãos para transplante dependem de disponibilidade imediata, independentemente do cenário econômico.

Com atuação em seis estados brasileiros, a Brasil Vida Táxi Aéreo realiza cerca de 3 mil voos por ano, o que representa, em média, oito operações por dia. Parte significativa dessas missões envolve o atendimento a pacientes em regiões remotas, onde o deslocamento aéreo é a única alternativa viável para garantir acesso a serviços de saúde especializados. A empresa também realiza operações internacionais, ampliando sua atuação para além do território nacional.

A partir da operação em campo, a Brasil Vida aponta que o aumento do combustível atinge diretamente a estrutura de custos de missões que exigem prontidão permanente. Segundo o diretor comercial da empresa, Daniel Henrique, o impacto vai além do aspecto financeiro e alcança a gestão da disponibilidade das aeronaves.

“O transporte aeromédico não permite adiamento. Quando há uma indicação médica, o voo precisa acontecer no menor tempo possível. Com o aumento do combustível, o desafio passa a ser manter essa disponibilidade com o mesmo nível de eficiência e segurança”, afirma.

Ela destaca que o cenário é ainda mais sensível em regiões onde o transporte aéreo é essencial para garantir acesso à saúde, como no Norte do país. “Em muitas situações, especialmente na Amazônia, o deslocamento aéreo é a única alternativa viável para garantir atendimento especializado. Isso exige planejamento operacional contínuo e capacidade de adaptação diante de variações de custo”, acrescenta.

A avaliação é compartilhada pelo diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo, Gilberto Scheffer, que aponta efeitos estruturais do aumento do combustível em toda a cadeia.

“Quando falamos de um reajuste de 55%, não é apenas um aumento pontual, mas um impacto direto na economia do setor. O combustível representa entre 30% e 50% dos custos operacionais. Além disso, o querosene precisa ser transportado das refinarias, concentradas no Sudeste, até regiões como Norte e Centro-Oeste, o que envolve diesel em caminhões e balsas. Esse custo se acumula e chega ao preço final”, explica.

Scheffer ressalta que o impacto tende a ser mais intenso fora dos grandes centros, onde o táxi aéreo cumpre função essencial de conexão. “Enquanto a aviação comercial atende cerca de 170 municípios, o táxi aéreo alcança até 3 mil. Em muitas dessas localidades, não há outra alternativa viável de transporte rápido. Sem esse serviço, o deslocamento que hoje leva horas pode passar a levar dias”, afirma.

Diante desse cenário, a Brasil Vida alerta para a pressão sobre a sustentabilidade das operações, especialmente aquelas ligadas à saúde. “Há um risco real de pressão sobre o setor, principalmente nas operações mais sensíveis, como as aeromédicas, que não podem ser interrompidas. Se não houver equilíbrio, o impacto pode chegar diretamente à ponta, que é o atendimento à população”, conclui Daniel Henrique.

O querosene de aviação é um dos principais custos do setor e tem impacto direto na operação diária das aeronaves. Em cenários de alta, empresas tendem a revisar processos, otimizar rotas e reforçar o planejamento. No caso das operações aeromédicas, no entanto, a demanda segue determinada por necessidades clínicas, o que limita a capacidade de ajuste e amplia a sensibilidade a variações externas.

Imagem gerada por Gemini IA.
Imagem gerada por Gemini IA.

 

Projeto Decolando – Jovens da rede pública do Mato Grosso poderão realizar curso gratuito de piloto privado de avião

Novo avião Piper, Modelo Cheyenne II, do CIOPAER em breve integrará serviço aeromédico no Mato Grosso

Mato Grosso – Durante a inauguração da nova sede da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), na quarta-feira (18), foi assinado termo de parceria com o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) para a execução do Projeto Decolando, que oferecerá formação gratuita de piloto privado de avião a jovens de baixa renda, conforme normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O coordenador do Ciopaer, tenente-coronel da Polícia Militar Thiago Braz de Oliveira, destacou o caráter inovador e transformador do Projeto Decolando, ressaltando a união entre diferentes órgãos para viabilizar a iniciativa.

“É uma honra falar de um projeto que nasceu de uma ideia simples e hoje se consolida como uma política pública inédita. O Decolando oferece formação completa e gratuita, com foco na empregabilidade, permitindo que jovens de baixa renda tenham acesso a uma carreira de alto nível. É uma oportunidade real de transformação de vida, construída de forma integrada entre diversas áreas do Governo”, disse.

