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Medicina Aeroespacial

Empresa americana é criada para fornecer médicos a operadoras de ambulâncias aéreas de asa fixa

Estados Unidos – A corporação MD1 anunciou no dia 1° de julho, a formação de sua nova empresa, a MD1 AirMed Doctors, uma agência especializada em recrutamento de médicos para serviços de ambulância aérea. A empresa emprega uma equipe de médicos de voo experientes e disponíveis para fornecer serviços de assistência médica para operadores aeromédicos de asa fixa.

Segundo o MD1, a empresa está familiarizada com as normas americanas e está em conformidade com o Corporate Practice of Medicine Laws (CPOM) dos EUA.

Os médicos desse grupo são certificados em várias especialidades, como: Medicina de Emergência, Medicina de Cuidados Intensivos e Medicina de Emergência Pediátrica, com treinamento adicional em medicina de voo. Esses médicos geralmente estão entre os 1% de médicos treinados do mundo que podem realizar procedimentos e cuidar de pacientes durante esses transportes aéreos.

Os operadores aeromédicos contratam esses médicos para trabalhar como equipe complementar de pessoal de resposta a emergências, objetivando orientar e auxiliar paramédicos, enfermeiros e outros médicos, utilizando seus conhecimentos, em situações em que minutos e/ou segundos fazem a diferença entre vida e morte.

O primeiro programa médico de voo foi lançado em 1º de janeiro de 2018, na área metropolitana de Nova Jersey e Nova York. Os médicos foram chamados para apoiar uma ampla gama de serviços, incluindo locais de acidentes, derrames, ataques cardíacos, desastres naturais, vítimas em massa, comunidades rurais e outras emergências que exigem suporte avançado de vida.

Até o final de fevereiro de 2019, o MD1 registrou 1.549 atuações; forneceu suporte médico no local para 273 pacientes, atendeu de 170 pacientes críticos e prestou assistência médica aos demais. O sucesso deste programa piloto levou o MD1 a criar a empresa MD1 AirMed Doctors, tanto nacional quanto internacionalmente, com capacidade de atender pacientes em todo o mundo.

Estácio lança mais uma turma de pós-graduação em Medicina Aeroespacial

O aumento mundial crescente e constante da aviação como meio de transporte e de emprego tem gerado uma forte demanda por profissionais com conhecimentos diferenciados em fisiologia e medicina aeroespacial.

Voar tornou-se uma necessidade, e voar de forma segura e saudável, uma questão de saúde pública. Assim, a Universidade Estácio lançou mais uma turma para a pós-graduação em Medicina Aeroespacial, que começa em São Paulo no dia 25/03/2022. O curso é específico para médicos.

“O curso foi montado com o objetivo de capacitar médicos para atuarem como autônomos ou em clínicas particulares; em serviços de transporte aeromédico; medicina aeroportuária; medicina do trabalho em empresas aéreas; realizar perícias médicas aeronáuticas, entre outras possibilidades”, disse o coordenador do curso, Prof. M.e Rolland Duarte de Souza.

Com 420 horas de carga horária, 70% ministrada de forma presencial e 30% no formato on-line ao vivo, o curso possui conteúdos que envolvem temas relacionados ao ambiente de voo, à segurança de voo e às operações aeromédicas.

“Nossos professores possuem larga experiência profissional e acadêmica e por meio de aulas teóricas e práticas, temos desenvolvido profissionais para atuarem em uma área complexa e que envolve temas da saúde e da aviação”, complementou Rolland.

Informações do Curso

Clique na foto e acesse a página da pós-graduação da Estácio.

Jarnail Singh, especialista em medicina aeroespacial, cujo trabalho levou ao primeiro voo comercial de longo alcance, morre em Singapura

Singapura – O médico de origem indiana, que se tornou conhecido internacionalmente como especialista em impedir a propagação de doenças transmissíveis por meio de viagens aéreas, morreu no dia 6 de fevereiro.

