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SAMU comemora 20 anos com mais de 2 milhões de atendimentos à população catarinense

SAMU Aeromédico de Santa Catarina realiza hemotransfusão em vítima presa nas ferragens na BR-282
SAMU Aeromédico de Santa Catarina realiza hemotransfusão em vítima presa nas ferragens na BR-282

No dia 5 de novembro de 2005, o Governo de Santa Catarina implantou a primeira Central de Regulação de Urgência (CRU) em Chapecó, oferecendo uma resposta mais estruturada e eficiente às situações de emergência. Desde então, sua missão tem sido salvar vidas e garantir um atendimento rápido, humanizado e de qualidade à população catarinense — especialmente em momentos de risco imediato.

Em duas décadas, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) catarinense, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou aproximadamente 2,5 milhões de atendimentos com envio de unidades móveis.

“Desde 2023, o governador Jorginho Mello nos deu uma missão: devolver ao SAMU o reconhecimento e a estrutura que ele merece. Estamos investindo em tecnologia, fortalecendo equipes e acelerando o tempo de resposta. Estamos colocando o SAMU novamente no seu lugar — ao lado de quem mais precisa, salvando vidas e acolhendo famílias em seus momentos mais difíceis”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.

Foto: Roberto Zacarias/Secom
Foto: Roberto Zacarias/Secom

Antes da criação do serviço, as ambulâncias brancas faziam o transporte de pacientes de forma improvisada, sem suporte médico imediato. Com a chegada das ambulâncias do SAMU, equipes formadas por médicos, enfermeiros e técnicos passaram a realizar o atendimento diretamente no local da ocorrência, levando o cuidado especializado até quem mais precisa. Essa mudança revolucionou a assistência pré-hospitalar e aumentou significativamente as chances de recuperação dos pacientes.

“Atualmente, o serviço oferece cobertura em 100% do território catarinense através do telefone 192, e é destaque entre outros SAMUs do Brasil. Temos uma frota de 31 Unidades terrestres de Suporte Avançado, sete ambulâncias inter hospitalares e 104 Unidades de Suporte Básico. Para o atendimento mais ágil em locais de difícil acesso foram implantadas 14 motolâncias”, destacou Marcos António Fonseca, superintendente de Urgência e Emergência.

O SAMU conta com oito Centrais e Regulação de Urgência, uma em cada mesorregião do estado: CRU Florianópolis, CRU Joinville, CRU Blumenau, CRU Criciúma, CRU Balneário Camboriú, CRU Lages, CRU Joaçaba, CRU Chapecó.

Serviço Aeromédico

Em 31 de dezembro de 2005, foi implantado o serviço aeromédico, com suporte avançado de vida, utilizando o helicóptero da Polícia Rodoviária Federal. Já em 2010, a parceria se estendeu ao Corpo de Bombeiros Militar, com o helicóptero Arcanjo.

Atualmente, o Estado conta com o apoio de cinco helicópteros (dois Arcanjos, dois da Polícia Civil e o Águia da Polícia Militar) e dois aviões da Secretaria de Estado da Saúde (SES), um baseado em Joaçaba e o outro em Florianópolis. O serviço garante rapidez nos atendimentos e no transporte de pacientes. Em 15 anos, foram realizados 13.498 atendimentos nos helicópteros e 2.828 nos aviões.

Foto: Roberto Zacarias/Secom
Foto: Roberto Zacarias/Secom

Capacitação

A capacitação contínua dos profissionais tem contribuído diretamente para a ampliação e a qualificação do atendimento. Desde 2014, o Núcleo de Educação em Urgência (NEU) do Estado promoveu a formação e capacitação de aproximadamente 64,5 mil profissionais. Atualmente, o SAMU Santa Catarina conta com uma equipe de mais de 2,3 mil profissionais ativos, comprometidos com a excelência no atendimento às urgências e emergências.

Investimentos

O SAMU também investe constantemente em equipamentos de última geração, incorporando novas tecnologias para garantir mais eficiência e qualidade em todo o processo de atendimento. Em 2025, foram entregues 336 equipamentos, entre eles incubadoras, cardioversores, desfibriladores, respiradores, capnógrafos, sonares cardiofetais e aparelhos de ultrassom. Também foram adquiridas 5 mil novas peças de uniformes para os profissionais.

Desde 2023, foi renovada 100% da frota. “Além disso, novas bases operacionais foram inauguradas, algumas reformadas e foram realizadas habilitações e qualificações das Centrais de Regulação, das bases operacionais e viaturas”, acrescenta Dionísio Medeiros, Diretor da APH Móvel.

Foto: Roberto Zacarias/Secom
Foto: Roberto Zacarias/Secom

Inovação – Programa Sangue Total

O SAMU SC iniciou, em 2022, o projeto Sangue Total, pioneiro no país, que disponibiliza sangue para transfusão em caso de choque hemorrágico grave durante o atendimento pré-hospitalar, o que aumenta as chances de recuperação e salva vida do paciente.

O programa ocorre no Arcanjo 01 (Florianópolis) e no Arcanjo 03 (Blumenau), e foram realizados 82 atendimentos nesses três anos. Santa Catarina é o quarto no mundo a oferecer o serviço, junto com países como Estados Unidos, Noruega e Israel, o que torna o estado uma referência nacional e internacional. Em breve o projeto vai operar em Chapecó, Lages e Criciúma.

Em 20 anos, o SAMU 192 segue oferecendo prontidão, cuidado e inovação. O serviço cresceu junto com Santa Catarina, salvando vidas e levando atendimento de excelência a todas as regiões do Estado. “O serviço é o resultado da dedicação de profissionais comprometidos, de investimentos contínuos e da confiança da população em um serviço que, todos os dias, faz a diferença entre a vida e a morte”, finalizou Medeiros.

Saúde 02 pousa na Serra das Araras para embarcar equipe médica presa no trânsito e garante transplante

Saúde 02 pousa na Serra das Araras para embarcar equipe de médica presa no trânsito e garante transplante. Foto: SOAER.
Saúde 02 pousa na Serra das Araras para embarcar equipe de médica presa no trânsito e garante transplante. Foto: SOAER.

Rio de Janeiro – A aeronave Saúde 02 da Superintendência de Operações Aéreas (SOAer), da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), realizou um pouso nesta segunda-feira (03/11) na Serra das Araras, para embarcar uma equipe médica de captação de órgãos que estava presa no trânsito devido às obras de duplicação da rodovia Presidente Dutra (BR-116).

Os cirurgiões, que captaram 2 rins e um fígado em Macaé, no Norte Fluminense, tinham como destino a cidade de Volta Redonda, no Sul Fluminense. O apoio aéreo foi solicitado por conta do tempo de isquemia, ou seja, o período em que um órgão fica sem fluxo sanguíneo desde a sua retirada do doador até o implante no receptor. O tempo estimado para a chegada da equipe estava atrasado em cerca de três horas.

“A aeronave 02 agiu rapidamente para viabilizar o transplante que ocorreria em Volta Redonda. Levamos cerca de 12 minutos da Serra das Araras até o Hospital em Volta Redonda para chegar com a equipe após o embarque, possibilitando um melhor aproveitamento dos órgãos para transplante”, disse o comandante Coronel Rodrigo Medina, responsável pela SOAer.

Configurado para missões aeromédicas, o segundo helicóptero da SOAer é um modelo H130, que permite uma resposta rápida e eficiente em situações de emergência, transporte de insumos, órgãos e tecidos humanos e no transporte inter-hospitalar neonatal e pacientes adultos. Somente este ano, mais de 170 órgãos foram transportados pela SOAer.

PRF e SAMU realizam resgate aeromédico de paciente com insuficiência cardíaca na Ilha de Cotijuba, PA

Pará – Na manhã de domingo (2), por volta das 11h00, uma operação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) garantiu o resgate aeromédico de um homem de 55 anos na Ilha de Cotijuba, em Belém (PA). O paciente apresentava quadro de insuficiência cardíaca e icterícia, com desconforto respiratório intenso, o que exigiu atendimento rápido e especializado.

O SAMU acionou o apoio aéreo da Divisão de Operações Aéreas (DOA) da PRF, que deslocou a aeronave Koala K-119, equipada para missões de resgate e transporte aeromédico. A bordo estavam policiais rodoviários federais (comandante, copiloto e operador aerotático), além de médico e enfermeiro da SESPA.

Após o pouso na ilha e a estabilização do paciente, a equipe iniciou o transporte aéreo até a área continental, onde uma ambulância do SAMU aguardava para concluir o trajeto até o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, referência no atendimento a casos cardíacos.

