Força Nacional do SUS e Cofen firmam parceria para fortalecer atuação da Enfermagem em emergências de saúde pública Foto: Divulgação
Pará – A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) esteve no Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) para discutir parceria em atuação estratégica dos profissionais de Enfermagem nas emergências de saúde pública, reforçando o papel da Enfermagem no cuidado à vida e na resposta a desastres e crises sanitárias.
A integração permite alinhar normatizações, padrões assistenciais, protocolos de atuação e critérios de mobilização dos profissionais de Enfermagem, garantindo que, em missões emergenciais, o atendimento seja qualificado, seguro e homogêneo em todo o país.
O ouvidor Eduardo Fernando, especialista em Urgência e Emergência participou como instrutor do primeiro curso de resgate aeromédico em locais de difícil acesso, com as equipes que integram o FN-SUS, braço operacional do Ministério da Saúde. Evento aconteceu em Terra Alta no Pará, e busca normatizar e beneficiar a categoria, fortalecendo a resposta do SUS em situações de desastre.
O Cofen representa mais de 3,2 milhões de profissionais de Enfermagem, razão pela qual adquirir experiência na regulamentação e capacitação da categoria agrega expertise técnica e normatizadora.
Para celebrar o início da parceria institucional, participaram do encontro as enfermeiras Amanda Dantas e Conceição Mendonça, representando o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales e o coordenador-geral Rodrigo Stabeli.
“A parceria entre a Força Nacional do SUS, e o COFEN é fundamental para fortalecer a enfermagem e garantir respostas cada vez mais eficazes nas emergências de saúde pública”, comenta Amanda.
Força Nacional do SUS e Cofen firmam parceria para fortalecer atuação da Enfermagem em emergências de saúde pública. Foto: Divulgação
PRF e SAMU Recife realizam 100º resgate aeromédico do ano
Pernambuco – O Núcleo de Operações Aéreas da PRF em Pernambuco e o SAMU Metropolitano Recife realizaram, nesta terça-feira (23), o 100⁰ resgate aeromédico de 2025. A marca foi alcançada em mais uma missão de salvamento realizada na BR 101, consolidando uma trajetória marcada pela excelência e pelo compromisso com a vida.
O acionamento ocorreu após um grave sinistro em Escada, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, onde um veículo de passeio capotou e saiu da pista. A aeronave da PRF pousou em uma área gramada, garantindo agilidade no atendimento.
A vítima recebeu atendimento médico inicial ainda no local, sendo estabilizada pela equipe do SAMU com apoio da tripulação do helicóptero. Em seguida, foi realizada a remoção aeromédica até o Campo do Derby, em Recife, onde uma ambulância aguardava para dar continuidade ao transporte até o hospital de referência.
O serviço é fruto da parceria entre a PRF e o SAMU Metropolitano Recife que, ao longo dos anos, vem salvando inúmeras vidas em Pernambuco. De 2007 até agora, mais de 2.500 resgates de vítimas, remoções de pacientes e transportes de órgãos foram realizados com o apoio da aeronave da PRF em Pernambuco. Em 2025, a Divisão de Operações Aéreas da PRF completa 25 anos de atuação.
PRF e SAMU Recife realizam 100º resgate aeromédico do ano
Jovem é resgatado por bombeiros em fenda na Serra dos Órgãos, em Teresópolis, Rio de Janeiro
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou no último dia 23 de setembro o Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/21, que autoriza o Serviço de Resgate Pré-Hospitalar dos Corpos de Bombeiros Militares de todos os estados e do Distrito Federal possam perceber emendas individuais destinadas às Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS).
O relator, Dep. Nikolas Ferreira (PL-MG), emitiu parecer pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa, com emendas da Comissão de Finanças e Tributação e agradeceu ao Deputado licenciado Guilherme Derrite, autor do projeto. Após sua aprovação segue para votação no Plenário. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
A proposta altera a Lei Complementar 141/12, que fixa os valores mínimos que os entes federativos devem aplicar na Saúde. Pelo novo texto, o serviço de resgate pelos bombeiros passará a integrar o rol de Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS).
No texto aprovado, o relator definiu ainda que o dinheiro poderá ser usado para custeio ou para investimento, desde que as despesas sejam aprovadas pelo Ministério da Saúde e estejam de acordo com as demais diretrizes da legislação.
Guardião 08 do Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia. Fotos: @luizotaviojr18_planespotter e @planespotterssa
Bahia – Foi enviado para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) uma proposta que torna obrigatória a disponibilização de transporte para pessoas que precisam de transplante de órgãos ou tecidos na Bahia. O principal objetivo é garantir acesso a esses procedimentos de forma adequada, rápida e segura.
Os pacientes inscritos na lista de espera para transplante teriam direito ao transporte, inclusive aqueles que moram em município diferente de onde será realizada a cirurgia. A locomoção estaria assegurada dentro da Bahia e, caso necessário, para fora do estado, mediante autorização específica.
O transporte seria fornecido pela Secretaria de Saúde (SESAB) de forma direta ou por meio de convênios. Para facilitar o transporte intermunicipal ou interestadual dos pacientes, o estado poderá firmar parceria com municípios, outros estados, com a União, empresas de transporte terrestre ou aéreo e organizações da sociedade civil.
O Projeto de Lei (PL) nº 25.955/2025 é de autoria do deputado Alex da Piatã (PSD), líder do partido na ALBA e foi publicado no Diário Oficial nesta terça-feira (23). Ele argumenta que, atualmente, muitos pacientes na lista de espera têm dificuldades financeiras e logísticas para se locomover até os centros de transplante quando são convocados. Pacientes que moram longe são obrigados a se deslocarem por longas distâncias, muitas vezes sem transporte público adequado.
A falta de transporte imediato coloca em risco o sucesso do transplante. A demora pode levar à perda de órgãos disponíveis, comprometer o procedimento cirúrgico e, em casos extremos, levar o paciente à morte.
O deputado ressalta que a regulamentação do transporte adequado para pacientes transplantados é uma prática recomendada por órgãos nacionais e internacionais de saúde. Segundo ele, a proposta segue os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), como a universalidade, equidade e integralidade da assistência à saúde.
Acidente com ambulância aérea deixa cinco mortos em Nevada, EUA. Foto: NTSB.
EUA – O NTSB publicou o relatório final do acidente com o Pilatus PC-12/45, matrícula N273SM, ocorrido nos Estados Unidos no dia 24 de fevereiro de 2023, nas proximidades de Stagecoach, no estado de Nevada, oeste dos Estados Unidos.
Em decorrência do acidente, faleceram o piloto, o paramédico, a enfermeira de voo e dois passageiros. O transporte aeromédico operava sob regras de voo por instrumentos (IFR) em condições meteorológicas noturnas por instrumentos (IMC).
O relatório apontou que logo após a decolagem, o piloto automático foi desativado e reativado; no entanto, o avião continuou a voar em um curso consistente com o procedimento de partida publicado. Cerca de 11 minutos após a decolagem, o avião virou cerca de 90° à direita e permaneceu nesse rumo por cerca de 47 segundos. Nesse momento, o piloto automático do avião foi desativado novamente e não foi reativado pelo restante do voo.
Acidente com ambulância aérea deixa cinco mortos em Nevada, EUA. Foto: NTSB.
O avião manteve uma altitude de cerca de 18.300 pés do nível médio do mar por cerca de 20 segundos, embora o piloto tivesse sido liberado para subir para 25.000 pés. O avião posteriormente virou à esquerda para nordeste e subiu para cerca de 19.400 pés antes de entrar em uma curva descendente à direita. Pouco depois de entrar na curva à direita, a taxa de descida do avião aumentou de cerca de 1.800 pés por minuto (fpm) para cerca de 13.000 fpm, e a taxa de curva aumentou antes que as informações de rastreamento do ADS-B fossem perdidas a uma altitude de cerca de 11.100 pés, nas proximidades do local do acidente.
A distribuição dos destroços no local do acidente foi consistente com uma separação em voo de baixa altitude. O exame da fuselagem e do motor não revelou evidências de mau funcionamento mecânico ou falhas que impedissem a operação normal, e os dados obtidos dos dispositivos de gravação a bordo mostraram que o motor estava desenvolvendo potência no momento do impacto.
O exame pós acidente do piloto automático, servos de compensação e atuadores de compensação não revelou nenhuma evidência de mau funcionamento mecânico ou falhas que impedissem a operação normal.
O aeroporto de partida e as áreas circundantes foram afetados pelo clima de inverno significativo durante todo o dia do acidente, e o piloto que estava de plantão para o operadorrecusou um pedido de voo devido às condições climáticas naquele dia. Outro operador aeromédico, que operava a mesma marca e modelo de avião que se acidentou, também recusou um pedido de voo na área devido à baixa visibilidade, turbulência e condições de gelo.
Segundo o relatório, o avião acidentado estava equipado para voar em condições de gelo conhecidas. Embora a turbulência provavelmente estava presente na área, não havia evidências para apoiar que o avião acidentado encontrou turbulência perigosa durante o voo.
