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Base aeromédica de Joaçaba supera mil horas de voo com índice de 96% de missões cumpridas com sucesso

Santa Catarina – A base foi oficialmente inaugurada em 10 de abril de 2024, no Aeroporto Santa Terezinha, ampliando a cobertura aérea do Estado e interiorizando o serviço aeromédico. A implantação da estrutura em Joaçaba reduziu distâncias históricas entre pacientes críticos e hospitais de referência.

Com a operação do avião Arcanjo 04, modelo Cessna Grand Caravan, o CBMSC passou a atender de forma mais célere municípios do Meio-Oeste, Planalto Serrano e Extremo-Oeste, encurtando trajetos que por via terrestre poderiam ultrapassar oito ou dez horas. A eficiência operacional da unidade é comprovada pelo índice de 96,4% de missões cumpridas com sucesso, demonstrando a alta confiabilidade do serviço na região.

Desde a criação, os municípios mais atendidos, por meio de seus aeroportos, incluem Joaçaba, Videira, Caçador, Lages, Chapecó, Xanxerê e São Miguel do Oeste. A média é de 2,8 horas de voo por ocorrência. 641 pessoas já foram transportadas, entre pacientes e acompanhantes.

Arcanjo-04 atinge 300 missões aeromédicas e consolida base de Joaçaba como referência no Meio-Oeste catarinense, Foto: Divulgação

Ao longo deste período, a base já acumulou marcos operacionais expressivos e consolidou uma média consistente de horas voadas por ocorrência – reflexo da complexidade dos atendimentos. Um diferencial marcante da operação em Joaçaba é a humanização: em 71,7% das missões, o paciente pôde contar com a presença de um acompanhante durante o voo.

Tempo-resposta que faz a diferença

O transporte aeromédico é decisivo quando o fator tempo é determinante para a sobrevida ou para a redução de sequelas. A aeronave permite transferências inter-hospitalares de alta complexidade; transporte de gestantes de risco — com 46 gestantes atendidas até o momento; remoções neonatais e pediátricas — uma das principais vocações da base, já que quase metade dos pacientes (47,5%) pertence ao grupo de recém-nascidos e crianças;
transporte de órgãos para transplante; apoio em missões de busca e resgate.

Para garantir a segurança desses pacientes vulneráveis, a base já utilizou incubadoras em 89 ocasiões e dispositivos “bebê conforto” em outras 30 missões, funcionando como uma UTI aérea especializada para o início da vida.

Estrutura integrada com o SAMU Aeromédico

A atuação do CBMSC/BOA ocorre em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), por meio da Secretaria de Estado da Saúde, em um modelo consolidado há mais de uma década em Santa Catarina.

Hoje, o serviço aeromédico catarinense opera com cinco aeronaves – aviões e helicópteros – distribuídas estrategicamente pelo Estado, garantindo capilaridade e eficiência operacional.

Um marco que projeta o futuro

A superação da marca de 1.001,4 horas de voo em Joaçaba reafirma o papel estratégico da 3ª Companhia na malha aeromédica catarinense. O número simboliza maturidade operacional, integração entre bombeiros militares e equipes médicas, e consolidação de uma política pública que aproxima o atendimento especializado de quem mais precisa.

Mais do que um indicador estatístico, são mais de mil horas dedicadas a reduzir o tempo entre o risco e o cuidado – entre a urgência e a esperança. Para o Capitão Daldrian Scarabelot, que atua na região, o marco reflete a natureza ininterrupta do trabalho do Batalhão:

“Cada missão é a reafirmação do nosso compromisso com a sociedade catarinense. Quando não estamos em voo, estamos em resgate; atendemos ocorrências por terra ou pelo ar, garantindo que o socorro nunca pare. É um serviço que se consolida cada vez mais como um braço essencial para os municípios do Meio-Oeste e Oeste, transformando essas mil horas de operação em centenas de segundas chances para quem mais precisa”, concluiu.

Acre fortalece rede de saúde no interior do estado com entrega de nova ambulância aérea ao Corpo de Bombeiros Militar

Acre amplia serviço aeromédico com entrega de nova aeronave ao Corpo de Bombeiros. Foto: Diego Gurgel

Acre – Fortalecendo a rede de saúde no interior do estado e garantindo maior agilidade nas operações de transporte aeromédico, o governo do Acre realizou no Aeroporto de Tarauacá, a entrega oficial da aeronave GranCaravan 208B EX ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre, e a ampliação do serviço aeromédico no estado. A nova estrutura operacional promete reduzir distâncias, acelerar atendimentos de urgência e emergência e reforçar o sistema de salvamento em todas as regiões do Acre.

O investimento total é de R$ 34 milhões, viabilizado com recursos próprios do Tesouro Estadual, além de parcerias institucionais com o Ministério Público do Trabalho de Rondônia (MPT/RO) e o Tribunal Regional do Trabalho de Rondônia (TRT/RO), com apoio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e integração direta com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

Acre amplia serviço aeromédico com entrega de nova aeronave ao Corpo de Bombeiros. Foto: Diego Gurgel

Durante o ato, o governador Gladson Camelí destacou a importância do avanço para a saúde do Acre e principalmente do interior: “É importante destacar que dez minutos podem salvar uma vida. Essa conquista é resultado de um acordo entre o Corpo de Bombeiros e a Sesacre, com investimento de R$ 34 milhões na aquisição de uma aeronave nova, vinda diretamente da fábrica, totalmente equipada com UTI aérea e todos os recursos necessários para realizar a remoção de pacientes com rapidez, segurança e eficiência, reduzindo significativamente o risco de óbito. Deixo aqui minha gratidão a toda a equipe de governo e ao Corpo de Bombeiros, que se empenhou na elaboração do projeto e na viabilização dos recursos para tornar essa importante entrega realidade”.

Gladson Camelí ressaltou ainda que a ampliação do serviço reforça o compromisso da gestão com a interiorização da saúde.

“Mais uma vez, é importante deixar claro que 80% dos recursos são provenientes do Ministério Público do Trabalho e 20% da Sesacre, garantindo a viabilização do transporte aeromédico, tanto no deslocamento de pacientes do interior para a capital, quanto da capital para o interior, quando necessário. O que realmente importa é assegurar agilidade e rapidez no atendimento, para que nenhuma vida seja perdida. Vida é o nosso bem mais precioso”, completou.

A vice-governadora, Mailza Assis, corroborou: “Para a nossa região, considerando a dificuldade entre as distâncias, essa aquisição é extraordinária no sentido de salvar vidas e de ter mais eficiência no serviço de saúde e para outras necessidades, mais especificamente a aeronave vai suprir essa necessidade de transporte de paciente que precisa do atendimento na capital”.

O comandante-geral do CBMAC, coronel Charles Santos, ressaltou a importância operacional da aeronave para as missões de salvamento e transporte aeromédico. “O CBMAC atua de forma integrada com a Saúde e demais órgãos estaduais. A chegada dessa aeronave fortalece nossa capacidade técnica e operacional, garantindo mais eficiência nas missões e maior segurança para a população acreana”, afirmou.