O Dr. Jarnail Singh, 67, foi o primeiro presidente do Conselho Médico da Aviação Civil da Autoridade de Aviação Civil de Singapura (CAAS) e chefiou várias outras organizações locais e globais de medicina aeroespacial.

Ele coordenou a resposta internacional durante o surto de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) em 2003, que permitiu que o setor de aviação se recuperasse.

O Dr. Singh também usou sua experiência para presidir a força-tarefa da CAAS, que colocou Singapura no mapa ao lançar o primeiro voo comercial de ultralongo alcance do mundo, sem escalas, de Singapura a Nova York, em 2004. Sua morte gerou homenagens dos setores da aviação e da medicina em todo o mundo.

O professor Chew Chin Hin, consultor emérito do Hospital Tan Tock Seng, disse que o Dr. Singh teve um grande papel ao desempenhar no estabelecimento da medicina aeroespacial como especialidade em Singapura.

(À direita) Dr. Jarnail Singh, Presidente do CAMB, CAAS, recebendo o prêmio de Gan Kim Yong, Ministro da Saúde de Singapura, em 2018.

Ele havia se concentrado no treinamento de médicos mais jovens, responsáveis ​​pelas avaliações de saúde de pilotos e controladores de tráfego aéreo.

“A medicina aeroespacial avançou imensamente nas últimas décadas. Certamente, Jarnail contribuiu em grande medida para o treinamento e o estabelecimento de altos padrões da especialidade, para o benefício de muitos médicos que temos hoje”, disse o professor Chew. “Internacionalmente, ele era muito respeitado como uma autoridade muito procurada em conselhos de especialistas. Sua falta será muito sentida.”

A medicina aeroespacial se concentra na segurança e na saúde da tripulação e dos passageiros e combate a propagação de doenças por meio das viagens aéreas, o que torna as pandemias um evento transfronteiriço e transcontinental. (Acesse apresentação do Dr. Singh)

Em uma entrevista com a Singapore Medical Association em 2015, o Dr. Singh descreveu os humanos como “o elo mais fraco em toda a cadeia de segurança“, que a medicina aeroespacial espera fortalecer.

O Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, o Presidente da Sociedade Indiana de Medicina da Aviação (ISAM), e o Presidente da Academia Internacional de Medicina Aeroespacial, Dr. Jarnail Singh no 64º Congresso Internacional de Medicina Aeronáutica e Espacial, em Nova Delhi, em 2016.

Ele acrescentou que uma de suas conquistas foi a construção do centro aeromédico da Força Aérea de Singapura, onde usou um vídeo dele mesmo perdendo a consciência em uma “centrífuga de treinamento” para convencer o então Ministro da Defesa de que era um investimento necessário para os pilotos de Singapura.

O Dr. Singh foi destacado para as bases aéreas de Tengah e Sembawang como médico enquanto servia no serviço nacional, o que influenciou fortemente sua decisão de se especializar no setor da aviação.

A Dra. Michelle Millar, do escritório de navegação aérea da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), disse: “Com o falecimento do Dr. Jarnail Singh, a aviação perdeu um de seus pioneiros regulatórios no gerenciamento de riscos de fadiga. Devido em grande parte às suas contribuições, a ICAO passou a adotar novos padrões e práticas recomendadas para lidar com a fadiga do piloto. (Saiba mais sobre esse trabalho)

“Sua maneira cavalheiresca, sua paixão pela segurança e sua vontade de contribuir farão muita falta nos corredores da ICAO e sua perda será sentida em toda a comunidade de aviação global.”

A professora Philippa Gander, do centro de pesquisa Sleep / Wake da Universidade Massey da Nova Zelândia, que trabalhou com o Dr. Singh em voos de ultralongo alcance, disse que “parece a passagem de uma era”. “Vou me lembrar de Jarnail como um colega caloroso, cortês e inteligente. Um homem notável que sempre buscou o bem maior e com certeza fará falta.”

O Dr. Singh deixa sua esposa, um filho e uma filha.