O avião estava equipado com várias fontes de dados gravados, incluindo um computador central de aconselhamento e sistema de alerta (CAWS). O computador CAWS, que capturou o status do piloto automático, entre outros parâmetros, foi significativamente danificado pelo impacto e sem um dos chips de memória que armazenavam informações de tempo.
Assim, os dois desligamentos do piloto automático só puderam ser identificados como ocorrendo em janelas de dois minutos após o tempo de decolagem, com o primeiro cerca de 1 a 3 minutos após a decolagem e o segundo entre cerca de 2 e 4 minutos antes do acidente. Existem várias maneiras pelas quais o piloto automático poderia ter sido desativado automática ou manualmente durante o voo; no entanto, com base nos dados CAWS disponíveis e no exame do avião e dos componentes do sistema, o motivo dos dois desligamentos do piloto automático durante o voo do acidente não pôde ser determinado.
Após o segundo desligamento do piloto automático, o piloto teria sido obrigado a manter manualmente o controle do avião enquanto operava no IMC, o que aumentou sua suscetibilidade à desorientação espacial.
A trajetória de voo subsequente do avião foi consistente com um fenômeno conhecido como “espiral fatal” (graveyard spiral), uma ilusão sensorial na qual um piloto acredita que está voando em uma descida com as asas niveladas; no entanto, o avião está realmente em uma curva descendente. As tentativas de interromper a descida puxando para trás o manche têm o efeito de apertar a curva e perder altitude a uma taxa crescente até que os limites estruturais do avião sejam excedidos, resultando em uma quebra em voo ou até que o avião atinja o solo. As espirais fatais são mais comuns à noite ou em más condições climáticas, onde não existe horizonte para fornecer uma referência visual para corrigir ilusões vestibulares do ouvido interno.
A autópsia do piloto revelou um meningioma fibroblástico de 3 cm (tumor) na seção parietal direita do cérebro. O lobo parietal é um dos quatro principais componentes do córtex cerebral e tem um papel primordial na integração de informações sensoriais, incluindo informações espaciais e de navegação.
O lobo parietal também é o principal responsável pela integração de informações visuais e vestibulares. A presença e localização do tumor podem ter afetado a capacidade do piloto de sintetizar e responder à interpretação sensorial das condições em que ele estava voando; no entanto, também é possível que o tumor tenha sido um achado incidental sem sintomas significativos.
Os parentes mais próximos do piloto não indicaram mudanças em seu comportamento ou saúde antes do acidente. Com base nas informações disponíveis, não foi possível determinar se os efeitos do tumor cerebral não diagnosticado do piloto contribuíram para o acidente.
O piloto da aeronave era um tripulante extra (“flutuante”), que rodava pelas bases do operador em todo o país. O operador não tinha nenhum treinamento formal ou procedimentos de orientação para garantir que o conhecimento da área local fosse repassado aos pilotos novos em uma área operacional específica.
A investigação não conseguiu estabelecer a experiência do piloto operando no IMC noturno em terreno montanhoso. Todos os três tripulantes eram relativamente novos em seus respectivos papéis. O piloto foi contratado pelo operador cerca de cinco meses antes do acidente, enquanto os dois profissionais de saúde foram designados para o avião por cerca de seis meses.
O site da empresa destacou o protocolo “Três para dizer ir, um para dizer não” como uma prática recomendada entre os provedores de ambulância aérea que capacita qualquer membro da equipe de voo, por qualquer motivo, a levantar uma preocupação de segurança.
Para voos de helicópteros, o operador exigia que profissionais de saúde com menos de um ano de experiência fossem acompanhados por profissional de saúde com mais de um ano de experiência, uma prática que alavancou a experiência coletiva da equipe de voo para beneficiar a segurança de voo. No entanto, as operações de asa fixa não estavam sujeitas a esse requisito.
Os procedimentos do operador também exigiam que os despachantes da empresa informassem as tripulações de voo se um voo tivesse sido recusado por outro operador. Embora o clima possa mudar ao longo de um determinado dia, o fato de outros pilotos e operadores terem recusado voos devido ao clima na área no dia do acidente deveria ter sido transmitido ao piloto e à equipe médica como parte de seu processo de tomada de decisão. No entanto, a revisão dos registros de comunicação não indicou que os despachantes da empresa informaram a equipe do acidente sobre as reviravoltas no início do dia.
O operador também exigiu que uma avaliação de risco de voo fosse concluída antes de cada voo; no entanto, nenhuma avaliação foi localizada para o voo. Mesmo que uma avaliação de risco tivesse sido realizada, a relativa inexperiência da tripulação e a falta de informações sobre as recusas anteriores aumentaram a probabilidade de um erro baseado em conhecimento durante a avaliação de risco e o processo de tomada de decisão.
O fato de uma tripulação de voo inexperiente ter sido autorizada a aceitar o voo do acidente, dadas as condições climáticas e as recusas de voo anteriores sem aprovação adicional, demonstrou um processo de avaliação de risco insuficiente e falta de supervisão organizacional. Outro acidente fatal envolvendo o operador do acidente ocorreu 71 dias antes deste acidente. A investigação sobre esse acidente também revelou a falta de uma avaliação de risco pré-voo.
Conclusão do Relatório:
A perda de controle do piloto devido à desorientação espacial durante a operação em condições meteorológicas noturnas por instrumentos, o que resultou em uma separação em voo.
Contribuíram para o acidente:
Desligamento do piloto automático por motivos indeterminados,
Processo insuficiente de avaliação de risco de voo do operador, e
Falta de supervisão organizacional.
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Acidente com ambulância aérea deixa cinco mortos em Nevada, EUA. Foto: NTSB.
Acidente com ambulância aérea deixa cinco mortos em Nevada, EUA. Foto: NTSB.
Acidente com ambulância aérea deixa cinco mortos em Nevada, EUA. Foto: NTSB.
Acidente com ambulância aérea deixa cinco mortos em Nevada, EUA. Foto: NTSB.
Menino em estado grave foi transportado em aeronave do DEA para hospital em Recife. Ascom DEA;
Alagoas – O Programa Salva Mais de Alagoas transportou por meio do Departamento Estadual de Aviação (DEA) e do SAMU 192, uma criança de 3 anos em estado grave, na manhã de domingo (14), do Hospital da Criança, em Maceió, para a UTI Pediátrica do Hospital Oswaldo Cruz, em Recife (PE). O transporte foi feito no helicóptero Falcão 05.
A aeronave decolou às 9h de Maceió e pousou às 9h50 em Recife. Durante todo o trajeto, o paciente seguiu estável e sem intercorrências, sob acompanhamento médico de equipe do SAMU. O diretor-presidente do DEA, coronel André Madeiro, ressaltou a importância dessas transferências para a saúde pública do estado.
“Cada missão como essa exige precisão, rapidez e trabalho em equipe. A aviação permite encurtar distâncias e levar pacientes a centros especializados em tempo hábil. É uma operação complexa, mas que faz toda a diferença quando o que está em jogo é salvar vidas”, destacou.
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Menino em estado grave foi transportado em aeronave do DEA para hospital em Recife. Ascom DEA;
Menino em estado grave foi transportado em aeronave do DEA para hospital em Recife. Ascom DEA;
Reino Unido – No Reino Unido, ocorrem mais de 40 mil paradas cardíacas fora do hospital todos os anos, mas menos de 10% das vítimas sobrevivem. A realização precoce da RCP (ressuscitação cardiopulmonar) e o uso de um Desfibrilador Externo Automático (DEA) podem ao menos dobrar as chances de sobrevivência. Apesar de seguros e fáceis de usar pela população, muitas vezes é difícil localizar e acessar um DEA rapidamente durante uma emergência.
Para enfrentar esse desafio, pesquisadores da Universidade de Warwick uniram-se ao Welsh Ambulance Services University NHS Trust e à empresa especializada em drones autônomos SkyBound em um estudo financiado pelo Programa de Pesquisa para Benefício do Paciente (RfPB) do NIHR. O objetivo foi avaliar a viabilidade do uso de drones para entregar desfibriladores em atendimentos a chamadas de emergência.
Os testes foram realizados em simulações no interior, em locais remotos onde equipes de ambulância normalmente enfrentam atrasos para chegar por via terrestre.
Segundo o pesquisador principal, Dr. Christopher Smith, os drones mostraram-se capazes de transportar desfibriladores em longas distâncias com segurança, mantendo comunicação em tempo real com os serviços de emergência durante toda a operação. “Estamos em uma posição em que poderíamos tornar esse sistema operacional e utilizá-lo em emergências reais em breve”, afirmou.
Reino Unido testa uso de drones para entregar desfibriladores em emergências cardíacas. Foto: Divulgação.
Como funciona o sistema
No estudo, os pesquisadores acoplaram um DEA a um drone DJI M300, utilizando um guincho para entrega. O voo foi controlado pelo software automatizado da SkyBound. O equipamento foi baixado até um voluntário, que realizou RCP em um manequim seguindo instruções dos atendentes do serviço de emergência.