Ampliação estrutural e investimento direcionado a salvar vidas

A ampliação moderniza a capacidade operacional do Corpo de Bombeiros, em parceria com a Saúde, garantindo mais agilidade e eficiência nos atendimentos, especialmente em regiões de difícil acesso. Um dos momentos mais emblemáticos do evento foi a realização da primeira ocorrência real de transporte aeromédico com a nova aeronave.

Um paciente do município de Tarauacá foi regulado pela Central de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), atendido pela equipe aeromédica no aeródromo e transferido para Rio Branco, marcando oficialmente o início das operações com a GranCaravan 208B EX.

A nova aeronave passa a integrar a estrutura operacional do CBMAC, responsável pela coordenação do serviço aeromédico em parceria com a Sesacre. O equipamento amplia a capacidade de resposta em um estado marcado por extensas áreas territoriais e comunidades isoladas.

Operação aeromédica é comprometida por voo irregular de drone durante resgate no litoral do Paraná

Paraná – Um homem foi preso na noite de domingo (15) por operar ilegalmente um drone e atrapalhar a decolagem de um helicóptero que fazia o resgate de um adolescente de 13 anos vítima de afogamento em Guaratuba, no litoral do Paraná.

Segundo a Polícia Militar (PM-PR), o helicóptero pousou na areia após o isolamento da área pelas equipes de socorro. Em seguida, o drone passou a sobrevoar o local em distância muito próxima da aeronave.

Confome o Corpo de Bombeiros, o adolescente se afogou em uma piscina, e a família o levou até o posto de guarda-vidas. Durante o atendimento, o drone se aproximou.

Segundo a PM, mesmo após sinais e orientações para afastamento, o drone voltou ao espaço aéreo no momento em que o helicóptero iniciou os procedimentos de decolagem, com a hélice em funcionamento, impedindo o voo e colocando em risco a segurança da operação de resgate.

Foi só depois de cerca de sete minutos que a aeronave conseguiu decolar e levar a vítima.

“Esse drone acabou colocando em risco toda a operação que estava sendo desenvolvida, tanto o atendimento, como a operação aérea propriamente, e acabou dificultando o rápido deslocamento da nossa equipe para o Hospital Regional de Paranaguá. Após a vítima já estar estabilizada dentro da aeronave, foi necessário que a equipe desembarcasse para que conseguisse identificar de onde que esse drone havia partido”, detalhou o capitão Renato Bastos.

Com isso, a corporação localizou e abordou o operador do drone, que informou não possuir autorização para o voo, nem registro junto aos órgãos competentes. O homem foi preso pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, que tem pena de dois a cinco anos de reclusão. O nome dele não foi divulgado. O drone da marca DJI foi apreendido.

DEA lança serviço aeromédico em Arapiraca e amplia cobertura aérea nas regiões do Agreste e do Sertão Alagoano

Alagoas – O Departamento Estadual de Aviação (DEA) lançou o serviço aeromédico na base de Arapiraca. A iniciativa amplia a cobertura aérea no interior do estado, com foco nas regiões do Agreste e do Sertão alagoano.

A base de Arapiraca passa a contar com helicóptero destinado a resgates e apoio a ocorrências policiais, além de equipe aeromédica formada por médico e enfermeiro.

A operação envolve ainda pilotos e operadores aerotáticos do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Militar e da Polícia Civil, que integram as equipes do DEA, além das equipes do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).

A ativação do serviço integrou o planejamento operacional do DEA para o período carnavalesco e tem como objetivo reduzir o tempo de resposta em ocorrências graves, especialmente em uma região que historicamente registra aumento nos casos de afogamentos e acidentes de trânsito durante as festividades.

O diretor-presidente do DEA, coronel André Madeiro, destacou a importância estratégica da base no interior do estado. “Levar o serviço aeromédico para Arapiraca significa aproximar ainda mais a resposta aérea da população do Agreste e do Sertão. Estamos preparados para atuar com rapidez, integração e eficiência, garantindo suporte tanto nas ocorrências de saúde quanto nas ações de segurança pública”, afirmou.

O coordenador do Samu, Mac Douglas de Oliveira, destacou a importância da atuação conjunta. “A presença do serviço aeromédico em Arapiraca representa ganho significativo no tempo-resposta e na qualidade do atendimento às vítimas em estado grave. A atuação integrada entre Samu e DEA amplia as chances de sobrevida e fortalece a assistência à população do interior”, afirmou.

Acidente com ambulância aérea na Índia deixa sete mortos

Policiais e seguranças trabalham no local onde a ambulância aérea Beechcraft caiu, matando todas as sete pessoas a bordo, em Chatra, Jharkhand, Índia, em 24 de fevereiro de 2026, nesta captura de tela retirada de um vídeo. ANI/Reuters TV via REUTERS

Índia – Sete pessoas a bordo de uma ambulância aérea morreram na noite desta segunda-feira (23) na Índia. O avião caiu na Panchayat de Kasariya, bloco de Simaria, no estado indiano de Jharkhand. No acidente, faleceram dois pilotos, um médico, um paramédico, um paciente e dois de seus parentes (acompanhantes).

O avião Beechcraft C90, registrada VT-AJV, e operado pela Redbird Airways decolou da capital estadual, Ranchi, mas solicitou uma alteração em sua rota devido ao mau tempo, informou a Diretoria Geral de Aviação Civil na segunda-feira. A aeronave perdeu contato de comunicação e radar, disse o regulador.

Uma equipe do Escritório de Investigação de Acidentes de Aeronaves (AIIB) da Índia foi enviada para investigar o sinistro, informou o órgão regulador. Separadamente, na terça-feira (24), a Direção-Geral de Aviação Civil da Índia emitiu informes de segurança mais rigorosos para operadores após revisão de incidentes recentes, citando falhas nos procedimentos operacionais padrão e no treinamento.

Novas medidas incluem divulgação pública obrigatória dos registros de segurança, aumento das auditorias de gravadores de voz e dados de voo na cabine, penalidades mais severas para violações e supervisão aprimorada da manutenção da aeronave e da tomada de decisões relacionadas ao clima.

“Ambos os pilotos eram capazes e experientes”, disse Mohinder Kaur, chefe de segurança de voo da Redbird Airways, acrescentando que o acidente esta sob investigação da polícia e das agências competentes.

Parentes do paciente falecido disseram a repórteres que ele foi ferido em um incêndio em um hotel, causando queimaduras em seus braços e pernas. Inicialmente estava em tratamento em Ranchi. Após consulta médica foi descartada sua transferência para Delhi por via terrestre. O custo total da ambulância aérea foi de cerca de Rs. 8 lakh (R$ 45.000,00).

Parceria entre CIOPAER e SAMU garante resgates aeromédicos em áreas remotas do Acre

Parceria entre CIOPAER e SAMU garante resgates aeromédicos em áreas remotas do Acre

Acre – Em um estado com vastas áreas de difícil acesso, o trabalho em conjunto do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tem se mostrado essencial para salvar vidas. Somente no ano passado, 62 pessoas foram resgatadas e transportadas com segurança por meio das operações aeromédicas no Acre.

A parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Ciopaer e Samu, coloca o Acre em um patamar de excelência no atendimento emergencial. Os resgates chegam a locais remotos, como municípios isolados, aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas, garantindo assistência rápida e especializada a quem mais precisa.

O comandante do Ciopaer, coronel Sergio Albuquerque, ressaltou a importância do trabalho das equipes aeromédicas e o impacto direto na preservação de vidas. “Nosso compromisso é garantir que cada minuto conte. O trabalho dos resgates aeromédicos é essencial para levar atendimento rápido e salvar vidas, muitas vezes em situações em que o tempo é o fator mais decisivo”, disse.

A enfermeira emergencista Solange Almeida, que participou do primeiro resgate aeromédico do Estado, em 2009, relembrou o início da parceria com o Ciopaer e destacou a importância da agilidade no atendimento às vítimas.

Nosso trabalho é de suma importância, porque chegar na hora certa faz toda a diferença para o paciente. Lembro do primeiro resgate, em 9 de setembro de 2009, durante um treinamento que acabou se tornando real: atendemos uma vítima grave de acidente na estrada de Manoel Urbano”, afirmou.

Solange, bem emocionada, também destacou o sentimento de satisfação ao ver uma vida sendo salva. “Essa parceria com o Ciopaer tem permitido salvar vidas em regiões onde uma ambulância não chegaria, como aldeias indígenas e áreas isoladas. Cada atendimento bem-sucedido traz um sentimento imenso de gratidão a Deus, pela oportunidade, e ao governo, por garantir estrutura e condições para que possamos salvar quem mais precisa”, ressaltou.

Simulação de salvamento

Para manter a excelência no atendimento e aprimorar continuamente os protocolos de salvamento, o Ciopaer e Samu realizam periodicamente simulações de resgate aeromédico. A ação tem como objetivo treinar as equipes para situações reais de emergência, garantindo rapidez e precisão nas operações de socorro aéreo, além de demonstrar as dificuldades no momento do salvamento e o quão complexas são as operações.

O coronel do Corpo de Bombeiros, Cleiton Almeida, destacou que os investimentos realizados pelo Estado em aeronaves e operações aeromédicas são fundamentais para garantir que o serviço público chegue à população.

“O investimento nessa área vale a pena porque salva vidas. A essência do Estado é justamente proporcionar melhores condições de vida, saúde e bem-estar à população. Essas aeronaves atendem comunidades distantes, levando socorro a quem mais precisa. Quando comparamos o custo de uma hora de voo com o de um dia de internação em UTI, percebemos que o investimento não é só necessário, mas altamente eficiente”, afirmou.

História e evolução

Criado oficialmente em 11 de setembro de 2009, o Ciopaer iniciou suas operações com apenas uma aeronave. Hoje, o Estado conta com uma frota moderna e diversificada, composta por três aviões de asa fixa, três helicópteros e drones de última geração.

Esses investimentos representam um salto significativo na capacidade operacional e reforçam o compromisso do governo do Acre com a modernização e eficiência dos atendimentos emergenciais.

Operar em uma região como a Amazônia exige planejamento rigoroso, preparo técnico e coragem. Atualmente, o Acre dispõe de 47 profissionais altamente qualificados, entre pilotos, médicos, enfermeiros e mecânicos, que atuam em todas as regiões do estado, garantindo agilidade e segurança em cada missão.

O Ciopaer possui duas bases de operação, uma na capital Rio Branco, para atender o Alto e Baixo Acre e outra em Cruzeiro do Sul, para atender as cidades do Vale do Juruá. E para reforçar as operações de salvamento aéreo, a segurança pública do Acre será ainda mais fortalecida com a chegada, do novo avião do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), o modelo Cessna Grand Caravan EX.

A aeronave equipada com kit aeromédico e instrumentos especializados para operações de resgate, incluindo bomba de infusão, monitor cardíaco, desfibrilador, incubadora neonatal e ventilador pulmonar, promete ampliar de forma significativa a capacidade de resposta em situações de emergência, salvamento e apoio logístico em todo o território acreano.

O Secretário de Saúde, Pedro Pascoal, destacou que a chegada da nova aeronave do Corpo de Bombeiros, prevista para este mês de fevereiro, representa um avanço importante para o atendimento emergencial no Acre.

“A nova aeronave vai ampliar nossa capacidade de resgate e reduzir o tempo de resposta em situações críticas. É um reforço essencial para que o Estado continue salvando vidas e garantindo atendimento rápido, especialmente às comunidades mais distantes”, afirmou.

Parceria entre Ciopaer e Samu garante resgates aeromédicos em áreas remotas do Acre. Foto: Divulgação

GOA do CBMBA realiza resgate aeromédico de vítima de AVC após treinamento com SAMU de Vera Cruz

Bahia – O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) demonstrou, na prática, a eficácia dos protocolos de transporte aeromédico que vêm sendo reforçados em treinamentos com equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica.

O GOA conduziu um treinamento com 20 profissionais do SAMU de Vera Cruz, com ênfase em transporte aeromédico. A capacitação abordou tópicos essenciais como embarque e desembarque, uso adequado de equipamentos e conduta da equipe durante voos operacionais, além de simulações de atendimento com vítimas imobilizadas, reforçando a importância dos protocolos de segurança operacional.

Segundo os instrutores do GOA, o treinamento em solo, realizado com a aeronave parada, permite que os profissionais conheçam detalhadamente as áreas de risco, os procedimentos corretos de aproximação e a dinâmica de entrada e saída da aeronave — elementos que são cruciais para reduzir o tempo de resposta em emergências reais.

No dia seguinte ao treinamento, o helicóptero Fênix 01 foi acionado para uma missão de emergência envolvendo uma idosa de 72 anos vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC). O helicóptero decolou da Vila Militar do Bonfim e pousou em uma faixa de areia na Ilha de Maré, onde a equipe aeromédica embarcou a paciente e transportou-a com agilidade e segurança até a base do GOA.

Após o resgate, a idosa foi encaminhada ao Hospital Santo Antônio, referência no atendimento a casos de AVC. Esse ciclo de capacitação e sua aplicação contribui diretamente para aprimorar a qualidade do atendimento aeromédico no estado, consolidando a atuação integrada entre forças de segurança e saúde no resgate de vidas e reforçando a importância de preparo técnico contínuo para situações críticas.

GOA realiza resgate aeromédico de vítima de AVC após treinamento com SAMU de Vera Cruz. Foto: Divulgação

PRF e SAMU realizam simulado aeromédico para o Galo da Madrugada, em Recife

Pernambuco – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e SAMU metropolitano do Recife, realizaram, nesta segunda-feira (03), um simulado operacional aeromédico na área externa da Estação Central do Metrô do Recife, no bairro de São José. A ação faz parte do planejamento especial para o desfile do Galo da Madrugada, considerado o maior bloco de carnaval do mundo.

Durante o exercício, foi simulada uma operação de pouso e decolagem de emergência com o helicóptero da PRF, exigindo atuação coordenada entre equipes de segurança e de atendimento pré-hospitalar. O objetivo foi treinar a resposta a ocorrências de alta complexidade, além de aprimorar a comunicação entre os órgãos envolvidos e reduzir o tempo de resposta em situações críticas.

