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MARCUS VINICIUS BARACHO DE SOUSA

Quem quer drone…

MARCUS VINICIUS BARACHO DE SOUSA
Capitão da Polícia Militar de São Paulo

Com as possibilidades multimissão que os drones (RPA) oferecem a um custo bem reduzido, se comparado às aeronaves, percebe-se a movimentação e o interesse de várias organizações públicas para a obtenção desse equipamento.

Nas iniciativas observadas, nota-se o foco na execução e nem tanto na gestão, de modo que, essa ferramenta possa ser integrada aos processos produtivos organizacionais, e potencialize a capacidade de entrega de serviços para contribuir com a excelência no cumprimento da missão.

Diferente de um indivíduo que adquire um drone para lazer ou trabalho, as organizações públicas devem refletir um pouco mais sobre o emprego dessa tecnologia em suas rotinas de trabalho, pois, atuarão em benefício da sociedade.

No processo decisório para aplicação dos drones, deve-se pensar em algumas situações:

  • A Organização quer comprar um drone e deverá assumir toda a demanda que vem com essa decisão, levando-se em consideração a infraestrutura necessária para gerenciar a formação de pessoas, padronizações, homologações, manutenção, responsabilidades jurídicas em decorrência de inconformidades operacionais que possam ocorrer e logística para que não aconteça o sucateamento de material.
  • Contratar o serviço com operação (completo) de uma empresa especializada em drones, aproveitando-se da expertise e estrutura que já existe, agregando essa parceria aos seus processos operacionais. Nesse formato, basta pagar pelo serviço, não havendo preocupações em operar ou administrar um conteúdo que vá além de suas necessidades operacionais. Esse serviço inclui operação, software de tratamento de imagem, fornecimento do drone e seus acessórios, manutenção, seguro, treinamento, garantia, etc.
  • Contratar o serviço sem operação (parcial) de uma empresa especializada em drones, onde a operação fica sob responsabilidade da organização e o fornecimento de software de tratamento de imagem, fornecimento do drone e seus acessórios, manutenção, seguro, treinamento, garantia, etc. fica sob a responsabilidade da empresa contratada. Nesse modelo a organização oferta à empresa parte de sua estrutura, que pode operacionalizar o trabalho conjunto, dispor da mão de obra para atuar como operadores, ou oferecer as instalações físicas que possui.

A aquisição com serviço ou o modelo puro de serviço são exemplos que podem reduzir custos contratuais e viabilizar uma operação sustentável, racional e duradoura.

A simples aquisição do drone sem avaliação de suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, pode significar um futuro colapso operacional, comprometendo a imagem da organização, gerando deformidade nos processos, desperdício de tempo e recursos.

Finalmente fica a indicação da construção de uma Matriz SWOT para auxiliar na ponderação sobre qual caminho seguir.

Bons voos, com boa gestão!

A avó e o rio

MARCUS VINICIUS BARACHO DE SOUSA
Capitão da Polícia Militar de São Paulo

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Minha avó morava quase em frente ao Rio Paraíba do Sul e ficávamos, eu e ela, da janela de seu apartamento, admirando a correnteza, pássaros e outros animais que por ali passavam, foi numa oportunidade dessas que ela me disse: “Em poucos anos vamos precisar tomar a água do Rio Paraíba e não vai ter para todo mundo”.

Há mais de trinta anos, e muito jovem, achei que a afirmativa da minha avó era uma grande brincadeira e que jamais aconteceria, e a ideia de tomar aquela água barrenta que passava a poucos metros da nossa residência, também não agradava.

Essa história ficou no passado, sem pouca importância, mas depois de passar pela grande seca que enfrentamos em São Paulo, no ano de 2014, testemunhamos na mídia as iniciativas, projetos e obras para aproveitar as águas do Rio Paraíba, procurando trazer à Capital Paulista o líquido tão precioso e quase raro naquela ocasião.