De acordo com o operador aerotático Sheyk Xavier, o apoio aéreo é essencial em ocorrências em regiões de difícil acesso, como as ilhas de Belém. “Em locais como Cotijuba, o deslocamento por via fluvial levaria horas. O emprego da aeronave reduz drasticamente o tempo de resposta e pode ser decisivo para salvar vidas”, destacou.

O resgate integra o conjunto de ações da PRF no Pará durante os preparativos para a COP 30, reforçando a estrutura de resposta rápida e o apoio às forças de saúde e segurança pública na região metropolitana de Belém. A aeronave Koala K-119 foi deslocada especialmente para o estado durante o período da conferência, atuando em missões de emergência, transporte de vítimas e ocorrências críticas nas rodovias e ilhas próximas à capital paraense.

PRF e SAMU realizam resgate aeromédico de paciente com insuficiência cardíaca na Ilha de Cotijuba (PA). Foto: PRF.

Departamento Estadual de Aviação de Alagoas celebra um ano de operações aéreas na saúde e segurança pública

Departamento Estadual de Aviação de Alagoas celebra um ano de operações com avanços em resgates, saúde e segurança pública. Foto: Divulgação

Alagoas – O Departamento Estadual de Aviação (DEA) completou um ano de atuação e consolidou-se como estrutura estratégica do Governo de Alagoas para resposta rápida em saúde e segurança publica. Criado pelo Decreto nº 9.390, de 25 de outubro de 2024, e com autonomia administrativa, financeira e técnica, o DEA coordenou milhares de missões aeromédicas, buscas e salvamentos, apoio a operações policiais, transportes de órgãos e suporte à Defesa Civil.

Entre os marcos do período estão a estruturação do Programa Salva Mais, a expansão da frota e o fortalecimento das bases operacionais em Maceió e Arapiraca. Ao integrar equipes do SAMU e do Corpo de Bombeiros em uma Central de Regulação unificada, o Salva Mais reduziu o tempo-resposta e padronizou protocolos em situações críticas, o que garantiu maior eficiência e agilidade nas missões de urgência.

A ampliação da frota também marcou o primeiro ano do órgão, com a incorporação de novas aeronaves, entre elas os helicópteros Falcão 04, Falcão 06 e o H135, e o emprego do avião Bombeiro 01 em missões aeromédicas. Segundo o site do DEA, em um ano, realizaram mais de 1.300 missões de segurança pública, 1.450 horas voadas e 230 missões aeromédicas (resgates, transportes de pacientes e órgãos).

“O primeiro ano do DEA comprova a capacidade do Estado em integrar meios aéreos às demandas de saúde e segurança com técnica, velocidade e resultado. Ampliamos a frota, qualificamos equipes, estruturamos o Salva Mais e respondemos a ocorrências complexas em todas as regiões. Seguiremos evoluindo para salvar mais vidas e apoiar quem mais precisa”, afirmou o coronel André Madeiro, diretor-presidente do DEA.

A tenente-coronel Elaine Monteiro, coordenadora do Programa Salva Mais, destacou o impacto humano das ações: “Quando a regulação aciona o recurso certo, na hora certa, a chance de desfecho favorável cresce muito. O Salva Mais nasceu para reduzir tempos críticos e humanizar o cuidado. Os retornos da população mostram que estamos no caminho certo, com acolhimento, técnica e coordenação.”

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Marinha do Brasil celebra 12 anos do Grupo de Busca e Salvamento e reforça compromisso com a preservação de vidas

Marinha do Brasil celebra 12 anos do Grupo de Busca e Salvamento (GSAR) e reforça compromisso com a preservação de vidas. Foto: Divulgação

Rio de Janeiro – Há 12 anos, a criação do Grupo de Busca e Salvamento (GSAR) representou um marco na consolidação da capacidade de resposta a emergências no mar da Marinha do Brasil (MB). Instituído pelo Comando da Força Aeronaval, por meio da Portaria nº 59, de 16 de outubro de 2013, o GSAR surgiu como fruto dos aprendizados obtidos a partir do trágico acidente do voo Air France 447, ocorrido em 1º de junho de 2009, que resultou na perda de 228 vidas.

Atualmente, o GSAR é composto por 18 Tripulantes Aéreos de Resgate (TAR), entre Oficiais e Praças, pertencentes ao Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN). O Grupo mantém militares qualificados para atuar em missões de busca e salvamento no mar, tanto como membros de Destacamentos Aéreos Embarcados (DAE) nos navios da MB, quanto como tripulantes das aeronaves da Aviação Naval.

Em sua estrutura organizacional, o GSAR é dividido em três subgrupos de TAR, que atuam em sistema de rodízio, assegurando o cumprimento das demandas operativas, administrativas e de manutenção das qualificações individuais. Desde sua criação, o Grupo participa ativamente de operações da Esquadra e de missões humanitárias em apoio à defesa civil.

Entre as principais atuações destacam-se a participação nas operações de resgate em Brumadinho (2019), nas enchentes e deslizamentos em Petrópolis (2022), na Operação “Abrigo pelo Mar”, em apoio às vítimas das fortes chuvas no Litoral Norte de São Paulo (2023), e, mais recentemente, na Missão “Taquari II”, em apoio humanitário à população do Rio Grande do Sul, quando os militares do Grupo contribuíram para o resgate de 34 pessoas.

Mantendo o desenvolvimento de técnicas, equipamentos e treinamento, o Grupo apresenta sua importância estratégica e o espírito que inspira sua missão, traduzido no lema internacional de busca e salvamento: “Para que outros possam viver!”

Marinha do Brasil celebra 12 anos do Grupo de Busca e Salvamento (GSAR) e reforça compromisso com a preservação de vidas. Foto: Divulgação.

Aeromot lança Pedra Fundamental do AeroCITI, anuncia avião movido a etanol e a produção do Diamond DA 62 MPP

Aeromot lança Pedra Fundamental do AeroCITI; anuncia avião movido a etanol e oferece o Diamond DA 62 MPP para Defesa. Foto: Roberto Caiafa.

Rio Grande do Sul – O lançamento da pedra fundamental do AeroCITI (Aero Centro Integrado de Tecnologia e Inovação) foi realizado na última quinta-feira, 23 de outubro, em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

O evento, que coincidiu com o Dia do Aviador, contou com a presença do governador Eduardo Leite, do prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata, do representante do governo federal Edegar Pretto, de executivos da Aeromot, liderados por Guilherme Cunha, e representates das empresas Diamond Aircraft Brasil, FBR Aviation e Leonardo Helicópteros.

No mesmo evento também foi anunciado um acordo de cooperação comercial e industrial com a Textron Aviation, voltado ao desenvolvimento de soluções aeronáuticas customizadas no Brasil, com potencial de exportação e integração ao portfólio global do fabricante norte-americano.

Também foi firmado um protocolo de intenções com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), que contempla ações conjuntas de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e a criação de um programa de especialização em parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Outro anúncio importante foi o acordo com a fabricante italiana Leonardo Helicopters, que prevê a nacionalização de produtos e o desenvolvimento conjunto de novas tecnologias aeronáuticas, fortalecendo a capacidade industrial e tecnológica do país. O evento também marcou o avanço do projeto AMT-X, primeira aeronave de transporte movida a etanol do mundo, que será inteiramente fabricada em solo gaúcho pela Aeromot, em cooperação com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Com investimento estimado em mais de R$ 3 bilhões, o projeto prevê a criação de 1,5 mil empregos diretos. O complexo terá um aeródromo regional com pista de 1,8 mil metros, voltado a operações executivas e de cargas. O espaço incluirá ainda área aberta ao público, com restaurantes, museu e praça ao ar livre.

O projeto AMT-X será a primeira aeronave de transporte do mundo propulsada por etanol, fabricada pela Aeromot em cooperação com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Imagem: Aeromot.

Em 2027, começa a produção sob licença da aeronave DA62 da empresa canadense Diamond Aircraft, e a entrega das primeiras unidades está prevista para o ano seguinte. Independentemente do estado das obras, já há mais de cem desses aviões do modelo comercializados no país.

O complexo terá ainda uma fábrica de aeronaves leves certificadas, centros de pesquisa dedicados e edifícios data-centers de IA, entre outros, no mesmo terreno onde, há três décadas, seria construída uma fábrica da Ford Automóveis.

Diamond DA62 MPP

O Diamond DA62 MPP é uma aeronave bimotora de missão especial, baseada no modelo civil DA62, projetada para vigilância, inteligência, sensoriamento, reconhecimento, aerofotogrametria e outras missões especiais. A sigla “MPP” significa “Multi Purpose Platform” (Plataforma de Propósito Múltiplo).

