Bahia – O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) demonstrou, na prática, a eficácia dos protocolos de transporte aeromédico que vêm sendo reforçados em treinamentos com equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica.
O GOA conduziu um treinamento com 20 profissionais do SAMU de Vera Cruz, com ênfase em transporte aeromédico. A capacitação abordou tópicos essenciais como embarque e desembarque, uso adequado de equipamentos e conduta da equipe durante voos operacionais, além de simulações de atendimento com vítimas imobilizadas, reforçando a importância dos protocolos de segurança operacional.
1 de 2
Treinamentos com equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica.
Treinamentos com equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica.
Segundo os instrutores do GOA, o treinamento em solo, realizado com a aeronave parada, permite que os profissionais conheçam detalhadamente as áreas de risco, os procedimentos corretos de aproximação e a dinâmica de entrada e saída da aeronave — elementos que são cruciais para reduzir o tempo de resposta em emergências reais.
No dia seguinte ao treinamento, o helicóptero Fênix 01 foi acionado para uma missão de emergência envolvendo uma idosa de 72 anos vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC). O helicóptero decolou da Vila Militar do Bonfim e pousou em uma faixa de areia na Ilha de Maré, onde a equipe aeromédica embarcou a paciente e transportou-a com agilidade e segurança até a base do GOA.
Após o resgate, a idosa foi encaminhada ao Hospital Santo Antônio, referência no atendimento a casos de AVC. Esse ciclo de capacitação e sua aplicação contribui diretamente para aprimorar a qualidade do atendimento aeromédico no estado, consolidando a atuação integrada entre forças de segurança e saúde no resgate de vidas e reforçando a importância de preparo técnico contínuo para situações críticas.
GOA realiza resgate aeromédico de vítima de AVC após treinamento com SAMU de Vera Cruz. Foto: Divulgação
Rio de Janeiro – O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) foi premiado com o 3º lugar no Congresso Aeromédico Brasileiro – CONAER 2025, com a apresentação de um artigo científico sobre segurança jurídica na tomada de decisão em missões aeromédicas. O evento aconteceu nos dias 10 e 11 de julho, em Vitória, Espírito Santo.
O CONAER é o principal congresso técnico do país voltado à aviação pública, reunindo representantes das forças de segurança, saúde, defesa civil e demais setores ligados à atividade aeromédica. A programação inclui debates, palestras e apresentação de estudos técnico-científicos voltados ao fortalecimento da aviação de Estado no Brasil.
O artigo premiado tem como autor principal o Capitão BM Lucas Silva Souza, com coautoria do Cel BM Fábio Braga Martins, Ten Cel BM Alexander Delgado de Oliveira, Cap BM Carlos Antônio Soares Frederico, Enf. Mayra Wilbert Rocha (SOAER) e Prof. Dra. Graciele Oroski Paes (UFRJ). O estudo analisa os impactos da não aplicação prática de normas vigentes por determinadas Unidades Aéreas Públicas (UAPs) e como isso pode influenciar a autonomia técnica e a responsabilização jurídica do comandante da missão.
Outro trabalho do CBMERJ também foi aceito para apresentação no congresso. Intitulado “Afogamentos e Resgate Aeromédico no Rio de Janeiro: como a velocidade pode salvar vidas”, o artigo tem como autora principal a 2º Sgt BM Paloma Guedes Vasconcelos Tavares, com coautoria do Ten. Cel. BM Raphael de Figueiredo Bastos, Maj. BM Alan da Costa Tavares, Cel BM Fábio Braga Martins e Ten Cel BM Alexander Delgado de Oliveira. A pesquisa aborda a importância do tempo-resposta no atendimento a vítimas de afogamento, evidenciando a eficácia do transporte aeromédico no contexto do salvamento aquático.
O Ten Cel BM Alexander Delgado de Oliveira, comandante do GOA, destacou que essa participação inédita do grupamento na elaboração de artigos científicos representa um avanço institucional importante, que une a experiência prática da aviação de segurança pública à produção de conhecimento técnico qualificado, fortalecendo nossa doutrina e ampliando a visibilidade nacional do CBMERJ.