Vi que minha avó, em sua humildade e pouco estudo, me ofereceu a oportunidade de aprender com sua experiência, ainda que naquele momento eu não estivesse pronto para perceber, a lição dada foi eficaz anos depois.

A experiência é o ativo intangível que o empregado pode oferecer à Organização, funcionários antigos podem contribuir positivamente com o desenvolvimento organizacional, uma vez que, já viveram muitas situações práticas no exercício do trabalho, e conhecem bem as rotinas.

Alguns Gestores são incapazes de perceber a importância desse recurso humano valioso, vendo os veteranos como concorrentes, ignorando suas opiniões e destacando os novatos em detrimento dos servidores mais velhos.

Tais posturas comprometem a cultura organizacional, fragilizam a segurança do trabalho e servem de mal exemplo à geração nova.

Quando não se respeita os mais experientes, perde-se conhecimento e abre-se espaço para os erros, violações, concorrência interna desleal e outras inconformidades, que desfavorecem o ambiente de trabalho, a produtividade e a qualidade na entrega do produto ou serviço.

Valorize o veterano e agregue valor à sua Organização!

Bons voos, com boa gestão!

A Carta

MARCUS VINICIUS BARACHO DE SOUSA
Capitão da Polícia Militar de São Paulo

Ao chegar ao seu escritório, um piloto vê sobre a mesa uma carta, procurando recolher seus pertences, a coloca no bolso e segue para casa. Era fim do dia e dos tempos de voo e missões, chegara para ele a aposentadoria e muitos pensamentos ocupavam sua mente.

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Rápido e sem perceber, guardou aquele pedaço de papel, sem chamar muita atenção.
Já em casa, cansado, deita-se e começa a fazer uma avaliação de todo o tempo em que trabalhou na aviação de segurança pública, quando vem o sono e o leva a sonhar. No devaneio, um anjo se aproxima e pede que tire a carta do bolso, para que possa ler, embaralhadas as letras, pelas lágrimas que chegam, enxerga algo mais ou menos assim:

Chefe… sentimentos de alegria e tristeza se misturam como tinta, ao sabermos que vai embora, pois, compreendemos que encerra com brilhantismo uma jornada, mas a iminência da sua ausência já nos abala. Não sei se me farei entender, e tão pouco, expressar o que nossos colegas estão sentindo, pois, nunca passou por aqui, um líder que se preocupasse tanto conosco.

Ao contrário dos demais, você não sabia dizer quantas horas de voo tinha ou quantas missões fez, apenas revelava que todas elas foram dedicadas a salvar vidas, proteger pessoas, ensinar novos pilotos a fazer o mesmo e que suas missões foram todas focadas no amparo à sociedade.

Perguntamos um dia sobre quantas aeronaves sabia pilotar e sua resposta foi: “só sei pilotar as que servem para ajudar as pessoas.”. E quando questionamos sobre suas habilitações, treinamentos e cursos que fez, respondeu: “só tenho o necessário para voar até onde ninguém quer ir e depois retornar.”.

Não vimos medalhas em seu peito e ao indagarmos por que não as usava, sorrindo nos disse: “vocês estão olhando no lugar errado, minhas medalhas são a lama em minhas botas, o cheiro de querosene em meu macacão, as luvas de voo gastas, o capacete riscado pelo tempo e o abraço que recebo de meus amigos e da minha família, ao final de cada dia.”.

Sua coragem nos levou a frente, um passo de cada vez, mas a cada conquista, conseguíamos nos enxergar mais preparados e capazes de cumprir nossas obrigações. Fazendo do simples, a medida para a solução de problemas e crises, era você quem nos alertava que não havia necessidade de “ser o melhor”, mas apenas o suficiente para desempenhar cada missão, isso porque “ser o melhor” é algo relativo, mas ser suficiente é definitivo.