Participaram 11 voluntários, e a equipe analisou tanto a comunicação entre os pilotos, atendentes e o público, quanto o tempo de resposta no atendimento simulado.
Os resultados dos testes:
O tempo médio entre a chamada de emergência e a decolagem do drone foi de 2,18 minutos;
Após a chegada do drone, levou 4,35 minutos para que o choque fosse aplicado no paciente simulado;
O tempo sem compressões torácicas chegou a 2,32 minutos, sendo apenas 0,16 minutos para recuperar o DEA.
Apesar dos bons resultados, os pesquisadores destacaram que os voluntários apresentaram dificuldade no manuseio do DEA. Isso mostra que tanto o público quanto os atendentes precisam de mais suporte para que a tecnologia seja efetiva em situações reais. O próximo passo será ampliar os testes em estudos maiores e avaliar sua integração ao sistema de saúde britânico.
O estudo contou ainda com o depoimento de Steve Holt, cirurgião aposentado de 74 anos que sobreviveu a duas paradas cardíacas em regiões remotas da Inglaterra. Em um dos episódios, em 2019, ele foi salvo graças à rápida ação do filho, que realizou RCP e utilizou um DEA disponível em um pub rural, enquanto más condições climáticas impediram o acionamento do helicóptero aeromédico.
Para Holt e seu filho, que hoje atua como representante de pacientes no estudo, a utilização de drones no transporte de desfibriladores tem grande potencial de salvar vidas, especialmente em áreas de difícil acesso.
O Professor Mike Lewis, diretor científico de Inovação do NIHR, destacou: “Em uma emergência, cada segundo é crucial. É animador ver pesquisas que investigam como os serviços de emergência podem usar drones para entregar desfibriladores e melhorar as chances de sobrevivência.”
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Reino Unido testa uso de drones para entregar desfibriladores em emergências cardíacas
Reino Unido testa uso de drones para entregar desfibriladores em emergências cardíacas
Reino Unido testa uso de drones para entregar desfibriladores em emergências cardíacas
Reino Unido testa uso de drones para entregar desfibriladores em emergências cardíacas
Reino Unido testa uso de drones para entregar desfibriladores em emergências cardíacas
Reino Unido testa uso de drones para entregar desfibriladores em emergências cardíacas
Reino Unido testa uso de drones para entregar desfibriladores em emergências cardíacas
Reino Unido testa uso de drones para entregar desfibriladores em emergências cardíacas
Reino Unido testa uso de drones para entregar desfibriladores em emergências cardíacas. Foto: Divulgação
A cultura de segurança na aviação brasileira é vista de forma positiva pelos profissionais do setor, mas ainda enfrenta desafios importantes, principalmente nas áreas de fadiga, relato de eventos de segurança operacional e percepção de cultura justa.
É o que mostra a segunda edição da Pesquisa de Cultura de Segurança Operacional, conduzida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) entre julho e outubro de 2024 e que teve a participação de 510 profissionais da aviação.
O levantamento revelou informações que serão usadas para embasar novas estratégias da Agência no fortalecimento da segurança operacional em todo o país. Os dados estão disponíveis ao público em um painel interativo, que permite análises filtradas por região, segmento de atuação, gênero, faixa etária e perfil profissional. A ferramenta é voltada tanto para regulados quanto para pesquisadores e demais interessados.
Os resultados da pesquisa apontam um engajamento geral elevado com a segurança operacional, mas também destacam pontos a serem trabalhados. Confira os principais dados apurados:
Percepção geral positiva: profissionais demonstram preocupação e compromisso com a segurança.
Alerta para fadiga e relato de ocorrências: esses temas concentram o maior número de respostas críticas.
Informação e justiça: grupos com mais respostas discordantes, indicando falhas na comunicação e na percepção de equidade.
Diferenças entre perfis: gerentes avaliam melhor a cultura de segurança do que os profissionais operacionais.
Recorte de gênero: mulheres foram, em média, mais críticas do que homens nas respostas.
Além dos achados, a pesquisa também identificou a possibilidade de viés de engajamento, uma vez que profissionais mais envolvidos com a pauta de segurança tendem a responder mais frequentemente ao levantamento.
Com base nessas informações, também disponíveis em formato de Sumário Executivo, a Anac já delineou uma série de ações para fortalecer a cultura de segurança:
Ampliar o engajamento de instrutores e tripulantes de cabine em ações de capacitação;
Aprimorar os sistemas de relato de ocorrências, como o Portal Único de Notificações;
Intensificar campanhas educativas e produção de conteúdo sobre segurança operacional;
Reforçar a ideia de que segurança é responsabilidade de todos os profissionais do setor.
Além das ações acima delineadas, na segurança operacional, a Agência já atua em diversas frentes, como a Semana Safety, o Safety Management Summit, webinários dos grupos BAST, e ações nas redes sociais e no canal oficial da Anac no YouTube. Para ficar inteirado de todas as ações, acesse a página de Segurança Operacional no portal da ANAC.
Comitiva do Piauí conhece estrutura do Paraná para transporte aéreo de órgãos e transplantes. Foto: Geraldo Bubniak
Paraná – A Casa Militar do Governo do Paraná recebeu na quarta-feira (27) uma comitiva do Gabinete Militar do Estado do Piauí. O objetivo da visita foi conhecer a estrutura paranaense utilizada no transporte de órgãos e equipes médicas, considerada uma das mais ágeis do País, com aviões e helicópteros disponíveis 24 horas por dia para o transporte de órgãos. Esse trabalho é feito com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde.
O Paraná é líder nacional em doação de órgãos. Em 2024, registrou 42,3 doadores por milhão de população, mais que o dobro da média brasileira, segundo dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), elaborado e divulgado pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).
Esse resultado é garantido por uma rede organizada de captação e transplantes e pelo apoio logístico da Casa Militar, responsável pelo transporte aéreo em situações que exigem rapidez. Cada tipo de órgão tem um limite de isquemia – o tempo de retirada do órgão até ser implantado em outro paciente. O coração é o mais sensível (cerca de 4 horas), o fígado resiste por volta de 12 horas e o rim até cerca de 36 horas.
De 2019 até 2024 foram realizadas 654 missões aéreas para transplantes, somando mais de 1,8 mil horas de voo. Somente no ano passado, 832 órgãos foram transplantados no Estado, sendo que 250 dependeram de transporte aéreo, entre eles corações, fígados e rins – órgãos que precisam ser implantados em prazos curtos para garantir a sobrevida do paciente.
Comitiva do Piauí conhece estrutura do Paraná para transporte aéreo de órgãos e transplantes. Foto: Geraldo Bubniak
Segundo o major Alessandro Maceno, da Casa Militar do Paraná, a vinda da equipe do Piauí faz parte de um processo de estudo. “Eles vieram buscar a expertise que desenvolvemos aqui no transporte aéreo, desde os contratos de combustível até a aquisição de aeronaves, para entender o modelo que aplicamos e avaliar como podem implementar algo semelhante lá”, disse.
Além da eficiência, o fator econômico também chamou a atenção da comitiva. Enquanto o Estado do Piauí gasta em média R$ 35 mil por hora de voo em contratos terceirizados, no Paraná o valor é de aproximadamente R$ 10 mil, já incluindo custos administrativos, que conta com 16 pilotos para cinco aeronaves e três pilotos para um helicóptero.
De acordo com Rodrigo Alcântara de Almeida, assessor técnico do Gabinete Militar do Estado do Piauí, o modelo paranaense se destacou pelo uso múltiplo das aeronaves. “O que achamos mais interessante é a integração com a Central de Transplantes, porque as aeronaves não ficam restritas ao transporte de autoridades, mas também ajudam a salvar vidas e, ao mesmo tempo, diluem custos de manutenção e operação”, disse.
Secundado dados do RBT, o Paraná manteve em 2024 um volume expressivo de procedimentos, com destaque para os 1.248 transplantes de córnea e os 550 transplantes de rim (52 de doadores vivos e 498 de doadores falecidos). O Estado também realizou 304 transplantes de fígado, seis de pâncreas e 43 de coração, além de 410 transplantes de medula óssea.
A formação continuada é parte central da estratégia. No ano passado foram promovidos dezenas de cursos – entre eles 28 sobre determinação de morte encefálica, 19 sobre o processo de doação e 8 sobre acolhimento e entrevista familiar – além de 75 palestras e ações que alcançaram mais de 1.100 profissionais.
ESTRUTURA E ATENDIMENTO
O Sistema Estadual de Transplantes (SET/PR) é formado pela Central Estadual de Transplantes em Curitiba e por quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) em Cascavel, Curitiba, Maringá e Londrina. Ao todo, cerca de 700 profissionais atuam em aproximadamente 70 hospitais notificantes, sustentando 34 equipes transplantadoras de órgãos e 72 equipes de tecidos.