Esta versão modificada é equipada com sistemas avançados para coleta de dados, sendo mais potente, versátil e capaz de transportar sensores de vigilância como radares, câmeras e scanners, além de ter capacidade para transmissão de dados em tempo real. Fabricado em material composto, que economiza peso, o DA62 MPP foi projetado focado na economia de combustível, especialmente quando se verifica a natureza das missões de longa duração que o avião deverá enfrentar ao longo da sua vida útil.

O fabricante da aeronave tanto oferece um amplo portfólio de equipamentos de sensores e de comunicação pré aprovados, com destaque para sensores e tecnologias da empresa alemã Hensoldt, quanto apoia o desenvolvimento de configurações personalizadas voltadas às necessidades específicas de cada cliente, com ampla integração de produtos Made in Brazil.

O Diamond DA62 MPP já é utilizado por agências de segurança, órgãos governamentais, empresas de pesquisa e resgate, em tarefas como coleta de inteligência, monitoramento de comunicações clandestinas, patrulhamento de grandes áreas, busca e salvamento (sobre terra e sobre o mar) e trabalhos de mapeamento/aerofotogrametria, dentre outros serviços especializados que demandam uma aeronave confiável, veloz e capaz de operar em pequenos aeroportos e pistas semipreparadas. A combinação do menor custo operacional com manuseio simples da aeronave e uma assinatura de ruído muito baixa oferece aos clientes atuais e novos de missões especiais, uma vantagem competitiva significativa.

O DA62 MPP entrega alta carga útil e fuselagem espaçosa, tecnologia composta comprovada em campo (sem corrosão), vida útil ilimitada da célula, aviônicos Garmin G1000 NXi glass cockpit, piloto automático GFC700 totalmente integrado, operação de alavanca única (EECU), alcance e resistência de até 10 horas de missões ininterruptas, tecnologia de combustível pesado empregando motor Austro AE330 de 180 hp, com operabilidade mundial, baixo ruído e assinatura IR (sistema de exaustão na parte superior) e acabamento cinza fosco que reduz reflexos e absorvibilidade.

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GRAU abre concurso para preencher 30 vagas de médico para atuar no serviço pré-hospitalar móvel de São Paulo

São Paulo – O Grupo de Resgate (GRAU), por meio da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, abriu concurso público para preencher 30 vagas no cargo de médico para atuar junto ao serviço pré-hospitalar móvel.

Os interessados devem ser inscrever entre os dias 22 de outubro de 2025 e 17 de novembro de 2025, exclusivamente pela internet, por meio do endereço eletrônico www.avancasp.org.br. A taxa de inscrição custa R$ 122,17.

Os candidatos devem possuir graduação em medicina, registro no respectivo conselho de classe, residência médica ou título em uma das seguintes especialidades: Anestesiologia, Cardiologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia Geral, Cirurgia Vascular, Cirurgia Torácica, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia do Aparelho Digestivo, Cirurgia Plástica, Cirurgia Oncológica, Medicina de Emergência, Medicina Intensiva, Neurocirurgia ou Urologia.

O salário base será de R$ 4.396,04, mais vantagens pecuniárias de acordo com a unidade, acrescido de prêmio de produtividade médica no valor de até R$ 5.557,50, sendo o total estimado em até R$ 9.953,54, conforme legislação vigente, por regime de trabalho de 24 horas semanais.

O concurso público será de prova objetiva de conhecimentos gerais e específicos, de caráter eliminatório e classificatório. Prova prática de condicionamento físico, de caráter eliminatório e classificatório; Prova de títulos, somente os candidatos habilitados nas outras etapas. A prova objetiva será realizada na cidade de São Paulo no dia 18 de janeiro de 2026, nos locais e horários divulgados em 09 de janeiro.

Para saber mais detalhes, acesse o edital e a página do concurso:

Pesquisa brasileira sobre uso de drone na prevenção de afogamentos é aceita para apresentação em Conferência no Egito

Pesquisa brasileira sobre uso de drone na prevenção de afogamentos é aceita pela WCDP 2025. Foto: Autor Diego Carelli.
Pesquisa brasileira sobre uso de drone na prevenção de afogamentos é aceita pela WCDP 2025. Foto: Autor Diego Carelli.

Rio de Janeiro – Um estudo brasileiro pioneiro foi aceito para apresentação no World Conference on Drowning Prevention 2025 (WCDP 2025), a mais importante conferência mundial sobre prevenção de afogamentos, que ocorrerá no Egito entre os dias 21 e 23 de novembro de 2025.

O artigo intitulado “Use of Unmanned Aircraft in Drowning Prevention: Innovations, Applicability, and Operational Impacts” foi desenvolvido por equipe multidisciplinar, reunindo especialistas em operações aéreas e salvamento aquático do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro (CBMERJ), da Superintendência de Operações Aéreas da Saúde do Rio de Janeiro, da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático e do Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil.

A pesquisa conduzida no âmbito da Coordenadoria de Operações com Veículos Aéreos Não Tripulados (COVANT) do CBMERJ propõe o uso de drones equipados com sistemas de áudio (alto-falantes) como ferramenta preventiva em áreas de risco, permitindo alertar banhistas sobre correntes de retorno, costões e outras situações de perigo antes que o incidente ocorra.

Foram realizados voos experimentais nas praias de Copacabana e Leme, totalizando cinco horas de operação preventiva, com apoio de guarda-vidas e pilotos do CBMERJ.

A análise, baseada em questionário aplicado a 60 militares, demonstrou que 96,67% dos participantes reconhecem o alto impacto do uso de drones com áudio para a prevenção de afogamentos e 90% consideram essencial a formação específica de guarda-vidas para operar essa tecnologia.

Segundo um dos autores, Capitão BM Diego Carelli, “o estudo mostra que o drone pode evoluir de uma ferramenta de observação para um agente ativo na comunicação preventiva, orientando banhistas e ampliando o alcance das equipes de guarda-vidas em tempo real”.

Essa aplicação inovadora de drones equipados com alto-falantes, especificamente voltados à prevenção de afogamentos, representa, segundo os autores, um marco para a aviação não tripulada no salvamento aquático, consolidando o CBMERJ como instituição pioneira no emprego operacional de sistemas não tripulados voltados à segurança aquática.

A pesquisa demonstra que o emprego coordenado de drones e guarda-vidas pode redefinir os protocolos de prevenção e resposta, otimizando recursos, reduzindo o tempo de reação e ampliando a segurança de banhistas em áreas extensas.

O artigo aceito pela WCDP 2025 reflete o avanço técnico e científico no desenvolvimento de soluções inovadoras que salvam vidas. Além disso, esse reconhecimento reforça a importância de investir em tecnologia e capacitação de pessoal.

Autores da pesquisa: Tarcíso Salles, Fábio Braga, Rodrigo Medina, Alexsander Delgado, Evelin Perez, Rodrigo Buxbaum, Diego Carelli e Michele Xavier.

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Polícia Rodoviária Federal forma novos comandantes de helicóptero

Polícia Rodoviária Federal forma novos comandantes de helicóptero. Foto: DOA PRF.
Polícia Rodoviária Federal forma novos comandantes de helicóptero. Foto: DOA PRF.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) formou seis novos comandantes de helicóptero que participaram do XI Curso de Comandante Policial de Asa Rotativa (CCPAR). Os novos comandantes, que já atuavam como pilotos da Divisão de Operações Aéreas (DOA) da PRF, passaram por 76 horas de intensa instrução, executada pela Universidade Corporativa da Polícia Rodoviária Federal (UniPRF).

Os policiais rodoviários federais ascenderam à função de Primeiro Piloto em Comando, dominando procedimentos das aeronaves Bell 407 e AW-119 Koala que integram a frota aérea da PRF, que também opera aviões. O curso incluiu o domínio de capacidades avançadas, como guincho elétrico, helibalde e imageador térmico, habilidades vitais para missões de segurança pública e a continuidade do apoio emergencial às demandas da sociedade.

A Polícia Rodoviária Federal opera uma frota de aviões e helicópteros multimissão que são empregados em ações de segurança viária, combate ao crime, operações aeromédicas e ajuda humanitária. A frota aérea da PRF opera em todo o brasil realizando o patrulhamento aéreo nas rodovias federais e áreas de interesse da união, além prestar apoio a forças de segurança pública e outras instituições. A PRF possui um efetivo dedicado em operações aéreas composto por comandantes, copilotos e operadores aerotáticos treinados e sempre prontos para entrar em ação.