A iniciativa visa promover ascensão social por meio de qualificação de alto nível, formando pilotos civis de avião, ampliando oportunidades no mercado de trabalho. O público-alvo são jovens da rede pública estadual, inscritos no CadÚnico e com renda familiar de até dois salários mínimos por pessoa. A formação completa deverá ocorrer em 18 meses.

Para participar, é necessário ter no mínimo 17 anos, ter realizado o Enem mais recente, residir em Mato Grosso há pelo menos 12 meses, não possuir licença aeronáutica e atender aos critérios técnicos e psicofísicos exigidos para a profissão.

Inicialmente, serão selecionados 20 jovens, por meio de edital, que realizarão curso teórico de pilotagem de avião. Após essa fase serão selecionados os dez alunos com as melhores notas e iniciarão o curso prático de avião, acessando o mercado de trabalho. Os módulos teórico e prático serão ministrados pelo CIOPAER.

Corpo de Bombeiros do Acre realiza o primeiro transporte de órgãos com seu novo avião Grand Caravan EX

Acre – O governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), realizou na quarta-feira, 18, o transporte de dois fígados de Cacoal (RO) para Rio Branco. A operação marca um momento histórico, sendo o primeiro voo de transporte de órgãos realizado pela aeronave Caravan do Corpo de Bombeiros.

Com o objetivo de garantir o transporte, a operação mobilizou duas aeronaves. O avião Grand Caravan EX, pertencente ao Grupamento de Operações Aéreas do CBMAC, foi responsável pelo deslocamento da equipe médica e pelo transporte do segundo órgão. Simultaneamente, um helicóptero do Ciopaer realizou o transporte do primeiro fígado, que, por ter sido coletado antes, foi encaminhado com prioridade para o início imediato dos procedimentos cirúrgicos na capital acreana.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, ressaltou o desafio logístico desse tipo de missão. “Operações dessa natureza são intempestivas e exigem resposta imediata. Como não dispomos de informações com muita antecedência, o planejamento e a execução ocorrem de forma quase simultânea. Por isso, as aeronaves foram disponibilizadas prontamente, garantindo um transporte seguro e ágil”, destacou o secretário.

A ação coordenada entre as instituições foi fundamental para o êxito da missão, otimizando o tempo de resposta essencial para a viabilidade dos órgãos. O comandante Nayck Trindade reforçou a importância da parceria entre as forças de segurança. “É fundamental ressaltar o sincronismo entre as equipes do Ciopaer e dos Bombeiros. Essa integração entre os entes permitiu que realizássemos mais um voo com sucesso, agora contando também com a estrutura do Corpo de Bombeiros nessas operações”, concluiu.

Acre realiza primeiro transporte aéreo de órgãos com aeronave Caravan do Corpo de Bombeiros. Foto: Italo Sousa/Sejusp

Conselho Regional de Medicina elabora resolução para regulamentar o transporte aeromédico no Rio Grande do Sul

Operação Abrigo pelo Mar - RS. Foto: Marinha do Brasil.

Rio Grande do Sul – O transporte de pacientes em aviões e helicópteros ainda não é uma realidade frequente no Rio Grande do Sul. A organização desse tipo de translado ainda é incipiente no estado, mas o exemplo das enchentes de 2024 inspirou o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) a elaborar uma resolução normatizando a prática e orientando médicos.

Muitas vezes, gestores consideram aceitável levar um doente em condição crítica ou um recém-nascido prematuro, por exemplo, por mais de 500 quilômetros em ambulâncias pelas estradas. O transporte aeromédico pode minimizar o tempo de viagem e aumentar as chances dos pacientes, evitando sequelas e mortes.

O vice-presidente do Cremers, Eduardo Neubarth Trindade, comenta que “durante a calamidade de 2024, vimos um transporte aéreo de pacientes profissional, organizado e bem estruturado. Queremos sensibilizar a sociedade e o governo de que essa prática é um investimento na vida, e que os médicos tenham essa opção para seus pacientes”.

Para divulgar a resolução, que trará definições sobre distâncias e gravidade dos pacientes que devem ser transportados por via aérea, o Cremers promove um evento no dia 07 de maio, às 14h. O encontro terá a presença de lideranças, como o general Hertz Pires do Nascimento, que coordenou os esforços militares durante as inundações, liderando a Operação Taquari 2, e outros atores engajados na causa.