“Medicina Aeroespacial e o Serviço Aeromédico” será tema de live no dia 17 de dezembro

Aeromédico do Brasil – O portal Resgate Aeromédico iniciou uma série de entrevistas com protagonistas do aeromédico brasileiro para conhecer melhor o funcionamento do serviço.

Na quinta-feira, dia 17 de dezembro, às 19h30, o médico Rolland Duarte de Souza será o protagonista de live sobre “Medicina Aeroespacial e o Serviço Aeromédico“.

Rolland Duarte é especialista em Medicina Aeroespacial, Cirurgia Geral, Endoscopia Digestiva, Ultrassonografia Geral e possui Mestrado em Ensino na Saúde. É piloto privado de avião e atua como Perito Médico Examinador na ANAC. Atualmente, é Coordenador e Professor do Programa de Pós-Graduação em Medicina Aeroespacial da Universidade Estácio, São Paulo, Brasil.

Será uma conversa com Eduardo Beni, editor do Portal Resgate Aeromédico, e serão abordados os seguintes temas:

  • O que é Medicina Aeroespacial;
  • Como é desenvolvida essa área de atuação médica no Brasil e no Mundo;
  • Como é a formação do médico nessa área;
  • Qual a relação da medicina aeroespacial com o serviço aeromédico.

Saiba mais: Aeromédico do Brasil.

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SAMU e Corpo de Bombeiros de SC realizam treinamento para Profissional de Saúde Embarcado

Santa Catarina – Na quarta-feira (12), o Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU) do SAMU de Santa Catarina e o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros realizaram mais um treinamento para Profissional de Saúde Embarcado (PSE).

O primeiro curso aconteceu em novembro de 2019. O treinamento segue o estabelecido pelo artigo 90.45 do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil nº 90 (RBAC 90), vigente desde junho de 2019.

O PSE é aquele profissional que atua em aeronaves em situações excepcionais e imprescindíveis à realização de operações aeromédicas. Eles serão acionados quando não estiver a bordo o operador de suporte médico (OSM), enfermeiros e médicos que integram as tripulações aeromédicas na Aviação Pública.

O treinamento foi realizado na Base Aérea da Força Aérea e também na sede do BOA, ambos em Florianópolis, com profissionais do SAMU do Planalto Serrano (Lages e São Joaquim). A instrução orientou as equipes de saúde a atuarem de forma segura quando eventualmente acionados em casos de emergência. Com o treinamento eles poderão atuar nas aeronaves Arcanjos, bem como em outras aeronaves de segurança pública.

No treinamento, os profissionais de saúde aprendem normas de segurança de voo, comportamento em torno e no interior das aeronaves e conhecimentos relacionados a medicina e enfermagem aeroespacial. Ao final do curso sabem indicar e principalmente contra-indicar o emprego dessas aeronaves, dentro da realidade de cada região, levando em consideração também, rede assistencial e geografia local.

Números do SAMU em 2019

Em Santa Catarina, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) registrou 330.705 mil ocorrências atendidas até o início do mês de dezembro de 2019, nas oito mesorregiões do Estado.

A média mensal de atendimentos é de 3,6 mil/mês, de acordo com relatório divulgado pelo Setor de Estatística da Superintendência de Urgência e Emergência. Por região, a Grande Florianópolis obteve o número mais destacável – 60.394 mil ocorrências no ano.

Em 2019, 18 novas ambulâncias renovaram a frota dos veículos avançados de Santa Catarina, com investimento na ordem de R$ 199 mil para cada ambulância, totalizando R$ 3,5 milhões.

Conheça as atividades da Saúde Operacional na Força Aérea Brasileira

Brasil – As atividades da Saúde Operacional na Força Aérea Brasileira (FAB) têm uma vasta abrangência. Desde a atuação dos Médicos de Esquadrão, Hospitais de Campanha, Evacuação Aeromédica (EVAM), Defesa Química Biológica Radiológica e Nuclear (DQBRN) até o Atendimento Pré-Hospitalar. Abarcam, ainda, o estudo da Medicina Aeroespacial, por meio do treinamento fisiológico das tripulações e do Desempenho Humano Operacional.