“A operação tem como objetivo testar todo o protocolo de acionamento, pouso, decolagem e transporte de pacientes de alta complexidade até o Hospital da Restauração, bem como aprimorar a coordenação com todas as equipes de solo para esse tipo de ocorrência.” PRF Allan Pontes, comandante da aeronave.

PRF e SAMU realizam simulado aeromédico para o Galo da Madrugada, em Recife. Foto: Divulgação

O simulado contou com a participação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU Metropolitano Recife), da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e da Guarda Municipal do Recife. A atividade reproduziu cenários que podem ocorrer durante grandes eventos, permitindo avaliar, na prática, a eficiência da rede de urgência e emergência.

A iniciativa integra as ações preventivas desenvolvidas pela PRF para o período carnavalesco, marcado pelo aumento no fluxo de pessoas e pela necessidade de respostas rápidas a possíveis ocorrências. A atuação integrada entre as instituições busca ampliar a segurança dos foliões e fortalecer a capacidade operacional dos órgãos envolvidos.

A PRF segue atuando no planejamento e na execução de ações voltadas à preservação da vida e à segurança da população durante grandes eventos.

PRF e SAMU realizam simulado aeromédico para o Galo da Madrugada, em Recife. Foto: Divulgação.

Serviço aeromédico do Oeste do Paraná realizou mais de 6 mil atendimentos em 12 anos

Paraná – Em janeiro, o serviço aeromédico do CONSAMU, com sede em Cascavel, celebrou 12 anos de dedicação e apoio aos municípios da região Oeste do Paraná. São 43 municípios que, dentro da estrutura do CONSAMU, contam com este serviço essencial, garantindo atendimento rápido e eficiente em situações críticas, como acidentes de trânsito, infartos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

Financiado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde do Paraná (SESA), e operacionalizado pelo CONSAMU, o serviço aeromédico se consolidou ao longo de mais de uma década como referência na região, impactando positivamente a vida de milhares de famílias. Atualmente, a empresa Helisul é contrata pela SESA para fornecer a aeronave e toda infraestrutura necessária para manter o serviço operacional.

A Base de Cascavel conta com um helicóptero e uma equipe composta por 11 médicos, 7 enfermeiros, 2 pilotos e 2 mecânicos, todos altamente capacitados e prontos para atuar tanto no local do incidente quanto em unidades móveis equipadas para casos de maior complexidade.

Desde o início das operações, o serviço realizou 6.017 missões, cada uma representando uma vida atendida com rapidez e qualidade.

Corpo de Bombeiros incorpora a Babypod e amplia segurança no transporte aeromédico pediátrico no Distrito Federal

Corpo de Bombeiros incorpora a Babypod e amplia segurança no transporte aeromédico pediátrico no Distrito Federal

Distrito Federal – O Comando de Aviação do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (COMAV) adquiriu dois dispositivos de transporte aeromédico pediátrico desenvolvido com a mesma engenharia aplicada à segurança de pilotos da Fórmula 1, chamada de Babypod.

Projetado para pacientes de até 8 kg, o Babypod é a solução ideal quando o uso de incubadoras tradicionais não é possível. Enquanto incubadoras convencionais podem ultrapassar 100 kg, o Babypod assegura continuidade operacional e eficiência em atendimentos consecutivos.

Com apenas 12,2 kg, garante maior autonomia da aeronave, rapidez na resposta e, principalmente, segurança térmica, resistência mecânica e conforto ao paciente. A incubadora dispõe de espuma de absorção de impacto, ampla visibilidade para a equipe de saúde e sistema de fixação compatível com kits aeromédicos.

Saiba mais sobre o Curso de Operador de Suporte Médico e seu novo formato

O curso de capacitação em resgate aeromédico passou por uma reformulação e foi atualizado. Agora o curso passa a chamar Curso de Operador de Suporte Médico (COSM) e terá seu módulo prático desenvolvido em um dos melhores centros de treinamentos do Brasil, Work Fire, em Guarulhos (SP), com mais de 29 anos de experiência em treinamentos de emergência.

O curso é realizado por meio de parceria entre a Evoluigi Treinamento e Desenvolvimento e o Instituto de Ensino e Saúde de São Paulo (IESSP) e capacita médicos, enfermeiros e fisioterapeutas para operações de Resgate Aeromédico.

Com carga horária total de 60 horas-aula, o curso oferece um módulo prático e outro teórico. O curso é realizado em duas etapas, de forma a ajudar o aluno a organizar sua agenda. Agora as aulas práticas acontecem no Centro de Treinamento Work Fire, em Guarulhos (SP).

PÁGINA DO CURSO

As aulas teóricas acontecem on-line, por meio da plataforma ZOOM, e conta com instrutores qualificados. O time de instrutores é formado por médicos, enfermeiros, pilotos, operadores aerotáticos e fisioterapeuta, todos com larga experiência em resgate aeromédico. Todas as aulas são ao vivo e serão gravadas.

No módulo teórico estão incluídos os materiais didáticos e no módulo prático o aluno terá durante sua estadia em Guarulhos (SP), alimentação, hospedagem em alojamentos e traslados do ponto de encontro (Aeroporto Campo de Marte – SP) para a visita técnica e para local do curso prático.

O conteúdo prático e teórico é desenvolvido e estruturado segundo regulamento da ANAC – RBAC 90 (Subparte O – Treinamento para Operador de Suporte Médico), Instrução Suplementar nº 135-005A da ANAC, e Portaria Nº 2048/2002 do Ministério da Saúde.

Para realizar o módulo prático, o aluno deverá ter concluído ou estar realizando o módulo teórico.

Quem pode participar

O curso é desenvolvido para capacitação de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas que trabalham ou possuem interesse no resgate aeromédico. Estudantes desses cursos também podem realizar o Curso de Operador de Suporte Aeromédico.

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Arcanjo 01 realiza primeiro transporte aeromédico neonatal com incubadora BabyPod no Paraná

Arcanjo 01 realiza primeiro transporte aeromédico neonatal com incubadora no Paraná. Foto: Divulgação

Paraná – A equipe do helicóptero Arcanjo 01 usou pela primeira vez sua incubadora neonatal. A aeronave transportou uma bebê prematura, com apenas 5 horas de vida, do Hospital Municipal de Guaratuba para o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, referência no atendimento em UTI para recém-nascidos.

O Arcanjo 01 é a primeira aeronave dedicada exclusivamente as missões do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR). A ocorrência contou, também, com a atuação conjunta entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), o Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA).

A incubadora neonatal, conhecida por BabyPod, é ultraleve. Desenvolvida para o transporte aeromédico, a cápsula neonatal oferece suporte básico de vida ao neonato, auxiliando na oxigenação, manutenção da temperatura corporal e estabilização da criança durante o transporte.

Além da incubadora, o helicóptero conta com o primeiro massageador cardíaco automático do Paraná, que possibilita a realização de reanimação cardiopulmonar durante o transporte da vítima até a unidade hospitalar.