Veículos iluminam pista do Aeroporto de Fernando de Noronha para pouso de ambulância aérea devido a pane no balizamento noturno

Veículos iluminam pista em Fernando de Noronha para pouso de avião aeromédico devido a pane no balizamento noturno. Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo.
Veículos iluminam pista em Fernando de Noronha para pouso de avião aeromédico devido a pane no balizamento noturno. Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo.

Pernambuco – Uma operação de emergência foi montada no domingo (12) no Aeroporto de Fernando de Noronha para permitir o pouso de um avião aeromédico. A aeronave fez a transferência de uma paciente em estado grave para o Recife. Como o sistema de balizamento noturno do aeroporto está com defeito, carros e caminhões foram usados para iluminar a pista.

O Hospital São Lucas informou que, na madrugada de domingo (12), uma paciente deu entrada na unidade após sofrer um acidente de moto. Depois exames, os médicos constataram traumatismo cranioencefálico e fraturas múltiplas na face, incluindo mandíbula, maxila e nariz.

O hospital explicou que a transferência para o Recife foi necessária por causa da gravidade das lesões e da necessidade de exames de imagem detalhados e avaliação cirúrgica. O avião de resgate tinha previsão de pouso às 19h30. A direção do Hospital São Lucas pediu ajuda aos moradores para iluminar a pista com os faróis dos veículos.

Mesmo com a mobilização dos moradores, locadoras, guias de turismo e taxistas, os coordenadores da operação decidiram usar apenas veículos oficiais para iluminar a pista. Os carros do governo entraram na área de acesso restrito às aeronaves e foram posicionados de modo a garantir a iluminação necessária para o pouso.

Após momentos de expectativa, o avião com estrutura de UTI pousou com segurança, e a paciente foi transferida para o Hospital da Restauração, no Recife.

Problemas no balizamento noturno

O Aeroporto de Fernando de Noronha só pode receber voos noturnos em casos de emergência médica. No entanto, o sistema de iluminação da pista está em pane, como confirmou Samuel Prado, diretor da Dix, empresa que administra o aeródromo. Em 2020, foi instalada a iluminação da pista em uma obra do governo de Pernambuco que custou R$ 4,6 milhões, com o objetivo de permitir pousos de aeronaves aeromédicas.

“Há alguns dias detectamos uma falha no sistema de balizamento noturno. Iniciamos a manutenção imediatamente e já compramos as peças necessárias, que devem chegar nos próximos dias para restabelecer o serviço”, explicou Samuel Prado.

A Administração de Fernando de Noronha informou que vai analisar o problema para indicar se haverá punição pela falta de balizamento. Por meio de nota, a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) reforçou o compromisso de fortalecer a malha aeroportuária regional, garantindo segurança, fluidez e atenção aos usuários.

A secretaria destacou ainda que o Aeroporto de Fernando de Noronha está recebendo um investimento de R$ 60 milhões para a recuperação das pistas de taxiamento e do pátio de estacionamento das aeronaves, além de outros serviços essenciais.

Confira a nota completa enviada pela Semobi:

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi), informa que, na noite do último domingo (12), foi realizada uma operação de salvamento no Aeroporto Carlos Wilson, na Ilha de Fernando de Noronha, para viabilizar um atendimento de urgência.

A ação se fez necessária em razão de um problema no sistema de balizamento noturno do aeroporto, que comprometeu as condições de operação durante o período noturno. O reparo depende do transporte de materiais e equipamentos para a ilha, razão pela qual medidas emergenciais foram adotadas para assegurar o atendimento imediato.

A Semobi reforça o compromisso de fortalecer a malha aeroportuária regional, garantindo segurança, fluidez e atenção aos usuários.

O Aeroporto de Fernando de Noronha está recebendo um investimento de R$ 60 milhões para a recuperação das pistas de taxiamento e do pátio de estacionamento das aeronaves, além de outros serviços essenciais.

Comando de Aviação da Polícia Militar realiza estágio de capacitação para 14 médicos e 4 enfermeiros

Comando de Aviação da Polícia Militar realiza Estágio de Capacitação para Operador de Suporte Médico
Comando de Aviação da Polícia Militar realiza Estágio de Capacitação para Operador de Suporte Médico.

São Paulo – O Comando de Aviação “João Negrão” da Polícia Militar (CAvPM) realizou nos dias 15, 16 e 17 de setembro de 2025, Estágio de Capacitação para Operador de Suporte Médico (OSM), com a participação de 14 médicos e 4 enfermeiros, etapa decisiva para a implantação do serviço de resgate aeromédico em Sorocaba e região.

Os médicos foram apresentados pela Diretoria do GRAU (Grupo de Resgate) e pela Diretoria de Saúde da Polícia Militar do Estado de São Paulo, atendendo aos pré-requisitos de integrarem as atividades operacionais do GRAU há, no mínimo, dois anos e atuarem em especialidades médicas compatíveis com o atendimento pré-hospitalar.

A seleção dos participantes foi conduzida em conjunto pela Diretoria do GRAU, Diretoria de Saúde da PMESP e pelo CAvPM. Os treinamentos foram ministradas por instrutores do CAvPM, com atividades realizadas no auditório da Pax Aeroportos (Aeroporto Campo de Marte) e na Escola Superior de Bombeiros.

Durante o estágio, foram realizados treinamentos teóricos e práticos abordando temas como: requisitos operacionais das tripulações aeromédicas; segurança de voo em operações aeromédicas; fisiologia de altitude; aspectos médicos da operação de resgate; técnicas e práticas operacionais de resgate aeromédico; utilização de equipamentos aeromédicos; fraseologia operacional padrão; ambientação na aeronave AS350; adaptação à altura e preparação para descida de rapel; embarque e desembarque em baixa altura; pouso em área restrita e descida de rapel.

Novo avião do Corpo de Bombeiros Militar do Acre chega ao Brasil

Novo avião do Corpo de Bombeiros Militar do Acre chega ao Brasil
Novo avião do Corpo de Bombeiros Militar do Acre chega ao Brasil

Acre – O Corpo de Bombeiros Militar do Acre deu mais um passo importante com a chegada ao Brasil do novo avião Cessna Grand Caravan EX. A aeronave encontra-se em Boa Vista (RR) e seguirá nos próximos dias para os ajustes técnicos e trâmites documentais antes de iniciar operação no Acre, o que deve ocorrer até o fim de 2025.

O avião vai reforçar operações de resgate, transporte aeromédico, combate a incêndios, missões humanitárias e ações de fiscalização ambiental. Vem equipado com kit aeromédico completo, bomba de infusão, monitor cardíaco, desfibrilador, incubadora neonatal e ventilador pulmonar.

O investimento é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e o Ministério Público do Trabalho (MPT), firmada em dezembro de 2023, e custou cerca de US$ 5,8 milhões — o equivalente a R$ 28 milhões à época.

Segundo o governador Gladson Cameli, com a chegada do avião, o Acre dá mais um passo na consolidação de uma estrutura aérea moderna e multifuncional, voltada à proteção da vida, à defesa do meio ambiente e ao apoio às comunidades mais isoladas da região amazônica.

“Esse investimento representa um marco para a segurança e a resposta rápida a emergências em nosso estado, especialmente em regiões de difícil acesso. Com essa aeronave, reforçamos nossa capacidade de salvar vidas, transportar equipes e insumos com mais agilidade e atuar de forma ainda mais eficiente em operações de resgate, combate a incêndios e apoio humanitário. É o Acre avançando com responsabilidade, compromisso e respeito à nossa população”, destacou.

NTSB está investigando o acidente com helicóptero aeromédico em Sacramento, Califórnia

NTSB está investigando o acidente com helicóptero aeromédico em Sacramento, Califórnia. Imagem FOX40
NTSB está investigando o acidente com helicóptero aeromédico em Sacramento, Califórnia. Imagem FOX40

USA – Um helicóptero aeromédico da Reach Air Medical (REH5), registrado como N414RX, modelo Airbus H130 T2, com três pessoas a bordo, caiu na noite de segunda-feira (6) em uma das pistas da rodovia 50, em Sacramento, Califórnia.

O acidente está sendo investigado pelo National Transportation Safety Board (NTSB) e pela Federal Aviation Administration (FAA).

O piloto Chad Millward, de 60 anos, e a paramédica Margaret Davis, de 66 anos, permanecem hospitalizadas em estado crítico no UC Davis Medical Center. A enfermeira Suzie Smith, de 67 anos, faleceu no sábado (11).

Os registros de voo mostram que o helicóptero deixou o Aeroporto Regional de Redding às 17h05, pousou no Aeroporto Red Bluff às 17h17 e partiu às 17h50, antes de pousar no UC Davis Medical Center às 18h36.