O artigo premiado foi desenvolvido a partir de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentado ao final do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO/CBMERJ), no ano de 2024, como parte da pós-graduação em Gestão Estratégica oferecida em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).
CBMERJ conquista 3º lugar no Congresso Aeromédico com estudo sobre responsabilização em operações aéreas.
Bahia – No domingo (01/06), o helicóptero Fênix 01 do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Militar da Bahia (CBMBA) realizou a remoção aeromédica de uma vítima de acidente vascular cerebral (AVC). Um médico e uma enfermeira acompanharam toda a operação.
A equipe médica embarcou em Salvador e seguiu com os bombeiros até o Hospital Geral de Itaparica (HGI), onde a vítima estava internada, após ter sido estabilizada pela equipe médica. Em seguida a tripulação do Fênix 01 decolou para o Hospital Municipal de Salvador.
Durante todo o trajeto, a mulher foi monitorada pela equipe médica que estava na aeronave. Ao chegarem na unidade de saúde na capital baiana, a mulher foi deixada sob os cuidados da equipe médica do local para receber atendimento especializado.
Helicóptero Fênix 01 realiza remoção aeromédica de vítima de AVC na Bahia. Foto: Divulgação.
Rio de Janeiro – O Programa Estadual de Transplantes (PET), responsável pela captação e transplantes de órgãos no Rio de Janeiro, bateu mais um recorde histórico no primeiro trimestre deste ano. Foram 254 órgãos sólidos transplantados, com um aumento de quase 54% em relação ao mesmo período do ano passado.
O índice coloca o Rio de Janeiro em terceiro lugar no ranking nacional de doadores de órgãos, atrás apenas de São Paulo e do Paraná, marca que nunca havia sido alcançada.
“Há 10 anos, estávamos em 14º lugar em captação de órgão. Saímos de 5,1 para 22 doações por milhão de habitantes e a meta é passar a marca de 24 doações por milhão de habitantes nos próximos dois anos”, disse o diretor do PET, Gabriel Teixeira.
1 de 2
Programa Estadual de Transplantes do RJ atinge o 3° lugar nacional em números de doadores. Foto: Gov RJ.
Programa Estadual de Transplantes do RJ atinge o 3° lugar nacional em números de doadores. Foto: Gov RJ.
“Por causa da COVID-19 esperamos uma queda no resultado nos próximos meses. Mas é importante enfatizar que o sistema não parou, nem por um dia, não foi interrompido, como em muitos locais do mundo. Os transplantes foram mantidos, apesar das dificuldades impostas pelo vírus”, ressaltou Gabriel Teixeira.
Criado em 2010, o Programa Estadual de Transplantes já realizou cerca de 19 mil procedimentos nos últimos anos. Através do telefone 155 (Disque-Transplante) as pessoas recebem informações sobre doação de órgãos.
O PET realiza transplantes e captação de coração, fígado, rim, pâncreas, medula óssea, osso, pele, córnea e esclera (membrana que protege o globo ocular). A principal missão do PET é buscar o “sim” das famílias para salvar vidas por meio da doação de órgãos.
O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro participa do PET com equipes e aeronaves.
Equipes e aeronaves do GOA ajudam no transporte dos órgãos
O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro participa do PET com equipes e aeronaves. O GOA, através da Assessoria para Captação de Órgãos Vitais (ACOV), coordena a logística de disponibilização de aeronaves, programas de voo e escala de pilotos para os transportes.
A participação aérea no transporte de órgãos vitais é muito importante, pois um transporte por via terrestre pode levar de 5 a 6 horas de uma cidade do interior à capital do RJ. Todo processo possui um tempo definido para beneficiar o paciente de maneira adequada.
Órgãos como coração e pulmão precisam ser transportados rapidamente, em um tempo máximo de até 4 horas, entre a captação no doador e o transplante no paciente receptor. Em 2020, até de 10 de junho, o GOA já transportou 42 órgãos. Em 2019, foram realizados 135 transportes, com 145,1 horas voadas; Em 2018, foram 105 transportes, com 155 horas voadas e em 2017 foram 64 transporte em 127,1 horas.