Marcando sua preocupação com a qualidade e não com a quantidade, não cansamos de ouvir sua melhor frase: “quanto menos, melhor!”, pois, sempre valorizou o trabalho bem feito, pelas poucas pessoas dedicadas, nos ofertando gratidão a todo o momento.

Chefe, agora é a nossa vez, obrigado por tudo que fez e segue com Deus!

Nesse momento o piloto acorda, sem saber direito o que era sonho ou realidade, procura a carta no bolso do macacão, não a encontra…preocupado de tê-la perdido, ao retornar ao quarto, depara com o envelope meio que aberto na cabeceira de sua cama. Abre, lê tudo que está escrito e percebe que não havia encerrado sua história, mas sim, contribuído para começar a de muitos outros.

Bons voos, com boa gestão!

Drones: Reinventando as Organizações Aéreas de Segurança Pública

MARCUS VINICIUS BARACHO DE SOUSA
Capitão da Polícia Militar de São Paulo

Os drones chegaram, antes com certo tom de entretenimento, agora sua aplicação já foi regulamentada no Brasil. Acredito que ainda há um longo caminho a percorrer e muito a descobrir, quando consideramos o emprego desse equipamento na Segurança Pública e na Defesa Civil.

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Significa então o fim das Organizações Aéreas de Segurança Pública – OASP? A inquestionável oportunidade de redução de custos e simplicidade de uso que o drone pode oferecer a seus operadores, vai levar a uma estagnação das operações com aeronaves convencionais?

Acredito que tudo dependerá de uma avaliação situacional de cada OASP, dentro do seu ambiente interno e externo. Dessa forma há que se fazer uma revisão de seus processos produtivos e do portfólio de entrega de seus serviços, aos usuários.

Muito em breve os drones serão simplesmente operados por policiais, bombeiros e outros agentes públicos nas mais diversas missões. Estarão integrados a qualquer viatura, como se fosse o rádio, tablet ou o estepe. Chegando ao cenário de uma ocorrência, o agente vai identificar a necessidade e, ao invés de chamar uma aeronave, irá abrir o porta-malas do veículo e começar a utilizar seu RPA.

Diante dessa realidade, as OASP já podem começar a rever processos e procedimentos, evitando uma concorrência que será inconveniente e buscando a integração com essa inovação tecnológica, potencializando as atividades dos usuários.

Algumas atividades serão indiscutivelmente melhor desenvolvidas pelos RPA, porém, nem tudo poderá ser feito por esses aparelhos e, nessa ótica, pode-se inovar o emprego das nossas tradicionais aeronaves.

Bons voos, com boa gestão!

Consolidação da gestão

MARCUS VINICIUS BARACHO DE SOUSA
Capitão da Polícia Militar de São Paulo

Se não forem levadas à extinção pelas pessoas, as Instituições tendem a existir por muitos anos. Essa afirmativa encontra força na ideia de que são as pessoas as principais protagonistas da história de qualquer Organização.

estruturaEntão de pouco adianta uma liderança sem o foco na gestão participativa, pois, gestores que não se prepararam vêm perdendo a oportunidade de conduzir seus colaboradores para a conquista de objetivos claros e alinhados a uma missão organizacional, e tão logo se afastam da liderança, constatam suas obras desconstruídas, descontinuadas e suas iniciativas apagadas.

Isso ocorre porque as ações realizadas sem base institucional se mostram fragilizadas e rapidamente, são rechaçadas pela Administração seguinte e assim por diante vai seguindo o processo de tolerar a gestão egocêntrica anterior e rebater seus efeitos, quando é trocado o corpo gestor.

Somente quando as iniciativas são claras e planejadas dentro dos interesses institucionais, essas conseguem prosperar no tempo, sendo aceitas sem perceber, pelos funcionários que raramente se lembram de quem realmente as viabilizou, porque tais empreendimentos chegam como resultado de processos que envolveram todos, independente do setor em que trabalham.