Os dados do Flightradar24 mostram que a aeronave partiu do centro médico às 19h05 antes de desaparecer do radar, quando sobrevoou a Rodovia 50. Todo o voo durou cerca de 30 segundos antes do acidente.

Não havia paciente a bordo, e os três tripulantes foram as únicas vítimas do acidente, que por pouco não envolveu veículos que transitavam na rodovia. Motoristas que presenciaram a queda auxiliaram os bombeiros no resgate das vítimas logo após o impacto.

“Em nome de nossa tripulação, de suas famílias e da Reach, expressamos nossos mais sinceros agradecimentos aos transeuntes que ajudaram durante o resgate”, informou a empresa em nota. “Agradecemos profundamente aqueles que se tornaram socorristas espontâneos e demonstraram coragem excepcional neste momento crucial.”

2ª Companhia do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros celebra 10 anos de atuação em Blumenau, SC

Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina celebra 10 anos de atuação em Blumenau. Foto: Giovanni Silva

Santa Catarina – Nesta segunda-feira (06), a 2ª Companhia do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), sediada em Blumenau, comemorou 10 anos de atuação. Criada oficialmente em 5 de outubro de 2015, a 2ª do BOA se consolidou como uma das mais importantes estruturas de atendimento de emergência do Estado, garantindo rapidez e eficiência no salvamento de vidas.

A data marca também o fortalecimento da parceria entre o CBMSC e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da Secretaria de Estado da Saúde, que juntos compõem a equipe multiprofissional do Arcanjo 03, aeronave responsável pelos atendimentos aéreos na região do Vale do Itajaí.

Ao longo desses 10 anos, o Arcanjo 03 tem desempenhado um papel essencial em ocorrências de alta complexidade, como acidentes de trânsito, paradas cardiorrespiratórias, buscas e resgates em locais de difícil acesso, além de transportes aeromédicos e de órgãos. No período foram contabilizadas mais de 4 mil missões.

Com tempo de resposta reduzido e tripulações altamente capacitadas, o serviço aéreo representa um salto de qualidade no atendimento pré-hospitalar e na capacidade operacional do Estado.

Segundo o comandante do BOA, tenente-coronel Hugo Manfrin Dallossi, o trabalho em Blumenau é motivo de orgulho e traduz o compromisso do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina com a excelência e a inovação no atendimento à população.

“Esses números mostram o impacto positivo do serviço aeromédico na preservação de vidas, operando sempre em conjunto com o SAMU, e mostram o quão importante é para os atendimentos, seja de traumas, afogamentos, emergências médicas, remoções hospitalares, transferências entre hospitais, combate a incêndios, entre todas as outras operações que o batalhão executa”, destacou.

Desde sua criação, a base de Blumenau tem sido fundamental para a cobertura aérea do Vale do Itajaí e de regiões vizinhas, tornando possível o atendimento de centenas de ocorrências em locais onde o acesso terrestre seria inviável ou demoraria muito mais tempo.

Dados estatísticos nesse período

  • Número de missões – 4.603.
  • Horas voadas – 2.998,2.
  • Pessoas atendidas – 3.792.
  • Sangue total – 11 (10 traumas e 1 clínico).
  • Transporte de órgãos – 44 missões – 58 órgãos.

Organização publica os Anais do 5º Congresso Aeromédico Brasileiro

A organização do evento publicou os Anais da quinta edição do Congresso Aeromédico Brasileiro (CONAER), que aconteceu nos dias 10 e 11 de Julho de 2025 na sede da ASSOMES (Clube dos Oficiais da PMES), em Vitória (ES), com o apoio institucional do NOTAER e do SAMU ES. 

A Comissão Científica do 5º CONAER, após avaliação de todos os trabalhos submetidos, aceitou 25 trabalhos para publicação nos Anais do CONAER. Todos foram apresentados no formato banner e vídeo. Além disso, os autores dos três trabalhos premiados apresentaram ao público suas pesquisas.

ANAIS DO 5º CONAER (PDF)

Todos os artigos publicados nesta edição também receberam o identificador único DOI (Digital Object Identifier) e os autores têm à sua disposição os códigos nas páginas dos anais das cinco edições do CONAER.

Com o Patrocínio Master da ArceloMittal, Patrocínio Platinum da Helisul, Parceria Acadêmica da Faculdade Censupeg, e parceira da Associação Brasileira de Operações Aeromédicas – ABOA, a quinta edição do CONAER consolidou-se como o mais relevante evento aeromédico da América Latina, estabelecendo pontes de cooperações entre organizações públicas e privadas, operadores aéreos e profissionais da saúde, da aviação e da segurança pública, além de fortalecer a pesquisa nacional.

As páginas dos Anais do CONAER e da Revista Aeromédica estão disponíveis para todos. As publicações em formato de revista (pdf) também se encontram disponíveis nas páginas.

Anais do 5º CONAER
ISSN 2764-3395

– Clique na imagem e acesse o conteúdo –

ABOA institui o Hino da Aviação Aeromédica Brasileira

Associação Brasileira de Operações Aeromédicas – ABOA instituiu o Hino da Aviação Aeromédica Brasileira. O lançamento aconteceu durante a quinta edição do Congresso Aeromédico Brasileiro (CONAER), realizado nos dias 10 e 11 de julho de 2025, em Vitória (ES).

Autoria – Letra e Música:

Ana Claudia de Paula & Carlos Eduardo Falconi

Uma homenagem solene aos heróis das alturas:

1ª Estrofe

Nas asas do céu nós cruzamos fronteiras
Levando esperança, rompendo o temor
A vida nos chama e a dor é bandeira
Voamos por todos com fé e com amor

Refrão (1ª vez)

Salva-vidas do vento e da imensidão
Corações que batem pela missão
Luz no socorro, vozes da paz
Somos aeromédicos – força que traz

2ª Estrofe

No som do rotor, o tempo é aliança
O pulso é combate, a vida é razão
No céu ou na selva, levamos bonança
Heróis sem medalha, só com o coração

Refrão (2ª vez)

Salva-vidas do vento e da imensidão
Corações que batem pela missão
Luz no socorro, vozes da paz
Somos aeromédicos – força que traz

Estrofe Final

A dor não espera, voamos ligeiros
Unindo os extremos da terra e do ar
Vestidos em cores, anjos guerreiros
Firmamos um pacto: salvar e cuidar

Ouça a letra e a música:

ABOA institui o Dia da Aviação Aeromédica Brasileira

Capitão médico aviador Ismael Guilherme (dir. da foto) ao lado do capitão João Negrão (esq. da fato), no Potez, avião da G.M.A.P. Foto: Manuel Guinjo, Repórter de Guerra. Foto extraída da Edição Digital Rememorativa da Epopeia da Aviação Constitucionalista na Revolução de 1932, 2024, in: Das origens da Força Aérea Constitucionalista, por Sergio Marques, pg. 117.
Capitão médico aviador Ismael Guilherme (dir. da foto) ao lado do capitão João Negrão (esq. da fato), no Potez, avião da G.M.A.P. Foto: Manuel Guinjo, Repórter de Guerra. Foto extraída da Edição Digital Rememorativa da Epopeia da Aviação Constitucionalista na Revolução de 1932, 2024, in: Das origens da Força Aérea Constitucionalista, por Sergio Marques, pg. 117.

A Associação Brasileira de Operações Aeromédicas (ABOA) instituiu o dia 25 de abril como o Dia da Aviação Aeromédica Brasileira. O lançamento aconteceu durante a quinta edição do Congresso Aeromédico Brasileiro (CONAER), realizado nos dias 10 e 11 de julho de 2025, em Vitória (ES).

A escolha do dia é uma homenagem ao médico e piloto, Ismael Torres Guilherme Christiano, nascido em Ribeirão Preto, no dia 25 de abril de 1904. Ismael idealizou na década de 1930 a utilização sistemática de aeronaves para o transporte de pacientes, em atendimento a urgências e emergências médicas.

Sua visão inovadora vislumbrou o potencial da aeronave para o serviço de “Aviação Sanitária”, lançando as bases do que viria a se tornar, muitas décadas depois, o Serviço de Operações Aeromédicas no Brasil.

Breve histório

Ismael Guilherme formou-se em medicina em 1927 e ingressou no quadro médico da Força Pública de São Paulo (FPSP), especializando-se em cirurgia. Frequentou a Escola de Aviação da FPSP, onde brevetou. Foi um dos idealizadores do movimento constitucionalista de 1932. Promovido a Major, foi nomeado Comandante do Grupo Misto de Aviação da Força Pública do Estado (G.M.A.P.), os “Gaviões de Penacho“.