Operação Abrigo pelo Mar - RS. Foto: Marinha do Brasil.
Operação Abrigo pelo Mar – RS. Foto: Marinha do Brasil.

Serviço de suporte aéreo avançado de vida reforça rede de urgência e emergência no Vale do Aço, MG

Serviço de suporte aéreo avançado de vida reforça rede de urgência e emergência do Vale do Aço, MG

Minas Gerais – O Vale do Aço, em Minas Gerais, passará a contar com um helicóptero equipado com UTI aérea, ampliando a capacidade de resposta em ocorrências graves na região. A nova estrutura integra o serviço de Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV) e está sendo implantada em Governador Valadares, com construção de hangar e heliponto para operação da aeronave.

O serviço faz parte da rede estadual de atendimento aeromédico, coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) regional. A iniciativa beneficiará municípios atendidos pelo consórcio regional de saúde, fortalecendo a rede de urgência e emergência.

A aeronave contará com equipamentos essenciais para o atendimento de pacientes críticos durante o transporte, como respirador, monitor cardíaco, bomba de infusão e suporte de oxigênio, permitindo estabilização ainda durante o voo.

De acordo com autoridades locais, a implantação do serviço representa um avanço significativo para a saúde regional, reduzindo o tempo de deslocamento até hospitais de referência e aumentando as chances de sobrevivência em situações onde cada minuto é decisivo.

O Governo de Minas Gerais anunciou a distribuição de novas aeronaves para bases no interior do estado, incluindo Governador Valadares, ampliando a cobertura do suporte aéreo avançado em diversas regiões.

Life Flight Network adquire 12 aviões PC-12 PRO para operações de transporte aeromédico

Estados Unidos – A Life Flight Network assinou um acordo de dez anos e realizou um pedido de 12 aeronaves PC-12 PRO, com opções adicionais para expansão futura da frota. As entregas estão previstas para começar em 2027, representando um investimento significativo de longo prazo na modernização das capacidades aeromédicas.

A organização, considerada uma das maiores operadoras sem fins lucrativos de transporte aeromédico dos Estados Unidos, será a cliente de lançamento do modelo PC-12 PRO no país com configuração aeromédica dedicada.

As aeronaves serão equipadas com interior aeromédico completo, capaz de oferecer atendimento em nível de UTI aérea durante o transporte de pacientes críticos. O PC-12 PRO foi escolhido por sua confiabilidade, desempenho e tecnologias avançadas de segurança, permitindo operações eficientes em regiões remotas e de difícil acesso.

Com essa aquisição, a Life Flight Network pretende modernizar sua frota e ampliar sua capacidade de atendimento, garantindo transporte seguro, ágil e de alta qualidade para comunidades atendidas em diferentes regiões dos Estados Unidos.

Ambulância aérea sofre acidente durante o pouso em pista de terra em Nova Bandeirantes, MT

Mato Grosso – Uma aeronave usada no transporte de pacientes caiu durante uma operação na quarta-feira (11), no município de Nova Bandeirantes, a 980 km de Cuiabá. A bordo estavam dois tripulantes, além de um médico e uma enfermeira. Ninguém ficou ferido gravemente.

Segundo a empresa Abelha Táxi Aéreo, a aeronave seguia para uma missão de remoção aeromédica de um paciente atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O paciente estava internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e seria transferido para Cuiabá.

A causa da queda ainda não foi divulgada. A empresa informou que, por segurança, foi autorizada a manipulação e o desviramento da aeronave no local, já que ainda havia combustível nos tanques. A medida foi adotada para evitar riscos adicionais.

“A Abelha Táxi Aéreo, que atua há 38 anos no setor, informou que está adotando todas as medidas necessárias e prestando assistência aos envolvidos. […] Ninguém ficou ferido e foram registrados apenas danos materiais”, informou a empresa. A empresa também afirmou que permanece à disposição para prestar esclarecimentos.

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), também esteve no local e acompanha a ocorrência.

“Durante a ação inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação”, diz parte a nota da FAB.

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SAMU de SC vai ampliar programa Sangue Total para possibilitar transfusões nas ambulâncias em 2026

Santa Catarina – O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Santa Catarina pretende ampliar em 2026 o Programa Sangue Total, iniciativa que permite realizar transfusões de sangue ainda no atendimento pré-hospitalar. A proposta é expandir o uso da técnica atualmente aplicada principalmente em operações aeromédicas para ambulâncias de suporte avançado em todo o estado.