O Arcanjo 01 foi entregue pelo Governo do Estado à corporação em setembro de 2025. O helicóptero integrou um investimento de R$ 49,3 milhões em cinco novas aeronaves destinadas à Segurança Pública do Paraná.

INCUBADORA

Diferente de incubadoras convencionais, que podem pesar cerca de 110 kg, a BabyPod é fabricada em fibra de carbono, pesa aproximadamente 8 kg e possui certificação europeia. O equipamento foi projetado para proteger o recém-nascido contra vibrações, impactos e variações de temperatura durante o voo, proporcionando um ambiente estável e seguro mesmo em situações críticas.

DIOA amplia operações aéreas no Amazonas e realiza 61 atendimentos aeromédicos em 2025

Amazonas – A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM), por meio do Departamento Integrado de Operações Aéreas (Dioa), fortalece as operações aéreas e amplia o número de resgates no Amazonas. Durante o ano de 2025, o Dioa executou cerca de 349 ações, das quais 222 foram missões de caráter policial e 61 atendimentos aeromédicos em todo o estado.

Atuando com sobrevoos estratégicos em áreas de grande concentração de público, o Departamento Aéreo intensificou as missões policiais. As atividades incluíram patrulhamento aéreo, apoio tático a operações integradas e suporte a ações estratégicas das Forças de Segurança, segundo o coordenador do Dioa, delegado Rafael Montenegro.

“O emprego estratégico das aeronaves do nosso departamento permite ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança, tanto no apoio às operações policiais quanto na prevenção. Os sobrevoos em áreas de grande movimentação de pessoas reforçam o monitoramento, dão mais segurança à população e garantem mais eficiência às ações integradas”, explicou a autoridade policial.

Resgate Aeromédico

Além disso, o coordenador do Dioa destacou o trabalho contínuo do Departamento Aéreo, também, nas operações aeromédicas e de remoção de pacientes, que resultaram em 61 atendimentos, garantindo agilidade no transporte de pessoas em áreas de difícil acesso em todo o estado. Ele explica que as ações ocorrem de forma integrada com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Dioa amplia operações aéreas no Amazonas e realiza 61 atendimentos aeromédicos em 2025. Foto: Victor Levy

“No total, o Dioa realizou 61 resgates e atendimentos aeromédicos em 2025. Esses serviços são fundamentais para garantir maior rapidez no transporte de pessoas que residem em locais distantes ou de difícil acesso. Destaco também que os resgates envolvem o transporte aeromédico, no qual a nossa equipe traz a vítima para Manaus, onde a mesma é encaminhada a uma unidade hospitalar pelo Samu”, detalhou o delegado.

As atividades de instrução e treinamento do Departamento somaram 54 qualificações, voltadas para a capacitação contínua dos profissionais entre os servidores do Amazonas e de outros estados do país. As capacitações incluíram cursos de Instrutor de Voo de Helicóptero (INVH), Familiarização para Inspeção de aeronave monomotor Schweizer 300 (HU30) e Atendimento Pré-Hospitalar Tático (APH), que faz parte do PTO, homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

“Os treinamentos e cursos não contemplaram apenas profissionais do Amazonas, mas também de outros estados, destacando a integração e a troca de experiências. Além disso, o Dioa segue empenhado na qualificação contínua dos nossos profissionais do estado, com o objetivo de melhorar o serviço e a logística operacional”, pontuou o delegado Rafael Montenegro.

Em 12 anos, helicópteros da Marinha realizaram mais de 260 evacuações aeromédicas no Pantanal

Mato Grosso do Sul – De quedas de cavalo a surtos psicóticos, passando por picadas de cobra, crises de bronquite e até mesmo um palito no ouvido, são várias as razões para o acionamento dos militares do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Oeste (1ºEsqdHU-61).

Nos últimos 12 anos, os helicópteros UH-12 “Esquilo” decolaram de sua base em Ladário (MS), às margens do Rio Paraguai e na fronteira com a Bolívia, mais de 260 vezes em operações de evacuação aeromédica (EVAMs), sendo 33 apenas no ano passado.

O serviço é uma ação de cooperação com o Corpo de Bombeiros local e ocorre principalmente em locais de difícil acesso — ou inviáveis por meio terrestre — e em caso de comprovada emergência. Em 2025, as principais causas para esse tipo de operação foram o apoio a gestantes ou mulheres após o parto e acidentes com cavalos.

No ‘Esquadrão Gavião’ (como o 1ºEsqdHU-61 é conhecido), a gente aprende que cada voo pode ser o voo mais importante da vida de alguém”, afirmou o Chefe do Departamento de Operações do 1ºEsqdHU-61, Capitão-Tenente Mateus dos Santos Lima.

De acordo com o Capitão-Tenente Mateus Lima, uma série de fatores precisa ser considerada em EVAMs, como a necessidade de transporte deitado – o que aumenta os riscos da missão, pela necessidade de o voo ter apenas um piloto –, o local do resgate e as condições do tempo. No Pantanal, ainda é preciso considerar o terreno alagável, já que o local de pouso de ontem pode não estar disponível hoje; o calor, que impacta o desempenho da aeronave e da tripulação; e a distância para outros destinos.

“As demandas de resgate, por vezes, são solicitadas para lugares próximos ao limite de alcance da aeronave, o que não deixa espaço para erros, uma vez que, no Pantanal, não existe apoio logístico para reabastecimentos”, avalia. Mas, em 2025, um fator não impactou tanto quanto em 2024: o fogo.

“Em 2024, as queimadas reduziram drasticamente a visibilidade e geraram conflito de missões, com as aeronaves divididas entre combate a incêndio, transporte, EVAM e as demais demandas operativas. Em 2025, com menos queimadas, tivemos mais previsibilidade operacional, menor desgaste físico da tripulação e maior disponibilidade de meios para EVAM, sem desvio constante de prioridade”, lembra o militar.

Gestantes e puérperas trazem desafios adicionais. Os motivos vão desde a pressão emocional até a possibilidade de o trabalho de parto ocorrer durante o voo. “São algumas das EVAMs mais sensíveis que realizamos. Elas exigem disciplina, calma e confiança mútua entre piloto e equipe médica. É o tipo de missão que reforça o sentido do que fazemos”, acredita.

E a lembrança mais marcante do Capitão-Tenente Mateus Lima em uma EVAM foi justamente envolvendo uma puérpera. “Lembro de uma mãe e um recém-nascido removidos em condições meteorológicas marginais. O bebê nasceu prematuro e a mãe apresentava hemorragia desde o parto, que havia acontecido na noite anterior ao resgate. Meses depois, recebemos a notícia de que a mãe e o bebê estavam bem. Nessas horas, fica só a certeza de que valeu a pena.

Em 12 anos, helicópteros da Marinha realizaram mais de 260 evacuações aeromédicas no Pantanal.

Aeromédico da Secretaria de Saúde do RJ consolida-se como referência nacional no transporte neonatal e de órgãos

Com dois helicópteros dedicados e quatro anos de atividade, o serviço deve alcançar mil órgãos transportados no começo de 2026.
Com dois helicópteros dedicados e quatro anos de atividade, o serviço deve alcançar mil órgãos transportados no começo de 2026.