A infraestrutura laboratorial e de bancos de tecidos também dá suporte à rede. Há cinco laboratórios de histocompatibilidade, três laboratórios de sorologia e três bancos de tecidos (dois oculares e um multitecidos). Recentes investimentos em frota terrestre reforçaram a logística local, com 18 automóveis novos, num investimento de R$ 1,9 milhão.
Segundo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), há 73.937 pacientes ativos na fila nacional; no Paraná, o RBT aponta 3.843 pessoas na espera, enquanto o relatório estadual do SET/PR eleva esse total para 4.176 pacientes.
A rapidez no transporte é um componente decisivo para o sucesso dos transplantes. Segundo levantamento do SET/PR, o Paraná realizou 454 transplantes de órgãos sólidos de janeiro a julho de 2025. Os rins continuam liderando a lista, com 259 cirurgias, seguidos pelo fígado (167). O coração, que exige condições específicas para viabilizar a cirurgia, somou 20 procedimentos no período. Também foram registrados transplantes combinados, como rim e pâncreas (6) e rim e fígado (2).
O conjunto de organização institucional, equipes capacitadas, bancos e laboratórios e a disponibilidade de apoio logístico colocam o Paraná em posição de referência nacional. O Estado também registra uma das menores taxas de recusa familiar do País – cerca de 29% segundo levantamento do RBT de janeiro a março de 2025 – ante uma média nacional em torno de 46%.
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Rrepresentantes do Governo do Piauí visitam a Divisão de Transporte Aéreo (DTA) da Casa Militar do Paraná para conhecer os processos que tornam o Estado líder brasileiro na doação de órgãos.
Rrepresentantes do Governo do Piauí visitam a Divisão de Transporte Aéreo (DTA) da Casa Militar do Paraná para conhecer os processos que tornam o Estado líder brasileiro na doação de órgãos.
Rrepresentantes do Governo do Piauí visitam a Divisão de Transporte Aéreo (DTA) da Casa Militar do Paraná para conhecer os processos que tornam o Estado líder brasileiro na doação de órgãos.
Comitiva do Piauí conhece estrutura do Paraná para transporte aéreo de órgãos e transplantes. Foto: Geraldo Bubniak
Grupo de Resgate Aeromédico transfere jovem da Paraíba para transplante de medula óssea no Paraná. Foto: Divulgação
Paraíba – O Grupo de Resgate Aeromédico (Grame) da Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou na madrugada de quarta-feira (27) o transporte aeromédico do jovem Renan da Silva Brito, 16 anos, para o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR), onde será submetido a um transplante de medula óssea.
O jovem, diagnosticado com aplasia medular, estava internado desde o dia 18 de junho no Complexo Pediátrico Arlinda Marques, em João Pessoa, e o transplante seria a única alternativa para tratamento do paciente, o que levou a mobilização para transferi-lo para uma unidade de referência.
Por volta das 3h da manhã, Renan foi transferido em uma ambulância equipada até o Aeroporto Castro Pinto, na Região Metropolitana da Capital, acompanhado por familiares e pela equipe médica. De lá, a aeronave decolou às 5h, com escalas técnicas para reabastecimento e checagem dos sistemas na Bahia e em Belo Horizonte, pousando às 17h no Aeroporto de Bacacheri, no Paraná.
Grupo de Resgate Aeromédico transfere jovem da Paraíba para transplante de medula óssea no Paraná. Foto: Divulgação
Para assegurar a estabilidade clínica do paciente durante o voo, a aeronave foi equipada com respiradores, monitores multiparâmetros, bombas de infusão, oxigênio e todo o suporte necessário para manter o acompanhamento contínuo do quadro de saúde.
Além dos equipamentos, a missão exigiu a presença de uma equipe multiprofissional, composta por médico, enfermeiro, fisioterapeuta e operadores aerotáticos (OAT), preparada para agir de forma rápida e integrada diante de qualquer intercorrência. “Toda a operação foi cuidadosamente planejada para assegurar que o paciente recebesse, em todas as etapas, o mesmo padrão de cuidado hospitalar, mesmo em ambiente aéreo”, afirmou o médico de voo, Matheus Figueiredo.
A mãe do jovem, Silvânia Targino da Silva, 39 anos, ressaltou a assistência recebida desde o início do tratamento. “A equipe do hospital foi maravilhosa, sempre com muito cuidado e atenção com o meu filho e com a minha família. Estamos ansiosos, mas cheios de fé. Agradeço ao Governo do Estado que está fazendo de tudo para dar certo”, afirmou emocionada.
O gesto de solidariedade também veio de dentro da família. Isso porque a irmã de Renan, Rayana Calinne, 20 anos, será a doadora da medula óssea. “Assim que soube, chorei. Eu sentia que seria eu. Estou muito feliz por poder salvar a vida do meu irmão”, relatou a jovem, que tem 100% de compatibilidade para a doação. Todas as amostras para exames foram coletadas pela equipe médica do Complexo Arlinda Marques e enviadas para análise em laboratório especializado.
Somente no primeiro semestre de 2025, o Grupo de Resgate Aeromédico da Paraíba registrou 76 transportes aeromédicos, um crescimento de 58,3% em relação ao mesmo período de 2024. Além disso, foram realizadas 3 missões de transporte de órgãos, 2 de hemocomponentes e hemoderivados e 9 operações institucionais, totalizando 90 missões, o que representa um aumento global de 87,5% na comparação com o ano anterior.
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Grupo de Resgate Aeromédico transfere jovem da Paraíba para transplante de medula óssea no Paraná. Foto: Divulgação
Grupo de Resgate Aeromédico transfere jovem da Paraíba para transplante de medula óssea no Paraná. Foto: Divulgação
Grupo de Resgate Aeromédico transfere jovem da Paraíba para transplante de medula óssea no Paraná. Foto: Divulgação
Grupo de Resgate Aeromédico transfere jovem da Paraíba para transplante de medula óssea no Paraná. Foto: Divulgação
Goiás amplia parceria com Bombeiros e investe em helicóptero aeromédico para fortalecer rede de urgência na Região Centro-Norte. Foto: Marco Monteiro
Goiás – O Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Centro-Norte (Cisceno) é um consórcio intermunicipal de saúde do estado de Goiás, formalizado para gerenciar o SAMU 192 em 60 municípios da macrorregião Centro-Norte. O Cisceno foi criado em janeiro deste ano e sua gestão é realizada por meio de uma assembleia de prefeitos, garantindo a autonomia dos municípios e assegurando total transparência na aplicação dos recursos públicos.
O modelo, explica o titular da SES, Rasivel Santos, garante que a gestão continue 100% pública, fiscalizada por órgãos de controle e conselhos de saúde, fortalecendo o SUS e assegurando que todas as decisões priorizem a qualidade e a rapidez no atendimento.
Nessa proposta, a parceria com o Corpo de Bombeiros Militar será ampliada, incluindo a aquisição de um helicóptero aeromédico para agilizar o transporte de pacientes na macrorregião Centro-Norte, reduzindo o tempo de resposta em situações de urgência e emergência.
Anápolis, como polo assistencial da região, terá papel estratégico no fortalecimento de toda a rede de urgência e emergência, incluindo o SAMU macrorregional, as portas hospitalares e o próprio consórcio. O Estado investirá na ampliação e redistribuição da frota de ambulâncias, na ampliação de portas hospitalares, na capacitação permanente das equipes e na implantação do transporte aeromédico.
“Essas ações vão reduzir significativamente o tempo de espera, aumentar a resolutividade e salvar vidas, garantindo atendimento rápido, seguro e qualificado”, afirma o subsecretário de Políticas e Ações em Saúde da SES-GO, Luciano de Moura, que coordenou audiência pública em Anápolis, na Câmara Municipal.
O evento que reuniu vereadores, representantes da Secretarias Municipais de Saúde, SAMU e Corpo de Bombeiros esclareceu dúvidas sobre o projeto que visa, por meio do Cisceno, mais eficiência, integração e economia na gestão pública da saúde, com transparência e participação social, sempre com foco na melhoria do atendimento ao usuário e no fortalecimento do SUS.
A implantação de Consórcios, a regionalização do SAMU e os investimentos em socorro pré-hospitalar é etapa para fortalecer a Rede de Urgência e Emergência (RUE) que pretende dotar o estado de estruturas ágeis e eficientes, próximas do cidadão goiano que precisar de atendimento de urgência.
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Goiás amplia parceria com Bombeiros e investe em helicóptero aeromédico para fortalecer rede de urgência na Região Centro-Norte. Foto: Marco Monteiro
Goiás amplia parceria com Bombeiros e investe em helicóptero aeromédico para fortalecer rede de urgência na Região Centro-Norte. Foto: Marco Monteiro
Goiás amplia parceria com Bombeiros e investe em helicóptero aeromédico para fortalecer rede de urgência na Região Centro-Norte. Foto: Marco Monteiro
Santa Catarina – A Base do Serviço Aeromédico do SAMU|BOA em Joaçaba tem se tornado uma importante referência em atendimento para todo o Grande Oeste catarinense. Em operação desde abril de 2024, o serviço oferece agilidade no transporte de pacientes em estado crítico e contribui para o aumento das chances de sobrevivência em situações de alto risco.