Segundo a gestão do serviço, o objetivo é aumentar as chances de sobrevivência de pacientes com hemorragias graves, permitindo que o tratamento comece ainda no local da ocorrência ou durante o transporte até o hospital.

A estratégia já vem sendo utilizada em aeronaves do serviço aeromédico catarinense, que atuam em ocorrências críticas em diferentes regiões do estado. A ampliação para ambulâncias representa um avanço importante no atendimento pré-hospitalar, aproximando o atendimento móvel de uma estrutura hospitalar avançada.

Programa já apresenta resultados positivos

Em Chapecó, no Oeste catarinense, o Programa Sangue Total completou o primeiro mês de operação com oito transfusões realizadas com sucesso, demonstrando o impacto da iniciativa no atendimento a pacientes em estado grave.

O projeto permite que equipes médicas realizem a transfusão ainda no local do acidente ou durante o transporte do paciente, reduzindo o risco de choque hemorrágico, uma das principais causas de morte em traumas graves.

A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Estado da Saúde em parceria com o SAMU, o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) e as equipes aeromédicas do estado, incluindo operações realizadas em conjunto com o Serviço Aeropolicial (SAER).

Santa Catarina é referência nacional

Santa Catarina tornou-se pioneira no país ao implantar o programa no atendimento aeromédico, transformando o serviço em uma das primeiras unidades aéreas públicas do Brasil autorizadas como agência transfusional pela Vigilância Sanitária.

Com a expansão planejada para novas regiões e também para ambulâncias do SAMU, a expectativa é ampliar o acesso ao tratamento e fortalecer ainda mais a resposta a emergências médicas graves no estado.

A medida acompanha uma tendência internacional no atendimento ao trauma, em que a transfusão precoce de sangue total é considerada uma das estratégias mais eficazes para salvar vidas em cenários de emergência.

Pilatus entrega o primeiro PC-12 PRO aeromédico do mundo a serviço aeromédico australiano

Austrália – A fabricante suíça Pilatus Aircraft anunciou a entrega da primeira aeronave PC-12 PRO configurada para missões aeromédicas ao Royal Flying Doctor Service (RFDS), na Austrália. A aeronave é a primeira de um total de cinco unidades que irão reforçar a frota do serviço aeromédico que atua em regiões remotas do país.

O novo turboélice representa a mais recente evolução da família PC-12 e foi desenvolvido para ampliar a capacidade operacional em missões críticas, incluindo transporte aeromédico, evacuação médica e apoio a comunidades isoladas.

Segundo o RFDS, a aeronave será utilizada principalmente em operações na Austrália do Sul e no Território do Norte, regiões caracterizadas por grandes distâncias e infraestrutura aeroportuária limitada.

A nova variante incorpora o sistema de aviônicos Garmin G3000, além de recursos avançados de segurança, incluindo um sistema automatizado de pouso de emergência (Safety Autoland). O modelo também mantém uma das características mais importantes da família PC-12: a capacidade de operar em pistas curtas ou não pavimentadas, algo essencial para missões médicas em áreas remotas.

Com mais de 2.200 aeronaves PC-12 entregues e mais de 12 milhões de horas de voo acumuladas, o modelo consolidou-se como uma das plataformas mais utilizadas em missões especiais e aeromédicas em todo o mundo.

Para o Royal Flying Doctor Service, a chegada do PC-12 PRO representa um avanço importante na capacidade de resposta a emergências médicas e no transporte de pacientes em áreas de difícil acesso, fortalecendo o atendimento aeromédico em algumas das regiões mais isoladas da Austrália.

Helicóptero da PM de Santa Catarina registra pane após decolar para missão aeromédica em Lages

Santa Catarina – Um helicóptero da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) realizou um pouso de emergência na manhã de sexta-feira (6) no aeroporto de Lages, na Serra Catarinense, após registrar uma pane durante o voo.

A aeronave Águia 04, pertencente ao Batalhão de Aviação da Polícia Militar (BAPM), havia decolado para atender uma ocorrência aeromédica no município de Bom Jardim da Serra, onde uma vítima de acidente grave aguardava atendimento.