Rio de Janeiro – A Superintendência de Operações Aéreas (SOAer) da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) vem se destacando nacionalmente pelo papel decisivo no salvamento de vidas. Em 2025, consolidou-se como um elo fundamental para pacientes que dependem de transplantes de órgãos vitais e de atendimentos médicos de urgência.

Em quatro anos e meio de implantação, a SOAer ultrapassou 2 mil horas de voo e deve alcançar mil órgãos transportados no começo de 2026. Somente em 2025, a equipe conhecida como “Asas que Salvam” realizou o transporte de 210 órgãos vitais e transferiu 212 crianças para unidades de saúde em diferentes municípios do estado.

O helicóptero Saúde 02 (H130) ampliou a capacidade de resposta ao permitir pousos em áreas urbanas, garantindo rapidez e eficiência. Segundo o superintendente, coronel Rodrigo Medina, essa flexibilidade foi determinante para evitar a perda de órgãos destinados a transplantes.

Com dois helicópteros dedicados e quatro anos de atividade, o serviço deve alcançar mil órgãos transportados no começo de 2026.
Com dois helicópteros dedicados e quatro anos de atividade, o serviço deve alcançar mil órgãos transportados no começo de 2026.

“Em julho, o pouso do helicóptero em plena Avenida Brasil tornou-se um símbolo de esperança. Foram apenas três minutos para que a vida ganhasse prioridade e os órgãos chegassem a tempo da cirurgia de transplante. Já em novembro, uma equipe do programa RJ Transplantes precisou ser resgatada na Serra das Araras após ficar presa no engarrafamento causado pelas obras de duplicação da via”, destacou o coronel Medina.

No atendimento aos recém-nascidos, a SOAer utiliza três incubadoras Babypod importadas da Inglaterra, pesando apenas 9 kg. Produzidas com os mesmos materiais e tecnologias que protegem pilotos de Fórmula 1, oferecem estabilidade térmica e segurança durante todo o voo. A aeronave Saúde 01, modelo AS355NP de matrícula PP-SES, tem previsão de voltar à operação em fevereiro de 2026, após revisão técnica de segurança.

Treinamentos constantes

Pelo terceiro ano, a SOAer capacitou pilotos, médicos e enfermeiros do SAMU-RJ no treinamento de escape de aeronave, que foi realizado em parceria com a Marinha do Brasil. O transporte neonatal é feito em parceria com o SAMU-RJ, que mantém equipe especializada, contando com médico e dois enfermeiros a bordo.

O treinamento atende às normas do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil 90 (RBAC 90), que exige atualização periódica dos tripulantes para situações de emergência. As simulações reproduziram a queda de uma aeronave em ambiente aquático, treinando procedimentos de evacuação com e sem visibilidade.

“Temos grande preocupação com a preparação da nossa equipe. Exercícios como estes colocam à prova habilidades e coragem, garantindo que todos estejam prontos para situações reais”, ressaltou Medina.

Com dois helicópteros dedicados e quatro anos de atividade, o serviço deve alcançar mil órgãos transportados no começo de 2026.
Com dois helicópteros dedicados e quatro anos de atividade, o serviço deve alcançar mil órgãos transportados no começo de 2026.

80% das missões aeromédicas no Amazonas são realizadas com o transporte simultâneo de dois pacientes

Amazonas – Quase 80% dos voos aeromédicos realizados no Amazonas em 2025 ocorreram em regime de transferência conjunta, com duas macas a bordo, dado que expõe a intensidade da demanda por remoções simultâneas em um estado de dimensões continentais, marcado por vazios assistenciais e por longas distâncias entre os municípios do interior e os centros de referência em saúde.

Levantamento inédito com dados operacionais da Brasil Vida Táxi Aéreo, de janeiro a novembro, aponta que, dos 444 voos aeromédicos realizados, 354 transportaram dois pacientes na mesma aeronave, enquanto apenas 87 missões ocorreram com um único paciente, restando às transferências interestaduais um papel residual, com somente três registros em todo o período analisado. Em 2026, a tendência de voos segue a mesma.

O padrão se repete ao longo de praticamente todo o ano, inclusive nos meses de maior volume operacional, como setembro, quando 46 dos 51 voos foram realizados em formato conjugado, e janeiro, que registrou 26 voos com duas macas, entre um total de 34 operações, demonstrando que a transferência conjunta deixou de ser exceção para se tornar a regra no transporte aeromédico do estado.

Operação complexa

Esse modelo de operação exige planejamento rigoroso e alto grau de coordenação, já que as aeronaves frequentemente pousam em municípios distintos para embarcar pacientes diferentes, antes de seguir para Manaus ou para hospitais de referência — estratégia que busca otimizar o uso da frota, reduzir o tempo de espera por remoção e ampliar a capacidade de resposta do sistema público de saúde diante de múltiplos chamados simultâneos.

Os atendimentos envolvem, majoritariamente, pacientes em estado grave, muitos deles em intubação orotraqueal, com múltiplas comorbidades, além de neonatos de baixo peso e adultos em sofrimento respiratório agudo, todos transportados com suporte completo de UTI aérea e equipes médicas especializadas, em operações que precisam conciliar urgência médica, segurança operacional e limitações logísticas impostas pela geografia amazônica.

Os deslocamentos por vias terrestres ou fluviais podem levar dias, aumentando a pressão permanente sobre a rede de saúde, que depende do transporte aéreo como elo essencial para garantir acesso a tratamentos de média e alta complexidade. Além disso, os números revelam que a predominância dos voos conjugados refletem eficiência operacional, pois os pagamentos são realizados por quilômetro voado e não por número de pacientes transportados.

Foto: Brasil Vida.

Em ação de rotina, FAB intercepta avião do Corpo de Bombeiros que realizava transporte aeromédico

Em ação de rotina, FAB intercepta avião do Corpo de Bombeiros durante transporte aeromédico
Em ação de rotina, FAB intercepta avião do Corpo de Bombeiros durante transporte aeromédico

Rondônia – Um avião Cessna C-208 Grand Caravan do Corpo de Bombeiros de Rondônia, que realizava o transporte aeromédico de um paciente de Porto Velho (RO) para o Paraná (PR), foi interceptada por um A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira (FAB) na tarde da última terça-feira (13/11). O registro da aproximação foi feito pelo próprio piloto e bombeiro, Ten Cel BM João Cordeiro.

O avião decolou de Porto Velho, em Rondônia, com um paciente a bordo, e seguiu para Arapongas, no norte do Paraná. No município, uma equipe médica aguardava no Hospital Norte Paranaense (Honpar Arapongas) para a realização de uma cirurgia cardíaca. Após a interceptação, a aeronave do Corpo de Bombeiros manteve a rota normal e chegou em Arapongas.

O Comandante João Cordeiro informou que esse tipo de interceptação integra os procedimentos da Força Aérea Brasileira. “Eles chegam perto, se identificam e pedem informações: de onde decolei, para onde vou, qual é a missão, o tipo de voo, o nome do comandante e o código da ANAC. É um procedimento normal”, relatou o piloto João Cordeiro.