Rio de Janeiro – Na quarta-feira (15), o Corpo de Bombeiros Militar, em parceria com a Polícia Civil, realizaram o primeiro transporte aéreo entre hospitais de uma vítima com suspeita de COVID-19. O paciente foi transportado em um capsula de isolamento no helicóptero Bell Huey II da Polícia Civil, da cidade de São José do Vale do Rio Preto, na Região Serrana, para Miguel Pereira, no sul do Estado.
A cápsula ajuda tanto na segurança do paciente como também das equipes que estão a bordo, pois reduz a carga de trabalho dos tripulantes e da equipe médica. Esse helicóptero foi utilizado para esse trasporte devido seu espaço de cabine, pois favorece o embarque e o desembarque da capsula, possibilita a intervenção médica se for necessária e mantém isolamento dos pilotos e da equipe médica.
1 de 3
Governo do Rio usa pela primeira vez capsula de isolamento para transportar paciente com suspeita de COVID-19. Foto: Divulgação.
Governo do Rio usa pela primeira vez capsula de isolamento para transportar paciente com suspeita de COVID-19. Foto: Divulgação.
Governo do RJ utilizou pela primeira vez capsula de isolamento para transportar paciente com suspeita de COVID-19
Treinamentos
O Corpo de Bombeiros do Rio, através das unidades especializadas do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) e do Grupamento de Operações com Produtos Perigosos (GOPP), realizaram treinamentos especiais com os bombeiros militares que atuam no socorro aéreo da corporação sobre o uso correto do equipamento. Assim, foi possível a realização dessa operação.
A capacitação, aliás, incluiu aspectos como desinfecção e montagem, prevenção e controle de exposição e deslocamento do equipamento até a aeronave. A instrução também foi extensiva a agentes da Polícia Civil, que estão dando apoio à operação de transporte.
1 de 5
Governo do Rio usa pela primeira vez capsula de isolamento para transportar paciente com suspeita de COVID-19. Foto: Marcus Coelho.
Treinamento - Governo do Rio usa pela primeira vez capsula de isolamento para transportar paciente com suspeita de COVID-19. Foto: Marcus Coelho.
Governo do Rio usa pela primeira vez capsula de isolamento para transportar paciente com suspeita de COVID-19. Foto: Marcus Coelho.
Governo do Rio usa pela primeira vez capsula de isolamento para transportar paciente com suspeita de COVID-19. Foto: Marcus Coelho.
Governo do Rio usa pela primeira vez capsula de isolamento para transportar paciente com suspeita de COVID-19. Foto: Marcus Coelho.
Rondônia – A Prefeitura de Porto Velho assinará, em breve, convênio com o Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros, para que o GOA faça o transporte aeromédico de pessoas doentes que necessitam de atendimento de urgência, que residem em localidades do Baixo Madeira e nos distritos mais distantes da cidade de Porto Velho.
O secretário Municipal de Saúde, Orlando Ramires, e a gerente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Marta Cavalcante, reuniram-se com o capitão do GOA, Philipe Maia, para discutirem os termos do convênio, que incluem o cadastramento da aeronave e a contrapartida da Prefeitura e do Estado.
O convênio necessita ainda passar pela aprovação do Ministério da Saúde. Concluído os trâmites legais, o contrato de prestação de serviço será celebrado.
Rio de Janeiro – O Instituto Nacional de Cardiologia (INC) realizou no dia 05 de março uma cerimônia que reuniu representantes da Força Aérea Brasileira (FAB), Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), entre outros profissionais, cuja atuação foi imprescindível para a realização de dois transplantes de coração no dia 06 de fevereiro.
Médicos, enfermeiros, pacientes, CBMRJ, PMERJ e FAB homenageados pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
“Naquele dia, com as Linhas Vermelha e Amarela fechadas por manifestações, as equipes tiveram de realizar um trabalho muito bem articulado para chegar a tempo no INC. De fato, esse trabalho não é isolado. Não é de uma só pessoa. Para dar certo, depende de todo o grupo”, conta João Manoel, diretor do INC.