Cerca de quatro minutos após a decolagem, a tripulação identificou uma falha técnica no helicóptero. A luz de pressão do óleo do motor acendeu e a tripulação realizou procedimento de emergência, o que levou o piloto a interromper a missão e iniciar o retorno imediato ao aeroporto mais próximo.

Seguindo os protocolos operacionais de segurança, o comandante conduziu a aeronave até o Aeroporto de Lages, onde foi realizado o pouso de emergência com segurança.

Posteriormente, a Polícia Militar informou que a ocorrência foi provocada por uma pane relacionada ao sistema de óleo do motor, que causou a emissão de fumaça durante o voo. Apesar do susto, a situação foi controlada e não houve incêndio na aeronave.

No momento da ocorrência estavam a bordo dois pilotos, um tripulante operacional e dois profissionais de saúde, que seguiam para atendimento aeromédico. Nenhum dos ocupantes ficou ferido.

Após o pouso, o helicóptero passou por avaliação técnica e manutenção para identificar as causas da falha e garantir a segurança antes de retornar às atividades. O Águia 04 já está novamente em operação.

Helicóptero da PMSC registra pane em voo e realiza pouso de emergência em Lages . Foto: Divulgação

IPT construirá Vertiporto para transporte de órgãos em suas instalações na Cidade Universitária, em São Paulo

São Paulo – O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) anunciou o projeto de criação de um vertiporto nas dependências do seu campus, com foco na viabilização do transporte aéreo ágil de órgãos destinados a transplantes.

Segundo o diretor-presidente do IPT, Anderson Correia, a iniciativa reforça o papel do Instituto na aplicação prática de tecnologias emergentes voltadas à geração de impacto direto na sociedade: “Estamos falando de mobilidade aérea com propósito. A utilização de eVTOLs e outras soluções de aviação avançada pode reduzir drasticamente o tempo de transporte de órgãos, aumentando as chances de sucesso em transplantes e salvando vidas”.

O projeto do vertiporto dialoga diretamente com o recém-inaugurado Núcleo de Tecnologias Avançadas para Bem-estar e Saúde Aplicados às Ciências da Vida (NUTABES), ampliando a atuação do IPT em mobilidade sustentável, logística inteligente e integração multimodal. Mais do que uma nova infraestrutura, o vertiporto piloto mobiliza diversas unidades técnicas do Instituto em uma abordagem integrada.

Segundo João Carlos Sávio Cordeiro, diretor da Unidade de Energia do IPT, o objetivo é garantir base técnica sólida para a operação segura da tecnologia em ambiente urbano: “Esse projeto coloca o IPT olhando para o vertiporto e para o seu entorno. Estamos avaliando desde efeitos aerodinâmicos nas edificações até segurança contra incêndio, interferência eletromagnética, eficiência energética e segurança estrutural. Queremos contribuir para que essa tecnologia opere nas cidades com máxima segurança — especialmente em aplicações críticas, como o transporte de órgãos”.

A iniciativa contribuirá para consolidar parâmetros técnicos e operacionais que apoiem a segurança e a eficiência desse novo modal aéreo no Brasil, em articulação com os órgãos reguladores do setor aéreo.

O desenvolvimento do projeto está sendo alinhado com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), garantindo que a iniciativa esteja em conformidade com as diretrizes regulatórias e operacionais para a integração segura de aeronaves remotamente pilotadas e eVTOLs ao espaço aéreo brasileiro.

A articulação com os órgãos reguladores é estratégica para estruturar um modelo operacional seguro, escalável e potencialmente replicável em outras regiões do País.

Enfermeira de voo é condenada por furto de medicamentos narcóticos do serviço aeromédico do Condado de Monroe, EUA

EUA – No dia 28 de fevereiro de 2026, o Gabinete do Procurador do Estado do Condado de Monroe (SAO) anunciou que a ex-enfermeira-chefe de voo da Monroe County’s Trauma Star, acusada de subtrair medicação controlada do programa de ambulância aérea do Corpo de Bombeiros e do Departamento do Xerife do Condado de Monroe, foi condenada a 60 dias de prisão e cinco anos de liberdade condicional.

L. J. R, 59 anos, se declarou culpada sem contestação de 14 acusações de Furto Qualificado de Substância Controlada e 3 acusações de Má Conduta Oficial. A sentença imposta pelo Tribunal representa uma redução em relação à pena mínima permitida pelo Código Penal. A sentença será suspensa mediante o cumprimento bem-sucedido de todas as condições da liberdade condicional.