“Já passei por isso mais de dez vezes. Passageiros costumam se assustar, mas nesse caso não houve problema. O paciente estava deitado na maca e nem percebeu a aproximação”, complementou.

A Força Aérea Brasileira informou que a interceptação integra as ações de policiamento do espaço aéreo e pode ocorrer com qualquer aeronave em voo no país, inclusive em missões humanitárias. João Cordeiro destacou que o procedimento segue padrão e não causa preocupação para a tripulação.

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Quatro astronautas retornam à Terra após evacuação médica da Estação Espacial Internacional

EUA – Um astronauta que precisava de cuidados médicos deixou a Estação Espacial Internacional com três colegas de missão na última quarta-feira (14), na primeira evacuação médica realizada pela agência espacial norte-americana NASA.

De acordo com a agência Reuters, a nave da Space X pousou em segurança no Oceano Pacífico, ao largo da Califórnia, por volta das 8h45 desta quinta-feira, depois de mais de dez horas de descida desde a Estação Espacial Internacional.

“O momento desta partida foi inesperado”, disse a astronauta da NASA Zena Cardman antes da viagem de regresso, que encurta a missão em mais de um mês. Mas o que não me surpreendeu foi a união desta tripulação como uma família, ajudando-se uns aos outros e cuidando uns dos outros”, acrescentou.

A agência espacial não identificou o astronauta nem o problema de saúde, alegando privacidade do paciente, assegurando apenas que a situação deste é estável. O doente está “estável, seguro e a receber bons cuidados”, disse o comandante da estação espacial, Mike Fincke, no início da semana, nas redes sociais.

“Esta foi uma decisão deliberada para permitir que as avaliações médicas adequadas fossem feitas em solo, onde existe toda a capacidade de diagnóstico”, acrescentou.

A tripulação de quatro astronautas chegou ao laboratório orbital em agosto, para uma estadia de pelo menos seis meses. A equipa era composta pelos astronautas da NASA Zena Cardman e Mike Fincke, juntamente com o japonês Kimiya Yui e o russo Oleg Platonov.

Fincke e Cardman deveriam realizar a primeira caminhada espacial do ano, para preparar o terreno para a futura instalação de painéis solares, que fornecerão energia adicional à estação espacial. Mas, em 7 de janeiro, a NASA cancelou abruptamente a caminhada espacial e anunciou posteriormente o regresso antecipado da tripulação.

Outros três astronautas permanecem a bordo da estação espacial: Chris Williams, da NASA, e os russos Sergei Mikaev e Sergei Kud-Sverchkov, que foram lançados em novembro para uma estadia de oito meses. Devem regressar a casa no verão (do hemisfério norte).

A NASA e a Space X estão trabalhando para antecipar o lançamento de uma nova tripulação de quatro pessoas da Flórida, atualmente previsto para meados de fevereiro. Os modelos computacionais previram uma evacuação médica da estação espacial a cada três anos, mas a NASA não teve nenhuma nos 65 anos de voos espaciais tripulados.

Os russos não tiveram a mesma sorte. Em 1985, o cosmonauta soviético Vladimir Vasyutin contraiu uma infeção grave ou doença relacionada a bordo da estação espacial Salyut 7, o que levou a um regresso antecipado.

Alguns outros cosmonautas soviéticos enfrentaram problemas de saúde menos graves que obrigaram a encurtar as missões. A NASA contratou a Space X para, eventualmente, retirar a estação espacial de órbita até ao final de 2030 ou início de 2031.

Texas Children’s Hospital amplia transporte aeromédico pediátrico e neonatal com segundo Bell 407

Estados Unidos – Texas Children’s Hospital anunciou o lançamento de seu mais novo helicóptero médico Bell 407 Kangaroo Crew, agora baseado em Austin, ampliando os serviços de transporte pediátrico e neonatal para crianças e famílias em toda a região central do Texas e áreas adjacentes.

Como o primeiro sistema hospitalar pediátrico a operar seu próprio helicóptero em Austin, o Texas Children’s reforça sua capacidade de oferecer atendimento pediátrico e neonatal de forma mais rápida e próxima das famílias.

“Com o lançamento do helicóptero Kangaroo Crew em Austin, estamos expandindo o acesso a cuidados pediátricos e neonatais para famílias em todo o Texas Central e Oeste do Texas”, afirmou o Dr. Jeffrey Shilt, presidente do Texas Children’s em Austin e na região central do estado.

Texas Children’s Hospital amplia transporte aeromédico pediátrico com helicóptero Bell 407 em Austin. Foto: Divulgação

O helicóptero Kangaroo Crew possui alcance de até 120 milhas náuticas e é equipado com tecnologia avançada. Assim, suas equipe de saúde são capazes de oferecer atendimento especializado durante o transporte, funcionando como uma extensão aérea das equipes de terapia intensiva do Texas Children’s.

Com a adição do helicóptero em Austin, o Texas Children’s passa a operar dois helicópteros Kangaroo Crew operados em parceria com a PHI Air Medical, em uma rede coordenada de transporte, que também inclui ambulâncias terrestres e um avião Pilatus PC-24, atendendo os quatro hospitais da instituição.

O programa de helicópteros foi lançado inicialmente em fevereiro de 2025, em Houston, e já realizou o transporte aéreo de centenas de pacientes em estado grave em todo o sistema hospitalar.

A expansão do programa Kangaroo Crew foi viabilizada graças à generosidade de doadores do Texas Children’s, incluindo os Texas Children’s Ambassadors — um grupo dedicado de líderes filantrópicos cujas contribuições impactam diretamente o cuidado aos pacientes.

“A filantropia desempenha um papel vital para que o Texas Children’s ofereça cuidados que salvam vidas quando o tempo é decisivo”,

“Por meio do apoio dos nossos Ambassadors e de outros doadores generosos, conseguimos investir em inovações como este helicóptero, que fazem uma diferença imediata e significativa para as famílias do Texas Central e de outras regiões”, afirmou Ben Renberg, diretor de desenvolvimento do Escritório de Filantropia do Texas Children’s.

Serviço Aeromédico de Santa Catarina consolida-se como referência em atendimento pré-hospitalar especializado

Santa Catarina – Santa Catarina vem se destacando no atendimento aeromédico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), consolidando-se como referência no atendimento e no transporte rápido de pacientes em estado grave por meio de aviões e helicópteros. O serviço é integrado ao sistema de atendimento pré-hospitalar e à Central de Regulação Médica de Urgências de cada região, sendo, em algumas ocasiões, também utilizado na logística de captação de órgãos.

A Secretaria de Estado da Saúde reconheceu a importância da atuação do serviço e, em 2023, o Aeromédico do SAMU, que até então contava com três aeronaves (dois helicópteros e um avião), passou a operar com mais quatro aeronaves. Com um investimento aproximado de R$ 30 milhões mensais, o serviço ampliou significativamente sua capacidade de atendimento em todo o estado.