Um dos órgãos, captado em Saracuruna, no bairro de Duque de Caxias (RJ), venceu os bloqueios na Av. Brasil, Linhas Vermelha e Amarela, onde manifestações e conflito entre bandidos e policiais impediria que o órgão chegasse a tempo em Laranjeiras, onde fica o INC.
A solução foi o transporte por helicóptero. Foi empregada uma aeronave do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do CBMERJ. Em 2016 e 2017, o GOA transportou 64 órgãos. Até fevereiro de 2018 já foram 21 órgãos transportados pelos helicópteros do Grupamento. Em 2017 foram voadas 127 horas e em 2018, 34 horas transportando órgãos.
Helicópteros operados pelo GOA/CBMERJ e utilizados nos transportes de órgãos no Rio de Janeiro. Foto: Rammon Dias CBMRJ.
O outro transplante salvou a vida de um menino de 12 anos. O órgão de um doador adulto de Curitiba chegou ao Rio com o apoio do 3º Esquadrão de Transporte Aéreo (3º ETA) da Força Aérea Brasileira (FAB). Do aeroporto ao INC, a ambulância com o coração doado foi escoltada por motociclistas da Polícia Militar.
Desde a assinatura do Decreto nº 8.783, de 6 de junho 2016, que autoriza uma aeronave da Força Aérea Brasileira a estar à disposição para o apoio ao transporte de órgãos para transplante, até o dia 4 de março de 2018, já foram transportados 476 órgãos. Desse total, foram 223 fígados, 129 corações, 71 rins, 21 pâncreas, 22 pulmões, 06 tecidos ósseos e 04 baços.
“É um momento de muito orgulho e muita honra representar os nossos heróis anônimos. O lema da academia onde me formei é ‘aqui se aprende a comandar heróis’. Essa homenagem será muito bem lembrada pela corporação. Estamos muito gratos. Estamos à disposição”, agradeceu o coronel Roberto Robadey, secretário de Estado de Defesa Civil e Comandante Geral do CBMERJ.
Os militares do 3º ETA receberam as homenagens do INC. Foto: FAB.
Em um depoimento emocionante, o pequeno Matheus Guimarães (12 anos), que recebeu um dos dois corações captados, compartilhou um pouco da sua experiência provocando comoção entre os presentes no auditório.
“Antes, quando ia respirar, sentia necessidade de puxar mais ar. Agora não, eu só puxo a quantidade certa de ar”, revelou Matheus mostrando, entre brincadeiras com o público presente, que se recupera bem da cirurgia.
Também foram homenageados a coordenação do Sistema Nacional de Transplantes (SNT); a coordenação do Programa Estadual de Transplante (PET); o cardiologista Alexandre Siciliano Colafranceschi e a enfermeira Tereza Cristina Guimarães, profissionais do INC que iniciaram e desenvolveram os projetos de melhorias no Serviço de Transplante e Insuficiência Cardíaca do Instituto.
Personalidades como Dado Villa-Lobos e Tony Platão, da música, e Reginaldo Faria, da teledramaturgia, também estiveram presentes e compartilharam suas experiências como pacientes do INC.
Ampliando a assistência
Além da relevância nacional na área de ensino e pesquisa, na promoção de diretrizes nacionais e de ajudar na incorporação tecnológica, o instituto também produz muito. Em 2017 foram realizadas em torno de 70 mil consultas pelo instituto, que também foi responsável por 67% de cateterismos, 74% dos procedimentos de cardiopediatria, 53% das cirurgias de aorta e cerca de 60% de cirurgias de revascularização do miocárdio, na cidade do Rio de Janeiro.
Também em 2017, o INC ampliou em 54% as cirurgias cardíacas infantis, em relação ao mesmo período no ano anterior. Foram 343 cirurgias em comparação as 186 realizadas em 2016.
Além disso, o INC registrou um aumentou de 40% no número de transplantes de coração em relação ao ano anterior. Foram 10 transplantes de coração em 2017, sendo um deles em paciente pediátrico. O INC é a única unidade pública que faz este procedimento no estado do Rio de Janeiro.
Militares do Corpo de Bombeiros e do 3º ETA ao lado de Matheus Guimarães. Foto: CBMERJ.