Em 1934, Ismael Guilherme foi eleito deputado estadual pelo Partido Republicano Paulista (PRP), com 168.879 votos para sua primeira legislatura, de 1935 a 1937. Assumiu a superintendência da VASP e realizou o curso de piloto comercial. Em 1941, passou no concurso da “Panair do Brasil“, licenciando-se da VASP.

Na Panair, voando um Lockheed Lodestar, matrícula PP-PBG, acidentou-se em 28 de setembro de 1942. O voo havia saído do Rio de Janeiro para Porto Alegre com escalas em São Paulo e Curitiba. Ao iniciar a descida no aeroporto de Congonhas (SP), numa aproximação noturna com mal tempo, arremeteu e iniciou circuito para uma nova tentativa. Os motores pararam e a aeronave caiu na mata de Pedra Branca, em Santo André, SP, matando todos os 15 ocupantes (4 tripulantes e 11 passageiros). Esse foi o último voo do médico e comandante Ismael Guilherme.

Leia mais em:

Capitão médico aviador Ismael Guilherme (dir. da foto) ao lado do capitão João Negrão (esq. da fato), no Potez, avião da G.M.A.P. Foto: Manuel Guinjo, Repórter de Guerra. Foto extraída da Edição Digital Rememorativa da Epopeia da Aviação Constitucionalista na Revolução de 1932, 2024, in: Das origens da Força Aérea Constitucionalista, por Sergio Marques, pg. 117.
Capitão médico aviador Ismael Guilherme (dir. da foto) ao lado do capitão João Negrão (esq. da fato), no Potez, avião da G.M.A.P. Foto: Manuel Guinjo, Repórter de Guerra. Foto extraída da Edição Digital Rememorativa da Epopeia da Aviação Constitucionalista na Revolução de 1932, 2024, in: Das origens da Força Aérea Constitucionalista, por Sergio Marques, pg. 117.

Drone usado para entregas e ações humanitárias em diversos países é apresentado ao mercado brasileiro

A ITOCHU Corporation, parceira da Wingcopter no Japão, testou o transporte de sangue de pesquisa (*1) usando o drone de entrega da Wingcopter em um projeto de pesquisa.
A ITOCHU Corporation, parceira da Wingcopter no Japão, testou o transporte de sangue de pesquisa usando o drone de entrega da Wingcopter em um projeto de pesquisa.

São Paulo – A Synerjet e a Wingcopter receberam clientes ao longo de toda a semana passada (15 a 19/09), na cidade de São Roque (SP) para apresentar o potencial do Wingcopter 198, um drones de entrega, capaz de percorrer distâncias de até 94 km. Fabricado na Alemanha, o modelo é perfeito para operações logísticas, incluindo entrega de medicamentos, soros e vacinas, inspeções de ativos, como grandes obras, ferrovias e rodovias, podendo ser usado também em levantamentos topográficos.

O Wingcopter 198 tem peso máximo de decolagem de  25 quilos, sendo aproximadamente 10 kg do equipamento, outros 10 kg de bateria e pode levar quase 5 kg de carga. Entre os diferenciais está a velocidade de cruzeiro de 90 km/h, e a capacidade de transporte de cargas perecíveis ou de alto valor agregado. A bateria dura 60 minutos com tempo de recarga igual ao de utilização. Para operar o drone, é preciso apenas passar por um treinamento de duas semanas.

O drone está em avançado processo de certificação na ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), e também está paralelamente em processo de certificação nos Estados Unidos, na Europa e no Japão. No Brasil, já foi aprovado pela Anatel, que certifica a comunicação entre o drone e o solo.

A Wingcopter é uma startup que recebeu 100 milhões de euros de investimentos e agora vai passar para a fase de produção efetiva dos equipamentos em série. No mundo inteiro, a Wingcopter tem cases de sucesso na logística médica, já tendo sido responsável pelo transporte de medicamentos e sangue no Japão, vacinas, amostras de sangue e material genético em diferentes países africanos e também nos Estados Unidos.

“A Synerjet é, ao mesmo tempo, cliente e investidor da Wingcopter, e encomendou 10 unidades inicialmente, duas já estão no Brasil e outras 3 chegam até o fim do ano”, disse Fabio Rebello, CEO da Synerjet. Na visão de Rebello, o potencial do Wingcopter é fantástico e pode trazer grandes benefícios para regiões distantes, especialmente na área de saúde.

Para Armando Gessinger, Chief Revenue Officer da Wingcopter GmbH, o Brasil é um dos mercados mais importantes do mundo para a empresa, pois tem localidades remotas e infraestrutura precária de transporte. Apenas em um segundo momento a empresa imagina conseguir autorização para voar sobre áreas densamente populosas.

Transfusão de sangue pré-hospitalar oferece às equipes médicas uma opção que salva vidas

Por Aneesa Turbovsky e Kelsie George, NCSL 

EUA – A Administração Nacional de Segurança no Trânsito Rodoviário (NHTSA) relatou 40.901 mortes nas estradas do país em 2023, apesar de mais de 40% das vítimas de acidentes estarem vivas quando os socorristas chegaram (Ler artigo) As vítimas faleceram posteriormente aos ferimentos, muitas vezes devido ao sangramento maciço.

Quando um paciente está gravemente ferido e sangrando, cada minuto sem tratamento aumenta o risco de morte (Ler artigo). Uma maneira de abordar esse problema é com programas de transfusão de sangue pré-hospitalar, que permitem que a equipe de emergência médica administre sangue total ou componentes sanguíneos no local do acidente e/ou a caminho de um hospital.

Antes limitadas a operações médicas militares ou aeromédicas, essas intervenções que salvam vidas agora estão surgindo em ambulâncias aéreas e terrestres. De acordo com o American College of Surgeons, mais de 10.000 mortes por trauma por ano poderiam ser evitadas com acesso oportuno a transfusões de sangue. Estudos sugerem (Leia artigo) que a realização de transfusões em campo pode melhorar os resultados, especialmente em áreas rurais com tempos de transporte mais longos.

Porcentagem de mortes em acidentes com veículos motorizados que estavam vivas no local do acidente por estado (2019–2023). Mapa dos EUA com Territórios (1º de agosto de 2025).

Pioneiros em transfusão de sangue pré-hospitalar para Serviços de Emergência Médica (EMS)

Vários estados estão testando ou codificando programas de transfusão pré-hospitalar, frequentemente em parceria com sistemas estaduais de trauma, prestadores de serviços de emergência médica, hospitais ou bancos de sangue. Entre os estados que lideram os programas de transfusão de sangue pré-hospitalar, Texas e Colorado obtiveram sucesso recente na expansão de seus programas em todo o estado.

O Conselho Consultivo Regional do Sudoeste do Texas (STRAC), sediado em San Antonio, estabeleceu o primeiro programa piloto regional de transfusão de sangue total pré-hospitalar civil do país em 2018. De acordo com o Dr. Donald Jenkins, presidente do Comitê Regional de Sangue Total do STRAC, e Eric Epley, CEO e diretor executivo do STRAC, o programa demonstrou resultados em termos de economia de vidas e custos (Leia o artigo).

Com base no sucesso regional do programa piloto, a Assembleia Legislativa do Texas destinou US$ 10 milhões para expandi-lo em todo o estado. O financiamento para o programa estadual começa este mês e será distribuído pelo Departamento de Serviços de Saúde do Estado com a contribuição dos Conselhos Consultivos Regionais.

O Colorado também desenvolveu um programa estadual de transfusão de sangue pré-hospitalar após concluir a Academia Nacional de Sangue Total do STRAC, um programa de treinamento de dois dias. O Dr. Matt Angelidis, diretor médico dos Serviços Médicos de Emergência da UCHealth, e seus colegas retornaram do treinamento e formaram a Coalizão de Sangue Total do Colorado para criar uma estrutura de protocolos e processos que os 11 Conselhos Regionais de Serviços Médicos de Emergência e Trauma do estado poderiam usar para desenvolver seus próprios programas de sangue.

O Corpo de Bombeiros de Colorado Springs estabeleceu o primeiro programa de transfusão de sangue total do estado em 2024. Nos primeiros 100 dias, o programa salvou mais de 30 vidas e, de acordo com Angelidis, continua salvando uma vida aproximadamente a cada 72 horas.

Ações estaduais em programas de transfusão de sangue pré-hospitalar

Apesar do seu potencial de salvar vidas, as transfusões de sangue foram administradas em campo a menos de 1% dos pacientes elegíveis entre 2020 e 2023, de acordo com os Institutos Nacionais de Saúde.

