Marinha Portuguesa coordena o salvamento de 589 pessoas em 2025
Portugal – Foram 511 coordenações de ações de Busca e Salvamento e 589 pessoas salvas. Na área de responsabilidade do MRCC Lisboa foram coordenadas 318 ações de Busca e Salvamento, que resultou no salvamento de 433 pessoas. Na área de responsabilidade do MRCC Delgada foram coordenadas 135 ações de Busca e Salvamento, em que foram salvas 78 pessoas. E na área de responsabilidade do Subcentro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo do Funchal (MRSC Funchal) foram coordenadas 58 ações de Busca e salvamento, que resultou em 78 vidas salvas.
Para o sucesso do sistema de busca e salvamento de Portugal contribuem diferentes organizações e são empenhados meios de diversas entidades nomeadamente da Marinha, da Autoridade Marítima Nacional, da Força Aérea Portuguesa (FAP) do Instituto Nacional de Emergência Médica – Centro de Orientação de Doente Urgentes no mar (INEM CODU-MAR), dos Serviços Nacionais e Regionais de Proteção Civil e Bombeiros, das Administrações Marítimas e Portuárias, e do Sistema de Controlo de Tráfego Costeiro.
Além desses órgãos, é fundamental o apoio prestado pelos navios mercantes e embarcações de pesca nas ações de busca e salvamento, que se desviam das suas rotas comerciais e interrompem a sua atividade profissional para prestarem o auxílio necessário, sempre coordenados pelos Centros Nacionais – MRCC Lisboa e MRCC Delgada.
Os Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Portugal já foram reconhecidos nacional e internacionalmente com diversos prémios e mantém a salvaguarda da vida humana no mar, 24 horas por dia, nos 365 dias do ano.
Rio de Janeiro – Seis passageiros e dois tripulantes de uma aeronave de táxi aéreo foram resgatados pela Marinha do Brasil (MB) após um acidente ocorrido a cerca de 40 milhas náuticas (74 quilômetros) ao sul de Cabo Frio (RJ), no dia 02 de janeiro.
A operação foi conduzida pelo Salvamar Sueste, estrutura orgânica de Busca e Salvamento (SAR) do Comando do 1° Distrito Naval, e terminou sem registro de feridos. A equipe de resgate do AH-15B localizou os ocupantes da aeronave de táxi aéreo, que havia realizado pouso forçado na água e aguardavam socorro em balsas salva-vidas.
Os resgatados foram transportados para a Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, onde receberam os primeiros atendimentos pela equipe médica da Policlínica Naval de São Pedro da Aldeia. Posteriormente, foram encaminhados a uma unidade hospitalar para avaliação médica.
“O acionamento de uma aeronave de asa rotativa, o helicóptero AH-15B, para o atendimento dessa busca foi essencial para que os oito tripulantes fossem resgatados com vida e em bom estado de saúde e isso reforça o comprometimento da Marinha do Brasil com a salvaguarda da vida humana no mar”, afirmou o Coordenador da Operação de Busca e Salvamento, Capitão de Corveta Felipe Lucena.
Alagoas – O Departamento Estadual de Aviação (DEA) fez o transporte do primeiro paciente regulado para o Hospital Regional de Palmeira dos Índios (HRPI), marcando o início das transferências aeromédicas para a nova unidade hospitalar. A operação foi feita por meio do Programa Salva Mais, com o emprego do helicóptero Falcão 5.
O paciente, um idoso de 83 anos, foi transferido da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Tabuleiro para o Hospital Regional, após regulação estadual. Ele apresentava quadro clínico grave, com insuficiência cardíaca e edema agudo de pulmão, necessitando de ventilação mecânica e suporte durante o deslocamento.
A transferência foi providenciada com monitorização contínua e acompanhamento de equipe aeromédica especializada, desde a unidade de origem até o Hospital Regional de Palmeira dos Índios. O emprego do helicóptero permitiu reduzir o tempo de deslocamento e garantir condições clínicas adequadas durante todo o transporte do paciente em estado grave.
O Hospital Regional de Palmeira dos Índios foi inaugurado no dia 19 de dezembro, e passa a atender a população da 8ª Região de Saúde, beneficiando mais de 152 mil habitantes do Agreste e Sertão alagoano. A unidade foi estruturada para ofertar serviços nas áreas de clínica médica, pediatria, cirurgia, UTI adulto, UTI cirúrgica, saúde mental e terapia renal substitutiva.
“Essa primeira transferência para o Hospital Regional de Palmeira dos Índios representa um novo momento para a rede de saúde da região. O transporte aeromédico permite reduzir o tempo de resposta e garantir que pacientes em estado crítico cheguem com segurança a unidades preparadas para atendê-los, fortalecendo a integração entre o DEA, a regulação estadual e os novos equipamentos hospitalares”, destacou a tenente-coronel Elaine Monteiro, diretora de Controle Interno do Departamento Estadual de Aviação (DEA) e coordenadora do Programa Salva Mais.
Mato Grosso – Quando a vida está por um fio, nenhum contrato pode servir de barreira ao atendimento de saúde urgente. Foi com esse entendimento que a Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso confirmou o dever de uma operadora de plano de saúde em reembolsar integralmente os custos de uma UTI aérea contratada por um paciente em situação de emergência. A decisão, sob relatoria da desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, reforça que o direito à vida e à saúde deve prevalecer sempre que houver risco real.
O caso ocorreu após uma cirurgia emergencial de apendicite complicada, realizada em Cuiabá. Com o agravamento clínico, o médico que acompanhava o paciente indicou transferência imediata para uma unidade hospitalar fora do estado. Sem oferecer alternativa segura, o plano de saúde negou a remoção aérea, levando a família a contratar por conta própria o serviço especializado.
“Não deve a operadora, em interpretação restritiva do contrato, comprometer a assistência à saúde em casos de urgência ou emergência, especialmente diante de recomendação médica expressa. A cláusula que limita o meio de transporte, em prejuízo da segurança e eficácia do atendimento, é abusiva, por violar a boa-fé objetiva e a função social do contrato”, escreveu a relatora. Nesses casos, a negativa é classificada como abusiva pela legislação de defesa do consumidor.
A Turma Julgadora destacou ainda que, embora o reembolso seja devido, a recusa contratual, por decorrer de interpretação divergente do contrato, não gerou dano moral indenizável, uma vez que não houve comprovação de agravamento do quadro clínico em razão da negativa. Com isso, o colegiado reformou parcialmente a sentença apenas para excluir a condenação por danos morais, mantendo o ressarcimento integral do valor desembolsado pela UTI aérea. A votação foi unânime.
Amazonas – A resposta da seguradora de saúde que negou reembolso a consumidor alegando que o contrato previa apenas cobertura para transporte terrestre foi declarada abusiva pela Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Amazonas, considerando a situação de risco de vida do paciente que exigia transporte em UTI aérea.
O Colegiado rejeitou a Apelação Cível n.º 0706130-42.2021.8.04.0001, interposto pela empresa contra sentença da 18.ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho da Comarca de Manaus, que a condenou a operadora a reembolsar o valor de R$ 162 mil gasto com o transporte aéreo de Manaus para São Paulo e à indenização de R$ 10 mil por dano moral.