A atuação é exercida por profissionais de diversas especialidades, em diferentes níveis. Nos níveis mais avançados está a atuação de médicos e enfermeiros; em nível intermediário, outros profissionais de saúde, elementos de Operações Especiais e de Busca e Salvamento; e no nível mais básico, os socorristas táticos.

O acionamento dos meios de Força Aérea pode acontecer para transportar vítimas, atuação em missões de Busca e Salvamento, EVAM e outras atividades afins. As ações com o uso de aeronaves envolvem particularidades em relação aos pacientes e ao ambiente aéreo, com as quais os militares da FAB têm de estar preparados para lidar.

Em setembro do ano passado, por exemplo, uma incubadora foi montada, adaptada e energizada na aeronave C-98 Caravan com a missão de resgatar, em Conceição do Araguaia (PA), um bebê recém-nascido, prematuro, que havia completado 13 dias de vida e estava com suspeita de infecção enterocolite necrotizante. A missão foi realizada pelo Esquadrão Tracajá, sediado em Belém (PA), com o apoio do Hospital de Aeronáutica de Belém (HABE).

“Cumprir uma missão de EVAM, em que ajudamos um enfermo, é sempre gratificante. Mas, cumprir uma EVAM para ajudar uma vida que acabou de chegar a este mundo tem um sentimento especial. Estamos muito felizes de poder auxiliar esta família”, ressaltou, na época, o Tenente Aviador Diego Carvalho Almeida, que fazia parte da tripulação.

As atuações podem ser em ambientes variados, em tempos de paz ou de conflitos. “Pode ser feito um acionamento de equipe e aeronave, que estão sempre de sobreaviso, para transporte de vítima por meio aéreo; podem ser mobilizadas equipes de diversas especialidades para atuar em atendimento a desastres e hospitais de campanha, quando da necessidade por evento adverso; como também há a atividade diária e constante dos Médicos de Esquadrão, que operam nas Alas cuidando da saúde de todo o efetivo do Esquadrão do Voo, de forma preventiva e assistencial”, ressaltou o Tenente Médico Gustavo Messias Costa.

A FAB realiza diversos cursos para atuação em Saúde Operacional, nas mais diversas áreas, que são ministrados pelo Instituto de Medicina Aeroespacial Brigadeiro Médico Roberto Teixeira (IMAE). São eles: Curso de Médico de Esquadrão (CMESQ), Curso de Evacuação Aeromédica (CEVAM), Curso de Cuidados Críticos em Voo (CCCRIV), Curso de Capacitação em Defesa Química Biológica Radiológica e Nuclear (DQBRN), Curso de Capacitação em Saúde Operacional (CCSOP) e Curso de Capacitação em Socorro Pré-Hospitalar Militar (CCSPHM).

“A constante capacitação e treinamento de pessoal militar para atuar em ambientes hostis com equipes de saúde exerce grande importância para a população do país. Nós estamos preparados para atuar em conjunto com a defesa civil, em eventos adversos, que causem danos humanos, materiais e ambientais de grandes proporções. Como exemplo, temos as atuações no atendimento ao desastre provocado pelas chuvas na Região Serrana no Estado do Rio de Janeiro, em 2011, e da barragem em Brumadinho, este ano”, explicou o Tenente Médico Iago Nery Leite.

Conselho Federal de Medicina recomenda medidas para dar segurança a passageiros e tripulantes

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A Câmara Técnica (CT) de Medicina Aeroespacial do Conselho Federal de Medicina (CFM) divulga recomendações aos médicos, aos passageiros e aos tripulantes de empresas aéreas. São advertências que podem evitar o agravamento de quadros de saúde pré-existentes durante os voos. A preocupação do grupo, criado este ano pelo CFM, é contribuir com orientações que aumentem a segurança da população que usa o transporte aéreo.