Vários desafios permanecem, incluindo escopo de prática, suprimento de sangue e financiamento:

Escopo de Prática: Nem todos os estados permitem que paramédicos iniciem transfusões. “A transfusão de sangue não está dentro do escopo de prática de um paramédico terrestre tradicional” no Colorado, diz Angelidis. Para permitir que os paramédicos iniciem a transfusão de hemoderivados, ele e outros diretores médicos apresentaram uma isenção que foi aprovada pelo Conselho Consultivo de Prática Médica de Emergência do Colorado.

“Qualquer agência agora pode simplesmente clicar em uma caixa”, diz ele. “Paramédicos podem (iniciar o uso de hemoderivados) desde que seus diretores médicos e equipes de garantia de qualidade concordem e sigam diretrizes, regras, treinamento e requisitos educacionais.”

Outros estados também abordaram essa questão. Nova York promulgou uma legislação que permite que ambulâncias licenciadas armazenem hemoderivados e que médicos qualificados do Serviço de Emergência Médica (EMS) realizem transfusões de sangue em campo.

A Virgínia Ocidental desenvolveu protocolos para administração de sangue total em ambulâncias em 2023, e o Departamento de Saúde realizou treinamentos em todas as regiões de EMS do estado.

Fornecimento de Sangue: A escassez contínua de sangue em ambientes clínicos pode ser ainda mais prejudicada com a introdução de programas de transfusão de sangue pré-hospitalar, que exigem suprimentos adicionais. “Um aspecto realmente importante sobre o qual as pessoas não falam é a coleta de sangue”, diz Angelidis.

Os bancos de sangue frequentemente têm dificuldade para coletar sangue suficiente e também precisam de apoio. O Corpo de Bombeiros de Colorado Springs começou a realizar campanhas de doação de sangue trimestralmente e, até o momento, coletou cerca de 150 unidades de sangue total.

Para lidar com a escassez de sangue, Illinois promulgou um projeto de lei que permite folga remunerada para doação de sangue. “Uma das coisas que consideramos úteis é o programa de doação de sangue total”, afirma Epley. “As pessoas que doam para o programa sabem que seu sangue está indo para uma ambulância aqui na cidade ou na região.”

O programa de doação do STRAC envia mensagens de texto aos doadores assim que o sangue é doado a um paciente.

Financiamento: O reembolso para sangue pré-hospitalar permanece limitado, deixando as agências dependentes de orçamentos locais, doações, subsídios ou financiamento federal para manter os serviços. O programa do Corpo de Bombeiros de Colorado Springs é apoiado por filantropia privada, e o programa STRAC é apoiado por verbas estaduais.

Programas futuros podem ser apoiados por subsídios federais da Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário e do Departamento de Defesa. Mesmo assim, os reembolsos de pagadores públicos e privados geralmente reconhecem o serviço de emergência médica (EMS) para transporte, em vez de serviços de atendimento ao paciente (saiba mais).

Um projeto de lei pendente em Nova Jersey exigiria que as apólices de seguro saúde cobrissem transfusões de sangue pré-hospitalares nas mesmas taxas que cobrem aquelas que ocorrem em hospitais. Vários estados definiram o serviço de emergência médica (EMS) como um serviço governamental essencial ou definiram o nível mínimo de serviços que devem ser fornecidos no estado ou na comunidade para garantir o financiamento sustentável dos sistemas de EMS.

Olhando para o Futuro

Para os estados que consideram um programa de sangue pré-hospitalar, profissionais do Colorado e do Texas afirmam que o engajamento das partes interessadas é fundamental. “Qualquer estado que pretenda adotar um programa como este precisa de sua lista principal”, diz Angelidis.

Isso pode incluir os líderes do hospital, a equipe do banco de sangue e da patologia, os operadores de telecomunicações do 911, médicos e a liderança do EMS em nível comunitário.

Epley, Jenkins e outros reuniram partes interessadas de sistemas de trauma em todo o Texas por meio da Força-Tarefa de Sangue Total Pré-Hospitalar para desenvolver um plano de distribuição do financiamento recém-alocado. “Essas reuniões são essenciais para definir como faremos isso”, diz Epley, “e para garantir que o financiamento possa ajudar com equipamentos EMS e treinamento com o próprio sangue, auxiliando os hemocentros” e outros componentes essenciais do atendimento ao trauma.

À medida que os sistemas de trauma continuam a evoluir, mais formuladores de políticas estaduais estão analisando como os serviços de emergência médica (EMS) podem servir não apenas como um sistema de transporte do local de um acidente para um pronto-socorro, mas também como um provedor de cuidados de primeira linha que salvam vidas.

Aeromed Air Ambulance e Sarla Aviation firmam parceria para desenvolver VTOL aeromédico na Índia

Índia – A Índia está se preparando para a introdução de ambulâncias aéreas com decolagem e pouso verticais (VTOL) como parte de seu ecossistema de evacuação médica de última geração. A Aeromed International Rescue Services e a Sarla Aviation assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para a implantação de aeronaves VTOL para transporte aeromédico durante as horas de ouro das emergências médicas.

O MoU foi assinado por Adrian Schmidt, CEO e cofundador da Sarla Aviation, e Shaju Kumar KV, diretor e cofundador da Aeromed Air Ambulance. O acordo descreve o desenvolvimento de soluções de mobilidade aérea para situações de emergência, incluindo transporte de órgãos.

Como parte do MoU, estão sendo elaborados planos para integrar a mobilidade aérea aos protocolos de emergência hospitalar. Isso inclui a introdução de instalações de pouso em terraços e vertiportos e o projeto de cabines para pacientes equipadas com ventiladores, equipamentos médicos e assentos para a equipe de saúde.

O Dr. Amod Jaiswal, fundador e diretor administrativo da Aeromed Air Ambulance, afirmou: “Estamos planejando conectar todas as faculdades de medicina e os principais hospitais corporativos da Índia com a VTOL Air Ambulance e trazer tecnologia futurista para o atendimento de emergência diário. A Índia está se preparando para um futuro que inclui carros voadores — aeronaves com decolagem e pouso verticais capazes de salvar vidas durante o período de ouro de maneiras que outros meios de transporte ou mesmo ambulâncias aéreas tradicionais não conseguem.”

Índia avança na implantação de ambulâncias aéreas VTOL para fortalecer evacuação médica de emergência. Foto: Divulgação

Shaju Kumar, diretor da Aeromed International Rescue Services, acrescentou: “O acesso oportuno e acessível a cuidados médicos avançados pode significar a diferença entre a vida e a morte. Por meio dessa parceria, implantaremos aeronaves VTOL e de decolagem e pouso curtos (STOL) capazes de alcançar pacientes em qualquer lugar do país. Nossa visão é preencher a lacuna na assistência médica, levando evacuação em nível de terapia intensiva a todas as partes da Índia.”

As aeronaves VTOL são projetadas para subir e descer verticalmente sem a necessidade de pista, enquanto as aeronaves STOL operam em pistas curtas. Esses recursos permitem que pacientes sejam transportados diretamente para centros de trauma, tanto em áreas urbanas congestionadas quanto em áreas rurais remotas.

Adrian Schmidt, cofundador e CEO da Sarla Aviation, comentou: “Quando cada minuto pode significar a diferença entre a vida e a morte, a mobilidade significa tudo. Esta parceria com a Aeromed visa usar a tecnologia VTOL para dar às pessoas o recurso mais precioso: tempo. A Índia é uma das nações mais densamente povoadas e velozes do planeta, e nossas cidades não podem se dar ao luxo de deixar que o trânsito decida quem recebe atendimento médico em tempo hábil. Juntos, estamos construindo um sistema de resposta a emergências que garante que a ajuda chegue quando mais for necessária. Este é o futuro da saúde.”

A Aeromed declarou que, assim que os protótipos forem certificados e comercialmente prontos, planeja adquirir aeronaves VTOL e STOL dedicadas a serviços de ambulância aérea. A iniciativa visa estabelecer uma rede de evacuação médica que permita a transferência rápida de pacientes e órgãos vitais entre cidades, vilas e aldeias.

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“Para que outros possam viver”: conheça a história de um Tripulante Aéreo de Resgate da Marinha do Brasil

O resgate é feito usando equipamentos com diferentes tipos de cordas - Imagem: Acervo pessoal - Agência Marinha de Notícias.
O resgate é feito usando equipamentos com diferentes tipos de cordas - Imagem: Acervo pessoal - Agência Marinha de Notícias.

“Eu sempre tive o desejo de salvar vidas”, conta o Capitão-Tenente Abdulan da Costa Alves de Sá, Tripulante Aéreo de Resgate da Marinha do Brasil (MB). Foi essa motivação que o levou a se especializar na área, atuando em missões de Busca e Salvamento (SAR) a partir de aeronaves.