Em resumo, as Corporações Públicas ou Privadas, são constituídas de pessoas, que são os ativos principais e dessa forma devem ser encaradas. O gestor que não considera os colaboradores em seus projetos, raramente consegue sucesso ou sedimenta realizações que perdurem ao longo do tempo.

É preciso, rapidamente, abandonar o “BOM PARA MIM!” e implantar o “BOM PARA TODOS!”.

Bons voos, com boa gestão!

Medalhas da Vida

MARCUS VINICIUS BARACHO DE SOUSA
Capitão da Polícia Militar de São Paulo

Não tenha receio em ser um bom gestor! Mesmo quando as expressões a sua volta são negativas, vale a pena seguir em frente.

Ainda que suas boas idéias sejam copiadas e nem sempre receba os créditos, mesmo quando as ações são tomadas anos depois de seus alertas, como se surgissem hoje. Brotam as alegações de não terem sido avisados.

Nunca foi fácil orientar interesses individuais para uma única direção, favorecendo a todos, mantendo a sua motivação e de seus colaboradores. Nem sempre prevaleceu a escolha com base na competência, na dedicação e no comprometimento, mas continue firme nesse propósito.

O gestor atravessa sozinho o “Vale dos Aduladores”, hoje em dia fortalecidos pela tecnologia, nem precisam mais sair de suas salas, fazendo das redes sociais suas ferramentas da bajula, fofocas e incineração.

É o desafio do dia a dia, é se perguntar a todo o tempo se vale a pena acreditar, mas a resposta está dentro de cada um e a força para continuar vem com as “Medalhas da Vida” e não com as medalhas do Homem.

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O que seriam as Medalhas da Vida?

Nada mais que gratidão humilde de um cidadão, o aperto de mão sincero de um servidor, que contemplando firme em nossos olhos atesta a confiança no trabalho realizado, as vidas que foram salvas e o acidente que não aconteceu com seus funcionários, por causa da excelência de sua gestão.

As medalhas da vida chegam para quem fez o que devia, nunca se omitiu e jamais perdeu a oportunidade de contribuir com o aprimoramento contínuo de sua Instituição. Tais comendas afloram no peito dos que têm a coragem para o contraditório construtivo, fazendo o certo quando ninguém mais faz, ou que prioriza o coletivo em detrimento do individual.

São distinções oferecidas a uma consciência que repousa tranquila no divã do dever cumprido ou se apresenta como uma condecoração oferecida pelo olhar orgulhoso da família, que só o bom gestor pode receber com honra.

As medalhas da vida vêm para quem merece e são usadas no peito, assim como as medalhas do Homem, só que há uma diferença.

As medalhas da vida a gente usa do lado dentro do peito, ninguém vê, mas todos sabem distinguir quem pode ou não ostenta-las.

Bons voos, com boa gestão!

Rotação Interna da Força de Trabalho

MARCUS VINICIUS BARACHO DE SOUSA
Capitão da Polícia Militar de São Paulo

Para as OASP (Organização Aérea de Segurança Pública), fiz uma proposta de dimensionamento da força de trabalho, como forma de minimizar os impactos da falta de efetivo (comum nesse setor) e dinamizar o serviço operacional e administrativo.

rotatividadeDimensionar a atuação de seus colaboradores, significa ter a pronto emprego, funcionários que são capacitados a contribuir com os processos de apoio e os processos operacionais, portanto, seria interessante contar com um profissional que consegue trabalhar no setor operacional e no setor administrativo, por exemplo.

Essa proposta encontra sustentação quando percebemos que em geral, não se voa 100% do horário de trabalho, nessas Instituições, possibilitando envolver seus integrantes com os processos produtivos de forma a incentivar a gestão participativa.

Dentro dessa ideia, pode-se aplicar a rotação dos colaboradores (funcionários), nos setores da OASP. Significa que será oferecido a todos, a oportunidade de trabalhar nas diversas áreas, fazendo com que aprofundem o conhecimento em cada setor e compreendam como funciona a Corporação que integram e como podem cooperar para a realização dos objetivos organizacionais.