Rio de Janeiro – Prontidão para salvar vidas. É como está sempre a tropa de elite do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) dos Bombeiros do Rio de Janeiro. Eles são responsáveis por chegar de helicóptero em casos graves de resgate, e atendem a quase todo tipo de emergência, não apenas na capital, mas em qualquer município fluminense.
Treinamento de rapel realizado pelo Grupamento de Operações Aéreas. Fotos: Carlos Magno
Somente no ano passado, foram 359 vítimas salvas dos 576 voos operacionais realizados pelo GOA, que atua ainda contra incêndios ambientais.
Segundo o tenente-coronel do grupamento, Adalberto Sobral Neiva, a rotina do GOA é um trabalho de pronta-resposta e conta com uma equipe altamente capacitada para atender a qualquer tipo de socorro à população.
“Temos 100 bombeiros, distribuídos em alas de serviços, que estão prontos diariamente para atender qualquer evento aeromarítimo, aeroterrestre ou aeromédico. Eles são médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, guarda-vidas e tripulantes operacionais especialistas em resgate em altura, todos prontos para atender a qualquer solicitação de socorro e de apoio”, disse o tenente-coronel.
Hoje, o Corpo de Bombeiros possui quatro helicópteros de salvamento e opera também uma quinta aeronave, da Secretaria de Saúde, que atua exclusivamente para o transporte de órgãos: o helicóptero verde.
Treinamento
Para um militar ser um tripulante operacional e participar de resgates em operações aéreas, além de ser bombeiro profissional, precisa ser especializado. É necessário realizar curso de qualificação de salvamento em alturas, montanha ou combate a incêndio ambiental. Depois, o militar presta concurso para ingressar no grupamento aéreo.
Dia a dia do Grupamento de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros. Fotos: Carlos Magno
Militares reúnem histórias de sucesso
Há 26 anos no Corpo de Bombeiros e 19 em operações aéreas, o tenente-coronel Adalberto Sobral Neiva foi responsável por muitos resgates e ressalta a importância do helicóptero para as missões mais difíceis.
“Diariamente, percebemos que o helicóptero é um diferencial para a vida. Já salvamos um alpinista que estava quase sem sinais vitais após uma queda, foi muito difícil, mas conseguimos. Após passar meses no hospital, ele nos visitou agradecendo por sua vida e assim faz até hoje. Todo natal vai nos visitar. Isso não tem preço”, disse Neiva.
Dia a dia do Grupamento de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros. TCel. Neiva. Fotos: Carlos Magno
O subtenente Nelson Assunção Machado, com 28 anos no Corpo de Bombeiros, já salvou mais de mil vidas. O guarda-vidas foi um dos primeiros a chegar na busca ao helicóptero do Ulisses Guimarães e responsável por resgatar os corpos das vítimas do acidente, ocorrido em outubro de 1992.
“É muito gratificante devolver uma vida para sua família, isso me move e pretendo continuar até quando meu corpo aguentar. Precisamos manter o nosso emocional sempre em equilíbrio, pois além do físico, contamos muito com ele no momento que é preciso manter tranquilidade sob fortes pressões e situações perigosas que vivenciamos todos os dias”, afirmou o bombeiro Nelson Assunção Machado.
Paraná – O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) da Polícia Civil do Paraná realizou o primeiro transporte aéreo de uma equipe médica da Central Estadual de Transplantes, saindo do Aeroporto do Bacacheri com destino ao heliponto do Shopping Estação – próximo ao Hospital Santa Casa, local em que deveria chegar um coração vindo do município de Chapecó.
O GOA foi acionado pela Casa Militar do Estado para prestar apoio até o ponto mais próximo do hospital, com o intuito de proporcionar maior agilidade e mitigação do tempo para o sucesso do transplante.
O percurso durou em média quatro minutos, se o transporte fosse realizado em via terrestre levaria de 20 a 30 minutos – o que poderia comprometer o resultado positivo do processo.
O delegado coordenador do Goa, Renato Coelho de Jesus, explica que o órgão a ser transplantado tem um determinado tempo em que pode ficar fora do corpo, por essa razão o transporte rápido foi essencial para a realização do procedimento, bem como para diminuir a recusa do paciente.