De acordo com a decisão, a situação que levou à contratação de UTI Aérea foi o agravamento do quadro de Covid-19 do segurado, em meio ao colapso do sistema de saúde local, que justificava a remoção por transporte especializado como medida indispensável à preservação da vida.
Segundo a relatora, desembargadora Socorro Guedes, “a pretensão da apelante de afastar a condenação sob o argumento de que a cláusula contratual prevê apenas a remoção terrestre não se sustenta diante do sistema normativo consumerista e da jurisprudência pátria, que já sedimentou que cláusulas que limitam tratamentos imprescindíveis à vida são abusivas e nulas de pleno direito”.
No caso, foi aplicado o Código de Defesa do Consumidor, conforme a Súmula 608 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e a Lei n.º 9.656/98, que impõem o dever de cobertura em situações de urgência e emergência, independentemente da forma de remoção.
Em relação à exclusão da indenização por danos morais, a magistrada destacou que “a recusa à cobertura em contexto de urgência e emergência médica, em situação que expôs o segurado e seus familiares a sofrimento psicológico acentuado e humilhação, configura violação à dignidade da pessoa humana, sendo cabível a indenização por danos extrapatrimoniais, como corretamente fixado na origem”.
Outro Caso: Reembolso ao Estado
Outro recurso julgado pela Segunda Câmara Cível manteve sentença da 3.ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Manaus, que condenou operadora de plano de saúde a realizar com urgência, por UTI Aérea, a remoção de paciente de Manaus para leito disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em São Paulo, para viabilização de transplante. E, diante do descumprimento da decisão, condenou a empresa a ressarcir o Estado do Amazonas pelo transporte realizado, com valor a ser levantado em liquidação de sentença.
O acórdão foi proferido na Apelação Cível n.º 0437110-40.2024.8.04.0001, de relatoria da desembargadora Onilza Abreu Gerth, que destacou que ficou comprovada a necessidade médica da transferência e a inércia da operadora em cumprir a ordem judicial, sendo legítimo o ressarcimento ao Estado, que arcou com a UTI Aérea.
“Ademais, houve pedido expresso do Estado do Amazonas para o ressarcimento dos cofres públicos após o cumprimento da obrigação”, afirma a magistrada em seu voto, citando precedentes que reconhecem a responsabilidade do plano pelo reembolso das despesas de remoção em situações de urgência ou emergência.
Rio Grande do Norte – No dia em que celebrou seu 53º aniversário de criação, o Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAV) – Esquadrão Falcão -, sediado na Base Aérea de Natal (BANT), em Parnamirim (RN) reafirmou o propósito que o define desde sua criação: salvar vidas.
Na madrugada do dia 10/11, o 1º/8º GAV realizou o resgate de um homem em uma embarcação pesqueira a 62 milhas náuticas da costa cearense. O Comando de Operações Espaciais (COMAE) da Força Aérea Brasileira (FAB) responsável pela coordenação de missões aéreas, acionou o Esquadrão após o contato do Centro de Coordenação e Busca e Salvamento (SALVAERO) de Recife (PE).
A aeronave H-36 Caracal, empregada na missão, decolou de Natal (RN), às 1h35, realizou reabastecimento em Fortaleza (CE), às 4h40 e, prosseguiu diretamente à vertical da embarcação para realizar o resgate de um pescador, que apresentava sintomas de apendicite grave.
No local, o helicóptero manteve o voo pairado enquanto homens de resgate SAR (Search and Rescue) desceram até o convés do barco e içaram a vítima, que foi, posteriormente, estabilizada pela equipe médica a bordo do H-36 Caracal.
Composta por pilotos, operadores de sensores, operadores de equipamentos especiais, mecânico, médicos e homens de resgate, a tripulação demonstrou o profissionalismo que marcam a trajetória do Esquadrão Falcão desde sua criação, em 10 de novembro de 1972, na cidade de Belém (PA) com o lema: “Pela Vida, Pela Pátria, por Amor à Nação.”
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Esquadrão Falcão realiza resgate aeromédico de pescador a 62 milhas da costa no dia de seu 53º aniversário. Foto: Divulgação
Esquadrão Falcão realiza resgate aeromédico de pescador a 62 milhas da costa no dia de seu 53º aniversário. Foto: Divulgação
Quatro militares do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) participaram do Curso Básico Teórico de Busca e Salvamento – SAR 0005, realizado na Base Aérea de Campo Grande.
A capacitação, promovida pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) da Força Aérea Brasileira e ministrada por militares do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), teve como foco ampliar o conhecimento dos participantes sobre os procedimentos adotados nas operações de busca e salvamento aeronáutico.
O curso também apresentou a estrutura e o funcionamento do Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (SISSAR), certificando os concluintes como elos do Sistema em território nacional.
A turma contou com 29 alunos, entre eles os bombeiros militares Capitão Gabriel Ferreira Lopes, Capitão Jônatas Lira Costa e Silva de Lucena, Tenente Victor Hugo Blanco e Soldado Leony Guimarães da Silva.
Durante a formação, os participantes estudaram como são planejadas e executadas as operações de busca e salvamento da Força Aérea, abrangendo emprego de pessoal, utilização de equipamentos especializados e todos os recursos necessários para o resgate de vítimas em situações complexas.
Outro ponto de destaque foi o estudo do COSPAS-SARSAT, sistema internacional de satélites responsável por detectar sinais de emergência emitidos por radiobalizas instaladas em aeronaves, embarcações e dispositivos pessoais. Ao identificar um alerta, o sistema encaminha as informações aos centros de controle, que acionam as Autoridades de Busca e Salvamento (SAR) responsáveis pelo atendimento, reduzindo significativamente o tempo de resposta e aumentando as chances de sobrevivência.
O encerramento do curso contou com a apresentação de estudos de casos reais, exercícios práticos de Busca e Salvamento e visita às aeronaves do Esquadrão Pelicano, unidade da FAB especializada em missões de busca e salvamento em todo o país. Após as avaliações finais, os participantes receberam o certificado de conclusão.
Com a certificação dos quatro militares do CBMMS, a Corporação fortalece sua integração ao SISSAR e amplia sua capacidade de atuação conjunta em missões de busca e salvamento aeronáuticas realizadas em Mato Grosso do Sul.
Militares do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul concluem Curso Básico de Busca e Salvamento na Base Aérea de Campo Grande. Foto: Divulgação
Serviço Aeromédico de Sergipe realiza transporte de órgãos após captação no Hospital Regional de Itabaiana. Foto: Felipe Goetternauer
Sergipe – O Governo de Sergipe, por meio das secretarias de Estado da Saúde (SES) e da Segurança Pública (SSP), realizou uma operação que envolveu as etapas de captação e translado de órgãos, no município de Itabaiana, agreste sergipano. A captação ocorreu por meio da Central Estadual de Transplantes (CET) e foi realizada no Centro Cirúrgico do Hospital Regional de Itabaiana (HRI) Dr. Pedro Garcia Moreno Filho, após a autorização da família do doador.
No procedimento, foram captados os rins esquerdo e direito, fígado, baço, linfonodos e córneas. Esse é o segundo procedimento de captação de órgãos realizado no interior sergipano e no HRI. O doador, um jovem de 20 anos, sofreu morte encefálica após dar entrada na unidade com suspeita de intoxicação exógena.