Desde o início da operação no Meio-Oeste, o Arcanjo 04 (avião) do Corpo de Bombeiros já atendeu 219 ocorrências e realizou 573 horas de voo. Foram mais de 92 transferências de pacientes em estado crítico. Entre crianças menores de 2 anos, gestantes e adultos, além de transporte de órgãos vitais para transplante, evidenciando o serviço aeromédico na preservação de vidas neste período de pouco mais de um ano.
“Graças a esse arcanjo 04, agora temos atendimento aéreo para qualquer cidade de Santa Catarina em apenas 20 minutos e cobrimos todas as regiões. Antes, o atendimento aeromédico sequer tinha espaço pra levar um acompanhante. Agora o paciente pode estar acompanhado para transferência de hospital ou atendimento de urgência. Que o Catarinense nunca precise deste serviço. Mas se ele precisar, sabe que pode contar conosco”, ressaltou o governador Jorginho Mello.
Serviço Aeromédico do SAMU em Joaçaba completa mais de 200 ocorrências e consolida cobertura aérea em Santa Catarina. Foto: Ricardo Wolffenbüttel
Com uma aeronave equipada com tecnologia avançada e uma equipe especializada formada por médicos, enfermeiros e pilotos treinados para atuar em situações complexas, o Serviço Aeromédico tem sido essencial para garantir o acesso rápido a hospitais de referência. Além disso, a atuação integrada com o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e demais forças de segurança de SC reforça a eficiência e a abrangência do atendimento.
“O governador Jorginho Mello nos pediu um estudo, porque tínhamos uma lacuna em Santa Catarina de ter 100% de cobertura com o serviço aeromédico e tempo de resposta de até 20 minutos. Sendo assim, a gente consolidou o serviço em Joaçaba, e agora temos essa unidade aqui, o que junto a nossa outra asa fixa, em Florianópolis, e aos helicópteros, deu 100% de cobertura a todo o estado. Os resultados já são enormes. Foi uma junção de equipar os hospitais como fizemos no Grande Oeste e de ter mais esse serviço aeromédico”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.
As principais origens das missões compreendem os municípios de Chapecó, São Miguel do Oeste e Xanxerê, enquanto os destinos mais frequentes foram Florianópolis, Lages, Joinville e Criciúma, com mais de 110 pousos realizados, garantindo agilidade e eficiência no acesso a centros de referência hospitalar.
Além dos atendimentos em solo catarinense, a aeronave prestou apoio interestadual, com voos para os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Norte, demonstrando sua abrangência e capacidade logística.
Entre os atendimentos vale destacar a atuação humanitária do serviço nas cheias no Rio Grande do Sul em 2024, com ações de salvamento e apoio logístico. “Uma das missões mais sensíveis foi a transferência de uma criança recém-nascida, com apenas 16 dias de vida, da região afetada até a cidade de Curitiba. Outra operação de grande relevância envolveu o transporte simultâneo de duas gestantes em situação crítica, que foi realizada com sucesso pela capacidade técnica e o preparo da equipe envolvida”, ressalta Douglas Gonçalves, enfermeiro de voo.
Serviço Aeromédico do SAMU em Joaçaba completa mais de 200 ocorrências e consolida cobertura aérea em Santa Catarina. Foto: Ricardo Wolffenbüttel.
Kolyma Aviation recebe dois helicópteros Ansat para operações aeromédicas no Extremo Norte da Rússia
Rússia – A Russian Helicopters, holding estatal, concluiu a entrega de dois helicópteros bimotores leves Ansat para a Kolyma Aviation, na região de Magadan. Esta operadora é a primeira no Extremo Norte da Rússia a colocar este tipo de helicóptero em serviço. Uma aeronave foi entregue sob contrato com a Gazprombank Leasing, enquanto a segunda foi fornecida diretamente à Kolyma Aviation, de acordo com a holding.
Os requisitos específicos das operações no norte influenciaram a pintura de um dos helicópteros. A aeronave apresenta um esquema de pintura personalizado inspirado nas orcas — mamíferos marinhos frequentemente observados nas águas das baías de Magadan durante a migração. Essa abordagem de design foi usada anteriormente em helicópteros médios Mi-8MTV-1 que operavam na mesma região.
Antes da aquisição do Ansat, a frota da Kolyma Aviation era composta por helicópteros pesados da série Mi-8 e o moderno Mi-38. Várias dessas aeronaves também ostentam a pintura com tema de orca, reforçando a identidade corporativa da companhia aérea.
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Kolyma Aviation recebe dois helicópteros Ansat para operações aeromédicas no Extremo Norte da Rússia
Kolyma Aviation recebe dois helicópteros Ansat para operações aeromédicas no Extremo Norte da Rússia
Kolyma Aviation recebe dois helicópteros Ansat para operações aeromédicas no Extremo Norte da Rússia
Kolyma Aviation recebe dois helicópteros Ansat para operações aeromédicas no Extremo Norte da Rússia
As especificações técnicas do Ansat são adequadas para missões no Ártico. O helicóptero é certificado para operação confiável em temperaturas de até –45°C (-49°F), conforme demonstrado durante testes especializados em Yakutia em 2017. A aeronave é capaz de operar em locais de pouso não preparados e com dimensões mínimas.
Os helicópteros entregues são equipados com um conjunto médico totalmente integrado, incluindo sistemas de monitoramento de sinais vitais de pacientes, ventiladores e equipamentos de transmissão de dados de telemedicina. A configuração da cabine acomoda um paciente e dois profissionais de saúde.
De acordo com um representante da Rostec State Corporation, os serviços aeromédicos continuam sendo a principal aplicação do Ansat na Rússia. “O Serviço Nacional de Ambulância Aérea opera 37 helicópteros Ansat de uma frota civil de 60 na Rússia“, informou a empresa. Além disso, 23 helicópteros Ansat foram exportados: 19 para o Zimbábue, três para a Bósnia e Herzegovina e um para o Turcomenistão.
A configuração bimotora do Ansat permite o transporte de até sete passageiros ou uma carga útil de 1.200 kg. O alcance padrão é de 400 km sem tanques de combustível auxiliares. A produção deste modelo foi suspensa em 2022 após a interrupção das entregas do motor PW207K da Pratt & Whitney Canadá. O problema está sendo resolvido com o desenvolvimento de um motor doméstico, o VK-650V.
A Fábrica de Helicópteros de Kazan concluiu os preparativos para uma variante Ansat localizada, equipada com motores turboeixo russos. O VK-650V recebeu a certificação de tipo no início deste ano. Além dos novos motores, a versão atualizada conta com componentes de cabine produzidos internamente, um sistema de controle de voo automático, atuadores de direção e aviônicos.
A mídia do setor noticiou no início de agosto que a Fábrica de Helicópteros de Kazan havia iniciado os testes do Ansat equipado com motores VK-650V. Em 29 de julho, o protótipo realizou um teste de voo pairado — elevação vertical sem movimento horizontal. O serviço de imprensa da United Engine Corporation confirmou o início dos testes de integração dos motores, com testes de voo completos, incluindo voo horizontal, programados para breve.
Amapá: SAMU e GTA realizam treinamento prático para transporte aeromédico de pacientes críticos. Foto: Gabriel Maciel
Amapá – Médicos, enfermeiros e operadores que atuam no serviço aeromédico, um trabalho integrado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) com o Grupo Tático Aéreo (GTA) participaram, nesta segunda-feira, 18, de um treinamento prático sobre transporte de pacientes críticos.
A capacitação ocorreu na base operacional do GTA, em Macapá, com simulações de embarque e desembarque de pacientes, uso de maca a vácuo, checklist de equipamentos, monitoramento multiparamétrico e procedimentos de estabilização durante o voo.
A atividade foi ministrada pela enfermeira do SAMU, Lidiana Santos, especialista em urgência, emergência e enfermagem aeroespacial. O momento prático foi essencial para preparar as equipes para ocorrências de alta complexidade. “O transporte aeromédico exige preparo técnico, trabalho em equipe e protocolos bem definidos. O momento prático é fundamental para que os profissionais possam aplicar, em ambiente simulado, as condutas que garantem a segurança do paciente e da tripulação”, destacou a facilitadora.
Entre os participantes, estava a médica do SAMU e do Hospital Universitário (HU), Camila Cunha, que ressaltou a importância da atualização constante para quem atua em diferentes cenários de urgência.
Amapá: SAMU e GTA realizam treinamento prático para transporte aeromédico de pacientes críticos. Foto: Gabriel Maciel
“É muito gratificante poder participar desse tipo de treinamento. A gente se sente mais preparado para enfrentar qualquer ocorrência, em qualquer tipo de gravidade. Isso nos deixa mais seguros para atuar no ambiente aéreo, terrestre ou pluvial. Todo tipo de atualização e de ensino é sempre muito bem-vindo”, afirmou a médica Camila, que atua no SAMU há quase seis anos.