Além da prisão, ela deve concluir o programa de tratamento IPN (Treatment Program Intervention Project for Nurses), com 2 anos restantes; completar 50 horas de serviço comunitário; frequentar 3 reuniões de AA/NA por semana; e submeter-se a dois exames toxicológicos de urina por semana.

Ela também foi condenada a pagar as custas judiciais no valor total de US$ 553,00, juntamente com a restituição de US$ 1.152,19 ao Escrivão do Tribunal do Condado de Monroe pelo custo das substâncias controladas, custos de investigação ao Gabinete do Xerife do Condado de Monroe no valor de US$ 2.850,00 e custos de acusação no valor de US$ 1.500,00.

As acusações decorreram da obtenção e uso ilegais, por L. J. R, de narcóticos de uso medicinal, incluindo fentanil, Dilaudid, Versed, cetamina e morfina, provenientes do programa Trauma Star do Corpo de Bombeiros do Condado de Monroe, bem como da falsificação de registros oficiais para ocultar os furtos.

O caso foi apresentado a um Grande Júri do Condado de Monroe após uma investigação conduzida pelo Gabinete do Xerife do Condado de Monroe. Além disso, o Cartório do Condado de Monroe realizou uma auditoria relacionada aos registros de substâncias controladas da Trauma Star.

Coletivamente, a investigação e a auditoria identificaram inúmeras discrepâncias nos registros e inventários de substâncias controladas, incluindo frascos de substâncias controladas desaparecidos e entradas de registro falsificadas usadas para mascarar o desvio de narcóticos ao longo de um período de tempo.

Durante o curso da investigação, L. J. R reconheceu sua conduta e buscou tratamento para abuso de substâncias.

O caso

Com salário anual de $76.907,90, L. J. R trabalhava para o condado desde fevereiro de 2017. De acordo com registros do Departamento de Saúde da Flórida, a carreira de L. J. R começou como enfermeira registrada em 1990. Ela também é enfermeira registrada de prática avançada e recebeu a certificação de técnica médica de emergência e paramédica em 2013.

Seu histórico não mostrava nenhuma ação disciplinar ou reclamação pública. Em abril de 2022, L. J. R foi homenageada pelo Corpo de Bombeiros por cinco anos de serviço dedicados ao programa de ambulância aérea Trauma Star na Florida Keys. Na época, ela era a enfermeira-chefe de voo do serviço.

A investigação começou quando o Corpo de Bombeiros do Condado de Monroe recebeu uma denúncia anônima e relatou discrepâncias em seus registros de substâncias controladas.

Em 24 de junho de 2022, um incidente revelou uma discrepância no estoque de morfina após a transferência para o depósito de substâncias controladas. Preliminarmente, descobriram que aproximadamente 16 seringas pré-preenchidas de morfina estavam faltando. Investigações mais aprofundadas revelaram que havia muitas entradas falsas feitas nos diversos registros de substâncias controladas para encobrir os furtos.

Em 25 de julho de 2022, a enfermeira-chefe de voo foi confrontada por membros do Corpo de Bombeiros do Condado de Monroe com as discrepâncias, admitiu ser responsável e pediu ajuda. L. J. R foi então levada a um centro de desintoxicação em West Palm Beach, FL.

Em 6 de setembro de 2022, L. J. R foi presa sob acusações relacionadas ao roubo das seringas de morfina e à falsificação dos registros de substâncias controladas, revelando um abuso significativo de sua posição e confiança.

Em razão dos furtos, o Corpo de Bombeiros implementou melhorias no processo de documentação para um módulo de rastreamento de substâncias controladas mais seguro.

Outros casos

Esta não é a primeira vez que há problemas com os registros de substâncias controladas da Trauma Star. Em outubro de 2013, o Corpo de Bombeiros descobriu frascos de morfina e um anestésico intravenoso chamado Etomidate desaparecidos da sala de armazenamento de drogas no hangar do helicóptero.

Da mesma forma, uma investigação sobre discrepâncias encontradas nos registros de substâncias controladas levou à descoberta de que as drogas estavam desaparecidas. Um socorrista de voo responsável pelo registro quando as drogas desapareceram foi suspenso sem remuneração por causa disso.

Em 2010, um capitão de emergência médica designado para a Trauma Star retirou suprimentos médicos não especificados do hangar para prestar assistência médica a bombeiros voluntários locais em sua casa. Ambos os casos foram tornados públicos após uma série de reportagens do Miami Herald/FLKeysnews.com sobre as drogas desaparecidas e suprimentos removidos.