Essa prática também favorece a sinergia entre os setores da OASP, e cada integrante passa a reconhecer a importância de todos os serviços que são realizados, tornando-os mais eficientes e adequados às necessidades da Organização Pública, além de promover o entendimento comum em torno do papel individual dentro dos planos e projetos em desenvolvimento.

Ter a chance de trabalhar nas diversas áreas de uma OASP beneficia a inovação de ideias, onde cada integrante se vê motivado a melhorar o processo e contribuir com o crescimento e desenvolvimento organizacional. Dessa forma possibilita-se a preparação da liderança, ampliando o conhecimento dessas pessoas para que gerenciem melhor os recursos e processos sob sua tutela.

Não se tem um tempo definido para promover a rotatividade nas funções, mas acredito que a cada dois anos, seja um período adequado para que as pessoas conheçam o setor em que estão trabalhando, contribuam com suas ideias e estejam prontas para novos desafios. Fica para cada Gestor definir esse prazo, conforme entenda oportuno para sua OASP.

A prática tem mostrado que a permanência de pessoas na mesma área por muitos anos, leva a uma estagnação do setor, esvaziando a possibilidades de empreender e bloqueando as iniciativas, quando ocorrem, no sentido de promover mudanças. Tudo isso leva a uma onda de desmotivação que contamina o trabalho e compromete a eficiência, logo, chegando ao desalinhamento institucional.

Promova a melhoria contínua de seus processos e incentive a rotatividade de pessoas nos setores da OASP.

Bons voos, com boa gestão!

Finda 2016. Encaremos 2017 com otimismo e boa gestão!

MARCUS VINICIUS BARACHO DE SOUSA
Major da PMESP

Estamos fechando o ano de 2016 com grandes dificuldades econômicas e financeiras do País e de seus Estados. Qual seria a expectativa para 2017?

Acredito que no ano que começa, não haverá grandes melhoras na economia nacional e se até pouco tempo, era comum tentar fazer mais com menos, vejo que o desafio será fazer o mesmo, com menos ainda. Então, precisamos ser otimistas.

Gestores de OASP serão desafiados a colocar em prática todos os conhecimentos e experiências para manterem suas Instituições operantes e servidoras da sociedade.

Depara-se agora com a PEC do Teto de Gastos, Reforma Administrativa e outras iniciativas da União, que logo irão repercutir nos Estados e poderão impactar as Organizações Aéreas de Segurança Pública (OASP).

Algumas medidas podem amenizar e possibilitar que as OASP enfrentem essa crise econômica, superando seus efeitos, mantendo a qualidade de seus serviços e a imagem positiva, junto à seus usuários.

Veja o que pode fazer para tornar 2017 um bom ano para sua OASP e seus colaboradores:

1) Considere seriamente o cumprimento da Missão de sua OASP, evitando sua fragmentação e perda de foco, direcionando toda a energia para realizá-la;

2) Tenha um Planejamento Estratégico formal e de conhecimento de todos os colaboradores;

3) Avalie seus processos produtivos e de apoio, tornando-os atualizados e capazes de atender seus usuários, evitando perdas de tempo, recursos e conhecimento;

4) Defina processo para a gestão de não conformidades, fazendo delas, uma oportunidade de melhoria e aperfeiçoamento;

5) Evite desperdícios com deslocamentos, transportes de material ou movimentações de pessoas, criando critérios bem definidos para esses itens e dê preferência às reuniões com vídeo conferência, e-mail, e outros aplicativos que permitam a transmissão de informações;

6) Otimize a sua estrutura organizacional, tornando-a enxuta e capaz de potencializar o emprego de pessoas, conforme a capacitação, tornando a realização de tarefas eficiente e positiva para que os objetivos sejam alcançados;