A família do paciente autorizou a doação de órgãos assim que foi abordada e acolhida pelos profissionais de saúde. O serviço Aeromédico, uma parceria entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe), da SES, e o Grupamento Tático Aéreo (GTA), da SSP, foi responsável por transportar, de helicóptero, o fígado captado até o Aeroporto Internacional de Aracaju – Santa Maria.
Da capital sergipana, o órgão seguiu para Brasília. Os rins, baço e linfonodos foram para Recife, capital de Pernambuco; e as córneas permaneceram em Sergipe. Segundo o superintendente do HRI, Yuri Souza, os profissionais da unidade estão muito gratos com a solidariedade da família do doador.
“O HRI vive, mais uma vez, um fato histórico, agora, com a captação de fígado e o transporte do órgão realizado com ajuda do GTA. Ficamos extremamente tristes pela perda de um jovem de 20 anos, que tinha toda a vida pela frente, mas, ao mesmo tempo, estamos gratos por esse ato de amor da família, que, por meio da doação de órgãos, está dando vida a outros pacientes que necessitam”, declarou.
A técnica de enfermagem do Samu 192 Sergipe, Kleide Daiany, estava entre os profissionais responsáveis pelo transporte do fígado doado. Ela contou que o momento, apesar de triste, também é muito gratificante. “É uma satisfação muito grande para a minha profissão. Sei que é um momento triste para uns, mas alegre para quem está recebendo o órgão. Me sinto muito satisfeita por conseguir ajudar nessa missão, que é uma experiência única”, destacou.
Como ser doador
Para ser um doador é preciso manifestar, em vida, o desejo à família, pois a doação de órgãos e tecidos só acontece após autorização familiar. O protocolo para a doação de órgãos é iniciado com a identificação de pacientes neurocríticos, que estejam em Glasgow 03 (escala de coma), indicando uma provável morte encefálica. Esses pacientes são acompanhados pela Organização de Procura de Órgãos (OPO) e, quando constatada a morte encefálica, o protocolo de doação é iniciado, sempre respeitando a decisão dos familiares.
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Serviço Aeromédico de Sergipe realiza transporte de órgãos após captação no Hospital Regional de Itabaiana. Foto: Felipe Goetternauer
Serviço Aeromédico de Sergipe realiza transporte de órgãos após captação no Hospital Regional de Itabaiana. Foto: Felipe Goetternauer
Serviço Aeromédico de Sergipe realiza transporte de órgãos após captação no Hospital Regional de Itabaiana. Foto: Felipe Goetternauer
São Paulo – O Comando de Aviação da Polícia Militar já está operando o serviço de resgate aeromédico na região de Sorocaba, no interior de São Paulo. A aeronave, que também será utilizada em missões de policiamento, amplia a capacidade de resposta em situações de emergência e risco iminente nos 78 municípios do Comando de Policiamento do Interior 7.
O helicóptero fica na Base de Aviação de Sorocaba, instalada no aeroporto estadual Bertram Luiz Leopoldo. O serviço cobrirá um raio de aproximadamente 20 minutos de voo a partir da base, o equivalente a 67 quilômetros de distância. O tempo pode ser ampliado conforme a gravidade da ocorrência, como em locais de difícil acesso ou sem suporte avançado.
O acionamento pode ser realizado em casos de politraumatismo, acidentes de trânsito, ferroviário, metroviário e aeronáutico, desabamentos, explosões, afogamentos em curso, ocorrências com animais peçonhentos, vítimas de choque elétrico e de queimaduras superiores a 30%.
O comandante do 15º Grupamento de Bombeiros, major Nerval Correia Filho e o subcomandante major Adriano Augusto Freitas de Brito estiveram na base para definir procedimentos operacionais e alinhar o fluxo de acionamento da aeronave.
Além disso, também contempla vítimas de infarto com necessidade de transferência imediata, de acidente vascular cerebral (AVC), ocorrências com crianças sem possibilidade de tratamento especializado na região, complicações obstétricas com risco materno e tentativas de suicídio.
As vítimas atendidas poderão ser encaminhadas pela aeronave ao Hospital Regional de Sorocaba Doutor Adib Domingos Jatene, unidade de referência para atendimento de alta complexidade e trauma na região. O centro médico também possui heliponto e localização estratégica às margens da rodovia Raposo Tavares.
Estrutura
A aeronave é equipada com monitor e desfibrilador com oximetria, capnografia e pressão arterial não invasiva, ventilador mecânico microprocessado, aspirador, bombas de infusão e medicamentos específicos para sedação e analgesia. Também contará com materiais para procedimentos de emergência, como drenagem torácica, acesso à via aérea invasiva e partos complicados. Essa estrutura permite a estabilização das vítimas ainda durante o deslocamento, garantindo o socorro até a unidade hospitalar com melhores condições de tratamento.
A equipe a bordo é formada por médicos do GRAU da Secretaria Estadual de Saúde e enfermeiros da Polícia Militar, especializados em suporte avançado de vida, treinados dentro das normas de segurança de voo operacional.
Além da Base de Aviação de Sorocaba, as Bases da Capital Paulista, São José dos Campos e Campinas também realizam operações aeromédicas.
Santa Catarina – O Serviço Aeropolicial de Fronteira (SAER/FRON), unidade aérea da Polícia Civil de Santa Catarina, divulgou o balanço operacional referente ao ano de 2025. No período, foram realizadas 622 missões, entre operações policiais e atendimento aeromédico em toda a região Oeste do Estado.
Do total de operações, 411 foram missões aeromédicas, realizadas em parceria com a equipe médica do SAMU, envolvendo atendimentos de alta complexidade e transporte de pacientes em estado crítico. Outras 211 missões tiveram caráter policial, incluindo apoio a investigações, buscas e capturas, patrulhamento aéreo, cumprimento de mandados, operações em áreas de difícil acesso e ações conjuntas com demais forças de segurança.
Ao longo do ano, a aeronave do SAER/FRON transportou 395 pessoas, entre pacientes e cidadãos em situação de risco. As missões alcançaram 51 municípios, garantindo atendimento especializado, amplo alcance operacional e capacidade de resposta em regiões remotas ou de difícil acesso.
O SAER/FRON é uma Unidade Operacional Especializada da Polícia Civil de Santa Catarina e expandirá suas operações para incluir o transporte de sangue em 2026, como parte dos serviços oferecidos pela nova sede no Sul do estado.
O Programa Sangue Total é fruto de uma colaboração com a Secretaria Estadual de Saúde, o SAMU e o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (HEMOSC). Para garantir a operacionalização do serviço, o HEMOSC fornece as bolsas de sangue total. Essas bolsas serão armazenadas na sede do SAER/FRON e transportadas em uma caixa térmica especial durante o atendimento de urgência, assegurando a conservação adequada do sangue.
Serviço Aeromédico do Oeste Catarinense transporta recém-nascido em incubadora BabyPod.
Rio Grande do Norte – Na noite de sábado (06/12), a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e do Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAV) – Esquadrão Falcão, deu início a uma operação de evacuação aeromédica (EVAM) que resultou no resgate de um tripulante grego em estado grave a bordo do Navio Mercante Minerva Epilda.