Monroe County’s Trauma Star

A Monroe County’s Trauma Star começou em 2002 e tornou-se o único serviço de ambulância aérea no Condado de Monroe com três helicópteros e duas bases de resgate, uma em Key West, no Lower Keys Medical Center e outra no Aeroporto Internacional da Maratona de Florida Keys.

O programa é administrado pelo Corpo de Bombeiros, pelo Escritório do Xerife e pelo Conselho de Comissários do Condado de Monroe. De plantão 24 horas por dia, 7 dias por semana, rotineiramente salvam vidas ao levar os pacientes gravemente feridos ou doentes de helicóptero para hospitais em Miami-Dade, que possuem cuidados especializados em trauma indisponíveis nas remotas Keys (ilhas).

Key West fica a 120 milhas de carro por uma única rodovia até a Flórida continental. Em 2019, o Corpo de Bombeiros de Monroe adicionou transfusões de sangue em voo para pacientes gravemente feridos (página do Facebook do Corpo de Bombeiros).

Os helicópteros são tripulados por enfermeiros e paramédicos, e podem pousar diretamente em cenas de emergência, como acidentes de carro ou barco. As equipes transportam por ano cerca de 1.500 pacientes para hospitais de Miami.

O programa oferece transporte de ambulância aérea das remotas Florida Keys para hospitais do continente, com serviços especializados de trauma que não estão disponíveis nas Keys. CAMMY CLARK Corpo de Bombeiros do Condado de Monroe.
O programa oferece transporte de ambulância aérea das remotas Florida Keys para hospitais do continente, com serviços especializados de trauma que não estão disponíveis nas Keys. CAMMY CLARK Corpo de Bombeiros do Condado de Monroe.

Maranhão realiza curso de Operador de Suporte Aeromédico para qualificar médicos e enfermeiros no transporte de pacientes graves

Maranhão – O Governo do Maranhão, por intermédio da Central Estadual de Regulação da Secretaria de Estado da Saúde (SES), deu início, no dia 23 de fevereiro, no auditório do Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), ao Curso de Operador de Suporte Aeromédico. A qualificação acontecerá em duas semanas e é destinada a 60 profissionais médicos e enfermeiros que atuam no serviço, adequando-os à legislação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), bem como nas exigências do Ministério da Saúde (MS) para o transporte aeromédico de pacientes graves.

Presente na aula inaugural do curso, a subsecretária de Estado da Saúde, Liliane Carvalho, enfatizou o comprometimento de todos em fortalecer uma saúde pública de qualidade. “É motivo de satisfação ver a participação dos profissionais, pois aqui não se trata apenas do atendimento nas unidades hospitalares, mas também do cuidado inter-hospitalar e do serviço aeromédico, que tem se expandido significativamente no estado nos últimos anos. Essa formação deve ser vista como um investimento, ela representa a garantia de um atendimento mais eficiente e humanizado ao nosso paciente”, disse.

O curso é executado com o apoio do Centro Tático Aéreo (CTA). Além de alinhar as exigências técnicas e legislações da ANAC, a iniciativa também passa a integrar a grade de formações realizadas pela Escola de Saúde Pública do Maranhão (ESP-MA).

“A cada dois anos, realizamos a validação da equipe responsável pelo transporte de pacientes graves em toda a rede estadual do Maranhão, por meio dessa qualificação. O diferencial desta edição é que o curso passa a ser ofertado pela Escola de Saúde Pública. Antes ele era realizado em parceria com o CTA, agora ele é coordenado integralmente pela própria SES. A meta é tornar essa capacitação anual, garantindo a formação contínua e o fortalecimento das nossas equipes”, pontuou a superintendente Estadual de Regulação da SES, Thalita Pereira Veiga.

Em 2025, o serviço aeromédico da Central Estadual de Regulação da SES realizou 100 transportes com o apoio do CTA no Maranhão. A expectativa é que com a execução anual do curso, esse número seja ampliado, assim como o quantitativo de profissionais atuantes.