7) Promova a sinergia entre todos os setores da OASP, tornando-os igualmente importantes e motivadores para os colaboradores que lá trabalham, potencializando a valorização das pessoas;

8) Crie um protocolo de acionamento para suas aeronaves, evitando seu emprego em missões de baixo potencial, onde sua presença não é necessária, valorize o recurso (aeronave);

9) Promova campanhas internas para redução do consumo de materiais de escritório, água, energia e telefone, bem como, evite as impressões em papel, optando pela digitalização de documentos (economiza espaço também);

10) Evite as horas de trabalho desnecessárias, onde está claro a remota possibilidade de emprego e considere a utilização do Home Office, quando aplicável;

11) Crie um escritório de gerenciamento de projetos, para viabilizar a análise de propostas e suas implementações, com base em estudos aprofundados, e com alinhamento às estratégias organizacionais,

12) Crie indicadores para acompanhar o desempenho de todos os setores da OASP e da própria organização;

13) Busque parcerias com outras OASP, Entidades e Organizações, para solução de problemas, e estude outras possibilidades para captação de recursos;

14) Mantenha uma assessoria competente, comprometida com os interesses institucionais e corajosa para discordar, pois o contraditório é construtivo, e fortalece a liderança.

Boa sorte em 2017! Seja Otimista!

Bons voos, com boa gestão!

A ampla defesa nos Conselhos de Voo

MARCUS VINICIUS BARACHO DE SOUSA
Piloto e Tenente Coronel veterano da PMESP

O Conselho de Voo (COV) tem sido o instrumento das Organizações Aéreas de Segurança Pública – OASP, ou de algumas delas, para avaliar a capacidade de seus aeronautas; pilotos, tripulantes operacionais e demais profissionais que exercem funções a bordo de suas aeronaves.

Sendo constituído um COV para deliberar sobre a elevação profissional de um agente público ou sua regressão a uma condição anterior, em razão de fatos ocorridos na atividade aérea de segurança pública, percebo a necessidade da presença do interessado ou de um representante legalmente constituído, de modo que possa acompanhar o que será tratado a seu respeito e se for o caso apresentar suas alegações, garantindo-lhe a ampla defesa.

Por ser, o Conselho de Voo, um ato da Administração Pública, deve estar em conformidade com os princípios elencados no artigo 37 da Constituição Federal (Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e a Eficiência).

Principalmente quando aplicadas as “medidas educadoras”, que impõem aos administrados uma mudança de condição profissional, ou até deliberando sobre a permanência desses na OASP ou não, fica mais evidente a necessidade de oferecer ao colaborador que está sendo submetido ao COV, todas as possibilidades de defesa, pois, trata-se de uma garantia constitucional.

“…aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”, (artigo 5º, LV da CF/88)

A Administração Pública deve dar publicidade de seus atos, garantindo ao administrado o conhecimento das decisões que de alguma forma possa interferir em seu interesse particular.

“…todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”, (artigo 5º, XXXIII da CF/88).

Outro aspecto é que as deliberações de um COV (Conselho de Voo), podem impactar positivamente ou não, a imagem do Agente Público, sua vida particular e sua carreira, portanto, não se pode suprimir a possibilidade de ampla defesa, já que esse dispositivo é um recurso constitucional que trará o equilíbrio entre a discricionariedade de quem decide no COV e a proporcionalidade dos efeitos decorrentes da decisão tomada.

A prática do COV, carente do instituto da ampla defesa, pode levar a nulidade de suas implicações, devido ao esvaziamento completo de legalidade e afronta à Carta Magna, enfraquecendo a credibilidade de seus administrados em relação à OASP, como Instituição Legalista.

Bons voos, com boa gestão!