O Comandante da embarcação apresentava sintomas severos há cinco dias e, apesar do tratamento inicial recebido a bordo, o quadro clínico não apresentou melhora. Diante do agravamento do estado de saúde e da persistência dos sintomas, o Salvamar Nordeste solicitou ao Salvaero Recife, órgão do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), a realização da evacuação aeromédica.
A aeronave decolou ainda durante a madrugada, de Natal (RN) rumo a Recife (PE), onde realizou reabastecimento antes de seguir para o ponto de encontro com o navio, então a cerca de 100 milhas náuticas da capital pernambucana. Após o resgate, o paciente foi transportado de volta a Recife e foi desembarcado para atendimento especializado em um hospital.
FAB realiza evacuação aeromédica de tripulante em estado grave a 100 milhas da costa de Pernambuco. Foto: Divulgação
Alagoas – O Departamento Estadual de Aviação de Alagoas (DEA) está oficialmente homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para formar seus próprios pilotos. A certificação segue o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) 141 e assegura que os cursos do órgão atendem aos padrões exigidos para operações civis e policiais.
O avanço ocorre em um momento de retração nacional. Desde 2016, ao menos 16 escolas e aeroclubes encerraram atividades, contribuindo para que o país chegasse a 2025 com apenas 87 aeroclubes em funcionamento. O fechamento dessas estruturas aumenta custos, reduz a oferta de treinamento e dificulta o acesso à formação de novos pilotos.
De acordo com o diretor-presidente do DEA, coronel André Madeiro, a formação interna representa um passo decisivo para a autonomia do Estado em um cenário nacional desfavorável. “Os custos com deslocamentos, hospedagem e passagens representam uma fatia relevante dos investimentos quando dependemos de instituições externas. Ao reduzir essas despesas e eliminar a necessidade de licitações recorrentes, o DEA ganha eficiência e evita atrasos comuns em modelos terceirizados”, explicou o coronel André.
DEA de Alagoas é homologado pela Anac e passa a formar seus próprios pilotos. Foto: Divulgação
A estratégia interna também acelera o tempo de preparo dos pilotos. Enquanto cursos civis podem durar de 12 a 18 meses, programas integrados às rotinas operacionais reduzem esse prazo e colocam profissionais em atividade mais rapidamente. O modelo evita afastamentos prolongados de militares, mantendo o efetivo disponível para missões de resgate, patrulhamento aéreo e apoio à saúde.
“A estrutura do DEA passa a ser utilizada de forma integral. Frota, simuladores e instalações operacionais servem tanto ao treinamento quanto às operações diárias”, reforça o diretor-técnico de Operações, tenente-coronel, Maikel Araújo. Segundo ele, o formato segue referências de centros policiais homologados no país e garante padronização doutrinária, controle direto de qualidade e retenção de conhecimento técnico dentro do Estado.
Ainda segundo o coronel André Madeiro, a formação com a doutrina e os cenários específicos de Alagoas amplia a segurança e a eficiência das operações aéreas. “Preparar pilotos alinhados à realidade local fortalece o serviço prestado à população e assegura que o Estado tenha profissionais aptos a atuar nas missões mais complexas”.
A projeção de economia em longo prazo reforça a sustentabilidade da iniciativa. Ao formar turmas próprias e realizar reciclagens internas, o DEA reduz gastos recorrentes e amplia sua capacidade de planejamento. A flexibilidade de calendário também fortalece o ritmo operacional do órgão, permitindo ajustar módulos e treinamentos conforme a demanda.
Governo do Amapá adquire helicóptero H130 para reforçar operações do Grupamento Tático Aéreo. Foto: Divulgação.
Amapá – O Governo do Amapá anunciou a aquisição de um helicóptero multimissão modelo H130, que passará a integrar a frota do Grupamento Tático Aéreo (GTA). A nova aeronave, reconhecida por sua tecnologia moderna, maior capacidade interna e versatilidade operacional, reforçará as ações de segurança pública, saúde e proteção ambiental em todo o estado.
Com entrega prevista para o primeiro semestre de 2026, o investimento representa um salto qualitativo para as operações aéreas estaduais, ampliando a capacidade de resposta em situações emergenciais e operações integradas.
Governo do Amapá adquire helicóptero H130 para reforçar operações do Grupamento Tático Aéreo. Foto: Divulgação
“Passaremos a ter mais uma aeronave, com maior capacidade de tripulantes. Isso significa ampliar resgates, atendimentos de saúde e operações policiais, fortalecendo nossa presença em todo o estado”, frisou Cézar Vieira, secretário de Segurança Pública.
O H130 é projetado para desempenhar diversas atividades estratégicas, incluindo atendimento aeromédico, transporte de órgãos, operações policiais, combate a incêndios, monitoramento de áreas de risco ambiental, como focos de desmatamento e garimpo ilegal, além de transporte de tropas para intervenções em locais de difícil acesso.
Com o objetivo de dar celeridade ao cumprimento dos termos contratuais e promover a troca de experiências técnicas, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) enviou pilotos e mecânicos de aeronaves do GTA para visitas técnicas à Superintendência de Operações Aéreas da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro (SOAer) e à Helibras, fabricante da aeronave.
“A SOAer opera modelo semelhante ao adquirido pelo Governo do Amapá, especialmente em missões de transporte aeromédico, tornando a visita essencial para observação de boas práticas e rotinas operacionais. Já a visita à Helibras permitiu avançar na definição de parâmetros de montagem de equipamentos especiais, além de tratar sobre treinamento de pilotos e mecânicos, configuração final da aeronave e demais aspectos técnicos”, explicou Vieira.
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Governo do Amapá adquire helicóptero H130 para reforçar operações do Grupamento Tático Aéreo. Foto: Divulgação
Governo do Amapá adquire helicóptero H130 para reforçar operações do Grupamento Tático Aéreo. Foto: Divulgação
Governo do Amapá adquire helicóptero H130 para reforçar operações do Grupamento Tático Aéreo. Foto: Divulgação.
Hungria recebe segundo C-390 Millennium e conclui frota de aeronaves multimissão da Embraer. Foto: Fulop Mate
Hungria – A Embraer entregou a segunda aeronave multimissão C-390 Millennium à Força Aérea Húngara. A cerimônia aconteceu na Base Aérea de Kecskemét, com a presença do Ministro da Defesa da Hungria, Sr. Kristóf Szalay-Bobrovniczky, além de outras autoridades e executivos da Embraer.
Desde sua entrada em serviço no final de 2024, a primeira aeronave húngara realizou uma grande variedade de missões com uma taxa de conclusão acima de 99%. Com a entrega da sua segunda aeronave, a Hungria se torna o primeiro operador do C-390 a receber todas as unidades contratadas.
Essas aeronaves de última geração desempenharão uma ampla gama de missões militares e civis, incluindo evacuação aeromédica, apoio humanitário, busca e salvamento, transporte e lançamento de carga e tropas, operações de paraquedistas e reabastecimento aéreo. Os C-390 húngaros são os primeiros no mundo a contar com uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) médica modular, roll-on/roll-off.
“Este é um marco significativo para a Embraer ao entregar o segundo C-390 Millennium à Força Aérea Húngara. Esta aeronave irá aprimorar ainda mais as capacidades da Hungria ao proporcionar desempenho operacional superior, maior flexibilidade e redução dos custos ao longo do ciclo de vida”, disse Bosco da Costa Júnior, presidente e CEO da Embraer Defense & Security. “Como parceiros, esperamos expandir nossa cooperação para apoiar a Força Aérea Húngara em todas as suas necessidades operacionais atuais e futuras”.