O treinamento também fortalece a parceria entre o GTA e o SAMU no atendimento conjunto às ocorrências aeromédicas no Amapá. O capitão Bryan Fonseca, subcoordenador do GTA, explicou que a integração é fundamental para melhorar a resposta às populações em áreas de difícil acesso.
“É um trabalho integrado, então precisamos que todos tenham conhecimento de como funciona desde o acionamento, que entra via Ciodes, até a preparação da aeronave, equipamentos e medicações. Esse tipo de capacitação nos ajuda a aperfeiçoar o serviço que o Governo do Estado vem oferecendo, aproximando ainda mais o atendimento da população que vive em locais remotos”, disse Fonseca.
Segundo o subcoordenador, além do treinamento realizado, outras capacitações conjuntas já ocorreram, como simulações de parto dentro da aeronave. A ideia é dar continuidade ao processo formativo. “A tendência é cada vez melhorar o serviço que está sendo prestado. O atendimento aeromédico é feito em conjunto com o Samu, e essa integração tem fortalecido muito a nossa atuação”, concluiu o capitão.
A ação faz parte do cronograma de capacitações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que busca ampliar a segurança assistencial e garantir protocolos qualificados no atendimento a pacientes críticos em deslocamentos aéreos no Amapá.
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Amapá: SAMU e GTA realizam treinamento prático para transporte aeromédico de pacientes críticos. Foto: Gabriel Maciel
Amapá: SAMU e GTA realizam treinamento prático para transporte aeromédico de pacientes críticos. Foto: Gabriel Maciel
Amapá: SAMU e GTA realizam treinamento prático para transporte aeromédico de pacientes críticos. Foto: Gabriel Maciel
Amapá: SAMU e GTA realizam treinamento prático para transporte aeromédico de pacientes críticos. Foto: Gabriel Maciel
Amapá: SAMU e GTA realizam treinamento prático para transporte aeromédico de pacientes críticos. Foto: Gabriel Maciel
Amapá: SAMU e GTA realizam treinamento prático para transporte aeromédico de pacientes críticos. Foto: Gabriel Maciel
Amapá: SAMU e GTA realizam treinamento prático para transporte aeromédico de pacientes críticos. Foto: Gabriel Maciel
Amapá: SAMU e GTA realizam treinamento prático para transporte aeromédico de pacientes críticos. Foto: Gabriel Maciel
Amapá: SAMU e GTA realizam treinamento prático para transporte aeromédico de pacientes críticos
Air Evac Lifeteam celebra 40 anos salvando vidas em comunidades rurais dos Estados Unidos
Estados Unidos – Em 1985, quando um acidente de carro deixou uma família rural do Missouri esperando por quase uma hora por ajuda, um grupo de profissionais de saúde locais sabia que algo precisava mudar.
Aquele momento levou à criação da Air Evac Lifeteam (AEL), um único helicóptero e uma promessa ousada: levar cuidados intensivos àqueles que não podiam esperar.
Hoje, a Air Evac Lifeteam faz parte da Global Medical Response (GMR), a maior prestadora de serviços aeromédicos e terrestres integrados dos EUA. A AEL opera mais de 150 bases de helicópteros em 18 estados e continua sendo a principal prestadora de serviços de ambulância aérea por helicóptero do país.
“Este aniversário não é sobre olhar para trás”, disse Tony Bonham, vice-presidente e diretor de operações aéreas da AEL. “É sobre seguir em frente com urgência e compaixão. Devemos isso às pessoas que servimos e àquelas que ainda não conhecemos.”
Air Evac Lifeteam celebra 40 anos salvando vidas em comunidades rurais dos Estados Unidos. Foto: Divulgalção
Quarenta anos atendendo ao chamado
A AEL foi a primeira a centralizar sua missão em pacientes isolados clinicamente, colocando aeronaves não em hospitais da cidade, mas no coração das comunidades que mais precisavam delas.
Hoje, mais de 90% dos voos da AEL partem de áreas onde os pacientes enfrentam longos tempos de viagem e acesso limitado a cuidados de trauma. Suas tripulações preenchem essa lacuna crítica, trazendo expertise hospitalar diretamente para o local, muitas vezes quando os segundos mais importam.
Ao longo de quatro décadas, a organização respondeu a centenas de milhares de emergências; Em parceria com mais de 1.000 hospitais e 700 agências de serviços médicos de emergência introduziu tecnologias avançadas de segurança, incluindo óculos de visão noturna e aviônicos atualizados em toda a frota
“Não nos propusemos a criar um programa nacional. Nos propusemos a salvar vidas”, disse Bonham. “Alguém precisava de ajuda e ninguém estava perto o suficiente para chegar a tempo. Então, encontramos um jeito.”
Recentemente, a Air Evac Lifeteam (AEL) premiou o primeiro piloto da empresa que completou mais de 4.000 missões aeromédicas (Leia a história de Fred Finnell). Cada missão reflete uma parceria com serviços de emergência médica (EMS), equipes hospitalares, bombeiros e famílias. Em muitas comunidades, as equipes da AEL são vizinhas, voluntárias e amigas — não apenas socorristas. Sua presença representa segurança diante da incerteza e apoio quando mais importa.
“Em lugares onde a ajuda costumava estar a uma hora de distância, a Air Evac Lifeteam a torna minutos”, disse Bonham. “Levamos uma UTI para um pasto, uma entrada de garagem, um campo de futebol, porque é onde nossos pacientes estão.”
Hoje, a Air Evac é uma provedora participante da AirMedCare Network (AMCN), a maior aliança de membros de ambulâncias aéreas dos Estados Unidos. Por uma modesta taxa anual, os membros não pagam custos diretos apenas quando voam pela Air Evac ou qualquer provedor AMCN participante, tornando o atendimento que salva vidas acessível.
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Fred Finnell é o primeiro piloto na história da Air Evac Lifeteam a atingir 4.000 voos
Air Evac Lifeteam celebra 40 anos salvando vidas em comunidades rurais dos Estados Unidos
Air Evac Lifeteam celebra 40 anos salvando vidas em comunidades rurais dos Estados Unidos
Air Evac Lifeteam celebra 40 anos salvando vidas em comunidades rurais dos Estados Unidos
Pernambuco – No dia 15 de agosto, equipes envolvidas na recepção de pacientes nos helipontos dos hospitais metropolitanos Miguel Arraes (HMA), Pelópidas Silveira (HPS) e Dom Helder Câmara (HDH), além de representantes da Educação Permanente, do Núcleo Interno de Regulação (NIR), lideranças de Enfermagem da Emergência, Hospitalidade, Recepção/Portaria, e coordenações médica e de enfermagem das unidades participaram de treinamento sobre segurança em operações aeromédicas.
A capacitação foi realizada no auditório do HMA e ministrada pelo coordenador geral do SAMU Metropolitano do Recife, Leonardo Gomes, e por operadores de suporte médico da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O treinamento abordou temas como cuidados na aproximação do helicóptero, delimitação e segurança da área de pouso, uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e definição dos profissionais que podem e devem estar presentes nessas operações. Também foram repassadas orientações detalhadas sobre a aproximação segura da aeronave.
A finalidade é assegurar que helicópteros possam realizar manobras e permanecer em pouso sem a interferência de curiosos, garantindo o trabalho seguro e eficiente das equipes de tripulantes e profissionais de saúde durante o resgate de pacientes em ocorrências médicas.
Para Leonardo Gomes, o treinamento é essencial para evitar riscos e garantir a eficiência do atendimento. “O serviço aeromédico é um recurso valioso e precisa ser operado com segurança. Cada detalhe, desde a área de pouso até o uso de EPIs, faz diferença para proteger vidas, tanto da equipe quanto do paciente”, destacou.
A diretora de Ensino e Pesquisa do HMA, Débora Guedes, reforçou o papel da capacitação na rotina hospitalar. “Quando unimos conhecimento técnico e prática segura, garantimos que todos estejam preparados para atuar com agilidade e segurança. Esse alinhamento entre profissionais de saúde e forças de segurança é fundamental para o sucesso das operações”, afirmou. A abertura do evento também contou com a participação da diretora de Cuidados Interdisciplinares, Milena Motta.
Profissionais de saúde de Pernambuco recebem treinamento sobre operações aeromédicas.
AutoFlight realiza primeira missão mundial de transporte de carga para plataforma de petróleo com eVTOL de 2 toneladas. Foto: Divulgação
China – A AutoFlight, em parceria estratégica com a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) e a CITIC Offshore Helicopters, anunciou a conclusão bem-sucedida da primeira missão de transporte de carga em plataforma de petróleo offshore do mundo utilizando uma aeronave elétrica de 2 toneladas com decolagem e pouso vertical (eVTOL).