Diagnóstico Técnico de Ação – DTA

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Cap PM Marcus Vinicius BARACHO de Sousa
Grupamento de Radiopatrulha Aérea da PMESP

Quando se escreve um POP (Procedimento Operacional Padrão), espera-se que ocorra a definição da melhor forma de realizar uma tarefa. O POP decorre de um trabalho conjunto entre os gestores e a força de trabalho, realizando pesquisas, aproveitando experiências e agregando qualidade aos serviços prestados.

Não é diferente nas Organizações Aéreas de Segurança Pública – OASP, que necessitam aprimorar constantemente suas atividades, desenvolvendo metodologias, inovando e modernizando os serviços que presta à sociedade, garantindo eficiência e segurança.

Há que se considerar nas OASP, a ocorrência de não conformidades em seus processos produtivos, impactando os procedimentos operacionais e comprometendo sua atividade.

Então, se o POP não é perfeito e pode apresentar falhas, qual seria a razão de padronizar minha Organização?

É preciso entender que o POP é uma “trilha” e não um “trilho” e pode ser objeto de inconformidades, quando aplicado na prática.

Alguns motivos que podem levar à falha de um procedimento são:

a) Erro na aplicação do procedimento

b) Violação na aplicação do procedimento

c) Desatualização do procedimento, em relação à tarefa que se pretende padronizar.

Para identificarmos as causas de ocorrência de inconformidades, na prática do POP, apresento como sugestão o DTA (Diagnóstico Técnico de Ação).

A proposta em torno dessa ferramenta é que todas as discrepâncias que ocorram na realização de um procedimento, atividade, missão de uma OASP, sejam estudadas com a aplicação do DTA.

Não importa a forma que cada OASP dará ao DTA, sendo o conteúdo desse documento o que mais interessa para a Organização.

diagnosticoO DTA não pode ser utilizado para fins disciplinares e punitivos, devendo seu conteúdo ser discutido em campo técnico, buscando entender as razões que levaram à ocorrência de não conformidades no POP.

Apenas o fato pode ser objeto de análise, não sendo adequado o foco nas pessoas ou instituições. Não se trata de buscar responsabilidades, mas alcançar o entendimento necessário para o desenvolvimento contínuo de processo e correção de procedimentos. Assim, não se pode citar nomes, construir acusações ou criar rótulos.

O DTA deverá, ao final de sua instrução, apresentar as possíveis razões das falhas nos POP e sugestões para correções e melhoria dos processos. Em geral, as correções estão em torno do treinamento adequado de pessoas, atualização do procedimento, procurando ajustar a prática à teoria, criação de novos procedimentos ou exclusão de procedimentos que não atendem mais os objetivos da Organização.

Identificado que a falha deu-se em razão de violação por parte do funcionário, este deverá ser encaminhado a cursos de aperfeiçoamento e conscientização, procurando a recuperação e profissionalização. Isso não significa que ações que violam regras e normas serão esquecidas, muito pelo contrário, devem ser apuradas com os instrumentos adequados, não sendo o caso do DTA.


Apresento um modelo de DTA para vocês


Bons voos, com boa gestão!

Você está ligado no modo Gestão?

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Cap PM Marcus Vinicius BARACHO de Sousa
Grupamento de Radiopatrulha Aérea da PMESP

Independente da sua vontade, toda a sua biografia transcorre dentro de um processo de gestão.

Você interage com o ambiente interno e externo, que influenciam diretamente o seu processo decisório.

Faz planos, alguns dão certo, outros não! Depende de recursos financeiros para o desenvolvimento do seu planejamento e se não considera-los adequadamente, acaba não realizando nada.

Com certeza estabelece objetivo, vai à busca da melhoria contínua de suas rotinas e aspira um futuro melhor.

Tem hora que as coisas não vão bem, sua avaliação não considerou alguns aspectos e por isso, volta atrás em algumas deliberações, paralisa alguns projetos, recomeça com mais cuidado.

Pode ser que se case, definindo um empreendimento, cujo principal sócio é sua esposa ou esposo.  Havendo progresso, busca ampliar o investimento, criando novas oportunidades, é quando chegam os filhos.