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Hungria recebe segundo C-390 Millennium e conclui frota de aeronaves multimissão da Embraer. Foto: Fulop Mate
A Embraer entregou a segunda aeronave multimissão C-390 Millennium à Força Aérea Húngara.
Hungria recebe segundo C-390 Millennium e conclui frota de aeronaves multimissão da Embraer. Foto: Fulop Mate
Hungria recebe segundo C-390 Millennium e conclui frota de aeronaves multimissão da Embraer. Foto: Fulop Mate
Arcanjo-04 atinge 300 missões aeromédicas e consolida base de Joaçaba como referência no Meio-Oeste catarinense, Foto: Divulgação
Santa Catarina – O avião Arcanjo 04, operado pelo Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) em parceria com o SAMU Aeromédico da Secretaria de Estado da Saúde, atingiu a marca de 300 ocorrências atendidas desde o início das operações em Joaçaba, em 11 de abril de 2024. O número consolida a base como um dos principais eixos de resposta rápida em casos de urgência e emergência na região.
Com aproximadamente 840 horas de voo, tendo a média de 2,8 horas de voo por ocorrência, entre pacientes e acompanhantes, já foram transportadas aproximadamente 540 pessoas. Como perfil dos pacientes atendidos, a maioria caracteriza-se como “infantil” (31,7%), “adulto” (30,9%) e “neonato” (18%).
Os municípios mais atendidos, por meio de seus aeroportos, incluem Joaçaba, Videira, Caçador, Lages, Chapecó, Xanxerê e São Miguel do Oeste, abrangendo desde o Planalto Serrano até o Extremo-Oeste.
Ao longo de um ano e sete meses de atuação, a 4ª Base do BOA (Joaçaba) vem se destacando especialmente nos transportes aeromédicos inter-hospitalares, reduzindo drasticamente o tempo de deslocamento de pacientes críticos. O emprego da aeronave permite ampliar a área de cobertura e garantir que casos de alta complexidade receba.
“A marca das 300 missões evidencia tanto a demanda reprimida existente no Meio-Oeste e Oeste quanto a capacidade técnica, logística e operacional do CBMSC e do SAMU Aeromédico. A estrutura implantada em Joaçaba passou a oferecer uma alternativa ágil e segura para situações em que cada minuto faz diferença.”, reforça o tenente-coronel Hugo Manfrin Dallossi, comandante do BOA
Missão número 300: auxílio à gestante em risco
A 300ª missão ocorreu no dia 14 de novembro: uma gestante de 24 anos, com complicações graves (pré-eclâmpsia), foi transportada do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste, para o Imigrantes Hospital e Maternidade, em Brusque, referência em UTI neonatal.
O trajeto de mais de 600 quilômetros, que levaria cerca de 10 horas por via terrestre, foi realizado pela aeronave Arcanjo-04 em 1 hora e 40 minutos, garantindo rapidez e segurança à paciente e ao bebê.
Arcanjo-04 atinge 300 missões aeromédicas e consolida base de Joaçaba como referência no Meio-Oeste catarinense, Foto: Divulgação
Paraná – Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mostrou que, entre janeiro e outubro deste ano (2025), o serviço aeromédico do Paraná contabilizou 3.201 atendimentos, o que corresponde a uma média diária de 10,56 ocorrências. No ano passado inteiro, foram 3.932 atendimentos. Com 18 anos de funcionamento, o serviço é reconhecido nacionalmente e opera com aeronaves custeadas integralmente pelo Governo do Estado.
Desde 2007, ano de sua implantação, o serviço aeromédico já registrou 35.180 atendimentos. As ações abrangem resgates de vítimas de acidentes, emergências clínicas como infarto e AVC, transporte de recém-nascidos que necessitam de UTI e transporte aéreo de órgãos para transplante.
A operação é conduzida pelo Sistema Estadual de Regulação de Urgência e suas centrais. O modelo paranaense se destaca pela quantidade de aeronaves, pela formação técnica das equipes e por ser o único totalmente coordenado e executado exclusivamente para demandas de saúde. O acionamento ocorre a partir da avaliação de médicos reguladores do sistema de Urgência e Emergência, sempre que há indicação clínica de gravidade.
Serviço Aeromédico do Paraná ultrapassa 3,2 mil atendimentos em 2024 e reforça cobertura com frota ampliada. Foto: Divulgação
A frota inclui seis helicópteros e um avião distribuídos em cinco bases estratégicas situadas em Curitiba, Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa, garantindo cobertura integral do Estado. As aeronaves contam com, no mínimo, um piloto, um médico e um enfermeiro. O serviço é autorizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e segue as orientações do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 90.
“O serviço é uma parte essencial do atendimento pré-hospitalar e leva assistência especializada de forma imediata para quem mais precisa”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “Seguindo a orientação do governador Ratinho Junior, reforçamos ainda mais o serviço para garantir que cada vida seja atendida com a máxima agilidade e segurança”.
BASES
Cada base é responsável por uma área de atendimento com raio de até 250 quilômetros a partir do ponto de origem. Os voos têm duração máxima de duas horas, permitindo ida e retorno sem necessidade de reabastecimento. As cinco bases atuam de maneira coordenada para garantir cobertura total do território paranaense.
Em Curitiba estão alocados dois helicópteros, pertencentes à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e ao Batalhão da Polícia Militar de Operações Aéreas do Paraná (BPMOA), além de um avião da Sesa. O coordenador Guilherme Zammar diz que, para ele, ser aeromédico é transformar os minutos que seriam fatais em tempo de vida. “É uma atuação que exige muito preparo e uma imensa responsabilidade. Quando estamos em trânsito somos nós e o paciente e a luta para chegarem a salvo no hospital”.
As bases de Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa operam com um helicóptero cada, contratados pela Sesa junto à Helisul. As equipes médicas e de enfermagem são fornecidas pelos Samus Regionais.
Serviço Aeromédico do Paraná ultrapassa 3,2 mil atendimentos em 2024 e reforça cobertura com frota ampliada. Foto: Divulgação.
Etore Moscardi atua na base de Maringá como coordenador. Ele lembra que foram muitos atendimentos emocionantes, entre traumas, acidentes de rodovia e atendimentos clínicos. “Foram mais de 8.700 atendimentos de excelência, incluindo traumas, casos clínicos (infarto, AVC), transportes de recém-nascidos e captação de órgãos. Todos nós agradecemos ao Estado e à Secretaria da Saúde pela oportunidade de salvar vidas”.
Durante o Verão Maior Paraná, uma aeronave adicional passa a operar a partir de Matinhos para reforçar o atendimento no Litoral, em parceria entre a Sesa e a Secretaria de Estado da Segurança Pública.
O trabalho conjunto mudou a vida de José Marcos Francisco, de 59 anos, curitibano e morador do bairro Fazendinha. Ele estava em Minas Gerais e se acidentou com fraturas na coluna cervical. O tratamento necessário era cirúrgico e a família foi avisada de que poderia acionar a Central de Leitos em Curitiba. A partir daí a transferência do paciente começou a ser planejada.