“Além de cumprirmos diariamente nossas missões, estamos a disposição de todos os órgãos para prestar apoio no que for necessário”, finaliza o delegado.
Com cem missões cumpridas e 500 horas de voo, o Grupo de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia contribuiu para que o governo economizasse cerca de R$ 1,2 milhão com o transporte de pacientes em estado grave para centros especializados da capital e outros Estados. “Das cem missões realizadas, 80% foram para o transporte aeromédico de pessoas em circunstâncias graves”, ressalta o major BM Leal, comandante do Grupamento.
Os outros 20% são missões realizadas em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), através do programa de Tratamento Fora de Domicilio (TDF). “Nós auxiliamos pessoas que, de outra forma, teriam dificuldade em usufruir deste serviço”, comenta o major.
Criado no dia 26 de março de 2012, através da Lei Estadual nº 2.699, o GOA vem, desde então, salvando vidas e reduzindo custos para o Estado. “Temos voado muito transportando pacientes em estado grave que, para serem salvos, necessitam do fator tempo”, explica Leal.
De acordo com dados da Sesau, o custo para uma remoção aérea para o Estado é algo em torno de R$ 80 mil reais. Através do GOA, esse valor é reduzido para R$ 8 mil. Há ainda, na prestação do serviço, o fator segurança, reduzindo a possibilidade de aumentar a implicação do trauma dos pacientes transportados.
Estrutura
Dois aviões compõem a frota do Grupo, um bimotor avaliado em R$ 1 milhão, doado pela Justiça Federal e um monomotor de R$ 400, repassado pela Justiça do Estado. Há previsão para aquisição de mais duas aeronaves. Uma para o combate a incêndio florestal e outra para transporte de tropa, que já se encontram em processo licitatório. Existe a possibilidade também da locação de um helicóptero para atender a capital.
As principais cidades atendidas são Cacoal, Rolim de Moura, Machadinho, Espigão e Vilhena. Fora do Estado, de acordo com o Comandante, já foram realizadas missões para Barretos, São Paulo, Fortaleza, São Luiz, Rio de Janeiro e Brasília. “Para se ter uma ideia de Porto Velho a Vilhena são nove horas de viagem através da BR 364, de avião este tempo é reduzido para 2 horas”, afirma o major BM Leal.
O helicóptero Bombeiro 05 do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros caiu, na tarde deste sábado (29), no mar da Praia de Copacabana, na altura do Posto 2, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo 3º Grupamento Aeromarítimo (GMar) de Copacabana. O helicóptero era um AS350 B3, matrícula PP-BRJ.
De acordo com o GMar, a aeronave fazia salvamentos de rotina na praia, quando aconteceu o acidente. A aeronave adernou e depois afundou. O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, informou que os tripulantes foram resgatados com ferimentos leves.
Quatro tripulantes e um homem que estava sendo salvo pelo helicóptero foram resgatados. De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, o piloto e um dos tripulantes foram encaminhados para o Hospital Miguel Couto, na Zona Sul da cidade, e passam bem. Eles serão transferidos para o Hospital Central Aristarcho Pessoa (HCAP), dos bombeiros, no Rio Comprido, na Zona Norte. Na aeronave estava o comandante, copiloto, tripulante operacional (Fiel) e guarda-vida.
A aeronave estava fazendo um aproximação no mar para realização de salvamento, inclusive o guarda-vida já estava posicionado no esqui da aeronave. Um pouco antes do pairado a aeronave iniciou uma descida brusca, porém controlada pelo piloto e tocou a água. Nesse momento a aeronave adernou e a tripulação saiu ilesa. A aeronave afundou no mar e os bombeiros iniciaram ações para a sua retirada. O helicóptero, que está submerso, será resgatado com a ajuda de flutuadores e posteriormente rebocado.
Confira a seguência do acidente:
Um dos tripulantes teve torção do tornozelo e os demais passam bem. Lanchas e guarda-vidas do 3º GMar (Grupamento Marítimo), responsável pela área de Copacabana, estavam no local para dar socorro aos tripulantes que estavam no helicóptero no momento do acidente. Foram também ao local outro helicóptero do Corpo de Bombeiros e o helicóptero da Polícia Civil, que inclusive lançou guarda-vida no mar.