Logo começa a preparar seus herdeiros para darem continuidade a sua obra, ainda que eles pensem ser a deles.

Suas decisões continuarão refletindo positivamente ou não na sua vida e de seus familiares, algumas serão analisadas, pensadas, outras serão tomadas de emergência, sem tempo para refletir.

Queira ou não, vai estabelecer a sua missão, sua razão de existir, e aos poucos, vai escrevendo sua história, agregando experiência e evitando repetir erros do passado.

Fato é que suas ações ou omissões vão influenciar tudo que acontece na sua vida.

A boa notícia? Só depende de você!

Então, continue ligado no modo gestão…

 

Bons voos, com boa gestão!

O pastel

MARCUS VINICIUS BARACHO DE SOUSA

Qual seria a relação de um pastel com a aviação de segurança pública? Bem…acho que nenhuma, a não ser pelo fato de que o assunto me fez pensar um pouco.

Não faz muito tempo, enquanto assistia a um noticiário, observei uma reportagem sobre concurso de pasteis que estava sendo realizado no centro de São Paulo. Percebi que haviam muitos participantes e tinham critérios a serem avaliados pelos juízes, até que o produto fosse certificado. O que teria de impressionante na confecção de um pastel de feira? É algo simples de fazer e quanto poderia ser diferente um do outro?

Mas havia diferenças a serem consideradas, como o método de elaboração dos recheios e massa, seu armazenamento, tipo de óleo utilizado na fritura e qual a destinação dada ao que foi utilizado e demais sobras, atendimento, higiene e apresentação do produto.

Percebemos que fazer um bom pastel não é tão simples e depende de um processo produtivo bem elaborado. Com isso chegamos a conclusão que o método é tão importante quanto o resultado, não é apenas fazer mas fazer da melhor forma.

Agora fico pensando….se temos alguém que está preocupado em certificar o pastel que vende na feira, mostrando ao cliente que o produto oferecido (pastel), não é somente o mais saboroso, mas o melhor elaborado, nós que atuamos na Aviação de Segurança Pública, também não deveríamos buscar a certificação dos nossos serviços?

Qual é a melhor forma de fazer um salvamento aquático? Seria a do Grupamento Aéreo Paulista, Carioca, Mineiro, Pernambucano, etc…? Independente de quem fosse, não seria interessante identificar o melhor método e oferecer a sociedade a melhor forma de fazer?

Normalmente temos uma cultura de valorizar o resultado, esquecendo o método. Sendo positivo o resultado, tá tudo bem. Mas precisamos mudar isso e começar a dar importância ao método, identificando quais são os nossos processos produtivos e elaborando pesquisas contínuas de como realizá-los da melhor forma.

Não importa quem é mais eficiente ao realizar uma missão aérea de segurança pública, e sim que os bons métodos sejam identificados e realizados em todos os cantos do País.

A OASP (Organização Aérea de Segurança Pública) que aplica os conceitos de gestão com qualidade, enaltece as melhores práticas, padroniza seus processos, preserva seu patrimônio cultural e promove um ambiente saudável para sua força de trabalho, com segurança de voo e capacitação contínua.

Não podemos esquecer que sendo uma atividade de custos elevados e dependente do erário público, a Aviação de Segurança Pública depende muito de métodos eficientes e que garantam o aproveitamento de cada minuto voado, oferecendo a população o melhor.

Nós que trabalhamos nesse setor podemos até achar que fazemos bem, mas observe e verá que tudo pode ser melhorado e o aprimoramento contínuo, dá suporte ao crescimento da Organização.

Agora convido a todos para uma análise de seus respectivos métodos, identificando melhores práticas a cada dia, busquem a certificação de seu produto, a missão aérea de segurança pública!

O autor é Ten Cel Res da Polícia Militar de São Paulo e trabalhou no Grupamento de Radiopatrulha Aérea – “João Negrão”.

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