José Marcos se emociona ao lembrar no momento em que viria para casa. “Eu sou muito grato por tudo. Estou recebendo tratamento porque foram me buscar. Eu poderia ter sido ignorado, mas fui trazido para casa e fui muito bem tratado”, elogiou.
INVESTIMENTO
Todos os serviços aeromédicos do Estado são mantidos com recursos da Sesa. O contrato anual referente aos helicópteros de Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa, além do avião que opera em Curitiba, prevê investimento de até R$ 85,5 milhões, conforme o volume de uso. Este ano, o BPMOA recebeu R$ 16 milhões do Fundo Estadual de Saúde, além do custeio das equipes médicas do Samu, que soma cerca de R$ 4,5 milhões.
Serviço Aeromédico do Paraná ultrapassa 3,2 mil atendimentos em 2024 e reforça cobertura com frota ampliada. Foto: Divulgação
Desde 2020, a Sesa também passou a adquirir, com recursos próprios, um medicamento trombolítico utilizado no tratamento de ataque cardíaco. Cada ampola custa R$ 9 mil e está disponível tanto nas ambulâncias quanto nas aeronaves de urgência. O uso do medicamento contribui para estabilizar o paciente até a chegada ao hospital. Até o momento, cerca de 1.561 ampolas foram aplicadas, em um investimento de mais de R$ 7 milhões só neste ano.
TRANSFUSÕES DE SANGUE
Há três anos o serviço aeromédico iniciou um projeto inovador para transfusões de sangue em pacientes graves diretamente no local da ocorrência, antes mesmo da chegada ao hospital. Em parceria com a Helisul, foi instalada na base de Maringá uma sala específica para armazenamento de bolsas de sangue tipo O negativo, considerado universal.
O procedimento segue rigorosamente as normas de segurança e controle definidas pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa. Desde a implantação, 50 pacientes em estado gravíssimo receberam transfusão no atendimento inicial ou durante o voo até a unidade especializada.
HISTÓRIA
Quando foi criado, em agosto de 2007, o serviço aeromédico contava com apenas um helicóptero da PRF e com equipe e equipamentos da Sesa, em parceria com o Siate de Curitiba. A atuação era coordenada pelas forças militares e voltada principalmente ao atendimento e remoção de vítimas de trauma.
A expansão começou em 2014, quando a Sesa passou a operar aeronaves próprias, incluindo um avião em Curitiba e um helicóptero em Cascavel, com equipes e estrutura para atendimentos de trauma, emergências clínicas, infartos, AVCs e neonatos. Nesta fase, o serviço passou a ser acionado diretamente pelas Centrais de Regulação Médica do Complexo Regulador Estadual.
Em 2016 foram implantados helicópteros em Londrina e Maringá, e em 2018 em Ponta Grossa, consolidando o modelo atual do serviço. O diretor de Planejamento da Atenção Especializada da Sesa e gestor da Unidade Aérea Pública (UAP), Vinícius Filipak, responsável pela coordenação do serviço, foi o primeiro médico a atuar nos resgates aéreos do Paraná. Com mais de 40 anos de profissão, Filipak tinha 46 anos quando fez seu primeiro voo de resgate em 2007. Na época, ele integrava a equipe do Siate e voava com piloto e enfermeiro da PRF para atendimentos de trauma em Curitiba e Região Metropolitana.
“Anteriormente o atendimento era restrito a uma região do Estado apenas para trauma e hoje ele é prestado a qualquer tipo de intercorrência de urgência ou de pacientes graves, sejam de trauma e urgências clínicas ou mesmo transferência de pacientes críticos entre todas as cidades do estado Paraná”, ressalta Filipak.
Ele ainda diz se orgulhar em fazer parte desse processo complementando que “todos os dias da nossa vida a gente constrói um pouquinho e quando percebemos que essa construção foi efetiva e deixou uma herança para as gerações que vêm pra frente, dá uma tranquilidade do serviço dever cumprido”.
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Serviço Aeromédico do Paraná ultrapassa 3,2 mil atendimentos em 2024 e reforça cobertura com frota ampliada. Foto: Divulgação
Serviço Aeromédico do Paraná ultrapassa 3,2 mil atendimentos em 2024 e reforça cobertura com frota ampliada. Foto: Divulgação
Serviço Aeromédico do Paraná ultrapassa 3,2 mil atendimentos em 2024 e reforça cobertura com frota ampliada. Foto: Divulgação
Serviço Aeromédico do Paraná ultrapassa 3,2 mil atendimentos em 2024 e reforça cobertura com frota ampliada. Foto: Divulgação
A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve decisão favorável em ação que pedia o custeio, pela União, do traslado aéreo de um cidadão brasileiro domiciliado no exterior para tratamento de saúde no Brasil. O caso envolveu um paciente residente nos Estados Unidos que, segundo a família, estava em estado vegetativo após um infarto e não teria condições financeiras de arcar com o transporte em unidade de terapia intensiva aérea até hospital integrante do Sistema Único de Saúde (SUS).
A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) manteve a sentença de primeira instância e reconheceu que a legislação brasileira não prevê o custeio, pelo poder público, de transporte internacional de cidadãos vivos, restringindo a assistência consular a situações específicas, como a repatriação de corpos.
De acordo com o acórdão, não há base legal que obrigue a União a realizar esse tipo de traslado, mesmo em casos graves de saúde. O tribunal observou que essa limitação decorre de uma opção legislativa que define claramente os limites da atuação consular em matéria de saúde.
“A Justiça Federal confirmou que a atuação do Consulado-Geral do Brasil, em Nova York, está em conformidade com a legislação brasileira ao negar pedido de repatriação médica por meio de UTI aérea. A decisão reconhece que, conforme o Decreto nº 9.199/2017, não há previsão normativa ou orçamentária para o custeio de despesas médicas ou repatriações hospitalares por parte da assistência consular,” disse o procurador e coordenador da Coordenação Regional de Saúde da 6ª Região (CORESA6R), Adilson Vaz da Silva.
Outro ponto importante na decisão foi a ausência de provas que demonstrassem a segurança clínica do transporte e a incapacidade financeira do paciente e de seus familiares. Laudo pericial apontou que o deslocamento não seria seguro nas condições apresentadas.
Os desembargadores destacaram, ainda, que parte dos documentos médicos e bancários apresentados não estava acompanhada de tradução juramentada, como determina o artigo 192, parágrafo único, do Código de Processo Civil (CPC). Também observaram que esses documentos foram incluídos fora do momento processual adequado, em desacordo com o artigo 435 do mesmo código.
Para o colegiado, a ausência de prova idônea acerca da viabilidade clínica do transporte e da incapacidade financeira da família impede a concessão do pedido de custeio pela União. O entendimento foi firmado com base no artigo 373, inciso I, do Código de Processo Civil (CPC), que estabelece o ônus da prova para a parte autora.
Com a decisão, a apelação foi negada por unanimidade. Entre as normas citadas estão os Decretos nº 9.199, de 2017, e nº 12.535, de 2025, além dos artigos 192, parágrafo único; 373, inciso I; 435; e 85, parágrafo 11, do Código de Processo Civil (CPC).