“É a primeira vez que isso acontece com uma aeronave da corporação, e ainda não sabemos o que provocou o acidente. Só sei que os tripulantes foram resgatados com vida, apenas com ferimentos leves”, disse Simões. Equipes do Corpo de Bombeiros enviadas para o resgate permanecem no local.
As causas do acidente serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e ainda não se sabe efetivamente o que aconteceu com a aeronave durante o salvamento.
Confira o vídeo do acidente:
Fonte: Piloto Policial, com informações de G1, UOL, O Globo.
Santa Catarina – No dia 31 de janeiro de 2010, a guarnição do “ARCANJO 01” (helicóptero do CBMSC) foi acionada para o atendimento de uma vítima de acidente náutico, na Ilha do Campeche.
Santa Catarina – Pela primeira vez na história do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, uma aeronave ajudará seus profissionais no salvamento, busca e resgate de vítimas, missões constitucionais afetas à Corporação que completará 84 anos de existência no dia 26 de setembro de 2010.
A solenidade de entrega aconteceu nesta manhã (20/01), no Grupamento de Busca e Salvamento, em Florianópolis e contou com a participação da Senadora Edeli Salvati, do Secretário de Segurança e Defesa do Cidadão, Deputado Ronaldo Benedet, de Secretários de Estado, do Comandante e do Subcomandante-Geral da Corporação, Coronéis Álvaro Maus e José Cordeiro Neto, de Oficiais e Praças do CBMSC da Ativa e da Reserva remunerada, de Militares de outras instituições, integrantes do SAMU, da comunidade e da imprensa.
Solenidade de entrega da aeronave. Foto: Sd BM Avelino
A aeronave está sendo fornecida pela empresa Helisul Táxi Aéreo, modelo Esquilo HB 350 B, prefixo PT-HLU, ano de fabricação 1982, que voará de 30 a 40 horas/mês, num valor por hora voada de R$ 3.970,00, com um valor total contratado para 120 hs de R$ 476.400,00.
Trata-se de uma decisão tomada pelo Comando Geral da Corporação, apoiado pelo Secretário da Segurança Pública, tendo por pressupostos que os serviços de busca, resgate e salvamento é missão constitucional do CBMSC, inclusive as realizadas por via aérea. Estas missões vinham sendo realizadas pelas Policias Militar e Civil e continuarão em apoio às operações do CBMSC.
O CBMSC está atuando na Operação Veraneio 2010 com pelo menos 1.200 guardas vidas em terra, cujo apoio aéreo próprio e exclusivo é imprescindível. Sem dúvida, um momento histórico para o CBMSC, que assume o cumprimento de mais uma missão que lhe é afeta, fato que certamente será motivo de orgulho para todos os Bombeiros, e razão de exaltação e de aplausos da população, principalmente, quando a aeronave, com as cores do bombeiro, passar a cruzar os céus catarinenses, aumentando a segurança, pois, o socorro aéreo, também passa a ser prestado por profissionais habilitados para isso.
Helicóptero ARCANJO 01 do GOA-CBMSC. Foto: Sd BM Avelino
O Arcanjo 01, o chefe dos anjos, tem capacidade para transportar até 06 pessoas, sendo 02 pilotos, 03 tripulantes e uma vítima. Possui autonomia de vôo para 03 horas e 20 minutos e utilize o querosene como combustível. Voa a uma velocidade de 100 nós, equivalente a 180 Km por hora. Possui equipamentos especializados, como o bambi-bucket, (cesto para transporte de 500 litros de água), utilizado para controle de incêndios florestais.
Atuará sobretudo no socorrimento e salvamento de pessoas, em ações de resgates, acidentes em geral onde o tempo resposta é fator fundamental para a salvaguarda da vida do acidentado. Para isso está equipado com macas de ribanceira e equipamentos para resgate. Esta aeronave operará em parceria com o SAMU e voará do nascer ao por do sol.