O documento será encaminhado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), à Infraero, à direção das companhias aéreas, aos sindicatos das empresas de transporte aéreo e às entidades de representação das agências de viagem. As recomendações também serão repassadas às entidades médicas para reforçar sua divulgação entre os profissionais. A meta é trabalhar, de maneira conjunta, para aumentar a divulgação do alerta.

“Queremos mostrar, sobretudo aos médicos, o peso da orientação antes da viagem. É preciso que o profissional esteja ciente das recomendações que devem ser feitas a cada um dos passageiros/pacientes, segundo seu quadro clínico”, explicou o coordenador da CT, Frederico Henrique de Melo. Para ele, ao fazer as orientações em seu consultório, o profissional cumpre com o importante papel de agente de prevenção e de educação em saúde.

Entre os itens que constam da documentação estão: o transporte de gestantes, de crianças recém-nascidas, os portadores dedoenças respiratórias, cardiovasculares e de transtornos psiquiátricos. As recomendações são baseadas na cartilha Doutor, posso voar? preparada pela Liga de Medicina Aeroespacial da Faculdade de Ciências Medicas da Santa Casa de São Paulo.

Para os passageiros, o conselheiro do CFM acrescenta: apesar das recomendações serem simples, não pode prescindir da opinião de um médico se houver dúvidas. “Isso pode fazer a diferença entre a saúde e a doença; em casos extremos, entre a vida e a morte”, ressaltou Melo. As orientações produzidas pela Câmara Técnica têm forte caráter preventivo, isto porque o grupo já detectou alguns problemas, dentre eles o limitado conhecimento do assunto, até mesmo, pela comunidade médica, das alterações fisiológicas provocadas nos seres humanos pelo voo, bem como a insuficiente estrutura de atendimento dentro das aeronaves.

Diagnóstico da área – A decisão da Câmara Técnica foi motivada por vários fatores relacionados à segurança em saúde no setor aeronáutico. Em primeiro lugar, observou-se a previsão de crescimento no número de passageiros e dos voos no país nos próximos anos e o natural aumento que ocorre na proximidade das férias e das festas de fim de ano. Também se considerou as reduzidas condições de atendimento de passageiros, nos casos de emergência. Ainda relevante é o número de pacientes portadores de doenças graves que utiliza o transporte aéreo para tratamentos em outras cidades do país e do exterior ou retorna para casa de avião após tais cuidados.

A diretora da Sociedade Brasileira de Medicina Aeroespacial e membro da Câmara Técnica, Vânia Melhado, alega que, por falta de conhecimento, as pessoas embarcam sem noção de que não deveriam viajar de avião, quando portadoras de alguns males agraváveis pelo voo. “Praticamente a totalidade de problemas de saúde nos deslocamentos não foram anunciados durante o embarque”, disse.

Integram ainda a Câmara Técnica o brigadeiro médico da Aeronáutica, Flávio Xavier, e o coordenador de medicina das Linhas Áreas TAM, Marco Cantero.

A partir dos relatos das companhias, identifica-se um caso de morte súbita a bordo em cada grupo de 5,7 milhões de passageiros. Fatores como doenças pré-existentes, alteração da rotina de ingestão de medicamentos para doenças já estabelecidas anteriormente ao voo, a imobilidade, o meio e tempo de voo contribuem sobremaneira para essas ocorrências. De acordo com a Infraero, por ano, embarcam no país 125 milhões de pessoas. Dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) apontam que em todo o mundo o número de passageiros que voaram, em 2009, ultrapassou 2,5 bilhões.

RECOMENDAÇÕES DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

1. AOS MÉDICOS, PASSAGEIROS E TRIPULANTES DA AVIAÇÃO

A Câmara Técnica de Medicina Aeroespacial do Conselho Federal de Medicina (CFM) divulga as recomendações aos médicos e usuários de empresas aéreas. Elas são baseadas na cartilha Doutor, posso voar? elaborada pelos alunos da Liga de Medicina Aeroespacial da Faculdade de Ciências Medicas da Santa Casa de São Paulo.

2. DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

Viagens aéreas são contraindicadas para passageiros e tripulantes com infecções ativas (pneumonia e sinusite) porque estas doenças podem alterar as respostas fisiológicas humanas habituais ao voo.

Passageiros e tripulantes com infecções pulmonares contagiosas (tuberculose e pneumonia) não devem embarcar, pois pode ocorrer agravamento dos sintomas, complicações durante e depois do voo, além do risco de disseminação da doença entre os outros passageiros.

Quadros graves, instáveis ou de hospitalização recente de asma brônquica (doença respiratória mais comum entre os viajantes) também são incapacitantes para o voo.

Pessoas com bronquite crônica e enfisema pulmonar apresentam reduzida capacidade de oxigenar o sangue, o que pode descompensar os sintomas da doença durante o voo. Por isso, esses viajantes devem buscar orientação médica especializada antes de embarcarem para que seja determinado se há necessidade de suporte de oxigênio por ocasião do deslocamento.

3. DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Os pacientes e tripulantes acometidos de complicações cardiovasculares devem ser orientados a adiar os voos durante o período de estabilização e recuperação. De acordo com as orientações da Sociedade de Medicina Aeroespacial, os prazos a serem observados são os seguintes (recomenda-se que o paciente seja avaliado por seu médico assistente antes de embarcar, pois os mesmos podem ser ampliados ou reduzidos, de acordo com o caso):

  • Infarto não complicado: aguardar duas a três semanas.
  • Infarto complicado: aguardar seis semanas.
  • Angina instável: não deve voar.
  • Insuficiência cardíaca grave e descompensada: não deve voar.
  • Insuficiência cardíaca moderada, verificar com o medico se há necessidade de utilização de oxigênio durante o voo.
  • Revascularização cardíaca: aguardar duas semanas.
  • Taquicardia ventricular ou supra ventricular não controlada: não voar.
  • Marcapassos e desfibriladores implantáveis: não há contra-indicações.

 Nos casos de Acidente Vascular Cerebral, deve-se levar em consideração o estado geral do passageiro e a extensão da doença. Recomenda-se observar os prazos de recuperação abaixo antes do embarque:

  • AVC isquêmico pequeno: aguardar 4 a 5 dias.
  • AVC em progressão: aguardar 7 dias.
  • AVC hemorrágico não operado: aguardar 7 dias.
  • AVC hemorrágico operado: aguardar 14 dias.

4. PÓS-OPERATÓRIO E PACIENTES EM RECUPERAÇÃO

– Pós-Operatório torácico

  • Casos de pneumectomia (retirada do pulmão) ou lobectomia pulmonar recente (retirada parcial do pulmão): recomenda-se uma avaliação médica pré-voo, com determinação da normalidade da função respiratória, principalmente no que diz respeito à oxigenação arterial.
  • Casos de pneumotórax: é uma contra-indicação absoluta. Deve-se esperar de duas a três semanas após drenagem de tórax e confirmar a remissão pelos Raios-X

– Pós-Operatório neurocirúrgico

Após trauma crânio-encefálico ou qualquer procedimento neurocirúrgico, pode ocorrer aumento da pressão intracraniana durante o voo. Aguardar o tempo necessário até a confirmação da melhora do referido quadro compressivo por tomografia de crânio.

– Cirurgia abdominal:

Contra-indicado o voo por duas semanas, em média. Deve-se aguardar a recuperação do trânsito habitual do paciente, pois a presença de ar em alças, sem eliminação adequada, no pós-operatório de cirurgias recentes, pode determinar a sua expansão excessiva em voo.