Equipe brasileira apresenta estudos de aviação no World Conference on Drowning Prevention 2025, no Egito
Durante o World Conference on Drowning Prevention (WCDP) 2025, realizado em Sharm El Sheikh, no Egito, de 21 a 23 de novembro, uma equipe de cientistas da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA) — composta por militares e civis de diversos estados do Brasil — apresentou mais de dez artigos científicos, incluindo exposições em formato de pôster e apresentações orais.
O congresso, organizado pela International Lifesaving Federation, tem como objetivo promover debates, cursos e apresentações sobre prevenção e salvamento aquático, reunindo especialistas de vários países do mundo.
Entre os temas apresentados em banner, destacou-se o Fly+Safe: A New Proposal to Reduce Drowning, uma proposta de especialistas da Associação Brasileira de Operações Aeromédicas (ABOA) e da SOBRASA que reúne cinco medidas preventivas para praticantes de atividades aerodesportivas, visando reduzir os riscos de afogamento. As recomendações incluem o uso de coletes salva-vidas, sinalizadores, apito, além de treinamento adequado e manutenção da calma em situações de emergência no ambiente aquático.
Mais dois trabalhos foram apresentados pelo Cel. BM Fábio Braga, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), e sua equipe. Um deles, intitulado Help that Comes from the Sky: CBMERJ Helicopter on Water Rescue Missions, descreveu dados referentes a dez anos de operações de resgate, patrulhamento e busca realizados com o uso de aeronaves nas praias do estado do Rio de Janeiro.
Os resultados revelam um número expressivo de vidas salvas: mais de 1.100 resgates realizados com apoio de helicópteros, evidenciando a importância dessas aeronaves no suporte aos guarda-vidas e na proteção de banhistas nas praias fluminenses.
Outro estudo apresentado abordou a divulgação e comparação de diferentes técnicas de resgate aeromarítimo. As três principais técnicas destacadas foram o resgate com puçá, o guincho e o método McGuire. A pesquisa, realizada com 16 unidades de aviação de segurança pública do Brasil, demonstrou um elevado percentual de uso do puçá, seguido pelas demais técnicas, além de trazer a avaliação de especialistas sobre a eficácia de cada método.
Para o Cel. Fábio Braga presidente da SOBRASA, participar do WCDP representa uma oportunidade única de troca de experiências entre profissionais da área aquática de todo o mundo, permitindo levar novos conhecimentos e práticas para o Brasil.
Portugal – O ministro da Defesa Nacional de Portugal anunciou que o Governo vai adquirir até ao final de agosto do próximo ano quatro helicópteros para a Força Aérea que serão colocados à disposição para auxiliar a emergência médica.
“Com recurso ao Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), estamos a adquirir quatro helicópteros Black Hawk entregues até ao final de agosto de 2026 e que serão utilizados no apoio a emergência médica em Portugal”, anunciou Nuno Melo, na audição parlamentar no âmbito da discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2026.
O ministro da Defesa salientou que, desta forma, “o Estado será dotado de mais um meio acessório que será disponibilizado aos portugueses para emergência médica”, depois deste ano o Governo ter recorrido à Força Aérea para garantir o transporte aeromédico, uma solução transitória face à impossibilidade da empresa (Gulf Med) iniciar o serviço, conforme previa o contrato assinado com o Instituto Nacional de Emergência Médica de Portugal (INEM).
O Governo vai também adquirir, no próximo ano, helicópteros Black Hawk para o Exército, com o primeiro a chegar no próximo ano, “até quatro com uma opção para cinco”, passando a ter “uma capacidade aérea de proteção, apoio e evacuação”.
Leia a Portaria n.º 10/2026/2 – Autoriza a Força Aérea a assumir o encargo plurianual e a realizar a respectiva despesa com a aquisição de quatro helicópteros médios de evacuação aeromédica, até ao montante máximo de 32 milhões de Euros.
Portugal pretende reforçar o apoio às emergências médicas com a aquisição de quatro helicópteros Black Hawk para a Força Aérea
Paraná – Iniciando a pré-operação para o Verão Maior Paraná, o helicóptero Arcanjo 01 do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) passa a atuar todos os finais de semana no Litoral do Estado, das 7h30 até o pôr do sol.
A prontidão da aeronave foi precedida por um treinamento técnico realizado nesta semana, em Matinhos, que reuniu pilotos e operadores aerotáticos do CBMPR e do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA). O exercício teve foco em técnicas de resgate de vítimas de afogamento, com simulações de içamento sobre o mar e procedimentos de atendimento emergencial.
Segundo o major Alexandre Creplive Zem, comandante da Unidade Aérea do CBMPR, o treinamento tem o objetivo de garantir a segurança das equipes e a eficiência nas ações de salvamento durante a temporada. Ele explica que a tripulação da aeronave é composta por piloto, copiloto, operadores aerotáticos e médico, todos com funções definidas para otimizar o atendimento.
“A integração entre a tripulação é fundamental para que o resgate aconteça de forma precisa e segura. Cada segundo faz diferença quando há uma vítima em afogamento, e por isso é essencial que todos os envolvidos estejam alinhados quanto aos procedimentos e à comunicação durante o voo”, destacou o oficial.
A capacitação envolveu manobras de aproximação sobre o mar, içamento vertical, estabilização da aeronave com guincho e retirada de vítima, simulada em diferentes condições de maré e vento. Os militares também treinaram sinais visuais e gestuais usados para a comunicação entre o operador na água e o piloto durante o resgate, técnica fundamental para garantir precisão e segurança nas manobras.
O treinamento é considerado um dos mais complexos da operação, pois envolve variações de vento, ondas e visibilidade, exigindo total sincronismo entre as equipes no ar e em solo. O Arcanjo 01, que ficará estrategicamente posicionado no Litoral para garantir rápida resposta a ocorrências, está equipado com tecnologia moderna de resgate, guincho elétrico, macas de salvamento, entre outros, o que permite o atendimento de vítimas em situações críticas.
O capitão do CBMPR Maikon Venancio, responsável pela Comunicação Social do BPMOA, ressaltou que a atuação conjunta reforça a integração das forças de segurança estaduais. “O BPMOA e o Corpo de Bombeiros trabalham lado a lado durante toda a temporada, compartilhando conhecimento técnico e experiência operacional. Essa união é o que permite ampliar a capacidade de resposta e garantir um atendimento mais rápido e seguro à população”, afirmou.
Desde o dia 3 de novembro, 20 postos de guarda-vidas que vinham funcionando aos finais de semana passaram a operar diariamente nas praias do Paraná, ampliando a cobertura preventiva antes mesmo do início oficial da temporada. O reforço das equipes em solo e no ar tem como objetivo reduzir o número de ocorrências e garantir mais tranquilidade aos banhistas.
Além do Litoral, o Arcanjo 01 também poderá ser acionado para ocorrências de resgate e transporte aeromédico em outras regiões do Estado, conforme a necessidade operacional. O major Zem destaca ainda a importância do salvamento aéreo em ocorrências. “A aeronave permite alcançar vítimas em locais de difícil acesso ou quando o tempo de resposta é determinante para a sobrevivência. A rapidez no deslocamento e a capacidade técnica da tripulação fazem do resgate aéreo um diferencial essencial para salvar vidas”, afirmou.