A aeronave CarryAll da AutoFlight, a primeira eVTOL de 2 toneladas do mundo a receber certificação abrangente, incluindo Certificado de Tipo, Certificado de Produção e Certificado de Aeronavegabilidade, executou uma missão de entrega de carga de precisão. A aeronave decolou de uma base de lançamento designada em Shenzhen, transportando suprimentos essenciais, incluindo produtos alimentícios frescos e medicamentos de emergência, completando um voo transoceânico de 58 minutos até a plataforma de petróleo Huizhou 19-3, localizada a 150 quilômetros da costa.
A demonstração bem-sucedida aborda restrições logísticas de longa data nas operações de energia offshore. O transporte marítimo tradicional de carga para as plataformas da CNOOC no Mar da China Meridional exige aproximadamente 10 horas por trânsito, gerando atrasos significativos para entregas de suprimentos críticos e cenários de resposta a emergências. Embora o transporte por helicóptero ofereça capacidades de implantação rápida, os custos operacionais permanecem altos para operações de carga de rotina.
“Este voo representa a convergência de tecnologia aeronáutica inovadora, expertise operacional comprovada e requisitos operacionais offshore reais”, disse Ren Yongyi, Gerente Adjunto do Departamento de Gestão de Crises e Suporte Operacional da CNOOC China Limited, filial de Shenzhen. “Demonstramos com sucesso uma estrutura abrangente de ‘desenvolvimento + operação + aplicação’ para implementação econômica em baixas altitudes.”
Especificações Técnicas e Desempenho
O V2000CG CarryAll incorpora a configuração Lift & Cruise, proporcionando um alcance típico de 200 quilômetros, velocidade máxima de 200 quilômetros por hora e capacidade de carga útil de 400 quilos. Operando no desafiador ambiente do Mar da China Meridional, caracterizado por condições de neblina, altos níveis de névoa salina e umidade, além de condições variáveis de vento forte, o CarryAll demonstrou com sucesso capacidades críticas de voo, incluindo operações verticais de precisão, desempenho estável de voo pairado e navegação transoceânica prolongada.
AutoFlight realiza primeira missão mundial de transporte de carga para plataforma de petróleo com eVTOL de 2 toneladas. Foto: Divulgação.
“Esses resultados comprovam tanto a viabilidade técnica quanto a confiabilidade operacional de plataformas eVTOL de larga escala para aplicações no setor de energia offshore”, explicou Kellen Xie, vice-presidente sênior da AutoFlight. O desempenho da aeronave em condições marítimas exigentes demonstra a maturidade da tecnologia de aviação elétrica para implantação comercial em ambientes operacionais complexos.
A CITIC Offshore Helicopters, sendo a maior operadora de helicópteros da Ásia, forneceu suporte operacional abrangente, alavancando mais de quatro décadas de experiência em aviação geral para coordenar a gestão do espaço aéreo e os protocolos de segurança. A missão utilizou a primeira torre de controle de tráfego aéreo digital da China, estabelecendo novos padrões para a integração de eVTOL na infraestrutura de aviação existente. Essa abordagem colaborativa garantiu uma execução perfeita, mantendo os mais altos padrões de segurança durante toda a operação.
Impacto na indústria e aplicações futuras
A missão bem-sucedida estabelece uma base para aplicações eVTOL expandidas em operações de energia offshore. Essas aplicações abrangem transporte eficiente de pessoal para rodízio de tripulação e evacuação médica de emergência, rápida implantação de componentes de alto valor e suprimentos de emergência, capacidades aprimoradas de monitoramento e manutenção por meio de inspeções de instalações e tempos de resposta acelerados para incidentes marítimos e situações de emergência.
A demonstração gerou insights valiosos para a exploração de novas aplicações de aeronaves na produção offshore de petróleo e gás. Com a expansão contínua da economia de baixa altitude e o avanço da maturação da tecnologia eVTOL, as soluções de aviação elétrica, especialmente o eVTOL, estão posicionadas para se tornarem alternativas inovadoras para operações em plataformas offshore, melhorando significativamente a eficiência operacional e os padrões de segurança.
Paraná – Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Paraná comemorou, neste mês, dois anos desde a reativação do seu serviço aeromédico. Desde agosto de 2023, em parceria com o SAMU, as aeronaves têm atuado em resgates complexos, transporte rápido de pacientes e apoio a operações policiais e humanitárias, consolidando-se como um recurso essencial para a preservação de vidas.
Nesse período, foram registrados 484 resgates e remoções aeromédicas, com as aeronaves voando por centenas de horas e percorrendo milhares de quilômetros. A base de operações, instalada no hangar do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II), em Curitiba, opera em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB) e conta com equipe treinada e equipada para atender emergências em qualquer condição.
Serviço aeromédico da PRF no Paraná completa dois anos com 484 resgates e 600 horas de voo. Foto: Divulgação
As ocorrências atendidas nesses dois anos incluíram desde acidentes graves nas rodovias federais até missões de grande complexidade, como:
Setembro de 2023 – Resgate especializado de montanhista no Morro do Anhangava, em Quatro Barras (PR).
Maio de 2024 – Deslocamento ao Rio Grande do Sul para apoio nas enchentes, com 29 pessoas resgatadas em dois dias.
Setembro de 2024 – Salvamento de idoso paranaense vítima de acidente com embarcação no Pantanal, em ação conjunta com o Corpo de Bombeiros do MS.
Outubro de 2024 – Transporte aéreo de uma criança de três anos para transplante de rim em Curitiba, reduzindo o tempo de deslocamento para apenas 18 minutos.
Abril de 2025 – Inclusão do Babypod, cápsula de transporte neonatal, que ampliou a capacidade para atender recém-nascidos em estado crítico com mais segurança e agilidade.
2024 e 2025 – Participação na Semana do Meio Ambiente, com lançamento aéreo de mais de 22 toneladas de sementes de espécies nativas ameaçadas, como araucária e palmeira-juçara, em áreas de preservação e comunidades rurais no Paraná, em parceria com órgãos ambientais, universidades e movimentos sociais.
Serviço aeromédico da PRF no Paraná completa dois anos com 484 resgates e 600 horas de voo. Foto: Divulgação
O serviço também prestou apoio em desastres e emergências, como as enchentes no Rio Grande do Sul e os incêndios no Pantanal em 2024. Nessas missões, foram efetuados resgates, transporte de alimentos e medicamentos, além de ações de combate a incêndios.
O ato de comemoração, realizado nesta quarta (13), contou com a presença do superintendente da PRF no Paraná, Fernando César Oliveira; do Chefe do Núcleo de Operações Aéreas (NOA) da PRF, Fabiano Nicolete; do representante do Cindacta II, Cel. Av. Marcelo; da secretária municipal de Saúde de Curitiba, Tatiane Filipak; do superintendente do Ministério da Saúde no Paraná, Luiz Armando Erthal; do presidente do sindicato da categoria, Sidnei Nunes; e do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel.
O superintendente da PRF, Fernando Oliveira, destacou que foram 484 atendimentos em dois anos, 600 horas de voo e nenhum incidente, salvando muitas vidas. É uma parceria integrada que dá resultados diariamente, com um investimento de 30 milhões em uma aeronave nova e todos unidos pelo objetivo comum de salvar vidas.
“Atrás do uniforme tem uma equipe, que está pilotando a aeronave, cuidando de quem mais precisa, dando o primeiro atendimento e trazendo o familiar de volta para sua família. É esse trabalho rápido e eficiente que salva vidas e transforma histórias”, disse o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel.
Serviço aeromédico da PRF no Paraná completa dois anos com 484 resgates e 600 horas de voo. Foto: Divulgação
Uma das pessoas salvas, Cristiane, comentou: “Emoção, muita emoção, porque eu poderia não estar aqui. Foi um acidente horrível, mas um resgate incrível, em que me senti cuidada e segura. Ter esse cuidado salva tanto a vida quanto o nosso psicológico.”
No domingo de Páscoa, em 20 de abril de 2025, ela sofreu uma queda de cavalo em Tijucas do Sul, resultando em múltiplas fraturas e trauma facial grave. O helicóptero da PRF foi rapidamente acionado e, em apenas 14 minutos, chegou ao local, onde a equipe, em colaboração com o SAMU, estabilizou a vítima. Ela foi retirada de uma área de difícil acesso e, em menos de 10 minutos, transportada ao Hospital Cajuru.
Sérgio, resgatado no pantanal do Mato Grosso do Sul, disse que foi uma emoção rever a equipe. “Se estou aqui, devo muito a eles — pela rapidez, pelo carinho com que me atenderam e pela forma como conversaram comigo”, enfatizou.
Em 3 de setembro de 2024, uma equipe da PRF do Paraná estava atuando nos incêndios no pantanal e, em colaboração com o Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul, realizou uma operação aeromédica para salvar o empresário paranaense de 70 anos após um grave acidente no Pantanal. Sr. Sérgio sofreu cortes profundos na axila e no rosto devido ao impacto contra a hélice de uma embarcação que colidiu com uma formação rochosa no rio. Após os primeiros atendimentos no local, ele foi transportado com urgência para um hospital, onde recebeu cuidados médicos essenciais.