  • Pós cirurgia laparoscópica: o voo pode ocorrer assim que a distensão pelo ar injetado tenha desaparecido e as funções do órgão operado retornado ao normal.
  • Nos procedimentos onde foi injetado ar ou gás em alguma parte do corpo: aguardar o tempo necessário para a reabsorção ou a eliminação do excesso de ar ou gás injetado.
  • Pós anestesia raquidural: o voo pode causar dor de cabeça severa até 7 dias após a anestesia.
  • Após anestesia geral: não há contra-indicação, desde que o paciente tenha se recuperado totalmente.

– Gesso e fraturas – Fraturas instáveis ou não tratadas são contra-indicadas para voo.

Importante: considerando que uma pequena quantidade de ar poderá ficar retida no gesso, aqueles feitos entre 24-48 horas antes da viagem, devem ser bi-valvulados para evitar a compressão do membro afetado por expansão normal do ar na cabine durante o voo.

5. TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS:

– Distúrbios psiquiátricos – Pessoas com transtornos psiquiátricos cujo comportamento seja imprevisível, agressivo ou não seguro, não devem voar. Já aqueles com distúrbios psicóticos estáveis, em uso regular de medicamentos e acompanhados, podem viajar.

– Epilepsia – A maioria dos epilépticos pode voar seguramente desde que estejam usando a medicação. Aqueles com crises frequentes devem viajar acompanhados e estarem cientes dos fatores desencadeantes que podem ocorrer durante o voo, tais como: fadiga, refeições irregulares, hipóxia e alteração do ritmo circadiano. Recomenda-se esperar 24-48h após a última crise antes de voar.

6. GESTANTES:

Recomenda-se que os voos sejam precedidos de uma consulta ao médico.  De forma geral as seguintes medidas devem ser observadas:

  • As mulheres que apresentarem dores ou sangramento antes do embarque, não devem fazê-lo.
  • Evitar viagens longas, principalmente em casos de incompetência ístmo-cervical, atividade uterina aumentada, ou partos anteriores prematuros.
  • A partir da 36ª semana, a gestante necessita de uma declaração do seu médico permitindo o voo. Em gestações múltiplas a declaração deve ser feita após a 32ª semana.
  • A partir da 38ª semana, a gestante só pode embarcar acompanhada dos respectivos médicos responsáveis.
  • Gestação ectópica é contra-indicação para o voo.
  • Não há restrições de voo para a mãe no pós-parto normal, mesmo no pós-parto imediato.

7. CRIANÇAS:

No caso de um recém-nascido, é prudente que se espere pelo menos uma ou duas semanas de vida até a viagem. Isso ajuda a determinar, com maior certeza, a ausência de doenças, congênitas ou não, que possam prejudicar a criança no voo.

8. OBSERVAÇÕES GERAIS:

– Medicação – Recomenda-se levar medicação prescrita pelo médico em quantidade suficiente para ser utilizada durante toda a viagem. Os remédios devem estar sempre à mão, preferencialmente acompanhados pela receita do médico, com as dosagens e os horários que devem ser administrados. Em caso de deslocamentos que impliquem em mudança de fuso horário, o médico assistente deve ser consultado para avaliar se há necessidade de ajustar os horários de ingestão dos medicamentos.

– Enjoos – As pessoas mais susceptíveis a terem enjoo durante o voo são aquelas que já o apresentam quando andam de ônibus, carro ou navio. Estas devem evitar a ingestão excessiva de líquidos, comida gordurosa, condimentos e refrigerantes que podem facilitar seu aparecimento. Recomenda-se também, como medida de precaução, que utilizem os assentos próximos às asas do avião por ser o local de voo menos turbulento e, por conseguinte, menos propenso a induzir náuseas e vômitos.

– Procurar assistência e/ou orientação médica antes do voo, caso o passageiro ou tripulante apresente:

  • Febre alta, tremores, com piora progressiva dos episódios;
  • Sangue ou muco nas fezes;
  • Vômitos que impeçam a ingesta de líquidos;
  • Sintomas persistentes após uso de medicamentos sintomáticos;
  • Sintomas, especialmente, se usa diuréticos, imunossupressores ou remédios para diabetes e/ou hipertensão.

Fonte: Conselho Federal de Medicina

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