A prevenção ainda é a melhor forma de evitar acidentes no mar. Confira orientações do CBMPR:
Nade sempre em locais supervisionados por guarda-vidas e respeite as bandeiras de sinalização;
Evite entrar no mar após consumir bebidas alcoólicas;
Não superestime sua capacidade de nado — correntes de retorno e ondas fortes podem surpreender até nadadores experientes;
Mantenha atenção especial com crianças. Elas exigem vigilância constante;
Ao perceber alguém em dificuldade, não entre na água. Acione imediatamente um guarda-vidas ou ligue para o 193.
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Helicóptero Arcanjo 01 inicia operações no Litoral do Paraná com treinamento de resgate e prontidão para o Verão Maior. Foto: Divulgação
Helicóptero Arcanjo 01 inicia operações no Litoral do Paraná com treinamento de resgate e prontidão para o Verão Maior. Foto: Divulgação
Helicóptero Arcanjo 01 inicia operações no Litoral do Paraná com treinamento de resgate e prontidão para o Verão Maior. Foto: Divulgação
Helicóptero Arcanjo 01 inicia operações no Litoral do Paraná com treinamento de resgate e prontidão para o Verão Maior. Foto: Divulgação
Acre – Um simulado de incêndio e resgate de vítimas movimentou o Via Verde Shopping na manhã de sábado (08). A operação, coordenada pela Defesa Civil Estadual, testou a capacidade de resposta do Estado e de diferentes órgãos de segurança e emergência diante de uma situação real de crise.
O exercício reproduziu um incêndio de grandes proporções na praça de alimentação do shopping, com evacuação do público e resgate de vítimas em solo e por via aérea. A ação envolveu mais de 100 profissionais do Estado, além das brigadas internas do shopping e da Defesa Civil de Rio Branco.
De acordo com o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Carlos Batista, o simulado teve papel estratégico para o aprimoramento das respostas em situações de emergência e no fortalecimento da cultura de prevenção entre instituições e sociedade.
“Este simulado tem importância estratégica para o Estado e para toda a sociedade acreana. Nosso objetivo é avaliar, de forma prática, a integração e a capacidade de resposta das equipes de emergência e das brigadas internas, fortalecendo a cultura de prevenção e autoproteção”, destacou o coordenador.
Operação integrada testa resposta a incêndio de grandes proporções em shopping do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro
Durante o exercício, um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) sobrevoou a área para o transporte aeromédico de vítimas, enquanto equipes terrestres controlavam o “incêndio” e realizavam o atendimento pré-hospitalar. Todo o cenário foi acompanhado por dezenas de pessoas que assistiam à movimentação nas áreas externas do shopping.
O superintendente do Via Verde Shopping, Wander Porto, ressaltou a relevância da parceria entre o setor público e a iniciativa privada para reforçar a segurança do público. “Nosso objetivo é oferecer segurança aos nossos usuários, especialmente nesse período de fim de ano, quando o varejo está mais aquecido e o shopping recebe um grande fluxo de pessoas. Por isso, ampliamos os treinamentos internos e realizamos este simulado em parceria com o poder público”, disse.
Um dos momentos mais marcantes do evento foi a participação dos estudantes da Universidade da Amazônia (Unama), que atuaram como vítimas no simulado. Com maquiagens realistas e muita entrega, os alunos ajudaram a tornar a simulação mais fiel e dinâmica, contribuindo diretamente para o treinamento das equipes de resgate.
Operação integrada testa resposta a incêndio de grandes proporções em shopping do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro
O coordenador da Unama, Fábio Santos, destacou o valor pedagógico da atividade. “É uma oportunidade única para que nossos alunos vivenciem na prática situações que podem enfrentar em sua vida profissional. Os estudantes de enfermagem, por exemplo, estarão na linha de frente em casos como esse. Participar de um simulado dessa dimensão é uma forma de aprendizado real, que complementa a formação em sala de aula”, explicou.
Entre os participantes, a estudante de Farmácia, Graziela Paiva, chamou atenção pela atuação durante o exercício, interpretando uma das vítimas do incêndio. Para ela, a experiência foi marcante.
“Foi uma experiência única, que nos faz entender o quanto é importante estar preparado para situações de emergência. A gente aprende de verdade quando vivencia na prática, e hoje pude ver como o trabalho das equipes de resgate é essencial para salvar vidas”, contou.
O simulado faz parte do Plano Estadual de Redução de Riscos e Resposta a Desastres, e busca aprimorar os protocolos de emergência, o tempo de resposta das forças de segurança e a eficiência dos sistemas preventivos em locais de grande circulação.
Além de testar a estrutura operacional, o evento também teve caráter educativo, reforçando a importância da preparação e do treinamento constante em situações de crise.
Participaram do exercício a Defesa Civil Estadual, Defesa Civil de Rio Branco, Via Verde Shopping, Corpo de Bombeiros Militar do Acre, Polícia Militar do Acre, Polícia Rodoviária Federal, SAMU, Centro Integrado de Operações Aéreas, Universidade da Amazônia, Secretaria de Estado de Saúde, Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Rio Branco e Departamento Estadual de Trânsito do Acre.
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Operação integrada testa resposta a incêndio de grandes proporções em shopping do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro
Operação integrada testa resposta a incêndio de grandes proporções em shopping do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro
Operação integrada testa resposta a incêndio de grandes proporções em shopping do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro
Operação integrada testa resposta a incêndio de grandes proporções em shopping do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro
Operação integrada testa resposta a incêndio de grandes proporções em shopping do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro
Operação integrada testa resposta a incêndio de grandes proporções em shopping do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro
Operação integrada testa resposta a incêndio de grandes proporções em shopping do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro
Operação integrada testa resposta a incêndio de grandes proporções em shopping do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro
Unimed Aeromédica revitaliza base em Belém e reforça presença estratégica na Amazônia
Pará – A Unimed Aeromédica concluiu a revitalização de sua base operacional em Belém (Pará), localizada no Aeroporto Internacional Val-de-Cans, fortalecendo sua atuação na região Norte e ampliando a capacidade de atendimento em toda a Amazônia. A modernização coincide com a COP30, que ocorre na capital paraense de 10 a 21 de novembro, reforçando o papel da instituição em um dos maiores eventos globais sobre sustentabilidade.
A base revitalizada foi projetada para oferecer mais eficiência, conforto e segurança às equipes e pacientes. O espaço conta com áreas administrativas, de descanso, estoque e manutenção, além de acesso direto ao pátio de aeronaves, o que garante agilidade nos acionamentos e resposta imediata em casos de urgência.
“Estar prontos para atender a Amazônia e o mundo durante a COP30 reafirma nosso propósito de cuidar com excelência, onde quer que o paciente esteja”, destaca Délio Pereira dos Santos, assessor da Unimed Aeromédica.
Com 29 anos de experiência, mais de 40 mil transportes realizados e 95% de satisfação, a Unimed Aeromédica é referência nacional em remoções aéreas, terrestres e fluviais. Suas aeronaves são equipadas com recursos de UTI de última geração, como ventiladores, desfibriladores, monitores, bombas de infusão e incubadoras, garantindo segurança e suporte integral a pacientes adultos, pediátricos e neonatais.
Unimed Aeromédica revitaliza base em Belém e reforça presença estratégica na Amazônia.