“A resposta rápida é um fator determinante na sobrevivência e na recuperação do paciente. Assim, o Serviço Aeromédico cumpre esse papel com excelência”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.

Com bases estrategicamente distribuídas e equipes altamente capacitadas, o serviço conta atualmente com sete aeronaves no estado, todas equipadas com tecnologia de ponta, garantindo a agilidade necessária para salvar vidas em todo o território catarinense e outras regiões do Brasil. São cinco helicópteros, nas cidades de Florianópolis (CBM), Blumenau (CBM), Lages (PM), Criciúma (PC) e Chapecó (PC), e dois aviões (CBM) — um com base em Florianópolis e o outro em Joaçaba — que realizam transferências e transportes de pacientes em âmbito estadual e nacional.

O serviço aeromédico teve início em Santa Catarina em 31 de dezembro de 2005, por meio de uma parceira entre SAMU e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ao longo de quase 20 anos, houve expansão do serviço com novas parcerias, incluindo o Corpo de Bombeiros Militar e, mais recentemente, a Polícia Militar e a Polícia Civil. As aeronaves contam com equipes fixas do SAMU Aeromédico, formada por médicos e enfermeiros qualificados e experientes, que juntas já realizaram mais de 17.724 atendimentos.

“Esse serviço demonstra a garantia ao acesso de serviços públicos de qualidade e com a agilidade que a situação merece. Quando conseguimos atender mais e melhor a população estamos afirmando que Santa Catarina é exemplo de competência quando o assunto é atendimento de urgência”, ressalta Marcos Fonseca, superintendente de Urgência e Emergência.

Com o serviço, milhares de catarinenses foram beneficiados por um atendimento especializado que alia velocidade, segurança e qualidade técnica. A consolidação como referência nacional reafirma o compromisso do estado com a saúde pública e reforça o papel do SAMU como um elo essencial entre o local da ocorrência e o atendimento hospitalar adequado.

Governo de SC oficializa base aeromédica do SAMU em Lages para atendimento permanente na Serra Catarinense. Foto: Divulgação.

NASA anunciou que fará a primeira evacuação médica da história da Estação Espacial Internacional

Crédito da imagem: SpaceX
Crédito da imagem: SpaceX

A NASA está trazendo a SpaceX Crew-11 de volta à Terra vinda da Estação Espacial Internacional (ISS) um mês antes do previsto devido a uma situação médica envolvendo um de seus quatro tripulantes. O evento marca a primeira evacuação médica da ISS em seus 25 anos de operação.

A agência espacial não divulgou o nome nem a condição específica de saúde do astronauta por questões de privacidade. O problema médico ocorreu na quarta-feira (07), e o indivíduo agora está estável, segundo as autoridades.

Embora essa tenha sido uma “condição médica grave”, o retorno antecipado não constitui uma “desorbitação de emergência”, disse ontem o administrador da NASA, Jared Isaacman, durante uma coletiva de imprensa. Mas “a capacidade de diagnosticar e tratar o astronauta adequadamente não está presente na Estação Espacial Internacional.”

James Polk, diretor de saúde e médico da NASA, concordou. “O incidente médico foi suficiente para que ficássemos preocupados com o astronauta” e quisemos realizar alguns exames médicos, disse ele durante a coletiva de imprensa. “A melhor forma de completar isso será na Terra”, onde o paciente terá acesso a mais ferramentas de saúde.

Polk disse que esta será a primeira evacuação médica da NASA da estação espacial, embora astronautas tenham sido tratados a bordo por coisas como dores de dente e dor de ouvido. A ISS possui equipamentos médicos básicos, suprimentos e sistemas de comunicação que permitem que médicos na Terra conversem em particular com astronautas no espaço, avaliem sua condição e orientem o tratamento, de forma semelhante a uma consulta segura por vídeo ou telefone com um clínico geral.

A tripulação 11 é composta por quatro tripulantes: os astronautas da NASA Zena Cardman e Mike Fincke, o astronauta da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) Kimiya Yui e o cosmonauta da Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos) Oleg Platonov. Eles foram lançados do Centro Espacial Kennedy da NASA a bordo da espaçonave Dragon da SpaceX em 1º de agosto de 2025 e chegaram à ISS no dia seguinte.

Isaacman acrescentou que a NASA e seus parceiros estão considerando antecipar a data de lançamento da SpaceX Crew-12, que está atualmente planejada para meados de fevereiro. Entre a saída da Crew-11 e a chegada do próximo grupo da SpaceX, o astronauta da NASA Chris Williams será o único americano residente na estação. Ele ficará lá com dois cosmonautas da Roscosmos, que chegaram com ele ao orbitador no final de novembro.

Assim, a tripulação restante terá de “reduzir alguns dos trabalhos mais experimentais e focar apenas na limpeza e na manutenção da estação, aguardando a restauração completa da tripulação.” A NASA prevê tirar a estação espacial da órbita até o final de 2030 ou início de 2031. Os planos previam uma reentrada segura sobre o oceano.

Crédito da imagem: SpaceX
Crédito da imagem: SpaceX

DEA realiza 23 atendimentos aeromédicos durante o período de festas de fim de ano em Alagoas

O Departamento Estadual de Aviação (DEA) executou 39 missões aéreas entre os dias 24 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026. As ações ocorreram em todo o território alagoano, com atuação nas áreas de resgate aeromédico, transporte inter-hospitalar, salvamento, buscas, patrulhamento e apoio às forças de segurança pública durante o período das festas de fim de ano.

Do total de missões, 23 envolveram atendimentos aeromédicos, sendo 20 realizadas por helicópteros e três por aviões. As ocorrências incluíram casos clínicos, afogamentos, atendimentos neonatais e acionamentos relacionados ao programa AVC Dá Sinais, com operações na capital, Arapiraca, Paripueira, Barra de São Miguel, Coruripe, Delmiro Gouveia, Palmeira dos Índios, Viçosa e Capela.

Os dois aviões do DEA foram empregados em transportes aeromédicos intermunicipais, conectando municípios do interior a unidades hospitalares de referência em Maceió. Já os helicópteros concentraram a maior parte das demandas, especialmente em resgates e transferências de pacientes em áreas de difícil acesso ou com necessidade de resposta imediata.

Para o diretor-presidente do DEA, coronel André Madeiro, o balanço demonstra a importância da aviação pública em períodos de maior demanda. “As festas de fim de ano exigem atenção redobrada. Manter aeronaves e equipes em prontidão permanente permite ao Estado responder com rapidez tanto na área da saúde quanto no apoio às forças de segurança, especialmente em regiões mais distantes dos grandes centros”, afirmou.

A tenente-coronel Elaine Monteiro, diretora de Controle Interno do DEA, destacou o impacto direto da atuação aeromédica. “Cada atendimento representa tempo ganho para o paciente. Nesse período, lidamos com ocorrências sensíveis, como afogamentos, casos clínicos graves e transferências, o que mostra a integração entre o DEA, o Samu e a rede hospitalar”, pontuou.

Menino em estado grave foi transportado em aeronave do DEA para hospital em Recife. Ascom DEA;
Ascom DEA.

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