O Oficial Abdulan integra o Grupo de Tripulantes Aéreos de Resgate (GSAR), que, nos últimos cinco anos, respondeu a cerca de 70 chamados de socorro. Desde 2017, a Marinha formou oito turmas nessa especialidade, totalizando 56 militares habilitados. Com o capacete laranja característico do uniforme e os equipamentos de corda para resgate, os militares carregam consigo a missão de colocar o lema internacional das operações SAR em prática: “Para que outros possam viver”.

E foi justamente com isso em mente que o Capitão-Tenente, há quase 20 anos na Força, decidiu mudar a rota há dois, dedicando-se à especialização de Tripulante Aéreo de Resgate (TAR). “Quando descobri que essa especialização envolvia resgates reais e contato direto com situações de emergência, percebi que era uma oportunidade única de colocar isso em prática. Foi essa vontade de fazer a diferença que me motivou a seguir nesse caminho”, confidenciou o militar.

Pouco tempo após a conclusão do curso, ele precisou lidar com um dos maiores desafios da carreira: responder ao chamado da Operação Taquari II, destinada ao socorro às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, em maio de 2024. Na ocasião, durante os 34 dias de missão, o militar realizou 34 resgates.

“O que mais me marcou foi o resgate de uma família inteira: a mãe, grávida de gêmeos, carregava um bebê de apenas um ano no colo e estava acompanhada do marido. Conseguimos retirar todos em segurança. Foi um momento que reforçou para mim o verdadeiro sentido da nossa missão”, relembrou o TAR.

Tripulante aéreo da Marinha do Brasil destaca atuação no resgate em missões de busca e salvamento. Foto: Divulgação.

Um outro desafio é o resgate em alto-mar. O acionamento de socorro em embarcações pesqueiras e mercantes também faz parte da rotina do GSAR. Durante um serviço de prontidão, a equipe do Capitão-Tenente Abdulan foi acionada para socorrer um tripulante de navio petroleiro com suspeita de apendicite, no estado do Espírito Santo, a 100 quilômetros de distância da capital capixaba. Por estar longe da costa, a única esperança de salvamento era a aeronave.

“Durante a operação, realizamos um pouso para abastecimento e seguimos em direção ao navio mercante onde se encontrava a vítima em estado grave, aguardando socorro. O mar estava bastante agitado e o navio apresentava estruturas elevadas que dificultavam a infiltração do TAR. A manobra exigiu muita energia da equipe e, sobretudo, grande precisão por parte dos pilotos. Devido à gravidade da situação, o resgate precisou ser realizado com maca, o que tornou a operação ainda mais complexa. Conseguimos retirar a vítima em segurança e transportá-la para local adequado, garantindo atendimento médico de urgência”, relembrou o Capitão-Tenente.

Para atuar nessas missões, o militar precisa passar pelo Curso Especial de Tripulante Aéreo de Resgate para Busca e Salvamento, realizado no Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN), em São Pedro da Aldeia (RJ). Durante a formação, o aluno é submetido a estágios práticos exigentes, como o de montanha, com o Exército Brasileiro e o de resgate em altura com o Corpo de Bombeiros.

O preparo físico também é um dos requisitos para a conclusão dessa etapa. O Capitão Tenente Abdulan ainda afirma que o aprestamento não se encerra com o curso: “o adestramento contínuo e a vivência em missões são indispensáveis para manter o preparo”, comentou.

O trabalho em equipe é também uma das características da função. Nenhum salvamento é individual. Além do TAR, a missão de socorro a partir de aeronaves conta com piloto, tripulantes, profissionais de saúde e a equipe de apoio em terra. É justamente essa integração que garante o sucesso dos resgates, segundo o Capitão-Tenente Abdulan.

O sentimento de gratidão é mais um dos que ele destaca ao definir sua atuação na MB. A vida, segundo ele, passa a ter um valor diferente: “essas experiências nos mostram que, a qualquer momento, qualquer pessoa pode precisar de ajuda. Cada resgate reforça o quanto a vida humana é valiosa e o quanto precisamos estar prontos para protegê-la”, concluiu.

Grupo de Resgate e Salvamento

O Grupo de Tripulantes Aéreos de Resgate (GSAR) é a unidade da MB especializada em missões de socorro e salvamento, atuando principalmente em situações de perigo no mar e em apoio a tragédias e desastres naturais. Sua função é coordenar e executar Operações de Socorro com o objetivo central de preservar vidas humanas, principalmente em águas jurisdicionais brasileiras e em áreas próximas sob responsabilidade do País.

O funcionamento do GSAR envolve a mobilização de meios navais e aéreos, como navios, aeronaves e equipes especializadas, capazes de responder rapidamente a emergências. O grupo também pode atuar em integração com outros órgãos de resgate, como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil.

Na prática, o GSAR atua no resgate de náufragos, no atendimento a acidentes marítimos e aeronáuticos, no auxílio a embarcações em perigo e resposta a catástrofes naturais. O Serviço de Busca e Salvamento Marítimo (SALVAMAR) no Brasil foi formalmente instituído em 1970, consolidando a estrutura SAR nacional, da qual o GSAR é parte fundamental.

Tripulante aéreo da Marinha do Brasil destaca atuação no resgate em missões de busca e salvamento. Foto: Divulgação.

Simulação de acidente com múltiplas vítimas mobiliza equipes do SAMU e forças de segurança em Salvador

Simulação de acidente com múltiplas vítimas mobiliza equipes do Samu e forças de segurança em Salvador. Foto: Everson Teixeira

Bahia – Uma colisão entre uma carreta e uma van deixou mais de 40 pessoas feridas. O “acidente” ocorreu na manhã de quinta-feira (11), no estacionamento do Centro de Convenções de Salvador. Os feridos eram estudantes de enfermagem e medicina que participaram de uma simulação realística, um treinamento prático para situações de emergência, com direito a ambulâncias, helicóptero, equipes de resgate e muita colaboração em nome da aprendizagem

A atividade fez parte do encerramento do 27º CBCENF e mobilizou equipes do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, Samu Salvador, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar da Bahia. Foram mobilizadas cinco ambulâncias de suporte básico de vida, duas motolâncias e um helicóptero. Para dar mais realidade a simulação, as equipes seguiram o protocolo START (Simple Triage and Rapid Treatment), que organiza a triagem de acordo com a gravidade das vítimas, classificando-as em verde, amarelo ou vermelho.

“É importante ressaltar que esse momento é didático e muito importante, porque muitos profissionais e estudantes não conhecem essa assistência, esse atendimento com múltiplas vítimas. Aplicamos o método chamado ‘Start’, onde quem tem prioridade é a vítima mais grave, não é aquela vítima que mais grita. Então, é feita a classificação dessas vítimas em: verdes, amarelas e vermelhas. A partir daí, avisamos o hospital de destino e começamos a levar essas vítimas. O protagonismo da Enfermagem nesse momento é de extrema relevância”, ressalta coordenador do Comitê Nacional de Enfermagem em Desastres, Catástrofes e Emergências em Saúde Pública do Cofen, Silvio Queiroz.

A chefe de operações especiais e de educação permanente do SAMU Salvador, a enfermeira Nadja Gonçalves, também destacou o caráter didático da simulação. “Isso é uma forma educativa da gente simular um acidente com múltiplas vítimas, para que a população que esteja olhando saiba cada passo do que está sendo feito. Para isso, é extremamente importante que as equipes sejam treinadas, todos envolvidos estejam integrados para um resultado final positivo, como o que a gente teve aqui”.

O passo a passo da simulação foi explicado em detalhes, em tempo real, pelo Coordenador do SAMU Salvador, Ivan Paiva, que ressaltou a importância da coletividade entre as equipes para um bom resultado em situações reais. “A gente sabe que acidente em rodovias, com ônibus e outros veículos de grande porte é muito comum em todo o país. Então, esses exercícios demonstram a capacidade das equipes de Enfermagem, que são o maior perfil que a gente tem hoje no Samu, tanto na Unidade de Suporte e Básico de Vida, quanto na Unidade de Suporte e Avançado”, conclui.

A simulação atraiu olhares atentos de alunos e profissionais da categoria que acompanharam tudo de perto. “Deu para ver como é a realidade da situação. Detalhes que normalmente não se vê. A gente não imagina o desespero da população lidando com catástrofes assim. Essa aflição, a parte da retirada e remoção… eu não sabia como acontecia, e descobri agora. Foi muito interessante saber que existem várias unidades de suporte e outras que, mesmo não sendo diretamente do nosso cotidiano, estão lá para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade”, comemorou a estudante de Enfermagem Mirela Souza.

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