O helicóptero Koala AW119, de fabricação italiana, adquirido pela PRF por R$ 30 milhões, comporta até oito pessoas e está equipado com tecnologia avançada para missões de resgate, transporte aeromédico e apoio a operações especiais. A integração com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e outros órgãos de segurança e saúde tem potencializado a resposta rápida, especialmente em locais de difícil acesso ou onde cada minuto é determinante para salvar vidas.
Região de Sorocaba terá serviço de resgate aeromédico do Comando de Aviação da PM a partir de outubro. Foto: Governo do Estado de São Paulo
São Paulo – Sorocaba e região passarão a contar com o serviço de resgate aeromédico do Comando de Aviação da Polícia Militar (CAvPM). O anúncio foi realizado pelo Governo de São Paulo nesta sexta-feira (15), durante solenidade de inauguração do 55º Batalhão da Polícia Militar do Interior.
Para o resgate aeromédico, que terá início na primeira quinzena de outubro, o Hospital Regional de Sorocaba será a unidade de referência, escolhido pela estrutura hospitalar, existência de heliponto e localização estratégica às margens da Rodovia Raposo Tavares.
A iniciativa tem como finalidade ampliar a capacidade de resposta em situações de emergência e garantir o atendimento rápido a pacientes em estado crítico na região sudoeste do estado com o transporte dos helicópteros da PM. O serviço cobrirá um raio de aproximadamente 20 minutos de voo, equivalente a cerca de 60 quilômetros, podendo ser ampliado conforme a gravidade da ocorrência, especialmente em locais de difícil acesso ou sem suporte avançado.
A assistência é destinada a vítimas de politraumatismos e outras situações graves, como acidentes de trânsito, afogamentos, quedas, acidentes de trabalho e ocorrências com múltiplas vítimas.
O serviço integra o Projeto Resgate, que funciona no estado de São Paulo desde 1989. No período, mais de 14 mil pessoas foram resgatadas com apoio dos helicópteros Águia, além do transporte de mais de 900 órgãos para transplante. O CAVPM possui 11 Bases de Aviação distribuídas no estado e atualmente, o serviço aeromédico é realizado em três: capital paulista, São José dos Campos e Campinas. Sorocaba será a quarta base a receber o serviço.
Região de Sorocaba terá serviço de resgate aeromédico do Comando de Aviação da PM a partir de outubro. Foto: Governo do Estado de São Paulo
“A prioridade é prestar socorro imediato em casos de risco iminente de morte ou de perda de funcionalidade, reduzindo o tempo de chegada ao atendimento especializado e aumentando as chances de recuperação”, explicou a capitão Natália Giovanini, do CAvPM.
A equipe a bordo é formada por médicos e enfermeiros especializados em suporte avançado de vida, treinados dentro das normas de segurança de voo operacional. A aeronave é equipada com monitor e desfibrilador com oximetria, capnografia e pressão arterial não invasiva, ventilador mecânico microprocessado, aspirador, bombas de infusão e medicamentos específicos para sedação e analgesia.
Também contará com materiais para procedimentos de emergência, como drenagem torácica, acesso à via aérea invasiva e partos complicados. Essa estrutura permite a estabilização das vítimas ainda durante o deslocamento, garantindo o socorro até a unidade hospitalar com melhores condições de tratamento.
Acre – A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), realizou neste domingo (20), o resgate aeromédico de um menino de 12 anos, morador do município de Brasileia. A ação rápida garantiu o transporte seguro do paciente até a capital para atendimento especializado.
O secretário adjunto de Justiça e Segurança Pública, Evandro Bezerra, destacou a importância da agilidade na resposta da equipe do Ciopaer. “Essa operação mostra a importância de termos uma equipe treinada e estrutura aérea disponível. A agilidade no atendimento, especialmente em casos graves como esse, pode fazer toda a diferença na vida do paciente”, afirmou.
O chamado foi feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A equipe médica solicitou apoio aéreo para realizar a transferência do garoto, que se encontrava em estado grave no Hospital Regional de Brasileia. De acordo com o prontuário médico, o paciente apresentava um quadro de cetoacidose diabética, uma complicação séria relacionada ao diabetes, exigindo atendimento de urgência em unidade de maior complexidade.
Diante da gravidade do caso e da necessidade de atendimento especializado, o Ciopaer deslocou uma aeronave até Brasileia para efetuar o transporte aeromédico. A criança foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde permanece sob cuidados médicos intensivos.
Ciopaer realiza resgate aeromédico de criança com cetoacidose diabética em Brasileia (AC). Foto: Divulgação.
Paraná – Na manhã da última quinta-feira (17), Leidivania Lopes, de Colorado, recebeu uma nova chance de recomeçar a vida. A equipe do SAMU Aeromédico – Operações Aéreas Saúde 06, da base de Maringá, voou até ela e a levou de helicóptero ao hospital, onde recebeu um fígado doado – um gesto que pode significar o futuro.
No mundo dos transplantes, especialmente de fígado, cada segundo conta. Com o relógio correndo contra, acionar o transporte por helicóptero foi essencial para garantir que Leidivania chegasse a tempo e com segurança ao centro médico de referência. A aeronave voou com agilidade pela região noroeste do Paraná, provando que, quando tudo parece escuro, a mobilidade aérea pode ser uma luz de esperança.
A base de Maringá do SAMU Aeromédico já acumula mais de cinco mil atendimentos em emergências graves e transporte de órgãos em oito anos de operação. Em casos como o de Leidivania, o helicóptero se transforma em espaço de resgate, onde médicos, enfermeiros e pilotos trabalham em sintonia para manter cada vida com dignidade durante o trajeto.
Ao pousar no heliponto do hospital, Leidivania desceu visivelmente emocionada. Não precisou falar: seu olhar traduziu tudo – gratidão por uma segunda chance. A cena tocante é também um lembrete de como cada ação articulada entre doador, equipe médica e transporte aéreo pode mudar o destino de alguém.
Em todo o Paraná, o transporte aeromédico é referência nacional em agilidade e eficiência no apoio a transplantes. As aeronaves operam com tripulação especializada e têm cobertura para até 250 km em casos de emergência. Isso garante que órgãos e pacientes cheguem aos destinos com o tempo certo para a cirurgia.
Enfermeira Mileni e o Comandante Alver Sathler fizeram o transporte de Leidivania Lopes no Saúde 06.
Acre – Em mais uma ação integrada entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), um paciente em estado gravíssimo foi resgatado por meio de transporte aeromédico, na manhã de domingo (20), no município de Porto Walter, interior do Acre.
A vítima, do sexo masculino, se envolveu em um grave acidente de trânsito, decorrente de colisão entre uma motocicleta e um automóvel. Com quadro clínico crítico, o paciente apresentava traumatismo cranioencefálico (TCE) grave, pneumotórax e fratura de base de crânio. A equipe do SAMU foi acionada, realizando a estabilização no local e o procedimento de intubação ainda no município, a fim de garantir condições seguras para o deslocamento.
A operação contou com a aeronave Harpia 03, que decolou com equipe médica especializada, realizando o transporte do paciente até o Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, onde ele segue sob cuidados intensivos.
“Chegamos ao local e nos deparamos com um quadro grave. Iniciamos os protocolos de suporte avançado de vida, estabilizamos o paciente, realizamos a intubação e, com apoio da aeronave, conseguimos garantir o transporte seguro e rápido. O tempo foi determinante para a garantia de sobrevivência do paciente até receber o tratamento adequado”, relatou o médico intervencionista do SAMU, Abegno Gadelha, que participou da missão.
Helicóptero Harpia 03 realiza resgate aeromédico de paciente em estado grave no interior do Acre. Foto: Marcos Nunes.
Porto Walter está situado na região do Juruá e é considerado um dos municípios mais isolados do estado, com acesso exclusivamente fluvial ou aéreo. Nessas localidades, o atendimento médico especializado é limitado, o que torna as ações aeromédicas fundamentais para salvar vidas em situações críticas que demandam transferência imediata para centros hospitalares de referência.
A execução desse tipo de operação é viabilizada por meio da cooperação entre a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que mantêm uma estratégia integrada para o uso das aeronaves do governo em missões de urgência e emergência. Desde outubro de 2023 o helicóptero Harpia 03 foi disponibilizado de forma definitiva para atender as demandas da região do Juruá, ampliando a capacidade de resposta em ocorrências graves que exigem transporte ágil e especializado.
“Em um estado com tantos desafios geográficos como o Acre, garantir o acesso à saúde exige esforço conjunto e logística integrada. A parceria entre Saúde e Segurança Pública tem permitido resgates como este, que salvam vidas e demonstram o compromisso do governo com a população, mesmo nos pontos mais remotos do nosso território”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal.
Helicóptero Harpia 03 realiza resgate aeromédico de paciente em estado grave no interior do Acre. Foto: Marcos Nunes.