Maranhão inicia curso de Operador de Suporte Aeromédico para qualificar médicos e enfermeiros no transporte de pacientes graves. Foto: Bruce Haslan Amaral

A médica generalista Ananda Eneas está há um ano na equipe do Aeromédico da Central Estadual de Regulação da SES e comentou da importância de participar do curso. “Eu tenho uma gratidão imensa em trabalhar como aeromédica, de fazer parte do serviço de saúde do Estado, levando saúde para o interior do Maranhão, que é uma área muito necessitada de questão. Somos reconhecidos em todas as áreas e hospitais, levando a saúde para todos os tipos de pacientes, desde o recém-nascido ao idoso extremo com mais de 80 anos. É um serviço muito importante e sou grata em fazer parte dele”.

Também estiveram presentes na aula inicial do Curso de Operador de Suporte Médico o secretário adjunto de Administração e Engenharia, Hugo Ferro; a diretora administrativa da ESP-MA, Ana Lucia Nunes; e o diretor clínico do HCM, Humberto Feitosa.

O curso

Ao todo, 60 profissionais participam do treinamento, sendo 30 por semana. Cada turma passa por sete dias de formação: cinco de conteúdo teórico e dois de atividades práticas, com simulações em piscina e em mata fechada conduzidas pelo CTA e pelo Corpo de Bombeiros (CBMMA). Depois de concluída a qualificação, eles estarão certificados e habilitados para atuar no transporte aeromédico de pacientes graves em todo o estado.

O médico cirurgião Daniel Nery é o responsável pelo conteúdo teórico e também fez a aula magna intitulada “Muito além do voo, a missão é salvar vidas”. “Além deste curso, já ofertamos outros também, como o de transporte neonatal, capacitação para condutores e de técnicos de enfermagem em assistência básica à saúde. Estamos em um estado geograficamente grande, cuja demanda de pacientes críticos precisa de atendimento de qualidade para assim diminuirmos a morbimortalidade”, comentou.

Entre os temas abordados na formação estão “Segurança operacional”, “Principais patologias e alterações fisiológicas”, “Protocolo de transporte do paciente crítico”, “Visita técnica em aeronave de transporte aeromédico”, “Prática do protocolo de transporte aeromédico adulto” e “Discussão de casos clínicos”.

Paraná cria o Comando de Aviação da PM e fortalece a coordenação das operações aéreas no estado

Paraná – A Polícia Militar do Paraná (PMPR) criou o Comando de Aviação (ComAv), nova estrutura responsável por coordenar as operações aéreas da corporação em todo o Estado. A mudança foi oficializada pelo Decreto nº 12.227/2025. O ComAv substitui o antigo Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA).

Com a alteração, a aviação da PMPR deixa de funcionar como batalhão e passa a integrar o escalão intermediário de comando da corporação. De acordo com o decreto, a medida centraliza o planejamento, a gestão e o emprego das aeronaves, com foco na ampliação da capacidade operacional e na melhoria do tempo de resposta às ocorrências.

“O Comando de Aviação mantém a missão operacional já executada e cria uma estrutura que amplia a capacidade de atuação, especialmente com a interiorização gradual das operações aéreas, o que contribui para maior alcance e agilidade no atendimento das demandas”, afirmou o comandante interino da unidade, tenente-coronel Andrey Müller Iark.

Paraná cria o Comando de Aviação da PM e fortalece a coordenação das operações aéreas no Estado. Foto: Divulgação

O Comando de Aviação terá sede em Curitiba e atuação em todo o território paranaense, com bases operacionais em Londrina e Cascavel, além da Capital, e previsão de criação de futuras bases, como em Umuarama. A distribuição regional permite o acionamento mais rápido das aeronaves conforme a demanda de cada região do Estado.

Entre as atribuições do novo comando estão o policiamento ostensivo aéreo em áreas urbanas, rurais, litorâneas e de fronteira, o apoio a operações policiais e de defesa civil, ações de busca, salvamento e resgate, transporte aeromédico, combate a incêndios florestais e o uso de aeronaves remotamente pilotadas no apoio às atividades da PMPR.

O decreto também estabelece que o Comando de Aviação será responsável pela gestão orçamentária das atividades aéreas. O efetivo, o patrimônio e os contratos anteriormente vinculados ao BPMOA foram incorporados à nova estrutura, garantindo a continuidade das operações sem prejuízo aos serviços prestados à população.

Em ação conjunta com a FAB, Polícia Militar do Paraná realiza transporte aéreo de órgão para transplante
Em ação conjunta com a FAB, Polícia Militar do Paraná realiza transporte aéreo de órgão para transplante.

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